Puxei ele pela mão e carreguei pra fora do quarto. Quando chegamos à porta, pegeui seu rosto com as duas mãos e o beijei.
- Assim eu não vou embora. – ele disse depois do beijo, com o sorriso mais lindo mundo, parecia uma garoto fazendo arte.
- Me desculpa pelo Jake, quando vê um homem bonito, fica sem noção.
- Ah, então eu sou bonito?
- Para, seu bobo, daqui a pouco meu rosto derrete de tanto que fica quente.
- É melhor eu ir mesmo, não quero que o sogrão me pegue aqui. – ele falou divertido e me deu mais um beijo antes de sair pela porta.
Comecei a subri as escadas com um só pensamento: MATAR JACOB BLACK!!!
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Capítulo 10 – Confie em mim
Eu estava nas nuvens. O que era aquele homem? E ainda chamou meu pai de sogrão, eu sei que foi de brincadeira, mas não vou negar que gostei.
- Jef, eu vou te matar. – pulei em cima do Jake que tava deitado na minha cama.
- Calma, sua louca. E "Jef"?- ele me olhou confuso.
- Jacob. Empata. Foda – falei pausadamente e depois lhe taquei um travesseiro.
- Há, há. Muito engraçado. Eu te salvei de ser pega por uma pai chefe de polícia, que tem arma em casa, numa situação no mínimo constrangedora. – ele falou fazendo uma carinha de menino ofendido.
- Eu sei Jake, mas é que você poderia ter esperado pelo menos mais 2 minutinhos.
- Como assim?
- Er... que bem ... er
- Poe pra fora mulher, por que eu teria que ... deu ate pra ouvir o estalo na cabeça dele - BELLA SWAN QUAO AVANÇADO ESTAVA O AMASSO?? – corei violentamente e encarei meu colchão como se fosse a coisa mais importante do mundo, como se pudesse me livrar de responder aquela pergunta.
- Ah pelo amor de Deus, não me faz responder isso não Jef, por favor. Você deve muito bem saber o que estava acontecendo.
Ele sorriu malicioso – é bem que tinha achado ter visto uma mão de um certo senhor gostoso em um certo lugar da minha amiga, que eu achava ser santinha ate agora.
- Para com isso, por favor. Me deixa tentar dormir e esquecer esse comentario, porra. Já não basta minha frustração, ainda tenho que ficar sendo zoada.
- Nossa, ô estresse. Vai tomar um banho frio.
- Como se parte da culpa não fosse sua. Eu vou dormir, daqui a pouco meu pai acorda. Boa noite. – falei já deitando, enquanto "Jef" levantava da cama para arrumar seu colchão pra dormir.
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No sábado, acordei quase meio dia e Jake já não tava mais lá. Ele deixou um bilhete dizendo que ia voltar pra La Push e com direito a "ps. Cuidado com as mãos do gostosão de cabelo bagunçado"
Ninguém merece isso.
Comecei a pensar na noite passada, em como eu me deixo levar quando estou com Edward. Era uma coisa maluca, eu que sempre fui responsável, tava numa situação nada puritana com meu .. meu .. a sei lá o que ele é meu, no meu quarto com meu pai em casa. E o mais engraçado é que eu realmente não conseguia me importar, me arrepender. Eu tinha adorado aquilo. Poderia ter adorado mais se não fosse por "Jef" Black.
Eu queria tanto que o Edward estivesse aqui. Afinal a casa tava vazia. Mas por uma falha enorme no meu cérebro, eu esqueci mais uma vez de pegar o numero do celular dele e sem chance de eu ligar pra casa dele. Eu ainda não sei como lidaria com a Alice, dessa vez não há desculpa que me faça escapar da baixinha e da loira.
Depois de arrumar toda casa, na tentativa de manter ocupada. Sem chance de eu ir pro colégio. Não ia dar chance pro azar de encontrar as meninas. Eu precisava conversar com Edward ainda sobre o que a gente a fazer quanto a isso, alem do fato de não querer encontrar o Mike, o garoto parecia que tinha um sensor. Não sei, parece que sentiu a minha situação com o Edward nessa semana e voltou com tudo. Como se a semana já não tivesse sido ruim o suficiente.
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O domingo foi igualmente tranquilo. Só eu e meu pai em casa. Fiquei a maior parte do tempo no meu quarto. Eu ainda não sabia como lidar com a informação que eu tinha descoberto. Não sabia como falar com Edward, tampouco com Alice.
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[POV] Edward
A Bella é realmente foda. Nossa, só de lembrar da sexta, um sorriso enorme aprecia involuntariamente no meu rosto. Ela é simplesmente maravilhosa. O jeito como ela lidou com minhas idiotices, como não me pressionou quanto ao assunto dos "rachas", permitindo que eu lidasse comas coisas a meu tempo.
E a sensação de tê-la nos meus braços. Seu gosto, seus toques, tudo nela parece que foi feito para se encaixar perfeitamente a mim. Ela é minha, foi feita pra mim. Eu sei que é presunçoso pensar assim, mas não tem jeito de eu deixar outro estar no meu lugar.
E, por Deus, aquela garota me enlouquecia. A maneira que ela reagiu aos meus toques, como seu corpo estava entregue, como ela gemia meu nome, como... É melhor parar por aqui, se não quando eu chegar a escola, eu vou acabar agarrando ela na frente de todo mundo e a gente ainda não decidiu nada de como vai ser com todo mundo. Eu só sei que não conseguiria ficar longe por muito tempo.
Nossa aquela noite tinha sido ótima, só não foi melhor por causa do amiguinho dela. Cara, eu tenho certeza de que ela estava prestes a explodir quando ele interrompeu. Aquilo foi um balde de água fria.
Eu fiquei bem frustrado na hora. Mas depois de pensar bem, ainda bem que o Jacob chegou. Até onde eu sei a Bella é virgem e merece uma primeira vez perfeita, que não acontecesse por um impulso causado pelo tesão que a gente tava sentindo. Ela merecia mais, nós merecíamos que a nossa primeira vez juntos fosse a melhor noite das nossas vidas. (isso pareceu um discurso de uma bichinha, mas é como eu me sinto). Fora que não seria nada legal levar um tiro do chefe de polícia após ser pego desvirtuando sua única filha, no quarto dela. É, definitivamente não seria legal.
Além do mais, ela também merecia saber sobre tudo antes de qualquer outra coisa acontecer. Eu preciso contar pra ela sobre o John. Ela precisa entender o porque de eu participar daquelas corridas, precisa me conhecer. Eu devo isso a ela, mais que isso eu quero que ela saiba tudo sobre mim. Só não sei quando faria isso.
Balancei minha cabeça e resolvi levantar para tomar um banho e ir pra escola. Eu já não via a hora de encontrar minha morena e a primeira coisa que faria seria pegar seu número do celular. Tudo bem, talvez não a primeira, mas eu iria.
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Esperei a Alice sair do carro pra trancá-lo. Hoje, ela simplesmente resolveu vir comigo. Parecia que sabia que alguma coisa tinha acontecido, ficava me encarando, rindo de vez em quando, mas sem falar nada, o que é muito estranho se tratando dela.
- Vamos entrar? – me perguntou com um tom estranho, quase malicioso.
- Não, ainda ta cedo, não vou entrar agora. – a verdade é que eu não tinha visto o carro da Bella ainda e queria vê-la. É incrível como as coisas mudam. Cá estava eu esperando uma garota chegar, só para poder vê-la e sem saber como lidar com isso.
- Mas por que ficar aqui fora? Ta esperando alguém? – a Alice é realmente do mal. Mas eu não consegui nem pensar em nada pra responder, eu vi a chevy da Bella estacionando nessa hora. Ela desceu meio atrapalhada com a mochila e fechou a porta, sem me ver. Simplesmente linda.
- Edward, acho que agora a gente pode entrar, certo? – mais uma vez aquele sorriso nos lábios.
- Por que? – voltei a olhar pra minha irmã, tentando me fazer de desentendido, mas sabia que não ia funcionar.
- Ah ta. Me engana que eu gosto. Mas saiba que depois eu vou querer saber o que é isso tudo acontecendo. Considere-se avisado. – Alice ameaçadora era realmente assustadora.
- Não sei do que você esta falando, eu só me distrai por um segundo pelo barulho ensurdecedor que aquilo que a Bella chama de carro faz.
- Engraçado, eu não tinha falado sobre o que era, muito menos falado no nome da minha melhor amiga. Você se entregou rápido demais, acho que ta perdendo a pratica, hein? – a Alice agora tinha um sorriso triunfante.
Puta que o pariu! Ela sabe ser irritante quando quer, principalmente quando esta certa sobre algo, coisa que normalmente ela ta. Chega a dar medo.
- Vamos entrar logo? Anda. – falei rapidamente depois de perceber que a Bella não tinha me visto, ela entrou rapidamente no prédio. Como se estivesse com muita pressa, o que lhe fez dar uns dois tropeções. Definitivamente a garota era desastrada e isso a deixava mais única ainda.
O que ta acontecendo comigo? Ate os tropeços dela eu to achando bonito? – balancei a cabeça com um sorriso nos lábios ao chegar nessa conclusão. Eu definitivamente tava louco por ela.
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- Ei o que vamos falar pra Alice? – ela me perguntou após quebrar nosso beijo. Estávamos atrás da arquibancada do ginásio. Eu si totalmente clichê, mas funciona. Era hora do intervalo e ela tava certa, Alice já não tava deixando passar minhas expressões, quem dirá a ausência dela do almoço.
- Não sei. Você acha que é uma boa idéia falar logo tudo pra ela? Ela já ta quase certa de que tem algo rolando mesmo. – falei enquanto colocava uma mecha rebelde de seu cabelo atrás de sua orelha.
- Sei lá, mesmo que a gente va falar pra ela, eu não sei exatamente o que a gente vai falar. – assim que ela disse isso, senti seu corpo hesitante e ela mordeu o lábio. Eu sabia do que ela tava falando, a gente não tinha definido nada. E o pior é que eu não queria fazer isso tão cedo. Não me entenda mal, eu quero estar com ela, sem precisar ficar escondido assim, mas acho que não seria justo com ela. Não enquanto eu não resolver tudo na minha vida. Eu ultimamente tenho pensado muito sobre parar com os rachas por ela, mas ai eu me sinto como se tivesse traindo o John.
Acho que ela percebeu a careta que se formou na minha cara, pois ela logo completou.
- Ei, desculpa, eu não to te pressionando nem nada. Mas é que eu conheço sua irmã e se a gente falar alguma coisa, ela vai insistir em mais. E vai ficar meio puta com isso. – ela falou apontando pra nós dois. Ela tava certa quanto a reação da Alice, ela já quase me matou antes, chegou a me ameaçar com uma surra do Em.
- Eu sei, Bella, que você não faria isso. Eu só estava pensando em outra coisa. – dei um selinho nela – e você é linda sabia?
Ela corou e baixou a cabeça envergonhada. Era incrível como ela não estava acostumada a receber elogios. Mas teria que se acostumar.
- Bobo. – ela respondeu ainda com o rosto baixo.
Levantei sua face pelo queixo, olhando nos seus olhos de chocolate. – Só estou falando a verdade. E, ao contrário do que minha irmã pensaria, eu não estou brincando com você. Eu só não estou pronto ainda.
- Eu sei, eu já te disse, eu estou aqui. Tudo no seu tempo. – passando a mão no meu rosto. Com essa, eu tive que beijá-la, ela é simplesmente perfeita.
Como sempre acontecia com a gente, nosso beijo que começou calmo, começou a esquentar. É como minha avó sempre dizia "beijo é igual a ferro de passar, liga em cima e esquenta em baixo" (N/A: não resisti. Minha avó sempre dizia isso. Rsrsrsr)
E como esquenta. Eu tinha me prometido que me seguraria mais com a Bella, mas era meio que impossível, principalmente agora que ela largou minha boca, descendo seus beijos intercalados com mordidas pelo meu maxilar, orelha, pescoço.
Soltei um gemido e a puxei mais pra perto pela cintura. Ela deu um risinho baixo, acho que foi pelo fato de sentir qual era o seu efeito em mim. Era incrível como ela era tão desinibida comigo, normalmente tímida, ela se sentia vontade comigo.
- Bella ... – falei quase num suspiro
- Hum ... – murmurou sem deixar o meu pescoço. Ela estava me levando a loucura, meu controle não era tão forte assim. Virei-a, prensando-a na parede. Ela deu um gritinho divertido com meu movimento.
Desci minha mão que estava na sua cintura para seu quadril, alcançando seu bumbum e dei um apertão de leve. Ela me puxou pelo cabelo, grudando novamente sua boca na minha. Acho que ela gostou disso. Apertei de novo, fazendo com que ela soltasse um gemido na minha boca. Puta que o pariu, se a gente não parasse agora ...
- Bella, é ... melhor ... a gente ir.
- São ... que ... horas? – ela estava tão ofegante quanto eu.
- Digamos que já estamos atrasados pras nossas aulas.
- Merda! Vem, vamos logo. – ela disse me puxando pela camisa e isso me excitou. Droga, tudo que ela fazia tinha esse efeito em mim. Puxei sua cintura e lhe dei mais um beijo urgente, minha mãos foram subindo por dentro de sua blusa.
Ela se afastou de mim. – Edward por melhor que isso esteja, se eu não aparecer na aula, provavelmente vão ligar pro meu pai, ai ferrou.
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O resto da minha segunda foi um saco. Fiquei trancado no meu quarto, ora tocando violão, ora dormindo. Não tava a fim de encarar a Alice, muito menos o Emmett se ela já tivesse falado alguma coisa pra ele.
Não tive como ficar com a Bella a tarde. Ela ficou na escola o dia todo e como eu já não estava mais obrigado a ajudar, nós achamos que as pessoas iriam ficar mais desconfiadas seu fosse voluntariamente.
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A terça foi muito parecida, sendo a melhor parte a hora em que eu estava com a Bella no laboratório de química. Nossos amassos estavam cada vez mais intensos e eu não sabia por quanto tempo mais conseguiria me segurar. Por sorte ou azar, o sinal tocou antes que a gente fizesse mais alguma coisa.
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Hoje é quarta. As aulas já tinham acabado e Bella estava comigo no carro umas duas ruas da casa dela. Ela tinha conseguido se livrar do teatro, com a ajuda do Mike. Se ele soubesse o porquê dela querer sair, ele não seria tão prestativo como foi.
- E ai? O que você vai cantar no sábado? – eu tinha ganhado o tal do festival e teria que me apresentar no sábado.
- Não sei ainda. Talvez cante a música de alguém. Qual é a sua banda favorita?
- Hum... eu acho que prefiro as suas músicas. – ela disse manhosa, se inclinado pra mim.
Agarrei sua cintura, puxando-a para meu colo. – Prefere, é? Por que? Será que é pelo fato de todas terem sido pra você? – falei contra seu pescoço
Ela se arrepiou com o contato dos meus lábios e soltou uma risadinha. Me puxou pelos cabelos e começou a me beijar com volúpia. Minhas mãos agarraram suas coxas e foram se encaminhando para parte do seu corpo que eu recentemente descobri que ela gostava que recebesse mais atenção.
- Edward – ela solou um gemido. Nossa o que era aquela boca gemendo meu nome assim. Minha mão direita subiu por dentro da sua blusa, alcançando seu seio esquerdo por cima do sutiã. E mais um gemido dela, agora mais audível.
Eu tive que manter em mente que estávamos num lugar público, durante o dia. Retirei minha mão de lá e a coloquei muito relutante de volta pro banco passageiro. Ela soltou um muxoxo de insatisfação.
- Amor, a gente ta numa rua de dia. – calma ai, eu acabei de chamá-la de 'amor'? saiu involuntariamente e pareceu tão certo. Acho que ela também percebeu, pois seu corpo ficou tenso, ao mesmo tempo que um sorriso ficava se desenhando naquela boca maravilhosa e suas bochechas coravam.
Quando eu ia começar a falar, meu celular tocou o sinal de mensagem. Olhei apreensivo pra ela, enquanto pegava o aparelho do bolso.
A corrida será no sábado.
Altas apostas.
Vem pra ca agora,
James.
- Você tem que ir? – ela me perguntou, enquanto eu jogava meu celular de qualquer jeito no consólio do carro.
Eu concordei com a cabeça, sem olhar em seus olhos. Eu me sentia envergonhado e culpado por ter que ir. Principalmente por ela ter largado seus afazeres no teatro por minha causa. Peraí, sábado? Só pode ser brincadeira.
Me libertando dos meus devaneios, Bella começou a falar. – Eu queria que você não fosse. Eu sei que você vai dizer que tem que ir, mas eu não acho que você não é obrigado a fazer nada disso.
- Bella, eu também não queria ir mas... – ela me cortou
- Edward, eu não vou agüentar ver você se arriscar assim. Se você não quiser me falar nada agora não precisa. Mas se poe no meu lugar.
- Bella, calma, não tem perigo nenhum.
- Ah é? Então me leva junto na próxima corrida, me deixa estar no carro com você. – ela disse me desafiando.
- Não seja absurda.
- Então eu sou absurda? Se não tem perigo, qual é o problema? – ela me pegou. Ficamos em silencio, nos encarando por vários minutos ate que ela falou.
- Você não tem obrigação de ir. Eu sei que acha que tem, mas não é assim. Eu sei que acha que eu não entendo, mas eu ... – ela hesitou – sei sobre ... John. – congelei.
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[POV] Bella
- ... sei sobre John. – Edward virou uma estatua na minha frente. Eu quase me arrependi por ter falado, mas se aquilo fosse o necessário pra ele parar com aquela merda toda, eu faria de novo.
- Edward, desculpa. Eu sei que não deveria me meter assim na sua vida, mas eu precisava saber. Em todas as conversas que eu tinha com a Alice sobre você, ela deixava escapar algo.
- Ai, você se achou no direito de fuçar minha vida? – ele falou com seus olhos verdes queimando de fúria.
- Não é bem assim. Eu só não entendia o porquê de você agir dessa forma, se quando a gente tava junto você era tão diferente. Alguma coisa não estava certa. Dava pra ver que você era bom, não combinava com seu comportamento inconseqüente. Então, eu acessei o google e li sobre o que tinha acontecido.
- E o que estava escrito? O que dizia sobre o ocorrido? – aquilo me pegou de surpresa, de todas as reações, essa era uma que eu não esperava.
- Como assim?
- O que tava escrito? – ele respondeu secamente
- Bom, dizia que a família do dr. Cullen tinha enfrentado uma tragédia. Que seu irmão sofrera um acidente durante uma corrida ilegal e que todos tinham sofrido bastante, principalmente ... você. – falei essa ultima parte cautelosa.
- Só isso? Não falaram nada sobre outra possibilidade, sobre não ter sido um acidente? – entendi aonde ele queria chegar. Sobre a hipótese do suicídio. Sra que havia chance?
- Edward – eu falei passando a mão no seu rosto, enquanto ele fechava os olhos – não é melhor a gente conversar em outro lugar? Vem, troca de lugar comigo, vou te levar num lugar mais calmo.
A gente trocou de lugar e logo eu estava dirigindo pra longe da cidade. Chegamos ao final da estrada que terminava numa trilha. Saí do carro e sinalizei pra que ele me seguisse. Nós andamos em silêncio até que chegamos a mesma clareira que havia levado Alice pra conversar no outro dia.
Sentei no chão gramado e fui acompanhada por Edward que ainda não me olhava. Ele estava com as mãos cerradas em punho e olhava pro nada.
- Edward, mais uma vez me descul... – ele me cortou, me surpreendendo ao falar calmamente.
- Ta tudo bem. Eu acho que faria o mesmo no seu lugar. E, todo modo, eu já estava planejando te contar. Mas eu estava esperando o festival acabar, sua cabeça já tinha coisa demais.
Só assenti com a cabeça, pra que ele continuasse. Dava pra perceber a expressão de dor no seu rosto, seus olhos já estavam cheios de lágrimas. Me senti culpada por trazer isso a tona.
- O John era meu irmão mais velho. Ele era cinco anos mais velho que eu, mas sempre tivemos um bom relacionamento, que até causava um pouco de ciúme no Emmett, que chegou a começar a chamá-lo de João Roberto, quando começou a fazer capoeira, para tentar chamar sua atenção. – ele sorriu – Eu o idolatrava, sabe? Queria ser igual a ele.
"Tipo, ele era o cara mais foda, o maioral da escola dele. Ele atraia naturalmente as pessoas. Todos queriam ser como ele e as meninas queriam estar com ele. Ele conquistava todo mundo." Mais um sorriso se desenhou na boca dele, enquanto ele olhava pro nada, mergulhado nas suas lembranças.
"Mas não era todo mundo que apoiava o comportamento dele. Meu pai estava sempre brigando com ele. Meu pai não aceitava o jeito dele levar a vida. Meu irmão era conhecido por sua habilidade de direção, sempre levantava uma grana com isso, se tornando cada vez mais independente do meu pai. Ele também tocava violão, foi ele quem me ensinou. Ele sempre me protegia e eu estava sempre com ele. Ele não ligava pro fato de eu ser bem mais novo. Quando estava com os amigos tocando violão ou só conversando, ele sempre me chamava e ai de alguém reclamar." Seu olhar ficou mais triste agora.
"Mas num 'pega' que ele mesmo marcou e escolheu o lugar, toda merda aconteceu. Todo mundo ficou chocado. Ninguém acreditava que ele tinha morrido e muitos não acreditavam que tinha sido acidente, assim como eu. Sabe, ele era bom demais e o fato de ter escolhido o lugar especificamente não me saiu da cabeça." Agora lágrimas escorriam pelo seu rosto, ele continuava a encarar o horizonte.
"Foi com esse pensamento que eu saí do meu estado autista, você deve ter lido sobre isso. Eu passei a culpar meu pai pela morte do meu irmão. Como sempre meu pai pegava no pe dele, eu tinha enfiado na minha cabeça que tinha sido por isso que ele tinha se entregado. Acho que meu pai, de certa forma, também acreditava nisso, pois se afastou da gente, se enfiando mais no trabalho. Com ele agindo assim, ele assinou sua confissão, por assim dizer, então eu passei a me dedicar a fazer da sua vida um inferno. Como se fosse o mínimo que poderia fazer pelo meu irmão." Ele respirou fundo, enquanto eu olhava pra ele, sem conseguir dizer nada, só apertava sua mão para ele saber que eu estava ali pra ele, que não estava sozinho nessa.
"Depois de ser mandado pro Alaska, eu comecei a participar dos rachas que aconteciam la, era uma forma de ficar próximo do John. E é por isso que continuo a fazer isso. Eu decidi voltar a morar com minha família, depois de receber um pacote da minha mãe, que mostrava que meu irmão tinha se envolvido com uma menina, que tinha engravidado. No pacote, tinha fotos, cartas, uma porção de coisas. No começo, eu não entendi o porquê da minha mãe me mandar aquilo, mas começando a ler as cartas, eu vi uma que a garota tinha mandado pra ele, dizendo que não conseguia agüentar toda aquela pressão. Nas palavras dela: 'a gente não pode continuar com isso, o que a gente sente não é suficiente pra me fazer enfrentar tudo. Eu não posso continuar com essa gravidez sozinha e não acho que você tenha a cabeça certa pra ser um bom pai. Adeus'. Essa carta estava datada em uma semana antes da corrida." A essa altura, eu já estava chorando com ele. Realmente havia sido suicídio, como alguém podia agir assim, ser tão fria, se despedir assim, com tudo que tava acontecendo, por uma carta?
"Então, após ler tudo, eu quis voltar pra casa. Não havia mais motivos pra eu ficar longe. Mas todos esses anos de raiva trouxeram conseqüências, meu pai não me tolera mais. E eu também sou muito orgulhoso pra admitir pra ele que tinha errado. Afinal, ele próprio também achava isso. E eu não sei mais o que fazer. Correr é a única coisa que me mantém vivo, próximo da época em que meu irmão era vivo, da época que eu era feliz. Bom, era, agora tem você." Ele falou essa ultima frase, com um sorriso fraco no rosto.
Eu apertei mais a mão dele. – Edward, eu entendo essa sua necessidade de estar próximo do seu irmão. Mas eu tenho certeza que ele não iria querer que você repetisse seus erros. Ele não iria querer que você se arriscasse assim, como você disse, ele sempre te protegia. Alem disso, tem muitas outras formas de você estar próximo dele, de não deixar a lembrança se perder, como sua música. Não foi ele que te ensinou a tocar?
Ele só assentiu. Nós ficamos mais alguns minutos em silêncio.
- Obrigado. Er ... por me escutar e entender. Fazia tempo que isso pesava no meu peito. Eu realmente precisava conversar.
- E então, o que você vai fazer agora?
- Eu não sei, tem uma corrida marcada. É no sábado, o que me da mais um motivo pra não ir. Eu realmente não quero ir, mas eu fico tão confuso, como se tivesse traindo meu irmão.
- Pára. Lembra do que eu disse, você não tem que fazer isso. Há outras formas. – levei minha mão direita a seu rosto.
- Vai ser uma merda cancelar, o Aro, o cara que organiza, vai ficar muito puto.
- Que fique puto. Por favor, não se arrisque mais não, por mim. Eu acho que não agüentaria se alguma coisa acontecesse com você. Eu.. eu... – quase soltei aquelas 3 famosa palavras.
- Eu realmente não quero ir e não vou. Não quero perder isso que a gente tem, também não quero arriscar. – Ele começou a me beijar, me inclinando no chão. Mas, como se tratava de Forks, começou a chover, obrigando a gente a ir embora. Chegamos ao carro encharcados. Dessa vez, ele dirigiu.
Ele parou em frente a minha casa. Descemos do carro correndo para fugir da chuva. Minha casa estava vazia, meu pai tava trabalhando. E, sempre que chovia, o seu trabalho dobrava. É incrível como as pessoas sempre são burras quando chove, parece que gostam de fazer merda.
Subimos até meu quarto, pra eu pegar uma toalha. Entrei no quarto depois dele, fechando a porta atrás de mim. Ele já tinha tirado sua camisa e olhar para seu corpo assim não ajudava em nada minha sanidade. Sem pensar no que fazia, corri pra seu encontro, o beijando com urgência, com desejo.
Ele prontamente correspondeu o beijo. Me tomando em seus braços. Nosso beijo só foi quebrado, quando Edward se separou um pouco de mim para que pudesse retirar minha blusa. Depois que a aquela peça de roupa caiu em um canto qualquer do meu quarto, ele voltou a atacar meus lábios. Nossas línguas se tocavam de uma maneira que me levava a loucura. Eu já estava arfando e gemendo muito.
Num rompante de coragem, eu abri seu jeans e o puxei pra minha cama. Ele me deitou na cama e correu suas mãos pela lateral do meu corpo. Edward alcançou me sutiã e o retirou com calma, beijando a pele exposta do meu ombro. Ele me olhou com uma expressão devota e desceu seus lábios para os meus seios, um após o outro, calmamente. Eu gemi alto, quando ele passou a dar pequenas mordidinhas no meu mamilo direito, enquanto massageava o esquerdo com a mão direita. Agarrei com força seus cabelos, arranhando sua nuca e couro cabeludo.
Ele levantou sua cabeça, me olhando nos olhos, enquanto suas mãos desciam para abrir minha calça. Após sua retirada juntamente com a calcinha, Edward beijou meu corpo, partindo dos meus pés, passando pelas minha pernas, quadris, barriga, o vão dos meus seios, até alcançar meus lábios.
- Você é tão linda, ... tão perfeita ... eu te amo. – ele disse intercalando suas palavras com beijos. Eu não podia acreditar que ele havia me dito que me amava. Eu podia morrer agora que morreria feliz. Bom, talvez, não agora.
- Eu também te amo. – eu respondi após beijá-lo. Edward sorriu pra mim de um jeito que parecia que seu peito ia explodir de tanta felicidade.
Ele voltou a descer, beijando meu corpo. Eu fiquei tensa quando seu beijos desceram da minha barriga para minha intimidade. – Calma, amor, confie em mim. – Edward falou antes de começar a me beijar lá.
Me contorci loucamente, aquilo era demais pra mim. Ele lambia toda extensão, chupava, me penetrava com a língua, enquanto me estimulava meu ponto sensível com o dedo. Passei a gemer alto seu nome. Já sentia meu baixo ventre esquentando e querendo se contrair. Percebendo que eu estava próxima, ele trocou suas carícias, passando a me penetrar com dois dedos, enquanto sua língua assumiu o lugar que anteriormente era ocupado por seu dedo.
Não agüentei mais e explodi. Meu se contraiu contra seus dedos, eu arfava demais. Aquela sensação tinha sido a melhor da minha via, nunca tinha sentido tanto prazer assim em toda minha vida. E estava mais feliz ainda por ter sido Edward que tinha proporcionado. Ele continuou seus estímulos um pouco mais, me deixando novamente pronta.
Ele retirou seus dedos de mim, se afastando. Não deu nem tempo de eu reclamar, ele já havia voltado, agora totalmente nu, exceto pela camisinha que eu nem vi ele colocando. Ele tinha um corpo perfeito. Não vou negar que não me assustei um pouco quando vi o tamanho dele. Seus dedos eram uma coisa, agora aquilo era outra. Acho que ele percebeu a hesitação no meu olhar.
- Amor, eu quero que isso seja perfeito pra você, como eu sei que vai ser pra mim. Não precisa ter medo, sou aqui com você, eu te amo. – aquelas palavras serviram de calmante e estimulante ao mesmo tempo. Só assenti e passei os braços pelo seu pescoço.
Ele se posicionou entre minhas pernas e me olhou. Tudo que eu via naquele mar de esmeraldas era amor, o que me deu confiança para levantar um pouco meu quadril, para mostrar pra ele que eu estava pronta.
Ele deslizou devagar, entrando em mim com calma, rompendo todas as barreiras. Após entrar completamente em mim, ele parou. Me permitindo me acostumar com essa nova sensação e com a dor aguda provocada.
- Eu te amo, Bella. – ele beijou meus olhos que estavam fechados.
- Eu também te amo, Edward. – Com essas palavras, ele começou a se movimentar lentamente sobre mim, para não me machucar. Aos poucos, a dor foi sumindo, dando lugar somente para o prazer. Comecei a me movimentar junto com ele, tentando achar um encaixe melhor pra gente, enquanto minhas mãos saiam de sua nuca e passavam a arranhar suas costas.
Suas investidas começaram a ficar mais intensas, me permitindo sentir algo nunca experimentado antes. A sensação de ter Edward dentro de mim era surreal. Passei minhas pernas pela sua cintura, permitindo que ele viesse mais fundo.
- Bella... – ele gemeu rouco, quando sentiu minhas pernas enlaçando sua cintura.
Comecei a sentir novamente aquele calor no meu baixo ventre e sabia que meu segundo orgasmo estava próximo.
- Edward ... eu ... vou ... eu ... – eu não conseguia falar uma frase coerente sequer.
- Vem, Bella, confia em mim. Eu te amo. – Edward disse aprofundando ainda mais suas estocadas que agora estavam mais rápidas.
Depois de mais umas investidas, meu corpo se contraiu numa explosão tão intensa que pensei que fosse desfalecer ali, ao mesmo tempo que senti o corpo de Edward cair sobre o meu.
Comecei a fazer carinho na nuca suada dele, enquanto ele beijava carinhosamente meu pescoço. Ele rolou de lado e foi ate o banheiro para tirar a camisinha. Ele voltou e deitou ao meu lado, me acolhendo em seu peito.
- E agora, Bella? – ele me olhou divertido.
- O que? – eu estava confusa
- Agora que a gente ta junto mesmo, a gente pode falar com a Alice, certo?
- Ah, então a gente ta junto? – perguntei provocando um pouco
- Com certeza, ou você acha que eu vou te deixar ficar longe de mim?
- Nem se você quisesse, eu ficaria longe. – falei enquanto levantava um pouco minha cabeça, para olhar nos seus olhos.
- É bom saber. – ele me deu um selinho e me acomodou novamente em seu peito nu e ali eu adormeci, me sentindo completa, simplesmente feliz.
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Desculpa a demora. Mas eu acho que vocês vão gostar desse cap. Tentarei não demorar pra postar o próximo, mas a segunda fase da oab ta ai. Então, não me crucifiquem.
Adorei todas as reviews e já respondi por PM.
Me digam o que acharam do cap. Acho que ficou mais ou menos explicado o porquê do comportamento de rebelde sem causa do Ed.
Esperam que tenham gostado, não sei escrever lemons, espero que tenha ficado bom.
Não se esqueçam de mim, mandem reviews.
xoxo
