Izen wa Tenshi to Akuma no - Sensō:
Deus manipulou a mente do seu anjo para que este viesse até si. Estava curioso para saber o que este tinha para lhe contar. Minutos depois, Neji apareceu ali e Kakashi voltou ao seu estado normal. Naruto estava de olhos esbugalhados com o que vira.
- Naruto-san? Minato-sama? O que eu faço aqui? - reparou num homem a mais naquele local, mas não conhecia-o - Quem é ele?
- Sou o supremo anjo. - Kakashi focou os seus olhos em Neji. Não estava muito contente.
- Deus? - estava chocado, nunca vira Deus naquela forma, era belo. No mesmo instante se ajoelhou - Me desculpe Senhor, não queria lhe faltar ao respeito.
- A maior falta de respeito é estares com um demónio! - quase gritou.
Ima:
- Nani? - se espantou com o que acabou de ouvir - Como?
- Uchiha Itachi, o homem que amas, é demoníaco. Ou não reparaste?
- Iie, ele é bom, é humano, não é um demônio. - elevou um pouco o tom de voz, se arrependeu quase que no mesmo instante.
- É Satã, para tua informação. - voltou a ficar calmo.
- Não pode ser, ele sempre me trata tão bem. Diz que me ama... Eu o amo. - uma fina lágrima escorreu de seus olhos.
- Tu podes amá-lo. Mas ele não te ama. A única coisa que sente por ti é pena por seres fraco. - respondeu, olhando pesaroso para o moreno. - Foi o que ele me disse há minutos.
- Impossivel. - gritou - Ele me ama sim, você que está mentindo - Seu choro era forte agora, aquilo tudo era mentira, tinha que ser.
Kakashi levantou-se da poltrona e içou o subordinado no ar.
- Não tenho motivos para te mentir, Neji.
- Não importa, eu o amo e ficarei ao lado dele, não quero saber quem ele é. - se debatia tentando se soltar.
- Gomen, mas isso não pode ser. - falou e a sua bonita espada de prata apareceu.
- Pode sim. - a voz de Itachi foi ouvida e no momento seguinte Neji estava nos braços dele - Não vai matá-lo. - sumiu com Neji dali para nunca mais voltar.
Kakashi olhou para a porta.
- Espero que o Neji ensine Satã a amar. - suspirou. - Tenho esperanças.
Naruto estava lívido. Agarrou-se a Minato.
- Também espero, mas acho isso muito difícil. - abraçou o filho tentando reconfortá-lo - Ia mesmo matá-lo Kakashi?
- Eu não mato os meus. - Kakashi olhou sério para Minato. - Agora, escuta: vou até ao oceano mais frio, aquele que banha glaciares e vou ficar submerso até ao início da guerra.
- Porque fará isso? Não vejo necessidade pra tanto. - Minato foi até Kakashi e abraçou-o.
- Para tornar este corpo forte, forte sem uma armadura pesada. - revelou.
- Entendo. - olhou para baixo triste, mas logo ergueu a cabeça - Irá mesmo participar desta guerra? Não ficará de fora igual fez nas outras?
- Como é que derrotaram Satã quando eu não estive por cá?
- Não derrotamos, ele também não estava nas últimas, ao menos não lutando. - se recordara da última guerra que ocorrera, haviam perdido.
- Eu refiro-me às que ganhámos.
- Ele também não participou, na verdade é a primeira que me recordo que ele vai participar... Antigamente nenhum dos dois grandes era permitido entrar nas guerras, elas eram apenas entre os servos, anjos contra demônios, sem Deus ou Diabo.
- Então se ele vai participar é uma atitude cobarde eu não participar. - deu um beijo em Minato. - Se o Sasuke aparecer por aqui, chama-me de imediato. Eu e ele temos assuntos pendentes. - piscou o olho.
- Hai. - não entendeu o porque daquilo, mas não questionaria as ordens de um superior, muito menos quando este era Deus.
- Então eu vou andando... - deu um selinho em Naruto, que de imediato retribuiu, dando até mais uns tantos selos no pai. Virou-se para Minato e deu-lhe um bom beijo, saindo de casa em seguida. Voaria até à zona Ártica.
†
Madara e Sai estavam nas portas do céu nesse exato momento, conforme haviam combinado com Itachi, foram lá para poderem matar grande parte dos anjos, se não todos. Olharam para o grande portão, este fechado, por pouco tempo, se viraram para trás e viram vários anjos caídos no chão, anjos esses que já haviam sido mortos. Um encarou o outro e deram as mãos, logo em seguida Madara empurrou o portão e este abriu sem emitir nenhum barulho. A vista que tiveram se apreciada por um humano seria linda, vários anjos vestidos de túnicas brancas e pratas andavam por ali, mas infelizmente para eles, Madara e Sai não esperaram nenhum segundo, logo lançaram seus poderes matando quase todos os anjos que estavam num raio de 20 metros deles, deixando alguns inconscientes, mas que logo morreriam também.
- Achei que seria mais difícil entrar aqui, até o momento foi muito fácil. - Madara ria da desgraça dos anjos.
Hinata estava no fundo desse corredor. Já voltara da Terra havia algum tempo. Ouviu barulho e foi aproximando-se dando com dois indivíduos, um dos quais conhecia.
- Sai-san? - perguntou a garotinha ingénua.
- Yo, Hinata. Trouxe um amigo meu para liquidarmos o resto de vocês que aqui existe. - respondeu, sem qualquer tipo de emoção.
- Nani? - somente depois se recordou que Sai já não era um deles. - V-Vou chamar Deus!
- Mais não vai mesmo... E não reparou ainda, ele não está aqui, se encontra na Terra. - gargalhou alto - Vou te dar uma chance de fugir, mas só porque te achei bonitinha, se ficar no nosso caminho, morrerá igual aos outros. - Sua voz soava fria e sem sentimento.
- Os servos de Deus não fogem. - falou, demonstrando alguma coragem. Apesar disso, tinha a perfeita noção de não ser adversária para aqueles dois. Pensou um pouco. - Como entraram aqui?
- Isso não lhe interessa, agora saia da nossa frente ou vai se arrepender. - já se preparava para matar a garota.
- Mais devagar, Madara. - falou uma voz feminina, da qual era dona uma mulher loira, de seios grandes e firmes, olhos cor de mel, muito bonita.
- Tsu-Tsunade-sama? - Hinata estava atónita, nunca pensou que seria salva logo pela loira gostosa, de quem gostava muito.
- Não achei que te veria logo Tsunade, achei mesmo que estaria mais protegida, mas pelo jeito não é tão importante para o seu Deus. - riu - Preparada para morrer junto a essa anjinha de quinta?
- Acho que quem vai morrer aqui é esse demoniozinho sem pinto. - troçou a loira, que tocou na testa de Hinata e a fez desaparecer dali.
- Quer ver se tenho ou não? - provocou Sai, que quase bufou.
- Não se incomode com ela Sai, isso é falta de um bom sexo. - riu - Venha me enfrentar se é uma anja de verdade Tsunade.
- Suspeito... - murmurou a Arcanja, olhando à volta. - Quando eu descobrir o desgraçado que tem a marca de traidor... - quase gritou. Fez duas sai de prata aparecerem na sua mão.
- Que bonitinho, ela vai usar arminhas. - se pôs na frente de Sai - Não preciso disso para te enfrentar... - seus olhos ficaram vermelhos, já que também era um Uchiha, brotou fogo negro de suas mãos que começaram a se espalhar por todo seu corpo, com um único movimento dos braços, várias bolas daquele fogo negro foram em direção a Tsunade.
Tsunade nada disse e, antes de nada, estava atrás de Sai.
- Devias ver onde miras, Madara. - falou, rindo. Abriu as suas enormes asas e voou um pouco. Bateu-as e várias penas aguçadas desceram na direção do Uchiha.
Madara por muito pouco conseguiu desviar, mas uma pena cravou em sua perna. Juntou mais força e lançou outra rajada de bolas de fogo, dessa vez maiores.
Tudo o que Tsunade fez foi fugir daquelas bolas de fogo. Bater as asas seria inútil, só seria pior mesmo.
- Se eu fôsse a ti, cortava essa perna. - falou Tsunade. - Ou ela apodrecerá junto com o teu corpo.
- Logo resolvo isso. - falou de trás de Tsunade - Acho melhor olhar direito para seus adversários. - acerto com a mão tomada pelo fogo em cheio nas costas da arcanja.
- Ah! - deu um gemido de dor. Fora marcada. E odiava marcas. - Tens noção do que vou ter que fazer para essa porra desaparecer? - algo estranho se passava atrás de si. Era Sai, que andava a ver se a apunhalava pelas costas. - Se há alguém que vai morrer agora, esse alguém é aquele demónio sem pinto! - sem delongas, lançou uma das suas armas com destreza, a qual se cravou no peito de Sai. Este abriu muito os olhos e a boca e explodiu, deixando umas partículas negras a pairarem no ar.
- Não. - Madara gritou ao ver Sai desaparecer, se ajoelhou no chão desesperado - O que fizestes... Não podia, ele não merecia isso... - olhou para Tsunade com mais raiva do que já havia sentido em toda sua existência - Isso não vai ficar assim... - enquanto gritava correu em direção a loira, quando estava bem perto dela conjurou uma espada negra e acertou Tsunade no braço, mas logo em seguida pulou para trás.
Tsunade viu o seu braço incendiar-se com o fogo negro do inferno. Deixou Madara para trás e foi até uma das fontes que ali havia. Colocou o braço debaixo de água e o fogo foi apagando. Infelizmente, grande parte do seu braço estava arruinado.
- Aff... Desaparece, Madara. - ordenou, ainda longe deste.
- Isso não termina aqui Tsunade. - com um último olhar gélido a arcanja, Madara desapareceu dali.
- "Tenho que refazer todas as proteções." - pensou a loira, sentando-se no seu trono e fechando os olhos, como se estivesse a descansar, coisa que não estava. Tinha muito trabalho mental para fazer.
†
Madara caiu com tudo em frente a casa de seu sobrinho Itachi, sua perna doia muito e a pena ainda estava fincada nela, respirou fundo e com um único puxão tirou a pena de lá, quase gritou tamanha foi a dor. Tacou fogo no lugar do ferimento, agora era esperar sarar. Se levantou e tocou a campainha da casa de Itachi, precisava contar ao sobrinho tudo o que tinha acontecido na invasão ao céu.
Itachi apareceu à porta, com Neji ao seu lado.
- O que queres? Já voltaste lá de cima? - indagou, dando espaço a Madara para entrar.
- Hai... - olhou bravo a Itachi e a Neji. Mancou até conseguir chegar ao sofá e sentar - Vim contar o que aconteceu.
- A mim parece-me que ias levando uma coça. - Itachi sentou-se na sua poltrona favorita. - Foi a loira gostosa? - tinha conhecimento de uma rivalidade entre Madara e Tsunade.
- Hai... Ela apareceu quando eu e Sai tínhamos avançado uma boa parte, devemos ter matado por volta de uns 2 mil anjos, a maioria ficava do lado de fora do palácio, mas pegamos um bom numero dos que ficavam dentro também. - ao se calar lembrou de Sai, abaixou a cabeça e uma lágrima saiu de seus olhos, era inacreditável ver o grande Uchiha Madara chorando.
- Gostavas mesmo do garoto, não era? - olhou para Madara e sentiu quase vontade de rir. - Deixa lá, há mais como ele por aí. Melhor é Deus e o Arcanjo Minato... Ainda assim, fizeste um bom trabalho.
- Não sente nada forte por esse garoto? - apontou Neji - Se ele morre-se o que fosse faria? Até mesmo nós demônios temos sentimentos Itachi. Veja seu próprio irmão, por exemplo, ele ama aquele anjo e você não faz nada para eles ficarem juntos, é um bosta mesmo.
- Como eu já disse, o amor torna-nos fracos. Olha bem para ti. - apontou para Madara. - Pareces um miserável. E porquê? Estás a chorar por aquele demónio que comeste meia dúzia de vezes. Está certo que o Sasu gosta do Naru, mas, também, ele é semi-anjo.
- Não é apenas ele que ama por aqui Itachi, abra os olhos e verá que tem vários casais a sua volta, Hidan e Kakuzu são um exemplo. Só você que é invencível. Espero que este garoto possa te mudar. - a dor na perna começava a passar, pelo jeito não aconteceria nada de mais com ela.
O Diabo calou-se.
- Se todos se amam, porque não deixam o reino do mal e se juntam ao reino do amor? - apontou para cima, indicando o céu.
- Até que não seria uma má idéia. - olhou para o corredor, Sasuke adentrava na sala, voltou-se a Itachi - Poderia me explicar então porque salvou este garoto de ser morto por Deus?
- Eu não sei o que ele ia ou não fazer. Mas, se o matasse, seria um desperdício quando o podemos ter do nosso lado. - virou-se para o irmão. - E aí, Sasuke? Como vais?
- Bem. Estava apenas pensando um pouco... - andava pensando muito desde que recebeu a proposta de seu Otou-san - Tudo bem tio Madara?
- Hai, minha perna logo fica boa. - se voltou a Neji desta vez - Garoto, me responda uma coisa, porque está com Itachi se sabe que ele não o ama e só quer ficar com você por interesse?
- Eu o amo, não importa como ele me quer, eu podendo ficar com ele já me é o suficiente. - abaixou a cabeça ao terminar de falar.
- Viu o que eu disse Itachi? Ele te ama, e você ficar ai... Imbecil. - balançava a cabeça negativamente.
- Que culpa tenho eu? - ergueu uma sobrancelha e olhou 'vermelhamente' para Madara. - Sasuke, quando é que vais obter logo aqueles poderes de anjo para nos ajudares?
- Já disse que estou pensando Itachi, você não manda na minha vida sabia, vou aceitar quando eu quiser. - bufou - Vou andar um pouco. - saiu da casa logo e seguida.
- Vou indo também. - Madara se levantou com um pouco de dificuldade e desapareceu logo em seguida.
†
Já fazia tempo que Deus saíra para o 'treino'. Naruto e Minato saíam muitas vezes para fazer grandes caçadas. Estavam a voltar de uma. Entraram em casa e foram tomar banho juntos.
- Quando é que o Kashi Tou-chan volta? - Naruto abraçou o pai Minato.
- Quando a guerra começar vamos avisá-lo e ele volta, antes disso somente se o Sasuke quiser falar com ele. - acariciou a cabeça do filho com o shampoo.
- Porquê, Tou-chan? Porque é que o Sasu havia de querer falar com o meu outro Tou-chan? - o menino olhou para Minato. Estava confuso e curioso.
- É meio complicado Naru... - respirou fundo pensando em como deveria começar a falar - Filho, entenda uma coisa. Antes de eu ter você com seu Tou-san... Bem, ele teve um filho com outro.
- Nani? - a boca de Naruto abriu-se. - C-Como assim, Tou-chan? - o garotinho aconchegou-se mais em Minato esperou.
- Apesar de eu e seu Tou-san estarmos juntos a muito tempo, não apenas ele mas eu também... Envolvemos-nos com outras pessoas, tanto anjo, quanto humanos, quanto demônios... - parou de falar, esperando seu filho absorver a informação, mas logo voltou - Num desses casos de seu Tou-san com um demônio, ele engravidou-o... O Sasu é o filho dele.
- Nani?! - o garoto ficou atónito com aquela última informação. Pensou muito bem e depois concluiu, ainda mais nervoso. - E-Então... O Sasu... E eu... Somos... Irmãos? - ficou choroso, doía muito saber aquilo.
- Infelizmente sim meu filho... - abraçou forte o menor, não gostava de vê-lo sofrendo - Calma meu lindo, vamos resolver isso... Você pode acabar se apaixonando por outro garoto, existem muitos anjos bons pra você no céu.
- Não! - gritou, exaltado. - Eu quero o Sasuke! O Sasuke, o Sasuke! Não quero anjo nenhum, não quero saber se ele é meu irmão ou não. Eu quero e vou ficar com ele. - parou de se exaltar e respirou fundo. - O que ele acha disto?
- Não sei Naruto, mas eu não vou deixar você ficar com seu irmão, principalmente por ele ser um demônio. - fechou a cara, estava muito bravo - Se eu souber que você andou tendo mais alguma coisa com ele... Eu mato seu Aniki.
- O Kashi Tou-chan não deixaria. - rosnou, olhando ferozmente para Minato. Nunca olhara assim para ninguém. - E ele não é um demónio.
- Ele é meio anjo meio demônio, e como foi criado pelos demônios é mais demônio do que anjo... - olhou com fúria para seu filho - Se me desobedecer mato o Sasu e você nunca mais vem a Terra, te mando de volta ao céu e nem seu Tou-san vai conseguir te tirar de lá Naruto, nem ele. - sua voz era forte, autoritária, não estava brincando.
- Tu não consegues matar o Sasu, já disse! - lavou os cabelos e saiu do banho, correndo choroso.
- Volte aqui Naruto, sou seu pai, me respeite. - gritou saindo atrás de Naruto logo em seguida - Vai mesmo me desafiar? Se arrependerá disso moleque.
- Vou procurar o Kashi Tou-chan! - está certo que não conseguiria. Voava mal e não sabia bem onde era o local onde Kakashi se encontrava. Mas iria rezar.
- Pode tentar, mas não vai conseguir. - deu as costas ao filho, estava irritado, e sabia muito bem aonde iria... Falaria com certo anjo que também não concordaria com aquilo que estava acontecendo.
†
Minato mais do que depressa foi até o céu, sabia que não devia deixar Naruto sozinho na Terra nos tempos atuais, mas precisava falar com Sasori, anjo esse que sabia que poderia ajudá-lo. Ao chegar aos portões notou não ter nenhum dos anjos de guarda por ali, acho estranho, mas entrou, e o que viu a seguir não o agradou em nada. Vários corpos de anjos estavam caídos no chão, todos vivos ainda, mas sabia ser por pouco tempo. Avistou Sasori ao longe e foi em direção ao ruivo.
- O que ouve Sasori, o que aconteceu por aqui? - ainda estava chocado com o que via.
- Fomos atacados. Precisamos de Deus cá em cima, Minato. - falou o ruivo, preocupado. - A Tsunade impediu o resto e foi procurar o culpado.
- Entendo... Infelizmente Deus não poderá vir para cá antes da guerra, ele está se fortalecendo. - olhou em volta, seu coração apertou - Vim aqui para pedir sua ajuda, acha que poderia fazer esse favor a mim?
- Que tipo de ajuda? - perguntou, sorrindo ao loiro. - Posso ajudar se estiver ao meu alcance.
- É o Naruto, ele se envolveu com quem não devia e agora não quer de jeito nenhum de ficar sem aquele moleque.
- E onde é que eu entro? - perguntou o outro arcanjo.
- Sasori, meu filho está se envolvendo com um demônio, preciso da ajuda de alguém para me livrar daquele merdinha, infelizmente ele é irmão de um demônio muito forte.
- Não podemos esperar pela Guerra?
- Infelizmente, a situação é muito delicada. - encarou o ruivo nos olhos - Achei que me ajudaria, afinal até onde eu saiba você não gosta muito de demônios não é. - olhou para Deidara que estava um pouco longe deles.
- Tudo bem, eu faço. Onde é que ele está? - tomou logo a sua forma humana. A sua expressão era muito séria.
- Vamos para a Terra, ele vive perto do Naruto e estuda na mesma escola que meu filho. - andou com Sasori até fora dos portões e de lá foram para a Terra num piscar de olhos.
Assim que chegaram a Terra, rapidamente localizaram o rapaz. Pelos vistos, este estava no jardim local, sentando num banco e olhando o enorme e bonito lago. Parecia muito distraído. Sasori pôs um sorriso bonito no rosto e aproximou-se de Sasuke.
- Olá.
- Oi. - olhou aquele ruivo de cima a baixo, era muito bonito, mas o mais estranho era estar falando consigo - Posso te ajudar em alguma coisa?
- Preciso de te contar um segredo. - o seu segredo eram as frases latinas do exorcismo que ele bem conhecia.
- Um segredo? - levantou e olhou bem nos olhos daquele homem - Eu nem te conheço, não me venha com segredinhos meu senhor.
Fez uma careta e começou a citar.
- Regna terrae, cantate deo, psallite dominio… Tribuite virtutem deo. Exorcizamus te, omnis immundus spiritus, omnis satanica potestas, omnis incuriso infernalis adversarii, omnis legio, omnis congredatio et secta diabolica…
- Mas o que... - não pode terminar de falar, seu corpo começou a ficar estranho, doia tudo dentro de si, olhou em volta e viu Minato perto de onde estava... Aquele que estava consigo só poderia ser um anjo também. Tentou se mexer mas não conseguiu, pelo jeito aquele seria o seu fim.
À medida que ia dizendo aquelas palavras, Sasori ia gargalhando.
- Ergo… Perditionis venenum propinare. Vade, satana, inventor et magister omnis fallaciae. Hostis humanae salutis. Humiliare sub potenti manu dei. Contremisce et effuge. Invocato a nobis sancto et terribile nomine. Quem inferi tremunt… Ab insidis diaboli, libera nos, domine. Ut ecclesiam tuam secura tibi facias, libertate servire, te rogamus, audi nos. Ut inimicos sanctae ecclesiae humiliare digneris, to rogamus audi…
No momento seguinte, passou-se tudo muito rápido. Sasori voou metros de distância e chegou a desaparecer da vista de Sasuke. Parecia que tinha sido acertado com um enorme soco no corpo.
- Nani? - Sasuke não entendia o que havia acontecido, momentos antes estava sendo exorcizado, agora sentia seu corpo livre. Olhou para onde Minato estivera e viu o mesmo ir embora.
- Minato! - uma voz grave ecoou. Continha fúria e raiva.
Minato ao ouvir aquela voz sentiu seu corpo inteiro arrepiar, mas não voltou, sabia o que enfrentaria desde o começo, e não se arrependia nem um pouco, só se arrependia de não ter conseguido exorcizar o desgraçado do Sasuke, sabia ser mais rápido que Sasori naquilo, mas não queria ser visto pelo menor, coisa que infelizmente não aconteceu.
- Kakashi-tousan? - estava confuso e machucado, aquela não podia ser a voz de seu pai, ou podia?
- Sasuke. - Deus aproximava-se do moreno. Abraçou-o por trás e aconchegou-o nos seus braços.
- Eu achei... Eu achei que fosse morrer agora. - sua voz era baixa e fraca, nunca havia sentido tanto medo quanto sentiu ali, e ter seu pai lhe fazendo carinho era maravilhoso - Arigatou por me salvar Tou-san... Arigatou.
- É mais do que o meu dever, Sasu. - acariciou-lhe o corpo e fê-lo sentir melhor. - Amo-te, meu filho. Não deixaria que morresses. - estava todo molhado.
- Como soube que eu estava em perigo? Pelo que ouvi esses tempos atrás estava longe daqui. - fitava o maior nos olhos, sentia muito amor, paz e generosidade saírem dali, coisa que até pouco tempo não sabia dizer o que era - Foi o Naru que mandou o Minato fazer isso comigo?
- Não. Tenho quase a certeza de que foi o Minato que quis separar-te, definitivamente, do teu Otouto. - parecia misterioso. - E eu soube que estavas em perigo porque eu pus um pequeno selo em ti quando nos encontrámos pela primeira vez. - sorria. - E o meu corpo começou a arder.
- Um selo? - olhou seu corpo - Onde? Como o Itachi não notou? - fazia cara de pidão, queria respostas o mais rápido possível, mas queria mesmo era estar com seu loiro - Eu quero ficar com o Naru Otou-san, não quero ficar longe dele, eu o amo tanto...
- Primeiro, o selo está no fundo das tuas costas; Segundo, o Itachi não notou porque eu sei fazer as coisas como deve de ser; Terceiro, por mim, vocês ficam juntos e ponto final. Nada mais me agrada do que ver os meus dois filhos felizes.
Sasuke não disse nada, apenas sorriu e abraçou forte seu Otou-san. Lágrimas de felicidade e tristeza caiam de seus olhos, por um lado estava feliz de saber que o maior gostaria que ele e que Naruto estivessem juntos, por outro sabia que o outro Otou-san de Naruto não queria-o com o loiro...
- Otou-san, o que faço para ficar com o Naru? O Minato não deixa, apenas o senhor está do nosso lado.
- Hmm... Para já, eu vou falar com o Minato. Ele tem que ouvir. Depois falo contigo, meu filho. - deu um selinho no rapaz e começou a andar, puxando-o consigo. - Vou levar-te a casa.
- Nani? - olhou espantado a Kakashi - Me desculpe, mas... Está ficando louco? Vai haver uma guerra lá se eu aparecer depois do que o Minato fez.
- Então queres ir para onde?
- Não sei... - disse baixinho, quase que num sussurro - Faça o que quiser, me leve onde achar melhor.
- Queres que te leve ao céu? - pegou Sasuke ao colo como se nada fosse.
Só ficou olhando Kakashi, nada disse, mas no fundo achou ser brincadeira, como ele sendo um demônio poderia entrar no céu? Talvez com Deus ele pudesse...
- Eu devia estar indo para lá, até porque acho que não está tudo bem lá em cima. - desapareceu dali, levando o seu filho consigo. Logo à entrada, viu vários anjos caídos. Engoliu em seco e abriu as portas com um pensamento. Mais havia ali. Encontrou Tsunade. - Quem foi o responsável por isto?
- Kami? - fez uma vénia e ajoelhou-se. - Foram dois demónios. Alguém os deixou entrar.
- Eu sei quem foi. - Sasuke se pronunciou um pouco receoso - Ouvi o nome do anjo numas das reuniões que participei... Na verdade a única que participei até agora.
- Quem foi? - perguntou Kakashi, semi-cerrando os olhos.
- Se não me engano o nome era... Yamato. - respondeu olhando para seu Otou-san - Não tenho certeza, mas era algo parecido com isso.
- O arcanjo? - Tsunade estava incrédula. - Aquele...!
Deus fechou os olhos e concentrou-se. Pelos vistos, Yamato não iria mostrar-se. Conseguia senti-lo sentado no seu lugar. Estava impávido e sereno.
- Achou ele Otou-san? - Sasuke observava atentamente Kakashi, umas poucas vezes olhava em volta, o céu era bem diferente do que sempre achou, mas logo sua atenção voltava para Kakashi novamente.
- Achei sim. E ele vai ver. Ele vai ser banido. - rosnou.
- Só? Meu Aniki mataria ele logo... - se arrependeu de dizer isso no mesmo instante, Tsunade olhava para si com cara de poucos amigos.
Kakashi riu.
- Quando eu digo banir, é isso mesmo. Geralmente, arrancamos as asas. - falou.
- Oh, entendi. - deu um sorriso travesso - Como eu gostaria de poder matar um arcanjo de alto nível... - era para ser apenas um sussurro, mas acabou falando auto demais e Kakashi pode ouvir.
- Não sejas assim, Sasuke. - olhou furioso para o filho.
- Gomen... Mas sempre quis achar o maldito anjo que matou meu Otou-san. - olhou para baixo - Esmagaria ele todinho, arrancaria pena por pena de suas asas, fá-lo-ia pedir para morrer...
- Fui eu. - respondeu, olhando sério para o moreno.
Keizoku...
