Episódio Nove.
Os caminhos seguem.

Data: 01/06/05.

Se você perdeu o episódio anterior...

- Sinto muito... Eu amo você – Lílian colocou as mãos nos ombros dele e o encarou.
- Não, você não ama! – Lupin apontou o dedo indicador na cara dela – Você não sabe o que é amar...

- Mas... Eu teria me arrependido, é sério – Harry colocou o pé na frente dela – Gina... – ele percorreu os olhos pelo corpo da garota, o seu umbigo com um piercing o deixava louco.
Ela respirou fundo e terminou de beber toda a vodka que tinha em seu copo.
- Olha, Potter! Eu vou pensar no seu caso! – a medida que ela falava, afundava o dedo no peito do rapaz, e saiu andando após terminar de falar. Harry sabia que ela estava fora de si.
Gina virou as costas e ele já a puxou pelo braço para mais perto de si, foi tudo muito rápido desde então. Os seus lábios colaram em um desespero, numa mescla de saudade, e eles enroscaram os braços uns aos outros como se o mundo fosse acabar.

- Quem te falou? Como você soube?
- Eu fui lá na festa! – disse grosseiro – Eu vi você fodendo ela contra a dela na parede! Isso explica muita coisa, não é?
Harry estava boquiaberto, jamais esperava que...

- Posso voltar para casa, mãe? – perguntou Harry olhando no fundo dos olhos dela.
- Claro – Lílian disse sorrindo e beijando a testa do filho novamente – Entre, querido – ela fechou a porta – Mas o que houve para chegar aqui cinco horas da manhã?

Lúcio ergueu uma das sobrancelhas para Lílian, beijou-a nos lábios e sorriu.
- Então... Vamos?
Ela olhou para a mesa vazia e interpretou o significado.

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Lílian ficou alguns segundos, estática, sem saber o que responder, e sua vida passou por sua cabeça em flashes. O que ela estava fazendo? Estava se entregando de bandeja para o seu pior inimigo? Ela colocou a mão no peitoral do homem e se afastou, ligeiramente.

- Não podemos... Não podemos... – ela recuou alguns passos, e bateu a cintura na escrivaninha – Eu sinto muito.

Lúcio aproximou para dar um beijo irresistível, quando ela abaixou a cabeça, na tentativa de não se deixar seduzir.

Ele passou suas mãos grossas e peludas para o pescoço da mulher, e a puxou para um beijo forçado, Lílian não retribuiu, tinha lido em uma revista que as mulheres difíceis eram as mais bem sucedidas em relacionamentos, sempre acabavam fazendo os homens se apaixonarem, e ela estava fazendo o teste.

- Eu sinto muito, mas não posso... – e ela não queria, também. Não estava a fim.

- Eu entendo... – ele sussurrou após se afastar do beijo, com os cabelos meio bagunçados.

Ele se afastou dela e foi recolher os papéis que havia caído no chão, ela só colocou a mão nos lábios, pensativa.

- Desculpa... Estamos indo rápidos demais – ela sussurrou e apertou os lábios com força para que não deixasse um gemido escapar. Ela estava com vontade de chorar...

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Draco estava trocando o pneu do carro, no estacionamento do próprio prédio, embora fosse um pouco escuro, ele não havia outra alternativa. E era bom se distrair com trabalhos pequenos, fazia-o evitar pensar em outras pessoas.

Suas unhas estavam todas sujas de graxa, sua roupa toda manchada e rasgada. Teria que enfrentar o elevador assim, e apertou o botão com um suspiro, olhou para cima e viu que estava parado no térreo.

Mais um minuto, e ainda no térreo.

"Alguém está segurando essa merda!" pensou e deu alguns socos na porta a fim de fazer barulho e a pessoa se tocar. Funcionou, o elevador começou a descer.

A porta abriu e ele deu de cara com um rapaz jovem, de sua idade, com um sorriso sem graça nos lábios.

- Boa noite – resmungou Draco rolando os olhos, de raiva, entrou e apertou o botão de seu andar, dando as costas para o moço de trás.

Ele usava terno, perfume adocicado, enquanto Draco estava todo mal vestido, sentia-se ligeiramente mal por isso.

- Desculpa – sussurrou o homem – Eu... Eu estava conversando com a minha vizinha e perdi a noção do tempo – desculpou-se ele.

Draco ficou desconcertado, não esperava a reação de desculpa.

- Okay – respondeu meio seco – Eu estava um pouco de pressa.

- Trocava pneu? – perguntou, curioso.

- Sim – respondeu – Mas fiz mais sujeira do que o normal.

O homem por trás tentou abafar a risadinha, mas não foi possível, logo estava rindo alto, quando o elevador parou no andar de Draco.

- Fico por aqui – disse Draco pela primeira vez, rindo em dias – Com licença!

Draco olhou por cima do ombro, e o rapaz segurou em seu ombro.

- Seu nome...?

- Draco! Draco Malfoy! E o seu...?

Ele jogou os cabelos lisos para trás, de um jeito sexy.

- Cedrico. Cedrico Diggory! – e sorriu, eles apertaram a mão e escutaram alguém bater no alumínio do elevador nos andares debaixo.

- Alguém está chamando, é melhor eu sair – resmungou Draco com um aceno – A gente se vê por aí...

- Até! – riu Cedrico ficando para trás.

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Harry pegou uma maçã e uma água, arrastava a bandeja de comida nos ferros, escolhendo algumas frutas para saborear. A cantina da escola se tornara um refeitório desde que o novo ano regressara, e era muito melhor não pagar pela comida.

Ele segurou a bandeja com as mãos e procurou com os olhos uma mesa com uma companhia agradável, Gina estava sentada em uma longe, acenando com as duas mãos para chamar a atenção, Harry sorriu e foi até ela. Sentou-se ao seu lado, e recebeu um selinho.

- Estava guardando lugar – ela disse – Agora vou pegar comida – ela deu um beijo em sua bochecha e saiu.

Os cabelos da ruiva haviam crescido exageradamente nesses últimos meses, e as pontas pintadas de rosas estavam atingindo a sua cintura. Ela saiu andando, com os cabelos agitados de um lado para o outro, e Harry avistou Hermione perdida, sozinha.

- Ei! – gritou ele, mas ela não escutava porque estava um pouco longe, ele passou as mãos pelo bolso e discou no celular da amiga, viu-a atender – Vire para a sua direita e me veja acenando.

Ela ficou surpresa ao vê-lo, desligou o celular e correu até a sua direção.

- Não vai comer nada? – ofereceu Harry.

- Não obrigada – disse ela revirando os olhos – Estou de dieta hoje!

Harry riu, irônico.

- Pretende sumir de vista?

Ela bateu em seu braço, rindo, e começou a acenar. Harry olhou por cima do ombro e viu Rony se aproximando com um sorriso bobo no rosto.

- Ei! Adivinhem só, saíram comentários de que o Malfoy foi chamado para uma propaganda de creme dental.

Harry sentiu o estômago dar uma reviravolta com o assunto e fingiu não ligar.

- Desde quando isso é novidade? – perguntou Hermione pegando a banana da bandeja de Harry, sem pedir.

- Ah, não sei – disse ele dando os ombros – Vou pegar comida e já volto.

Rony foi na direção da fila, deixando Harry e Hermione a sós novamente.

- O Draco já foi capa de revistas femininas, deu entrevista uma vez para o jornal da cidade, e foi chamado para desfilar na América do Sul, quem liga, afinal? – ela terminou de descascar a banana e começou a comê-la.

Harry sacudiu os ombros, como se não tivesse importância, preferia comer sem comentar nisso.

- Adivinhem só – veio Gina com a bandeja cheia de porcarias calóricas – Dizem que o Draco foi chamado para fazer uma propaganda de pasta de dente!

- Já sabemos – disse Hermione revirando os olhos.

- Mas...A novidade é fresquinha, acabei de saber na fila do refeitório, como vocês sabem? – ela disse decepcionada, passando as pernas pelo banco.

- Rony – simplificou Hermione terminando de comer a banana.

Gina suspirou murcha e nisso Rony chegou já comendo durante o trajeto.

- Não consegue sentar primeiro para depois comer? – ralhou Gina.

- A fome não espera – justificou.

- Apetite sexual, é? – brincou ela, ele mostrou a língua e forçou uma risadinha irônica – Afinal, por que você e a Luna terminaram?

Hermione ficou ligeiramente inquieta no lugar e desviou o olhar para a mesa seguinte, fingindo que não estava na conversa.

- Problemas... – justificou ele sacudindo os ombros.

Gina terminou de lamber a tampa do iogurte e exclamou feliz para Harry, de um jeito que só ele escutaria.

- Ei! Tive uma idéia... Vamos sair hoje à noite?

- Mas hoje é terça! – disse Harry terminando de comer a maçã.

- E daí? – ela baixou para sussurrar com Harry – Precisamos unir esses dois antes que eles se envolvam em outros relacionamentos – ela se afastou – Que tal?

- Tudo bem – ele respondeu.

Ela deixou a tampa do iogurte de lado e convidou os amigos da frente.

À noite, Hermione passou com a caminhonete para pegar Rony e Gina, depois na casa de Harry (que estava fazendo economias pela falta de dinheiro), e eles foram para o restaurante, um lugar bem chique, só de casais.

Rony foi no banco da frente, controlando o som, enquanto Harry e Gina ficaram atrás planejando em silêncio como fazer os dois ficarem juntos.

- Lembrem-se que não podemos atrasar – disse Hermione olhando para os dois por cima do retrovisor – Tenho prova de Francês amanhã!

Gina deu uma risadinha abafada.

- Claro que não... Além do mais, você não precisa se preocupar, você já passou de ano no primeiro bimestre.

Hermione sacudiu a cabeça, em tom de advertência.

- Os meus planos não se resumem em passar de ano, mas também no vestibular.

- Isso você faz de olho fechado – elogiou Rony ao seu lado.

Bingo! Quis gritar Gina, ele tinha dado uma dentro, pelo menos.

Eles chegaram ao restaurante e os garçons vieram abrir as portas, eles desceram, todos gentis e encaminharam para dentro do estabelecimento, foram acompanhados por um outro garçom até uma mesa com quatro cadeiras, Gina deixou a bolsa de lado e sentou-se ao lado de Harry. Rony e Hermione acabaram sentando lado a lado também.

Eles se deliciaram com os diversos tipos de macarrão, Harry e Gina conversaram a maior parte do tempo em silêncio, deixando Rony e Hermione fora da conversa, de modo que eles ficaram a sós, e depois de algum tempo começaram a conversar.

- Sabe o que eu acho? – intrometeu Gina depois de ficar vendo os amigos conversarem duas horas e não sair nenhuma cantada, ela havia tomado vinho demais.

- Gina... – disse Harry em tom para que ela ficasse quieta.

- Ah! Qual é? – ela riu em voz alta – Acho que ta na hora de vocês darem um beijo na boca... Daqueles de cinema!

Harry apertou a coxa de Gina por baixo da mesa, querendo que ela ficasse em silêncio.

- O que é, Potter? Vai ficar me apertando embaixo da mesa? Para isso tem motel... Lindo

- Já chega! – disse Harry tirando o cartão de crédito do bolso – Vamos para o carro! Você está bêbada!

Rony e Hermione também se levantaram.

- Você fica para pagar a conta – disse Harry apontando para Hermione, Rony continuou em pé – E você fica para fazer companhia!

Harry passou o braço pelo de Gina e arrastou-a para fora do restaurante, ele a encostou no carro e a beijou.

- Parabéns, Gina! Você é uma ótima atriz!

Ela riu alto e devolveu outro beijo.

- Por que acha que eu faço teatro?

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- Já saquei qual é a sua! – disse Hermione revirando os olhos – Não acredito que você contou a eles sobre o nosso beijo.

- Eu não contei – disse Rony quase ajoelhando na frente dela para contar a verdade – Eu juro!

Ela bufou, não acreditando.

- Eu, aqui, fazendo o papel de desinformada e idiota, e vocês armando planos para a gente voltar! – ela sacudiu a cabeça – Se toca! Isso é para quem tem dez anos!

- Eu não fiz nada, eu juro que não sabia!

- Ah! E eles adivinharam que a gente estava saindo, como? Faz meses que a gente não namora de volta...

- Talvez eles acharam que a gente devia voltar, como antigamente...

Hermione bufou pelo nariz.

- Acredito... – respondeu ironicamente.

- É sério.

Ela respirou fundo, fechando os olhos para recuperar a calma.

- Eu não acredito que vim até aqui com vocês – ela olhou no relógio – Se eu dormir amanhã na minha prova de Francês, vou culpar você.

- Ei... Deixa disso, Hermione! – retrucou Rony torcendo o nariz.

- Sabe de uma coisa? – ela pegou a bolsa com a alça apoiada na cadeira – Eu espero você no carro!

- Mas... O cartão... É do Harry!

Ela ficou em pé.

- Se vira! – ela virou as costas e saiu andando, raivosa.

- Droga! – disse Rony chateado, tinha um fundo de esperança que esse plano fosse dar certo, embora ele não tivesse armado.

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Lupin sabia que estava tudo acabado, não havia volta, não haveria como voltar atrás. Lílian tinha feito a sua decisão, aliás, ela decidira pelos dois. Ela decidira por um ponto final em toda essa história, e ele só precisava aceitar isso, nem que fosse passar anos.

Ele pegou o jornal com as duas mãos e admirou a sua foto, deixou um sorrisinho escapar. Era muito bom estar naquela época...

Ele gostava muito de Lílian, não podia negar. Passava horas vendo a foto, chegava a pegar no telefone para ligar, mas não tinha a tal coragem. E se ela colocasse um ponto final nessa história toda?

Ele andava de um lugar para o outro, divagando em seus pensamentos. Sentia uma dor no peito, sentia-se vazio acima de tudo.

Estava sozinho... Sem ninguém... Deixara o seu casamento, tudo para trás, somente para ficar com Lílian, e agora tudo estava acabado!

Tinha mesmo que seguir em frente!

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O primeiro comercial de Draco foi à televisão naquela primeira semana de Junho, ele estava sozinho no apartamento, aplaudindo a si mesmo quando estreou na televisão. Sabia que podia ter ligado para o seu pai a fim de avisar, mas ele nunca teve tempo para televisão, ou até mesmo sua mãe, mas ela era tão preocupada com assuntos financeiros do escritório que nem ligava para Draco fazia quase duas semanas.

Sozinho, ele ficou se admirando na televisão, fora um trabalho árduo concluir aquele comercial, ensaiou meses para fazer aquele papel em segundos, e agora seria recompensado, ficou imaginando o que as pessoas da escola falariam.

Até que a campainha tocou, afastando os seus devaneios. Ele atirou a almofada no sofá e foi atender a porta, para sua surpresa, era o carinha do elevador.

- Ei! Você acabou de passar na televisão! – disse Cedrico sorrindo.

Draco corou de leve nas bochehcas.

- Pois é... – ele coçou a nuca – Fiz alguns ensaios de modelo na minha vida e fui chamado para gravar um comercial, meio idiota, não?

Cedrico riu e deu algumas palmadinhas em seu ombro.

- Muito legal, adorei.

Draco corou novamente.

- Quer entrar? Beber alguma coisa? – ofereceu, agradecido.

- Ah... Na verdade, não, obrigado, preciso ir para a faculdade.

Ele sorriu e acenou.

- A gente se fala qualquer dia desses então, você sabe onde eu moro.

- Beleza! – fez jóia com as mãos, Cedrico – Até mais.

Draco ficou encarando o elevador até ver o rapaz sumir, depois disso, ficou algum tempo viajando em outros devaneios.

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Era uma noite típica de sexta-feira, as ruas movimentadas pelos jovens, aquele ar de que o final de semana estaria próximo, e tudo mais.

Ela acelerou o carro pelo sinaleiro verde, e passou diante do Park Avenue, onde alguns casais de jovens estavam se preparando para sair, não só casais, mas também solteiros, ali era um lugar muito gostoso para se passar, ela mesma namorara com Rony ali vários dias, mas agora tudo pertencia ao passado.

Falando em passado, ela ainda evitava olhar em sua cara, não tinha gostado de sua atitude de forçar um relacionamento entre eles, tudo tinha que ser natural, e eles quase não se falaram essa semana, o máximo foi esbarrar com Harry na saída do Profeta Diário e pedir para ele imprimir as edições que ela se encarregara de fazer sozinha, sem ajuda de ninguém.

Soube que a edição ficou pronta quase duas horas depois, ela até queria brigar com Harry, mas queria evitar ao máximo de falar com ele.

Gina ligara par de vezes em seu celular, embora as duas não estivessem muito mais tão amigas como antigamente, mas ela também estava chateada com a garota, apesar dos apesares.

Ela estava distraída, quando o seu celular tocou novamente, e as letras piscavam na tela de seu celular: Gina!

- Não vou atender – assobiou ela girando os olhos e deixando a atenção pouco vagar pelo trânsito.

O celular vibrava e tocava no lugar onde ela usava para colocar moedas e balas no carro. Até que o celular parou, e ela começou a cantar a música do rádio.

- Shut up and drive, drive, drive... – cantava ela animada.

E o celular voltou a tocar, Hermione ignorava, cantando cada vez mais alto. Até que ela viu um congestionamento na avenida principal, que era o caminho para sua casa, e decidiu desviar alguns quarteirões, para não pegar trânsito.

E o celular parou de tocar. E voltou. E parou. E voltou. E parou. E voltou...

- ALÔ! – berrou ela pegando o celular com uma mão e com a outra no volante, sabia que não era correto, mas estava irritada.

- Oi, Hermis, sou eu – disse ela óbvia do outro lado – Gina...

- Eu sei, o que você quer?

- Eu... Eu quero me desculpar.

O sinaleiro ficou amarelo. Gina demorou um pouco para responder.

- Não, está tudo bem... – ela disse dando pouca atenção no trânsito. Ia passar, até porque aquela rua não era muito bem movimentada, e um pouco escura, em outras palavras, medonha para certos horários da noite.

- Eu sei que não está... – ela disse.

Hermione pisou no acelerador.

- Está sim... AAAAAHHHHHHHHHHHHHHH!

Houve um barulho de um carro derrapando, pneus cantando e o celular caiu nos seus pés no carro.

- Hermione? Hermione? Alô?

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Gina estava insistente hoje, ficava ligando de segundos em segundos, uma hora Hermione teria que atender. Harry estava ao seu lado, no quarto da garota, e Rony ao fundo, conversando com seus amigos no MSN.

- Tenta mais uma vez – insistiu Harry pela última vez.

Ela apertou "send" duas vezes e o celular voltou a chamar.

- ALÔ! – ela ouviu um berro do outro lado.

Gina sentou na cama, de repente, para atender, e para quebrar o gelo de inimizade que elas vinham mantendo, a ruiva respondeu educada.

- Oi, Hermis, sou eu... Gina!

- Eu sei, o que você quer? – perguntou ainda mal-educada.

Harry aproximou mais para ouvir o que Hermione falava do outro lado da linha, até Rony deixou o computador de lado e sentou-se junto a eles, na cama.

- Eu... Eu quero me desculpar – Gina colocou o celular sobre a cama e ligou o viva-voz para que os demais escutassem.

- Não, está tudo bem... – ela disse meio por dizer, Gina sabia que estava sendo só educada.

- Eu sei que não está... – Gina respondeu erguendo as sobrancelhas. E Hermione ficou em silêncio, quando escutou-a berrar.

- AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH! – ouviram um barulho estranho, como se o celular tivesse sido jogado.

Barulho de pneu cantando, era alto.

- Hermione? Hermione? Você está aí? – perguntou Gina preocupada. Mas não houve barulho de batida, nem nada.

- Isso é um seqüestro! – disse alguém do outro lado. Harry e Rony arregalaram os olhos.

"Isso só pode ser brincadeira!" pensou Gina no começo.

- Não... Tudo bem... – disse a voz chorosa de Hermione.

E eles não ouviram mais nada.

Gina tentou ligar no celular dela mais vezes, Harry também. Até que Rony deu a sugestão de que avisassem os pais dela.

- Vamos para a casa dela...

Harry, Rony e Gina desceram as escadas, correndo. Eles deram ré no carro do pai de Rony e correram para a casa da Sra. Granger. Ela atendeu a porta às lágrimas.

- Houve um seqüestro... – disse Gina, ladeada pelos dois rapazes.

- Eu sei – ela berrou e atirou-se no peito de Rony (o seu ex-genro) – Ela foi... Ela foi seqüestrada.

- C-como a senhora sabe? – perguntou Gina com lágrimas nos olhos, sentindo um arrepio percorrer pelo corpo.

- Eles ligaram... – ela disse limpando as lágrimas, desesperada – Eles pediram para não avisar a polícia... E pediram um resgate absurdo!

- R-resgate? – espantou-se Harry.

- Não... Não sei onde vou arranjar tanto dinheiro.

- Quanto eles pedem?

- Dois milhões de dólares! – ela disse sem esperança.

Nota do Autor: Sabe que dia é amanhã? Meu aniversário! E sabe o que você pode me dar de presente? REVIEWS! Viva pra mim, faço dezessete anos (mas pareço um velho reclamão de cinqüenta! HUAHAUHAU!) Nossa, só falta UM ANO PARA EU TIRAR CARTA, viva, viva, vou deixar vocês darem voltinhas de carro comigo, mas só pra quem deixar review, hehehehe! Grandes beijos! Espero reviews! ;D

OBS: Amanhã é aniversário do Rony também, não se esqueçam de parabenizá-lo, hehehe! Odeio ele, apesar dos apesares!