Siempre

By Dama 9

Nota: Os personagens de Saint Seya não me pertencem, apenas Sheila é uma criação única e exclusiva para essa saga.

Boa Leitura!


Capitulo 10: A virada.

.I.

Todos já estavam reunidos na catedral, amigos, familiares e os três em um lado mais discreto para assistirem a celebração.

Logo seria a hora de voltar; Aioros pensou, enquanto ouvia os primeiros dizeres.

-o-o-o-o-

A casa estava agitada, todos conversavam animadamente, via pessoas ali que mal sabia quem eram, mas precisava encontrar uma em especial; ela pensou.

Clara estava com Leandro no quarto, o mesmo tentava a todo custo colocar a pequena para dormir, quando aproveitara para sair.

Na frente da casa, encontrou-o sentando em um banquinho, com o olhar perdido para o céu, como se buscando por respostas.

-Aioros! –Sheila chamou, atraindo-lhe a atenção.

-Uhn! –ele murmurou, virando-se para ela.

-Podemos conversar? –ela perguntou hesitante.

-...; o cavaleiro assentiu silenciosamente.

Tinha algumas perguntas a fazer, mas que agora pareciam simplesmente ter sumido de sua mente.

Sentou-se no banco ao lado dele e instintivamente ergueu os olhos para o céu, um baixo suspiro saiu de seus lábios. Há muito esperava por aquela conversa; ela pensou.

.II.

Olhou para o teto entediada, mais uma tarde já estava passando e não tinha nada para fazer. Até pensou em ir até a fundação ver se não tinha nada para fazer, mas como se houvesse lido seus pensamentos, Shun os frustrou dizendo que proibira qualquer funcionário de deixá-la trabalhar enquanto estivesse lá.

Suspirou, era melhor fazer algo para se distrair, levantou-se rapidamente da cama ao ter uma repentina idéia. Uma volta no shopping era sempre estimulante; Saori pensou.

-o-o-o-o-o-

Um silêncio reconfortante caiu sobre os dois, era como se as palavras houvessem se tornado completamente desnecessárias.

-Muitas coisas aconteceram depois daquele dia; Sheila começou, resolvendo por fim quebrar aquele silêncio. –No começo achei tudo tão confuso;

-O que aconteceu? –Aioros perguntou quase num sussurro.

-Uma hora eu via você, no momento seguinte, eu acordava em casa com minha mãe me chamando para tomar café, como se houvesse voltado duas semanas no tempo; a jovem respondeu.

-Mas...;

-Não era para eu ter as lembranças; Sheila adiantou-se. –Mas de alguma forma, toda aquela intervenção divina que aconteceu com o que Luna fez, não foi capaz de apagá-las;

Ele calou-se, imerso em pensamentos, buscando por respostas que pudessem explicar aquilo.

-No começo eu me senti atordoada com tudo, por viver tudo de novo, mas sem você; ela falou, fechando os olhos por um momento e suspirando. –Programar a exposição, receber as peças, esperando encontra-lo para ter aquela sensação de dejá vu, mas não, tudo aconteceu exatamente igual, mas sem você; a jovem falou, apertando um pouco mais forte o corpo que tinha em mãos. –O tempo continuou a correr como se nada tivesse acontecido;

-...; ele assentiu, compreendendo o que ela queria dizer.

-Mas fico feliz em ver que você esta bem; Sheila falou sorrindo. –Não é fácil a vida que o destino lhe impôs e apesar de tudo, você tem lutado para continuar;

-É; Aioros balbuciou com ar desanimado, depois do ultimo comentário dela.

-Mas e seu coração? –ela começou.

-O que tem? –ele perguntou, voltando-se confuso para ela.

-Como diz aquele conto Viagem ao Reino das Sombras, 'A tu ferido de amor, nada mais resta do que deixar-se consumir pelas chamas intensas da paixão, que nem mesmo o próprio Deus do Amor é imune'; Sheila falou em tom solene. –Vejo medo em seus olhos Aioros, medo daqueles que foram feridos de amor, mas temem deixar-se consumir; ela falou de maneira enigmática.

Ele suspirou pesadamente, 'Era tão evidente assim?'; ele se perguntou, passando a mão nervosamente pelos cabelos dourados, sentindo-se estranhamente inquieto.

-Mas vou lhe dar um conselho de amiga; Sheila começou, fitando-o seriamente. –Agora ela é tão mortal quanto você, não espere-a se apaixonar por outro para dizer o que sente;

Ergueu a cabeça na direção dela, surpreso. Não era a primeira vez que ouvia aquilo desde que chegara ali, tão pouco a ultima, mas isso apenas fez com que aquela inquietação aumentasse.

-O destino é engraçado; a jovem de melenas castanhas continuou com um meio sorriso nos lábios. –Cruza caminhos e liga as pessoas de uma forma que ninguém consegue prever o que vai ser no fim, mas ai, depois de altos e baixos, tudo da certo; ela completou.

-...; ele assentiu.

-Você já a amou mesmo antes de conhecê-la, amou-a mais ainda quando a teve entre seus braços que nem a separação foi capaz de aplacar o desejo de tê-la por perto e protegê-la, agora, com uma nova Era chegando, você tenta negar-se a viver essa nova chance; Sheila falou com um olhar calmo para a rua pouco movimentada.

-Ela é uma deusa; ele falou com a voz tremula, tentando convencer mais a si do que ela.

-Não, é uma mulher que comete erros e deseja; Sheila o corrigiu pacientemente, como se estivesse conversando com uma criança de cinco anos que perguntava aos pais como foi parar na barriga da mãe antes de nascer. –Negar isso é o mesmo que dizer que tentar convencer os outros de que o céu é verde e a grama é cor de rosa; ela completou.

-Mas...;

-Você não tem medo dos seus sentimentos por ela, você teme apenas descobrir que está errado; ela falou de maneira enigmática.

-Como? –Aioros perguntou confuso.

-Aposto que você não deixa um dia de se perguntar por que ela escolheria você, quando pode ter deuses e mortais a seus pés; Sheila falou, quase o fazendo cair do banco, por atacar em cheio suas maiores duvidas. –Homens, nem um pouco práticos; ela falou balançando a cabeça levemente para os lados.

-...; deu um meio sorriso. Pelo menos ela não mudara tanto; ele pensou.

-Sabe qual o problema? –ela o questionou.

-Não! –o sagitariano respondeu, já esperando uma das perolas a lá Sheila.

-Falta de comunicação, não espere que ela leia seus pensamentos para saber o que você sente. Isso você tem que dizer a ela e vou ser sincera com você Aioros. Se no lugar onde você vive, tem mais iguais àquele seu amigo espanhol, eu não demoraria muito para tomar uma atitude; ela falou com um sorriso longe de ser inocente.

Viu-o serrar os orbes, nem um pouco contente com ambos os comentários, fazendo-a rir ainda mais da expressão contrariada dele. Ainda bem que algumas coisas não mudavam; ela pensou.

-E como dizem por ai 'A carne é fraca'; Sheila brincou, levando o copo aos lábios, ainda mantendo o sorriso ao ouvi-lo praticamente 'rosnar' indignado.

-Vou voltar para a Grécia hoje e resolver tudo; Aioros falou depois de alguns minutos de silêncio, onde só observavam as estrelas.

-É o melhor que você pode fazer; Sheila falou com ar calmo. –Agora vou entrar, tenho a leve impressão de que Leandro não vai demorar para sair correndo atrás de mim desesperado porque não consegue trocar as fraldas da Clara, ou deixar o leite na temperatura certa, pra colocar na mamadeira; ela brincou.

-...; ele assentiu sorrindo. –Obrigado!

-Não por isso; ela falou. –Até depois;

-Até; ele respondeu, vendo-a se afastar.

.III.

Olhou distraidamente algumas vitrines, até agora não havia encontrado nada muito interessante, apenas uma ou outra loja que entrara antes para ver alguma coisa.

Virou-se para o lado encontrando algo que lhe chamou a atenção, ou melhor, lhe lembrou de algo importante. Seguiu a passos apressados até entrar em uma loja, em busca de uma roupa social, pretendia ir à reunião da fundação que ocorreria em breve e seu guarda-roupas estava um pouco limitado; ela pensou.

-Boa noite, onna-san! –uma vendedora falou, prestando-lhe uma respeitável reverencia.

-Boa noite; Saori respondeu.

-Procura por algo em especial? –a jovem de melenas negras que caiam com suavidade pelo ombro, perguntou.

-Preciso de uma roupa para uma reunião, mas não tenho nada especifico em mente; ela respondeu.

-Então vou lhe mostrar nossa nova coleção, recebemos peças ótimas essa semana; a garota falou empolgada. –Pode me chamar de Akane; ela se apresentou.

-...; Saori assentiu, seguindo-a.

-o-o-o-o-

Passou a mão pelos fios prateados que caiam sobre seus olhos. Droga de reunião; ele praguejou.

Giovanni certamente fizera de propósito, justo porque logo deixaria o país, o italiano marcava uma reunião entre as empresas, lhe convocando, ou melhor, avisando-lhe que lhe buscaria no hotel e o levaria arrastado para a tal reunião, se pensasse em não comparecer.

Agora precisava de um terno decente, no mínimo Armani para compensar seu aborrecimento. Viu a primeira loja que havia na frente e entrou.

-Boa noite, senhor! –um rapaz o cumprimentou.

-Boa noite!

-Em que posso ajudá-lo?

-Vocês têm Armani? –Cadmo perguntou, apontando para uma arara recheada de ternos, num canto da loja.

-Os melhores modelos, senhor; o vendedor respondeu.

-Ótimo, mostre-me o que vocês têm; ele falou.

-Venha comigo, por favor; o rapaz pediu.

-o-o-o-o-o-

Tomou a pequena adormecida entre seus braços, deu um meio sorriso ao vê-la bocejar. Todos já haviam ido embora, principalmente os três que chamaram tanto a atenção dos amigos.

Balançou a cabeça levemente para os lados, tinha pena da irmã, Amanda desaparecera metade da festa fugindo das tias casamenteiras, que só faltaram aproveitar o padre do batizado de Clara para casá-la com algum dos 'deuses gregos'.

Quase riu com tal pensamento, cada família tinha um, poderia ser na sua, ou na de qualquer amiga, mas todas tinham aquela tia metida à casamenteira, uma prima chata, um primo galinha e aquela pessoa que mais se identificava que poderia ser até mesmo um tio, primo ou con-cunhado do primo de quinto grau. Como uma amiga lhe dizia 'Só muda o endereço'; ela pensou.

Aproximou-se da janela, ouvia o barulho da água caindo no banheiro anexo ao quarto, Leandro precisava realmente de descanso ou acabaria surtando. Pai de primeira viajem; Sheila pensou, sorrindo.

Ergueu os olhos para o céu, enquanto ninava a pequena que se acalmara aos poucos pegando no sono.

A lua já mudava sua fase novamente; ela pensou, dando um baixo suspiro.

-Obrigada! –uma voz falou atrás de si.

Virou-se calmamente, deparando-se com uma jovem de melenas rosadas, ela seria sua copia idêntica, se não fosse esse detalhe e a cor dos olhos.

-Por quê?

-Por fazê-lo recobrar a fé? –Luna respondeu com ar sereno. –Pelo menos agora ele pode lutar e impedi-la de desistir;

-Você se precipitou demais em ir falar com ela, não deveria ter se intrometido nisso; Sheila falou, com um olhar severo. –Mesmo a intenção sendo boa, ele deveria buscar os próprios meios para resolver isso;

-Eu sei... Agora eu sei; ela balbuciou desviando o olhar.

-O que importa agora é que ele tem a chance de mudar as coisas; Sheila falou, aproximando-se do pequeno berço branco, colocando a pequena calmamente ali.

-...; Luna assentiu. –Só espero que ele consiga agüentar as provações que estão por vir; ela comentou.

-Do que está falando? –a jovem de melenas castanhas perguntou, voltando-se para Luna imediatamente.

-Mesmo sem saber, vocês o avisaram; Luna respondeu adquirindo uma expressão sombria. –Não uma, não duas, mas varias vezes... Se ele perder a fé em si mesmo novamente, tudo estará perdido; ela completou de maneira enigmática.

-...; Sheila assentiu, compreendendo a que ela se referia.

-Falando sozinha, amor? –Leandro perguntou, saindo do banheiro, enxugando os cabelos.

-Não, só pensamento alto; ela apressou-se em responder, enquanto lançava um ultimo olhar para onde vira Luna há minutos atrás.

.IV.

Finalmente conseguira, um problema a menos; ela pensou deixando a loja com pelo menos três sacolas na mão, adicionadas as outras pequenas que tinha ao passar por outras lojas, para uma 'comprinha básica'.

Olhou para os lados, não faria mal tomar alguma coisa na praça de alimentação antes de ir.

Mal virou-se para procurar o caminho que lhe levaria até lá, sentiu o corpo chocar-se bruscamente contra outro, fazendo a ambos serem jogados ao chão, seguido por uma infinidade de sacolas que caiu sobre ambos em seguida.

-Desculpe! –os dois falaram ao mesmo tempo, para erguerem os olhos rapidamente ao reconhecerem a voz.

-o-o-o-o-o-

Aos poucos a cidade sumia de seus olhos, recostou-se melhor na poltrona, ouvindo a comissária de bordo passar algumas recomendações para que o vôo fosse tranqüilo.

Os três pareciam ter caído em um sono profundo, que mal ouviram as primeiras palavras da comissária e desmaiaram.

Deu um baixo suspiro, fechando os olhos, logo a encontraria.

-o-o-o-o-o-

Passou a mão nervosamente pelos cabelos, diante do olhar de algumas pessoas, rapidamente tentou juntas suas sacolas para levantar.

-Me permita! –ouviu a voz do grego ao lhe estender a mão cordialmente.

-Obrigada, mas posso fazer isso sozinha; ela rebateu pronta para levantar, mas acabou por perder o equilíbrio diante da quantidade de sacolas em suas mãos.

-Não duvido! –Cadmo falou sarcástico, segurando-lhe a mão antes que caísse.

Só podia ser expiação por seus pecados encontra-lo ali; ela pensou bufando.

-Seria interessante ouvir um 'Obrigado Cadmo' agora; o Escorpião falou sem esconder a ironia, enquanto a fitava intensamente.

-Não pedi sua ajuda; Saori rebateu, puxando a mão.

-Mas educação é bom; ele rebateu enfezado.

-Dispensável em casos insignificantes; ela rebateu ferina.

Fitaram-se com olhares dardejantes, antes de resmungarem algo inaudível um pelo outro e rolarem os olhos.

-Arrogante!

-Devasso!

-Fútil!

-Patético; ela rebateu.

-Infantil!

-...; abriu a boca para responder quando um segurança os abordou.

-Algum problema? –ele perguntou ao ouvir as vozes se exaltarem cada vez mais.

-Não! –os dois falaram imediatamente, fuzilando-o com o olhar por serem interrompidos.

-Ta certo; ele falou rapidamente se afastando.

Virou-se para continuar a discussão, mas Cadmo se adiantou...

-Ta legal, é melhor pararmos com isso antes que o segurança nos expulse daqui;

-...; ela fitou-o desconfiada.

-O que acha de fazermos uma trégua pelo menos pela próxima meia hora? –ele sugeriu casualmente.

-Uhn! Pode ser; Saori deu de ombros, dando-lhe as costas pronta para ir embora.

-Aonde vai? –Cadmo perguntou confuso.

-Embora; a jovem de melenas lilases respondeu como se fosse a coisa mais obvia do mundo.

-Mas...;

-O fato de dar uma trégua, não quer dizer que eu vá ficar; ela completou se afastando.

-Espera Saori; ele pediu, adiantando-se e colocando-se a frente dela. –Posso pelo menos te convidar para tomar um café; ele falou. –Pelo menos para aproveitar essa trégua melhor? –o Escorpião pediu com um olhar de menino carente.

Ponderou por alguns segundos, até suspirar vencida, quem sabe ele lhe deixaria em paz depois disso.

-Que seja! –ela falou, seguindo com ele para a praça de alimentação.

-o-o-o-o-o-

Subiu as escadas correndo, quase atropelando Isadora, Milo e Afrodite que as desciam, precisava chegar até o ultimo templo, mal conseguia esperar para finalmente revê-la.

.V.

-Com quem aprendeu a fazer aquilo? –Cadmo perguntou, enquanto levava a xícara de café aos lábios.

-O que? –ela perguntou, erguendo os olhos na direção dele.

-A lutar; ele explicou.

-Que espécie de pessoa você acha que eu sou, para não saber ao menos me defender de um tarado; Saori rebateu, frisando a ultima palavra.

Cadmo serrou os orbes de maneira perigosa, mediante a classificação que recebera. Até abrir um sorriso nada inocente para responder.

-Se tem amor à vida, não responda; ela avisou.

-Se você diz; ele deu de ombros.

Ainda estava intrigado com o que acontecera, tinha a impressão de conhecer aquela técnica, mas tinha algumas duvidas ainda.

-Falando sério, quem lhe ensinou? –Cadmo perguntou a queima roupa.

Ela hesitou por um momento em responder, olhou para o relógio e quase suspirou aliviada.

-Faltam dez minutos; Saori avisou.

-Foi o Aioros, não foi? –o Escorpião insistiu em saber, mesmo diante da esquiva dela.

-Co-mo? –ela falou, quase afogando com o café.

-Sabia, aquilo é típico dele; o cavaleiro recostando-se melhor na cadeira.

-Uhn? –Saori murmurou confusa.

-Da minha geração, ele e Saga foram os primeiros a chegar ao santuário, ninguém dava nada para aquele garoto franzino que se um vento batesse, poderia desmontá-lo; Cadmo brincou, agora tendo total atenção sobre si. –O pior é que justo eu fui mandado pra testá-lo;

-Deixa eu adivinhar... Você levou uma surra; ela falou com um sorriso matreiro.

-Não foi tão ruim assim; ele falou passando os dedos suavemente pelas melenas prateadas. –Aioros sempre foi um bom oponente, mas até eu admito que não têm como competir com ele e Saga juntos; o Escorpião confessou.

-Porque diz isso? –Saori perguntou interessada.

-Porque o senso de justiça e dever deles é maior que o de qualquer um, não duvido que ele tivesse sido um bom Grande Mestre, se não houvesse acontecido tudo aquilo; o Escorpião falou com um olhar vago. –Mas a verdade é que ele é um exemplo de cavaleiro, suas técnicas são precisas e surpreendentes, por isso reconheci a postura, quando você, bem... Você entendeu; ele completou, gesticulando casualmente.

-Fale algo que eu não sei; ela murmurou em meio a um suspiro, ao ouvir a ultima parte.

-Como? –Cadmo perguntou, não ouvindo o que ela falara tão baixo.

-Nada não; Saori apressou-se em responder.

-Pelo visto nossa trégua durou mais de meia hora; ele comentou olhando para o relógio e vendo que estavam à uma hora sentados ali.

-...; ela assentiu, conferindo realmente que isso era verdade.

-O que acha de estender essa trégua mais um pouco e ir comigo assistir um filme? –ele sugeriu com simplicidade.

Mesmo que ainda estivesse irritado com tudo o que ela fizera consigo até agora, estava intrigado, queria realmente conhece-la melhor, mesmo por que, sendo ou não Athena, ela não deixava de ser uma mulher que não passaria despercebida por seus olhos facilmente, mas que agora ganhara um diferencial a mais.

Ganhara três rounds de si, em seu próprio jogo...

.VI.

-Saori! – Aioros chamou, abrindo a porta da biblioteca com brusquidão.

Shion quase deu um pulo, derrubando pilhas e mais pilhas de livros que tinha sobre a escrivaninha, pelo susto.

-Aioros; o Grande Mestre falou.

-Mestre, pensei que a Saori estivesse aqui; ele falou, com um sorriso sem graça ao ver Shion dar a volta na mesa e começar a recolher os livros.

-Não, ela não está; o ariano respondeu.

-Ta certo, vou procurá-la no quarto dela então; ele falou pronto para sair quando a voz do cavaleiro lhe deteve.

-Ela também não está lá;

-Como? –ele perguntou, voltando-se para trás.

-Saori não esta no santuário; Shion falou seriamente.

-Onde ela está? –Aioros perguntou, aflito.

-Voltou para o Japão, por tempo indeterminado; ele respondeu.

Poderia jurar que Aioros iria desmaiar, porque o vira ficar tão branco quanto uma folha de papel.

-Quando? –o sagitariano perguntou com a voz tremula.

-Há uma semana; Shion respondeu.

Antes que mais alguma coisa fosse dita o cavaleiro havia simplesmente desaparecido diante de seus olhos.

-o-o-o-o-

-Saori!

Parou de andar, virando-se rapidamente para trás quando teve a impressão de ouvir alguém lhe chamar.

-Algum problema? –Cadmo perguntou, voltando-se para ela.

-Não, problema algum; ela respondeu, enquanto voltava a caminhar, quando a fila andou.

-Tem certeza? –o Escorpião insistiu, nem um pouco convencido com aquela desculpa.

-...; Saori assentiu, lançando um ultimo olhar para trás. –Mas que filme é esse mesmo? –ela perguntou, voltando-se para o cavaleiro.

-Homem Aranha; ele respondeu, calmamente, mas viu-a torcer o nariz. –O que foi?

-Aquela Marie Jane é muito sem sal; a jovem respondeu, mas em seguida corou diante do riso nada discreto do cavaleiro. –O que foi?

-Nada não; foi à vez dele desconversar, enquanto dava-lhe passagem para que entrasse na sala.

-"E eu que pensei que ela fosse falar daquela roupa, colocada a vácuo do Parker"; Cadmo pensou, balançando a cabeça levemente para os lados.

Continua...


Domo pessoal

Desculpem a demora em postar, mas andei tendo uma baixa na criatividade nos últimos dias e esse capitulo acabou sendo atrasado, mas antes de mais nada, eu sou fan da 'Black Cat' e não me importo em dizer que eu não curto a Marie Jane, porque a Felicia é a melhor.

Para aqueles que já viram os quadrinhos ou a serie em desenho do Homem Aranha, sabe de quem eu to falando e hoje, estou simplesmente tão feliz, pois recebi a noticia de que finalmente, no quarto homem aranha, ela vai aparecer .

Mas deixando de lado esse pequeno surto, eu gostaria de agradecer a todos que tem acompanhando essa história, agora vai começar uma nova fase, onde tudo pode acontecer. Acreditem!

No mais, obrigado a todos pelos reviews e nos vemos na próxima...

Ja ne...