... Sei de um tratamento...

Capítulo IX – De partida.

Rin olhou ás horas, 20h35min e não conseguira descansar nenhum segundo. Sua cabeça estava processando milhares de pensamentos, dos quais, muitos não faziam sentido. De uma coisa sabia Sesshoumaru não iria deixá-la por morte, mas pela doença. Seria levado a Londres no dia seguinte, não havia nada que ela pudesse fazer.

Suspirou, olhando pela janela. Uma chuva fininha caia lá fora, mas assim mesmo ela iria para o hospital.

- Mãe, eu vou voltar para ficar com o Sesshy. – disse ela pondo uma mochila nas costas.

- Rin, você jantou? Fiz isto para você levar, prometa-me que vai comer. – perguntou Maeda preocupada.

- Sim, mãe. Eu vou comer. – respondeu ela.

- Rin, onde está o Sesshoumaru? – perguntou Sango entrando correndo na cozinha.

- Ele está no hospital, minha querida. Ele vai embora amanhã. - respondeu Rin triste.

- Nem vou ter chance de me despedir. – choramingou a menina – Ele prometeu para mim que iria ficar.

- Mas ele precisa ir pequena. Precisar se curar, e quem sabe ele volta?

- Leve isto para ele, leve o senhor Plut.

- Mas ele é o seu preferido Sango.

- Não me importo mais. Quero que fique com ele, vai ajudá-lo a sarar mais depressa e voltar para gente Rin.

Os olhos de Rin encheram-se de lágrimas, ela abraçou forte a irmã e apanhou o brinquedo pondo-o na mochila. Vestiu sua capa de chuva e saiu na noite escura o mais rápido que pode até o hospital.

- Rin, não achei que fosse voltar. – disse o médico avistando-a – Não é necessário. Conseguiu contato com a família dele?

- Sim. – respondeu ela despindo-se da capa – E com o médico também, vão transferi-lo amanhã de helicóptero. Apronte tudo, sim?

- Melhor que isso impossível, estará tudo pronto. Ele continuará sedado.

- Obrigada Hiroshi.

- Que é isso Rin, disponha sempre. Você sabe que estamos aqui para ajudar.

- Onde ele está? Tem algum lugar que eu possa ficar perto dele? – perguntou ela.

- Você pode vê-lo através da janela do quarto, mas não pode entrar. Pode se acomodar na sala de espera do lado de fora. Venha.

Rin seguiu o médico até o quarto de Sesshoumaru e olhou pela janela indicada por ele. Sesshoumaru dormia profundamente, estava muito pálido e utilizando aparelho para respirar. O médico tocou seu ombro e saiu deixando-a sozinha parada ali. Rin colocou a mochila em cima de um dos sofás ali perto e continuou em pé olhando-o mais algum tempo. Aos poucos o hospital foi ficando vazio, restaram apenas alguns enfermeiros e médicos de plantão que ocasionalmente apareciam onde Rin estava.

- 01h37min.

Rin tirou o embrulho que Maeda lhe dera da mochila e começou a beliscar. Continuava sem fome, mas não podia ficar fraca agora. Alguns minutos depois se ajeitou no sofá e começou a cochilar. Os olhos estavam pesados, era difícil resistir.

Seu sono não durou muito, estava inquieta. Viu as horas passarem, as pessoas saírem e chegarem, mas o amanhecer nunca chegava.

Os primeiros raios de sol, só apareceram as 06h00min, pois o céu continuava nublado. De tempo em tempo Rin levantava e ia até a janela, observava Sesshoumaru como que esperando ele se levantar a qualquer momento e sair dali para abraça-lá. E assim a manhã passou, ao meio dia Maeda chegou.

- Não mãe. Não estou com fome mais uma vez. – disse Rin quando ela tentou obrigá-la a comer.

- Você precisa se alimentar.

- Eu comi o lanche que me deu ontem à noite, está bem? Mais tarde eu como esse.

- E como ele está? – perguntou Maeda indo até a janela.

- Na mesma. – suspirou Rin. – Mãe, vão levá-lo embora, eu... Eu não posso deixá-lo partir assim.

- Ah não? Então assuma a responsabilidade dele. Certo?

- A senhora não me entendeu. – respondeu balançando a cabeça. – Me deixe ir com ele.

- Acho que não entendi agora. – disse Maeda sacudindo a cabeça – Está me pedindo para deixá-la ir a uma cidade distante, sozinha, sem ter lugar para se hospedar e a única pessoa ' conhecida ' está permanentemente desacordada. Acho que não, não é?

- É exatamente isso. – respondeu Rin firme. - Quero estar ao lado dele, durante o tratamento. Sei que vai precisar de apoio, de consolo e carinho. Deixe-me ir mãe.

- E eu, não preciso de ajuda, sua irmã e todos os nossos hóspedes? Eu permitir que você começasse esse relacionamento, que eu nem sei se posso chamar de namoro. Mas não vou permitir que vá a lugar algum.

- Não posso deixá-lo partir assim. A senhora me disse que estava na hora de tomar minhas próprias decisões, essa é a segunda mãe. Vou dar um jeito, vou com o Sesshoumaru. Deixe-me tentar, por favor.

- Rin ... – a mãe começou em tom de repreensão.

- Não mãe ...

Neste momento um barulho forte começou a ser ouvido, o barulho cortava o ar, era um forte motor.

- O helicóptero. – Rin apressou para o lado de fora sendo seguida por Maeda e Hiroshi.

Chegou a tempo de ver a cópia de Sesshoumaru saltar. Eram os mesmos cabelos, porém mais novo, exatamente como na foto, estava acompanhado por uma mulher, também da foto.

Um dos enfermeiros aproximou-se, ele fez algo como uma pergunta, o enfermeiro respondeu apontando para Rin.

- Senhorita Higurashi? Eu sou Inuyasha Tashio, essa é minha esposa Kagome. Prazer. – disse o homem, a mulher ao seu lado sorriu. – Como está meu irmão?

- Ele continua sedado, esse é o doutor Hiroshi que tem o acompanhado até aqui. E essa minha mãe, Maeda Higurashi.

Os dois homens apertaram as mãos, Maeda sorriu

- Está tudo providenciado para a transferência. – disse Hiroshi.

- Este helicóptero é do hospital onde ele ficará, tem tudo que precisamos. Pode iniciar agora mesmo o processo.

Hiroshi saiu seguido por todos e entrou no quarto de Sesshoumaru, deixando-os do lado de fora.

- Essas são as coisas básicas dele, acho que somente o que podem precisar de imediato. – disse Rin entregando a Inuyasha uma pequena mala.

- Não tenho palavras para agradecer seu cuidado e atenção senhorita Higurashi. Há algo que eu possa fazer por vocês?

Rin pensou um momento, nada poderia ser feito, a não ser...

- Há uma coisa, muito importante para mim... – respondeu.

- Rin. – repreendeu Maeda.

- Me leve com vocês. Por favor, me deixe ir e não darei trabalho algum, eu posso me virar sozinha, mas me deixe acompanhá-lo onde quer que ele esteja. – pediu.

'Mais uma sofredora na mão de Sesshoumaru ' pensou Inuyasha.

- Sem problemas, a senhorita será nossa convidada, por tudo que tem feito até aqui. Se a sua mãe permitir.

- Como queira. – respondeu Maeda por fim.

Rin abraçou forte a mãe em agradecimento.

- Prometo que vou me cuidar e ficar em contato. – disse baixinho ao ouvido da mãe.

- E eu acredito. – respondeu a mãe.

Ela ainda acenava no estacionamento quando o helicóptero levantou vôo.

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Oieee...

Gente to correndo, desculpa, sei que esse capítulo ficou bem curtinho, mas não deu mesmo para aumentá-lo.

Também não pude responder as reviews, mas obrigado:

Hime, Lip, Yuki, Will.

E sejam bem vindas Sara e Chocoffe, também por te add como favorita.

Obrigadoooooooo!

Espero todos vocês nos capítulos adiante!

Kissus.

Neeko.