[Yo minna! Finalmente consegui escrever mais um cap da fic... Devo isso a "Jujuba-chan2" que comentou o ultimo cap, na verdade ela foi quem cobrou um cap novo. ^^' Eu tava tão avoada aqui com meus trabalhos na faculdade que tinha até esquecido de continuar a fic. GOMENASAI e ARIGATO! Espero que gostem desse cap... Caso eu demore muito para postar, cobrem ou eu vou acabar me esquecendo dnovo. Bjs e sayonara minna]
Kagome estava distraída com o computador, digitando um documento que Sesshoumaru havia lhe pedido naquela tarde, estava tão concentrada no trabalho que nem percebeu o tempo passar ou que Sesshoumaru estava a observando encostado na porta intermediaria.
- Não vai pra casa? - indagou Sesshoumaru se aproximando da mesa dela - Ou está fazendo hora extra?
- perdão, não percebi o tempo passar. - comentou Kagome olhando de relance para o relógio no pulso - Eu já estou acabando aqui, se quiser pode ir na frente. Eu vou terminar aqui e...
- Não vou lhe deixar sozinha aqui. - respondeu ele se sentando na cadeira em frente a escrivaninha de Kagome - Termine logo e vamos pra casa, podemos jantar no caminho... Há não ser que tenha algum plano para essa noite.
- Não, nenhum plano. - respondeu Kagome relendo o documento, tentando achar onde havia parado - Apenas quero terminar esse documento e ir para casa e descansar. Mas o jantar é uma ótima idéia...
- Quando vai se encontrar com Inuyasha? - indagou Sesshoumaru mais direto ao ponto.
- Ainda não decidi, preciso de tempo pra me preparar... - respondeu Kagome dando um longo suspiro, e viu o olhar irritado de Sesshoumaru. Sabia que ele tinha todos os motivos do mundo para estar irritado com a sua atitude. Tinha que o tranqüilizar agora, ou ficaria de mal humor e descontaria em Jaken e iria haver uma reação em cadeia quando chegassem em casa. - Não se preocupe, não há mínima chance de eu voltar para ele, Sesshoumaru. Eu só não desejo guardar raiva dele pelo resto da vida dele...
- A vida dele não ira durar muito se voltar e te magoar... - comentou Sesshoumaru - Quer voltar ao tempo que eram apenas "amigos"?
- Quase isso... - respondeu Kagome rindo - Sabe, eu não o amo mais, mas não quero o odiar... Apenas quero viver em paz com a todos da família Taisho.
- Do jeito que fala parece que está querendo ir embora da minha vida, ou melhor me expressando, da família Taisho. - comentou ele sério - Esqueceu de me contar algo Kagome? Planejando se mudar?
- Nada do tipo planejado ainda, vou continuar ser sua hospede por mais algum tempo. Não se livrar de mim tão fácil... - respondeu Kagome sorrindo - Mesmo que tivesse planejado algo do tipo agora, não iria lhe contar ou executar.
- Porque não?
- Mulheres sempre tem seus mistérios... - respondeu Kagome rindo da cara de desconfiança dele - Se eu te contar tudo vai acabar com a magia de nosso relacionamento, não acha?
- Que tipo de relacionamento acha que temos Kagome?
- Cabe a você o definir. - respondeu ela evasivamente, fazendo um gesto teatral - Eu sou apenas uma mera humana que pode se enganar em meio a sentimentalismo fútil... Você é um yokai, quem melhor definir algo tão friamente a realidade de nosso relacionamento que você?
- Isso é um elogio ou uma ofensa Kagome? - indagou ele dando um leve sorriso.
- irei pensar na resposta... -respondeu ela rindo
- Muito bem, enquanto pensa sugiro que se apronte e vamos embora. - mandou Sesshoumaru se levantando da cadeira
- Porque está tão precavido? - indagou ela curiosa - Aconteceu algo ou...?
- Sua saúde é o que me preocupa atualmente. Do jeito que anda quase desmaiando do nada, é um perigo dirigir. - respondeu Sesshoumaru, indo para sua sala - Você está me dando mais trabalho que Rin...
- É, olhe o monte de cabelos grisalhos que fiz você ter... - comentou sarcasticamente Kagome terminando de digitar no computador e salvar. - Terminei, agora podemos ir.
- O que acha de comida indiana? - indagou Sesshoumaru quando saia com Kagome do trabalho. Poderiam conversar com tranqüilidade, pois eles eram os únicos naquele andar até essa hora. Todos os outros funcionários já haviam ido embora a horas. E sinceramente Kagome gostava de ficar até tarde porque Sesshoumaru a tratava de uma forma mais calorosa... Totalmente diferente da imagem fria que passava a todos ao redor.
- Não é uma comida muito temperada pra você? - indagou Kagome voltando sua mente ao presente
- Não devia confundir problemas de um meio yokai com o de um yokai completo. - respondeu ele - Meio-yokais são sensíveis por causa da parte humana de seu sangue, yokais puros não tem esse tipo de vulnerabilidade.
- Bom saber disso... Eu achava que pareciam com os cachorros comuns. Tipo, cães de raça pura são muito mais sensíveis que os de raça misturada... - comentou Kagome
- Yokais são muito diferentes dos animais normais. - respondeu Sesshoumaru - Somos uma espécie de realeza para os animais comuns.
- Não é a toa que vocês tem espírito de grandeza... - comentou Kagome e ficou em silencio. Seu filho seria um meio-yokai, então teria que ter cuidado redobrado com o que comeria, para não o prejudicar. Tinha tantas coisas para pensar ultimamente... Arranjar um apartamento para si, mobilhá-lo, aprender a cozinhar, ter cursos de pré-natal, pensar no nome do bebê e ainda...
- O que foi? - indagou Sesshoumaru, ao entrar no elevador com ela. - Está muito quieta...
- Estava pensando... - respondeu Kagome - Sabe, analisando tudo que aconteceu numa forma mais fria para servir de base para meu futuro. Sabe, não cometer os mesmos erros...
- Entendo onde quer chegar... O que descobriu nessa auto-analise?
- Que eu tenho tendências emotivas e é uma grande falha minha. - respondeu Kagome - Eu devia seguir seu exemplo. Ser forte, frio e racional com tudo e todos... A minha vida seria mais simples dessa maneira.
- Você tem que ter um motivo forte para conseguir mudar a sua personalidade dessa forma. - comentou Sesshoumaru
- Eu tenho... - respondeu Kagome - Proteger o que me é mais valioso.
- Seria seu futuro ou seu coração?
- Ambos... - respondeu Kagome
- Só não mude o que mais me agrada em você... - comentou Sesshoumaru. A porta do elevador se abriu a conversa se deu por terminada... Kagome não tinha coragem de continuar aquela conversa e nem sabia se queria. Não podia mais envolver-se com Sesshoumaru mais do que já estava... Na verdade devia se afastar dele, mas as vezes isso lhe parecia impossível quando ele a tratava daquela forma tão amigável e calorosa.
Foram em direção ao estacionamento em silencio, indo até onde Kagome havia deixado o seu carro, mas antes que conseguisse destravar o carro com sua chave, Sesshoumaru tirou o blazer e colocou por cima da cabeça dela e a puxou para si. Aquela atitude repentina a assustou... - O que foi?
- Vá para meu carro, se tranque dentro dele e não tire isso da cabeça até eu voltar. - respondeu Sesshoumaru lhe dando as chaves do carro, em seguida deu salto e sumiu. Kagome não entendeu porque aquilo, mas o obedeceu. Algo no olhar dele a fez temer pela sua segurança e a de seu bebê, e imediatamente correu para o carro de Sesshoumaru e fez o que lhe mandou.
Sesshoumaru chegou a tempo de conseguir matar um dos 3 insetos que tentava escapar, mas não era qualquer tipo de inseto, era um do tipo yokai abelha. Aquele tipo de yokai-inseto não vinha atrás de alguém sem um motivo, e onde havia um haveria uma colméia cheia deles. Não era uma coincidência eles estarem ali ao mesmo tempo que deixam o trabalho. Não, alguém estava os controlando e estava aguardando ao saírem do trabalho... Mas quem seria?
Sesshoumaru começou a analisar rapidamente a situação, cogitando inúmeras possibilidades... Quem os mandara poderia estar a segredos empresariais, ou ainda um repórter atrás de fofocas sensacionalista sobre o yokai mais rico do país... Mas havia outra possibilidade, talvez o alvo fosse Kagome? Depois daquela briga que houve no escritório envolvendo Inuyasha e Kagome, na qual ele gritava falando que ela era sua esposa... Certamente converteu ela num alvo fácil. Mas se tivessem realmente atrás dela, quem era e qual seu motivo? Inuyasha não poderia ser, pois estavam tecnicamente em paz e manipular uma colméia de yokai-insetos merecia um QI acima do nível "tico e teço" do cérebro de Inuyasha era... A amante dele não tinha esse poder sinistro o suficiente para manipular esse tipo de yokai. Não... mas alguém poderia estar agindo por ela. Tinha lógica...
Pelo que sabia, Inuyasha estava se dedicando a voltar um relacionamento de "paz" com Kagome, lhe dando muitos presentes para persuadi-La a ter uma reconciliação. Essa dedicação pode ter deixado a amante Kykio enciumada, ou talvez estivesse a dispersando para se dedicar a esposa. Por vingança Kykio teria contratado ou pedido a alguém para se vingar de Kagome... Essa terceiro que entrava nesse trama era o que mais lhe instigava. Quem quer que fosse sabia ocultar-se muito bem e que não era um humano comum, mas tampouco era um yokai. Quem ou o que seria era um mistério...
No momento em que Kagome e ele estavam saindo para a garagem, Sesshoumaru escutou um barulho de "click" e de zumbidos de abelha muito diferente do normal. Cobriu Kagome para a proteger enquanto iria averiguar o que estava ocorrendo. Conseguiu matar um dos insetos, mas outros 2 conseguiram escapar... Não era uma coincidência bizarra. Havia algo acontecendo ali, e para ele era muito provável que Kagome fosse o alvo principal... Mas era melhor ter certeza antes de tomar qualquer medida.
Por instinto Sesshoumaru foi até o carro de Kagome, procurando algo de anormal ou qualquer coisa que provasse sua teoria... Percebeu que havia cheiro daquele inseto perto dos pneus do carro dela, e ao olhar por trás da roda ele viu um aparelho de rastreamento. Pela luz vermelha que emitia devia estar ligado. Bom, agora poderia ter certeza que ela era o alvo. Mas isso não acabava com a teoria que podia ser tanto Kykio como também algum repórter fofoqueiro... A família Taisho era uma família mais rica e poderosa no país... Alguém poderia querer os atingir a imagem dela como retaliação ou apenas ir atrás de lucros com a venda da notícia.
A segunda possibilidade também era forte... alguém poderia tentar acertar a imagem da família Taisho e seu foco era o casal Inuyasha e Kagome, parte muito vulnerável. Durante um bom tempo Sesshoumaru havia pressionado a imprensa a nunca colocar na mídia os flagras de Inuyasha com a amante por ai... Incluindo os das festas beneficentes nas quais Kagome ficava sozinha perto do ponche enquanto Inuyasha desfilava com a amante pelo salão. Se não fosse pelos pedidos de Kagome ele teria o matado a muito tempo... Agora, poderiam estar tentando usar Kagome como alvo ou ferramenta de uma possível ataque a imagem da família. E tudo isso girava em torno de Kagome... Como se não pensasse nela todo o santo dia, agora tinha ainda mais motivos para ter ela sempre em sua mente. Maldição, como tudo fora ficar tão complicado assim?
- O que foi? - indagou Kagome ao ver Sesshoumaru entrar no carro, sentindo a alergia sinistra dele atiçada. - Alguém problema?
- Nenhum... Continue com isso na cabeça até eu dizer que pode tirar. - respondeu Sesshoumaru sério - De agora você vira e ira embora do trabalho comigo. Tudo que quiser fazer terá de me informar e nunca sairá sozinha sem a companhia de um yokai. Fui o bastante claro?
- Pra que isso? - indagou ela estranhando aquele comportamento
- Apenas me obedeça. - respondeu Sesshoumaru ligando o carro, saindo do estacionamento. - Se não quiser obedecer a essa ordem, lhe demitirei e terá de ficar em casa em tempo integral.
- Se eu aceitar essa ordem, poderei continuar a sair com Kouga? - indagou Kagome, quebrando o silencio
- É um yokai, não é? - respondeu-lhe Sesshoumaru - Acho melhor cancelarmos o jantar e irmos para casa. Alguma objeção?
- Não... - respondeu Kagome meio acuada pelo comportamento dele. A energia sinistra dele estava a intimidando e de certa forma estava afetando o seu nenê no ventre - Posso tirar isso da cabeça agora? Me sinto ridícula com isso... Por favor...
- Continue até chegar-mos em casa, ok? E chega de perguntas...- respondeu ele olhando para o retrovisor. Não estavam sendo seguidos, e nem sentia o cheiro daqueles insetos por perto... Mas conseguia escutar o zumbido deles a distancia. De agora em diante teria de tomar muito cuidado com relação a Kagome. Por hora ele não iria lhe contar nada... Até agora só tinha pensado em possibilidades, mas não tinha certeza de nada. sabia que ela era o alvo, mas queria saber quem era o seu perseguidor... E jurou que o mataria com as próprias mãos antes que machucassem Kagome. Custasse o que custasse iria a proteger...
---x---
Chegando em casa, Sesshoumaru mandou que Kagome entrasse primeiro ao mesmo tempo que ele guardava o carro na garagem. Depois de estacionar começou a averiguar se havia algo de incomum no seu carro, não encontrou nada. Pegou o celular e ligou para o trabalho, chamando o departamento de segurança do lugar e pediu que mandassem as imagens das câmeras de segurança para ele. Ao entrar em casa foi diretamente para o escritório, ligando seu notebook... Viu a cena onde os insetos apareciam, eram apenas três. Primeiramente eles foram até seu carro, mas não chegaram a ficar muito perto... Eles ficaram rondando a garagem até chegar no carro de Kagome e colocar o rastreador. Pode ver claramente o aparelho, pois a luz vermelha dele estava piscando. Se em algum momento duvidou de sua teoria, agora ao ver o vídeo tinha mais que certeza, quem quer que fosse estava atrás de Kagome...
Teria que redobrar a segurança até descobrir quem ou quantos eram e o que queriam. Não poderia avisar Kagome ou Rin, pois se assustariam muito... Iria avisar Jaken e a Kouga. Não gostava da idéia de o avisar, mas se era para proteger Kagome, teria de informá-lo. Todo o cuidado seria pouco em relação a atual situação. Aqueles insetos poderiam apenas estar vigiando Kagome ou poderiam a atacar quando estivesse sozinha, e caso fosse picada ela teria sérios problemas. Muitos yokais morreram por causa da picada daqueles insetos, mas agonizavam por horas. Humanos não tinham essa resistência, teria uma morte em menos de 3 horas... Quem dera pudesse trancar Kagome no seu quarto, assim poderia a proteger e ter certeza que ninguém se aproximaria dela e nem a machucaria. Mas não podia fazer isso com ela, então teria que fazer pelo jeito mais trabalhoso... Se converteria na sombra dela, tudo que ela fizesse a partir de agora ele saberia quase simultaneamente.
Pouco tempo depois Sesshoumaru voltou a ligar, desta vez estava contratando um grupo de detetives yokais para investigar o que estaria acontecendo e principalmente vigiar seus principais suspeitos, que era Inuyasha e Kykio. Não podiam manipular, mas poderiam ser os mandantes... Principalmente a mulher. Sesshoumaru nunca gostou dela, muito menos agora com toda aqueles acontecimentos envolvendo o triangulo amoroso de seu meio-irmão aquela mulher, ela era perigosa... Podia ver isso nos olhos dela. Era do tipo que mataria alguém para não possuir o que ela desejava...
