Amores,
mais um capítulo cheio de babados fortíssimos pra vocês. q
Espero que gostem. hm
Enjoy. :*
10 – Dez minutos
"O tempo havia parado, e ainda assim você não estava ali."
Aquela fora a primeira vez em minha vida em que eu não havia despertado com a luz do sol a tocar meu rosto. A primeira, e mais especial. Meus lábios deslizaram pela fronha macia do travesseiro enquanto meu rosto afundou no mesmo, pesadamente. Estava frio, eu sentia meu corpo nu pedindo por calor debaixo do pesado e aconchegante cobertor. E antes mesmo que eu decidisse abrir os olhos, lembrei de que Sasuke deveria estar em algum lugar por ali. Estiquei o braço para o lado, encontrando o colchão vazio e tristemente frio.
Espiei por sobre o travesseiro, mas nada de Sasuke naquele quarto. As cortinas escuras e espessas na janela acima da cama impediam o tênue sol da manhã de entrar. Percebi que era dia pela frágil fenda aberta na cortina, por onde escapava a delicada claridade. Minhas roupas estavam jogadas sobre uma cadeira solitária e vitoriana com seu estofado vermelho escuro, mas as de Sasuke haviam desaparecido.
Rolei pela cama e encolhi-me debaixo do cobertor, apertando-o contra meu corpo na tentativa de fazer passar o frio. Quando meu príncipe não estava comigo, o frio sempre me atacava cruelmente.
Ao ouvir passos de alguém que subia lentamente a escada em direção ao corredor dos quartos, sentei-me escorada na cabeceira alta da cama, enrolada fielmente ao cobertor. Sem demora, o causador de meu sorriso apareceu na porta do quarto, tendo em mãos uma larga bandeja prateada de café da manhã.
Ele vestia apenas uma calça preta de moletom, e eu me perguntei se era a única com frio ali.
— Bom dia. — ele abriu seu sorriso torto especialmente para mim, aproximando-se da cama e depositando cuidadosamente a bandeja na beira do colchão.
— Bom dia. — sorri, passando a mão por meus cabelos desgrenhados.
— Está com frio? — perguntou ele, observando-me encolhida ali.
— Sim, você me abandonou aqui. — brinquei, rindo docemente.
— Ah, me desculpe. — pediu ele, sorrindo e aproximando-se de mim.
Suas mãos apoiaram-se no colchão, dos lados de minha cintura, e seus lábios depositaram-se delicadamente sobre os meus enquanto seu corpo avançava sobre mim. Minhas mãos tocaram o rosto de Sasuke, deslizando de seu pescoço para suas costas, até que meus braços estivessem ao redor de seu pescoço nu. O cobertor em frente ao meu corpo caiu na altura de minha cintura, e minhas costas tocaram novamente o colchão. Senti num estremecimento o peito quente de Sasuke sobre o meu.
Ele brincou com meus lábios, brincou de morder, de beijar, de me fazer querer mais.
— Assim está melhor? — perguntou ele com ironia, mordiscando meus lábios.
— Está ótimo, obrigada. — sorri sentindo-me uma vela que derretia.
— Achei que gostaria de tomar seu café da manhã. — comentou ele, afastando-se de meu corpo e indicando a bandeja sobre a cama.
Ali, aguardava-me um verdadeiro banquete. Frutas, pães, cereal, guloseimas, leite, sucos, geléias e mel, tudo laboriosamente organizado sobre a gigantesca bandeja, essa por sua vez tão impecável que eu praticamente podia admirar meu reflexo nela. Xícaras e pratos eram da mais elegante porcelana, que quando combinadas com a atmosfera surreal em que eu me encontrava, causavam em mim o efeito de ter sido transportada para um dos requintados e antigos filmes parisienses.
Talvez se eu estivesse vestida com um longo e rendado vestido, e Sasuke com suas calças de suspensório, eu realmente acreditaria naquela idéia de viagem no tempo.
No canto da bandeja, um pequeno frasco de cristal com um sutil e delicado cravo vermelho. Deus, aquilo estava mesmo acontecendo comigo?
— Me sinto uma madame ao seu lado. — confessei com um sorriso bobo.
— É melhor que se acostume com a idéia. — sugeriu ele, sorridente.
— Vai me dizer que será para sempre, então?
Peguei o cravo escarlate da bandeja, aproximando-o de meu rosto e sentindo o aroma delicioso daquele mimo em meu especial café da manhã. Quando meus olhos maquiados — e certamente borrados — voltaram a admirar a imagem pálida e elegante de Sasuke, percebi que seu olhar estava perdido em pensamentos que eu não pude adivinhar.
Ele tirou o cravo vermelho de minha mão e o depositou suavemente em meu cabelo bagunçado, ao lado de minha orelha. Seu sorriso inclinado novamente dançou diante de meus olhos, e eu me senti tentada a jogar meus braços ao redor do pescoço de Sasuke.
— Eu gostaria de dizer que sim. — admitiu ele, acariciando meu rosto.
— São apenas três letras. — brinquei.
— Você é muito perspicaz, sabia?
— Você me fez lembrar que sou. — sorri com sarcasmo.
Após um café da manhã divino e longos minutos a rolar pela grandiosa cama com direito a beijos intermináveis, meu misterioso príncipe revelou que precisava encontrar o Professor Sarutobi para uma aula às dez horas daquela manhã. Por mim, ficaríamos trancados naquele quarto pelo resto do dia, talvez pelo resto de nossas vidas. Porém, aquela não era uma decisão unicamente minha, e eu precisei concordar em abandonar nosso ninho de amor.
Com o rosto livre de delineador borrado, meus cabelos rosados no devido lugar e minha roupa de festa sobre o corpo, desci as escadas acompanhada de Sasuke, conduzida por sua mão quente. A sala estava quieta e adormecida, exceto pelo vulto ruivo e inconfundível da empregada que desapareceu na direção da cozinha quando eu e Sasuke terminamos o último degrau.
— Quando criança, eu costumava descer pelo corrimão dessa escada. — lembrei com um sorriso, meio distraída.
— Sente saudade daqui?
— De certo modo, mas não gosto de ficar sozinha em uma casa tão grande.
— Você não precisa mais estar sozinha. — ele ergueu as sobrancelhas.
— O que está tentando dizer, Sasuke? — sorri.
— Estou lhe convidando para ficar aqui comigo.
— Você quer dizer morar? — pestanejei surpresa.
— Por que não?
Repentinamente, minha reação fugiu para longe, e eu permaneci sem nenhuma a sustentar o olhar esperançoso de Sasuke diante de mim. Suas mãos apertaram as minhas delicadamente, e eu soube imediatamente que ele estava começando a me persuadir mais uma vez ao tocar docemente seus lábios nos meus.
O que eu deveria fazer quando o homem por quem eu me apaixonara me convidava tão gentilmente a dividir um teto com ele? Como eu poderia resistir, quando o beijo dele era capaz de me convencer de que o mundo não passava de um sonho? Eu precisava urgentemente de minha conselheira amorosa.
Nossos lábios se afastaram brevemente, e Sasuke permaneceu a acariciar meu cabelo com uma das mãos.
— Você não acha que estamos atropelando o tempo? — mordi o lábio nervosamente.
— Às vezes, o tempo pode não ser muito. — disse ele, pensativo.
— Por que está dizendo isso?
— Apenas não há motivo para fazer amanhã o que se pode fazer hoje. Você não concorda? — Sasuke era extremamente persuasivo.
— Ahn, eu preciso pensar.
— Quando quiser.
A manhã nos recebeu com seu hálito cruelmente gélido quando Sasuke abriu a porta da frente, conduzindo-nos para longe de nosso doce abrigo. Abracei meu próprio corpo, equilibrando-me sobre a fina camada de gelo na calçada até a Mercedes prateada e ainda adormecida. Meu príncipe sombrio abraçou-me pelas costas, enlaçando seus braços sobre os meus e depositando gentilmente seu rosto na curva de minha nuca. Naquele momento, o vento parou de brincar com meus cabelos, porque Sasuke havia tomado o seu lugar.
Entramos no elegante carro e logo o ar quente tornou o inverno ali dentro menos rigoroso. A partida foi silenciosamente acionada, e em instantes estávamos deslizando suavemente pelas ruas movimentadas rumo à casa de Ino.
Uma das mãos de Sasuke pousou sobre minha perna enquanto a outra controlava o volante de couro reluzente. Seu rosto parecia ainda mais pálido em contraste com a claridade acinzentada da manhã, e seus olhos incrivelmente mais bonitos. Pousei minha mão sobre a sua.
— Quero saber mais sobre você. — disse ele, olhando rapidamente enquanto dirigia.
— O que, exatamente? — sondei sorridente, admirando-o.
— Tudo, desde seu número da sorte até o dia do seu aniversário.
— Bom, eu não tenho um número da sorte. — confessei, dando de ombros.
— Mas certamente tem uma data de aniversário. — ele sorriu.
— Ah, 21 de fevereiro.
— Quantos anos você tem? — perguntou ele, como num questionário escolar.
— Dezenove.
— Hum, dois anos mais nova que eu. — uma pausa. — Irmãos?
— Não. Precisei brincar sozinha por vários domingos em minha infância. — sorri.
— Seu filme preferido.
— Edward Mãos de Tesoura. — ri meio sem jeito, enquanto ele gargalhava.
— Música. — continuou ele em seu interrogatório.
— Desde Kings Of Leon até Lady Gaga.
— É, acho que me enganei a seu respeito. — Sasuke sorriu sarcástico.
— O que quer dizer?
— Imaginei que você gostasse de coisas como P.S. I Love you e Taylor Swift. — ele deu de ombros. — Porém, ainda creio que você goste de rosa.
— Sim, eu gosto de rosa. — admiti, enrolando no dedo uma mecha de meu cabelo.
Só então fui perceber que tínhamos acabado de entrar na rua da casa de Ino, e que restavam apenas três quarteirões para que eu descobrisse o máximo possível sobre a vida de meu príncipe.
— Então, do que você gosta? — perguntei, observando-o.
— Quer dizer que invertemos nosso jogo de perguntas?
— Exatamente.
— Eu gosto de você. — disse ele, encarando-me por um momento.
Como eu poderia tratar aquilo como um jogo se Sasuke insistia em abalar minha estrutura logo na primeira pergunta?
— O que você fazia antes de vir pra cá? — tentei novamente.
— Trabalhava com meu irmão mais velho. — disse ele, repentinamente sério.
— Como ele se chama? — continuei, curiosa.
— Itachi.
— Vocês se dão bem? — arrisquei, sentindo que havia passado dos limites.
Naquele momento, a Mercedes parou na beira da calçada, e Sasuke me olhou como se eu fosse uma criança curiosa por saber de onde vinham os bebês. Quase esperei que ele me desse tapinhas no alto da cabeça.
— Chegamos. — avisou ele, inclinando-se para mim.
— Ah. — lamentei, deixando meus ombros caírem.
Meu príncipe tocou meus lábios com suavidade, terminando por quase incendiar-me com seu beijo fulminante. Minha vontade foi de reclamar quando seu rosto afastou-se do meu, mas algo em mim lembrou-me de que Sasuke poderia estar atrasado.
— Venha jantar aqui hoje. — pedi.
— Sua amiga não irá se importar?
— Ela vai adorar você. — prometi, sabendo que seria verdade.
— Então, que horas? — ele quis saber, deslizando a mão por meu rosto corado.
— Às oito. — decidi de súbito.
— Estarei naquela porta exatamente às oito horas. — sorriu.
— Vou esperar.
E após roubar-lhe o último e interminável beijo, abandonei o clima agradável da Mercedes e corri até a porta de Ino, do outro lado da calçada. Ele esperou que eu encontrasse as chaves na bolsa e abrisse a porta, para só então dar a partida no carro. Eu podia ver seu rosto pálido através do vidro escuro, observando-me. Enfim, divida entre a vontade de permanecer do lado de fora de casa até que Sasuke cansasse de me observar, e o impulso de entrar e vencer meu próprio coração, obriguei meu corpo a adentrar a casa de Ino.
Tudo encontrava-se em silêncio, pois certamente minha conselheira amorosa estava trabalhando na estúpida loja de departamentos do carrasco Danzou. Corri até o quarto abandonando os sapatos no meio do caminho, para então cair em doce inércia na grande cama de Ino. Abracei um dos travesseiros de fronha verde limão e sorri para mim mesma, para minhas lembranças inesquecíveis.
Oh, existe coisa melhor no mundo do que estar apaixonada?
Ao final da tarde, minha conselheira amorosa encontrou-me esparramada no sofá da sala, entretida com uma revista de receitas sobre as pernas. Eu usava meu pijama infantil e polainas coloridas sobre as meias. Na televisão, passava um tedioso capítulo de Gossip Girls que estava longe de ser o alvo de minha atenção.
Ino apenas me olhou com curiosidade.
— Olá, madame. — sorriu ela com sarcasmo, fechando a porta.
— Ah, Ino! — praticamente me atirei sobre ela, fascinada e impaciente.
— Vejo que temos muitas novidades por aqui.
— Você não vai acreditar na noite que passei com Sasuke! — sorri saltitante.
— Quero saber de tudo, moçinha. — ordenou ela, como se fosse minha mãe.
— Oh, precisamos preparar um jantar! Ele vem jantar aqui hoje.
— E você só me conta isso agora? — ralhou ela, chocada.
— Tudo bem, nós temos uma revista. — disse, mostrando a revista de culinária.
— Como se isso fosse salvar o mundo. — debochou ela com um rolar de olhos.
— Você vai nos salvar. — sorri confiante.
— Ok, vamos para a cozinha. Você precisa me contar tudo! — sorriu ela com malícia, arrastando-me pelo braço.
E após uma longa e animada sessão de perguntas — muitas de caráter indiscreto —, senti que nossa cota de fofocas havia se esgotado ao menos por aquela noite. Decidimos preparar Sukiyaki¹, a especialidade de Ino.
O jantar estava quase pronto, e o relógio não tardaria em alcançar as oito horas. Eu e minha fiel heroína encontrávamo-nos impacientemente sentadas lado a lado no sofá da sala, assistindo sem vontade alguma novela que não sabíamos o nome.
Nós duas nunca nos dedicamos muito a novelas, ao contrário de nossa amiga Hinata, que não perdia uma delas.
— Você podia ter pedido pra ele trazer um amigo. — lamentou Ino.
— Prometo lembrar disso da próxima vez.
— Um que seja do meu gosto, de preferência. — e abriu um sorrisinho perverso.
— Bonito, educado, e se puder... Em boas condições financeiras. — sorri.
— Boa menina. — Ino riu, batendo-me no ombro e levantando-se do sofá.
— Onde você vai?
— Dar uma olhada em nosso jantar.
Encarei o relógio no alto da parede pela vigésima vez, estranhando que a campainha ainda não tivesse tocado. Eram oito horas em ponto, e Sasuke jamais se atrasava, para nada.
Minhas mãos contorciam-se nervosamente sobre meus joelhos, e meu coração encontrava-se apertado, inflando de maneira culminante a cada batida, a cada segundo do relógio. Agora meu príncipe fugitivo estava um minuto atrasado, e aquilo, embora estúpido e tolo, parecia-me extremamente anormal. Dois minutos, e meu coração começava a palpitar insanamente desenfreado, como se agulhas estivessem o espetando dentro de meu peito. Três minutos, e eu sentia que iria surtar a qualquer momento. Havia algo de muito errado ali, e mesmo não entendo quase nada daquilo, meu coração alertava perigo.
Dez minutos, e então eu percebi que estava sofrendo.
Sasuke's POV
Faltavam quinze minutos para as oito horas, eu estava no tempo.
Incrivelmente, naquela noite as ruas não estavam tumultuadas e o trânsito fluía calmamente. Manobrei por uma rua paralela, tencionando sair da avenida e alcançar um caminho mais curto para a casa de Ino Yamanaka. No banco ao meu lado, uma garrafa de vinho tinto que eu havia comprado especialmente para aquele jantar, para Sakura.
A Mercedes deslizava livremente pela rua abaixo da avenida principal, e sobre o volante eu podia visualizar o caminho livre e iluminado. Acelerei, ansioso para encontrar os olhos verdejantes de minha garota novamente — eu havia começado a chamá-la assim em pensamento. No rádio do carro, Coldplay vibrava ao som de "Life In Technicolor II". As luzes da rua passavam velozmente pelo vidro ao meu lado, e eu só pensava em encontrar Sakura outra vez.
Oh, love, don't let me go!
Oh, baby, não me deixe ir!
Won't you take me where the streetlights glow?
Você não vai me levar para onde as luzes de rua brilham?
I can hear it coming
Eu posso ouvir a chuva chegando
I can hear the siren sound
Eu posso ouvir o som da sirene
Now my feet won't touch the ground
Agora meus pés não tocarão o chão
Eu estava no tempo, mas meu coração sentia-se terrivelmente atrasado.
Luzes, mais luzes, até que todas se apagaram.
Meu pé não abandonou o acelerador potente da Mercedes em um simples e aparentemente inocente cruzamento, e quando eu pensei que estava ainda mais perto de meu destino naquela noite, fui violentamente mandado para longe. Um carro avançou o cruzamento em velocidade, chocando-se brutalmente contra a lateral da Mercedes.
A música foi abafada pelo estrondo de metal sendo amassado, e eu mal percebi quando meu carro foi lançado contra um dos postes da esquina oposta.
Time came a-creeping
O tempo vem rastejando
Oh, and time's a loaded gun
Oh, e o tempo é uma arma engatilhada
Every road is a ray of light
Cada estrada é um raio de luz
It goes on
E ele segue
Time only can lead you on
O tempo pode apenas te conduzir adiante
Still it's such a beautiful night
Ainda é uma noite tão linda
Naquele momento, eu preferi incondicionalmente chegar atrasado para o jantar, do que nunca chegar. Eu apenas queria ver Sakura uma última vez, era unicamente no que eu conseguia pensar antes que minha mente caísse em sono profundo.
O carro bateu contra o poste e parou, rangendo tão amassado como uma lata vazia de refrigerante. Senti meu corpo preso e apertado, dolorosamente ferido. As luzes difusas da rua confundiam-se aos meus olhos, dançavam de um lado para o outro, giravam e tremulavam enfraquecidas. Enfim, uma cascata de sangue cobriu um de meus olhos, e tudo se apagou para mim.
Sakura's POV
Havia se passado meia hora. Meu coração estava apertado e eu queria chorar em desespero. Daquela vez, nem mesmo os bons conselhos de Ino puderam me acalmar ou me manter sentada em seu sofá.
O lindo jantar de minha heroína havia esfriado sobre a mesa.
— Eu vou procurá-lo. — decidi, vestindo apressadamente meu longo casaco e dirigindo-me até a porta da sala.
— Você nem sabe onde ele pode estar. — lembrou Ino, seguindo-me nervosamente.
— Eu vou! Então não me segure. — torci a maçaneta, quando meu celular tocou.
Em uma espécie esperançosa de pânico, vasculhei minha bolsa em busca do celular, alcançando-o com mãos trêmulas e suadas. Um número desconhecido piscava no visor iluminado. Poderia ser Sasuke. Meu coração palpitava dolorosamente.
— Alô. — quase um grito.
— Haruno Sakura? — sondou uma voz desconhecida, séria e fria.
— Sim? — gemi, caindo sentada no sofá quando minhas pernas ameaçaram desabar.
— Encontramos seu número no celular de Uchiha Sasuke. A senhora é parente? — perguntou o homem, deixando-me realmente em pânico.
— O que aconteceu com Sasuke? — vociferei, esquecendo-me de respirar.
— Pode comparecer com urgência ao Hospital Kienkarajo Tekura? — e naquele momento eu desabei por completo.
"Onde você estivesse, eu queria estar também."
Notas: Sukiyaki¹ : mistura de massas, carne de vaca finamente fatiada, ovo e vegetais fervidos num molho especial feito de caldo de peixe,molho se soja , açúcar e saquê.
