Sonhos Reais

Meu pai sempre me ensinou a acreditar nos meus sonhos. Desde pequena, ele contava histórias. Fadas, princesas, sereias, reis, príncipes. Mas, eu sempre tive uma curiosidade. Por que aquilo nunca se tornava realidade?

Kagome acreditava em sonhos, mas sua vida mudou de rumo, e agora, não sabe se sonhos realmente existem. Sem seu pai, sua vida se tornou vazia. Mas, ao conhecer Sango e Rin sua vida mudou pra melhor. Suas melhores amigas a ajudaram a voltar a viver. Com elas, Kagome viverá grandes aventuras, descobrirá assuntos sobre seu passado e até quem sabe realizar seu maior sonho com um grande amor.

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Capítulo 10

Tá bom, tá bom! Eu sei que foi idiotice da minha parte e que o Inuyasha não tem nada a ver com o desafio que o Miroku e escolheu... Mas, sei lá! Eu queria ter mexido primeiro! As orelhinhas do Inuyasha eram quase minhas. Ok, não eram.. Mas no meu mundinho eram sim! E eu é que tinha que ter sido a primeira e não a idiota da Ri.. Meu Deus! Eu xinguei a minha amiga! E por um motivo idiota!! Ahhhh! Mas que droga!! Parece até que eu estou com ciúmes do Inuyasha e eu sei que não estou. Estou com ciúmes das orelhinhas dele, e não dele!

Levantei da cama disposta a ir até a cozinha, que era onde elas estavam, esperando para serem tocadas por mim.

Como eu suspeitava, o Inuyasha já tinha acordado. Bem.. e eu TINHA que tocar nas orelhinhas dele, e bem, eu não podia chegar devagar por trás, porque ele iria sentir meu cheiro. Ahh.. que tal um bom diálogo?

- Bom dia Inuyasha! – dei um de meus melhores sorrisos, quando ele se virou para me ver. – Dormiu bem?

Ele arqueou a sobrancelha antes de responder.

- Ahaam.. - ele voltou a procurar mais algo para comer na geladeira. Que educação da parte dele! Nem pergunta se eu dormi bem.

- Ahh... – me sentei perto dele, tentando continuar calma e feliz. Só havia um pensamento na minha cabeça: "As orelhinhas". – Então... você ficou MUITO bravo porque a Rin tocou suas orelhinhas?

- Não. - ecaa! Ele virou a garrafa do leite no gargalo!! Há outras pessoas na casa que bebem desse leite: EU. - Por que? O que foi bruxa?

- Bem... eu estive pensando... – tudo bem. Eu NUNCA mais bebo leite desta casa. – Já que você deixou a Rin tocar as suas orelhinhas, sabe... – eu fiz uma carinha de feliz. - ...e contando que eu tentei te proteger duas vezes, e também eu já estou aqui a praticamente um mês... Você... medeixatocarassuasorelhinas? – falei bem rápido com medo dele gargalhar na minha cara e me mandar crescer.

- Virou festa agora? Todo mundo quer tocar nelas!

- Ahh... – fiz outro bico. – Mas, poxa... EU que tinha que tocar nelas. Não a Rin. – eu disse isso? Eu REALMENTE disse isso? Acho que vou ali vomitar, total.

- Por quê?? Tá com ciúmes de mim bruxa? - eu não to com ciúmes de você Inuyasha e SIM das suas orelhas! Ele podia ter perguntado quieto, no canto dele, mas nãããão, ele veio sentar perto de mim enquanto limpava o bigodinho de leite. É sempre a mesma coisa de manhã.

- Isso não tem NADA a ver com o assunto... – eu disse, confiante. Fala sério. Ciúmes dele. Ahh.. tá bom. – Eu estou revoltada por causa das orelhinhas, não por SUA causa. - Ele apontou o dedo na minha bochecha.

- Se você admitir, eu deixo você tocar nelas..! – isso é jogo sujo! Inuyasha não é um ser honesto! Preciso adicionar isso na minha lista das coisas que o Inuyasha é.

- Grrr....! – o que eu poderia fazer? Meu subconsciente PRECISAVA sentir as orelhinhas fofas do Inu! – TUDO BEM! Eu senti um pouquinho de nada... – fiz um sinal com o dedo. – de ciúmes... SÓ porque você tem as orelhinhas mais fofas.

- Hahahah! Eu sabia!! - ele fez toda uma pose de sabichão metido a gostoso. Agora eu preciso pegar nelas!!

- Agora a SUA parte do combinado... – eu abri um sorriso, que diga-se de passagem, parecia de uma criança com um potão de brigadeiro na mão. – Me deixa tocar nelas?

- Que? Quem disse isso? - como ele era mais alto que eu, eu não conseguia pegar nelas. Principalmente pelo fato dele estar se afastando e desviando das minhas mãos.

- Você disse! – eu levantei e o segui até para onde ele estava indo. Provavelmente para o quarto dele, pela direção. – Poxa.... você me disse que eu podia tocar... não é justo.

- Eu disse, não prometi!! - ele riu. Ele só podia estar tirando uma com a minha cara. Vai ver só!! Eu vou tocar nessas orelhinhas nem que tenha que arrancá-las fora!!

Ele entrou pela porta do quarto e eu o continuei seguindo. Eu VOU tocar naquelas orelhinhas, se não eu não me chamo Kagome Higurashi!

- Mas... você não pode fazer isso! – ele se sentou, calmo na cama, olhando para mim, na frente dele. Provavelmente ele estava rindo MUITO internamente. Também pudera. Olha o micão que eu estou pagando. E o oscar de King-Kong do ano vai para: KAGOME HIGURASHI!

- ... – ele fez aquela cara fofa de emburrado dele. E eu consegui chegar bem perto, mas ele se afastou de novo. – Não demora..

Eu dei um sorrisão como retribuição. Ele estava sentado, então eu me ajoelhei e fiquei atrás dele. Preparei minhas mãos e calmamente fui me aproximando das orelhinhas. Eu não estou acreditando! Elas estão TÃO perto! Quando eu toquei de leve, parece que o Inuyasha, meio que... sei lá, acho que estremeceu. Deve fazer cócegas. Então, eu suavemente fui passando meus dedos. Estava assim para não machucá-lo ou sei lá. COMO ERA FOFO! Meu deus! Era melhor do que os melhores ursinhos de pelúcia do MUNDO!! Iupii!

- Chega né? - ele tinha limpado a garganta antes de dizer, mas a voz dele saiu meio esganiçada. Ele realmente não gosta que mexa nelas.. Mas por que será?

- Ahh... tudo bem! – fui tirando minhas mãos beeem devagar. Como são FOFAS! – Muito obrigada! – dei um abraço nele pelas costas. Epa..! Esse já é o terceiro! É melhor que a Sango e a Rin não saibam nadinha sobre isso!

- Keh! Que coisa estúpida!

- Não é não! – eu disse, indignada. É... podem me bater. Eu realmente estava me aproveitando da situação, lá abraçando o Inuyasha. Mas também não é todo dia que você tem a chance de abraçar um Deus grego. Hei! Eu disse isso mesmo? Espera aí... vou pular da janela.

- E por que você fica falando Keh!? Diz de nada! - eu disse o de nada bem devagar para ver se ele captava. O rosto dele virou um pouco assim como o corpo, mas eu continuei abraçada nele. É bom demais.. Eu não consigo larg... Ai que saco!! Kagome, você está permanentemente proibida de abraçar o Inuyasha..! Só por hoje..

- Keh! Tanto faz..!

Não sei o que me deu, mas eu fiquei olhando para ele. E ele ficou me olhando. E a gente ficou assim. Acho que um bom tempo.

- Ahh... Obrigada por você ter me deixado tocar nas suas orelhinhas... – eu sussurrei sincera. Poxa... ele tinha deixado TOCAR nelas! Era um grande avanço.

- De nada..

Olha! Ele disse "De nada"! Caramba... o que eu estou fazendo com ele? Será que ele está se rendendo aos meus encantos sedutores? HÁ-HÁ-HÁ-HÁ.

- Então... - ele meio que dizia me solta de um modo irônico.

- Ahh... me desculpe. – eu sou TÃO tapada. Agora ele deve estar achando que eu sou uma tarada que nem o Miroku. Larguei-o como se ele estivesse pegando fogo. Sentei direitinho e fiquei olhando para meu colo. Sinto muito em dizer que eu ligeiramente acho que fiquei uma maçã ambulante.

- Você vai trabalhar hoje?

- É.. a maçã mais uma vez vai à luta! – sorri, tentando fazer com que minha maquiagem natural vermelha saísse de mim. Por que eu nunca consigo me comportar como uma mulher de sucesso na frente de quem eu preciso? Não que o Inuyasha seja alguém, claro. Mas, sei lá. É bem estranho. Quanto mais eu quero parecer legal, engraçada e segura, mais eu acabo virando a chata, sem graça e perdida como uma moeda de um centavo.

- Eu já enjoei da fantasia de maçã! Qual é a próxima? - ele se jogou para trás na cama cruzando os braços para dar apoio a cabeça.

- Eu ainda não sei.. a fantasia de maçã ainda vai durar por hoje... só depois do expediente é que eu vou saber! – e tomara Deus, não seja NADA estranho.

- A sua mudança também é hoje né? – nem eu estava mais olhando para ele nem ele para mim. Levantei de súbito quando ele disse. Eu tinha esquecido completamente! Não fiz NADA.

- É mesmo! Eu me esqueci... – fui até a porta, meio assustada. – Vou arrumar minhas coisas para à tarde ir para o apartamento e de lá para a lanchonete.

Eu tenho tanta coisa para arrumar! As roupas, a minha escova, meu pente, minhas.. coisas!! Sai correndo para o quarto e comecei a juntar todas as minhas roupas em cima da cama. Puxei a mala com o pé e botei ela em cima da cama para começar a jogar tudo ali dentro.

Roupa, pente, escova, sapato, era um fuzuê só. Eu não sabia que eu tinha TANTA coisa. E olha que eu sou MUITO organizada, para não dizer o contrário. Eu achei uma blusa azul minha que não via a muito tempo. Bom sinal. Eu não a perdi! Fiquei uma boa uma hora entulhando tudo dentro da mala e da minha frasqueira.

Juntei minhas coisas e desci para a sala arrastando a mala de rodinhas na escada. Queria deixar logo lá para não esquecer nada. Depois, eu ia dar um passeio pela casa para ver se tinha esquecido alguma coisa, mas quando cheguei na sala, eu vi o Inuyasha dormindo com a TV ligada. E eu fazendo aquela barulhada com a mala!

Coloquei calmamente a mala perto da porta e antes de dar uma geral na casa, eu me vi parada, fitando para o rosto calmo adormecido dele. Tão bonito. Como alguém tão arrogante e chato como ele, poderia ser tão bonito? Eu me aproximei com um certo receio. Mas, ele não iria acordar. Eu me ajoelhei e fiquei bem perto do rosto dele. Tinha sido um bom tempo aquele no apartamento do Inuyasha. Eu tinha conseguido um amigo.

Será que depois que eu me mudasse a gente ia continuar se falando ou ele iria me esquecer? Eu não queria esquecer dele. Ele é tão legal e engraçado e idiota.. Miroku com certeza iria continuar falando com a gente, eu sei que ele gosta da 'Sangosinha', ele mesmo disse, ela que não acredita.

Suspirei, mas como eu sou anta, eu acabei por suspirar em cima dele que começou a se mexer. Eu rapidinho me afastei.

Fui fazer minha ronda pela casa, enquanto o Inuyasha se espreguiçava no sofá. Banheiro, cozinha, área, o quarto, o quarto do Inuyasha... é... parece que eu não esqueci nada. Vamos às despedidas e as lágrimas.

- Bom diia!! – Rin entrou toda animada no apartamento. Provavelmente porque a gente estava de mudança para a casa que ELA arranjou. Mas sabe.. Agora que eu reparei que há a probabilidade do Inuyasha não falar mais com a gente, eu fiquei meio para baixo. No início, era o que eu mais queria fazer. Rapar fora do apartamento daquele estranho mal-humorado e resmungão.. Mas eu me acostumei com ele e com as coisas aqui, e NÃO quero ir..!!

- Bom dia, Rin! – acho que minha voz me condenou. A Rin me olhou com uma cara de: "Por que você está assim? Vamos para a casa!". Eu estava encostada na parede, longe do sofá onde Inuyasha estava sentado agora, todo descabelado. Fofo!

- Por que você está assim? Vamos para a casa!! - viu? Eu sou uma boa amiga! Eu sei até no que ela está pensando.

- Assim como? – bem.. eu torci para a Rin não ler os meus pensamentos assim como eu li os dela, mas era pouco provável. – Eu estou normal... só uma pouco receosa. Mas nada que um novo apartamento me faça mais feliz. – tentei dar um sorriso. Acho que não convenci. Droga!

A Rin ia retrucar, mas graças a deus, a Sango entrou no apartamento também, e, por incrível que pareça, com um bom dia mais animado que o da Rin! Eu estou me sentindo idiota.. Todo mundo feliz pela mudança e eu não. Será que eu me apaguei demais a esse apartamento ou ao Inuyasha...?

- Ahh! Hoje é um dos dias mais felizes da minha vida!! - Sango comemorava, Rin ria e Inuyasha foi comer alguma coisa de novo. Aquele guloso. Só de comida ele deve gastar a renda do país todo..

- Por que? – Epa! Eu estava um POUCO triste, não afetada. Eu tinha que saber a felicidade da Sango. – O que a senhorita aprontou, ahn? – dei um sorrisinho, sentando no sofá onde Inuyasha tinha acabado de sair.

- Eu vou me livrar do taradoo!! - ela começou a pular no meio da sala.

- Ahh, Sango.. Tadinho dele! - eu sorri. Na primeira semana que a gente ficou aqui, a Rin dormia nos dois apartamentos, intercalando os dias. Só que, depois do dia que o Miroku entrou no banheiro que ela estava usando, a Rin dorme lá todo dia. Ele alega que foi sem querer.. E eu acredito nele! Tudo, ele é tarado e tal, mas acho que não chegaria a esse ponto.

- Coitado, Sango. Você sabe muito bem que ele gosta de você. E nem adianta disfarçar. Você também gosta... – soltei uma gargalhada, porque minha amiga ficou corada. É sério. O mundo vai acabar.

- Isso é verdade. – a Rin virou-se para vê-la. – Você tá caidinha. Total.

- E-eeu-u nnn-na-ad-aa! - ela gaguejou tanto que demorou para eu conseguir entender o que ela tinha dito.

- Claro que tá! Por que você não pode ser que nem a Ká? Ela já agarrou o Inuyasha duas vezes!

- O QUÊ? – olhei assustada para Rin. Eu juro que vou dar uns tabefes nela. Já basta as orelhinhas ontem. – Eu não agarrei NINGUÉM, OUVIU BEM? – e cruzei os braços. Minha própria amiga! Falando isso!

- Ahh... eu concordo que ela agarrou o Inuyasha. – a Sango tentou mudar de assunto. Espertinha ela. Pode deixar, vai ter volta.

- Quem agarrou quem? - Inuyasha saiu da área da cozinha com um pão na mão. Fofoqueiro ele, fica prestando atenção na conversa alheia.

- Ninguém agarrou NINGUÉM! – eu levantei balançando os braços terrivelmente. Costumo fazer isso quando fico nervosa, ou quando MINHAS AMIGAS ficam contra mim.

- Tá tentando voar bruxa?

- Ahn? – olhei para ele. Ele era doido? Ahh.. sim. Minha coreografia com os braços.

- A gente estava falando que a Sango gosta do Miroku, e que como a Kagome que agarrou você rapidinho, ela tinha que agarrar o Miroku. – Rin disse simplesmente sorrindo. Ahh... Rin. Você vai para o topo da minha lista negra.

- Keh! Vocês são todas malucas! Eu teria que estar cego para agarrar a bruxa..!

- O QUÊ? – quem ele pensa que é para dizer isso? Como se ele fosse todo maravilhoso, e lindo. Ahh... me esqueci. Ele é sim. Apesar do meu grito, ele ficou coradinho quando disse aquilo. Fica mais fofo ainda. Pára! – EU é que teria que estar cega para agarrar alguém tão idiota e chato.

- Bruxa! - ele disse como se fosse dar o ponto final da história. Há, mas ele nã...

- Ká, você pega o turno da tarde hoje? - a Rin me perguntou. Ela com certeza não lê pensamentos que nem eu, porque ela não me deixou nem conc... - Por que o apartamento vai estar disponível só a partir das seis da tarde..

- Vou pegar sim... só vou sair às 9. – Ahhh... era só o que faltava. Vou te que passar uma parte da tarde no apartamento do Inuyasha ainda. – Quer dizer que eu só vou me mudar depois que eu sair do trabalho?

- Você só vai sair as nove? - Inuyasha cortou qualquer coisa que a Sango fosse dizer.

- É... como hoje é sábado, o movimento é maior, então... só às 9. – bem. Eu também não tinha gostado daquilo. Ia estar escuro. E sem pessoas na rua. E escuro. Mas era meu trabalho, fazer o quê?

- Feh!

- A gente vai levar as suas coisas então..! - Sango disse. - Não se preocupe.

- Obrigada! – apenas peguei algumas coisas de que precisava para ir trabalhar e então as meninas foram embora. Bom... eu queria saber porque o Inuyasha estava irritado. Então, vamos a pergunta que provavelmente vai valer uma resposta idiota.

- Por que você está irritado? – sentei-me de novo no sofá. Ele fez o mesmo, mas estava com uma cara não tão boa...

- Eu não estou irritado..!

- Então, por que você fez "Feh"? – olhei para ele.

- O que tem o meu Feh bruxa?

- Você faz "Feh" quando está irritado. – pisquei. Até parece que eu conheci mais ele do que ele mesmo.

- Não eu não faço! - será que é melhor eu concordar? Ele vai ficar achando que eu reparo muito nele e eu NÃO reparo e a cena do sofá não conta! - Feh! - viu? Ele fez de novo e depois bufou! É claro que ele está irritado.

- Tudo bem! Não falo mais nada. – fiquei quieta. Se eu falasse mais alguma coisa, ele iria começar a reclamar. E eu não iria discutir mais o "Feh". Ele sabe que eu estou certa. Só não quer dar o braço a torcer. Comecei a bater minha perna no sofá. É uma mania. Quando não tem nada para fazer lá vai eu bater minha perna.

- Tem certeza que você vai sair nesse horário? - às vezes eu gostaria de saber o que se passa naquela cabecinha habitada pela noz e sua parte de dentro.

- Ué, eu tenho sim. São ordens do Jakotsu. Eu não posso mudar. Sou nova lá, não posso começar a reclamar. – era impressão minha ou ele estava preocupado? O Inuyasha preocupado? Tá bom então.

- ...

- Ahh.. você sabe algum lugar que chegue mais rápido até o apartamento onde eu vou morar? É que... bem... eu não queria andar sozinha, a noite, em um lugar que eu não conheço muito bem, sabe? – olhei para ele sincera. Caramba... eu estava MORRENDO de medo. Vai que algum doido me ataque ou sei lá o quê? Não vai ter Inuyasha para eu pular em cima.

- Eu vou lá te pegar bruxa. - ele cruzou os braços ficando emburrado.

- O quê? Vocâ vai me buscar? – não agüentei. Sério. Fiquei SUPER emocionada. Ninguém nunca fez isso por mim. Inuyasha, você é um fofo, apesar de ser um idiota do bigodinho de leite. – Eu adoro você! – desculpe. Eu pulei nele de novo. É o costume. Hehe.

- Até o dia que eu não conseguir te segurar e você cair que nem jaca no chão.. - ele sorriu para mim. Para MIM. Dah.. Nem sei pra que tanta festa..

- Fico feliz por isso! – apesar de ser chamada de jaca. Retribui o sorriso para ele. Posso falar uma coisa? O sorriso dele é L-I-N-D-O. Juro. Ele devia fazer isso mais vezes. Ahh... não preciso falar que eu não tinha o soltado ainda, né? – Agora vou ter um guarda-costas.

- Guarda-costas?

- É... que nem em um filme. Que tem uma mocinha.. e o pai dela contrata um guarda-costas para pegá-la na escola, no trabalho... acho que é isso. – ri. Ele corou e eu não entendi porque. Eu toda hora me surpreendia com o fato dele ficar fofo de qualquer jeito..

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- Duas batatas grandes com uma torta de limão. – deixei o pedido da mesa 4 na bancadinha da cozinha. Nossa... aquele lugar no sábado era incrivelmente cheio. Os patins já estavam machucando meu pé, apesar de já estar me acostumando. Voltei para a área das mesas vendo se mais algum cliente havia chegado. Graças à Deus não. Já eram 8:30 e parecia que aquilo não iria esvaziar. Como eu ia embora às 9:00?

- Recebi da mesa 7 e da mesa 3 . – Ayame me empurrou a bandeja com os recibos e uma coca de vidro. Eu não sou chegada a refrigerante, mas aquela parecia estar tão geladinha que ia matar o meu cansaço. – Coca da mesa 12.

- Ok... lá vou eu. – dei um impulso e lá estava eu na mesa 12 entregando aquela coca geladinha, que deveria estar na minha boca naquele momento. Eu mereço por um dia de MUITO cansaço. Falando em cansaço...

- Ayame... – me aproximei dela. Parece que ela também havia terminado de entregar os pedidos de todas as mesas. – Qual vai ser o tema de uniforme da semana que vem? – eu aposto como lá vem - Ok... lá vou eu. – dei um impulso e lá estava eu na mesa 12 entregando aquela coca geladinha, que deveria estar na minha boca naquele momento. Eu mereço por um dia de MUITO cansaço. Falando em cansaço...

- Ayame... – me aproximei dela. Parece que ela também havia terminado de entregar os pedidos de todas as mesas. – Qual vai ser o tema de uniforme da semana que vem? – eu aposto como lá vem bomba.

- Bichinhos da Floresta. Quando acabar o expediente, lá na sala dos funcionários ok? - ela voltou a patinar com aquela elegância dela.

Bichinhos da floresta? Isso me cheira a "Miquinho da Kagome" isso sim. Meu Deus. O que será que eu vou me vestir? Não pode ser de mosquito, né? Nem de... sei lá... esquilo. Cara, como uma pessoa se veste de esquilo? Deve ser estranho. Então vai ser o meu. Pode ter certeza.

Errei por pouco. Não era um esquilo. E sim um coelho. Bem... foi o papel que eu recebi do sorteio que teve. Menos mal.

- Muito bem meninas e pouquíssimos meninos! Estão dispensados por hoje!! - todo mundo já estava começando a andar quando ele nos chamou atenção de novo. - Os uniformes e vocês estão no mesmo lugar de sempre e não esqueçam: incorporem seus bichiiinhos!! Hihihiihhi.. E Kagome.. Quero falar com você!

- Tudo bem... – sabia que ia sobrar para mim. É sério. Eu não podia simplesmente ir embora. Eu TINHA que ficar aqui. HEI! Será que eu fiz alguma coisa errada? Mas eu faço tudo direitinho... tudinho mesmo. Ahh... eu sou uma menininha boa. Mereço o emprego. NÃO POSSO PERDÊ-LO!

- A sua fantasia é essa! - ele me estendeu um sacão preto e a Ayame arregalou os olhos surpresa e bem, eu tive vontade de chorar.

Eu ia me vestir de COELHO! Literalmente falando! TUDO. Aquele corpo fofinho branco com uma barriga ENORME. Fora um verdadeiro capacete que ia na minha cabeça com orelhas SUPER grandes. As mãos deram lugar a patas muito estranhas. COMO eu iria carregar bandejas daquele jeito? Acho que nem o mister M iria saber responder essa.

- Mas... mas... como... – minha voz ficou no ar. Porque eu simplesmente a perdi. No que eu tinha me metido? E o mais importante. QUEM IRIA ME SALVAR?

- Jakotsu! Vo-você pirou? - Ayame existe. - Você não pode fazer uma cosias dessas! É contra as regras, regras que VOCÊ fez! Ninguém veste literalmente a fantasia!! Que absurdo!! Você fica fazendo isso com a pobre da Kagome só por causa daquele Inukasha!

- Inuyasha. - eu e ele a corrigimos e ela suspirou cansada.

- Eu vou arranjar outra fantasia para você Ká.. Não se preocupe. - ela fez com que eu devolvesse o saco preto.

- Ahh.. Obrigada, Ayame. – já sei quem vai me salvar. A AYAME-CHAN! Entrei o saco preto logo para ela antes que o Jakotsu armasse uma confusão, o que eu podia prever, pela a cara que ele fez. Eu fiquei esperando a Ayame voltar quietinha. Eu não tinha armas. Tinha que ficar parada. Se aquela bicha louca me atacasse eu ia gritar BEM alto.

- Kagome-chan.. Tem um cara te chamando lá na frente. - Ayumi me chamou e os olhos de Jakotsu brilharam. Eu tinha que ir correndo para lá. Inuyasha corria um sério perigo.

- Ele, ele, ele tem.. Orelhinhas? - eu nem vi Ayumi responder. Sai depressa dali.

No meio do caminho, Ayame veio correndo e me deu outra sacola, desta vez certa. Nos despedimos e eu segui para fora da lanchonete antes que a purpurina doida fizesse atrás.

- Você demorou.. - lá vinha o emburrado.

- Ahh... desculpe. É que aquele doido do Jakotsu me deu o uniforme errado e eu ti... – parei de falar rapidinho. Quando eu levantei minha cabeça vi o Inuyasha encostado em uma moto. UMA MOTO! Eu sou LOUCA por motos. E, mesmo sendo à noite, eu podia ver a moto dele perfeitamente. Ela era LINDA! Preta.. daquelas grandes que parece potente só de ver. Existiam alguns detalhes pratas em volta, e eles brilhavam de acordo com a luz da lua. Eu devo ter parecido uma lesada para lá na frente dele olhando para a moto.

- Você ti...? É bom você explicar! Eu esperei trinta e dois minutos!

- Meu Deus! Essa moto é sua? - e eu só apontei para a moto. Eu nem ouvi o que ele tinha me perguntado. Eu só estava enxergando aquela moto maravilhosa. Por que eu nunca tinha a visto?

- Não, eu acabei de roubar bruxa!

- Há há há... que engraçado. – eu suspirei. – Ela é linda. – sorri, apesar da idiotice dele. Ela era linda mesmo, então o sorriso foi para a moto, não para ele.

- Vamos logo bruxa! - ele subiu na moto e me estendeu um capacete, mas ele só tinha trago um? Dããã, ele morava sozinho! Pra que dois?

- Você vai sem um capacete? – eu coloquei o saco dentro da parte de trás da moto. ele era doido, mas olha, era bom usar um capacete.

- Machuca as minhas orelhas..

- Ahh... – está explicado. Coloquei o capacete e subi na moto. Bem... ele começou a acelerar, e eu não vi outro modo de não cair, a não ser segurando na cintura dele. E bem... tenho que admitir. Foi engraçado porque ele ficou meio sem jeito e eu fiquei rindo que nem retardada.

- Desculpe... – eu disse com o capacete. Resta saber se ele estava entendendo. – Mas eu não quero cair.

- E-eu sei..

Ele meio que gaguejou. Foi fofo. Bem... ele, que já tinha dado a partida, acelerou e nós começamos a andar com uma velocidade ótima pela rua. A noite estava linda. Aquele céu enorme com aquele lua toda gordinha. Como estava tudo muito calmo, o Inuyasha foi guiando a moto mais rápido, mas não me importei. Eu estava mesmo gostando de andar nela. Ainda mais com um motorista daqueles e... vamos mudar de assunto?

Quando ele falou que tínhamos chegado foi que eu percebi que eu estava com a cabeça deitada nas costas dele. Provavelmente para me proteger dos fios pratas esvoaçantes.

Eu tirei o capacete, sacudindo os cabelos, enquanto ele saltou da moto, me esperando. Coloquei o capacete em cima da onde ele estava sentado, tirei minha pequena sacola com o uniforme e nós dois andamos até o portão do prédio.

Eu estava desconfortável. Mas do que nunca para falar a verdade. Esta podia ser a última vez que eu ia falar com ele ou vê-lo.. Logo agora que eu estava começando a me acostumar com ele. Eu passei um mês inteiro aturando ele e sua pequena noz. Ele até vai fazer falta.. Eu tinha que puxar algum assunto, sei lá!!

A gente entrou no apartamento e bem.. Não tinha elevador, o jeito era ir de escada. Onde a Rin estava com a cabeça quando resolveu alugar esse?

Nós saímos no terceiro andar, onde ficava o apartamento. Andamos pelo corredor, até que eu avistei a porta de madeira com o número 301 nela.

- Bem... – comecei, me virando para ele. Aquilo estava sendo difícil. Pela primeira vez eu não sabia o que falar. – Obrigada pela carona.

- Keh.. - ai que saco!! O que se faz quando uma pessoa se despede da outra para nunca mais ver?

- Ahh... obrigada por você ter me deixado ficar no seu apartamento. Parece que você não vai ter que mais me aturar e tudo o mais. – dei um sorriso nervoso, olhando para baixo. – E também não vai mais precisar me ver... – levantei meu rosto. – Então... tchau. – levantei minha mão, como se fosse uma despedida normal, sem mais nada a dizer.

- Como assim bruxa..? Você não sabe onde é a minha casa?

- Sei, ué. – acho que ele bebeu antes de me pegar.

- Então pronto! - ele entrou na casa primeiro que eu, o que eu achei esquisito, já que a casa é minha e nem eu tinha entrado ainda. Mas eu deixei.. Eu passei um bom tempo na dele.

Quando eu entrei vi que todo mundo estava reunido lá. Miroku, Rin, Sango, Inuyasha e eu. Bom, parece que a Sango teve a idéia de dar uma festinha pelo novo apartamento. Eu estava precisando mesmo. Ahh... só tem uma coisa. EU NÃO SABIA, para variar.

- Uma festa? – arqueei minha sobrancelha.

- Não Ká, isso é uma comemoração..! - Rin me explicou. O nosso apartamento estava praticamente vazio. Era mais fácil eu falar o que eu via: A pia e os armários que já vinham na cozinha. Na sala, bem.. Uhm.. nada.

- Inuyasha, o que aconteceu com a sua ranja? Tá toda bagunçada! - Miroku riu enquanto Inuyasha concertava a franja resmungando.

- É que nós viemos de moto... – eu respondi a pergunta pelo Miroku. Eu já sei uma utilidade para o apartamento. Brincar de pique e pega. Cara... vai ser emocionante.

- Sério? – a Sango, assim como eu, também adora motos. Mas eu adoro mais. Deixa só ela ver a moto do Inu. Sinto muito Sango. Eu andei nela primeiro. Ahá.

- Eu nunca tinha visto essa moto.. - a Rin botou a mão no queixo. Ahá para você também Rin! Eu andei primeiro na moto dele que ninguém sabia da existência E botei a mão nas orelhinhas dele sem ser uma brincadeira idiota de "Verdade ou Desafio"!! A minha língua ficou coçando para falar dessa última, mas se eu contasse, eles iam começar a me atazanar de novo.

- Eu também não... – sentei-me no chão, onde as meninas haviam colocado um tapete fofinho. Acho que essa era a melhor parte da casa. O tapete fofinho. – E então... – coloquei minha sacola ao meu lado, mexendo nela. – Vamos ver qual vai ser minha fantasia. – sussurrei.

- É a moto secreta do Inuyasha que ele só usou para se mostrar para você Senhorita Kago.. - cara, eu tenho pena do Miroku, ele apanha TODO dia para o Inuyasha.

- Acho melhor você calar essa sua enorme boca monge. – a Sango deu uma de chamar o Miroku de monge. Só por causa do sobrenome dele. Que é estranho, é verdade. Resolvi parar de mexer na sacola. Mais tarde eu via, porque se não, eu teria que mostrá-la a TODO mundo. E já bastam os micos de hoje.

- Você não ia mostrar a sua roupa bruxa? - ele pegou a sacola preta das minhas mãos antes de eu terminar de entender a pergunta dele.

Ahh... que ótimo. Agora é que meu dia fecha com chave de ouro.

- Hei.. – eu levantei e tentei pegar a sacola, mas como o Inuyasha era mais alto, ele só elevou os braços e eu não consegui pegar. Ahh... aquele idiota! – Me devolve isso!

- Ahhh.. Não!

- Eu quero ver também!! - Rin está se tornando uma pessoa extremamente inconveniente.

- Eu também! - ahh, legal, todo mundo quer ver.. Eeee!! Eu olhei para o Inuyasha implorando para ele não mostrar a roupa que nem eu sabia qual era, mas ele me olhou de volta quase dizendo 'eu vou mostrar'. E foi o que ele fez.

Primeiro ele tirou os patins e a meia. Normal por enquanto. Sem reações. Agora tirou a blusa com a foto de um coelho ao centro, toda cheia de pelúcia nas mangas e na gola. Um par de brincos de pompons e uma tiara de orelhinhas, iguais a do Inuyasha diga-se de passagem, foi passando de mão em mão. O Miroku soltou uma gargalhada olhando das orelhinhas do Inuyasha para as minhas. E agora... o pior. A saia. Ela era preta e de pregas rodadas. Até aí tudo bem. Mas o detalhe era o rabinho branco atrás. Imagine. Agora eu tenho um RABO!

- Que fofo, Ká! – tinha que ser a Rin. Eu vou mandar ela vestir meu uniforme e ir trabalhar lá para ouvir as gracinhas. – Você vai ser uma coelhinha.

- Eu tinha cansado da maçã.. Coelhinha! - acho que eu vou ter um apelido por semana. Maçãnzinha, coelhinha...

- Inuyasha, você tem certeza de que é um Inuyoukai? - ele ergueu as 'minhas' orelhas e todo mundo olhou para elas. começando a rir. - Acho que você é um coelho!!

- Grrrr...!! Houshii..!!

- Calma, calma!! não bata em mim! Leve na esport.. Aiii!

- Todo mundo me devolve já! – levantei e fui até cada um deles pegando as partes do MEU uniforme. Coloquei tudo na sacola, e cruzei os braços. Fala sério. É só a Kagome que paga mico.

- Ká, você vai ficar TÃO linda de coelhinha! – a Rin disse. – E agora você ter orelhinhas que nem as do Inuyasha... pronto! São o casal perfeito! – eu vou dar um cascudo na Rin!

- Eu NÃO tenho orelha de coelho!!!

- Ahh... então, como as orelhinhas da Ká, que são de coelho, são iguais a sua? – ahh... Sango. Era melhor você ficar de boca fechada. Foi bom ter te conhecido.

- Elas NÃO são iguais as minhas!! Elas são MENORES!! - ele apontou para as próprias. Fora que as orelhinhas dele são mais fofinhas do que esse feltro mal feito ou sei lá o que..

- Ok, ok! Será que dá para parar com a discussão sobre as orelhinhas...? – todo mundo olhou para mim. É gente, eu estou com FOME. Eu acabei de chegar do trabalho e preciso de energia, caso vocês não saibam. – Eu estou com fome... Sango... você comprou alguma coisa para comer?

- Ahm.. A gente pode encomendar uma pizza né? - uma pizza dá para nós todos? Ou mais importante: uma pizza da para o Inuyasha?

- É, pode ser!! - Miroku concordou com Sango e eles ficaram se encarando. Rin soltou uma risadinha presa discretamente. Fala sério. Está mais do que na cara que eles se gostam. Só que a poia da Sango é lerda demais para perceber isso.

- Ahh... mais é claro, como eu não pensei nisso. – disse sarcástica. - Alguma alma tem celular? – é... porque se não tivéssemos alguma espécie de telecomunicação em casa, bye-bye pizza.

- Toma.. - ele me estendeu um LGshine prata com um detalhe preto envolta da lente. Eu fico imaginando da onde vem esse bom gosto.

- Tem uma pizzaria aqui perto, acho que eu tenho o número.. - Miroku leu meus pensamentos! Como é que eu ia pedir pizza sem número.

Miroku rapidinho me passou o número e eu liguei para a pizzaria. Uma meio calabresa e meio queijo com presunto. Para a sobremesa, uma pizza de chocolate. Ahh... sem esquecer de uma portuguesa grande. Fala sério. A gente está comendo com o Inuyasha. Melhor prevenir. Acho que hoje eu engordo cinco quilos. Mas... quem se importa? Ah... Eu! ^^"

- E ai Kagome? Como foi no trabalho hoje? - A Rin me perguntou tentando puxar assunto.

- Ahh... mais cansativo do que os outros dias. Sábado aquilo lá lota mais do que jogo de futebol... – sentei perto dela. – O que você fez hoje?

- Ahh! Eu trouxe as coisas para cá! - nossa.. Que trabalho que dever ter dado. - A Sango arranjou um emprego! E arranjei um emprego! Vou trabalhar em uma biblioteca!!

OoOoOoOoOo

Aquelas pizzas estavam DELICIOSAS. O Inuyasha comeu a portuguesa TODINHA. Não sei como ele não é gordo. Eu comi dois pedaços de calabresa e um de chocolate e estou me sentindo a maior baleia do mundo. O Miroku também come como um morto de fome, mas ninguém supera o Inuyasha.

Então, depois da comida e das risadas, o Miroku foi embora porque tinha que acordar cedo para fazer um trabalho da faculdade. Rin foi dormir e Sango foi para o banho, restando só eu e o Inuyasha na sala.

Suspirei.. A gente só tinha conseguido comprar duas camas, ou seja, alguém ia dormir no chão hoje! Ganha quem acertar! Dããã!! Mas se vocês falaram Kagome, erraram! Eu finalmente me dei bem!! Como tive um dia de trabalho muito cansativo e Rin trabalha amanhã, a Sango dorme no chão! Lá lá lá!

Mas, tirando toda essa felicidade. Agora eu realmente teria de me despedir do Inuyasha e eu não faço idéia de como vou fazer isso. E o ser em questão parecia tão entredito cantando as partes sujas de chocolate do papelão.

- Bom... – eu levantei. – Hoje eu vou poder dormir tranqüila sabendo que eu não vou precisar me vestir de coelho. – ri um pouco.

- Uhm..

- Você não está com sono, não? – olha. Eu não estava expulsando o Inuyasha. Eu só queria evitar que a despedida se prolongasse. Sabe, eu vou sentir saudades das palhaçadas dele. Todos os dias. Daquele bigodinho de leite logo de manhã.

- Está me expulsando bruxa?

- Não... – eu ri. Era engraçado como ele fica revoltado com nada. – Eu só estava perguntando. Afinal, hoje é a sua primeira noite depois de um mês sem uma doida na sua casa. – eu não tinha assunto NENHUM. Acho que deu para perceber.

- Bah! Eu já estava acostumado.. - ele virou o rosto, mas eu sabia que ele estava emburrado.

- Que bom... – sorri. Acho que o tempo que eu passo com ele me diverte mais. Sei lá. Sai sorrisos do nada da minha boca. – Vou sentir falta das suas implicâncias...

- Ahn?

- É... que você ficava me chamando de maçãzinha... ficava enchendo a minha paciência... ahh.... sem contar que eu vou sentir saudades das suas orelhinhas... – abaixei minha cabeça. Eu não sabia o que estava acontecendo comigo. Simplesmente tudo estava saindo calmamente.

E ele sorriu para mim. Ótimo! Pelo menos uma última vez eu vou ver o sorriso dele.

- Elas vão sentir sua falta também..

Ai meu Deus! O que foi que ele disse? Eu vou morrer.

- Ahh..? – eu ri. – Que bom que elas gostaram de mim... – eu abaixei meu rosto de novo. Eu estava corada. Era um fato, que eu pretendia deixar guardadinho, sem o Inuyasha ver.

- Já vou.. Você deve estar cansada. - ele levantou e se espreguiçou.

- É.. estou um pouquinho... – levantei depressa. Fui até a porta e a abri. Na verdade eu tenho que confessar. Eu queria que ele ficasse aqui. Não sei. Meio que eu achei um amigo no Inuyasha. E era tão bom conversar, rir com ele.

E eu estava aqui, pensando nisso tudo, quando ele puxou a minha cabeça e beijou a minha testa antes de se despedir.

- Tchau bruxa..

- Tchau... Inuyasha. – fiquei no batente da porta vendo ele se afastar até começar a descer pelas escadas. Encostei minha cabeça na porta. Como ele poderia ser tão fofo? E como eu poderia ficar sem ele mais algum dia?

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Oiee minna!

Ééééé! A Kagome tá pegando a mania de abraçar o Inuyasha e depois.. Tsc tscs tsc... Que garota assanhada, fica pegando o namorado das outras! Não sei como eu deixo ela chegar perto do meu Inuzinho ainda..! Huahuauhahhua!

Cara, finalmente entrei de férias! Graças ao meu querido prof de geografia que me deu 2 décimos pra me passar direto! Professor, te adoroooo! xD E é incrível como você sente sua mente mais fresca só por saber que geometria está loonge de você! xD Mas fiquei deprimida, meu pai vai me mudar de colégio! Ahhh, meus amigooos!! Vou precisar fazer novos..

Gente, obrigada pelas reviews e continuem mandado! Hehehhe.. O Ministério da Saúde adverte: mandar reviews faz bem para a saúde e para o coração! Hauuahhua..

Bjokas!!

Kaori-sann

Respostas das reviews:

Sophie-sama: Carambaa! Quantas exclamações...! xD Parece que maçã é um apelido muito comum no mundo de Inuyasha. Afinal, TODO mundo cora e tal... *.*! Beijo!

Belle Lune's: Oláá! Que bom que gostou. Pois é... a Tia Steph inventou uma nova droga. Legal, diga-se de passagem que está se alastrando mais rápido do que a Gripe Espanhola.... E eu não me arrependo de ser viciada nessa droga! ;*

LeticiaM: Oii! Riu? Então, nosso objetivo foi alcançado. NÓS mesmas rimos do que escrevemos. EU fico com ciúmes do Inu! A Ká, que tem todo o direito, vive assim... hauhauhauhau. Mais uma viciada em Twilight... ahh... Edward! *o* Beijooo

.Camila: Eeeeeee! Foi perfeito? Que ótimo! Esse rumo está melhor? Ainda bem... *Ufaaaa*! Que bom que tu voltouu e comentou! Ficamos felizes por isso. Sobre o Kouga... nós tínhamos inicialmente um plano para ele. Ele voltaria e colocaria uma pimenta em toda a história, mas quando nós já vimos, a história estava falando por si só, sem precisar do Kouga. Espero não ter te decepcionado!!! Beijoo..!

Aline Higurashi