Cap. 9 – Best Friends Again
Uma semana se passou desde a premiere de New Moon. Durante toda essa semana, apenas meu corpo estava presente nas aulas ou em qualquer outro lugar que eu fosse. Era só fechar os olhos que eu relembrava aquela noite novamente. Isso era tudo em que eu conseguia pensar.
- Gabi? – Cynthia me chamou. Pela sua expressão aquela não era a primeira chamada. Apenas ergui meu olhar para ela. – Pelo amor de Deus, onde está a sua cabeça?
Sorri. A resposta seria linda. - Taylor Lautner.
- Se eu soubesse que você ia esquecer de mim desse jeito eu jamais teria planejado aquilo. – revirou os olhos e resmungou alguma coisa que eu nem tentei entender.
Pouco me importei com o drama dela. Peguei meu celular e coloquei em sua frente. Apertei o botão principal para aparecer o wallpaper.
- Ah, grande coisa. – ela disse, revirando os olhos mais uma vez. Era grande coisa sim. Era minha foto com o Taylor naquela noite.
Sorri para Cynthia. Tirei de dentro da minha bolsa a mesma foto, só que na versão impressa.
- Pelo amor de Deus! – ela enfim se rendeu e deu risada. – Onde mais tem essa foto?
- Em uma das almofadas da minha cama. – meu sorriso parecia que ia rasgar meu rosto.
As aulas pareceram se arrastar aquele dia. Quando finalmente o sinal tocou, pulei do meu lugar e saí do meio daquela sala chata de sociologia.
- Não entendo o objetivo dessa aula. – Cynthia chegou do meu lado reclamando, como se tivesse lido meus pensamentos.
Balancei a cabeça, concordando. Andamos em silêncio até o estacionamento, o que deve ter sido muito difícil para Cynthia. Mas eu não tinha o que falar, minha mente estava cheia com o Taylor.
- Até amanhã! – ela acenou, indo buscar seu carro, deixando claro que iria em casa amanhã.
Ela que já fosse se preparando para ouvir muito sobre Taylor Lautner.
Suspirei pelo simples fato de ter pensado em seu nome. Entrei no carro, joguei minhas coisas no banco de trás.
Grande parte das pessoas já tinham ido embora, então dirigi lentamente até a saída. Então meu carro morreu bem na saída, entre a rua e o estacionamento.
- Merda! – bati no volante e tentei ligar o carro. Quando ele finalmente pegou, olhei para o lado direito para ver se vinha algum carro.
Reparei em um carro preto, com todos os vidros bem escuros que estava estacionado praticamente do lado de onde eu estava. Uma sensação estranha me atingiu, como se aquele carro estivesse me observando. Fiquei com muito medo e saí dali o mais rápido possível.
Liguei o rádio para me distrair e novamente tocava aquela musica da Colbie Caillat, 'What If'. Parei em um sinal fechado e prestei atenção à música.
"What if we were made for each other
Born to become best friends and lovers?"
Esse trecho me fez pensar no Taylor, o que fez crescer um sorriso involuntário no meu rosto. Olhei meu retrovisor e vi o mesmo carro preto parado atrás de mim. Meu medo se intensificou.
O sinal abriu e eu pisei forte no acelerador. Dei várias voltas por várias ruas, enrolando minha chegada em casa. Mesmo assim, o carro não parou de me seguir.
Sem ter mais para onde ir, cheguei na rua da minha casa. Ela era a mais tranquila do bairro, e isso sempre foi muito bom. Menos agora. Parecia uma rua deserta.
Lembrei que era sexta, um dos dias em que a minha mãe trabalhava até tarde então provavelmente ela não estaria em casa. Peguei meu celular para mandar um sms para ela. Olhei pelo retrovisor e o carro estava parado bem atrás de mim. Meu coração começou a bater freneticamente.
"Mãe, você está em casa?"
Em dois minutos ela me respondeu. "Não filha. Saio às 8 hoje, lembra?"
'É hoje que eu morro', pensei, colando minha testa no volante. Minhas mãos tremiam, mas eu não tinha outra escolha a não ser sair do carro. Vasculhei minha bolsa atrás da minha chave e não achei. Era o desespero tomando conta de mim. Procurei de novo e dessa vez encontrei.
Respirei fundo e saí do carro. Assim que bati a porta ouvi outra porta batendo. Me preparei para morrer ou ser seqüestrada, mas o que aconteceu foi completamente diferente do que eu esperava.
- Gabriela? – aquela voz me chamou. Minha respiração falhou, assim como todas minhas articulações. Minha bolsa e a chave foram parar no chão. Ouvi ele rindo. Aquela risada...
Bem lentamente eu me virei e o encontrei sorrindo. Taylor Lautner... Taylor Lautner na porta da minha casa... TAYLOR LAUTNER ESTAVA ME SEGUINDO, SABE O QUE É ISSO?
- Oi? – eu disse com a minha voz e respiração falhando. Ele se aproximou. Seu sorriso sumiu e um olhar de curiosidade tomou seu rosto.
Pegou minha bolsa e minha chave. – É realmente você? – sua cabeça se inclinou para o lado esquerdo. – Gabriela, minha melhor amiga mais linda de todo Michigan?
Senti meu rosto ferver. Dei risada e encarei o chão. – Taylor Lautner... – isso foi tudo o que eu consegui dizer. Respirei fundo, eu tinha que responder alguma coisa decente. – Meu melhor amigo bronzeado...
Ele abriu um sorriso gigante que foi para seu olhar. Dessa vez ele derrubou minha bolsa e minha chave. Matou a distância entre nós e me abraçou. Me abraçou tão forte que até me ergueu do chão. Retribuí o abraço e estava disposta a nunca mais soltá-lo. – Você é tão pequena... – ele sussurrou no meu ouvido e deu uma risadinha, me fazendo ficar arrepiada.
Infelizmente ele me soltou e eu realmente era pequena perto dele. – Como... – respirei fundo tentando achar coerência. – Como você me achou?
Meu sorriso era tão grande que minhas bochechas pulsavam. – Na premiere... – ele olhou pra baixo e deu um passo na minha direção. – Você estava lá, foi com você que eu tirei a foto. – aparentemente ele havia ignorado a minha pergunta. Mesmo assim eu assenti. – Depois daquela noite um bilhete, - ele enfiou a mão no bolso do casaco – esse bilhete apareceu no meu bolso.
Ele me entregou o bilhete. Nele havia o meu nome, o endereço e o nome da minha escola. Com a letra de quem? Cynthia é claro. Fiquei boquiaberta. – Me lembre de agradecer ela depois. – falei baixinho, como um pensamento alto.
- Não foi você que o colocou no meu bolso? – seu sorriso era um misto de ansiedade e confusão.
Neguei com a cabeça. – Sem duvida alguma foi minha amiga Cynthia. Bem a cara dela fazer uma coisa assim.
- A menina que quase me matou para tirar uma foto com você? – ele disse, dando risada e me deixando nas nuvens.
- Ela mesma. – respondi, dando risada também. Fiquei encarando o chão por alguns instantes morrendo de vergonha. Tudo o que eu ouvia era a respiração descompassada de Taylor. Ele também devia estar com vergonha.
- Gabi? – ele disse inseguro. Ergui meu olhar para ele. – Eu senti muito sua falta.
Sorri. Aquelas palavras aqueceram meu coração naquela manhã fria. Taylor tinha estampado no rosto um sorriso tão doce que deu vontade de abraçá-lo novamente.
- Eu também senti muito sua falta Taylor. Você não imagina. – seu sorriso aumentou. Ouvi uma porta de carro bater e vi um cara grande como um armário sair de dentro do carro preto que ainda me dava arrepios. O homem veio até perto de nós.
- Tudo certo por aqui? – sua voz me causou arrepios. Esse cara era assombroso. E provavelmente era o segurança de Taylor.
- Claro, porque não estaria? – Taylor respondeu meio seco, talvez de saco cheio. – Na verdade, Gabriela havia me chamado para entrar. – eu tinha? – Caso você não se importe, eu gostaria de ir sozinho.
O cara fechou mais ainda a cara e me encarou. – Não demore muito.
- Eu demoro o tempo que eu tiver. – Taylor foi ignorante, enquanto se abaixava para pegar a chave que ainda estava no chão, junto com minha bolsa. Peguei minhas coisas da sua mão e me virei para ir em direção a casa. Destranquei a porta, acendi as luzes e assisti Taylor entrar na minha casa.
- O que foi isso? – perguntei enquanto fechava a porta. Ele riu, como não se importasse.
- Esse cara me estressa. Não me deixa fazer nada sozinho. – andou até o sofá e se jogou nele, como se sempre fizesse isso. Fiquei parada no meu lugar o observando. – Ignorante.
Ri da cara dele e me aproximei. – Então... – eu disse, quebrando o silencio que mais uma vez havia ficado entre nós. – Quer conhecer minha casa?
Eu achei que ele ia rir da minha cara, mas seu sorriso aumentou. – Estava esperando que você dissesse isso. – levantou do sofá e começou a me seguir.
Fiz um tour pelo andar debaixo e depois um tour pelo segundo andar. – E esse é meu quarto. Estava quase abrindo a porta quando me lembrei dos vários posters colados na parede e minha almofada super especial. – O qual você nunca irá ver.
Fiquei com as costas coladas na porta, com a mão na maçaneta. Taylor deu risada. – Uau, o que será que você esconde aí? Bagunça?
'Não, você', pensei. – Nada de mais, coisa de menina. – dei um sorrisinho sem graça. Parece que minhas palavras o fizeram ficar mais curioso sobre meu quarto.
- Tudo bem, preciso muito ver seu quarto agora. – ele falou de um jeito lindo, me fazendo sorrir e amolecer. Taylor quase conseguiu se aproveitar do meu momento de fraqueza, mas eu me recuperei e o impedi de virar a maçaneta. Ergueu uma sobrancelha.
Então ele começou a fazer cócegas em mim, me fazendo retorcer toda. Eu ria demais, e me retorcia demais. – Para! Isso... É... Completamente... Injusto... – eu dizia entre risadas. – Para!
Mas ele conseguiu girar a maçaneta e entrar no meu quarto. – Caramba! – ele disse, abrindo a boca. Se eu fosse ele eu teria saído correndo dali, teria ficado com muito medo de me ver em todas as paredes. Mas não. – MEU DEUS ISSO É INCRIVEL!
Foi minha vez de ficar boquiaberta. Ele ria e sorria, parecia uma criança que estava pela primeira vez em um parque de diversão. Só faltava pular de emoção. – Acho que você nunca esteve em um quarto de uma fã, não é?
Sua atenção era minha agora. – Você é minha fã? – ele ergueu uma sobrancelha. Revirei os olhos.
- Que pergunta estúpida Taylor! É claro que eu sou. – ele murmurou um 'uau' e voltou sua atenção à parede.
- Meu Deus, sua almofada! – ele parecia muito gay, e eu ri disso, só depois foi notar que ele estava na minha cama. – Você transformou nossa foto numa almofada! – ele chacoalhava a almofada no ar, como se nunca tivesse visto alguma coisa assim.
Dei risada e me sentei ao seu lado na minha cama. – Essa foto é especial demais pra ficar só impressa ou no celular.
Ele me encarou e seus olhos brilhavam. Eu não conseguia acreditar que ele estava ali, na minha cama, se divertindo com as minhas coisas.
Taylor ficou uma hora em casa, mais especificamente na minha cama. Conversamos sobre tudo. Nossas vidas, sua carreira, o Brasil, minha vinda para L.A, nossa vida amorosa. Nessa ultima categoria é claro que eu omiti a parte em que eu pensava nele quando tentava beijar algum garoto.
Antes de ir embora ele me passou seu numero e pegou o meu, prometendo me encher de mensagens. – Por favor, faça isso. – eu disse, soando como uma fã louca e apaixonada. Ele só riu.
- Bem, tchau minha melhor amiga. – ele me estendeu a mão.
- Tchau meu melhor amigo. – ignorei sua mão e pulei em seu pescoço, o abraçando.
Assisti seu carro ir embora da minha rua. Quando desapareceu, eu voei para o andar de cima e me joguei na cama com meu celular.
- CYNTHIA? – eu gritei assim que ela atendeu.
- O que foi doida? – ela perguntou dando risada.
- Eu te amo eu te amo eu te amo eu te amo. – eu disse, abraçando minha almofada que agora tinha o cheiro do Taylor.
- Nossa, por que tanto amor? – me virei na cama, respirando fundo na minha almofada.
- Obrigada por fazer o Taylor me encontrar! – minha felicidade era grande demais!
- Parte dois: completa. – pude ver a cara de metida que ela com certeza estava fazendo.
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Oi gente, tenho um recadinho pra vocês!
Então, a partir do próximo capitulo eu vou voltar a postar no Nyah ao mesmo tempo que posto aqui! Então a cada capitulo aqui, eu vou colocar o link pro Nyah tambem! [lá é legal pq dá pra colocar imagens e tal, sqjldijqd *-*]
Espero que vocês estejam gostando da minha historinha! Que tal me deixar saber se estão gostando ou não?
É só deixar um recadinho rapidinho aqui embaixo, ou lá no meu twitter totallyNialls
beijinho gatinhas! s2
