N/T: Olá pessoas! Faz tempo que eu não apareço por aqui, hein... É, Um Raio de Sol na Escuridão tem ficado meio de lado na minha fila de fanfics ultimamente (dá pra ver, né?) por vários motivos. O primeiro deles é o meu estado de espírito atual, que não deixa eu ler/ver/estar perto de alguma romântica por mais de cinco segundos sem me cansar dela. E essa fic é romântica, então eu não tenho tido mais paciência para ela. O segundo motivo é o tempo que eu não tenho. Como agora estou de férias, é bem capaz que eu termine de traduzir e postar antes de voltar às aulas – o que seria ótimo, porque se não estiver terminada até 02 de fevereiro eu vou ter que colocá-la em hiatus de novo!

Mas eu sei que vocês não querem me ouvir falar sobre a minha vida atropelada. Mil desculpas por ter colocado essa fic em hiatus, mas foi caso de urgência! Agora que ela saiu, acho que não volta mais. Só quero agradecer à Rejane (viu, eu não abandonei não, tá?), mila (matei a curiosidade? XD) e InfallibleGirl (eu também não teria problema! Huahauahauhau) pelos comentários. Agora vamos ao capítulo antes que eu mude de idéia.

Capítulo 10: No Qual Lily Fala com a Casa/Ilusão/Fantasma

Ou

No Qual Lily Briga com James

Lily acordou, sentindo como se tivesse engolido o travesseiro enquanto dormia. Seu corpo todo estava dolorido; ela colocou uma mão sobre as costas, retesando os músculos ao tocar a pele frágil. Levantando o corpo dolorido da cama, ela foi até o banheiro e usou o espelho para olhar as costas. Tudo o que havia restado das cicatrizes eram finas linhas brancas. Isso era muito bom. Depois de se vestir, Lily se sentiu um pouco melhor; ela colocou a cabeça para fora do quarto e olhou para o hall, olhando o movimento. Ela não viu ninguém da família de James, então atravessou o hall e entrou no quarto de James. Droga. Ela encontrara a família, ou pelo menos a parte feminina dela, já que nenhum dos homens estava lá exceto James.

"Oi…" ela disse devagar.

"Lily," James sorriu, "Você acordou."

"É," ela disse, terminando de entrar no quarto.

"Então, nós te vemos no jantar, mas cuidado para não fazerem nada proibido."

"Ok tia M, não tema! Vou cuidar para que nada aconteça."

A mãe de James, Krista, foi até Lily que tinha acabado de entrar e estava segurando a porta, "Bom, nós vamos deixar você e James se despedirem e então vamos nos encontrar na cozinha para a nossa expedição de compras."

Todas as mulheres saíram, sorrindo e piscando, deixando Lily vermelha e sozinha com James.

"Eu não sabia que elas estavam aqui," ela disse.

"Sem problema," ele disse, terminando de abotoar a camisa. Ele parecia bem elegante, vestindo esporte fino.

"É assim que você sempre se veste em casa?"

"De jeito nenhum," ele disse, rindo, "Hoje eu tenho que estar apresentável por que os Potter vão aterrorizar a cidade em seu dia fora de casa anual."

"Você está lindo," ela disse.

Ele colocou as mãos na cintura dela, "Obrigado, senhorita. A senhorita me parece belíssima."

"Ugh... Pára de bancar o educadinho."

"Se você insiste," ele disse, lamentando.

Ela o abraçou forte. "Eu nunca mais vou conseguir olhar na cara dos seus parentes."

"Claro que vai. Eles te acham ótima."

Ela deu um sorriso para ele como se dissesse "ah, claro".

"Bom, eles sabem que eu não vou mudar de idéia sobre ser apaixonado por você, então eles vão tentar melhorar." Ela devia ter olhado o quão se sentiu porque ele adicionou, "Meu pai gosta de você. Ele não parou de falar em você noite passada. Ele é quase tão bobo por você quanto eu, e nós sabemos que isso significa muito."

Lily suspirou, "Sua tia Marie é muito legal."

"É, e como foi? Suas costas estão melhores?"

"Está doendo um pouco, mas não dá mais pra ver as cicatrizes."

"Ótimo. Você quer mudar os planos de ontem à noite para essa noite?"

"Claro."

"Ótimo," ele disse, se abaixando para beijá-la.

"Você está lindo nessa blusa, James," ela disse, segurando no colarinho dele e puxando-o para outro beijo.

"Claro, claro," ele disse, empurrando Lily de leve, "Só que eu tenho que ir; se não tivesse, ficaria aqui para deixar você admirar minha blusa."

Lily fez birra. Ele a beijou de novo.

"Ok, estou indo. Te vejo à noite." Ele saiu e cinco segundos depois voltou e deu mais um beijo nela.

"Agora eu vou mesmo." Ele voltou mais uma vez antes de levar Lily com ele. Era uma sorte ele ter feito isso, porque senão Lily não conseguiria encontrar a cozinha.

"Aqui está você, sã e salva," ele disse, entrando com ela na cozinha, que estava mais uma vez cheia com a família de James.

Mas algo estava errado; eles todos choravam.

"Pai?" James chamou confuso.

"Outro ataque, filho; Edna e Walter morreram."

Lily não tinha certeza de quem eles eram.

"Morreram?" James disse, seus olhos cheios de descrença.

"Eles estavam quase lá," disse o sr. Potter, os olhos cheios de dor, "Voldemort tinha que se livrar deles. Eles não deviam ter ido embora ontem à noite."

"Eles foram embora por causa de mim," James disse, o horror correndo por seu rosto. Ele caiu para trás e Lily o segurou.

"Não, James," Marie disse, "Não foi culpa sua."

Lily assistiu espantada enquanto toda família tentava esconder a dor para confortar seu filho/sobrinho. Lily se afastou enquanto a família chorava. Lily lamentou com eles; ela nunca deveria ter conhecido aquelas duas pessoas, e ela sabia que aquela família não merecia aquela dor. Ela se perguntou por que James tinha sentido que era culpa dele a morte de Edna e Walter. Ela sabia como ele se sentia. Ela se sentira como se a culpa fosse dela, sentira a dor que assombrara seu coração por meses voltar com a memória daqueles que tinha perdido. Quando você pensa sobre isso, é culpa sua; é culpa sua que eles estivessem mortos; você não é mais que um assassino. Talvez as coisas fossem diferentes com James; ela não tivera ninguém para confortá-la. Ele tinha uma família inteira querendo dar apoio, e eles diriam a ele que ele não era um assassino, que não era culpa dele.

A choradeira diminuiu um pouco quando ela olhou para eles.

"Lily," James disse, sua voz cheia de dor. Ele precisava de conforto. Ela foi até ele e passou as mãos em volta do corpo trêmulo dele.

"Está tudo bem, James," ela sussurrou, passando a mão pelo cabelo dele, "Eu sei como é quando você sente que é sua culpa, James, mas a morte é algo que não podemos controlar. A maldade está fora do nosso controle; você não tem que pagar por ela. Você é puro e bom, a maldade nunca ia funcionar com você, James."

As palavras de Lily não vinham mais dela, mas da sua memória. A memória de uma mulher que havia confortado Lily enquanto ela chorava, pensando que fosse ela a causa da morte dos seus pais. A boca de Lily se mexia formando as palavras sem pensar; ela só se lembrava de que havia sentido uma gratidão enorme ao ouvir essas palavras.

Para sua surpresa, James não parecia ter levado as palavras do mesmo jeito que ela.

"O que você sabe sobre isso?" Ele gritou, incerto, com a culpa correndo por suas palavras.

Ela tinha se esquecido da fase de revolta que vinha durante o processo de recuperação. Ela tinha se achado tão parecida com os comensais que tinha se prendido numa cela (que ela imaginava ser de corpos podres; os comensais faziam parte da decoração interna).

"Eu sou um assassino bonzinho," ele disse, saindo do abraço dela e pulando para trás. "O que você sabe sobre a morte? Você acha que sabe como é só porque tem umas cicatrizes que um comensal fez. Você não tem idéia de como é perder as pessoas que você ama. O que foi que você já perdeu? Um peixinho dourado?"

A voz de James ecoou pelas paredes da sala, o corpo dele tremendo, sem controle sobre as emoções. Lily sabia que ele voltaria atrás no que havia dito, mas ele tinha machucado ela demais. E isso a deixou muito, muito brava.

"Eu tenho notícias para você, James Tristan Potter!" Ela gritou. "Eu perdi bem mais do que você. Claro que eles eram seu tio e sua tia, eu sei, mas você tem todas essas pessoas que te amam mais do que você imagina. Quando o Lorde das Trevas matou os meus pais, tudo o que me restou foi uma irmã que me chutou de casa gritando 'assassina!' pelas minhas costas! Então não venha me dizer que eu não sei como é porque eu sei, eu sei mais do que você!"

Ela estava muito vermelha, brava como nunca. Ela estava praticamente desafiando James a gritar com ela, bater nela, deixar que ela descontasse sua raiva nele. Ela só precisou de um momento para perceber que ele nunca levantaria nem um dedo para ela com raiva, isso para não mencionar que ele estava com uma raiva que nunca havia sentido.

"Seus pais morreram!?! E você só me conta agora? Você não sabia que talvez eu gostaria de saber?" Ele disse, chacoalhando-a pelos ombros.

"James, cale a boca," ela gritou de volta, fazendo James sair do sério, "Eu não quero saber da sua solidariedade. Eu mesma posso fazer isso e eu sou boa nisso. Então fique longe do meu passado, porque ele está cheio de mortes!"

Ela respirou fundo e colocou para fora tudo o que sentira desde que chegara lá, "Isso tudo está errado! Você é bom demais pra mim. Por que você está perdendo tempo com uma sangue-ruim estúpida? Você podia ter qualquer garota que quisesse, mas me escolheu. Por que, James? Eu não sou especial. Você deveria procurar alguém melhor para você!"

Ela começou a chorar. "Eu detesto chorar," ela disse, furiosa com sua própria fraqueza. "Parece que tudo o que eu consigo fazer perto de você é chorar. Estou cheia disso. Você pode levar minhas coisas de volta com você no final das férias."

Ela deu as costas a eles e saiu correndo. Dobrou um corredor e parou confusa; ela dobrou mais alguns corredores e então parou novamente, completamente perdida.

Frustrada, ela gritou, "Droga de casa!" O mais alto que podia.

Atrás de si Lily ouviu uma voz doce dizer, "Ser grande tem suas vantagens e desvantagens, eu concordo com você."

Lily girou nos calcanhares e viu um fantasma brilhante com forma de mulher. "Você é um fantasma?"

"Não exatamente. Eu sou mais uma personificação dessa casa. Eu só fiquei aqui por tanto tempo que me tornei real. Mas não é todo dia que eu falo com as pessoas."

"Sério?" Lily disse, intrigada.

"É. Bem, eu achei que talvez você quisesse ouvir o que estão dizendo na cozinha."

"Não," Lily disse, "Eu estou mais interessada em achar um jeito de sair dessa droga de labirinto." Percebendo que havia insultado a casa, ela adicionou, "Não que não seja uma droga de labirinto muito legal."

"Ah, isso não me incomoda querida, mas se você tem certeza de que não está interessada no fato de que James está quebrando todos os pratos da cozinha, tentando convencer a si mesmo de que não quer ir atrás de você, tudo bem."

"Ele o que?"

"Está jogando os pratos nas paredes. Eu estava começando a pensar que ele ia correr, mas a mãe dele colocou todo mundo para fora da cozinha e começou a consertar os pratos quebrados. Krista é uma mulher sensível, provavelmente não quer que ele se machuque com os cacos."

Lily não conseguiu não sorrir concordando; aqueles eram pratos muito lindos. "Por que ele não quer correr atrás de mim?"

"Bom, querida, ele não está em seu juízo perfeito no momento, mas eu acho que ele pensa que você o odeia e que não quer ver o rosto dele nunca mais."

"Eu não o odeio."

"Eu sei querida, mas a cabeça dos homens é um lugar obscuro. Eu acho que nunca vou entendê-los."

Lily pensou sobre o que casa disse. "Eu não estou brava com ele, acho. Eu sei que ele não quis dizer aquilo tudo. Droga, eu sei exatamente quanta dor ele está sentindo agora e isso é terrível. É que ele me machucou um pouco. Eu preciso de um tempo pra me curar."

"Eu tenho certeza de que ele ia adorar te ajudar a se curar se você pedir."

Lily não respondeu.

"Ele não sabia sobre seus pais?"

"Não, eu nunca contei a ninguém. Eu acho que a minha amiga Ally suspeita, mas ela nunca perguntou."

"É difícil manter essas coisas escondidas."

"Eu sei. Eu só não queria pensar sobre isso, muito menos falar sobre isso. Você sabe como é estranho," Lily disse rindo de si mesma, "mas James sabe mais sobre eu que qualquer pessoa porque ele me deixou tão furiosa que eu poderia ter gritado qualquer segredo para provar que ele estava errado."

"O amor faz isso com as pessoas."

"Amor," Lily disse, "É isso que isso é?"

A ilusão afagou a cabeça dela, "Você devia ir falar com ele."

"Não sei."

"Eu acho que devia. Ele está muito frustrado com a porcelana chinesa e está olhando para a lavadora de talheres com um olhar terrível."

"Eu acho que tenho que ir," Lily disse, "Quer dizer, seria terrível para você se ele começasse a atirar facas, e eu não quero que isso aconteça a um novo amigo."

"Se você quiser pensar assim tudo bem querida, mas eu devo dizer que é uma desculpa muito esfarrapada. Você não podia inventar nada melhor?"

"Eu esqueci o casaco?"

"Não é muito boa."

Lily sorriu, "E esta, 'Eu te amo'?"

"Oh, essa é boa. Eu fico com essa."

"Como eu volto para a cozinha?"

"Bom, pelo caminho que você veio... Ou pelo caminho mais fácil."

"Eu vou pegar o caminho mais fácil."

Uma porta apareceu no meio da parede.

"Isso vai te levar até a cozinha, querida."

"Você não vem?"

"Não eu não falo com muita gente. Eu prefiro ficar sozinha."

"Eu te verei de novo?"

"Apenas chame querida, estarei em qualquer lugar."

Lily começou a andar e então parou, "Você tem um nome?"

"Um nome? Acho que não."

"Ah, eu estava pensando, já que você está em qualquer lugar e tal, você sabe por que James está se culpando pela morte da Edna e do Walter?"

A ilusão pareceu desconfortável, "Edna disse uma coisa muito ruim sobre você e James a censurou. Quando ele saiu, não foi surpresa que a família tenha pedido a ela para ir embora antes que James ficasse pior. É claro que Walter foi com ela... E você sabe o resto."

"Então é minha culpa na verdade," Lily sussurrou, enquanto todo o seu corpo mergulhava num vortex de culpa e repugnância por si mesma.

"Não, não é. É culpa de Você-Sabe-Quem. Ele está tentando nos colocar uns contra os outros e depois contra nós mesmos; nós só temos que resistir e continuar fortes. Se fizermos isso ele não teria poder sobre nós."

Lily foi lançada de volta para a cela na qual passara o verão...

"Você sabe, nem todo mundo no mundo é só bom ou só mau; às vezes você é um misto."

Lily sorriu sem ânimo, tentando ignorar o pedido de sua colega de cela para começar uma conversa. Ela estava tentando fazer isso desde que Lily tinha acordado, quarto horas antes, e isso estava começando a incomodar a ruiva. Lily só queria se deprimir sozinha, SEM interrupções.

"Então ele matou seus pais?"

Lily não respondeu, de novo.

"Trouxas, eu creio?... É difícil de concordar com coisas como essas, mas você não pode deixar isso te consumir. Você não tem que morrer com eles."

Lily não hesitou em responder essa, "O único jeito de sair da impenetrável Baramore, a fortaleza do Lorde das Trevas, é numa mochila."

"Não acho."

Lily olhou para ela com um olhar estranho.

"Meu marido construiu a Baramore para Tom – ele ainda não era Voldemort – e é por isso que eu estou aqui. Eu sou a única pessoa que pode saber das passagens secretas dentro e fora da fortaleza."

"Se você sabe como sair, por que o Lorded as Trevas não te mata?"

"Ele conheceu meu marido; não teve coragem, eu acho. Agora, claro, ela não hesitaria, mas eu fui uma das suas primeiras prisioneiras; ele estava começando a seu mau. Além do mais, se eu soubesse mesmo se alguma passagem secreta, teria sido torturada por anos."

"Oh," Lily disse desencorajada.

"Se houvesse uma saída quem você encontraria?"

"Ninguém," Lily disse azeda, "Todos os que eu amei estão mortos."

"Nenhum marido, namorado..."

"Eu só tenho 17 anos."

"E?"

Lily sorriu.

"Bom, nenhum pretendente?"

Lily congelou. Ela tinha um pretendente, e era bem grande. "Tem um garoto..."

"Continue."

"Nós brigamos bastante, mas é tipo um joguinho."

A mulher fez um gesto para que ela continuasse.

"E quando nós brigamos, eu sempre falo do cabelo dele. Sabe, tipo 'sua mãe nunca te mostrou um pente', ou 'o que tem no seu cabelo hoje', porque ele é super desarrumado e nada abaixa ele."

"Então você é má com ele?"

"Não, é que ele é… Era um idiota."

"Por que você diz era?"

"Ele mudou."

"Ah... E mesmo assim você ainda nega."

"É meio que difícil de explicar, mas se você pudesse vê-lo você entenderia, porque ele com certeza tem o cabelo mais sexy que eu já vi. É engraçado e parece que o vento está sempre batendo nele, e isso é suficiente para fazer qualquer garota cair aos pés dele. Eu só acho que não deveria chegar para ele e dizer, 'Hey, você tem o cabelo mais sexy que eu já vi, posso alisar?'"

"Mas esse é um bom caminho."

"Eu sei. Mas você não consegue imaginar a cara dele se eu disser isso?" Lily sorriu ao imaginar a expressão de James. "Mas eu acho que ia ser lindo."

"Você não pode ser mais forte que o cabelo sexy."

"Eu sei," disse Lily miseravelmente, se amaldiçoando por nunca ter dito aquilo a James.

"Essa parece uma boa razão para eu te mostrar como sair da fortaleza."

Lily olhou para a mulher; então o assunto da "escapada" voltou à sua cabeça. "Se tem um jeito de sair, por que você não usa?"

"Não posso."

"Por que não?"

"Fica no quarto de Tom, e você tem que ser muito inteligente para entrar lá, querida."

Lily olhou para a colega de cela, a boca aberta, "Então tem mesmo um jeito de sair?"

"Pode apostar. E para uma garota como você," ela disse, olhando para a figura de Lily, que parecia muito bem dentro da blusa super apertada que sua mãe tinha enfiado nela no dia do ataque, "Isso é uma opção. A questão é, você se arriscaria à morte, caos, estupro, destruição e maldição eterna para voltar para o seu amor e contar a ele que você adora seu cabelo?"

Lily pensou sobre isso durante o dia seguinte todo. Seu primeiro instinto disse, 'esqueça, você não vai conseguir.' Mas então ela pensou em James e em sua cara quando ela lhe dissesse que adora seu cabelo. Ela ia morrer mesmo, por que não tentando sair de lá? Ela ficou pensando enquanto cobria com o cachecol suas curvas magras, e enquanto os Comensais da Morte batiam em sua colega de cela, e depois enquanto batiam nela; finalmente Lily chegou a uma decisão.

Ela sairia de lá; que se dane a maldição eterna.

Lily foi arrancada de suas memórias e trazida de volta ao presente pela casa, que estava perguntando ansiosamente se ela estava bem.

"Sim, sim, não," Lily respondeu.

"Ah, essa é uma daquelas coisas, não?"

"É, é só... Eu me esqueci completamente... Me concentrei tanto no objetivo de sair de lá que me esqueci o que me fez chegar a essa decisão. Eu nunca disse a ele... Não acredito que eu nunca disse a ele... Não acredito que eu esqueci." Lily voltou sua atenção para a ilusão, "Eu tenho que contar a ele."

"Claro que tem, mas você deveria falar com o James primeiro, querida."

"Você está certa, é com o James que eu tenho que falar," Lily disse decisiva, entrando no corredor.

"Te vejo mais tarde," a casa disse às costas de Lily, mas quando ela voltou para se despedir da ilusão, ela já tinha desaparecido.

Lily continuou andando pela passagem, que estava cheia de musgo fosforescente brilhando nas paredes, até que chegou ao final, a porta. Ela tateou, procurando pela maçaneta na luz parca. Girando a maçaneta, a porta abriu e revelou a Lily a cozinha quente e iluminada, fazendo a garota gritar.

No próximo capítulo...

"Você não me odeia, odeia?" James perguntou, sua voz cheia de trepidação.

"Realmente, vocês dois compartilham um laço muito especial," a mãe dele disse com a voz baixa.

"Laço?" Seu pai perguntou.