Without you

By: Cupcake \o/


Capitulo Final. – Go On...


Ouvir a voz de sua tutora a acalmou. A faria analisar tudo de um melhor ponto de vista, mesmo sendo na escuridão.

Mas ela não era a única na escuridão. O misto de pânico e calma inundou o mundo frio de Sesshoumaru, cegando-o para qualquer outra coisa que não fosse Rin.

O silencio no quarto era opressor, chegando a ser palpável pelos demais. Por mais que fosse inesperado, Sangô e Miroku entendiam a presença do youkai. Ele havia se apaixonado, e não parecia incomodado em demonstrar aquilo.

O rapaz de cabelos negros, novo empresário do homem ali parado, permanecia calado, com um bobo sorriso no rosto.

- Ficar assim, Sesshoumaru, não vai ajudar em nada. Descanse um pouco da viagem...

Não respondeu, sentia-se cansado demais para tal. Passou a mão pelos cabelos da mulher adormecida a sua frente, a mesma pareceu se arrepiar, mas continuou imóvel. Fez o que o empresário falara, deixou-se no outro sofá que tinha no quarto.

- Vá para o hotel, qualquer mudança a gente te avisa, prometo.

O youkai fingiu que não ouviu, não iria deixá-la ali,sozinha.

- Sesshoumaru, ela não esta sozinha. Pode deixar que eu vou cuidar da nossa menina.

A voz calma e segura de Sangô se fez presente.

- Vá com ele, Miroku. Aqui esta muito cheio para Rin-chan.

Ambos os homens se levantaram rapidamente, deixando o quarto a contra-gosto.

- Pronto, minha querida. Saiba que não importa o que você escolher, nós iremos te apoiar.

Sussurrou.


Ouviu a voz de Sangô, e apenas aquele sussurro confidente.

Sorriu intimamente. Iria revisar novamente sua vida, quem sabe de lá tiraria uma resposta?

Uma nova revisão... agüentaria? Antes, quando chegou ao hospital, ouviu que seu estado era critico, será que seu corpo agüentaria um problema onde apenas seu espírito podia resolver?

Ela era patética. Mais do que isso... como não saber o que queria? Tinha amigos que a amavam, dinheiro, um novo recomeço... e jogaria tudo fora por causa do vazio em seu peito? Seria estupidez demais?

Como deixou a situação chegar naquele ponto? Era controlada... organizada. Há. Mentia para si mesma, como sempre.

A verdade, naquele momento, era que ela era louca. Realmente considerava um recomeço com um homem com quem mal havia trocado palavras. Um astro, enquanto ela era um nada. Menos do que isso...

Teria ela perdido o filho?

Provavelmente sim. Mas era o melhor, ele não iria sofrer por um pai ausente, e pelos problemas de depressão e alcoolismo da mãe. Finalmente admitira que era alcoólatra.

- Rin! Você é uma idiota! Realmente vai jogar tudo fora por infantilidade? Ok, você teve problemas, mas quem não os teve? Pensa, você é bonita, jovem, tem amigos maravilhosos e dinheiro, acorda pra vida!

Gritou consigo mesma, caindo na veracidade dos fatos.


Sangô notou um estremecimento no corpo da amiga, uma mudança de som nos aparelhos. Se aproximou temerosa.

As pálpebras da garota deitada abriram-se lentamente. Um sorriso formou-se lentamente.

- Rin-chan...

Ela voltou a sussurrar, acariciando os cabelos da amiga.

- Sangô-chan... eu... eu não quero vê-lo...

Falou rouca, mas decididamente e antes que a mulher respondesse, as enfermeiras entraram no quarto.

- Nos desculpe, mas iremos levá-la para alguns exames.

- Cla-claro...

A equipe medica que cuidava da jovem havia sido avisada pela simples mudança dos monitores. Realmente, Sesshoumaru havia feito de tudo para que Rin recebesse tudo do bom e do melhor.

Sangô pegou o celular, ligando para Miroku.

- Querido... ela acordou... mas não quer ver Sesshoumaru...

O outro lado da linha ficou mudo por alguns minutos.

- Vou ver o que posso fazer...

Ambos desligaram o telefone, e não se sabe como, mas Miroku convenceu Sesshoumaru a permanecer no hotel enquanto Rin fazia os exames.


Dois dias se passaram, Rin se restabelecia lentamente. Porém, ainda não havia permitido a entrada de Sesshoumaru.

Não iria conseguir recebê-lo, não se conheciam para tanto, ao menos era o que tentava dizer para si mesma. Prometeu que apenas o encontraria em uma circunstancia que não envolvessem hospitais.

- Eu pretendo voltar pra cidade grande, foi idiotice minha tentar fugir para o interior... eu ficaria entediada depois de um tempo...

- Tem razão Rin-chan, apenas quem viveu a vida inteira em cidade pequena não consegue se separar...

Rin conversava com Kouga, afim de explicar o por que de sua pressa para voltar para seu quarto de hotel na cidade grande.

- Mas eu vou voltar tentando não causar acidentes... Foi bom rever vocês, mas preciso me resolver na minha amada cidade... Alias, posso te pedir um favor?

Ela já voltava ao normal, começou a falar e não se calaria tão cedo.

- Claro Rin...

- Eu quero que você venda a casa dos meus pais, tudo o que for deles.

- Tem certeza?

- Claro! Quero recomeçar do zero, sem me apegar com essas coisas do passado, e também, eu nunca vivi naquela casa, não ligação sentimental e não pretendo morar lá. Então pode vender... parte dos lucros vai para o seu bar e o resto eu quero que você doe para alguma instituição a sua escolha.

- Mas é muito dinheiro...

- Por isso mesmo... Tem gente que precisa mais do que eu.

Ela sorriu carismaticamente. Iria se livrar de tudo aquilo.

Ainda passou um mês e meio naquela cidade, esperando ter forças o suficiente para voltar para seu quarto de hotel. Tratar-se-ia lá, onde se sentia bem.

E mesmo sobre os protestos de Sangô, ela continuou no quarto de hotel e doou parte de sua herança para inúmeras instituições de forma anônima. Assim seria melhor.


E em tanta movimentação, passou-se um ano.

E em uma especial noite de lua cheia, a moça colocou uma fina e curta camisola, iniciando um ritual já antigo.

Levantou-se do sofá cansada, a madrugada se estendia diante de seus olhos e ela nem ao menos percebia.

Mas a solidão, o vazio, já haviam sido esquecidos. Sentia-se estranhamente feliz, sua vida havia tornado-se uma correria. Um sorriso formou-se em seus finos lábios.

Deu poucos passos, se aproximando da janela cautelosamente. Jogou a cabeça para trás levemente enquanto suspirava profundamente. Abriu as cortinas e lá estava ela, não era mais a única em sua vida e, mesmo assim, continuava especial como sempre.

A lua brilhava tão intensamente, como se fosse para parabenizar a mulher confiante que a garotinha havia se tornado. Afastou mais as cortinas e abriu a imensa janela, assim pode sentir uma gélida ventania circular seu corpo quase desnudo.

Sentou-se no parapeito e deixou que seus olhos castanhos percorressem o céu muito iluminado. Não notou se luzes de outros apartamentos estavam acessas, apenas conseguia ver aquele majestoso azul que cobria a imensidão que era o céu.

Manteve os olhos bem abertos, estava finalmente acordada, feliz. Seus olhos brilhavam em resposta para a Lua, como se agradecesse os momentos em que passaram juntas.

Poeticamente.

Mas seus olhos foram caindo, até se encontrarem com a rua deserta naquele horário. Porém as orbes castanhas encontraram um homem, olhando para a Lua. Já havia passado um ano... era hora.

Colocou um robe e desceu correndo para a rua, se não fosse agora, nunca mais seria.

Era ele.

E ao ouvi-la, ele se virou para encará-la.

- Hoje não esta chovendo, mas você poderia salvar uma jovem indefesa?

- Não dá... hoje é meu dia de folga sabe? E dá última vez que eu salvei uma jovem indefesa, ela pediu que eu pagasse um cruzeiro pra ela... se for assim eu vou ficar pobre.

- Essas jovens indefesas de hoje em dia... eu aceitaria apenas um café. E que fosse um café com conversas e situações estranhas e embaraçosas...

- Você leu a minha mente...

- Mas é uma pena que você esta de folga esta noite...

- Tem razão... amanhã eu ouvi dizer que vai chover, talvez eu esteja trabalhando amanhã...

- Bom, quem sai perdendo é o senhor.

Ele olhou para os lados furtivamente, e, cautelosamente, se aproximou. Sussurrou para ela.

- Eu posso abrir uma exceção, sabe?

- É mesmo... isso não me parece muito heróico...

- É que eu sempre fui um pouco anti-herói, sabe como é.

Ela piscou brincalhona para ele.

- Bom, senhor anti-herói, o senhor sabe como me encontrar... já é muito tarde para um café... quem sabe em um outro dia de chuva.

E sem esperar resposta, ela saiu andando, rápida.

Não deu o telefone, novamente, mas ao menos já havia um ponto de encontro.

Só faltava esperar que ambos aparecessem em horários iguais...


Acabou... Acreditam que foi minha primeira fic com um real final?

Se bem que não foi um final-final... e me perdoem se ficou pessimo, é que foi o meu primeiro...

E sim, muitas partes (dela no parapeito) foi ctrl+c e ctrl+v, pois eu quis mostrar a diferença da personagem naquela mesma situação... mas me desculpem se ficou horrível... Enfim...

Eu queria agradecer a: Lenita Hino, fruits-baskets-4ever, kiky will, Elantriel, Rukia-hime, dorflexpills, queenrj, haruno soraya, Kate Simon Cullen, Yuria Shimahara, Jen Valentine, Naty Dark, Mai Amekan, Debs-Chan, Kuchiki Rin, Lunoca, Lory Higurashi, Pammy-sama, Hinata-chan, Carolina, Mary-chan, Pamela (não sei se é a Pammy-sama, mas tudo bem. xD). Vocês (não importando se foi uma, duas, três, zilhões de reviews) me animaram a terminar essa fanfic. Eu não vou esquecer as reviews, nem as vontades loucas de alguma de vocês de me bater. Vou lembrar tanto das criticas como dos elogios.

Muito obrigada!