10 – Eu, você e as estrelas.
Prowl entregou a Jazz mais um beijo, abraçando-o e agradecendo por concordar em ficar e compartilhar a noite com ele. Depois de uns minutos parou e fez menção de levantar-se, quando Jazz o abraçou com as pernas e o puxou de volta para que continuasse com o carinho. Ele achou graça da atitude de seu amado, mas correspondeu avidamente. Só depois de um tempinho é que conseguiu se desvencilhar.
_ Espera um pouco, Jazzie. Não acha que devíamos brindar por este dia?
_ Excelente ideia.
A viatura se levantou e foi pegar a garrafa de engex que estava no balde de gelo e duas taças. Encheu uma e entregou-a a Jazz, depois encheu a sua própria e estendeu-a para fazer um brinde.
_ A esta noite.
_ A nós dois.
Enquanto Prowl bebia, Jazz olhou para a janela do quarto e percebeu que estava anoitecendo. Algumas estrelas já apareciam no céu. Bebeu um gole e dirigiu-se devagar até ela. Prowl o acompanhou com as óticas, curioso. Então ele abriu a janela e retornou até onde estava sorrindo para a viatura. Deitou-se na cama languidamente e derramou o engex em seu corpo traçando uma linha que ia do seu pescoço até a virilha. Prowl sentiu sua centelha se aquecer mais uma vez, principalmente quando o porshe fez um sinal com as mãos convidando-o a "beber" do líquido derramado.
A viatura percorreu sua língua pelo caminho traçado com a bebida. Lambia e chupava cada cantinho, não querendo deixar escapar nem uma só gota. Arrepios tomavam conta do corpo de Jazz fazendo-o suspirar. Num determinado momento Prowl interrompeu as carícias para ir fechar a janela. Jazz percebeu antes que ele se levantasse e segurou-o.
_ Onde você vai?
_ Fechar a janela, ué.
_ Nada disso! Deixe as estrelas entrarem e assistirem.
_ Não. Você é muito escandaloso. Todos os vizinhos vão te ouvir.
_ Eh, eh, eh! Melhor ainda!
_ Nossa! Você está bem safadinho hein, Sr. Jazz.
_Estou não. Sempre fui. Você é que não percebeu. E chega de conversa. Vem cá!
Jazz não permitiu que ele falasse mais nada. Agarrou-o e ofereceu-lhe mais um beijo arrebatador. Prowl se deixou levar pelo gestou, aproveitando o momento, quando Jazz o interrompeu, apontando para a própria virilha.
_ Tem mais engex aqui, ó. Você esqueceu essa parte.
Prowl sorriu e foi logo formando uma trilha de beijos que ia do pescoço de Jazz, passando pelo peito, pelo ventre, até chegar à válvula do porshe. Começou a lamber devagar, acariciando cara parte com a ponta da língua. Como se quisesse oferecer um tratamento especial a seu amado. Jazz suspirou mais alto e sua razão já começava a se perder em meio às carícias de Prowl.
_ Aaah... Isso, querido... É bem aí...
A viatura pôs-se a acariciar com mais intensidade. Movia a língua com vontade, chupava com gosto o lubrificante que escorria, beijava e dava mordidinhas na parte interna das coxas. Quando notou que Jazz já começava a enlouquecer de tesão, parou e ficou olhando para ele. O porshe não entendeu.
_ O que foi?
Prowl não respondeu. Olhou-o com um meio sorriso. Depois se deitou de costas na cama, bem ao lado dele, fazendo um convite tentador para seu querido Jazzie.
_ Vem cá. Senta na minha cara.
Jazz sentiu um arrepio por todo o corpo e um calor tomou conta de sua válvula ao ouvir esse chamado.
_ Nossa! Depois eu é que sou safado.
Subiu devagar por cima de Prowl como um felino que rondava a sua presa. Beijou-o mais uma vez suavemente para em seguida subir mais um pouco e se posicionar bem em cima do rosto dele. Estava queimado de puro desejo, mas rebolou devagar, com medo que machuca-lo ou sufoca-lo. Foi quando Prowl agarrou os seus quadris e o puxou pra baixo com tudo. Foi demais para o porshe, que perdeu o controle de vez e passou a se esfregar sem piedade no rosto da viatura, gemendo cada vez mais alto e pedindo por mais. Prowl por sua vez se deliciava com tudo aquilo, lambendo o porshe como se houvesse mel escorrendo de sua virilha. Ele não disse a Jazz, mas ter alguém sentado em seu rosto era uma fantasia que ele sonhava em realizar a muito tempo. E agora ele finalmente via a oportunidade de pôr em prática esse fetiche.
Jazz rebolava cada vez mais e mais, entorpecido pelo prazer, perdido nas sensações que o dominavam. Prowl o castigava sem parar, chupando com vontade. Puxava os quadris dele com força, deixando marcas em sua pintura. Então espasmos tomaram conta do corpo do porshe e ele sobrecarregou, inundando o rosto da viatura com seu lubrificante. Prowl se deliciava com tudo aquilo. Continuou a lambê-lo, não deixando nem uma só gota, aproveitando ao máximo.
Jazz, ofegante, mudou de posição e beijou Prowl de forma lenta e gostosa. Aproveitou para sentir o próprio gosto nos lábios e no rosto de seu amado. Prowl correspondeu, mas agora queria a sua parte. E iria tê-la. Levantou-se puxando Jazz e o levou para perto da janela aberta, justamente quando tinha um grupo de robôs passando na calçada.
Prowl fez com que Jazz arqueasse o corpo e espalmasse as mãos na parede, próximo à janela. A luz estava apagada e de onde eles estavam não dava para se ver de fora. Mas Prowl sabia que isso seria o suficiente para atiçar o medo de Jazz em ser flagrado. Lembrou-se que, quanto mais ficava receoso em ser pego, mais o porshe ficava excitado. E tratou de usar esse medo a seu favor.
_ Vem cá. Empina prá mim.
_ Prowl, tem um monte de bots passando ali.
_ Eu sei. Vou mostrar para eles como você faz gostoso. – disse dando um meio sorriso bem sacana.
A viatura começou a penetrar o porshe devagar, mas depois que entrou todo dentro dele, não se conteve mais e passou a estocá-lo sem dó, cada vez mais. Jazz, desesperado de prazer, arfava gemendo cada vez mais alto. Prowl empurrou ainda mais fundo, fazendo com que Jazz encostasse o seu rosto na parede, estendendo os braços nela, chorando e salivando de tanto tesão. Sua válvula, tão quente, envolvia o cabo de seu amado numa fome deseperada, apertando, implorando por mais. Da calçada, um grupo já se formava, curioso com os ruídos de prazer vindo da casa em frente. Alguns falavam gracinhas tipo "O negócio aí tá bom, hein!", outros assobiavam e gritavam " Aaaaêêê". Prowl aproveitou essa situação.
_ Tá ouvindo, amor? Eles estão te ouvindo. Vieram te ver fodendo gostoso comigo. Olha só! Estão todos olhando pra você.
Foi o bastante para fazer Jazz gritar.
_ AAAAAHHH... PROWL... METE MAIS... METE MAIS FORTE... UUHHH
A viatura atendeu ao pedido erótico do amado, fustigando-o com mais força, fazendo-o gritar ainda mais alto. A calçada ficou em festa com o "espetáculo" , gritando, aplaudindo e assobiado. Ao ouvir os urros de euforia vindos de fora, Jazz percebeu que era por causa dele e imaginou que estava sendo observado. Não aguentou mais e revirou as óticas, urrando em êxtase quando a sobrecarga o atingiu. Prowl logo o seguiu preenchendo-o com seu transfluído, gritando alto o nome do porshe para logo em seguida cair exausto sobre ele. O gozo foi tão intenso que Jazz perdeu a força nas pernas, deslizando até o chão. Prowl o abraçou, impedindo que ele caísse.
Enquanto acionavam os sistemas de resfriamento para se acalmar, o "público da calçava agradecia ao "espetáculo", elogiando a performance dos dois para, então, começar a se dispersar. Prowl riu dos comentários ao mesmo tempo em que se impressionava consigo mesmo, pois jamais imaginara que um dia seria capar de fazer isso. Logo ele que era tão reservado e discreto, de repente se vê compartilhando um momento de sexo selvagem com a vizinhança.
Foi então que notou que Jazz, adormecera em seus braços. A atividade foi intensa demais e o porshe não aguentou. Prowl o pegou nos braços cuidadosamente e o colocou no berço de recarga, deitando ao seu lado.
_ Descanse bem, meu amor! Pois a nossa noite apenas começou.
Por diversas vezes na noite o casal repetiu os momentos de união e prazer. Por fim adormeceram. De manhã, Prowl foi o primeiro a despertar. Já estava acostumado a acordar cedo por causa de sua rotina. Soltou um largo sorriso ao perceber que Jazz ainda estava ali, ao seu lado. Estava tão feliz pelo sucesso da sua primeira noite de amor com ele que se pegou desejando que aquele momento não acabasse nunca.
Decidiu fazer uma última surpresa para seu amor. Desceu em silêncio para não despertá-lo e voltou vinte minutos depois com uma bandeja de café da manhã. Estava tão romântico que parecia um recém-casado. E com cuidado e carinho, começou a despertar o porshe.
_ Jazzie! Jazzie, meu amor, acorda!
-Uuuhuuh! – Jazz apenas gemia, preguiçoso. Não queria acordar.
_ Acorda, amor. Quero te mostrar uma coisa.
Jazz gemeu mais uma vez, virando-se e ficando de costas para o berço de recarga. Mas sem acordar. Prowl então olhou para a sua virilha desprotegida e teve uma idéia.
_ Não vai acordar? Tudo bem! Foi você quem pediu.
Afastou as pernas do porshe revelando a sua entrada e começou a chupá-lo daquele jeito especial que só ele sabia fazer. Jazz se assustou com o contato inesperado, mas não recuou, ao contrário, abriu ainda mais as pernas para acomodar a cabeça do amado, suspirando suave. Prowl, aos poucos foi intensificando os movimentos fazendo-o gemer ainda mais alto até finalmente sobrecarregar mais uma vez.
_ Uau! Isso sim é que é... maneira de acordar... alguém. Demais! – o porshe falava tentando acalmar a respiração.
_ Ah! Finalmente despertou, Bela Adormecida. A noite foi ótima, mas nós precisamos arrumar tudo, eu preciso ir trabalhar e você precisa ir para casa, lembra?
_ Ah, mas estava tão bom assim. – Disse Jazz, engatinhando até Prowl para abraça-lo. A viatura correspondeu ao gesto carinhoso.
_ É verdade. Por mim eu ficava assim para sempre. Mas, sabe como é. O dever me chama.
_ Ah, tudo bem! Fazer o quê, né? – Cruzou os braços fingindo estar chateado só para fazer charme. Prowl deu-lhe vários beijinhos rápidos.
_ Ah, não faz assim, vai. Olha! Eu trouxe algo especial para nós dois. – e levantou-se para pegar a bandeja de café da manhã e colocou-a sobre Jazz, como um marido carinhoso. Havia uma boa diversidade de bolos, biscoitos e doces de energon que ele sabia que Jazz adorava dispostos de maneira que formavam um desenho. O porshe se emocionou.
_ Que lindo! Obrigado amor. – E beijou a viatura em agradecimento. Depois segurou suas mãos e o olhou bem no fundo das óticas.
_ Sabe, você foi o primeiro a me tratar de uma maneira tão especial. Você não se importou por eu ser como sou. Obrigado por me aceitar.
_ Ora, como assim? Você é maravilhoso! É lindo! Por que eu não te aceitaria?
Jazz sorriu e abraçou a viatura mais uma vez, beijando-o.
Assim que terminaram o café da manhã, deram um jeito na bagunça que deixara pela casa, principalmente no quarto. Logo chegou a hora de Prowl ir para o trabalho. Na rua, mais uma vez a viatura insistiu em levar Jazz até a sua casa e mais uma vez ele recuou.
_ Eu não consigo entender por que não posso te acompanhar até onde você mora. Você é meu namorado. Qual o problema?
_ Eu só não me sinto à vontade. Só isso! Tenha paciência, por favor.
_ Jazzie, por que não posso te acompanhar? Me fale a verdade. O que há de errado?
_ Nada! Eu juro.
_ Se não há nada, então eu vou. – o porshe ficou receoso. Mas estava determinado a não levar Prowl até onde morava.
_ Não! Por favor, Prowl, não. – Dessa vez Prowl ficou irritado e elevou o tom de voz.
_ POR QUÊ? O QUE VOCÊ ESTÁ ESCONDENDO DE MIM? EU SOU HONESTO COM VOCÊ. SEMPRE TE CONTO TUDO, TE MOSTRO TUDO. POR QUE NÃO PODE FAZER O MESMO POR MIM?
Jazz não respondeu. Começou a chorar, assustado com a atitude grosseira de seu namorado. Isso só deixou Prowl ainda mais nervoso.
_ AH, DANE-SE! – Ele saiu andando rápido e deixou o porshe plantado na calçada, chorando. Estava realmente exasperado com a atitude de Jazz. Mas assim que virou a esquina e começou a se acalmar, percebeu que havia passado dos limites. E sentiu remorso por ter gritado com ele. Tiveram uma noite tão especial, tão agradável, e agora ele estragou tudo por causa de uma bobagem, uma besteira sem importância. No mesmo instante voltou correndo e chegou a tempo de ver Jazz virando a outra esquina. Correu ainda mais rápido, até que conseguiu avistá-lo.
_ JAZZ! JAZZ! ESPERA, POR FAVOR!
O porshe escutou e, mesmo estando magoado, decidiu esperar. Prowl o alcançou e o abraçou como se a sua vida dependesse disso.
_ Jazz, me desculpe! Me perdoe por ter sido tão estúpido com você. Eu perdi a cabeça. Você deve ter os seus motivos, meu amor. Não precisa me mostrar nada se você não quiser. Você estando ao meu lado já me basta. Me perdoe!
Jazz o abraçou de volta. Ainda estava chateado, mas decidiu deixar prá lá e dar mais uma chance a Prowl.
_ Está tudo bem. Só não faça mais isso, tá bom. Nunca mais grite comigo! Dói demais.
_ Eu sou um idiota! Me perdoe.
O porshe segurou o rosto se seu amado Prowl, sorrindo e olhando em suas óticas para redimi-lo.
_ É sim! Mas é o meu idiota. Uh, uh, uh! E eu amo demais o meu idiota.
E selou com um beijo a absolvição da culpa de seu esquentadinho Prowl. Que correspondeu com tanto ardor que quase se esqueceu que tinha que ir para o trabalho. Só se desvencilhou quando Jazz prometeu que iria vê-lo depois para a tarde de estudos. As provas para a academia estavam se aproximando. Noites como a de ontem iam ter que esperar para acontecerem de novo, pois precisavam se preparar.
