Título: Ossos da aproximação...

Autora: Marina

Categoria: Bones/Minha versão da sétima temporada, após "The change in the game"

Advertências: ^^ Não deixe de ler ^^ - contém spoilers...

Classificação: K/T

Desclaimer: A série Bones não me pertence, mas eu acho que vou virar antropóloga forense e cometer o crime perfeito contra Hart Hanson, porque ele já tá folgando em nos fazer esperar até setembro!

Capítulos: 10/12

Completa: Não

Sinopse: "Ela sabia exatamente como queria sua vida... Com Booth, mas ela sabia também que estava arriscando tudo, e que se perdesse... Não conseguiria ao menos sentir mais nada"...


Capítulo 10: Dia mais que comum!

Rebecca e Booth se olharam com expressões curiosas. As sobrancelhas juntas, mas um pequeno sorriso em ambos ao ouvirem a larga risada de Parker.

E pararam na porta assim como Ângela havia feito há quase duas horas e ficaram olhando para as pessoas dentro da sala. Brennan, Ângela e Parker estavam sentados no sofá da sala da antropóloga. O garoto no meio das duas mulheres, e Angie com o pequeno Michael nos braços. Hodgins na cadeira da escrivaninha, a frente dos quatro, e uma expressão e gestos que aparentemente contavam um evento ou fato divertido.

Parker riu novamente.

Booth observou que ela havia acabado de lhe entregar uma caneca, e ele tinha o cobertor envolta de si, mesmo estando sentado e olhou para Brennan rindo.

Ambos repararam que o garoto tinha um bigode de chocolate.

-... Hei... – Hodgins foi o primeiro a notar os dois na porta, e se levantou. Brennan depositou sua caneca na mesa de centro e também se levantou. Parker e Ângela, apenas angularam a cabeça.

-Oi. – Rebecca foi a primeira a se pronunciar. –Bom dia a todos... – Meio sem-graça.

-Mamãe! – O garoto abandonou sua caneca na mesinha também e saltou para os braços da mãe. Ela o abraçou apertado. –Papai! – Brennan já havia notado a presença de Booth antes mesmo de Parker correr para os seus braços.

-Parker, o que deu em você? – Rebecca havia se aproximado do filho, e não resistira em lhe perguntar o porquê dele ter desaparecido daquela forma na noite anterior. Booth desviou o olhar de Temperance para o pequeno, também esperando uma resposta.

-Eu precisava falar com a Bones, mãe... – Ele disse. De repente o chão da sala se tornou muito interessante.

-Qualquer coisa que precisasse falar com ela, eu tenho certeza que podia esperar no dia seguinte, filho.

-No momento não podia papai. – O garoto disse olhando-o profundamente, e depois desviou o olhar para Brennan. –Mas agora eu sei que sim... – E olhou para a mãe. –Desculpe.

-Vamos pra casa... – Rebecca falou e franziu o cenho. –Onde conseguiu essas roupas? – Ela perguntou não reconhecendo as vestes do filho. Uma calça e blusa de moletom cinza, com alguns desenhos na frente e atrás.

-Bones e Angie me deram. – Ele disse olhando para as roupas.

-As dele estavam... – Brennan enfim falou. – Estão encharcadas.

-E eu nem sei como agradecer. – Rebecca disse sorrindo educadamente.

-Não é necessário. – Ela falou. –Pra mim foi muito satisfatória a companhia do Parker. – Disse sincera, Ângela e Hodgins sorriram, e Booth surpreendeu-se assim como Rebecca, mas sorriu também.

-E como se diz Parker? – Ela perguntou fitando o filho.

-Ow. – Ele sorriu e se aproximou de Brennan. –Obrigado Bones.

°°°°BB°°°°

Ela ergueu alguns papéis a altura dos olhos e se virou para o computador.

As evidencias lhes levavam cada vez mais próximos do culpado, e ela queria confirmar se não havia deixado nada passar. No entanto, não sabia que depois que Parker fosse embora a sensação de que o tempo passasse tão devagar seria real e não uma impressão.

Brennan virou-se para uma mensagem no seu celular.

'Onde você está?'

Era Ângela.

'Em minha sala. ' Ela respondeu. 'Está tudo bem?'

'Sim. ' Ângela volveu. 'Alguma novidade...? E não querida, não é sobre o caso. Não o caso de assassinato, mas o seu caso com o Booth. '

Ainda se impressionava com a capacidade da amiga de lê-la, antes mesmo que algo fosse dito. Ou não...'Angie!'

'Estou on-line. ' A artista respondeu ignorando provavelmente uma chamada que Brennan faria pela resposta nada discreta e direta. Também bastante curiosa.

-Oi... – Brennan a cumprimentou ao clicar em seu notebook diante dela, e ainda sentada na cadeira da escrivaninha em seu escritório, dirigiu seu típico olhar descrente a Ângela. –Preciso parar de responder suas mensagens... - Ela comentou sem segurar seu próprio meio sorriso.

-Não... – Angie comentou de forma divertida. –Você não conseguiria. – E riu. Gesto acompanhado por sua melhor amiga. –Acabei de falar com Lily e ela me disse que não há novidades no caso... Por isso estou perguntando, depois que o Parker foi embora, você falou com o Booth?

-Estou esperando por ele... – Ela começou. Queria fugir apenas um pouco.

-Para...? – Ângela atiçou.

-Para um interrogatório. – Disse em meio a um suspiro. Devia saber que Ângela não desistiria. E por reflexo fechou os olhos.

-Brennan!- Porque ela também a conhecia. -Eu não acredito!

-O quê? –Ela perguntou tentando soar natural. O que claramente não funcionou. –É o nosso trabalho Angie. E eu não sei porque você insiste que eu fale com o Booth...

-E quantas vezes você vai esperar que ele fale com você?

-...

-Além do mais, eu tenho certeza que está fugindo do assunto com ele, assim como está fugindo comigo Brenn. – E sua suspeita foi confirmada já que ela não contra-argumentou. –Querida, eu conheço você. O que está te afligindo?

-Eu... – Ela começou receosa, e suspirou. Ângela conhecia-a tão bem. Melhor que ela mesma até. E tinha razão, porque havia algo que a estava afligindo. Assustando-a. –Eu estou com medo Angie. – Ela por fim falou. Ângela lhe dirigiu uma expressão um pouco confusa e ela continuou. –Ter o Booth como homem, pode significar perdê-lo como parceiro, amigo... E... Eu estou com medo.

-Brenn... – Ângela enfim entendeu.

Quando se tratava de Temperance Brennan, criar laços era um processo complicado.

Ela mesma sabia o quanto tempo levou até conseguir se sentir amiga dela. Até ser retribuída. E ainda assim, levou mais tempo para que ela acreditasse que não iria perdê-la. Que ela não iria a lugar algum...

E quando se concretiza esse laço, não é como qualquer outro. Não é apenas por medo de rompê-lo, mas ela sempre tem medo de modificá-lo. Talvez sua experiência pessoal tenha lhe feito uma mulher exigente no trabalho e no termo anti-social, mas ela mal sabia o quanto é fiel a uma amizade.

E não há maior exemplo que Booth.

-Não quero perder tudo o que construímos até aqui. – Ela confessou. –Eu... Eu sinto algo pelo Booth, Angie, você está certa. – E sim, ela estava. Não queria admitir, mas é verdade. -... Mas não quero perder tudo o que temos antes disso. Não quero que ele veja uma obrigação comigo como viu com Rebecca que esperava Parker...

-Você sabe que é diferente...

-Não Angie, eu não sei. – E realmente não sabia.

Ângela a mirou de forma que beirava ao frustrado.

Como ela não podia saber?

Só ela não via...

-Querida, você e o Booth sempre tiveram uma ligação. E você sabe disso. – Acrescentou para enfatizar o ponto. –E não é só isso... Vocês têm algo que... Que poucos tem. Algo mágico, especial. – Ela sorriu. –E eu não brinquei ao dizer que poderia cantar "Aleluia" quando me contou que passaram a noite juntos.

-Eu não sei o que isso quer dizer...

-Quer dizer que demorou. – Ela falou. –E muito. Pra vocês dois...

-Ângela... - Outro meio sorriso. Angie podia ser um pouco hiperativa as vezes, mas estava certa. Muito certa.

-Ok. – A artista sorriu. –Fale com o Booth, Brenn. Diga como se sente.

°°°°BB°°°°

-Eu não o matei.

-Você já disse isso. – Brennan a lembrou e Booth balançou a cabeça sentando-se ao seu lado na sala de interrogatório. –Mas me diga Kaleigh, por que se separaram?

Ela sorriu sem humor.

-Francis não é exatamente o tipo de homem pelo qual uma mulher vê um futuro bom...

-Eu não sei o que isso significa. – Brennan disse olhando para Booth.

-Traficante... Assassino... Bandido. Isso não te diz nada? – A mulher falou e ela deu de ombros. –Eu o amava, - e levou a mão à barriga respirando fundo. Brennan franziu o cenho. –Mas ele não se importava com o futuro. Ou nós dois. Apenas com o dinheiro.

-Ele te traia? – Booth perguntou. –Com a atual, Carla Vega.

-Não. Ele conheceu Carla depois de dois meses da nossa separação. E se casaram... – A mulher disse. –Isso é tudo, eu posso ir?

-Só mais uma pergunta. – Booth falou. –O anel. O anel que ele te deu...?

-Eu não o tenho mais. – Ela o cortou. –Devolvi para a família McReary. Mais precisamente para a mãe dele, que vai precisar pro tratamento de câncer...

-Ok. Isso é tudo, obrigado. – Booth falou se levantando e alcançando a porta.

-Espera. – Brennan pediu e a mulher se virou para fitá-la. –Está grávida de quantos meses? Três...?

Booth arqueou as sobrancelhas e olhou para Kaleigh, que tinha a mesma expressão surpresa que o agente. Brennan, no entanto tinha sua conhecida face que esperava pela resposta.

No caso a confirmação da verdade...

-Como você...? - Que ela claro, estava certa.

-Eu posso ver pelo modo que você anda. – Ela disse simplesmente. –E... Eu sei como são os enjôos. Você sentiu um a alguns minutos.

-Está grávida do seu ex. – Aquilo não era uma pergunta. Ele fechou a porta e voltou seu olhar para a mulher. Sua expressão indicava que ele estava certo. –Mas...

-Sim. Eu dormi com meu ex. E engravidei. Isso não significa que eu o matei.

-Isso é verdade Booth. – Brennan concordou. –Até porque isso pode acabar com a idéia da divisão de bens do divórcio...

-Não. – Booth sorriu. –Mas significa que a atual esposa, também pode ser nossa assassina, Bones.


Hum... Ta aí o cap. Espero comentários...

Pixel (Sabe q eu tbm já fui comparada com a Blair, nesse sentido? As vezes eu sou meio vingativa... ^^' Mas fazer o q? Os genes... Ah, tem continuação do The Scientist With Child, The Stalker of Dead Person e The Anger in The Mother. Caraca. Li tantas vezes q até decorei! ^^)

Comentem... E até o próximo cap.