- Como? Presa? Eu... – A vadia ruiva falava confusa eu estava adorando aquilo tudo.
- Sim presa. Você desacatou uma autoridade policial em exercício da função. – Expliquei como se tivesse falando com uma criança de cinco anos, essa era a parte chata de trabalhar na policia, ter que lidar com pessoas leigas.
- Bella, não há necessidade disso. – Edward implorou, mas eu estava pouco me fodendo se ele iria ficar com raiva por eu prender a sua vadia.
- Cala a boca Edward, se não quiser ir preso junto com ela. – Falei entre dentes o olhando, eu estava com raiva. Ele não queria que eu prendesse a sua amante.
- Eu não acredito, eu não falei nada disso, você não estava trabalhando. – Lefévre argumentou.
- Eu vim aqui a trabalho querida. E você me desacatou, ofendeu a mim e ao meu cargo como funcionaria publica. E também feriu a ética do seu cargo como secretaria, mas isso é com o seu chefe. No caso sobre o desacato que você acabou de cometer peço para que me acompanhe a delegacia. – Falei com falsa calma, eu estava uma fera por dentro.
- Eu não vou a lugar nenhum com você sua louca. – Victoria falou essa vagabunda já estava me dando nos nervosos.
Olhei para a porta Sam e Dean entraram por ela rindo, porem logo perceberam que a porra estava séria.
- Nossa que clima tenso aqui nesse ambiente. – Como sempre o nada sutil Dean foi o primeiro a se pronunciar.
- O que houve Bella? – Sam perguntou gentil como sempre.
- Esta jovem me desacatou, usou palavras chulas e de baixo calão, ofendendo a minha honra e o meu cargo. E não quer nos acompanhar até a delegacia. – Expliquei para meus colegas.
- Compreendo. – Sam falou. – Senhorita...? – Perguntou
- Lefèvre, Victoria Lefèvre.
- Srta. Lefèvre, neste caso peço por gentileza para nos acompanhar a delegacia, para que possamos esclarecer os fatos. – Sam sempre sensato pediu educadamente.
- Eu não vou a lugar nenhum com vocês, essa louca da Swan acha que pode mandar em tudo, mas é uma merdinha ambulante. – Victoria estava descontrolada.
- Ficar insultando a Dra. Swan não irá lhe ajudar senhorita, ao contrario, irá prejudicar ainda mais a sua situação. Então peço que nos acompanhe e pare de dar chilique aqui, vamos conversar civilizadamente na delegacia. - Dean falou, e pela primeira vez gostei do que ele disse bateria palmas nesse momento se eu pudesse, mas ainda tenho a questão da minha ética profissional, não posso colocar os problemas pessoais acima de quem eu sou no trabalho.
- Como o meu parceiro disse, iremos conversar civilizadamente como adultos na delegacia para esclarecer os fatos. Já que a senhorita não tem tantas escolhas assim, peço que nos acompanhe, pois sei que não irá querer sair daqui algemada, concorda? – Sam disse, e a ideia de vê-la saindo da empresa algemada era muito tentadora.
- Não quero sair algemada, eu não sou bandida! – Exclamou a ruiva vadia. Só ladra de maridos completei mentalmente.
- Entendo que não, por isso que peço para que nos acompanhe, não iremos algema-la se for conosco por livre espontânea vontade, agora se a senhorita se recusar a ir, então vamos ter que usar a força física e como não gostamos de sermos grossos com ninguém, pedimos por gentileza para nos acompanhar. – Sam era muito autoritário e sabia mexer com nosso psicológico.
- Eu irei Sr. Winchester. – A vadia ruiva falou vencida pelo cansaço.
- Perfeito! Vamos. - Falei alegremente, indo na frente sendo seguida por Sam, Dean e Victoria, eu estava saltitante não estava conseguindo guardar as minhas emoções. Ouvi quando a diaba ruiva praguejou baixinho.
- Vadia! – Foi um sussurro quase inaudível, digo quase se eu não tivesse uma audição perfeita, sorri ela estava com muita raiva e era isso o que eu queria, mantive meu semblante imparcial e virei-me.
- Falou alguma coisa Lefèvre? – Perguntei a encarando com um olhar superioridade a mesma desviou o olhar e negou com a cabeça.
Após chegarmos à delegacia fui em direção à mesa da recepção onde Jessica Stanley fica.
- Você terá direito a uma ligação, para a sua família ou advogado, como desejar. – Expliquei, Victoria olhou-me, eu sei que ela estava com muito ódio de mim e que se tivesse poder no olhar eu estaria morta agora. Expliquei para Jessica a situação e pedi para levar Victoria para uma das nossas celas.
Depois disso rumei para a minha sala, sendo seguida por Sam e Dean.
- Caramba a ruiva tá querendo te matar Swan, se ela tivesse poder igual ao Ciclope você estaria morta baby. – Claro que foi ele, Dean, como esperado.
- Não gosto de concordar com o Dean, mas a ruiva esta possessa. – Sam concordou.
- Pare de comparar o Ciclope com ela Dean, eu sou fã dele não o insulte. – Falei séria fazendo Sam e Dean soltarem uma gargalhada alta. - Estou pouco me lixando para aquela cretina. – Respondi. – Agora voltando às questões sobre o nosso trabalho, precisamos fazer a visita no hospital e vocês precisam me passar todas as informações sobre os depoimentos que conseguiram hoje na empresa para adicionarmos aos autos do inquérito.
- Claro Bella, eu irei repassar tudo isso com o Investigador daqui. – Sam respondeu.
- Ótimo, acho que já podem começar a adiantar o trabalho, Sam pode ir falar com o Eric Yorkie e Dean você pode adiantar o nosso trabalho e ir ao hospital colher alguns depoimentos dos que tiveram mais contato com a Heide, pode ir com algum de nossos agentes, eu preciso ficar aqui para quando a família da meliante chegar.
- Nossa adoro uma mulher no comando. – Dean falou sorrindo e dando uma piscadela. – Você esta se divertindo com a prisão dessa tal Victoria não é mesmo Dra. Swan? – Dean perguntou.
- Não, só estou cumprindo o meu dever em operar o direito, agora chega de papo e vão trabalhar. – Falei mais era uma mentira, eu estava amando tudo isso.
Os meninos se retiraram da minha sala, fiquei relendo o inquérito de ponta a ponta para ver se tinha alguma informação que deixei passar, mas nada se encaixava. Tempos depois o advogado e Lauren Lefèvre entraram em minha sala, irmã de Victoria, são muito parecidas, duas ruivas vadias, expliquei a ela sobre o crime que sua irmã cometeu, mas a mesma assim como Victoria me odiava, pois me lançava olhares de desprezo os quais eu tentei ignorar.
Debatemos os assuntos por um tempo, o advogado tinha ótimos argumentos como, por exemplo, Victoria ser ré primaria, ter residência fixa, emprego e etc. concordaram em que a mesma deveria assinar o Termo Circunstanciado de Ocorrência, pois foi um caso de infração de menor potencial que seria encaminhado ao Juizado de Pequenas Causas o qual ela responderia por um processo. Eu tenho coisas mais importantes para fazer e além do mais quero essa mulher o mais longe possível de mim, só quis assusta-la, mostrar para ela que eu não estava aqui para brincadeira, eu iria usar todas as minhas armas. Depois que as vadias foram embora, voltei a minha atenção ao inquérito da morte da minha prima e do caso do homem de preto.
Dias depois:
Eu estava farta!
Simplesmente cansada de toda essa situação, depois da descoberta de que Edward traiu-me com Tanya, não conseguia mais olha-lo e muito menos dormir ao seu lado, eu estava a uma semana dormindo no quarto de hospede na outra extremidade do corredor o mais afastado possível dele.
Isso estava insustentável, era duro de admitir, mas meu casamento chegou ao fim, doía como mil facas sendo cravada no meu peito, a realidade às vezes era cruel. E hoje uma sexta-feira, nós seriamos o Sr. E a Sra. Cullen, terá um evento importante, acho que era o aniversario da construtora, mas não tenho certeza e também não faz diferença a vida dele já não faz mais parte da minha. Porem como ainda sou a "esposa" de um dos donos terei de comparecer, minha vontade era de não ir, posar para fotos, fingindo que tudo esta bem quando na verdade eu queria gritar aos quatro ventos que nada estava bom, que eu não estava bem, eu não podia, a sociedade em que vivo não permitia.
Então fingir seria o que eu faria, mais uma vez e faria tão bem como ando fazendo nesses últimos quase três anos. Não estarei sozinha, minhas amigas estarão comigo e minha sogra também, como também a irmãzinha nojenta dele, mas nada iria me abalar, não mais.
Eu iria sair cedo do trabalho, passei na delegacia só para combinar alguns pontos da investigação com Sam e Dean, estávamos a todo o vapor, criando estratégias e descobrindo outros supostos envolvidos no caso, e achávamos que não era o caso do homem de preto e sim quadrilha de preto, nome brega eu sei, mas não conseguimos pensar em outro melhor, ele não agia só tinha Heide que estava foragida devido ao assassinato de Bree e deveria ter mais cumplices. Marquei com Alice e Rosalie para irmos ao salão nos prepararmos para a noite.
Senti meu celular vibrar no bolso da minha calça social, Alice não morria tão cedo, pois foi só pensar nela que a mesma me liga.
- Nossa Alice, por acaso tu anda fazendo algum tipo de trabalho oculto ou macumba? – Perguntei zombando, Alice bufou e rimos juntas.
- Idiota! Já estamos aqui na porta da delegacia, a madame poderia tirar a sua bunda branca da cadeira e vir aqui para que nós possamos ir ao salão, temos hora marcada e você esta atrasada Isabella Cullen! - Despejou de uma só vez a baixinha.
- Uou, calma ai jovem, já estou indo, precisei vir a delegacia resolver umas questões sobre o caso do homem de preto, ou melhor, quadrilha de preto agora. – Expliquei-me.
- Credo Bella que nome mais zoado, criatividade passa longe de vocês da policia viu.
- Alice, cala a boca, foi o melhor nome que conseguimos e além do mais estou aqui para prender esses bandidos não para ficar escolhendo apelidozinho para eles. – Falei um pouco rude com minha amiga, eu estava muito estressada ultimamente.
- Tá bom, falo mais nada, estamos esperando você aqui fora. – Falou encerrando a chamada. Sai do prédio e logo avistei o porsche amarelo canário gritante de Alice estacionado, eu havia ido de taxi até a delegacia então rumei de encontro a elas, Rosie saiu do lado do passageiro nos cumprimentamos, o carro era esporte então na parte traseira era pequeno, entrei e acomodei-me na parte traseira.
- Alice quando vai tomar jeito e comprar um carro decente com quatro portas? – Falei brincando como sempre fazia quando nos encontrávamos, minha cunhada rolou os olhos.
- Pare de "enveja". – Respondeu zombando. – Vai me dizer que aquela lata velha que você chama de carro seja descente? Pelo amor. – Alice devolveu rindo.
- Lata velha é o seu ânus, meu bebê é lindo, e além de lindo, é veloz e confortável para os passageiros traseiros. – Respondi mostrando a língua e rindo em seguida.
- Ai, essas crianças viu. – Rosie respondeu. E seguimos o caminho até o salão assim, conversando em meio a risadas, colocando o papo em dia e fofocando um pouco sobre a vida dos outros, é claro.
- Você precisa fazer o exame Rosie, para tirar essa duvida de uma vez por todas. – Falei pela terceira vez, Rosie é uma pessoa muito cabeça dura, parece uma mula, ela estava com suspeita de gravidez, sua menstruação estava atrasada há duas semanas, enjoos e tonturas constantes, porém ela não queria fazer o teste.
- Eu tenho medo, vocês sabem o que aconteceu comigo naquela época. – Rosie na época da faculdade continuou namorando o Emmett, eles praticamente moravam juntos então Rosie acabou engravidando, todos ficamos felizes, era o maior sonho dela, ser mãe, ela sempre dizia que eu e Edward seriamos os padrinhos, Emmett e Rosie passaram a morar juntos, porem um pouco antes dela completar o quarto mês de gestação Ela teve um aborto espontâneo, o que ocasionou um grande abalo emocional na minha amiga, não foi fácil ver aquela mulher forte se acabar dia após dia, ela ainda passou por uma gravidez psicológica, mas tudo isso serviu para que eu ela e Alice nos aproximássemos ainda mais e hoje temos essa relação tão bonita, são como se fossem minhas irmãs que estiveram comigo quando eu também passei por quase o mesmo.
- Rosie. – Falei a fitando docemente eu amava aquela minha amiga, minha irmã que sempre esteve comigo, seja para me consolar ou só para segurar a minha mão e chorar junto comigo. Estávamos fazendo as unhas enquanto Alice estava hidratando o cabelo, o meu e de Rosie estava ainda com a hidratação deixando fazer efeito. - Eu sei que tem medo por causa daquilo, mas você. – Falei apontando para a mesma e prossegui. – Não pode deixar que coisas que aconteceram no passado atrapalhem o seu futuro. – Finalizei.
- Concordo com a Bella, e digo isso para ela também, vocês não podem deixar o passado dominar o presente e futuro. – Alice falou aquilo olhando diretamente para mim.
- Eu sei Allie, mas eu não sei se tenho mais futuro com o seu irmão. – Falei triste abaixando a cabeça.
- Como assim Isabella Cullen? Vai desistir do meu irmão agora? – Alice falou alto, quase beirando a histeria. Ela estava chocada com as minhas palavras.
- Alice, eu e seu irmão, acho que realmente acabou... – Falei respirei fundo antes de continuar. – Para sempre, não tem mais volta, eu irei pedir o divorcio. – Elas me olhavam chocadas, então expliquei tudo para elas, sobre Tanya, sobre Victoria, elas olhavam-me cada vez mais chocada, os olhos das minhas amigas quase saltaram das orbitas.
- Meu Deus, eu não acredito que o Edward teve coragem de fazer isso tudo com você. – Rosalie falava chocada.
- Meu irmão é um crápula, eu não consigo acreditar que o Edward possa ter feito tudo isso, ele te amava Bella, era louco por você, eu lembro quando vocês se conheceram eu vi a historia de vocês desde o primeiro momento, quando você engravidou ele não parava de sorrir na empresa, eu não entendo. – Minha amiga e cunhada estava confusa e triste.
- Eu também não entendo Alice, acredite eu sou a pessoa que mais acha tudo isso surreal, é como se eu estivesse em um pesadelo. – Comentei com minhas amigas.
- Seu irmão é um vagabundo Alice, tenho vontade de bater nele até o mesmo perder os sentidos. – Rosie sempre tão doce, sorri para a minha amiga.
- Eu também tenho a mesma vontade Rosie. – Alice me surpreendeu ao falar isso.
- Meninas, vocês não precisam ficar assim, isso é algo meu e dele, é o irmão e o cunhado de vocês que estamos falando eu irei me divorciar, mas vocês continuaram com laços.
- Bella eu não sei se vou conseguir olhar na cara dele depois do que você me contou. – Rosie falou.
- Ele é irmão do seu marido Rosie, vocês iram conviver. - Afirmei.
- Sim, mas antes dele você sempre foi minha amiga, ti conheço desde a época do jardim de infância, você é mais que uma amiga, você é a irmã que eu nunca tive, não sei se consigo fingir que esta tudo bem, nem pelo meu marido. – Rosalie explicou respirando fundo, ela realmente era minha amiga/irmã.
- Tente amiga, não quero que se afaste do seu marido, Emmett e Edward são irmãos e amigos, não quero ser pivô de desavenças entre vocês.
- Eu não sei o que dizer amiga, sinto-me envergonhada por tudo o que meu irmão ti fez, cafajeste não chega nem perto do que ele realmente foi. – Alice falou realmente envergonhada.
- Alie, para com isso, a vida segue, não fique assim a culpa não foi sua, a culpa foi minha e dele.
- Eu sinto-me muito mal, nunca percebi nada, fui uma péssima amiga. – Alice falou.
- Não diga isso, eu e ele sempre fingimos muito bem, ninguém nunca percebeu meu pai só descobriu porque ele viu Edward e Tanya. – Expliquei.
- Nem eu que conheço a Bella a mais de 20 anos desconfiei, ele realmente é um canalha. – Rosalie disse.
- Tudo irá acabar em breve. – Finalizei e para mudar o assunto, soltei. – Ai! eu quero pintar fazer uma francesinha igual a essa aqui. – Apontei para as unhas de uma modelo da revista. Então deixamos nossa conversa de lado e começamos uma conversa sobre unhas, e coisas de mulher e o assunto sobre o fim do meu casamento foi esquecido, temporariamente é claro.
Eu já estava arrumada, colocava meus brincos de safiras azuis combinando com meu vestido que era bem ousado, tinha um decote enorme na frente e nas costas e bem justo embaixo estilo sereia.
Eu estava com o cabelo meio preso e com cachos caindo em cascatas nas minhas costas e uma maquiagem simples o que destacava mesmo era o batom vermelho. Edward estava arrumado e me esperava lá embaixo. Subi um pouco o meu vestido até as coxas para colocar o coldre e minha pistola Glock G28. E por fim peguei minha bolsa de mão de perolas dourada e rumei para as escadas, Edward estava na sala tomando uma taça de vinho, quando ouviu o barulho do meu salto, veio até o final da escada ele olhava-me intensamente, estava lindo em seu smoking italiano. Eu descia com cuidado, pois me conhecia bem e do jeito que sou desastrada poderia cair rolando escada a baixo.
Quando estava chegando aos últimos degraus, Edward sorriu e estendeu a mão para mim, eu aceitei.
- Esta linda. – Edward elogiou, e eu estranhei fazia muito tempo que não recebia um elogio dele parecia realmente sincero em suas palavras e meu bobo coração acelerou.
- Obrigado, você também esta. – Limitei a dizer.
- Obrigado. – Respondeu ainda me fitando demorando um pouco no meu decote. – Só acho que este decote deveria ser um pouco mais fechado. – Completou agora me olhando sério, ele só podia estar de brincadeira com a minha cara.
- Eu não acho, sinto-me muito bem com esse decote. – Falei o encarando nos olhos, Edward não gostou do meu comentário.
- Eu não acho que seja adequado uma mulher casada usar esse tipo de roupa. – Ele definitivamente queria gozar com a minha cara.
- Você não tem que achar nada, além do mais sou uma mulher solteira, sou casada somente no papel e em breve divorciada. – Afirmei. Edward me olhou com os olhos flamejantes de raiva.
- Não iremos nos divorciar, ficou louca? Você é minha! – Ele disse.
- Acho que o louco aqui é você, não sou sua, não mais. – Retruquei firme.
- Você é minha mulher e...
- E chega! Vamos logo para essa merda de teatrinho antes que eu desista e você vá só. – O cortei, saindo em direção à porta de saída, Edward me seguiu.
Fomos até a garagem Edward abriu a porta do passageiro do seu Aston Martim Vanquish Black Coupe para mim e logo deu a volta no carro ocupando o lugar do motorista. Seguimos em silencio o caminho todo, na porta do evento estava cheio de fotógrafos. Ótimo! Iria ter que fingir para toda a sociedade que éramos o casal do ano.
- Vamos lá para mais um show de fingimentos Sr. Cullen. – Falei sem esconder meu sarcasmo.
- Bella, por favor, hoje não. – Edward suplicou, mas eu não estava me importando com seus pedidos, não mais.
- Não falei nada demais, vamos logo. – Pontuei, já estava me estressando com ele. Edward não respondeu, desceu do carro e uma chuva de flashes disparou em sua direção, respirei fundo e no momento em que minha mão encostou-se à trava para abrir à porta, porem a mesma foi aberta por Edward, que estendia uma mão para mim, a qual prontamente eu aceitei. Não queria fazer uma cena aqui, seria um prato cheio para esses urubus.
Quando sai do caro uma chuva muito maior de flashes surgiu me deixando cega, Edward abraçou-me pela cintura para posarmos para algumas fotos e eu passei um braço pelo seu pescoço.
- Isabella e Edward Cullen, acabam de chegar ao evento de comemoração de três anos da Construtora . – Uma repórter começou a anunciar.
- Edward, três anos de empresa e um tremendo sucesso, a construtora de vocês é uma das mais influentes dos últimos anos no mercado, qual o segredo de tanto sucesso? Perguntou um dos jornalistas.
- Bom creio que o sucesso se dá porque trabalhamos por amor, amamos o que fazemos então tudo fica mais fácil. Não existe formula magica, receita de bolo, tudo o que gostamos conseguimos entender melhor. – Edward respondeu, e suas palavras eram muito sinceras, ele realmente amava o que fazia, assim como eu.
Fizeram mais algumas outras perguntas.
- Sua esposa é muito linda Edward. – Uma repórter elogiou.
- Obrigado, sim ela é muito linda. – Ele respondeu olhando-me intensamente e depositando um breve selinho nos meus lábios, ocorreram alguns assobios dos jornalistas e a tão temida pergunta surgiu.
- E quando pretendem ter um herdeiro? – Perguntou um jovem. Edward ficou tenso e eu também.
- Em breve, estamos trabalhando nisso, quero ter um time de futebol com direito a reservas e arbitragem. – Respondeu sorrindo, eu sorri também e todos os "urubus" riram também.
Após aquela sequencia de fingimentos, seguimos pelo tapete vermelho até adentrar no salão onde seria a festa, que já estava cheio por sinal. Muitos empresários amigos de Edward estavam por lá e suas acompanhantes fúteis, eu estava de braços dados com meu marido nós sorriamos para todos e todos nos olhavam com admiração, ah se soubessem a verdade. Fomos cumprimentados por várias pessoas.
Já estava ficando insuportável esse teatro, já haviam se passados alguns minutos desde que chegamos e eu não aguentava mais esse papel de esposa dedicada, não aguentava mais ficar em pé ao lado de Edward sorrindo e fingindo sermos o casal apaixonado quando na verdade queria descarregar minha arma na cabeça, isso tudo me enojava. E ainda tinha o fato de que eu sentia que estava sendo vigiada, olhe para os lados mais não via ninguém suspeito, era uma sensação estranha muito desconfortável decidi pedir licença e fui em direção onde meus sogros e cunhados estavam.
- Bella querida que saudade. – Esme se pronunciou levantando-se e vindo em minha direção assim que vi me aproximar da mesa onde eles estavam. Estava muito perfeita em um vestido longo preto, Esme era uma mulher muito bonita fisicamente Edward e Elizabeth pegaram algumas coisas dela, como por exemplo, o tom cobre de seus cabelos, apesar da idade não parecia ser mãe de quatro filhos já adultos.
- Esme, tudo bem? – Perguntei eu adorava a mãe de Edward, ela era um amor de pessoa, tratava-me como se eu fosse sua filha.
- Estou bem querida e ti? – Abraçou-me apertado.
- Estou ótima. - Respondi sorrindo.
- Você sumiu, na verdade vocês dois sumiram, não vão mais nos almoços de domingo lá em casa. – Esme falou apesar de sorrir eu identifiquei um pouco de magoa em sua voz.
- Desculpe Esme é a correria do trabalho, a delegacia esta suga a minha alma. – Falei rindo, Esme me acompanhou.
- Entendo, mas vocês precisam tirar um tempo para a família, vivem atolados de trabalho por isso que eu não ganho meus netinhos, três filhos casados e nenhum neto até agora. Vocês são muito ingratos com essa pobre velha aqui. – Falou colocando a mão no peito teatralmente, eu ri apesar de que aquele assunto ainda me feria.
- Oh querida quando chegar o momento nós teremos nossos netinhos para estragarmos. – Carlisle falou chegando por traz de Esme enlaçando a sua cintura e estalando um beijo em sua bochecha, era muito lindo de ver os dois. – Como vai minha nora? Quanto tempo não? Nesse detalhe tenho que concordar com a Esme. – Carlisle comentou vindo até o meu encontro abraçando-me.
- Perdoem-me, negligenciei um pouco com vocês, mas foi por causa dos últimos acontecimentos. – expliquei para a minha família, sim eles eram a minha família independente se eu estivesse casada ou não com Edward.
- Perdoo somente se aceitar almoçar neste domingo lá em casa? – Esme pediu com os olhos brilhantes, não tinha como negar nada a ela.
- Tudo bem Esme domingo almoço na sua casa. – Falei sorrindo, o sorriso de resposta dela foi enorme, parecia uma criança que acabava de ganhar dos pais o seu tão sonhado presente de natal.
- Perfeito! Crianças, domingo almoçaremos todos juntos. – Esme chamou atenção dos outros.
- Mãe olha o meu tamanho, não sou mais criança. – Alice bufou.
- Alice eu não diria assim. – Emmett falou, eu me preparei porque lá vinha merda.
- Como assim Emm? – Alice perguntou sem entender, a mesa estava em silencio, estava me sentindo como se estivesse no final da copa do mundo no momento dos pênaltis e estava empatado no momento decisivo em que o ultimo pênalti daria o titulo para um dos times.
- Ué, você fala logo para ela olhar o seu tamanho, Alice você deveria falar "Mamãe sei que é difícil acreditar, me olhando assim não parece, mas eu cresci não fisicamente, mas já tenho 25 anos, olha aqui a minha habilitação". Seria mais convincente irmã. – Eu sabia que viria uma de suas piadas bestas, Emmett era um pateta mesmo, ele ria e ninguém aguentou por muito tempo, pois a cara da Alie era muito hilária.
- Seu idiota, eu só não taco os meus sapatos em você por que são meus novos Louboutins que sofri muito para tê-los, você não merece que eu os estrague. – Alice disse fazendo uma nova sessão de risos fosse criada, Alice sendo Alice. – E você Jazz esta rindo de que? – Alice perguntou arqueando uma de suas perfeitas sobrancelhas, a baixinha dava medo, Jazz ficou serio imediatamente.
- De nada amor. – Jazz engoliu em seco depois de pronunciar.
- Mesmo? Pois eu juro que vi você rir de mim, espero que goste do nosso sofá, pois é lá que você dormirá hoje. – Alice completou, deu muita pena do meu amigo ele a olhou de olhos esbugalhados.
- Mas amor eu não fiz nada. – Jazz falou.
- Você riu, colaborando assim para que o idiota do meu irmão falasse mais merda em vez de defender-me. – Falou ela, minha amiga jogava baixo quando queria a mesma piscou para mim e veio cumprimentar-me.
- Oi cunhada linda, esta magnifica esse vestido esta M-A-R-A em você. – Minha amiga e cunhada falou ao me abraçar.
- Oi cunhada, olha só quem fala você esta divina com esse vestido. – Elogiei ela estava linda mesmo em seu vestido em um tom de rosa envelhecido, seus cabelos curtos negros meio preso e cachos emolduravam seu rosto de boneca de porcelana com lindos olhos verdes iguais os de Edward.
- Eu sei gastei horas no salão para ficar divina para o meu marido e ele me retribui assim, zombando da minha altura junto com o meu irmão Bella. – Alice falou fazendo drama.
- Amor... – O loiro tentava argumentar mais ninguém pode com Alice.
- Não estou falando com Jasper, vá se juntar com o meu irmão para rirem de mim. – Eu já não me segurava mais Rosalie vinha logo atrás rindo também em seu longo vestido carmesim justo, cabelos presos em um coque despojado. Linda como sempre.
- Rosie este vestido ficou divino em você, esta perfeita. – Cumprimentei minha amiga, nos abraçamos.
- Bella, obrigado você também esta maravilhosa nesse vestido, arrasou todos ficaram babando em ti, e aquela baranga ruiva ficou puta da vida quando viu vocês dois juntos. – Rosie comentou.
- O que? Aquela vadia esta aqui? – Perguntei incrédula, minha amiga assentiu.
- Sim, mas veio como convidada de Elizabeth. – Rosie completou, aquilo aliviou um pouco, mas mesmo assim sentia-me incomodada com aquela mulher por aqui. Continuei conversando com Rosie, logo Alice veio se juntar nós e começamos um papo sobre os últimos acontecimentos, elas evitavam falar sobre casamentos, e eu agradecia.
- Eu vou ao toalete, com licença meninas. – Pedi para as meninas e rumei ao toalete.
Entrei em uma das cabines estava distraída quando ouvi vozes do lado de fora.
- Ai Vick não fica assim amiga. – Ouvi a voz de Elizabeth.
- Como você quer que eu fique Lizzie? Eu amo o seu irmão faço de tudo, aceitei até ser a amante só para ficar com ele e ele fica desfilando para lá e para cá com aquela mulherzinha. – Falou a ruiva vadia fungando.
- Eu sei que não é fácil ver o amor da sua vida com outra, mas Vick é por pouco tempo, logo, logo ele se separa daquela cretina e ti assume. – Doeu ouvir aquilo da boca dela.
- Será amiga? Você viu como ele olhava para ela? Com admiração, com... Com amor. – Chorou ainda mais será que era verdade Edward me olhava com amor e admiração? Eu duvidava. Eu estava na última cabine decidi abrir lentamente um pouco a porta e ver a cena a minha frente, era patética.
- Shiu amiga, não chora você vai ver meu irmão vai se separar dela para ficar contigo. – Elizabeth estava realmente muito preocupada com a "amiga". As vadias ruivas se abraçaram e eu pude ver quando Victoria abraçou Elizabeth que era tudo fingimento que ela não chorava de verdade e a forma como abraçava minha futura-ex-cunhada era falsa, Elizabeth era realmente uma burra por acreditar. Decidi que já era hora de sair do banheiro e sambar na cara delas, sorri comigo mesma e abri a porta, fechando ela atrás de mim com um baque, as duas se assustaram e eu caminhei até a pia para lavar minhas mãos e então soltei.
- Não fique assim querida, não vale a pena sofrer por homem, Edward não vale o rímel que você gastou hoje, ele não pedirá o divorcio, eu mesma já estou entrando com a ação, mas o Edward insiste em dizer que sou dele e que ele não me dará o divórcio, se você o convencer a assinar é um favor que faz a mim e serei eternamente grata. – Falei terminando de secar as minhas mãos, as duas estavam petrificadas no lugar, sai de lá o mais rápido possível respirei fundo e soltei uma gargalhada, foi muito engraçado, mas aquela parte que ama ele se manifestou, e se ela o convencer e ele assinar o divórcio?
Eu sofreria muito, é claro, mas iria ter que aprender a viver longe e sozinha, eu o amo mais esta situação esta insuportável. Eu não conseguia entender essas atitudes de Elizabeth, assim como não conseguia entender as de Tanya. Voltei à mesa dos Cullens, Edward estava lá agora, conversando com seu pai, Emmett e Jasper e mais dois homens.
Um eu não sabia quem era já o outro era muito familiar, me aproximei e tão o reconheci, não podia acreditar nisso.
