Observações:Essa fanfiction foi inicialmente traduzida por Nate e Mariana. Atualmente está sendo traduzida por Irene, Laisa, Laysa, Larissa e Letícia com colaboração de Illem, Jéssica e Laysa.
Disclaimer:Twilight e seus personagens pertencem a Stephenie Meyer. Wide Awake, cookies e únicornios pertecem a AngstGoddess003.
Capítulo 10. Wrathful Walnut Fudge – Doce Noz Indignada
EPOV
Eu deixei a Bella ir para a aula de inglês com um suspiro pesado. Eu quebrara todas as porras das regras. Mas eu não posso me arrepender. Eu assisti a cena toda da minha mesa. Minha corajosa garota com seu queixo levantado e ombros eretos, parecendo mais madura ao encarar o monstro de frente. Usando o pobre e desligado Emmett como um porco de cobaia. Eu estava orgulhoso. Depois fiquei esperançoso. Depois fiquei assustado. Depois fiquei puto.
Admito, embora fosse levar isso para o túmulo, que uma pequena parte do meu cérebro se perguntava se essa aversão da Bella era tão ruim quanto ela dizia ser. Eu nunca tinha testemunhado de primeira mão. E ela não tinha só me permitido tocá-la, mas também segura-la contra o meu corpo.
Era um pouco lisonjeiro que eu fosse diferente de todos os outros.
Mas quando eu vi aquilo acontecer, eu me senti um merda por até mesmo pensar nisso. Por que obviamente, era exatamente tão ruim quanto ela dissera. Aquele sentimento primário de culpa me afogava enquanto eu saía do refeitório. Felizmente, Jazz não havia notado o Estranho Colapso Emocional acontecendo diante dele. Eu então inventei uma desculpa de que ia fumar um cigarro, e corri atrás da minha garota.
Quando eu a encontrei nos fundos do colégio, toda encolhida e tremendo, era completamente o oposto da Bella que eu via no refeitório, pronta para enfrentar a face do monstro. Ela parecia uma menininha perdida, chorando e ofegando, e só precisando de alguém também fodido para abraçar. Então eu quebrei as regras. Por que o mostro venceu, e nada do que eu jamais tinha feito podia ser pior do que aquilo.
Mesmo assim, mais do que nunca eu precisa manter as regras. Por que se alguém descobri-se que a Bella dormia na minha cama toda noite, eles entenderiam tudo errado. Eles assumiriam tudo errado aquela merda. Ela seria a vitima, e eu o filho da puta manipulador. E a Brandon definitivamente me mandaria para a cadeia por causa dessa merda. E eu não a culparia nem um pouco.
...
Na semana seguinte, Bella e eu começamos uma perfeita nova rotina. Ela chegava cedo, às dez invés da meia-noite, me trazia o jantar, e eu ainda amava cada pedaço daquela porra, pedaço por pedaço. Ela ouvia música do seu lugar no sofá e me olhava comer. Se não estivéssemos muito cansados, ela lia um dos meus livros enquanto eu desenhava na cama e conversávamos sobre todas as merdas que acontecera no dia. Quando um de nós decidia que estava muito cansado, o outro parava para que pudéssemos ir para a cama. Era uma situação muito dependente. Sempre fazendo trocas.
Minha garota começou a se sentir mais confortável no meu quarto. Ela me disse que aquela primeira noite era como o santuário dela, e assim, eu garanti a ela acesso não restrito ao meu banheiro, o qual ela usou agradecidamente. Ela trouxe outra bolsa com ela, e sempre passava dez minutos no banheiro para se limpar a noite.
Quando estávamos prontos para dormir, deitávamos completamente vestidos por baixo das cobertas. Bella nunca tirava seu casaco, e eu não tirava minhas roupas do colégio. Eu achava que ambos estariam mais confortáveis com múltiplos tecidos entre nós. Pelas primeiras noites, ainda havia um desconforto distinto que pairava no ar enquanto subíamos na cama. Mas nunca durava até apagarmos as luzes. Era como instinto ou uma bosta assim. Se virar em direção ao outro sem hesitar, envolvendo-nos com os braços. A sensação da Bella passando seus dedinhos pelos meus cabelos sempre me fazia suspirar. Essa merda era fodidamente tão boa. Então, após alguns momentos ela começava a cantarolar para mim, e eu a abraçava ainda mais forte, o que parecia agradá-la. Acho que era essa a chave para Bella dormir. Ela gostava de ser abraçada, de se sentir segura. E por uma razão fodida, eu a fazia se sentir assim. Então eu nunca hesitava em agarrá-la para mais perto. E eu nunca conseguia evitar de fungar em seu cabelo para sentir aquele cheiro. Flores e cookies. Era como uma cantiga de ninar por si só.
Eu sempre dormia primeiro, mas não duvidava que minha garota ficava atrás de mim. Em algum momento durante a noite, nossas pernas se entrelaçavam.
Mas tínhamos o sono pesado. Eu quero dizer,realmente era fodidamente pesado. Nem a pior das tempestades de Forks poderia nos acordar. Nós nunca sonhávamos, e eu nunca me lembrava de nada da noite depois daquela música.
E nas manhãs, o alarme tocava exatamente às cinco e meia, até nos fins de semana. Bella odiava aquele alarme do caralho. Ela sempre me abraçava mais forte, esperando que o barulho ofensivo acabasse, mas eu sempre me afastava com um gemido. Por que eu odiava aquela merda também, e eu não podia esperar para fazer aquilo parar.
Ela gastava mais dez minutos no banheiro toda manhã. Fazendo todas as porras que as garotas fazem de manhã. Escovando os dentes ou o cabelo, ou pensando em como salvar os bebês baleias ou alguma merda assim. Foda-se se eu não sabia. O banheiro sempre ficava limpo de evidências quando ela saía e arrumava as coisas na mochila para ir embora. No caminho para a porta, ela sorria para mim e deixava um saco de cookies na mesinha de cabeceira. E eu sempre sorria de volta por que as porras dos cookies, faziam o meu dia.
Uma vez que ela estivesse segura no chão – às vezes, quando ainda estava muito escuro, eu espiava pelas cortinas para ter certeza – eu começava minha própria rotina matinal com uma ducha, me barbeava e agia como uma fodida pessoa normal uma vez na vida.
Jazz ainda estaria esperando por mim em sua varanda, mas geralmente eu chegava mais cedo que o normal. Agora que eu durmo, eu podia dirigir a toda velocidade sem me preocupar. No colégio era o mesmo de sempre. Eu ainda evitava todo mundo, incluindo a Bella. Eu ainda passava por ela no pátio, mas eu não me permitia olhar para ela, por que se eu olhasse, eu provavelmente sorriria pra ela. E todos iriam se perguntar por que Edward Cullen estava sorrindo para a garota nova. Foda-se também. Ela nunca pareceu ligar. E ela nem deveria, considerando que eu era mais próximo dela do que de qualquer um, incluindo Jazz.
Eu sabia que ela ainda estava tensa na escola. Ela fazia todo esforço necessário para manter uma distância de todos. Sempre com o capuz para cima e a cabeça para baixo, e nunca realmente falando com alguém, exceto a Brandon. Mas ela não teve nenhum outro colapso, ainda bem.
Eu sempre passava o almoço comendo seus deliciosos cookies. Jazz sempre encarava o saco curiosamente, se roendo para me perguntar onde eu os conseguia, mas sabendo que não podia. Então ele voltava a comer e sonhar acordado com a porra da Brandon, provavelmente. Eu não me importava. De vez em quando eu me permitia uma olhada na mesa da minha garota, onde ela estaria lendo. Ela me disse que Emmett nunca mencionara o incidente com o aperto de mãos novamente. Eu estava feliz com isso, porque eu realmente não queria meter a porrada nele. Eu tinha noção que não seria uma briga em que eu sairia sem nenhum arranhão. Ele é um enorme filho da puta. E Carlisle ficaria puto. Sem dizer que não seria culpa do Emmett.
Passávamos a aula de Biologia casualmente ignorando um ao outro. Nas raras vezes em que tínhamos que trabalhar juntos, falávamos o mínimo possível dentro das circunstancias. Newton sempre mantinha seus olhos cuidadosamente longe de nós.
Depois da escola, eu só dava carona pro Jazz e ia para casa. Eu esperava no meu quarto o Papai C. chegar em casa, e às vezes eu arrastava minha bunda pelas escadas para conversar um pouco com ele. Ele gostava dessa merda. Sempre ficava falando de algum novo equipamento médico ou um livro novo que ele lera. Mas eu sempre evitava contato com o Em. Ele ainda me irritava pra caralho.
E às dez, minha garota aparecia subindo pelo meu balcão, e começávamos a rotina tudo de novo. De todo modo, a rotina era perfeita. Depois de tê-la por uma semana, eu nem conseguia imaginar viver sem ela, nunca. E só me deixava mais determinado a manter as regras. Bella parecia mais feliz do que nunca. E isso me deixava feliz também. Ela parecia até mais saudável. As olheiras desapareceram completamente de seus olhos após alguns dias, e imagino que as minha também. Era como ser, humano pela primeira vez.
Em algum lugar do fundo da minha mente, eu sabia que nós estávamos ficando muito dependentes dessa rotina. Mas isso não poder ia durar para sempre. Então eu resolvi aproveitar ao máximo, enquanto eu podia.
BPOV
Uma semana inteira. Sete noites de completa bênção com Edward. Não era como nada que eu já tivesse experimentado. Eu esperava ansiosamente pelas dez da noite. Eu comecei a aparecer mais cedo. Eu disse a ele que era por que eu queria mais tempo para dormir, mas na verdade eu só estava impaciente para vê-lo. Para tocá-lo. Eu já até preparava os pratos favoritos de Alice, Esme e Edward, e depois guardava todas as sobras na minha mochila. Eu sempre começava uma nova fornada de cookies exatamente às nove da noite, e ao invés de três sacos Ziplock, agora haviam quatro.
Eu tinha que lutar comigo mesma para não sair pela porta antes das dez. E eu nunca via o relógio do meu microondas marcar dez e um. E se eu achava que era uma profissional, em escalar pilastras, eu poderia até escrever um manual agora. (Sempre iniciar no quinto degrau, evitar o décimo segundo da esquerda - ele arranha o tapume, quando chegar à varanda, suba um prazo adicional de seis degraus para a grade, para evitar o segundo da direita - tem uma fratura, se você pressionar o gradeamento interior, ele range ).
Edward sempre estava esperando por mim quando eu batia na porta, e ele sempre puxava meu capuz de minha cabeça assim que eu entrava no quarto. Por alguma razão ele não gostava do capuz. Ele comia no meio de sua cama, justamente como antes, e eu o observava comer, registrando cada gemido e elogio. Eu agia como se estivesse ouvindo música, mas eu só colocava um fone para que eu pudesse ouvi-lo melhor.
Em alguns dias, nós não estávamos realmente cansados para ir direto para a cama. Bem... Ele não estava cansado o bastante, eu sempre ficava impaciente para ir pra cama com ele, não importava se estava cansada ou não. Mas tirando minha impaciência, eu ainda gostava de sua companhia, e amava conversar com ele. Então eu pagava um de seus livros e tentava ler enquanto ele desenhava. Eu nunca ia longe o bastante no livro antes de começarmos uma conversa relaxada.
Eu tentava esperar até ele ficar cansado o bastante para dormir, mas na maioria das vezes eu não conseguia agüentar, e então fechava o meu livro para indicar que eu já estava pronta. Ele não parecia se importar de ter que parar de desenhar. Me deixava usar seu banheiro para eu escovar meus cabelos e dentes, e lavar meu rosto. Eu nem queria imaginar o horror que seria eu ir dormir ao lado de Edward com mal hálito. Ele nunca tomava banho enquanto eu estava lá, então eu assumi que ele tomava de manhã, como eu. Mas ele de fato passava um bom tempo no banheiro enquanto eu esperava por ele na cama.
Nós nunca trocávamos a roupa da escola. Era meio desconfortável, dormir com aquele casaco e com o jeans, mas eu me sentia constrangida de tocar no assunto. E por que sempre estávamos completamente vestidos, nós nunca sentíamos frio, nós nunca precisamos de cobertores. A coisa toda era muito intima, mas ainda era mais como um negócio. Mas eu não podia me importar. Eu estava aproveitando tudo o que eu podia. O que já era muito.
Assim que as luzes de apagavam, Edward nunca hesitava em se virar e me aninhar em seus braços. Eu amava isso. Eu vivia para isso. Minha cabeça sempre ia automaticamente para meu lugar em seu peito. Toda noite ele me abraçava progressivamente mais forte, e estar na segurança de seus braços sempre me relaxava. Ele amava quando eu acariciava seu cabelo; ele sempre suspirava quando eu fazia isso. E quando eu começava a cantarolar sua música, ele adormecia rapidamente. Eu ficava acordada por mais um tempinho, só aproveitando o momento e sentindo seu cheiro. Pressionando-me para mais perto dele e enroscando nossas pernas.
Nunca havia pesadelos, e eu acordava com aquele estúpido e maldito alarme. Eu o abraçava mais forte esperando que ele não se afastasse de mim, mas ele sempre o fazia. Mas estava tudo bem, porque eu sempre sabia que faríamos tudo de novo em dezessete horas. Não que eu estivesse contando nem nada.
Eu corria para o banheiro o mais rápido possível. Meu cabelo estava sempre uma bagunça. Edward sempre gostava de ficar enterrando o nariz nele. Assim como, é claro, eu não me importava nem um pouco. Eu guardava todas as minhas coisas, antes de deixar seu saco de cookies na mesa de cabeceira. E sempre fuzilava aquele despertador enquanto fazia isso.
Eu sempre chegava, em casa e tomava banho antes da Esme acordar, e normalmente fazia o café da manhã para Alice a tempo dela chagar na cozinha. Com a exceção de um certo, despertador, descobri que tinha bom humor de manhã. Quem diria?
No colégio usualmente meu humor se desfazia. Eu estava tão alerta da presença de todos, que parecia invadir a minha calma. Eu me esforcei mais do que nunca para manter meu estado catatônico. Acho que estava funcionando, por que eu não tive mais nenhum colapso.
Edward ainda me ignorava, mas eu nem esperava nada diferente. Ele me confortou depois daquele colapso e quebrou suas regras. Isso significava tudo para mim. Mas eu não esperava mais do que isso. Quando eu via ele, no pátio, sabia que só faltavam mais doze horas. De novo, não que eu esteja contando nem nada.Ele sempre tinha a mesma expressão de tédio no rosto, fuzilando ocasionalmente alguém que andasse perto demais dele.
E o almoço sempre era tenso. O pobre Emmett nunca mais tentou falar comigo depois das minhas desculpas na sexta, o dia depois do incidente. Além do mais, eu mantinha minha atenção no livro e cookies. Embora eu desse sempre uma olhada ou duas para Edward do outro lado do refeitório, onde ele sempre comia os cookies que eu deixava pra ele de manhã. Isso sempre me fazia sorrir. E eu não me importava nem um pouco quando ele me ignorava na aula de Biologia. Eu podia sentir seu cheiro do meu banco, e isso sempre acalmava meus nervos.
Alice e eu voltávamos para casa, e saímos depois da escola. Ela implorava para eu deixá-la me vestir, e eu recusava veemente. Quando ela ficava insuportável, tudo o que eu tinha que fazer era um comentário sobre o que Jasper estava usando naquele dia. Depois eu passava horas escutando ela falar dele. Era uma coisa que me fazia sentir como uma garota normal. A única exceção era eu não poder falar nada sobre Edward.
Eu não ignorava meus sentimentos pelo Edward. Eu sabia que gostava dele mais do que um amigo, e que eu adoraria que ele me visse desse jeito também. Mas estava bem óbvio para mim que não ele não gostava de mim da mesma forma. E não seria nada prudente de minha parte mostrar meus sentimentos para ele. Uma parte de mim esperava que ele finalmente me veria, como mais do que uma amiga. E outra, a maior parte de mim, se sentia egoísta por quer mais, quando eu já estava recebendo bem mais do que merecia.
...
Era Sexta-feira novamente, e eu estava na Educação Física, ansiosa para o fim de semana. Nós tínhamos que colocar aquele uniforme horrível, mas o professor me deixava usar meu casaco. Nós estávamos jogando basquete, e felizmente o time dos 'meninos e das garotas' jogavam separadamente, então eu não corria o risco de ser tocada. Infelizmente, meu bom humor não durou muito por que Jessica Stanley estava no meu time.
Ela estava a dois bancos de mim na arquibancada, seu cabelo nojento em todo lugar, e ela estava inclinada para a Samantha que estava ao lado dela enquanto ambas estouravam bolas de chiclete.
Jessica e Samantha estavam discutindo suas ficadas enquanto o time das garotas estava na arquibancada esperando os garotos terminarem o jogo. E eu lutei e me esforcei para não ouvir a conversa. Eu tentava me concentrar em qualquer outra coisa; a textura da bola que eu estava segurando, o absurdo de eu estar usando casaco com aqueles shorts, os ruídos dos tênis no chão da quadra enquanto os garotos corriam, eu até tentei colocar minhas mãos nos ouvidos. Eu queria ter meu próprio iPod, e tentei me distrair enquanto pensava em como fazer Alice comprar um para mim. Mas assim que o nome dele foi dito, minha mente automaticamente reagiu contra minha vontade e tudo ao meu redor se dissolveu, menos o som da voz estridente e nasal dela.
"Edward Cullen." Jessica disse assentindo com a cabeça. Eu não tinha idéia do que tinha sido dito antes disso, e não tinha chance de eu bloqueá-la agora. "Definitivamente a melhor transa de todas. Sem comparação."
Minha visão se tornou vermelha e meu sangue ferveu. Eu sabia que eles tinham transado, mas essa era primeira vez que eu tinha ouvido com todas as palavras. Seu cabelo horrível estava só a centímetros do meu pé abaixo do meu banco. Eu pensei dar um chute bem dado nela.
Samantha explodiu em risadas. "Sim, eu deveria saber que você ia dizer o Cullen. Mesmo sendo uma transa no banco do carro." ela sacudiu a cabeça com desaprovação enquanto Jessica só deu de ombros.
Agora eu tinha duas emoções em conflito. Eu estava mais que aliviada por que não foi na cama dele. A mesma cama em que dormíamos juntos. Saber de alguma coisa assim arruinaria completamente o santuário para mim. Mas agora eu tinha mais detalhes do que eu queria saber. Agora eu tinha a cena na minha mente, e eu não gostavanem um pouco.
Ambas se recostaram no banco e colocaram os pés no banco a frente delas.
"Então, Jess..." Samantha começou com uma voz escandalosa, "Me dê os detalhes com o Cullen." ela sorriu.
Eu prendi a respiração e lutei pra bloquear aquela voz irritante. Shorts verdes horrorosos... Mascote engraçado... Chão brilhoso...
"Beija fodidamente fantástico..." Jessica torceu uma mexa do cabelo.
Eu sacudi minha cabeça e tentei me concentrar mais em meu escudo, apertando as mãos ao redor da bola de basquete que eu estava segurando. Equipamentos de ginástica... Péssimo sistema escolar de Washington... Frango grelhado com vegetais...
"E, Jesus amado, aquelas mãos..." ela suspirou sonhadora.
Eu trinquei meus dentes, olhando intensamente para a bola, e tentei aumentar a distancia de minha mente. Teoria do Pentagrama... Teoria da Relatividade... Para toda ação existe uma reação oposta...
"Sem falar que ele é do tipo quieto, então, é claro que ele gostava de falar sacanagem." ela riu soprando uma bola de chiclete.
Eu fechei meus olhos e sacudi a cabeça freneticamente, pressionando as pontas dos meus dedos na bola até que doessem, para que eu parasse de ouvir a voz dela.Ensangüentados Newtons... Carpete dourado... Olhos verdes...
Jessica lambeu os lábios. "E o som que ele fazia enquanto eu chupava seu-"
Naquele segundo eu joguei a bola naquela cabeça crespa, fazendo-a ser jogada para frente e interrompendo sua frase.
Ela agarrou a cabeça e girou para me encarar.
"Ei! Qual é a porra do seu problema, aberração!" ela guinchou.
O ginásio imediatamente congelou com seu incrível grito alto e estridente, e todos se viraram para me encarar. Minha mandíbula ainda estava trincada com tanta força que meus dentes doíam. Eu olhei em volta do ginásio para todos os olhares confusos. Mas eu já estava acostumada com o povo olhando para mim como se eu fosse um ET, e nem ferrando que eu iria pedir desculpas à Jessica.
Bem quando eu ia me levantar e sair correndo daquela situação, o professor soprou seu apito, indicando para irmos para o vestiário. Todos guardaram suas bolas e começaram a sair da quadra, dando olhadas em nossa direção. Jessica ainda estava lá olhando para mim com uma expressão furiosa. Eu não ia me desculpar. Eu me levantei, mais alta que ela por estar num degrau mais alto, e marchei até o vestiário com meu capuz para cima e a cabeça para baixo.
...
Dez horas da noite não podiam chegar mais rápido. Eu estava no pior humor possível, desde a aula de Educação Física, e eu sabia quem poderia melhorá-lo. Toda vez que eu fechava meus olhos eu podia ver, mas eu não queria. Eu queria jogar água sanitária no meu cérebro para lavar aquelas imagens. Eu queria encontrar um jeito de apagar minha memória de todas as coisas que ela disse. Mas não importa o que eu faço, elas sempre estarão lá, me atormentando.
Realmente irracional de minha parte ficar com tanto ciúmes da Jessica.
Claro, ela teve Edward de um jeito que eu provavelmente nunca teria. Mas eu tinha Edward de um jeito que ela definitivamente nunca teria.
Mesmo assim, ainda era um pouco desconfortável para mim.
Então quando chegou a hora, eu guardei os cookies Wrathful Walnut Fudge que eu tinha acabado de fazer e saí pela porta.
Eu bati rapidamente na porta francesa do Edward, batendo meu pé impacientemente. Finalmente ele veio, ficando diante de mim com sua camiseta preta e jeans escuros, o cabelo caindo eu seus olhos verdes, e uma expressão calma no rosto. Ele me deu espaço para entrar, e assim que a porta se fechou, ele se esticou para mim como sempre, para tirar meu capuz. Com aquelas mãos. Eu me encolhi um pouco, e fui pegar a comida dele na bolsa.
Ele comeu alegremente. Muito alegremente. Todos aqueles gemidos só fizeram piorar minhas visões. E o som que ele fazia... A voz da Jessica ecoava na minha cabeça. Eu me encolhi de novo.
Eu estava tensa no sofá dele, balançando uma perna rapidamente, batendo em meu joelho com a mão. Eu tinha que apagar aquilo. Eu tinha que fazer alguma coisa para tirar aquelas imagens da minha cabeça.
"O que você tem?" a voz de seda do Edward perguntou da cama, depois de terminar de comer.
Eu só sacudi a cabeça para ele e tentei dar um sorriso que deve ter saído apertado. "Não é nada." eu respondi docemente.
"Besteira." Edward disse simplesmente, levantando um sobrancelha, esperando.
Eu soltei um suspiro profundo. Ele sempre adivinhava quando algo estava errado. Eu deveria saber. Eu me inclinei e tirei os sapatos para abraçar meus joelhos. Ele ainda estava me encarando, esperando uma resposta quando eu me endireitei. Nem pensar que eu iria contar para o Edward o que realmente estava me incomodando. Seria óbvio demais. Então eu só decidi fazer o que ele mesmo faria.
"Eu só tive uma bosta de dia." não era mentira. Ele parecia estar esperando eu expandir meu comentário, mas nem ferrando que eu iria.
"Okay" ele disse lentamente, me olhando cautelosamente. "Quer falar sobre isso?" ele perguntou preocupadamente. Eu sacudi minha cabeça lentamente e fechei meus olhos, rezando para ele não forçar a barra. O quarto ficou silencioso por um bom tempo, e eu fiquei de olhos fechados.
"Hey" Edward sussurrou suavemente.
Eu abri meus olhos devagar, implorando com meus olhos para que ele simplesmente deixasse quieto.
Ele me encarou daquele jeito por alguns minutos. Depois ele lentamente abriu os braços na frente dele, como se me oferecesse um abraço. Eu não hesitei. Eu me levantei do sofá e tentei andar o mais devagar possível até a sua ainda era meio desesperado. Eu subi na cama e voei para os braços dele, quase derrubando-o com a força. Eu enterrei minha cabeça na curva de seu pescoço, respirando seu aroma e deixando isso me relaxar enquanto ele me apertava forte.
Ele nunca disse nada. Só levou a mão para apagar a luz antes de nos deitar em nossa posição usual. Depois de um longo momento dele acariciando meu cabelo e minhas costas, eu fiquei cansada. Então eu comecei a acariciar seu cabelo e cantarolar sua música, ninando-o. Não demorou muito.
Eu podia sentir suas mãos nas minhas costas, e eu deixei a sensação apagar as visões que Jessica me dera. Até por que, era eu quem ficava na cama dele à noite.
NT Lê: E aí, o que acharam da nova rotina? Do ciúmes da Bella? Uma leitora uma vez disse que a Jessica ainda ia dar no que falar, e viu? Ela tinha razão. Eu amo esse capitulo porque é o começo de uma nova era. Epico não?
Novamente, muito obrigada por lerem.
Eu não me incomodaria nem um pouco se vocês apertassem esse botãozinho ai embaixo e deixassem os seus pensamentos sobre esse capitulo. Me deêm um pouquinho de carinho girls, fiquei carente depois de só 4 reviews no ultimo capitulo.
E é, eu queria que fosse eu dormindo na cama do Edward toda a noite mas o mundo é injusto. *bua*
Até a proxima. Love, Letícia.
