Disclaimer: Harry Potter e todos as pessoas mágicas, lugares, coisas, animal neste Fanfic pertencem a JK Rowling. Apenas Audrey e seus Parentes são meus ... Eu só não consigo imaginar eu pertenço tudo isso.

Mas... pessoal... for favor dos meus peixinhos... comentem senão eu não sei se vocês estão gostando ou não...

25 de janeiro de 1971

Severo acordou com alguém abraçado a ele. Suando frio, ele pensou:

"Merlin, será além de me machucar ele teve a coragem de dormir aqui?"

Logo depois ele percebeu que não era o seu pai e sim Audrey. Suspirando feliz, ele se aconchegou à irmã que acordou.

– Bom dia Sev... que cara é essa?

– Não... é... nada... desculpe... – respondeu Severo tentando recuperar o fôlego.

– O que foi Sev, fala para mim...

– Esquece... Eu apenas acordei assustado, está bem?

Audrey puxou Severo para um abraço e ele se aconchegou na irmã até se acalmar. Depois ela disse:

– Calma... de agora em diante a gente vai ficar sempre junto... ele não vai chegar mais perto de você...

Depois de algum tempo Severo se acalmou e disse:

– Sempre juntos...

Cinco meses depois (30/06/1971):

Severo e Audrey estavam na sala lendo o livro de poções de Eillen quando Maya, a coruja da família, uma linda coruja–do–nabal* bateu o bico na janela para chamar a atenção dos irmãos.

Severo levantou–se e abriu a janela. A coruja estendeu a perna para ele e o menino tirou a carta e disse tristemente:

– Desculpe menina...

– Espera! – gritou Audrey. Ela conjurou um pedaço de bacon – Toma.

– Bacon?

– Minha cachorra gosta...

– Por Merlin, a Maya não é um – ele viu a coruja comer o bacon e ganhar outro pedaço. – Ela gostou...

Maya voou para uma árvore próxima satisfeita por ter ganhado os petiscos.

– Veja Audrey, recebi a carta de Hogwarts! Cadê a sua?

– A minha foi levada pessoalmente pelos professores Dumbledore e McGonagall.

Os dois leram a carta juntos, em voz alta:

Prezado Severo Tobias Snape:

Temos o prazer de informar que . tem uma vaga na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Estamos anexando uma lista dos livros e equipamentos necessários.

O ano letivo começa em Primeiro de Setembro. Aguardamos sua coruja até o dia 31 de julho não mais tardar.

Atenciosamente
Alvo Dumbledore"

Junto com a carta veio a lista de materiais:

1° ANO
Uniforme:
1. Três conjuntos de vestes comuns de trabalho (pretas)
2. Um chapéu pontudo simples (preto) para uso diário
3. Um par de luvas protetoras (couro de dragão ou similar)
4. Uma capa de inverno (preto com fechos prateados)
Obs.: As roupas do aluno devem ter etiquetas com seu nome.

Livros:
O Livro Padrão de Feitiços (1ª série), de Miranda Goshwak
História da Magia, de Batilda Bagshot
Teoria da Magia, de Adalberto Waffling
Guia de Transfiguração para Iniciantes, de Emerico Switch
Mil Ervas e Fungos Mágicos, de Fílida Spore
Bebidas e Poções Mágicas, de Arsênio Jigger
Animais Fantásticos e seu Hábitat, de Newton Scamander
As Forças das Trevas: Um Guia de Autoproteção, de Quintino Trimble

Outros equipamentos:
1 varinha mágica
1 caldeirão (estanho, tamanho 2)
1 conjunto de frascos
1 telescópio
1 balança de latão
Obs.: Os alunos podem ter uma coruja, um gato ou um sapo.

Porém a alegria dos dois durou pouco porque entrou na sala ninguém mais que Tobias com um mal humor horrível. Mesmo fazendo tanto tempo que ele não abusava mais de Severo, este ainda sentiu medo de seu pai. Tobias chegou perto dos dois, pegou a carta, leu rapidamente, a rasgou e disse:

– Vocês não vão a Hogwarts...

– O QUÊ? – disseram os irmãos

– Vocês... não... vão... a... Hogwarts...

Audrey ficou nervosa. Ela percebeu o motivo de seu pai querer impedi–los de ir à escola. Ele estava se vingando deles pelos cinco meses que não tocou em Severo. Seus olhos ficaram vermelhos e conjurando uma bola de fogo com sua mão esquerda ela disse:

– A gente vai sim! Quem é você para nos impedir?

– Tudo bem... mas... eu não vou levar ninguém, nem pagar uma pena para vocês... – e saiu dando gargalhadas.

Severo juntou os pedaços da carta e da lista de materiais, ajoelhou–se no chão e apertando–os contra o peito começou a chorar. Audrey reparou os papéis e disse:

– Venha...

Ela juntou seu irmão num abraço apertado e disse baixinho:

– Shhh... tudo vai ficar bem... vou dar um jeito nisso...

– Como você vai dar um jeito nisso? Não existe feitiço para conjurar dinheiro e mesmo que existisse, somos crianças, não podemos ir ao Beco Diagonal sozinhos...

– Trouxas podem frequentar o Beco Diagonal?

– Se estiverem acompanhando os seus filhos bruxos, sim...

– Tive uma ideia!

A menina esperou o irmão se acalmar e perguntou:

– Onde está Maya?

– Lá fora, caçando...

Audrey sentou–se no sofá, pegou sua caderneta e sua caneta–tinteiro (ela sempre andava com eles no bolso) e começou a escrever:

"Papai:

Por favor me ajude! Aquele desgraçado não quer pagar a nossa lista de materiais, muito menos nos levar ao Beco Diagonal e do jeito que a tia Eillen é uma tonta ela não vai discordar dele.

Quando a coruja chegar até você, por favor , consiga um pedacinho de bacon para ela...

Estou com saudades...

Audrey"

– Chame a coruja. – disse Audrey

Severo saiu e voltou com uma coruja contrariada. Audrey conjurou uma fita e disse:

– Menina, leve esta carta ao Manchester General Hospital, por favor...

Manchester General Hospital

O North Manchester General Hospital, local de trabalho do pai adotivo de Audrey está localizado em Crumpsall, 3,5 milhas a norte do centro de Manchester. Este lugar, com uma fachada imponente e antiga tem um departamento de acidente e emergência completo, que inclui uma unidade de Atendimento Especializada pediátrica separada. Ele também oferece uma gama completa de serviços de cirurgia geral e agudo base para a unidade de doença infecciosa especialista da região.

Richard trabalhava na seção de Oncologia. Ele estava aconselhando uma paciente quando ouviu um barulho na janela. Os dois viraram e viram uma coruja com um papel na perna. A paciente, que já estava de saída disse:

– Foi muito bom conversar com o senhor, Dr Taylor. – já com a mão na maçaneta da porta, ela disse – estranho... essa coruja é nativa de Portugal...

"Merda, que vacilo... essa coruja estranha deve ter alguma coisa a ver com Audrey" – pensou Richard.

O médico esperou a paciente sair e abriu a janela. A coruja entrou e estendeu a perna para ele. Cuidadosamente ele retirou a carta e a leu rapidamente. Depois, ele foi ao cesto de papéis e pegou um pedaço de bacon que estava num lanche que ele acabara de comer e disse:

– Pode pegar, eu acabei de jogar fora e no cesto só tem papel...

Maya não recebia petiscos com frequência, então estranhou a oferta do homem. Ficou um tempo olhando o bacon e depois comeu–o com gosto. Richard, que não estava acostumado com corujas achou bonitinho ver a ave comendo bacon e deu mais um pedaço que desta vez foi aceito com gosto. Ele deu água para a coruja num copo descartável para café e passou a mão na sua barriga. Maya bicou o seu dedo carinhosamente e voou para casa. Contente, ele disse:

– Ah que gracinha, eu quero um desses!

Ele pegou a carta e leu novamente. Batendo o punho fechado na mesa, gritou:

– Mas é um filho de uma puta mesmo! Como pode negar estudo aos filhos?

Ele foi ao seu diretor (que era seu pai) e pediu três dias de licença. Ele contou a história a Roger, que ficou revoltado com a atitude de Tobias. Roger mandou Richard comprar o material para os dois e aconselhou o filho a não tratar Severo mal, ele não tinha culpa de ser filho de quem era.

Depois Richard pediu à sua secretária para remarcar as consultas e passar os casos mais graves para seu colega de serviço.

À noite Richard mostrou a carta à sua esposa que ficou chocada com a atitude de Tobias. Ela disse:

– Temos que ajudar o menino, ele não pode ficar sem estudar...

– Vamos amanhã na casa dele para ajudá–lo!

– E o hospital?

– Pedi licença até sábado, já que tenho folga no domingo.** Espero que seja o suficiente...

Rua da Fiação

Enquanto Maya estava fora, Audrey em seu quarto escreveu uma carta ao diretor dizendo que Severo aceitou a vaga em Hogwarts. Logo depois Maya chegou em casa piando alegremente.

– Venha menina! – disse Audrey – leve para Hogwarts...

Maya indignou–se com Audrey. Ela havia acabado de chegar e tinha que entregar outra carta. Furiosa, a coruja bicou seu olho.

– Demônio! Venha... pegar... a carta...

Audrey conjurou uma fita e amarrou a carta na perna da coruja. Depois que a ave voou ela disse:

– Sorte sua que meu corpo se regenera ou a gente ia ter ensopado de coruja no jantar...

Severo entrou no quarto da irmã e se assustou com a cena: ela limpava seu olho furado como se aquilo não fosse nada!

– Ele vai se curar logo, não me olhe assim...

– Como...

– Eu senti a tua presença, idiota. Aquele bicho nojento revoltou–se porque eu a mandei para Hogwarts...

– Tadinha... deixasse ela descansar...

– Não temos tempo para isso! – aproximando–se de Severo ela disse baixinho – Se meu plano der certo, logo iremos ao Beco Diagonal...

Severo a abraçou e disse:

– Muito obrigada, não sei como eu vivi tanto tempo sem você...

* A coruja–do–nabal é uma ave originária de Portugal. É uma belíssima ave que possui hábitos
mais diurnos. É uma coruja de tamanho grande e facilmente identificável. Semelhante ao bufo-pequeno, não
possui orelhas muito salientes, e são bastante característicos os seus olhos grandes amarelados,
envolvidos por dois leques de penas de cor clara. A cabeça e o peito são bastante barrados.
** O dia 30/06/1971 caiu numa quarta–feira.