Capítulo 10

Jensen's pov

Eu nunca vi o tempo passar tão rápido. Digo, normalmente os dias já passam voando, mas os últimos dias simplesmente parecem quase inexistentes de tão rápido que passaram. Se não fossem as fotos e os vídeos do casamento, eu diria que nem aconteceu.

Meu pai e Sharon decidiram não fazer festa, no fim das contas. Depois do casamento na igreja, eles fizeram um churrasco aqui em casa e todo o dinheiro que eles iam gastar na festa, acabou indo pra lua de mel deles e pra reforma da casa.

Eu passei o tempo todo preocupado com a organização de tudo que mal me diverti. Jared parecia perdido no meio de todas as amigas da mãe dele e parentes que vinham apertar a bochecha dele e dizer "Nossa, como esse menino cresceu, o que você deu pra ele comer, Sharon?".

Eu ria pra Jared toda vez que isso acontecia e ele sorria ironicamente de volta como se estivesse me mandando ir pra "aquele lugar".

Misha e Danneel vieram e - talvez por toda a confusão com Tom -, nenhum dos "amigos" de Jared apareceu. Foi engraçado ver meus amigos fazendo companhia pra Jared. E, de longe, eles pareceram até estar se dando bem.

Mas a melhor parte de tudo foi ver o sorriso nos rostos do meu pai e da mãe de Jared.

Eles pegaram o voo na manhã seguinte ao casamento e deram a mim e a Jared a responsabilidade de cuidar da casa. Meu pai fez o pai de Misha prometer que ele faria com que a gente fosse pro colégio todos os dias e ele ficou de aparecer aqui em casa pra levar a gente pro colégio.

Eu bem que 'tô curioso pra ver o que vai acontecer quando eu, Jared, Misha e o pai dele estivermos presos no mesmo carro.

Mas agora eu estou mais preocupado com o fato de Jared estar tentando me convencer a dar uma festa aqui em casa.

Não faz nem 48 horas que nossos pais viajaram e ele já está fazendo uma maldita lista.

"A gente podia chamar o Misha e a Dan..." Ok, desde quando Jared chama Danneel de Dan? "E eles podem chamar alguém que eles quiserem. Eu vou chamar o Chad e mais uns caras, não vai ter muita gente."

Jared tá me olhando com cara de cachorro abandonado. E ele deve saber que fica difícil dizer não pra ele quando ele faz isso, porque nesse momento ele tá realmente caprichando na expressão.

Eu me ajeito sentado na cama. Eu queria ter o argumento de que Chad pode chamar Tom, mas Tom faltou a ultima semana de aula porque o avô dele adoeceu e ele teve que viajar com a mãe pro interior do Texas pra cuidar dele. E, pelo que eu saiba, ele não voltou ainda.

Certo que o boato que voou pela escola foi que Tom tinha ficado internado no hospital por causa da surra que Jared deu nele (Até traumatismo craniano colocaram na história) e Jared passou um dia acreditando, por mais que eu tenha falado umas três vezes que um murro ou dois não causam traumatismo craniano em ninguém. Mas ele só se deu por vencido quando Chad falou pra ele o que realmente estava acontecendo.

Assim que eu sento na minha cama, Jared senta na cama dele também. A gente acabou de acordar, então o cabelo dele está adoravelmente bagunçado e eu tento tão encarar muito, puxando meu travesseiro pro meu colo em reflexo e fingindo pensar por um momento.

"Jared, você sabe como essas coisas funcionam. Uma pessoa chama a outra, que chama a outra, que traz bebida e logo todo mundo fica bêbado, faz bagunça e é a gente que vai ter que limpar depois." Eu argumento e Jared levanta da cama dele pra sentar na minha.

Ele faz aquela expressão que eu estou acostumado a receber das pessoas. Aquela que silenciosamente me diz que eu sou careta ou que eu exagero nas coisas.

"A gente tem uma semana pra limpar tudo antes que seu pai e minha mãe voltem. Além do mais, hoje é domingo. Aposto que não vai vir tanta gente assim, já que tem aula amanhã."

"Viu? Outro motivo pra gente não fazer isso. A gente tem que acordar cedo amanhã." Eu falo como se esse fosse o melhor argumento do mundo, mas obviamente Jared não tá muito convencido.

"Você tá soando como se você tivesse 60 anos." Jared levanta as sobrancelhas, mordendo o canto interno da boca como se ele estivesse se impedindo de rir.

"Eu sou maduro. E responsável." Eu falo antes que eu possa pensar e, meu Deus, como isso foi estúpido.

Jared suspira, rindo brevemente.

"Jensen." Ele diz de um jeito preciso, como se me mandando prestar atenção e olha bem nos meus olhos. Eu tenho a urgência de ajeitar meus óculos, mas eu sei que eu não estou usando eles agora. "Nós temos 17 anos. Ninguém espera que a gente seja responsável. Essa é a época em que a gente pode fazer as merdas que a gente quiser fazer, porque ser adolescente já é uma desculpa boa o bastante."

E de repente eu me sinto burro porque isso é algo óbvio. Mas eu nunca tinha pensado por esse ângulo antes.

"A gente faz as merdas enquanto a gente pode." Jared continua. "Porque quando a gente ficar velho, a gente vai olhar pra trás e vai querer fazer tudo isso, e a gente não vai poder. Porque aí sim as pessoas vão esperar que a gente seja responsável."

Eu sinto meu lábio inferior doer e eu percebo que eu 'tô mastigando ele enquanto penso. Porque isso que Jared tá dizendo faz sentido, mas eu sempre fui esse bom exemplo em tudo, que faz tudo certo, que tira notas boas. E certo que Misha diz que é pra compensar a minha opção sexual e que eu deveria fazer mais merdas na minha vida. E, bem, foi por isso que eu fui pra um festival escondido do meu pai.

E foi quando eu ganhei meu primeiro beijo.

E, pensando por esse lado, talvez valha a pena ser meio imprudente de vez em quando.

"Eu não sei..." Eu deixo a minha indecisão transparecer na minha voz e Jared deve estar sentindo que ele está a um passo de me convencer, porque a expressão de cachorrinho abandonado ganha um leve sorriso.

"Qual é, Jensen... Qual foi a ultima vez que você fez algo só porque você queria fazer?"

Eu vejo o pomo de Adão de Jared mover ao que ele engole a saliva e eu faço o mesmo em reflexo. E por algum motivo eu lembro de como eu me senti quando ele beijou meu pescoço. E como eu queria abraçar ele mais forte, trazer ele pra mais perto, sentir os lábios dele mais vezes, mas não o fiz. E depois que o momento passou, eu queria perguntar por que diabos ele tinha feito aquilo, mas também não tive coragem.

É, Jared tem um bom argumento.

"Tudo bem." Eu expiro o ar que eu estava prendendo e vejo Jared sorrir satisfeito. "Mas a gente vai ter que recolher tudo o que possa quebrar e guardar no quarto do meu pai. E trancar a porta dos quartos."

A cabeça de Jared chacoalha em um movimento afirmativo e ele se inclina, segurando minha cabeça e beijando minha testa de um jeito que eu não esperava em agradecimento.

É, já é um avanço.

"Eu vou ligar pro Chad." Ele anuncia antes de pular pra cama dele de novo, pegando o celular no meio do caminho e eu aproveito pra ir tomar um banho. Só porque eu preciso ficar sozinho e soltar esse sorriso que eu 'tô prendendo até que minhas bochechas comecem a doer.

-J2-

Eu estava tão redondamente enganado quando eu achei que o fato de ser domingo ia impedir a pessoas de virem.

Acho que metade da escola deve estar aqui.

Ainda bem que a gente guardou todas as coisas "quebráveis" e compramos copos descartáveis, porque tem um grupo de pessoas na cozinha, pessoas que nem sabem que eu moro aqui e que, bem... Agora que eu estou pensando bem, essas pessoas nem estudam na minha escola.

E tem copos no chão. E garrafas em cima da mesa da cozinha. E um casal aos amassos no sofá pequeno. Eu definitivamente vou ter que desinfetar isso depois.

A minha parte obsessiva compulsiva grita pra eu arrumar toda a bagunça, mas eu nem sei por onde começar. Tem um grupo de pessoas que aparentemente não tinha roupa de banho e resolveu entrar na piscina usando somente as roupas de baixo – O que faz com que tenha um monte de adolescentes seminus andando pela minha casa. E alguns caras que eu vejo de vez em quando nos corredores da escola estão mudando os canais da TV compulsivamente enquanto dividem uma garrafa de refrigerante que provavelmente tem alguma bebida alcóolica – ou várias –misturada lá dentro.

Eu estou à beira de um ataque de pânico quando uma mão puxa a minha. Eu olho pra minha própria mão e vejo dedos delicados com unhas azuis segurando meus próprios dedos. Eu reconheço o esmalte como sendo de Danneel antes mesmo que eu olhe pro rosto dela.

Ela mexe os lábios e eu acho que ela tá dizendo alguma coisa, mas Chad e Jake trouxeram duas caixas de som que estão tocando algo que eu acho que é Black Eyed Peas e eu consigo ouvir as batidas dentro do meu peito.

E Danneel claramente desistiu de me falar o que ela queria falar, porque ela só revira os olhos e começa a me puxar na direção do meu quarto.

Que eu jurava que eu tinha trancado até que ela abre a porta e me puxa pra dentro.

Ainda dá pra ouvir o som aqui quando Danneel tranca a porta, mas não é tão alto. Jared e Misha estão sentados na cama de Jared e Sandy tá sentada na minha junto com uma outra menina loira que o nome me foge a memória, mas eu sei que ela tá na nossa turma de álgebra.

Chad tá bem no canto da porta, com uma garota no colo dele que obviamente não é Cindy, a julgar pela cor do cabelo. E o cabelo é a única coisa que eu consigo ver porque eles não conseguem desgrudar as bocas do rosto um do outro.

"Jensen!" Eu ouço a voz de Misha me chamar.

Danneel senta na minha cama ao lado de Sandy assim que eu sento ao lado de Misha na outra cama. E então eu percebo que ele tá com uma mochila nas mãos.

Eu estou prestes a perguntar o que tem lá dentro, mas quando eu olho pra Misha, eu consigo ver Jared também e eu não tenho um bom pressentimento sobre a expressão no rosto dele. É a mesma expressão que ele fez antes de me sugerir a festa.

E se a gente perdeu o controle da festa, eu acredito que a gente vai perder o controle de o que quer que seja que Jared tá planejando agora.

Talvez Jared goste de perder o controle das coisas.

"Por que a gente tá isolado do resto da festa?" Eu pergunto.

Eu espero que Jared responda a pergunta, mas é a voz de Danneel que eu ouço.

"Você parecia que ia ter um ataque de pânico lá, Jensen."

É, é verdade.

"Eu não pensei que ia ter tanta gente." Eu falo em um tom de acusação ao que olho pra Jared e ele me lança um par de olhos de cachorro abandonado, que na verdade sai meio distorcido pelo sorriso que ele tá tentando conter.

Eu me pergunto qual é a graça, se tem algo no meu rosto ou se minha atitude em relação à festa é engraçada. Ou se Jared bebeu. Eu não sinto o cheiro de bebida ao que ele fala, mas eu não tinha visto ele desde que Misha e Danneel chegaram chegou e Jared sumiu com eles.

"Nem eu. Eu juro!" Jared se defende.

Agora é tarde demais pra ficar reclamando.

"Tanto faz," Eu suspiro e bato no ombro de Misha com o meu próprio ombro, chamando a atenção dele antes de perguntar "O que você tem aí?"

Misha parece meio confuso antes de seguir meus olhos na direção da mochila que ele tá segurando. Então ele sorri e me olha com olhos azuis cheios de quintas intenções. "Mercadoria." Ele diz.

Ótimo. Agora além de bebida, vai ter droga ilegal circulando na minha casa.

Eu estou prestes a protestar quando a voz de Jared interrompe minha linha de raciocínio. "O que você de bom aí?"

Misha chega mais pra trás na cama, cruzando as pernas e trazendo a mochila pro colo dele. Ele procura um pouco antes de tirar de lá de dentro um saquinho com vários comprimidos e sorri como se ele estivesse segurando a chave de uma passagem secreta pro paraíso ou algo assim.

"Ecstasy?" Jared pergunta de novo e Misha levanta as sobrancelhas.

"Muito melhor que isso, meu amigo." Ele diz.

Eu reviro meus olhos e percebo que Danneel, Sandy e a outra garota estão sentadas na ponta da minha cama, inclinadas na direção de Misha em curiosidade.

"Isso," Misha continua, levantando o saquinho no ar, "É um experimento de um laboratório árabe. Eles fizeram pra curar a depressão, fazendo as sensações boas serem sentidas mais intensamente, como um abraço ou um toque amigável no ombro. E ao mesmo tempo diminuir as sensações ruins como estresse e preocupações". Misha pausa, sacudindo os comprimidos dentro do saquinho. Antes eu achava que eles eram brancos, mas a luz que reflete mostra que alguns são meio rosados e outros azuis.

"E deu certo?" Sandy pergunta.

Eu ainda não entendo por que Danneel é amiga de uma das líderes de torcida.

"Bem... Deu certo até demais." Misha ri. "A droga teve efeito alucinógeno nos pacientes testados e cada um achou que tinha viajado pra um lugar diferente. E, segundo a psiquiatra, as descrições eram tão exatas que qualquer um acharia que realmente tinha sido uma lembrança ao invés de uma alucinação. Todos disseram que eles nunca tinham se sentido tão bem na vida. Eles proibiram o remédio por causa das alucinações, mas algum dos funcionários pegou quase todo o estoque, começou a traficar e, pelo que eu sei, ele comprou uma mansão antes de prenderem ele. A polícia recolheu uma boa parte da droga, mas como vocês podem ver, foi impossível recolher tudo. Felizmente." Misha finaliza com um sorriso no canto dos lábios.

"Uau." Jared respira, olhando pros comprimidos como se ele estivesse tentando decifrar como tantos efeitos alucinógenos cabem numa coisinha tão pequena.

"É, big Jay. A coisa é da boa. Como um sonho vívido." Misha sorri e abre o saquinho. Ele tira alguns comprimidos de lá de dentro antes de guardar o saquinho de novo.

Depois ele abre a palma da mão. Seis comprimidos expostos no meio do circulo que nossos corpos fazem entre as duas camas.

Eu olho pra Jared, mas ele tá olhando pros comprimidos.

As coisas que ele disse hoje de manhã estão repetindo na minha cabeça.

A primeira mão a pegar um dos comprimidos é a de Danneel. Ela olha pro pequeno circulo preso entre o dedão e o indicador dela e curva os lábios pra baixo. "O que de pior pode acontecer?" É o que ela diz antes de levar o comprimido até a boca.

"Deixa dissolver um pouco na língua." Misha diz e Danneel se impede de engolir no ultimo minuto.

Jared é o próximo a pegar.

Meu corpo meio que pula antes que eu perceba que eu tenho a intenção de impedir Jared. Mas eu não faço nada. Eu só ajoelho na cama e, assim que eu percebo o movimento, eu volto a me sentar. Mesmo que o movimento tenha sido rápido, Jared me olha com interrogações nos olhos.

Eu engulo em seco.

"Não tem perigo da gente, sabe..." Eu começo, não sabendo muito bem como organizar meus pensamentos em palavras. "Perder o controle sobre a gente mesmo?" Eu digo enfim e Jared ri.

"E não é esse o objetivo?" Ele diz, os lábios se curvando em um sorriso, mas ele mesmo parece um pouco nervoso sobre isso.

Mas ele é Jared. O cara que faz o que quer. Que com certeza vai engolir esse comprimido e se deixar levar só pra ter uma história pra contar depois. Eu passei todos esses dias tentando decifrar Jared, saber o que ele pensa e o porquê de ele fazer as coisas... Mas agora eu só tenho a sensação de que eu não deveria ter tanto trabalho quando Jared nem parece pensar nas próprias atitudes.

Jared pega outro comprimido e oferece na minha direção. "Você não tá curioso?" Ele pergunta.

E, droga, eu 'tô. Ao menos uma vez na vida eu quero saber como é não se preocupar. Não ter essa tensão nos ombros, não ficar me preocupando em dizer e fazer a coisa certa o tempo todo.

Sair de mim mesmo.

A minha máscara vai cair, mas a de todo mundo aqui também vai. A de Jared vai.

Eu olho bem nos olhos de Jared ao que eu pego o comprimido. Então eu o enterro na minha língua antes que eu mude de ideia.

Eu achei que ia ter gosto de remédio, paracetamol, algo assim. Mas não tem. Ele meio que dissolve antes que eu decida qual o gosto exato, e logo meu instinto me diz pra engolir o pouco que não dissolveu. Eu não sei se eu deveria ter feito isso, mas agora já é tarde.

Eu olho ao redor e a palma da mão de Misha já está vazia.

Jared tá movimentando o maxilar como se estivesse brincando com o comprimido dentro da boca e Misha tá fechando a mochila e levantando da cama.

"Vocês, meus amigos, se divirtam. Eu vou lá fora fazer dinheiro, mas eu altamente recomendo que vocês fiquem dentro do quarto. Vai virar uma selva lá fora." Ele faz uma reverência formal como se cumprimentasse uma dama antes de uma dança e anda até a porta do quarto, dando dois comprimidos pra Chad e a garota com ele antes de abrir a porta e sair do quarto.

A garota que 'tava com Chad levanta, ajeita a saia e sai do quarto também. Eu não tenho tempo de ver o rosto dela, mas eu vejo que ela dá o comprimido na mão de Chad ao invés de tomar e Chad põe no bolso da calça antes de levantar e trancar a porta do quarto.

Ele se joga bem ao meu lado na cama e olha pra Jared. "Que bagulho é esse do Misha, cara?" Ele pergunta e Jared balança os ombros.

"Ele disse que é árabe." Jared só diz e Chad se dá por satisfeito, rolando na cama e pegando um travesseiro.

É estranho ter Chad aqui, no meu quarto, confortável do meu lado como se ele falasse comigo todos os dias. E quando eu percebo que eu não me importo com o fato de ele estar usando sapatos em cima da cama, eu percebo que talvez o "bagulho" do Misha tenha começado a fazer efeito.

Quando Jared toca meu braço e eu sinto as pontas dos dedos dele me mandarem uma onda de choque direto pras minhas partes baixas, eu tenho certeza.

Continua...

N/a: Eu sei que demorou, eu sei Desculpem. Mas eu avisei HAHAH Enfim. To com pouco tempo pra escrever, por isso vamos continuar no esquema de capítulos curtos postados em menor espaço de tempo. A viagem foi boa e tá tudo bem, obrigado a todo mundo que desejou boa viagem nos reviews. E, claro, obrigada pelos reviews xD Espero que estejam gostando.
Agora eu to indo escrever o próximo capítulo pra não fazer vocês esperarem muito.
Um abraço apertado,

Padaporn.