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Gênero: U.A/ Yaoi/ MPREG/ OOC
Disclaimers: GW me pertencia até um tempo atrás, mas aí eu escrevi uma fic em que o Duo humilhava publicamente a Relena beijando o Heero na frente de todo mundo, enquanto ela dava em cima dele, então ela acionou os advogados dela e eu perdi os direitos autorais por danos morais. Mas não se preocupem, eu ainda escrevendo uma fic em que os G-Boys quebram o pescoço dela, mas por enquanto, GW não me pertence... por enquanto.
Aviso: esse capítulo possui palavreado pesado (assim como os outros...).
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"Por trás do ódio infinito, há sempre o mais puro amor."
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Capítulo 10 – Falsa Estrela
(Duo POV)
Era só o que me faltava. Eu acho que não preciso dizer que essa é uma das piores coisas que já me aconteceram!
Eu tenho certeza de que foi Yuy! Só pode ter sido! Quem mais faria algo para me prejudicar?
Que merda!
EU TE ODEIO HEERO YUY!
Respirei fundo tentando me acalmar. Repeti a respiração inúmeras vezes mas parecia não estar fazendo efeito. Fechei os olhos no corredor, a meio caminho do refeitório para almoçar. Quatre havia ido sozinho na frente, já que tinha que resolver alguns assuntos.
Me encostei na parede do corredor, inconformado. Eu não havia me acalmado, mas sabia de algo que acalmaria. Algo que sempre me acalmou!
Dei meia volta, indo em direção às escadas dos dormitórios. A subi correndo, quase desesperado. Abri a porta do meu quarto, jogando minha mochila em um canto qualquer. Andei mais devagar, olhando ao redor e procurando pequena caixa onde eu guardava meu tesouro material mais precioso. Peguei a pequena caixa na mão com carinho, a abrindo cuidadosamente, mas o que eu vi lá dentro me deixou desesperado, ou melhor, o que eu não vi lá dentro.
A minha cruz não estava lá dentro! A única coisa naquele mundo que realmente tinha um valor inestimável para mim.
Uma pequena lágrima caiu de meus olhos e eu me ajoelhei no chão, apoiando minha cabeça na escrivaninha. A partir daí as lágrima vieram em um rompante, sem nem mesmo parar.
- Desculpe, vovô... – sussurrei, sentindo uma dor subir por todo o meu corpo e parando na minha cabeça. Eu sinto muito, vovô. Eu não queria, eu juro.
- Duo? – a voz de Quatre chegou até meus ouvidos. Esse santo loiro sempre chega na hora certa. Olhei para ele, e quando ele notou as minhas lágrimas, ele rapidamente veio em minha direção, se jogando no chão e me amparando. – O que aconteceu!
- Ela não está aqui, Quatre, não está! ... ele está decepcionado... eu tenho que achar Quatre!
- Clama, Duo! Vamos! – ele segurou meu rosto e limpou minhas lágrimas com um sorriso bondoso no rosto. – Agora me conte, o que sumiu?
- A minha cruz. A cruz que eu ganhei do meu avô. – ele me olhou confuso e eu tive que me acalmar o suficiente para explicar. – Eu ganhei uma cruz do meu avô dias antes dele morrer...
- Eu pensei que seus pais não deixassem você falar com seu avô desde que ele virou padre.
- E não deixavam. – sentamo-nos no chão e eu me deitei no colo dele, abraçando sua cintura e escondendo meu rosto nele. – Meu avô virou padre e meus pais não me deixavam falar com ele porque eles não aceitavam que um padre podia ser pai e não respeitar a lei do celibato, mas meu avô achou um meio de me dar a cruz... – me sentei, saindo do conforto do abraço de Quatre e quase me arrastando até a escrivaninha, abrindo a última gaveta, de onde tirei um maço de cartas presos com uma fita vermelha. – Padre Maxwell começou a me mandar essas cartas quando eu tinha sete anos... e a última foi aos dez anos. – desamarrei a fita vermelha, passando as cartas para Quatre. – todas elas me foram entregues secretamente Treize... – ele analisou todas as cartas, parando em uma, que eu cuidadosamente tirei de sua mão. – essa foi a última carta que ele me mandou, junto com a cruz que eu ganhei. – Quatre a abriu e leu-a, mas eu não precisava ler a carta junto para que me lembrasse do que ela dizia, eu a tinha impressa em minha mente.
"Duo, já faz três meses desde a última carta. Eu só queria dizer, que essa é a última vez que iremos nos falar. Não adianta responder a carta por Treize, ela não vai chegar até mim. Eu só queria dizer que eu o amo muito, e que até mesmo depois desta carta, eu estarei vigiando você. Duo... meu adorado neto, vê a cruz que eu lhe mandei? Ela não é uma cruz qualquer. Ela é especial. Sabe por quê? Ela é a cruz que eu usei quando encontrei sua avó. Essa cruz, Duo, me acalmou toda vez que eu necessitei. Essa cruz foi o que me fez encontrar todas as coisas que eu amo na vida, e acontecerá o mesmo com você. Tenha fé nela, Duo. A fé que seus pais não tiveram em mim... guarde-a com carinho, Duo, me prometa."
- No dia seguinte, eu soube que ele havia morrido...
- Eu não sabia disso.
- Ninguém sabia, apenas eu e ele. E agora ele morreu e eu não pude cumprir a promessa que fiz a ele. – outra lágrima desceu pelo meu rosto e Quatre me abraçou, dizendo palavras reconfortantes.
- Não se preocupe, Duo, nós vamos achá-la.
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(Trowa POV)
Era isso. Eu não daria trégua para Yuy, Marquise ou Chang. Uma vez na vida eles iam pagar pelo o que fizeram. Eu sinto muito, Quatre, mas hoje seu primo vai embora.
Eu, que tinha acabado de sair o escritório de Noin, dei meia volta, mas parei, antes mesmo de andar. Eu não ia denunciá-lo, pelo menos não agora, eu sei de algo que pode fazer muito mal a Yuy.
Comecei a andar rapidamente pelos corredores, indo até a secretária do internato, buscando o horário de aula de Yuy e dos outros dois, uma vez que o almoço já havia terminado.
Decorei rapidamente as salas, saindo correndo da sala, deixando alguns professores meio assustados.
Cheguei até o quarto andar, acalmando minha respiração. Bati na porta, entrando logo em seguida.
- Com licença, professor. – ele acenou positivamente com a cabeça, me dando permissão. Localizei Yuy com o olhar, o olhando friamente. – Heero Yuy, venha comigo imediatamente se não quiser ser expulso. – Pude ouvir certas exclamações de surpresa e os olhares se voltando para mim e para Yuy. Ele me olhou malignamente, se levantando e me seguindo para a fora da sala.
- O que foi, Barton? – ele se encostou na parede, cruzando os braços.
- Eu só queria avisar, Yuy, que na próxima vez que você falar sobre seus planos para ferrar o Duo com Chang, verifique se não há ninguém ao redor. – os olhos dele se abriram rapidamente e arregalaram-se. – Eu sei que foi você que colocou a prova na mochila de Duo.
- Ótimo, agora vá para a Noin e conte isso para ela. – eu pude ouvir o remorso na voz dele, isso significava que ele queria ficar.
- Não vou fazer isso. O que eu vou fazer é algo melhor. Avise Marquise e Chang que se vocês três não se desculparem para Duo até amanhã, é melhor vocês fazerem suas malas.
- Nem a pau eu vou pedir desculpas para o Maxwell.
- Então arrume suas malas, você vai embora. – ele mordeu o lábio inferior e eu soltei um riso. – eu lhe dei um prazo, Yuy. Você tem até amanhã. Avise os outros dois também.
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(Heero POV)
Barton filho da puta.
Desgraçado!
O filho da mãe vai me pagar. Eu não vou pedir desculpas para o Maxwell nem que eu tenha que ir para o Japão.
E só Deus sabe o quanto eu odeio o Japão.
Barton já tinha ido embora a alguns minutos e eu continuava lá, parado, batendo minha cabeça na parede, literalmente, sentindo a dor invadir meu crânio.
Que ódio. Um dia ele me paga, e com sorte vai ser mais cedo do que ele pensa. Eu não vou pedir desculpas para Maxwell, e para me vingar de Barton, eu vou levar Quatre junto, nem que eu tenha que dizer ao meu tio que o desgraçado do Barton é um pedófilo maldito.
Ouvi o sinal do término do tempo de aula, me fazendo parar de bater a cabeça na parede. O corredor ficou cheio de alunos, e nenhum deles parou para olhar o estado deplorável em que eu estava.
Senti alguém colocar a mão em meu ombro e me estender minha mochila. Nem mesmo vi quem era, apenas a peguei com agressividade e saí andando pelos corredores.
Meti minha mão no bolso, segurando a cruz que eu roubei e que eu carregava por todo lugar. Aquilo me dava uma calma incrível, e não me surpreendi quando senti a calma me invadir de modo instantâneo no momento em que eu a toquei.
Eu estava ali, em um momento, colérico, e no outro, eu estava com uma calma que eu nunca imaginei, na minha vida, ter.
Fui até o banheiro mais próximo, jogando minha mochila de um jeito descuidado sobre o balcão, abrindo a torneira, colocando minha mão sob o jato de água fria. Molhei meu rosto repetidas vezes, quase me afogando.
- Uau, o que aconteceu para você querer se afogar? – ouvi a voz de WuFei soar por meus ouvidos, seguida da de Zechs, o que apenas serviu para que eu me irritasse mais.
- Nossa, não quer que eu traga um balde para você enfiar sua cabeça?
- Agora, sério. O que aconteceu? – WuFei perguntou quando eu desliguei a torneira e enxuguei o rosto na manga da minha camisa.
- O mesmo que aconteceu com vocês. – eles me olharam meio espantados e eu comecei a lhes explicar. – Barton nos descobriu!
- Puta que pariu. – Zechs falou e deu um soco na parede, fazendo ficar uma marca na mesma.
- Ele disse que se nós não pedirmos desculpa para Maxwell, ele vai contar para Noin e nós seremos expulsos.
- Quer dizer que ele ainda não contou para ela?
- Não, nós temos um prazo de um dia.
- Então é simples, vamos pedir desculpas para Maxwell.
- É fácil para você, WuFei. Mas eu não peço desculpas para aquele viadinho nem a pau.
- Heero, pára com esse seu orgulho! Está na hora de deixar essa rixa de lado. Deus! Tudo bem que você goste de irritar o Maxwell, mas é isso! Você quer voltar para o Japão! Olhe bem o que você está falando! Olhe bem o que vi acontecer se você voltar para lá! Você é louco! Estamos falando mais do que uma expulsão. Engula esse seu maldito orgulho e vá pedi desculpas do Duo.
- Eu não vou, Zechs! É muito mais do que infantilidade. Você não sabe como eu o odeio! Não sabe! Eu prefiro voltar para o Japão e... e...
- Você quem sabe! Vamos, WuFei, nós temos um pedido de desculpas para fazer.
E foi assim que eles saíram, me deixando ali, afogado em desespero.
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Algumas horas depois, eu estava sentado, desesperado, em uma das salas de aula, que no momento estava vazias. Senti meu celular vibrar no bolso da frente, mas eu o ignorei. Eu apenas fiquei lá, sentado em cima da mesa de uma das cadeiras do meio. Eu tinha que pensar no que fazer para me livrar dessa. Era como Zechs tinha dito. Ali tinha muito mais coisas do que apenas uma expulsão, tinha toda uma cadeia de desastres na minha vida. Coisas que eu não queria fazer.
Meu celular vibrou outra vez e eu decidi ler as mensagens que haviam acabado de chegar. Olhei o visor, que apontava a chegada de duas mensagens, no qual eu li a primeira, que era de Zechs.
"Pedimos desculpas a Duo e ele nos perdoou. Barton nos disse que nós não íamos ser expulsos. Quatre está extremamente preocupado com você. Você vai pedir desculpas ou vai voltar para o Japão?"
Nem liguei em responder ou ler a outra mensagem, que era da minha operadora, apenas coloquei meu celular de volta no bolso, voltando a pensar no que ia fazer.
Havia uma última opção que eu poderia usar, mas essa era apenas em último caso. E, sinceramente, não estava longe de acontecer.
Pensei mais um pouco nas opções que eu tinha, que se resumiam a duas: ou eu pedia desculpas para o Maxwell, ou eu usava meu plano B.
É, não vai ter jeito. Sai de cima da carteira em um salto. Andei todo o caminho do dormitório de Quatre em silêncio, nem mesmo parei para olhar a cara vitoriosa de Barton quando eu passei por ele no corredor. Bati ligeiramente na porta, que logo foi atendida por nada menos que Maxwell.
- Ora, e não é que Yuy veio mesmo pedir desculpas? Por quê não veio com seus amiguinhos? Eles acabaram de sair.
- Embora esse seja seu sonho, Maxwell, ele não vai se realizar, eu vim falar com Quatre. – ele fez cara de desgosto e chamou debilmente Quatre, que logo chegou à porta.
- Heero?
- Eu preciso conversar com você. É sério. – ele se preocupou imediatamente e eu fechei a porta atrás dele, já que Maxwell estava nos espionando pela brecha da mesma.
- O que é tão urgente?
- Eu preciso que você convença Barton a me deixar em paz sobre o lance do Maxwell. – ele arregalou os olhos, mas logo ele se recuperou e falou em uma voz firme, que nem de longe lembrava meu amado primo.
- Não!
- O quê?
- Eu não vou limpar sua barra. Não dessa vez. – ele falou duro, mas seu tom logo mudou para um quase desesperado. – Você tem que aprender, Heero. Aprender a não mentir mais. Ajude a si mesmo, vá lá dentro – ele apontou para a porta – e peça desculpas a ele. Ele está disposto a te perdoar. – balancei a cabeça negativamente. Eu nunca iria pedir desculpas para Maxwell. Nunca.
- Eu não vou, Quatre. – ele me olhou triste e voltou para a porta, mas parou para me dizer algo.
- Então pense no que fez quando você voltar ao Japão.
- E você vai comigo. – ele se virou completamente assustado, olhando em meus olhos. – Não quer que eu minta, não é? Então quando eu voltar ao Japão, e meu pai perguntar como você está, eu vou responder simplesmente que você está se envolvendo com um dos professores. É isso que você quer? Voltar para o Japão, e nunca mais ver aquele professorzinho? – vi a lágrima solitária cair pelo rosto branco e o soluço sair embargado pelas lágrimas.
- Você não faria isso, Heero. Eu te conheço. – era verdade, eu não faria isso, mas eu precisava pressioná-lo para que ele me ajudasse.
- Eu faria, Quatre. Você vai me ajudar ou não?
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(Quatre POV)
Havia se passado algumas horas desde que Heero veio me procurar, e eu, sinceramente, estava perdido. Eu não queria me separar de Trowa. Não queria.
Se fosse em uma situação normal eu não teria acreditado em Heero, diria que ele estava apenas brincando, mas levado em conta as circunstâncias e o que espera Heero no Japão, a ponto dele querer ficar, e a convicção com a qual ele falou aquelas palavras...
Eu não sei o que fazer, eu simplesmente não sei. Por um lado em um lado eu sou injusto com tudo e deixo Heero livre, e por outro, eu me separo definitivamente da pessoa que eu mais amo na minha vida.
Relutante, escolhi a segunda opção, indo contra meus princípios e as metas que me seguiam de guia. Eu preferia abandonar um ideal meu a ficar sem Trowa.
Andei até o apartamento dele, uma vez que o horário de expediente dos professores já havia acabado. Peguei a chave extra que Trowa havia me dado e comecei a esperar Trowa dentro de seu quarto.
Eu me deitei na cama, pensando se eu não tinha outra opção, e foi com pesar que eu percebi que era só aquela que era plausível. Ouvi o barulho da porta se abrindo e vi Trowa entrar no quarto, me recebendo com um sorriso.
- Quatre! – ele exclamou, feliz, jogando suas coisas em um canto qualquer junto com o casaco de seu paletó e sua gravata, indo diretamente para a cama, me cumprimentando em um beijo, que foi muito bem recebido por mim, já que ele poderia ser o último. O beijo ficou cada vez mais quente e quando eu percebi, as mãos de Trowa já subiam por meu tórax, sob minhas roupas. Ofeguei, tentando tirar as mãos de Trowa de cima de mim.
Nem mesmo preciso dizer que foi totalmente inútil, já que isso só serviu para atiçá-lo mais. Logo eu já estava sem camisa, tendo meu pescoço atacado por Trowa.
Com muito esforço consegui afastá-lo de cima de mim, invertendo as posições e me sentando no colo dele, fazendo-o se sentar junto comigo.
- O que aconteceu? – ele perguntou, ajeitando-me melhor em seu colo e segurando meu rosto entre suas mãos.
- Nós precisamos conversar.
- Sobre o quê?
- Heero!
- Quatre, você quer falar sobre o seu primo nojento justo quando nós íamos... – calei a boca dele, evitando que ele terminasse a frase.
- É sério... Heero não vai pedir desculpas para Duo...
- Então ele vai voltar para casa! – ele disse como se fosse a coisa mais normal do mundo. O olhei com um olhar quase desesperado e falei bem perto de seu rosto.
- E eu vou junto com ele.
- O quê? – a voz dele saiu com um tom preocupado e os seus olhos se arregalaram.
- Heero vai me obrigar a ir com ele... se ele for embora para o Japão, ele vai contar ao meu pai sobre o nosso relacionamento. – eu pude ver o desespero estampado em seu rosto e eu sabia que ele percebeu que era sério. – Se você o expulsar, eu não vou mais poder te ver. – escondi meu rosto em seu peito e comecei a chorar como se fosse um bezerro desmamado.
- ...
- Por favor, Trowa, eu não quero me separar de você. – ele continuou quieto e eu solucei alto, fazendo-o falar a frase que eu nunca esqueceria...
- Nós não vamos nos separar, nunca... diga a Yuy que ele pode ficar...
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Heero me olhou com uma cara de conformidade, quase feliz, por poder ficar.
Embora eu estivesse sendo injusto com Duo, eu fiquei feliz por ver o sentimento de felicidade no rosto de Heero. Algo que eu tenho certeza de que nunca passou pelos olhos de Heero.
Ele transmitia, agora, um sentimento de tranqüilidade incomparável. Ele veio em minha direção e me abraçou, sussurrando em meu ouvido.
- Muito obrigado, Quatre. Muito obrigada mesmo.
- Não se preocupe. – sorri e vi ele se afastar devagar, feliz, sorrindo, tranqüilo, como ele nunca estivera em sua vida.
- Quatre! O que foi aquilo? – ouvi a voz de Duo ecoar por meus ouvidos. Me virei para sua direção, o encontrando com uma expressão estranha no rosto. – Que história foi aquela? Yuy ainda não me pediu desculpas...
- ... ouve um problema, Duo... e eu espero que você me perdoe... eu fui extremamente egoísta e eu quero me desculpar...
- O que aconteceu? – ele me perguntou e eu percebi que Shinigami estava tomando seus olhos.
- ... Heero não quis pedir desculpas para você, então ele me pediu para limpar a barra dele... eu não quis no inicio, mas ele me obrigou... ele disse que se eu não ajudasse ele, quando ele voltasse para o Japão, ele iria contar tudo ao meu pai... me desculpe, Duo, mas eu não queria ficar longe de Trowa... eu sinto muito mesmo. – a expressão no rosto dele suavizou, e ele me abraçou, embora ele ainda parecesse visivelmente alterado. Ele me apertou forte e sussurrou algo em meu ouvido.
- Eu te perdôo, Quatre. Eu faria o mesmo... mas eu não perdôo Yuy de jeito nenhum, não só por essa, mas por todas as coisas que ele já fez para mim... já chega, eu tô fora... – ele falou a última frase de um jeito profundo, como se ela tivesse um significado maior do que parecia. Ele beijou minha testa e saiu pelos corredores, indo em direção ao nosso dormitório, apertando a alça da mochila fortemente entre os dedos.
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Naquela noite, eu não voltei para o meu dormitório, tampouco fui para o de Trowa, e nem o de Heero. Para falar a verdade, eu fiquei a noite inteira no terraço do meu prédio, apenas eu e um cobertor. Eu não dormi, eu fiquei a noite inteira pensando no que eu tinha feito e no que Duo havia me dito. Eu sabia que aquela frase tinha um sentido mais complexo, eu sempre soube. Eu sempre tive a habilidade de sentir os sentimentos dos outros, mas o de Duo naquele momento estavam totalmente confusos.
Eu passara a noite inteira daquele jeito, apenas para perceber, em um certo instante, que já havia amanhecido e que eu precisava voltar. Dobrei o cobertor e o pus debaixo do meu braço, descendo as escadas.
Abri a porta do dormitório, que por sinal estava aberta, o que era muito estranho, já que nós sempre trancávamos a porta. Chamei por Duo, mas não tive resposta. Coloquei o cobertor, cuidadosamente, de volta no armário e entrei no banheiro, pegando um atalho para o quarto de Duo. Chamei mais uma vez, e, de novo, não recebi resposta. Entrei no quarto, apenas para encontrá-lo vazio. Chamei mais alto, indo procurar na cozinha e não o encontrando. Olhei no relógio e notei que era muito cedo, logo, Duo não poderia ter saído de casa.
Comecei a ficar desesperado, então me joguei no sofá e agarrei o telefone, discando o número do celular de Duo, mas, estranhamente, estava dando fora de área. Fui no quarto de Duo mais uma vez, disposto a verificar se o uniforme dele ainda estava no armário, caso contrário, acontecera alguma coisa com Duo.
Abri o armário, mas eu não achei o uniforme dele, nem o casaco de pele de pantera, nem nenhuma das roupas dele.
O armário de Duo estava vazio.
Abri as gavetas dele, as achando ao mesmo jeito que o armário, vazias. Todas as gavetas estavam vazias. A escrivaninha estava limpa e as coisas de Duo haviam sumido.
Eu fiquei desesperado e saí correndo do dormitório, sem nem mesmo me importar se eu deixei a porta aberta. Desci os lances de escada seguintes, chegando ao andar de Trowa.
Tentei abrir a porta, mas esta estava trancada e eu não havia trazido minha chave. Bati desesperado na porta de Trowa, mas ele não atendia. Bati com mais força e senti a mão em meu ombro.
- Quatre? – Trowa me olhou curioso, provavelmente querendo saber o porquê do meu desespero.
- Onde está Duo? – perguntei, segurando seus ombros e o chacoalhando levemente. Ele desviou o olhar para um canto qualquer, encarando um ponto qualquer no rodapé da parede. – Me diga, Trowa. Onde está Duo?
- ...
- Me diga!
- Duo voltou para os Estado Unidos essa madrugada...
CONTINUA...
Yay! Aqui estou eu mais uma vez! O motivo da demora? Eu quis adiantar um capítulo, então eu não podia publicar. E o que um capítulo extra traz de vantagem? Cenas futuras!
Eu vou ser boazinha com vocês a partir de hoje! Eu vou começar a colocar cenas do próximo capítulo, assim vocês sabem o que lhes esperam e ficam mais curiosos, o que me dá mais reviews! Vão ser duas cenas por capítulo (Encore pula e grita)! Lembrem-se de que só porque elas estão aqui não quer dizer que sejam as mais importantes, algumas delas são, outras só tem duplo sentido ou são engraçadas!
Ah! Feliz dia dos namorados para todos os encalhados (o que não é meu caso )!
Cena 1:
"- Heero, nós precisamos conversar. – WuFei me puxou para um canto, me levando para um dos bancos do aeroporto quando já havíamos pegado nossa bagagem. – Você está pensando nele. – foi uma afirmação e não uma pergunta. Senti meu coração bater fortemente, querendo sair de meu peito. – Está na hora de você saber quem é Shinigami de verdade."
Cena 2:
"- ... – continuei calado durante, mais ou menos, dez minutos, até que meu corpo começou a reclamar. – você vai ficar aí em cima por muito tempo?
- Vou! Você é macio. É uma boa sensação
- Se não vai embora, pelo menos me deixe ficar por cima."
