Meia-noite, Hora de Magia
Quando eu me deitava com você
Poderia ficar parada e fechar os olhos
Sentir você aqui para sempre
Não tem nada melhor do que nós dois juntos
- Ateei Fogo À Chuva (Adele)
Snape surpreendeu-lhe ao caminhar na sua direcção e agarra-lhe pelo manto, levantando-o no ar. Praguejou no silencio da noite e agarrou-se ao pescoço de Snape para se equilibrar. Nem sabia o quê que as pessoas iriam dizer se o vissem naquela posição, nos braços do professor. Tinha a certeza que seria novamente a chacota dos Slytherin.
Fez os possíveis para afundar o rosto nas dobras da roupa, o mais escondido possível de futuros olhar intrusivos e dos olhos escuros que analisavam-no até ao mínimo pormenor. O quê que descobriam, Harry não podia dizer.
- Se alguém me vir desta forma o quê que vão julgar? – perguntou Hary, embaraçado. O emaranhado de cabelo cor de azeviche roçava-lhe no rosto.
- Com certeza não será a primeira vez que vão ver um aluno ferido com necessidade de ser transportado. Não é a primeira vez que acompanho alunos à enfermaria. Agora faz pouco barulho.
"Sim, mas são alunos da tua casa e quando não conseguem andar invocas uma maca, não os pegas ao colo."
Corou involuntariamente.
Sentia-se mais protegido que nunca abraçado ao corpo levemente tonificado. Com o seu calor a misturar-se com o seu e a intensidade daquele olhar que Harry era capaz de sentir a cravar-se nele. Os dedos esguios que agarravam-lhe o tronco provocavam-lhe uma faísca incontrolável que deixava-o mais animado do que realmente devia.
Felizmente, ninguém os incomodou até chegarem ao gabinete. Toda a gente devia estar a dormir sossegados, entregues ao doce sabor que às vezes só os sonhos podem trazer. Não podia comprovar que ninguém não tinha visto nada. Com a capa de Snape a cobrir-lhe parcialmente o corpo e os seus dedos enroscados em volta do pescoço do outro, apertando-lhe com cada vez mais força, não era capaz de ver nada. Também não precisava de ver mais nada para além de Snape. Nada lhe agradava mais do que ficar para sempre cativo daquele olhar.
Snape pousou-o no chão cuidadosamente.
- A Directora tem de saber do ocorrido. Fica aqui quieto e não abras a porta a ninguém. Os meus feitiços protectores vão afastar intrusos e alertar-me em caso de necessidade desde que não convides ninguém a entrar. Fiz-me entendido?
- Eu preferia que não…
- Tenho que ir, Potter – Snape cortou-lhe a palavra. – Não mexas em nada e tudo correrá bem.
Harry anuiu, contrariado, e ficou a ver o manto do Professou a transformar-se num torvelinho negro, à medida que se dirigia para a saída. Ele virou-se para trás quando já estava quase a atravessar o limiar da porta e olhou-o, com o rosto magro e cremoso destituído de emoções.
- Não precisas de te cingir ao meu gabinete. Podes esperar nos meus aposentos se te aprouver.
- Obrigada… - A porta fechou-se à sua frente.
Sem dar por si mesmo, Harry caminhou directamente em direcção aos aposentos do professor e entrou directamente no seu quarto. Um pouco receoso de estar a invadir a sua privacidade. No entanto, estava cheio de curiosidade para ver como era. Algumas pessoas diziam que um quarto reflectia as preferências do seu dono. E Harry não podia negar a vontade imensa de se aproximar cada vez mais do professor, de podê-lo tocar no seu ínfimo.
Na verdade o quarto não era muito diferente de como o imaginara. A divisória era toda negra com cessão do chão a prateado. Tinha uma cama abrigada a seu fundo com duas cabeceiras a flanquearem-na, um guarda-roupa igualmente escuro com duas portas de correr e uma secretária com escrivaninha calçando uma estante a abarrotar de livros. Espalhados em redor das paredes, haviam quadros emoldurados com motivos de tortura, um espelho a obsidiana lustrada, que reflectia o seu rosto cansado, e candeeiros a cheirar a óleo derretido, distribuídos uniformemente ao longo da parede.
Simples, pesado e íntimo.
Nenhum outro aluno devia ter estado no quarto do professor, ninguém para além dele. Havia uma certa atmosfera de intimidade que ele nunca tinha ousado quebrar à força, com medo de perder a confiança dele. Tudo aquilo tinha sido consentido. Não tinha que ter receio que o Professor o visse ali. Se pudesse acrescentar algo seu aquele lugar tão familiar, fá-lo-ia. Algo que marcasse a sua presença. "Talvez no Natal… Ainda tenho de pensar no seu presente."
- Senhor Potter, o Professor Snape mandou o Kreacher trazer comida e as vossas coisas.
Harry deu um salto e voltou-se para trás, soltando o ar que reprimira instintivamente.
- Kreacher, tu assustaste-me. O Snape disse-te se ia demorar muito? – Harry parou para olhar o quê que o elfo doméstico trazia. – Para quê tudo isso? – Parecia impossível que Kreacher, sendo tão pequeno, conseguisse acartar a sua sacola e o seu malão ao mesmo tempo. Não acreditava que fosse precisar disso tudo. O malão só estava completamente cheio quando ia para casa dos Dursley ou para Hogwarts de comboio. De resto todas as suas roupas eram penduradas nos cabides e todos os pequenos objectos guardados na mesa-de-cabeceira.
- Eu estou com muita pressa, senhor – disse.
- Obriga… - Antes de acabar a frase já o elfo doméstico tinha desaparecido no ar.
Só agora se apercebeu quanta fome realmente tinha. A sua barriga contorceu-se e apertou-se mais involuntariamente. A comida quente sabia-lhe melhor do que estava realmente à espera, por isso devorou-a até restar apenas migalhas.
Afastou o prato da sua frente e vasculhou a sua sacola. Estava a abarrotar de pergaminhos por utilizar, penas afiadas, tinteiros e todos os seus livros escolares. Um pensamento aterrador passou-lhe pela sua cabeça. Não iam enviar-lhe para casa para sua protecção? Seria demasiado estúpido e ele ainda tinha uma palavra quanto a isso. Não poderiam mandá-lo de volta sem sequer o escutar. Não se ia separar de Snape tão facilmente. Mas se não, porque todas as suas cosias estavam ali?
Abriu o malão e inspeccionou todas as suas mudas de roupas, pijamas, sapatos e mantos, todos impecavelmente bem dobrados. Havia qualquer coisa que não batia certo…
Decidido a afastar o assunto da cabeça, caminhou até à prateleira de livros. A maioria eram livros velhos, informativos e de não ficção. Poções e Magia Negra eram temas recorrentes mas também haviam ali biografias e um conjunto de livros de ficção. Quase todos eles eram pesados e usados, mas estavam todos impecavelmente limpos.
Harry estendeu a mão.
- Potter, não mexas em nada – sibilou Snape, desaprovadoramente. – Impressionante como és incapaz de cumprir uma única regra em tão curto espaço de tempo.
- Eu não ia tirar nada do seu lugar – mentiu. – Vão me mandar embora? – perguntou apressadamente, e ao ver as linhas da testa do professor crisparem-se, interrogativamente, acrescentou: - O Kreacher trouxe todos as minhas coisas… Não tinham o direito de decidir sem mim, não fiz nada de mal e não sou obrigado a ir para lado nenhum que não queira. Sei lidar bem com os meus problemas, a Directora não precisa de se preocupar comigo.
- "Senhora" Directora, Potter. Já está na altura de aprenderes o teu devido lugar. E para responder à tua pergunta, infelizmente não. Isso seria demasiado fácil e as coisas em tendência a complicar-se. A Senhora Directora tenciona que eu partilhe os meus aposentos contigo até pelo menos o ano novo. Depois disso tenciona-mos arranjar uma forma mais efectiva de resolver o problema.
- Porquê tu? O senhor… - emendou rapidamente.
- Penso que porque julga erradamente que eu serei capaz de te ensinar como comportar adequadamente. Aqui terás de me obedecer em tudo e eu não vou tolerar falhas da tua parte – trovejou Snape. Escutou o som metálico da sua voz engrossar perigosamente por isso não se atreveu a pressionar o assunto.
- Vamos ter muito mais tempo para passar juntos – deixou escapar a avalanche de palavras sem querer. Conteve-se de continuar apertando os lábios firmemente. Afastando-se o mais possível da pressão exercida por aqueles olhos magnéticos.
- Não vai ser tão prazeroso como julgas. Terás de voltar ao meu escritório mal saíres das tuas aulas e eu não vou querer ser incomodado impertinentemente. Também ficou acordado que é melhor negares-te a contar onde vais ficar. Não queremos infortúnios e dizer a muitos normalmente é o equivalente a dizer à escola inteira. Basta contares a um grupo bastante restritivo de amigos.
Snape parecia sentir prazer em lascar toda a sua determinação e esperança, espezinhando-o com as suas palavras amargas. Há tão pouco tempo sentira que tinham partilhado algo de especial e agora tudo se tinha resumido aos comentários do costume. Era capaz de aguentá-los se ao menos houvesse mais para além disso. Um poço fundo de emoções recortadas num rosto de indiferença.
O que Harry não se atreveu a dizer era que a ideia de passar mais tempo com Snape, mesmo que ele não lhe facilitasse a vida, continuava-lhe a parecer demasiado tentadora.
- Só há uma coisa que não compreendo, onde é que eu vou dormir? Não existe mais nenhuma cama aqui?
Esperava seriamente não ter de dormir no sofá demasiado pequeno ou no chão duro e frio. No entanto não havia mais nenhuma possibilidade, a menos que…
- Vais dormir na minha cama, como é óbvio. – Snape esperou que os sinais de surpresa evidente desaparecessem do rosto do rapaz.
Para Harry não havia nada de minimamente óbvio naquela afirmação.
- Assim posso certificar-me, adequadamente, que nada de mal te aconteça – continuou Snape, sorumbaticamente.
- Se queres assim tanto dormir comigo podias-me dizer. – Harry soltou um sorriso radiante, esquecendo-se do protocolo de etiqueta entre professor e aluno que tentara manter.
- Potter, se quisesse fazer sexo contigo para isso tinha a minha secretária. Não precisava de levar-te para a minha cama – retorquiu, sem deixar que o seu rosto transparecesse quais queres emoções escondidas.
Harry desviou os olhos, claramente envergonhado. Era duro ouvir Snape responder-lhe daquela forma. O pior era saber que não deixava de o desejar nem que fosse por um momento. Ele devia, também, sentir alguma coisa por ele, nem que fosse quando lhe era capaz de dar prazer, mas não passava de um objecto para ser usado e descartado quando se tornasse demasiado usado. "Mesmo depois de ele me ter segurado nos braças…"
Snape caminhou até ao canto oposto da sala e começou a despir-se rapidamente. Harry aguardou ansiosamente, fazendo os possíveis para evitar olhá-lo, mesmo sabendo que falhava miseravelmente a cada segundo que passava. No fim, nenhuma pesa de roupa restava. Harry afastou o olhar do corpo bem delineado, com medo de ser apanhado a espiar.
Quando as luzes foram apagadas tudo se tornou muito mais fácil. Aguardou que Snape fosse o primeiro a deitar-se e mudou de roupas para um pijama leve, seguindo-lhe, mais hesitante que nunca. A seda suave da colcha cobriu-lhe o corpo por inteiro.
Pensou que nunca mais ia ser capaz de adormecer com o corpo de Snape tão perto dele. Estava bastante consciente da respiração quente atrás de si e do seu barulho a movimentar-se nem que seja por pouco. Cada toque sem intenção, cada silencio prolongado, era capaz de fazer-lhe prender o ar nos seus pulmões até começarem a queimar.
Um sossego pesado abateu-se sobre eles, e em pouco tempo, Harry entregou-se aquela sensação de calma que presidia os sonhos.
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- AAAAHHHH! - A sua própria voz gritou, e só mais tarde apercebeu-se que lhe pertencia.
- Ssshhh… está tudo bem, Potter. Ninguém te vai magoar. – Harry escutou a voz suave como mel derretido, e nunca acreditaria que seria o professor, caso não a reconhecesse tão claramente.
Lentamente, deixou-se relaxar, até ao seu coração começar a bater num ritmo comum. O seu corpo estava banhado num suor frio. Uns calafrios percorreram-lhe a pele. Puxou o cobertor mais para si.
- Estava ferido e vi o teu rosto… - balbuciou Harry, atordoado.
- Tudo não passou de um pesadelo. Volta-te a deitar.
- Não acredito que consiga adormecer. Parecia tudo tão real… - Estava de costas para Snape, e mesmo assustado não era indiferente à sua presença acolhedora. – Posso realmente ser corajoso quando tenho tanto medo? – perguntou, embaraçado.
- Não existe outra forma. Uma pessoa verdadeiramente corajosa sente medo. O que importa é saber domá-lo.
Não foi capaz de ver nada no escuro, mas foi com fascínio que sentiu os braços fortes do professor a rodearem-lhe o corpo e os seus lábios quentes e húmidos a saborearem-lhe e devorarem-lhe o lóbulo. Os dedos finos debateram-se com os botões dos seus pijamas, abrindo-os um a um, até deixarem o seu torso despido, e brincaram com um mamilo já duro graças à exposição ao ar frio da noite.
O barulho de calças a serem pontapeadas e peças de roupa a serem despidas ecoou, quebrando o silêncio em pedaços.
- Preferia que a luz tivesse aberta. Não consigo-te ver nesta escuridão – queixou-se Harry, fazendo os possíveis para manter a sua respiração controlada.
- Há coisas que são melhores serem feitas na escuridão. – A voz de Snape chegou-lhe aos ouvidos baixa e estranhamente rouca.
- Então pelo menos deixe-me sentir-te de frente.
Snape não respondeu nada, mas deixou que o corpo de Harry rolasse até ficar deitado, de costas sobre a cama.
Em pouco tempo voltou a sentir um corpo enroscar-se no seu, pele tocada pelo gelo sobre pele em brasas. Snape roçou o seu pénis claramente duro na púbis do menino, estimulando a zona da pélvis e irritando-a de desejo ardente.
O seu corpo reagiu instintivamente, quebrando de prazer até encher toda a sala de um calor delirante que ameaçava devorar por inteiro cada centímetro do seu corpo. Um nevoeiro desceu sobre a sua cabeça à medida que o seu pénis latejava, percorrido por agulhas finas que tentavam-no e seduziam-no até quase não aguentar.
Moveu-se por debaixo de Snape, aumentando o atrito e por consequente a sensação de tesão que deslizava pelo seu baixo-ventre. Ofegou várias vezes e tremeu muitas mais, como as cordas de uma harpa rígidas sobre mãos que arrancam sons de gemidos de prazer hipnotizantes.
Os seus dedos deambularam pelo abdómen, experimentando tocar cada pedaço à mostra. Podia não ser capaz de ver naquele escuro, mas era capaz de tocar a pele já quente e suada, ouvir o som da respiração arquejante, e os leves gemidos que o professor deixava escapar.
- Oh, Merlin!
- De quatro – rouquejou Sanpe, lutando para controlar a voz.
Harry obedeceu sem demora. Afastando o cobertor negro e descobrindo o seu corpo febril.
O som de vidro a retinir e de uma tampa a ser aberta chegou-lhe aos ouvidos. Depois, pareceu-lhe que Snape voltava para junto dele posicionando-se mesmo atrás de si.
Harry tremeu de antecipação. O professor desejava-o e isso era mais que evidente. Podia não amá-lo. "Não te ama. Não sejas estúpido." Mas havia algo profundo que os atava juntos e os arrastava de novo em direcção ao sexo. Era um fruto proibido que tinha sido provado contra todas as regra e expectativas, que tinha sido saboreado e apreciado, mas que deixara a boca molhada e a pedir por mais. Estavam completamente dependentes um do outro. Só ele lhe podia dar todo aquele prazer, só ele lhe podia fazer ficar daquela forma e só Harry lhe podia fazer perder o controlo daquela forma. Sempre tinha sido ele a fazer-lhe perder o controlo, só que agora tudo era diferente. Snape não o achava um rapaz demasiado escanzelado, pouco atractivo, demasiado novo e sem graça. Não de verdade. Quantas vezes tinham feito sexo? Se não o tivesse apreciado não teria voltado para mais.
Um dedo escorregadio tomou-o, deslizando para dentro dele até fazer com que ele derrama-se todo o som que havia nos seus pulmões para a escuridão da noite. Um segundo e logo a seguir um terceiro dedo foram logo introduzidos. Preparando-o habilmente para o que ia vir a seguir.
Harry trincou os dentes com tanta força que quase podiam-se partir, e os seus próprios dedos agarraram o tecido da cama até ele cortar-lhe a circulação e esfolar-lhe a pele. Jurou que até Snape seria capaz de ouvir o seu coração, da forma como martelava furiosamente de encontro ao seu peito, tentando escapar-se dele.
Os dedos deslizaram para fora dele e logo a seguir sentiu algo grande raspar de encontro à sua entrada, como se tivesse a pedir acesso.
- Diz-me o que queres – sussurrou Snape, num tom de voz aveludado. O pénis intumescido pressionou-o ainda mais.
- Ah! Eu preciso de ti dentro de mim – sussurrou, embaraçado.
Sem dar qualquer resposta, Snape montou-o, o seu membro cortando-lhe por dentro à medida que abria caminho até ao seu interior. Harry posicionou-se de forma a que facilitasse o acesso e Snape começou a mover-se arrancando-lhe gemidos de prazer. Parecia que todo o seu controlo havia-lhe fugido do corpo. Pressionava o seu pénis violentamente até atingir um ponto dentro dele que lhe fez gritar mais alto.
- Ahhh, Snape! Eu não aguento mais…
- Potter! – As mãos do professor desceram pelas suas ancas até chegarem às suas nádegas. Ali, as unhas cravaram-se com tanta força que teve de se conter para não silvar.
O seu nome dito desta forma fez com que as ondas de prazer, que inundavam-lhe o corpo em espasmos, tornassem-se mais frequentes e mais fortes. Com estocadas cada vez mais rápidas, aproximou-se do clímax, construído entre gritos apaixonados e nomes sussurrados, enviando-o mais próximo de Snape até fundir-se com ele, tornando-os num só.
Aquele foi um momento de bênção, pertencia ali, aquele corpo agora quente que o possuía com vigor. Não havia nenhum lugar no mundo que mais desejasse estar, e tudo naquele momento apagou-se, deixando apenas a imagem de Snape cravada na sua mente.
O clímax chegou rápido, a sua semente manchou a coberta, mas foram precisas mais algumas estocadas até Snape ejacular dentro dele, deixando o líquido fino aquecer-lhe por dentro. "Uma parte dele dentro de mim…", pensou.
- Potter…
As energias faltaram-lhe e os braços tremeram de exaustão, sem conseguir suster o peso do corpo. Deixou-se cair e rolou sobre a cama, sentindo a exaustão a prolongar-se por cada recanto da sua mente, sombreando a sua visão.
Snape caiu a seu lado, deixando-se ficar imóvel por algum tempo. Quando recuperou as suas energias, virou-se na direcção do rapaz imóvel e deitou-se encostado a ele, com o seu braço a cobrir o corpo nu do mais novo, agarrando-o duma forma possessiva.
- Descansa…
Adormeceu passados alguns minutos.
FIM
N/A: Aqui está a segunda parte como prometido. No próximo capítulo, Harry vai descobrir algo acerca de Snape que ele não queria que ele soubesse e Harry vai confessar também alguma coisa.
Ms. Rickman – Obrigada pelo comentário. Os próximos capítulos vão mostrar Snape a debater-se entre o que realmente seria mais correcto a fazer (na sua opinião) e o que realmente quer. Tem sentimentos mistos por Harry, sente-se confuso, mas o pior mesmo é o seu medo de envolvimento.
Ana – Quanto ao banho se eu fosse ao Harry não desistia ainda desta possibilidade.
A Ginny realmente arranja muitos problemas e Snape ainda sente um pouco de ciúmes, irracionais, dela. Tem a mesma idade que o Harry, já andaram juntos e é uma rapariga muito bonita. Uma parte do Snape ainda acredita que o Harry vai "acordar" e desistir dele. Pior mesmo é o que o Harry sente em relação ao grande amor de Snape pela sua mãe. Harry ama muito ela, por isso não à qualquer ódio da sua parte, mas sente que é preciso clarificar a sua relação com Snape (que é o que vai tentar fazer no próximo episódio). Enquanto, vai sempre ficar em dúvida se o professor gosta só dela e não dele. E como competir com alguém que tu amas a sério e que está morta? Não existe realmente vontade da sua parte para o fazer.
