Dessa vez, eu realmente me superei no atraso

Quero dizer que fico muito feliz pelas reviews que recebo por esta fic, cada review é muito importante p/ mim!

Espero que gostem desse cap, não esqueçam de comentar

Boa Leitura! :D

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Uma breve olhada pelos corredores e Kagome voltou pela escada de incêndio que acabara de sair. Momentos depois ela voltava a passar pelo mesmo corredor dessa vez com o menino segurando sua mão. Andando cautelosamente.

– Tia, por que temos que ficar quietos?

– Por nada, meu amor, é só...

Kagome levou o dedo indicador aos lábios para que o menino fizesse silencio puxando-o para trás da pilastra, enquanto duas mulheres passavam rindo animadamente.

Quando as mulheres saíram de vista ela se olhou para o menino.

– É que tem muito gente trabalhando, então temos que ficar quietinhos, entendeu?

O garoto fez que sim com a cabeça. Kagome já via a porta de sua sala, faltavam poucos metros e nenhuma pessoa a vista, eles correram apressados, passaram pela porta e antes de fechá-la um sapato interrompeu. Kagome olhou para cima e viu Sango.

– O que foi, para quê essa pressa toda? – só então ela notou o menino na sala.

Kagome puxou a amiga para dentro da sala.

– O que ele faz aqui? Sabe o que vai acontecer se o...

– Eu sei bem o que vai acontecer e pode ser ainda pior, não sei se o sucesso da reunião conseguiu acalmar os ânimos dele depois de sexta

Sango não conseguiu segurar o riso quando lembrou o que Kagome contou sobre o ocorrido. Ignorando a lembrança ela olhou para o menino atrás de Kagome

– Oi querido, sua tia pegou você na escola, você se divertiu?

O garoto balançou a cabeça em sinal de sim.

– Eu pedi para sair no horário para buscar Hinna na escola, mas o Koji sai mais cedo, não tem com quem ele ficar, não tive escolha a não ser trazê-lo para o trabalho. Você não pode contar que ele está aqui.

– Tudo bem, desde o momento que você saiu hoje cedo eu percebi que tinha feito besteira com esse pimpolho – Sango disse, acariciando a cabeça de Koji

– O que posso fazer, nunca cuidei de criança, passear com eles, claro é bem simples, mas criar! É outra coisa

Kagome disse jogando a bolsa na cadeira. Koji apenas olhou triste, porém Kagome não notou que aquelas palavras magoaram o menino.

– Pois acho que resolvi o seu problema – Sango disse tranquilamente

– O que quer dizer com isso – Kagome deu atenção ao que a amiga dizia

– Encontrei a pessoa certa para cuidar dos meninos, seu nome é Mary, ela é casada, tem experiência com crianças e está precisando de trabalho

– Isso é ótimo! – Kagome disse com um sorriso de satisfação

– NÃO!

As duas se assustaram com gritou do menino, que correu para abraçar as pernas de Kagome

– Por favor, titia, não vai, não deixa a gente, não faz como a mamãe, por favor... – Koji entrou em prantos abraçado nas pernas de Kagome

– Calma – Kagome se ajoelhou para ficar a altura do menino – não precisa ficar assim, eu não vou alugar nenhum, a Mary vai cuida de você e da sua irmã pelo tempo que eu não puder, assim... - Kagome não sabia o que dizer - olha você não pode passar o dia na escola, não cozinho bem e nem cuido de vocês direito.

–A gente não liga, por favor, não deixa a gente

– Eu não vou deixar, mas preciso de alguém que me ajude, eu vou estar sempre perto de vocês, mas não posso fazer isso sempre!

Kagome disse olhando seriamente nos olhos do menino que a abraçou e chorou em seu ombro. Ela não os abandonaria, mas tinha que admitir que não poderia passar o resto da vida encontrando com Sesshoumaru. Com a morte da Rin ela sempre estaria lá para os sobrinhos, mas uma convivência com Sesshoumaru não faria bem, eles eram muito diferentes. Mas sempre protegeria os sobrinhos, eles seriam como filhos dela.

Koji estava jogando no computador de Kagome, enquanto ela e Sango conversavam encostadas na parede observando-o.

– Que situação, o que vai fazer Kagome?

– Não tenho muitas opções, preciso dessa tal Mary, cuidar deles está sendo mais difícil do que eu imaginava

– E a convivência com Sesshoumaru, melhorou alguma coisa?

Kagome deu um longo suspiro lembrando a noite anterior. Ele estava a seu lado, a camisa destacando os músculos, o sorriso inclinado e despreocupado, os olhos dourados tinham um brilho tão intenso, o riso que acelerava o batimento do coração e o cheiro da colônia masculina que penetrava, por um momento viu-se beijando-o e sentindo aqueles músculos.

– Está bem melhor - conseguiu dizer - mas não posso ficar perto dele, é o melhor, dê meu telefone para essa Mary, farei uma experiência com ela, verei como ela se dá com as crianças

– Quando vai contar para o Sesshoumaru?

– Ele sabia que isso aconteceria... vai ser melhor assim – disse a si mesma.

Kagome ficou pensativa por alguns momentos, Sango decidiu despertá-la de seus devaneios.

– Mas e então... por que demorou a voltar do almoço? Foi tão bom assim?

– A diretora, supervisora ou sei lá o que aquela mulher era, não deixou eu pegar o Koji, algo como "ensinamos responsabilidade, comprimento de horários e blá,blá, blá..."!

Kagome disse imitando a voz da Srta Darshwuld

– Foi só isso? – Sango disse desconfiada

Kagome deu um longo suspiro, não sabia como, mas Sango lia sua mente.

– Qual é Kagome, você sabe que não pode esconder nada de mim, pare de nos fazer perder tempo e me conte logo, o que atrasou o seu almoço?

Sango perguntou com um sorriso malicioso nos lábios.

– O nome dele é Bankotsu, o conheci depois da discussão com a Darshwuld, trocamos algumas palavras e ele me convidou para almoçar.

– E o que teve nesse almoço? – Sango disse com um brilho no olhar, fazia tempo que Kagome não saia com alguém

– Não seja enxerida! E já disse, não foi nada demais, o conheci na escola, conversamos, ele convidou para um almoço e aceitei, estava eu, ele, o Koji e a filha dele, uma menina linda que se chama Sarah. É isso!

– E quando vão sair de novo?

– Não vamos, já tenho proble... – Kagome parou ao ver Koji – questões demais para resolver, além do mais: um caso, pois tenho certeza que é exatamente isso que ele quer, não faz parte dos meus planos

– E pelo visto nem viver. Ter um caso de vez em quando faz bem pra alma e alto estima - Sango disse com um sorriso nos lábios

– Diz isso pela sua relação com o Miroku? – Kagome falou com um sorriso travesso nos lábios, fazendo Sango ficar vermelha – você tá com esse cara desde que eu fui para Londres, não vai casar não? O pobrezinho vai sempre à trás de você, um dia ele desiste.

– Desiste nada, temos uma relação aberta e sem cobrança. Mas olha só quem fala! Que eu saiba a senhorita é quem devia estar casada e com filhos para criar.

– Filhos e casamento não estão nos meus planos, por enquanto. Quis seguir com a vida, focar no trabalho. Kouga entende, por isso resolvemos tudo quando vim pra cá.

– Ele não vai esperar a vida toda por uma decisão sua. Por que não casa com Kouga e forma logo uma família?

– Tenho preocupações maiores no momento – disse olhando para Koji, distraído mexendo no computador

Sango olhou triste para a amiga, sabia que as crianças preisavam de Kagome, mas ela não podia viver daquele jeito e disse com a uma voz melancólica

– Eles vão se recuperar, Sesshoumaru vai seguir com a vida... quem sabe até casar de novo... e você vai ficar aí pensando na oportunidade que perdeu de constituir uma família

Kagome apenas olhava fixamente para o sobrinho, olhos dourados como os do pai, cabelo branco, era a cara de Sesshoumaru, mas tinha a personalidade da mãe, era meigo, sensível, se preocupava com as pessoas em volta... bem diferente do pai que não passava de um egoísta que acreditava que o centro girava em torno de si. Ao contrario do irmão, Hinna tinha um gênio um tanto forte, é decidida, no enterro da mãe estava triste, mas ao mesmo tempo distante, se mantinha presa a dor, o que não era bom para uma criança, ela tem os cabelos de Rin, os olhos de Sesshoumaru e provavelmente a sua personalidade.

– Entenda uma coisa Sango. Estou ajudando Sesshoumaru, mas isso de forma alguma muda a minha opinião sobre ele, amo essas crianças e é por ela que faço isso. Logo irei embora e tudo será esquecido, não passarei de uma lembrança, eles vão seguir com a vida e... e é isso que eu quero, vai ser o melhor para todos – mas ela não sabia demais nada

Kagome precisava se afastar, a presença de Sesshoumaru a perturbava, a noite anterior, compartilhar aqueles poucos minutos a seu lado, em como a presença dele à atormentava e ao mesmo tempo a fazia desejar nunca se afastar, de sentir o cheiro da colônia, de senti-lo acariciar a sua pele... impulsos que deviam ser contidos a todo custo, não era certo com Rin, mesmo que a irmã não tenha agido certo no passado, ela não a desrespeitaria da mesma maneira.

– Vamos querido? Ainda temos que buscar a sua irmã e ir ao balé.

– oh tia, eu não quero ir – Koji disse emburrado

– Não obrigue o menino Kagome, você também sempre detestou essas coisas

– Mas a questão não sou eu, e sim a irmã dele. Vamos, acabou a farra no computador mocinho, hora do balé!

– oh, vai ser uma dia muuuuuuuuuuuuuuuuito cansativo – Koji saiu raclamando

Um barulho de carro sendo estacionado foi ouvido, era Sesshoumaru, Kagome já tinha se acostumado com o som que o veículo fazia, mas não tinha se acostumado com as o batimento rápido de seu coração fazia, ela se sentia uma tola, tantos anos, já devia ter perdido essas tolas reações juvenis.

Ele entrou e ela estava sentado no sofá, as pernas estavam uma em cima da outra e ela digitava incessante no notebook.

– O jantar está no fogo, se quiser algo...

– Não há necessidade, estou sem fome

Nesse momento Kagome olhou para ele, teria jantado na casa da outra? inconscientemente ela balançou a cabeça em sinal de negação, aquilo não era assunto dela, não importava o que ele fizesse, aquele era o Sesshoumaru que ela conhecia. Ela então fechou o notebook e olhou seriamente para ele.

– Então é melhor guardar na geladeira - Kagome disse levantando do sofá, ela estava um pouo apreenssiva – Temos que conversar

Sesshoumaru ergueu a sobrancelha, bem típico dele. Aquele porte atlético desde o colégio, a postura mostrando que estava "acima de todos"

– Bem... já havíamos conversa...

Kagome fazia rodeios para falar o assunto

– Onde estão as crianças?

Foi a vez da Kagome de erguer a sobrancelha, perguntar dos filhos era um ponto a favor, mas interrompê-la fazendo pouco caso do assunto, era a cara dele.

– Estão dormindo, já passa do combinado, devia estar aqui há mais de uma hora

– Tive uma reunião de trabalho, as coisas estão uma bagunça por lá

Kagome se perguntou se devia acreditar nele, mas no final das contas não importava, logo as visitas que faria as crianças ficariam cada vez menos freqüentes e, como Sango disse, Sesshoumaru pudesse se casar de novo, mas definitivamente isso não seria problema dela, amenos que envolvesse os sobrinhos.

– Não me interessa as coisas que faz, a única coisa que peço é que respeite o combinado de chegar no horário – Kagome disse de maneira fria

– Imprevistos acontecem em todas as profissões, não é culpa minha.

Disse retirando o terno e jogando no sofá ao lado de Kagome. Ela pode sentir o cheiro da colônia masculina inebriante, misturado ao de whisky. Kagome colocou o notebook ao lado e se levantou para ficar cara a cara com ele, o que era um tanto difícil, pois apesar de ser uma mulher alta, ela ainda ficava quase um palmo abaixo do queixo dele.

– Desde o inicio estávamos cientes de que essa situação seria provisória, ambos trabalhamos e...

– Feh – Ela ouviu Sesshoumaru fazer o som de deboche

– Algum problema?

– De modo algum, continue. – ele cruzou os braços frente ao peito deixando as marcas dos músculos

– Já encontrei a substituta que pode cuidar das crianças, ela começa...

– Como assim?

O rosto de Sesshoumaru, antes passivo, ficou transtornado. Era absurdo Kagome iniciar uma busca por alguém sem antes tê-lo consultado, ele não poderia aceitar isso, ela passou da autoridade dele

– Já havíamos discutido isso

– Não, você cogitou, eu não aceitei

– Não havia o que aceitar, é o certo a se fazer, sabe que ao posso ficar com eles para sempre

Kagome falou mais baixo na tentativa de fazê-lo entender, ele parecia ter se esquecido que as crianças dormiam no andar de cima

– Isso é absurdo, não posso pagar alguém

– Não vou ser sua empregada e nem cuidar das crianças só por que você quer economizar alguns trocados, gosto delas, mas não vou me sujeitar a isso!

– Bem típico de você, faz tudo as escondidas – ele disse ainda mais transtornado, porém falava mais baixo – age como se os outros não importassem, não liga pra nada, faz tudo do jeito que quer...

Sesshoumaru começou a avançar sobre ela como um cão raivoso, Kagome recuava ouvindo seus esbravejos.

– Eu...

– Você sempre faz isso, toma toda e qualquer decisão sozinha, não precisa de ninguém, não dá satisfação a ninguém, faz o que quer

– Estou apenas ajudando com as crianças você sempre soube que seria provisório – Kagome tentou se defender

– Exatamente, mas não sabia que seria cruel ao ponto de abandoná-los tão rápido, eles acabaram de perder a mãe! Estão sofrendo, vêm em você alguém em quem confiar – ele disse bloqueando, sem perceber, Kagome contra parede – alguém que é importante e quer tirar isso deles assim... do nada, assim como a Rin, você quer partir

– Não diga asneiras! – ela disse percebendo-se encurralada – não vou a lugar algum, mas isso não faz bem a nenhum dos dois, ambos sabemos que NUNCA conviveríamos bem, mais cedo ou mais tarde sempre há uma discussão e não seria justo com as crianças

– Por que sempre faz isso? Por que tem sempre que fazer do seu jeito, sinceramente, já estou farto dessa baboseira toda. Dessa sua mania que tanto me irrita, pensa neles? Se pensasse não faria isso!

Ele disse empurrando a mais para a parede. Seus corpos estavam próximos, ele a sentia lutar com a aproximação, mas algo o controlava, ele não conseguia resistir ao desejo de senti-la, de acariciar-lhe a pele, deixou-se levar ao desejo de tê-la.

– Você brincou comigo Kagome... – ele sussurrou colado o corpo ao dela, aponto de poder sentir o compasso do coração, ele batia do mesmo jeito quando se conheceram, do mesmo jeito quando ele se aproximava e sussurrava em seu ouvido, era a mesma Kagome, a sua Káh

Ela sentiu um arrupio percorrer pela sua pele com as palavras dele, ele a beijou, segurando sua nuca e acariciando a cintura da garota, ela tentou se desvencilhar, mas não havia para onde correr, até que pouco a pouco ela deixou-se levar pela sensação de tê-lo, respondeu ao beijo ansiando por mais. Ele explorava cada canto da boca dela, as mãos deslizavam por seu corpo e subiam buscando pelo seu seio. Só então ela se deu conta do que estava fazendo, foi então que ela o empurrou com dificuldade, aproveitando do pouco espaço que ganhou correu, afastando-se dele

– O que pensa que estava fazendo?

Disse passando as mãos nos lábios. Ele parecia não entender o porquê da reação dela, era obvio oque ele estava fazendo!

– Ora Kago...

– Você casou com a minha irmã, não há mais nada entre nós, então fique bem longe de mim e esqueça que um dia houve esse"nós"

Kagome pegou o notebook no sofá e foi para a porta

– kagome... - ele disse puxando-a pelo braço

– Eu já disse, não quero saber de você, já me magoou o suficiente por uma vida, eu segui em frente, faça o mesmo, mas diferente do que você fez, respeite a memória da minha irmã

Você vem falar de respeito? - disse em voz baixa, mas ao mesmo tempo áspera

– Eu já disse p/ me deixar em paz, o que eu tinha que resolver com você, fiz há 11 anos atrás

Dizendo isso ela puxou o braço e correu para dentro do carro. Só podia estar louca, beijar Sesshoumaru? Já cometeu o erro de se envolver com ele uma vez, pagou caro com isso, Rin teve o destino ainda pior, precisava se afastar, tinha que se afastar de qualquer jeito

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Sinto muito, nem sei o que aconteceu,

quando mal percebi já tinha se passado quase 4 meses,

não acredito que passei TANTO tempo sem postar. Pessoal sinto muito mesmo,

as coisas quando menos percebi se acumularam, tenho pouco tempo on, então não tive como finalizar o cap(estava quase concluído há 1 mês atras)

Mas quero agradecer a todos que mandaram reviews, me sentia péssima por não conseguir postar, então tô aproveitando esse tempinho p/ atualizar as coisas

Não posso responder dessa vez, mas agradeço a todos, muito obrigada: Relena-Chan, Aryel-Chan, Yogoto, Mandy Alencar e Lu. Cada uma foi muito importante p/ mim :D

Comentem o que acharam deste cap e se tiver alguma critica ou sugestão, mande também!

*Qualquer erro que tenha deixado passar, mandem avisando que reparo*

Bjus e até o prox, MUITO OBRIGADA PELAS REVIEWS!