Apostando o Coração
Disclaimer: Essa história pertence à Miss Kathy90 que me autorizou a tradução. Os personagens em sua maioria pertencem a Stephenie Meyer.
Sinopse: Edward Cullen nunca havia se interessado pela Bella Swan… isso até o dia da posta. Mas o que aconteceria se no final ele terminasse se apaixonando…
Capítulo 10
Edward PDV
Cheguei em casa esgotado, o treino tinha sido cansativo e o único que desejava era outro banho (os da escola não deveriam contar), comer algo e dormir… dormir muito.
Guardei meu carro na garagem, peguei minha bolsa e tirei as chaves para abrir a porta, mas essa abriu antes.
— Ohh... oi Edward pensamos que era a pizza – disse Bella, que foi quem abriu, estava sem óculos, pelo o qual era mais fácil apreciar a forma do seu rosto e a cor chocolate dos seus olhos – Hey... hey – disse movendo suas mãos diante de mim. – O que foi?
— Ahh nada, estou cansado.
— Ahh...
— Quem é Bella? – perguntou Alice chegando onde estávamos. – Ah irmãozinho é você.
Entrei na casa e vi o total desastre que se encontrava a sala, no tapete havia milhares de revistas, cadernos e lápis esparramados por todos os lados, os óculos de Bela se encontravam junto a um dos cadernos.
— O que é tudo isso? Por acaso passou um furacão aqui? – perguntei divertido.
— Hahaha não irmãozinho… é só que estávamos tendo… hmm, um ataque de criatividade – arqueei uma sobrancelha.
— Ataque de criatividade? – perguntei duvidoso.
— Sim – disse Alice.
— E o que é isso? – perguntei levantando um dos cadernos, não cheguei a reagir quando Bella tirou-o da minha mão, e apertou forte contra ela, afastando da minha vista.
— É pessoal Edward – me disse irritada.
— Desculpe, vou deixar vocês – disse dirigindo-me as escadas.
Bella PDV
— Bella não deveria ser assim, você quase arrancou a mão do pobre Edward – disse Alice.
— Desculpe… mas você sabe que não gosto que ninguém veja minhas canções.
— Ou seja, eu sou ninguém – me disse fazendo um biquinho.
— Claro que não, sabe que eu confio muito em você – lhe disse. – Será melhor que colocar em um lugar seguro – disse colocando o caderno em minha mochila.
Esse caderno tinha um dos meus mais preciosos segredos, e só Alice conhecia, e esse era minha paixão por escrever músicas, me encantava compor e segundo Alice minhas músicas mostravam muito talento, ainda que sua opinião não fosse digamos a mais imparcial.
— É serio, deveria gravar uma de suas músicas, talvez Edward pudesse te acompanhar com o piano.
— Edward toca piano? – perguntei isso era tão impossível como eu me converter em uma bailarina profissional.
— Sim, mas não diga que eu contei, não quer que ninguém da escola saiba – me disse abaixando o tom de voz – guardaria segredo?
— Claro que sim – disse processando essa nova informação. Parece que a estrela do futebol, também tinha seu lado artístico.
— E você se anima?
— A que? – perguntei, eu havia perdido o fio da meada.
— Gravar suas músicas.
— Oh não Alice, antes morta… me da muita vergonha.
— Mas se você canta tão bem, além disso, suas letras são preciosas, dê uma…
— Não Alice, e isso não está em discussão. Não vou gravar minhas musicas!
— Mas… - Alice foi interrompida pela campainha.
— Chegou à pizza – eu disse.
Arrumei a mesa e peguei uns refrescos enquanto Alice chamava Edward para jantar. Os pais de Alice e Edward, Esme e Carlisle, haviam viajado para Houston até sexta-feira, pois o Dr. Cullen tinha um seminário e Esme queria comprar novos artigos para decorar sua casa.
Jantamos juntos, entre risos e alguns comentários tontos de Edward, devia dizer que quando ele queria era alguém muito agradável, mas isso não vou admitir nem que me torturem. Depois de recolher tudo e colocar os pratos na lavadora, Alice e eu decidimos começar a nossa "terça-feira com pijamas", Edward foi para o seu quarto.
— Vamos Bells, jogaremos verdade ou desafio – disse Alice fazendo sua carinha de cordeirinho perto de morrer.
— Ok, ok
— Aee! – disse aplaudindo.
Estávamos no quarto de Alice, sentadas na cama, que já tínhamos visto alguns filmes, feito alguns testes típicos de revistas teen, lutas de almofadas e íamos jogar verdade ou desafio.
— Eu começo? - Perguntei
— Ok.
— Tudo bem então verdade ou desafio?
— Humm... desafio.
— Ok – eu disse, exibindo um sorriso perverso – você tem que me deixar escolher a sua roupa para ir à escola amanhã.
— Isso é injusto Bella! – minha amiga protestou – Mas você sabe que seu gosto é… tão… tão… não… por favor… - implorou.
— Desculpe, mas você escolheu.
— Você é cruel... você sabe – disse com cara de vítima. Dei de ombros — Bem - disse colocando um sorriso vingativo em seu rosto. Eu devia ir com cuidado, tinha despertado um monstro – Verdade ou desafio, Bella?
— Hmm… verdade.
— Ok, o que você sente pelo meu irmão? - Eu realmente me arrependi de ter escolhido.
— O que você está dizendo Alice? Está louca! Sabe que não sinto nada pelo Edward – quase estava gritando.
— Bells não minta – disse de maneira persuasiva.
— Eu não estou mentindo – disse desviando o olhar do seu rosto
— Ok… acredito em você - disse apesar de sua voz parecer dizer o contrário.
Depois de alguns jogos, decidimos que era melhor tentar dormir, porque no dia seguinte teríamos aulas e já era mais de meia-noite. Era depois de uma e meia da manhã e eu não conseguia dormir, porque alguém que eu não quero dizer o nome veio esgueirar-se em meus sonhos. Alice, porém, estava dormindo abraçando seu travesseiro, eu me levantei em silêncio e sai do quarto, a minha primeira opção foi buscar o lugar onde Carlisle guardava amostras médicas e não sei, beber algum xarope para resfriado ou algum remédio para dormir, mas depois pensei que era muito perigoso e poderia acabar acontecendo alguma coisa, por isso fui até a cozinha para beber um copo de leite.
Não acendi as luzes, pois não queria que a claridade desperta-se alguém, mas acho que foi pior porque quase tropecei em uma das cadeiras da mesa. Abri a geladeira e peguei a caixa de leite e me servi um pouco no copo, sentando no balcão para beber.
Pensei na pergunta que Alice tinha me feito. "O que você sente pelo meu irmão?" Ela dava voltas e voltas, e por pior que fosse eu nem se quer sabia a resposta. Era verdade, quando eu era pequena de alguma forma gostava dele, mas isso foi há quase dez anos, mas agora… não sabia. Mas não podia ignorar as reações de meu corpo ao seu toque, ou sua vez, tão sedutoramente entorpecida, mas devia ser forte, eu não podia permitir sentir algo por Edward Cullen, ainda que meu coração se empenhasse em sentir o contrário. Lavei o copo que tinha usado e guardei o leite. Me dirigi para fora da cozinha para dormir.
Então, tudo aconteceu muito rápido, quando ia cruzando a sala, em meio à escuridão, choquei com alguém, ou melhor, dizendo, meus lábios chocaram com os seus, doces e suaves, e uma pequena descarga elétrica percorreu meu corpo, deixando a sensação de uma leve cosquinha logo que nos separamos. Foi um "beijo" rápido, se é que pode se chamar isso de beijo, mas esse leve contato com Edward que me mantinha segurada pela cintura, para que eu não perdesse o equilíbrio, havia bastado para deslocar todos meus sentidos e me fazer corar de uma maneira muito evidente, estava certa que, mesmo com a escuridão ele podia ver o vermelho das minhas bochechas.
— Hmm des… desculpe – murmurei.
— Não, desculpe-me eu não vi você.
— Sim, acho que devia ter acendido a luz.
— Sim tem razão, o que fazia aqui em baixo? – me perguntou ainda sem me soltar.
— Não estava com sono
— Então não sou o único que sofre de insônia
— Acho que não.
— Me acompanha até a cozinha?
— Está bem – disse corando, quando tentava me separar dele.
— Desculpe – disse me soltando. Uma estranha sensação ficou ali, no lugar que antes estava suas mãos.
Graças a Deus Edward não fez nenhuma referencia ao incidente da sala, não significou nada, pensei, foi só um acidente, mas e para mim?
