- Sir Crocodile, espero que não esteja ocupando demais! - Igaram foi formal, vendo que aquele homem enorme em sua frente parecia estar ansioso ou frustrado.
- Não se preocupe, Igaram. Só espero que agora eu ouça uma boa notícia! - disse Crocodile, ajeitando uma mecha teimosa que caia pra frente.
- Vim acertar nosso acordo. Vou aliar a organização de vocês!
- Minha organização! - Crocodile "corrigiu" o outro. Para ele, Baroque Works tinha um único dono, o resto eram empregados.
- Sim, sua organização! Só estou esperando apenas sua autorização para começar a atuar.
- Amanhã mesmo, minha parceira na organização irá te passar algumas outras regras, e logo será um dos nossos agentes de honra. - disse, acendendo um charuto.
- Está certo, então. Não ocuparei mais seu tempo! Até mais, Crocodile! - disse Igaram se despedindo.
- Ah, mais uma coisa! - disse o outros antes dele sair. - Espero e muito que seja um aliado fiel. Agora, você só trabalha para o rei, apenas... até quando este cair no chão e eu tomar Alabasta. Não perdoarei nem mesmo a primeira das falhas! - disse Crocodile, avisando com seu indicador balançando em direção à Igaram.
- ...pode deixar comigo, Sir Crocodile! - disse Igaram, com um ar de preocupação.
Depois que Igaram saiu – Crocodile acompanhou-o até a porta, trancando-a em seguida. Retornou até Talia, que tinha ouvido tudo, mas nada interferiria.
- Levanta-se, mulher! - ordenou ele, indo se sentar em uma cadeira acolchoada.
Talia se levantou acuada, pegando algumas coisas que não deu tempo de vestir. Ela foi até ele e sentou-se ajoelhada diante dele, obediente e submissa.
- ...vamos continuar nossa conversinha? - disse Crocodile, brincando com o charuto entre os dedos.
- Mas... permita-me perguntar algo antes?
- Claro... o que quer saber?
- ...você pretende dar algum golpe no rei Cobra?
O simples sorriso do homem se transformou uma expressão séria.
- E o que a senhorita tem a ver com isso? Espero que nosso trato esteja ainda de pé! - lembrou para ela sobre o sigilo e fidelidade que deveria ter com seu patrão.
- er... desculpe-me... mas é que...
- Nada, Talia, esqueça! - ele puxou-a levemente pelos cabelos, levando-a bem perto do seu zíper, fazendo a outra cerrar os olhos. - Entretenha meu corpo!
Talia calou-se, apenas abrindo o zíper e tentando descer a cueca negra que ele usava. Com um pequeno auxílio do próprio, ela conseguiu descer um pouco as calças dele, fazendo aparecer um enorme membro quase ereto. Talia nem conseguia pegar direito um pedaço de carne rija e pesada que era seu pênis. Crocodile voltou a sorrir, vendo a expressão da outra que admirava tal peça do seu corpo.
- Acha que pode com ele? - Crocodile provocou, com o charuto na boca e acariciando os cabelos da moça.
- Ensina-me? - perguntou a outra inocentemente.
- Claro!
Crocodile puxou o rosto meigo de Talia e a fez abrir a boca. Introduziu seu membro apenas pela extremidade, fazendo-a abrir um pouco mais a boca. Penetrou devagarinho, tentando não impedir-lhe a respiração. Talia o acompanha, achando curioso e provocante aquilo. Só imaginava a penetração do jeito clássico que ouviu falar, mas aquilo era tudo novidade, assustadora e convidativa ao mesmo tempo. Até então, ele estava sendo paciente. Lembrou-se quando ele estimulou com a boca, pouco antes de Igaram chegar. Sentiu-se excitada novamente, e quis dar ao seu agora amante o mesmo prazer que ele a deu antes. Mas estava difícil manter toda a boca em volta do sexo dele, e sentia um pouco de falta de ar. Numa hora, não aguentou e retirou a boca, caindo sentada no chão, buscando um pouco de ar.
- Khahaha... mas o que houve, Talia? - ele sabia bem o porquê dela ter parado.
- Ah... eu tava quase sem ar...
- Mas não para! - Crocodile foi até o pulso dela e puxou-a de volta ao seu membro, sugerindo que ela estimulasse com as mãos, enquanto pegava fôlego. - Depois você retorna a chupar!
Obediente, Talia estimulava o pênis dele com as duas mãos. Deslizava para todas as extremidades, fazendo o homem gemer grosso e excitado. Ele parecia um leão tendo sexo. Dominante, grosso, intenso. Demais para uma jovem donzela como ela. Mais excitado, queria que ela retornasse com a boca, assim fazendo. Aumentando o ritmo, Talia chupava com certa dificuldade de por tudo dentro de sua cavidade oral, fazendo o homem levantar os quadris da cadeira, metendo nela. Adiantando a mão na cabeça dela, Crocodile segurava-a firme para que ela não tirasse a boca, e começou a gozar, deixando escapulir do seu membro um sêmen grosso e levemente salgado, fazendo Talia implorar que ele soltasse dando leves socos nele. Permitindo que ela pegasse fôlego de novo, Crocodile se aconchegou na cadeira, pegando um pouco de fôlego também.
- Engole. - num tom de ordem, Crocodile quer vê-la desfazer da boca levemente inchada.
- … - Talia não se sentia bem em engolir aquele sêmen. Achava meio ruim o gosto.
Sem se levantar da cadeira, ele pegou-a pela garganta levemente e deu um susto nela, fazendo-a engolir. Ela não se engasgou, mas sentiu uma leve vontade de vomitar, porém não o fez.
- Está vendo? Isso vai acontecer com seu corpo mais tarde! - disse ele, levantando-se e indo até o banheiro.
Talia limpou o canto da boca e depois olhou a gota daquele líquido branco e viscoso. Ficou curiosa com aquilo. Após ele usar o toalete para se recompor, permitiu que ela fizesse o mesmo. Já estava de noite e ambos voltariam para casa. E já em casa, Talia foi dispensada de fazer o jantar e de servir-lhe o vinho.
- Vá até meu quarto. Você será meu jantar hoje!
- Mas... quer que eu repita o que tivemos ainda pouco? - ela não estava interessada em repetir o sexo oral que ele a impôs.
- Mais cedo você me entreteu. Agora, é minha vez de entretê-la...
Ela olhou para baixo, levemente encabulada. Sem esperar muito, o homem gigante pegou-a com apenas um braço só, levando-a para seu quarto e colocando-a na cama. Aquela cama era muito confortável, digna de um rei... assim pensou Talia. Com o gancho, ele rasgou as vestes dela, deixando-a nua novamente. Sua única mão dava conta dos seios fartos e das coxas roliças da dançarina, pouco antes de forçá-la abrir as pernas. Afastou-se para descer as calças e a cueca, apontando seu experiente membro para a entrada da vagina. Sem nenhuma preparação, ele apoiou-se na cama, sobre ela, e introduziu seu pênis sem nenhuma gentileza, fazendo-a grita de dor. Era por isso que as mulheres sangravam quando tinham sua primeira vez? Talia teve sua resposta ali mesmo, ao sentir uma dor intensa durante aquela invasão, fazendo-a contorcer na cama. Quase se atreveu a pedir que parasse, mas suportou a dor. Nem queria imaginar se ele ficasse zangado caso ela reclamasse. Só restava gemer e gritar, coisas que atiçavam os sentidos de "macho-alfa" do outro, que deslizava seu membro enorme dentro de uma vagina tão pequena e apertada, tipicamente de uma virgem. E aos poucos, podia ver algo levemente vermelho brotando daquele sexo frágil.
A dor era incômoda, não via aquilo como um entretenimento, como disse Crocodile. Mas uma sensação estranha e agradável brotava aos poucos. Os beijos intensos pelo seu pescoço e colo, a mão enorme e pesada que apertava-lhe os seios e o atrito da região pubiana de ambos, atiçando seu clitóris – repetindo o orgasmo leve que teve mais cedo – a fez gritar de prazer, pedir por mais, agarrá-lo pelo tronco enorme e forçar seu corpo contra o dele. Nunca havia imaginado que dor e prazer poderiam andar juntos dessa forma. E nem Crocodile reconhecia Talia naquele momento, que se entregava voluptosamente, atrevendo-se a beijar nele da mesma forma que ele fazia com ela e jogar seus quadris contra os dele, facilitando ainda mais a penetração. Com a entrega total de sua amante, fê-lo imediatamente repetir seu orgasmo de antes, só que em outra direção. Crocodile havia gozado dentro dela sem nenhuma preocupação, satisfazendo ambos.
Caídos na cama, um ao lado do outro. Ambos recuperavam as forças enquanto descansavam. O silêncio era uma música que confortava os dois, que apenas trocavam olhares. Parecia que, naquele momento, eles copulavam com os olhares que trocavam. Os faróis cinza claros de Crocodile estavam fixados das duas esmeraldas de Talia. Ele não se arrependia de nenhuma escolha que havia tomado a respeito dela. Ela se sentia mais que honrada por ter tido uma chance de viver bem tão rapidamente. Não tinha nem um mês que sua mãe havia falecido. Lembrou-se também de sua ex-chefe dançarina e do sais de banho que ela tinha dado. Lavanda... era a essência que indicava sorte e azar ao mesmo tempo em sua vida. Tinha uma vida confortável e o carinho do rei, mas não esperava ir tão longe com Sir Crocodile. Temia por ele. Viu que, por trás de um homem de porte atraente, elegante e firme, havia um homem ambicioso que queria ter o controle de tudo e de todos. Ele estava tramando algo contra o rei Cobra, mas nada poderia falar, senão era o seu fim. Para onde ela iria, se Crocodile a abandonasse? E se ele fizesse o rei desgostar dela? Talia estava confusa. Depois daquela onda de prazer, ela caiu em si. Ela ainda amava Crocodile, mesmo que estivesse desconfiando de algumas ações dele. Será que sua vida ali com ele era como sua primeira vez naquela noite? Dolorosa e prazeirosa ao mesmo tempo? Só o futuro diria...
