Desafiando Deus

Capitulo 10 – 'Anjo ou demônio'

"Kagome arregalou os olhos imaginando a fúria que despertara no demônio. – "eu vou apanhar!!" "

Tentou levantar, mas a posição não a favorecia, ainda mais com ele a segurando pela cintura. A jovem arregalou ainda mais os olhos ao ouvi-lo rir. – "acho que eu despertei o lado black dele de novo..." – o demônio retirou as mechas de seu cabelo que cobriam seu rosto e Kagome constatou que ele não estava bravo. Ria de uma forma que a púbere jamais havia imaginado. Foi inevitável não rir junto. Ficaram assim por alguns instantes. Kagome deitada sobre ele, com a cabeça apoiada em seu peito e sendo abraçada pela cintura pelo demônio. Ambos em uma crise de risos.

– isso foi ridiculamente... Cômico! – ele sorriu enquanto regularizava a respiração.

– achei que estivesse bravo...

– fazia séculos que não me divertia assim...

– podemos fazer mais vezes se quiser...

– tu estás mesmo disposta a me suportar?

– não tenho outra opção não é? Além do mais... Não esta sendo um sacrifício tão grande como pensei...

– quer dizer que gosta ao menos um pouco de mim?

– acho que... Sim-

Ele a puxou pela nuca tomando seus lábios em um profundo beijo. Kagome relaxou o corpo tornando seus corpos ainda mais colados.

Abriu os olhos devagar e se viu novamente em seu quarto. Estava abraçada a ele, vestindo ainda sua camisola.

– uma ilusão? – ele sorriu, a virou para a porta do guarda-roupa, e a abraçou pelas costas.

– posso ter meus truques... – afastou o cabelo da jovem de seu pescoço – mas sempre cumpro com a minha palavra! – lhe deu um suave beijo na base do pescoço e a soltou dirigindo-se para a sacada. Kagome tocou delicadamente o tecido do vestido e abaixou-se para pegar a caixa de veludo negro que estava no chão. Dentro dela estavam as jóias. Virou-se para o demônio que a observava.

– muito obrigada!

– promessa é divida, não é verdade? – ele subiu no parapeito e preparou-se para pular.

– é incrível mas... Ainda não sei seu nome...

Ele sorriu e olhou a lua – minha mãe disse que o mundo me daria um nome... Nunca entendi o que ela quis dizer...

– ela devia te chamar de algo, não é mesmo?

– ela me chama de... Meu anjo... – ele riu – irônico não acha?

– talvez... Ela consiga enxergar... Através dessa máscara que você usa... Como eu...

– quem sabe? – pulou. Kagome correu e debruçou-se na tentativa de encontrá-lo, porém não havia deixado nenhum rastro.

– "o que você é afinal? Um anjo malvado ou um demônio bonzinho?" – riu de seu próprio pensamento. Ao deitar-se notou que o relógio marcava pouco mais de meia noite. – "mas... ele já foi... será que..?" – ajeitou-se em meio as almofadas e sorriu. – Obrigada... Por me deixar descansar essa noite...

o0o0o0o0o

A jovem empregada cortava, ou talvez esquartejasse um infeliz legume. A velha senhora a observava, entediada, enquanto colocava alguns pedaços de frango em uma panela repleta de líquido.

– estamos fazendo uma sopa... Não um purê... – comentou.

– foda-se...

Colocou a travessa nas mãos da senhora e jogou o corpo em uma das cadeiras.

– posso saber o porquê desse mau humor todo?

– como se não soubesse...

– tu és tão insaciável... Não pode deixar seu ego atrapalhar teus objetivos...

– e quais são meus objetivos?

Kagome entrou na cozinha como um cãozinho farejando o ar.

– da pra sentir o cheiro lá do ateliê... Ta booom!!

A governanta sorriu. – a sopa é só para o jantar! Nem pense em tocar nela antes disso!

– "acho que to dando intimidade de mais..." – a menina saiu do aposento, cabisbaixa, e voltou a sua sala de pintura. Kaede acarinhou a morena debruçada sobre a mesa.

– porque não vai dar uma vota no jardim, minha querida? – a menina ergueu o rosto apreciando a idéia. – quem sabe encontre um anjo pra fazer-te esquecer os problemas?

– a senhora heim!? – saiu.

Kaede sentou-se na mesma cadeira em que a moça havia estado e suspirou. – esses jovens... Querem que tudo se resolva instantaneamente... e perdem o prazer de apreciar as mudanças que chegam com o passar do tempo...

o0o0o0o0o

Kagome assinou a tela e olhou-a orgulhosa. Estava retratado ali o jardim lateral da mansão e uma parte do bosque ao amanhecer. Tudo que era possível ver da grande janela do salão do segundo andar. Espreguiçou-se e desembrulhou um bloco de argila. – "acho que vou precisar de bem mais que um quilo...".

o0o0o0o0o

Sango observava uma roseira. O dia já estava acabando e a noite prometia chuva.

– uma flor admirando outra flor? – Sango assustou-se com a repentina presença do jardineiro.

– "não percebi ele chegando!?" Ola, senhor Miroku! – cumprimentou-o ainda mantendo o olhar sobre as flores.

– para que tanta cerimônia? – o rapaz parou ao seu lado – sabe quem eu sou... Assim como sei quem tu és...

– tão pretensioso...

– assim parte meu coração, querida. – falou irônico.

– não fale de coisas que eu não compreenda...

Ficaram calados alguns instantes. Apenas fitando-se. Miroku a puxou pela cintura e prendeu seu queixo entre o polegar e o indicador.

– e o que tu compreendes? – perguntou amoralmente.

– que nossas vidas vão além da compreensão...

– e que nossos sentimentos não terão perdão? – completou.

– a pena será pior pra ti do que para mim...

– por isso... – aproximou-se de seu rosto – quem deve se preocupar sou eu... – juntou seus lábios. Sango o trouxe para mais perto de si. E ali ficaram, em meio às flores, a trocar carinhos.

o0o0o0o0o

– vovó Kaede, onde está Sango? – perguntou Kagome que terminava o jantar.

– não faço idéia, minha senhora...

– estranho... Não a vejo desde a tarde...

– deve estar por ai... Não se preocupe, Sango sabe se virar muito bem...

Kagome sorriu. – antes que eu me esqueça... Encomendei umas coisinhas, talvez cheguem amanhã... Mande colocar no meu ateliê, por favor?

– claro... Mais alguma coisa?

– chegou alguma carta pra mim?

– oh havia esquecido! Perdão senhora! – a governanta puxou um envelope de cima do armário e entregou a Kagome – chegou ontem pela tarde. Minha cabeça não é mais como antigamente...

– ah tudo bem! Obrigada vovó! – a jovem saiu da cozinha e se dirigiu à seu quarto enquanto lia o remetente.

– "estava demorando de mais para me mandar noticias, querido...".

Continua...

o0o0o0o0o

Reviewer: "o que você é afinal? Um anjo malvado ou um demônio bonzinho?" Adorei essa parte! Da onde você tira essas coisas! xD Adorei o capítulo! 'Minha mão me CHAMA', verbo no presente! A mãe dele tá viva?? Será? E quem é o 'querido' da Kagome? O Meu Anjo ou o último citado? Cap. 11!!! Pelo amor de Deus! Bjin! .

o0o0o0o0o

Writer: Olá! Às vezes eu acho que to confundindo a cabeça de vocês '' Muitos beijos nesse capítulo... Não gostei... Não que eu não goste de beijos... (adoro por sinal) apenas não gosto de descrevê-los... Por um único motivo: eu exagero... Dentro da minha cabecinha a Sango e o Miroku rolaram na grama, mas a Sango jamais faria isso (às vezes a sanidade aparece...) no coments pra cena na escada... (tinha virado uma coisa absurda na minha mente... Tive que fazer 'ele' ir embora mais cedo...). Pensando ainda na possibilidade de escrever o hentai... Ainda to na duvida... (será que eu coloco? Mas de quem??? O.o'') é difícil escrever hentai . "" Vou ficando por aqui! Bjus a tds!!

O que sabes sobre anjos? E sobre demônios? Esqueça tudo...

Próximo capítulo: 'Os velhos olhos vermelhos' voltaram. E desta vez com o mundo aos pés. Abra sua mente... E absorva toda a verdade!