N/A: Outro capítulo pequenino XD E juro pra vocês, quase mudei a fic pra Ron/Draco depois de escrevê-lo...

Mas me controlei. Vou deixar minhas idéias slash para outra fic.


Capítulo 9 – Cólera e Explosão

Fixadas as chaves do Torneio de Quadribol Holandês no mural principal da Academia de Ensino Helga Hufflepuff, Rony começou a contagem regressiva. O primeiro jogo seria dali a apenas sete dias, e ele não podia se conter em euforia. Passava o dia festejando com Hermione e com seus colegas de time, sem nem se importar muito com seu andamento no colégio. Afinal, ele poderia ser reconhecido em todo o seu país natal, e isso era muito mais importante.

Faltando apenas três dias, porém, descobriu que o jogo cairia no mesmo dia do teatro de sua irmã e de Luna. Não seria problema para Rony, já que o jogo seria logo após o horário de almoço, enquanto o teatro seria à noite, mas... Algo nele queria que Luna o visse jogando. Queria mostrar para ela todo o seu esplendor e, ao saber que esta não compareceria por conta de ensaios, um sentimento extremamente desagradável se apossou dele. Por um momento, teve vontade de desistir do torneio, ver a amiga ensaiar. Lembrou-se, então, de seu sonho: ser um jogador profissional. O fato de ter pensado em desistir de tudo por uma mera formalidade o enraiveceu.

Nunca desistira de si mesmo por alguém. Nunca. Porque agora, justo com a menina, cogitara essa possibilidade? Havia algo errado. Algo muito errado com ele. Um ódio repentino por Luna tomou conta dele. Por trás daqueles olhos límpidos, talvez a garota escondesse águas escuras e duvidosas. Não! Luna nunca tentaria prejudicá-lo em seu benefício. Como pôde pensar tal atrocidade?

- Merda! – ele socou a parede do banheiro, deixando-se cortar levemente na lateral da mão.

Alguns rapazes que adentraram o banheiro naquele instante se assustaram com a cena e correram porta afora.

- Ora, se não é Weasley, o craque... Ainda está contente com o resultado dos testes de resistência? – sorriu um rapaz louro que se esgueirara sorrateiramente pela porta.

- Draco, eu não estou com humor para esse seu sorriso besta hoje. Nunca estou, aliás... – olhou enfurecido o ruivo, tentando estancar o leve sangramento que se iniciara em sua mão.

Draco sorriu esnobe, aproximando-se.

- Você precisa de um beijinho pra sarar? Acho que minha saliva vale mais do que todo o seu sangue...- riu-se Draco, lançando um olhar desafiador para Ron.

Rony cerrou os punhos. Estava possesso com o fato de Draco Malfoy ser sempre inconveniente e repugnante. Malditos Slytherin.

- Eu já te avisei...

- Oh, tem razão. Aposto como não foi educado para se portar perante a nobreza, Weasley. A plebe costuma mesmo agir como um bando de macacos selvagens. Mesmo assim, te perdôo, Weasley.

Ele perdeu a razão.

- Cala... A sua... BOCA! – Rony deu um murro cheio na cara de Draco, sujando esta com seu sangue.

Draco limpou o rosto, enojado. Mirou Rony e cuspiu sangue, resultado do golpe que levou.

- Sangue-ruim... Quer me deixar um imundo como você?! – Draco socou o estômago de Rony, que se ajoelhou, em claro sinal de dor.

- Argh... Maldito seja... Malfoy! – ainda no chão, o ruivo conseguiu dar um murro na virilha de Draco, acertando-o em cheio.

O loiro caiu com os olhos escancarados. Os dois demoraram um pouco até se recomporem dos golpes tomados, e foi Draco quem conseguiu falar, ainda que com certa dificuldade e encolhido no chão, primeiro:

- Ugh... Cretino... Eu posso acabar com você, Ronald Weasley... – ele falava pausadamente, tentando se distrair da dor – Eu vi a sua amiguinha suja entrando no banheiro masculino... Se souberem disso, você sabe...

Rony congelou. Não havia feito nada, afinal, mas... O que seria a palavra dele, um adolescente estourado em seus plenos dezesseis anos, contra a de Draco Malfoy, o aluno santo e imaculado? Nunca acreditariam, ainda mais se considerasse a beleza de Luna. E o que fariam com ele se descobrissem? Não o expulsariam, evidentemente, mas... O Torneio!

- Você não ousaria... – Rony agora se apoiava na cuba da pia, numa tentativa de se levantar – Você sabe que o time precisa de mim... Você precisa de mim.

- Eu posso me cuidar sozinho... – Draco também tentava, embora com mais dificuldade que Rony, se erguer do chão.

Os dois, devidamente erguidos, lavaram seus rostos e se encararam, um afrontando o outro silenciosamente.

- Maldito seja, Malfoy... – o ruivo saiu do banheiro, bufando de raiva.

Draco sorriu. Não falaria nada. Não naquele momento, pelo menos. Haveria o momento certo para se manifestar, e ele sabia que não era aquele.