O pior filme da história
A morena abriu os olhos rapidamente ao escutar a voz da loira.
R: "Quinn." – atinou em responder ao vê-la na porta. "Deus... acabei dormindo." – disse.
Q: "Está bem?" – perguntou tratando de assimilar que aquilo era real.
R: "Eh... sim." – respondeu ao mesmo tempo que voltava a revirar os filmes. "vim... eh... vim por um filme que..." – parava constantemente tratando de pronunciar a frase sem soar muito falsa. "necessito para... um... trabalho da faculdade." – seus olhos se moviam entre a pilha de DVD's e Quinn.
Q: "Ah... ok, não se preocupe... é só que não te esperava." – tratou de sorrir.
R: "Oh... bom... me disse que poderia entrar sempre que..."
Q: "Sim, sim." – interrompeu. "não tem que me dizer nada."
Rachel respondeu com um ligeiro sorriso antes de ficar surpreendida enquanto seus olhos passavam sobre o cabelo da loira.
R: "Quinn... seu cabelo..." – murmurou ao mesmo tempo que se levantava da cadeira e se aproximava da garota.
A loira quase havia se esquecido de seu novo look ao ver a garota ali e respondia com um gesto tímido.
R: "Voltou a ser curto." – disse enquanto levantava sua mão até acariciar várias mechas de franja caindo sobre a testa.
Quinn não pode evitar se estremecer diante o gesto da morena, que não foi consciente do que fazia até que observou a reação da garota. Rapidamente afastou sua mão e tratou de se desculpar.
Q: "Gostou?" – perguntou um tanto nervosa.
R: "Sim." – sorriu. "é parecido de quando..." – se deteve.
Pela primeira vez seus olhos coincidiram e ambas permaneceram em silencio durante vários segundos.
R: "Vou continuar buscando o filme." – mudou de tema.
Q: "Ok, eu... vou preparar a banheira, devo ter cabelos por todos os lados." – brincou provocando um sorriso na morena que já voltava para a mesa.
Quinn se agastou do quarto ainda surpreendida. Definitivamente o corte de cabelo tinha algo mágico que lhe trazia sempre boas notícias ou situações agradáveis.
Não podia se concentrar no banho. Por sua mente só rondava a ideia de saber que Rachel estava embaixo do mesmo teto, que sua genial ideia de lhe entregar as chaves havia surtido efeito.
Enquanto a morena tratava de utilizar todo o tempo do mundo para continuar estando ali. Nem sequer sabia o que fazer ou falar com a loira, não sabia como atuar, se ser arisca ou tal como havia feito minutos antes, ser doce. Só sabia que tinha que estar um pouco mais de tempo ali, que não queria ir sem voltar a vê-la.
Tão pouco teve que esperar muito. A loira era rápida tomando banho e logo escutou o som da porta do banheiro. Era o momento de sair e voltar a ver ela antes de ir.
Pegou o primeiro filme que viu e após voltar os outros no arquivo, se dirigiu para a sala. Quinn já estava no quarto, escolhendo com pausa a roupa que ia utilizar aquela noite. O som de seu telefone a tirou de sua tarefa.
Regressou a sala para atender a ligação, quando se deparou com a chegada da morena, que voltava a ficar paralisada ao vê-la.
Um leve olhar foi o único gesto que a loira enviou a Rachel, antes de atender o telefone.
A morena voltava a avançar até sua bolsa, se afastou um pouco enquanto atendia.
Q: "Olá mamãe..." – respondeu docemente. "sinto muito...sinto... mamãe... já sei mas é que estive muito ocupada..." – pausava sua conversa ao mesmo tempo que caminhava pela sala.
Rachel não perdia detalhe da loira, que cruzava diante ela, coberta por um roupão e seu novo corte de cabelo.
Q: "Sim... está bem... não, não pode vir... fiquei na casa de Santana, sim está muito bem... eh, não... não sei se pode." – Quinn lançou um olhar para Rachel e cruzou com os vivos olhos da morena que não perdia ela de vista. "não sei... espera..." – afastou o telefone do ouvido e o cobriu com sua mão evitando que sua mãe pudesse escutar.
Q: "Rachel... é minha mãe, quer te cumprimentar." – disse um pouco séria.
R: "Me dá." – se levantou do sofá com um sorriso.
Q: "Espera, Rachel... ela não..." – respirava profundamente. "ela não sabe nada da nossa..."
R: "Não disse a ela que..."
Q: "Não, não pude e faz tão pouco tempo que tão pouco... me apetecia. Sei que está mal desde que minha avó morreu e não quero que se preocupe."
R: "Não se preocupe." – se aproximou estendendo a mão, esperando que a loira lhe desse o telefone.
R: "Judy!" – exclamou efusiva. "sim... olá. Como vai?... muito bem... sim, por fim saiu bem o teste..." – soltou várias gargalhadas. "muito trabalho, mas é genial... tenho uns companheiros que são um encanto e o melhor de tudo é que passo as horas cantando..."
A morena mostrava um sorriso com cada palavra que dizia e Quinn não podia afastar a vista de seu rosto. Desprendia essa ilusão, esse brilho que sempre havia visto nela quando falava de triunfar. A loira começou a se contagiar da felicidade que mostrava Rachel e terminou sorrindo, sem perceber que fazia e com o olhar fico na garota.
J: "Rachel... sei que minha filha deve estar ao seu lado... ou muito perto." – a morena se virou por inércia para se certificar de que era verdade o que Judy dizia. Quinn não pode esquivar o olhar a tempo e Rachel a surpreendeu completamente embelezada nela.
R: "Sim..." – apenas disse.
J: "Não diga nada, não fale, não quero que saiba que estou te falando dela."
Rachel entendeu a situação e tratou de dissimular sem afastar o olhar da loira, que já havia optado por abaixar sua cabeça um tanto envergonhada.
R: "Diga..."
J: "Sei que minha filha ia me colocar impedimentos por isso quero contar a você e que você a convença...estou em LA."
Rachel abriu ao máximo os olhos.
R: "Como?" – perguntou surpreendida provocando novamente o olhar de Quinn.
J: "Gostaria de jantar com vocês duas... mas sei que Quinn vai negar. Me ajude a convencê-la."
R: "Mas..." – tratava de dissimular. "está bem." – terminou aceitando. "tudo perfeito... algo mais?" – perguntou incitando a mulher que explicasse.
J: "Imagino que minha filha continua na sua frente te olhando e tratando de averiguar o que falamos." – riu.
R: "Exato." – foi direta.
J: "Bem... agora quando passar para ela vou dizer que vamos jantar amanhã em um restaurante em particular... e necessito por todos os meios que a convença, quero lhe apresentar uma pessoa e necessito que seja reticente."
Rachel tratava de assimilar toda a informação.
R: "Está bem Judy... não se preocupe." – dissimulava. "vou cuidar de sua filha."
Os olhos de Quinn voltaram a esquivar.
Rachel estendeu a mão com o telefone para Quinn, para que ela continuasse com a ligação.
Q: "Mamãe?... contente?..." – tratava de sorrir. "aham... sim, claro que sim, está tudo bem..." – fez uma longa pausa. Seu rosto se desfigurou. "mas... mamãe, não pode fazer planos assim, não... não sei se vamos poder ir." – engolia em seco. "tá, mas... por que não me disse antes? Desde quando está em LA?... Dois dias!... mas... aonde está?" – o silencio voltou a inundar o lugar.
Rachel se sentou no sofá esperando que terminasse a conversa, enquanto Quinn voltava a caminhar pelo lugar.
Q: "Mamãe... não acho que podemos ir... mamãe espera... Rachel... não, tem muito trabalho e não sei... mamãe... mamãe, me deixe falar?... um momento... um momento... não desligue..."
A loira ficou paralisada observando o telefone.
Q: "Merda!" – exclamou tirando do transe em que se encontrava a morena.
R: "Te deu o endereço do restaurante?" – perguntou ao mesmo tempo que se levantava do assento.
Q: "O que?... te disse?" – perguntou confusa.
R: "Sim."
Q: "Sinto muito Rachel, não se preocupe, já conto a ela qualquer coisa... já sabe como é, ela planeja as coisas sem contar nada e depois..."
R: "Não tem que lhe explicar nada, disse a ela que ia."
Q: "Como?" – se surpreendeu. "Rachel não tem que ir, de verdade, não se preocupe eu lhe..."
R: "Quinn, não seja chata, disse a ela que iria e vou... a não ser que você não queira." – abaixou a cabeça.
Q: "Claro que quero." – soou demasiado efusiva. "quero dizer, que para mim não importa mas... já sabe que ela ainda não sabe nada da..."
R: "Não tem porque saber." – tratou de não lhe dar importância. "não acho que aconteça nada por jantarmos juntas..."
Q: "Rachel, minha mãe pensa que ainda estamos juntas."
R: "Tá... por isso digo, não acho que aconteça nada por jantarmos juntas e não acho que note nada, de fato, acho que suspeitará se não formos as duas."
Q: "Faria isso por mim?"
Rachel esquivou o olhar da loira. Era esse mesmo olhar que ela não podia resistir.
R: "Prometi a Judy!" – exclamou tratando de ser dura.
Quinn respirou profundamente. Essa contundente expressão fez desvanecer qualquer resquício de aproximação entre ambas.
Q: "Ok... o jantar é amanhã as oito no Roy's Restaurant, na rua South..."
R: "Vamos ir juntas, não?" – interrompeu.
Q: "Eh...sim." – contestou duvidosa.
R: "Então não me dê o endereço, passo para ti pegar...ok?"
Q: "Ok."
Rachel pegou a bolsa e se aproximou da loira para se despedir dela.
Quinn se viu surpreendida ao ver como a morena se aproximava e lhe dava um beijo na bochecha.
R: "Nos vemos amanhã." – comentou ao mesmo tempo que se afastava até a porta.
Quinn permanecia quieta no meio da sala.
Q: "Tchau." – respondeu.
Aquilo havia surpreendido gratamente a loira, que não esperava uma Rachel demasiado perto. Parece que as coisas começavam a se ver de outra forma e isso a alegrava.
Mas um novo detalhe ia fazer ela sorrir.
Ao se virar para voltar para o quarto e continuar se vestindo, descobriu que o DVD que Rachel havia tirado de sua coleção estava no sofá. Havia se esquecido dele e não duvidou em pegar e rapidamente dirigir seus passos até a porta. Não pode fazer nada. O carro da morena já se perdia ao final da rua.
Q: "The Crawling hand." – leu em voz alta o nome do filme. "Vai fazer um trabalho sobre um dos piores filmes da história?" – se surpreendeu ao ser consciente do filme que a morena havia escolhido e novamente voltou a sorrir.
Rachel esqueceu por completo o que tinha ido fazer, por sua mente só rondava a imagem da loira e o jantar do dia seguinte com sua mãe. Sem fazer nada, havia se metido na vida que umas semanas atrás tinha claro que necessitava deixar. Mas já não podia voltar atrás. Judy tinha se convertido em alguém importante para a morena.
Desde que aceitou a relação das duas garotas, era como uma mãe para ela. A mulher havia passado mal. Havia abandonado Lima para se mudar para Columbia aonde cuidou de sua mãe durante seus últimos anos de vida. Quinn era a única que lhe faltava após a separação de seu marido e a morte de sua mãe. Mesmo estando separadas pela distancia, a loira falava com ela todas as semanas. Se apoiavam e Rachel foi testemunha dessa situação.
Sabia que a mulher a apreciava e não podia negar absolutamente nada, menos ainda um jantar com ela.
R: "Ei... posso saber aonde vai assim?" – Rachel cruzava com Leisha na entrada da residência.
L: "Vou em uma festa, céu." – respondeu com um enorme sorriso. "e não penso em voltar sozinha."
R: "Uau... se voltar sozinha é porque quer." – disse após observar a garota por completo.
Leisha era espetacular, uns enormes olhos verdes contrastavam com o moreno de sua pele e seu cabelo. Uma longa cabeleira morena que era brilhante e ondulada. Um grande blusão fazia as vezes de vestido, deixando ver a longas e grossas pernas da garota.
L: "Obrigada. Por como está me olhando acho que vou esperar que meu acompanhante seja Brad Pitt ou um George Cloney." – sorriu.
R: "Tenha cuidado... pois pode ser uma Megan Fox que se aproxima de você." – brincou.
L: "Pensarei no assunto." – respondeu divertida. "não sai hoje?"
R: "Não... estou esgotada, de fato pensava em passar todo o dia em casa e veja, sempre termino fazendo coisas, então essa noite será toda para mim."
L: "Ok... se mudar de opinião me ligue." – a morena se despediu de Rachel enquanto ela voltava para o estúdio.
A noite não havia feito mais que começar. Molly e Quinn chegavam ao Grey, aonde se encontraram com Ashley, Spencer, Aiden e Kyla. Quinn definitivamente se encontrava melhor. A manhã no spa, o corte de cabelo e o encontro com Rachel haviam feito melhorar seu dia e erradicar de golpe seu mal humor.
A diversão entre as garotas ia aumentando, o corte de cabelo da loira havia sido a conversa durante grande parte da noite, provocando algumas brincadeiras por parte de Ashley, que Quinn aceitou de bom grado. Realmente estava esplendida.
Após dançar um pouco, a loira se aproximava do balcão. Havia visto aparecer Glen e não lhe apetecia ter muito contato com ele, exceto o justo e necessário para cumprimentá-lo. Seguia sem lhe cair bem.
Alguém gritava a seu lado. Uma garota tratava de chamar a atenção da garçonete mas ela não lhe fazia caso. Quinn a interrompeu.
Q: "Jane." – gritou chamando a garçonete. A mulher rapidamente atendeu a loira. "essa garota está chamando... atende ela se não quer que se vá a outro lugar e com ela todos os garotos." – brincou ao mesmo tempo que olhava a jovem.
Sua surpresa foi enorme ao descobrir que a garota era Leisha. Ambas se olharam surpreendidas.
L: "Quinn?"
A loira sorria sem acreditar.
Q: "Leisha?"
L: "Sim... o que aconteceu com seu cabelo?" – perguntou enquanto a observava boquiaberta.
Q: "Eh... se foi..." – disse com um enorme sorriso. "não havia te reconhecido, está sozinha?"
L: "Não... vim com várias amigas. Está muito linda com o cabelo assim... bom, na realidade sempre está."
Ja: "Ei... vão querer algo ou me chamaram para nada?" – a garçonete interrompeu a conversa.
L: "Eh sim... me coloca um Manhattan." – respondeu.
Q: "Bebe Manhattan?" – voltou a perguntar a loira.
L: "Sim... nunca provou?"
Q: "É meu favorito." – sorriu.
O ruído da música fazia as garotas se aproximarem cada vez mais ao mesmo tempo que falavam entre elas, enquanto esperavam que as servissem. Os sorrisos eram cada vez mais presentes.
Ashley interrompia a conversa que mantinha Molly e Spencer.
A: "Escute... como era isso de que Q estava depressiva?"
Ambas as garotas a olharam tratando de compreender a que se referia.
A: "Porque eu acho que essa morena está tirando qualquer vestígio de pena que ficava em seu interior." – disse ao mesmo tempo que apontava para o balcão.
Spencer ficou um tanto quanto surpreendida. A imagem de ambas garotas no balcão dava a sensação de algo mais intimo que um simples cumprimento. Molly ficou sem palavras.
Instintivamente abandonou suas amigas para caminhar até a loira.
A: "E aonde ela vai?" – perguntou Ashley ao ver como Molly se aproximava de Quinn e Leisha.
Spencer não tinha palavras, igual que Glen, que observar as garotas, foi consciente de tudo o que falavam as três garotas.
M: "Quinn?" – interrompeu as duas garotas.
Q: "Diga Molly!" – respondeu com um sorriso.
Leisha se interpôs e voltou a falar, ignorando a chegada de Molly.
L: "Quinn... tenho que voltar com minhas amigas." – interrompeu ao mesmo tempo que pegava os dois copos. "fiquei feliz de te ver..." – disse mostrando um sensual sorriso.
Q: "Eu também fiquei feliz Leisha." – o nome da garota soou de forma chamativa na voz de Quinn.
L: "Nos vemos." – se despediu sem deixar do olhar para ela.
Quinn simplesmente mostrou um sedutor sorriso.
M: "O que faz?" – perguntou incomodada.
Q: "O que?" – voltou em si após ver como a garota se perdia entre as pessoas.
M: "Quem é?"
Q: "Ella..." – apontou. "é uma companheira de Rachel." – mantinha o sorriso.
M: "Está flertando com ela?"
Q: "O que? De maneira nenhuma... por que diz isso?"
M: "Não sei, talvez seja porque estava caindo uma baba enquanto sorria para ela."
Q: "Não diga estupidez... essa garota é heterossexual."
M: "Ah... quer dizer que se fosse lésbica ia atrás dela?"
Q: "O que diz Molly? O que passa? Só estávamos conversando, me cumprimentou e eu a ela... nada mais, além do mais... não acho que seja assunto seu se falo ao deixo de falar com alguma garota."
O gesto da garota se mostrava cada vez mais duro.
M: "Não acho que Rachel ache muita graça saber que trata de conquistar a uma amiga dela."
Quinn a olhou sem compreender nada.
Q: "Molly, não aponte para meu nariz... só estava falando com uma garota, não acaba o mundo por isso."
A garota se cansou e sem deixar que a loira terminasse de falar se afastou. Deixou ela sozinha com o gesto contrariado.
Glen se distraía teclando em seu celular.
G: "Glen chamando Rachel...bip...está acordada?...bip."
R: "Te disse para não me chamar nem me incomodar, é meu dia livre!"
G: "Pequena nota informativa. Quinn está lindíssima com seu novo corte de cabelo.
R: "Muito bem Glen, vejo que tem bom goste. Tchau!"
G: "Outra pequena nota informativa. Me dá permissão para conquistá-la ou deixo para a morena de olhos verdes?"
R: "O que?"
G: "Ahá... vejo que já não tem mais TCHAU em sua resposta."
R: "Me esqueça."
G: "A rainha Quinn está preciosa essa noite...bip... tem várias princesas lutando ao seu redor...bip... está bebendo Manhattan...bip."
R: "Aonde está?"
G: "Grey. Ou vem e a salva ou não terei mais remédio que me meter."
R: "Por que faz isso?"
G: "Porque te quero e no fundo, muito no fundo também quero a rainha. Além do mais, a morena é impressionante. Quero ela para mim."
Q: "Glen!" – interrompeu a loira.
G: "Ei... Como vai Quinn?... está muito bonita." – falou sem afastar o olhar do celular.
Q: "Obrigada. Escute... como vai a Rachel?"
R: "Se quiser que te pague esse mês, afaste esse demônio de Quinn."
G: "Rachel?" – sorriu ao ler o comentário. "muito bem, a verdade é que está maravilhosa."
G: "A rainha me pergunta por você. Posso beijá-la?"
Q: "Quando estreiam?" – perguntou um tanto incomoda ao ver que o garoto não deixava de escrever em seu telefone.
G: "Eh... no dia primeiro."
R: "Tente e verá comigo em 5 minutos."
Q: "Isso é na semana que vem."
G: "Exatamente, tomara que tudo saia como esperamos."
R: "O que está te falando?"
Q: "Deve estar nervosa."
G: "Não acho, estava nervosa no primeiro dia de filmagem, quando viu que todos eram piores que ela... ela levará bem."
G: "Estou ficando sem bateria. Venha e comprove você mesma."
Quinn não pode evitar esboçar um sorriso. Era algo típico de Rachel. Ela só ficava nervosa diante o desconhecido, uma vez que descobria que ela podia controlar tudo, voltava a ser a pessoa mais segura do planeta.
Q: "Me alegro muito, tenho vontade de ver ela fazer algo grande."
R: "Glen?"
G: "Verá. Rachel terminará triunfando..." – o garoto guardava seu celular no bolso, ignorando as mensagens da morena e sorrindo diante a suposta cara que devia ter.
Rachel se maldizia. Estava de pijama, deitada no sofá vendo um de seus filmes favoritos. As mensagens de Glen havia enlouquecido ela. Quinn tal como havia comprovado aquela tarde, estava esplendida, irradiava beleza e só de imaginar várias garotas tratando de conquistá-la a fazia perder a cabeça.
Confiava nela, mas não nas demais. Ainda por cima estava bebendo.
R: "Maldito loiro infernal." – murmurava enquanto entrava no banho.
A: "Ei... loira! Quem era aquela morena?" – Ashley levantou seu braço sobre Quinn que ainda permanecia ao lado de Glen.
Q: "Uma amiga de Rachel... está em seu grupo de teatro e nos cumprimentamos. Também vai me recriminar?"
Glen se surpreendeu ao escutar aquelas palavras e ficou petrificado. Não sabia que aquela garota era amiga de Rachel e acabava de revisar as mensagens. Conhecendo ela, estava seguro que Rachel apareceria no local cedo ou tarde e não queria imaginar sua cara quando descobrisse quem era a misteriosa morena.
A: "Eu?... Por que ia te recriminar?"
Q: "Não sei, mas Molly ficou furiosa."
A: "Molly?" – estranhou.
Q: "Sim, parecia que tinha comido o diabo... não parava de me fazer perguntas, que se estava flertando, que se Rachel..." – comentou incomodada.
G: "Essa garota que não para de te olhar... é amiga de Rachel?" – Glen perguntou ao mesmo tempo que apontava dissimuladamente para Leisha.
Quinn e Ashley olharam para onde ele apontava e puderam observar a garota dançando de forma sensual no meio da pista.
Fugazmente lançava olhares furtivos para Quinn, que se viu um pouco surpreendida devido ao gesto que mostrava quando fazia isso.
A: "Escute... pois para ser a amiga de Rachel... se vê que não importa que seja sua namorada."
Q: "Eu não sou a namorada de Rachel." – respondeu de forma dura.
A: "É definitivo?" – perguntou diante o atento olhar de Glen.
Q: "Estamos nos dando um tempo. Ela está fazendo sua vida e eu faço a minha."
G: "Rachel está te esperando." – se interpôs.
Q: "Que pena, não Glen?" – ironizou.
A: "Ei, tranquila Q... nenhum dos dois sabemos qual é a sua intenção, tem que compreender que nos surpreendemos se te vemos flertando com alguém... e ainda mais se é amiga de Rachel."
Q: "Ashley!" – exclamou. "vejamos se entende... eu não estava flertando com ninguém... mas se fizesse é assunto meu, ok?"
G: "Não acho que Rachel tenha esse conceito da relação que tem agora."
Q: "E o que você sabe do que Rachel e eu fazemos?... Sabem de uma coisa? Já me cansei... saí para me divertir, não para que termine me amargando." – a loira se afastou dos garotos e se perdeu entre a multidão.
Spencer a deteve.
Sp: "Quinn... está bem?" – notou a seriedade em seu rosto.
Q: "Sim... só estou um pouco cansada, acho que vou voltar para casa."
Sp: "Já?"
Q: "Sim."
Sp: "Quer que te acompanhe?"
Quinn se surpreendeu.
Q: "Não vai me insistir para fizer, que mude a cara e mil coisas mais?"
Sp: "Por que? Se me diz que está cansada eu compreendo... além do mais acho que já fez um grande esforço por vir essa noite e bem... não posso te exigir mais hoje."
Quinn sorria.
Q: "Já te disseram alguma vez que é a melhor amiga que pode existir?"
Sp: "Hum... não, hoje não." – brincou. "me disseram que sou a mais linda, a mais doce e a mais inteligente... mas não a melhor."
Quinn abraçou a loira ao mesmo tempo que lhe dava um beijo na cabeça.
Q: "Não sei o que seria de mim sem você." – murmurou. "o que acha de amanhã tomarmos café?"
Sp: "Você e eu?"
Q: "Aham..."
Sp: "Sem as morenas?"
Q: "Sozinhas..."
Sp: "Trato feito."
Q: "Bem... amanhã te ligo." – voltava a beijar ela, dessa vez na bochecha.
Sp: "Ok... me avise quando chegar em casa, por favor."
Quinn concordou e se afastou da garota. Dirigia seus passos até a saída disposta a abandonar o local, não sem antes ter um novo encontro com Leisha ao passar junto a ela, que lhe fez um gesto com sua mão ao mesmo tempo que continuava dançando e lhe dava um cativante sorriso. Quinn se limitou a sorrir e se foi.
A noite estava perfeita, sua casa não ficava muito longe do 'club' e não era muito tarde ainda, por isso decidiu voltar andando e esquecer os taxis. Começava a ter mania.
Q: "Tenho que comprar uma bicicleta." – falava para si mesma enquanto caminhava desfrutando a leve brisa que invadia a cidade.
O som do motor de um carro a tirou de seus pensamentos. A rua pela qual caminhava era ampla, iam e vinham carros, não estava solitária, mas proximidade do som a fez apressar os passos. Quem fosse parecia perseguir ela lentamente. Quinn tratava de não olhar, sua mão direita rapidamente entrou em sua bolsa buscando o celular. O carro se aproximava cada vez mais a sua altura e começou a sentir um pouco de medo. Uma voz a parou em seco.
R: "Quinn?"
OBS. 1: História original escrita por CARMEN MARTIN na fanfic 2 NUEVOS CAMINOS (.net/s/7412103/1/2_Nuevos_Caminos)
