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EPOV
Eu não conseguia mais ficar longe de Bella por muito tempo e minha vontade era mínima de me afastar dela. Muito pelo o contrário, eu sentia cada vez mais vontade de ter sua presença constante em minha vida, de torná-la peça fundamente do meu cotidiano e protegê-la de todo o mal que alguém poderia causá-la. Bella era isso pra mim; uma criança desprotegida teimosa que não gostava de transparecer fraqueza, muito menos demonstrar o que sentia, que eu queria proteger 24 horas por dia. Eu estava sendo paciente e compreendendo sua relutância, mas ao mesmo tempo eu a deseja cada vez mais. Noite pós noite dos dias seguintes eu sonhava em como seria a ter para mim por completo, acordando ainda escutando seus gemidos em meu ouvido e extremamente excitado. Bella estava me deixando louco com a falta de intimidade física, eu a desejava demais, mas ao mesmo a respeitava na mesma proporção. Precisava ter um plano para provar que ela podia confiar em mim, que ela poderia perder o medo comigo, mas o que eu faria? Não poderia pedir ajuda a Alice agora, ela ficaria animada demais e acabaria contando a Jazz, que contaria a Emmett e Rosaile, estragando tudo. Acho que a única solução era inventar um pequena mentira...
BPOV
Era sexta-feira à tarde e eu estava em casa assistindo televisão. Já havia adiantado todos os meus trabalhos da faculdade, lido algumas páginas de um livro da aula de Literatura e não tinha nada pra fazer à noite. Katy iria dormir na casa de Jacob, comemorar os três anos de namoro dos dois, e Renée e Charlie me mandaram um e-mail pela manhã avisando que ligariam no dia seguinte quando chegassem ao Sudão. Eu comia uma barra de chocolate enquanto assistia a reprise de 30 Rock quando meu celular tocou e eu vi o nome de Edward no visor. Meu coração pulou freneticamente e eu não sabia dizer ao certo porque aquilo aconteceu.
- Oi. – eu disse o atendendo.
- Oi. Tá fazendo o que?
- Assistindo TV, por quê?
- Alice pediu pra te convidar para jantar lá em casa hoje. Ela vai fazer alguma coisa para a gente comer.
- Jantar na sua casa? – eu perguntei me sentindo tensa com a proposta.
- É. Meus pais estão viajando durante o final de semana, sabe?
Mordi a parte interna no meu lábio inferior pensando bem naquele convite. Jantar na casa dele com todos os seus irmãos, sem seus pais, parecia ser uma ocasião que não envolvesse apresentações formais que me deixassem em uma situação constrangedora, seria algo mais casual. Eu já conhecia Alice e Jasper, só iria ser apresentada a Emmett e a [i]Barbie-doll[/i] da Rosaile, então poderia mudar os meus planos para aquela noite e ficar mais um pouco com ele.
- Que horas? – eu finalmente perguntei
- Te pego às seis horas.
- Certo. Até lá.
Quando Edward desligou, eu deslizei pelo sofá e deitei no chão coberto pelo carpete felpudo, respirando fundo. Dentro de duas horas eu iria para a casa dele, conhecer seus outros irmãos, seus pais longe o suficiente para não aparecerem durante a noite e aquilo só tinha um significado para mim: ele tentaria novamente. Eu não era inocente para pensar que ele desistiria depois de saber por que eu não fazia sexo, era só uma questão de tempo para uma nova tentativa. Quatro dias. Para algumas garotas seria muito tempo, para outras seria cedo demais e para mim? Eu não sabia, eu tinha medo de saber. Fechei meus olhos e tentei imaginar toda a situação. Eu parecia uma virgem novamente, assustada e tensa com a possibilidade de fazer sexo com alguém. Dois anos se passaram desde o acontecimento que marcou minha vida, talvez eu já estivesse protegida o suficiente para não me meter em roubada novamente.
Mordi um pedaço do chocolate antes de ir me preparar para jantar.
Às seis e dez da noite Edward chegou e ligou para o meu celular avisando que já estava me esperando. Analisei minha roupa no espelho de corpo inteiro do closet de Katy antes de sair de casa sem saber como voltaria mais tarde. Arrependida ou satisfeita, não sabia direito. Eu me sentia mais tensa do que poderia ser capaz de sentir, mas ver o sorriso nos lábios dele quando eu me sentei no banco de couro do Volvo me relaxou um pouco.
- Com fome? – ele perguntou depois de me beijar delicadamente.
- Um pouco. – eu respondi sorrindo mecanicamente. Tensão, tensão, tensão.
Sua casa ficava longe de onde eu morava, mas o caminho foi tranqüilo. Ele estava escutando um cd do David Bowie para minha surpresa e as músicas conseguiram me distrair um pouco durante um tempo, mas quando o carro parou em frente a uma casa de dois andares meu coração voltou a pulsar de maneira frenética. Olhei pela janela brevemente analisando o local e abri a porta do carro para enfrentar o que estivesse por vir.
Edward morava em uma das casas mais lindas que eu já conheci na vida. Eram dois andares em cima de uma pequena colina, uma escadaria de pedras escuras que dava acesso a ela. O segundo andar era praticamente aberto por grandes janelas e uma varanda grande na frente. Olhava abismada para a grandeza da casa e o escutei rindo ao meu lado.
- Vamos entrar. – ele disse segurando minha mão. – Está começando a esfriar.
Caminhei escadaria acima com ele segurando minha fria mão esquerda. O interior da casa estava um pouco escuro apesar de ainda estar claro lá fora e Edward acendeu a luza da sala enquanto eu tirava meu casaco. Uma decoração clean, com eu imaginei.
- Onde está todo mundo? – eu perguntei estranhando o silêncio.
- Acho que foram no supermercado, sei lá. – ele respondeu coçando a nuca. – Quer conhecer o restante da casa?
- Pode ser.
O restante da casa a que ele se referia era a cozinha – espaçosa, moderna e branquíssima – que ficava em frente à escada que dava acesso ao segundo andar. Nós subimos em silencio, eu analisando os quadros na parede, e caminhamos por um longo corredor. Algumas portas estavam abertas e eu olhei curiosa para o interior dos quartos tentando adivinhar a quem pertenciam. Um amplo quarto com uma cama de casal alta e uma estante cheia de livros só poderia ser dos pais dele. Um quarto com várias sacolas de lojas caras no chão pareceu pertencer a Rosaile de acordo com os relatos de Edward sobre seu consumismo. Só restava uma porta no corredor que eu não havia visto e nós dois paramos em frente a ela.
- Meu quarto. – ele disse baixo, com a mão na maçaneta.
Esperei calada ele abrir a porta e entrei no mesmo estado, escutando-o trancá-la quando estávamos em seu interior.
Seu quarto era diferente do que eu imaginei. Era rodeada de janelas grandes que deixavam a luz do sol se pondo iluminá-lo, duas paredes cobertas por estantes cheias de livros, CDs e DVDs, uma cama de casal com uma aparência confortável instalada no meio e uma TV de plasma em frente a ela. Eu caminhei observando tudo ao meu redor enquanto Edward fechava a porta e me assistia. Quando o encarei ele estava com os braços cruzados e sorrindo para mim.
- Seu quarto é muito legal. – eu disse me aproximando dele. – Todos esses livros, Cds...
- Imaginei que essa fosse a parte que mais te interessaria. – ele disse caminhando até uma das estantes.
- O que você anda escutando? – eu perguntei me aproximando do seu aparelho de som extremamente caro.
Sex (I'm) – Lovage
Quando eu apertei o play escutei aquela melodia conhecida pelos meus ouvidos e meu rosto ruborizou rapidamente com as lembranças que ela me trazia. Não era possível que ele escutasse aquela música, a que eu escutava quando estava em um momento de me auto conceber prazer, sozinha e envergonha após esse ato. O que ele fazia quando a escutava? O mesmo que eu fazia? Imaginar aquilo me deixou mais envergonhada ainda, me fazendo abaixar a cabeça para disfarçar isso. Edward olhou desconfiada aquela cena e se aproximou de mim.
- O que foi, Bella? – perguntou olhando para minhas bochechas rosadas. – Algo de errado com a música?
- Na verdade, não. – eu disse rindo envergonhada. – Por que você gosta dessa música?
- Sei lá, a melodia dela é boa. – ele respondeu coçando a nuca. – O que tem de mais nela?
- Edward, essa é uma das melhores fuck music já feita. – eu respondi sorrindo maliciosamente para ele.
O poder que os sussurros daquela música tinham sobre mim era incomparável, eu não conseguia esconder. Escutar aquelas frases eróticas ecoando pelo quarto com ele em minha frente, na maneira mais excitante possível, me fez sentir todos os meus anseios desaparecerem e derem lugar a outro sentimento: desejo. Eu desejava Edward de todas as maneiras conhecidas. Como amigo, como companheiro, como homem. A quem eu queria enganar mais? Estava mais que perceptível que eu não poderia mais esconder-me atrás de medos, de traumas, e deixar escapar aquela oportunidade. Ele provou ser paciente, gostar realmente de mim para agüentar esses dias todos sem me pressionar. Tinha se comportado tão bem que merecia uma recompensa a altura e a decisão surgiu em minha mente instantaneamente. Eu estava pronta dessa vez.
Apertei o botão Repet do aparelho de som e me virei para encará-lo novamente. Ele continuava parado me observando e o meu sorriso malicioso o deixou desconfiado, levantando a sobrancelha direita como eu esperei. Aproximei-me dele, pousando minhas mãos na gola de sua camisa azul de botão e encarei seus olhos verdes cheios de mistérios. Beijei seus lábios lentamente, subindo minhas mãos por seu pescoço e em seguida agarrando o cabelo de sua nuca para encostá-lo mais próximo de meu corpo. Beijá-lo só aumentou meu desejo, minha vontade de perder o que restava do meu juízo naquele quarto quente e acolhedor. Meus dedos vacilaram até seus botões e ensaiaram abri-los, mas Edward parou minhas mãos e o meu beijo.
- Bella, você tem certeza? – ele perguntou me encarando. – Eu não estou te pressionando nem nada, se você não quiser...
- Então colocar a música que me deixa mais excitada não foi planejado? – eu perguntei maliciosamente.
- Não foi bem assim. Eu não imagine que fosse ser simples assim...
- Come on and play with me – eu dublei a música o calando.
Edward sorriu de satisfação por ter finalmente me convencido, sem saber que aquela atitude surgiu de uma decisão minha, não dele, e me beijou ferozmente, me levantando em seu colo. Com uma rapidez engraçada, transparecendo um desejo obvio, ele nos encaminhou para sua cama e eu sentei nela, o observando arrancar o tênis e as meias que usava, eu o imitando naquele movimento. Ele parou em minha frente, me observando tocar delicadamente o cós de sua calça jeans e levantar meus olhos com um sorriso sacana nos lábios. Minha mão subia por seu abdômen dentro de sua camisa enquanto eu me levantava para colar meu corpo no seu. Aproximei nossos lábios sem beijá-lo e sorrateiramente minha mão desceu até sua calça jeans, passeando perversamente por cima de seu membro. Ele fechou os olhos de prazer com o meu toque e segurou minha mão delicadamente a parando. Sua excitação já se tornava nítida enquanto a minha era disfarçada pelas peças de roupa que eu usava.
- Bella, não me provoque... – ele disse quase em um sussurro com os olhos ainda fechados.
- Eu não tenho mais medo, Cullen. – eu disse voltando a acariciá-lo por cima do jeans.
Eu imaginei que minha reação depravada fosse quebrar qualquer receio que ainda existisse nele e aquilo funcionou quando ele avançou sobre mim, nós dois caindo na cama macia. Seu beijo era intenso, desesperado, suas mãos correspondendo a ele. Eu sentia meu corpo respondendo ao seu toque, minha respiração pesando e a inundação crescendo entre minhas pernas.
EPOV
Bella avançou sobre mim, nossos corpos mudando de posição. Ela sentou sobre meu quadril em pose de galope e minhas mãos a ajudaram a se livrar da blusa preta colada que usava. Seus seios eram como eu imaginei, no formato perfeito, transbordando no sutiã preto rendado que ela usava. Antes que eu pudesse realizar meu desejo de tocá-los, ela começou a abrir minha camisa lentamente, o que me deixou mais excitado ainda. Agora eu não podia mais controlar minha rigidez nítida dentro da calça, o que a fez corar levemente ao senti-la. Joguei minha camisa no chão do quarto rapidamente e levantei meu tronco para beijá-la e acariciar sua pele branca. Não existia mais luz no quarto, mas eu podia ver através do meu toque o que ela sentia. Sua respiração pesado no meu ouvido, suas mãos nervosas acariciando meu pescoço, seu corpo se movimentando lentamente no ritmo de nosso beijo violento. Beijei a pele arrepiada de seu pescoço, descendo para seu colo frio e em seguida minhas mãos pousaram no fecho do seu sutiã, livrando-a de mais uma peça. A vergonha que ela sentiu naquele momento era nítida pelo enrijecer momentâneo de seu corpo, mas meu toque calmo no seu seio a amoleceu novamente. Eu precisava provar daquela pele, daquela novidade estimulante.
BPOV
Senti sua língua passear lentamente pelo meu mamilo denunciando minha excitação e um gemido discreto escapou de meus lábios, se misturando com os gemidos da música. Não sentia nada além do arrepio que aquilo causava no meu corpo e fechei os olhos para aproveitá-lo melhor. As mãos de Edward subiam pelo meu seio junto com seus lábios e meu corpo entrava cada vez mais em um estupor prazeroso, brando com o que ocorria com ele. Ainda de olhos fechado eu pude senti-lo me deitar na cama e pousar seu corpo pesado sobre o meu. Eu o beijava cada vez com mais desejo e sentia sua mão acariciar minha barriga arrepiada, brincando na beira de minha calça. Dessa vez eu não o impedi quando ele abriu o botão do meu jeans e desceu o zíper lentamente, eu não tive mais medo. O ajudei a tirá-lo rapidamente de minha pele, revelando minha calcinha também preta. Corei escandalosamente ao lembrar que eu estava usando uma calcinha fio-dental, a vergonha de parecer mal-intencionada tomando conta de mim. Ele sorriu ao perceber aquilo e sussurrou no meu ouvido:
- Bell Swan, sua safada...
Senti a minha excitação escorrer pelo meu sexo encharcado e fechei os olhos quando a mão de Edward acariciou-me lentamente exatamente lá por cima do tecido. Meu corpo se movimentava de acordo com seu toque e minha respiração parecia não existir mais tamanho era o prazer que eu sentia. Ele beijou meu lábio enquanto sua mão subia pelo meu ventre e acariciava minha cintura vagarosamente. Eu não estava agüentando mais, precisava ser invadida por ele de qualquer forma, não me importava mais se aquilo fosse me machucar ou não. Eu precisava sentir Edward dentro de mim e o mais rápido possível.
EPOV
Saí de cima do corpo de Bella e me ajoelhei na cama para observar a melhor imagem existente. Seus cabelos negros estavam espalhados na cama, sua boca levemente aberta estava rosada junto com suas bochechas, seu corpo arrepiado, seus seios enrijecidos, suas pernas discretamente abertas revelando um pouco de seu sexo. Tirei minha carteira do bolso traseiro de minha calça e peguei uma camisinha que eu havia colocado ali no inicio da semana, quando eu era o mal-intencionado dos dois. Quando eu abri meu jeans ela fechou os olhos, talvez envergonhada demais para assistir enquanto eu me despia, e eu ri discretamente com aquilo. Antes de tirar completamente minha calça eu me abaixei um pouco para tocar a lateral de sua calcinha e descê-la lentamente por sua perna, ela ainda mantendo os olhos fechados.
Ela não podia ser mais excitante do que naquele momento. Arranquei minha calça junto com minha cueca, coloquei a camisinha e deitei novamente sobre ela. Bella flexionou os joelhos automaticamente quando eu toquei seu quadril, elevando seu corpo um pouco com minhas mãos em seu bumbum, para em seguida penetrá-la com facilidade. Ela arqueou o corpo para trás e soltou um gemido alto quando sentiu que eu estava completamente dentro de seu corpo.
BPOV
A dor foi menos insuportável do que eu me lembrava, mas mesmo assim eu pude senti-lo forçando de vez minha abertura. Seu corpo foi aos poucos pesando sobre o meu novamente e sua mão acariciou discretamente meu quadril antes dele começar a se movimentar dentro de mim. As estocadas iniciais eram lentas, quase uma tortura, e ele me beijava no mesmo ritmo ao fazer aquilo. Minhas unhas dançavam em suas costas suadas, ensaiando cravarem em sua pele a qualquer sinal de dor. Sua dança em cima de mim me encorajou a me movimentar também, meu quadril meneando junto com o seu e sua respiração ofegante se misturando com a minha. Seu prazer ia se aproximando conforme ele ia intensificando as estocadas, inconsciente sobre o que aquilo me causava, agarrando meus seios com violência e rasgando meu corpo com espasmos. Sua face se contorceu em uma expressão de prazer e um pequeno urro saiu de seus lábios, mesmo assim ele não parou de me penetrar com rapidez, quase uma brutalidade. O arrepio que saiu de meu quadril se espalhou por todo meu corpo e minha respiração foi interrompida por alguns segundo enquanto meu corpo inteiro se contraia em um orgasmo intenso e inesperado. Aquela sensação era indescritível, eu não imaginava que pudesse comparar com mais nada na vida.
Edward deitou lentamente do meu lado enquanto eu ainda aproveitava o que restava daquele prazer, minha face suada e corada. Escutei-o rir e eu virei meu rosto para encará-lo.
- Isso foi... Caralho! – ele disse ofegante enquanto sorria.
Eu não podia discordar com ele naquele aspecto. Ri também e moldei meu corpo junto ao dele, pousando minha cabeça em seu peito suado. Ele acariciou meu cabelo lentamente, eu me movimentava junto com sua respiração me sentindo a pessoa mais feliz do mundo naquele momento. Eu não queria que o tempo passasse mais, que ainda estivesse aquele jantar que Alice preparou nos esperando, eu quero mais doses de Edward Cullen durante a noite.
- Nós precisamos ir. – eu disse acariciando seu peito. – Alice está nos esperando.
- Ela não se importaria. – ele disse me abraçando mais forte.
- Não quero que ela pense que eu não me importo com seu jantar. – disse tentando me levantar, mas ele me segurou mais na cama. – Edward, por favor. Só um jantar e depois nós voltamos.
- Bella... – ele tentou dizer, mas eu me levantei rapidamente da cama.
- Seria uma grosseria, Edward Cullen. – eu falei parada em sua frente, mas ele não prestava a atenção nos meus lábios e sim no meu corpo. – Por favor, quer parar de ser um tarado e prestar atenção?
- Desculpe, você é muito gostosa. – ele disse se apoiando nos cotovelos para me observar melhor.
- Poupe-me disso, Edward. – eu disse fingindo irritação e catando minhas roupas do chão.
Depois de muito contestar, ele finalmente deixou-se ser vencido pelas minhas argumentações e se vestiu para descer. Eu tentei disfarçar meu cabelo bagunçado com um pequeno coque, mas minha face corada me denunciava demais e nós dois tínhamos aquela ar de pós-sexo muito perceptível. Eu não queria que ninguém percebesse aquilo, morreria de vergonha se um dos seus irmãos fizesse algum comentário sobre o que aconteceu no quarto de Edward, mas eu já estava preparada para aquilo.
Todos os quatro estavam na cozinha conversando quando nós dois chegamos. Alice estava sentada no colo de Jasper com uma lata de Coca-cola na mão e Emmett procurava algo na geladeira. Rosaile estava sentada em uma das cadeiras altas do batente apoiando o queixo em uma das mãos e mordendo levemente a unha. Todos pararam o que faziam quando nós aparecemos e eu escutei Rosaile suspirar de desgosto.
- Oi Bella. – Alice disse se levantando para me abraçar. – É um prazer te ver.
- Oi Alice. – eu disse timidamente.
- Bella, você já conhece o Jazz. Esses são Emmett e Rosaile. – Edward disse indicando seus outros irmãos.
- Finalmente eu posso te conhecer, Bella. – Emmett disse acenando pra mim.
- É um prazer, Emmett. – eu disse sorrindo para ele.
Rosaile não fez questão de me cumprimentar, muito menos olhar para mim. Eu não me importei muito com aquilo, Edward já havia me alertado que ela poderia ser a mais amarga de todos os seus irmãos.
- Ah, Alice. – eu disse me virando para ela. – Obrigada pelo convite para o jantar.
- Que jantar? – ela perguntou sorrindo.
- Edward disse que você me convidou para jantar aqui hoje. – eu respondi sem entender. – Que você cozinharia.
- Bella, eu não cozinho nada. – ela disse rindo e Jasper concordou com a cabeça. – Na verdade, nós estávamos esperando Edward chegar para pedir comida.
- Você não sabe cozinha? – eu perguntei me virando para encarar Edward. – Hum, jantar, não é?
- É... – ele disse coçando a nuca demonstrando nervosismo.
- Então eu acho que o jantar já aconteceu. – eu o disse em um sussurro e suas bochechas coraram.
- O quê? – Emmett perguntou.
- Nada não. – Edward disse rapidamente me fazendo rir. – O que vamos comer?
- Eu estava pensando em comida chinesa e pizza. – Jasper falou se levantando.
- Por mim tudo bem. – Edward disse. – E você, Bella?
- Tanto faz, eu gosto de tudo. – respondi dando de ombros.
- Eu vou preparar uma salada. – Rosaile disse levantando-se e abrindo a geladeira.
- Depois sou eu que tenho péssimos hábitos alimentares. – eu disse para ele e Edward riu com meu comentário.
Enquanto esperávamos as comidas chegar, nós ficamos conversando na cozinha, até mesmo Rosaile sentada ao redor da mesa com a gente. Os irmãos de Edward eram bastante engraçados, brincando um com o outro o tempo todo, me deixando mais relaxada com o passar do tempo. Estávamos tão entrosados na conversa que, para minha surpresa, Rosaile também começou a falar, não diretamente comigo, mas pelo menos ela estava rindo e conversando. Ela não era uma garota fútil como eu imaginei ser, conseguiu até mesmo ser legal e engraçado quando implicou com o cabelo bagunçado de Edward.
- Ele acha bonito esse cabelo desalinhado. – disse bagunçando o cabelo dele. – Um charme.
- Garanto que tem gente que gosta, Rose. – ele retrucou a empurrando de leve. – Bella, por exemplo.
- Quem te garante isso? – eu perguntei levantando minha sobrancelha direita como ele costumava fazer comigo.
- Eu garanto, Prince – Edward disse com seu sorriso torto.
Ele me beijou ao dizer aquilo e dessa vez eu tive certeza de que todos estavam olhando para nós, minha bochecha adquirindo aquele tom vermelho característico desses momentos. Foi o momento que eu mais sentir vergonha na minha vida por ser tratar da família dele – boa parte dela pelo menos – observando uma cena íntima nossa, sendo que eu não era nada para eles até uma semana atrás. As coisas estavam caminhando rápido demais para que eu pudesse processar e entender metade das coisas que aconteciam entre nós dois.
- Arranjem um quarto, pelo amor de Deus. – Emmett disse brincando.
- Depois do jantar. – Edward respondeu rindo e eu o recriminei com um tapa leve no braço.
- A comida chegou! – Alice nos interrompeu escutando a companhia tocar.
Eu me ofereci para arrumar os pratos na mesa de jantar junto com Jasper, queria não parecer ser o tipo de garota que espera tudo pronto e não é prestativa com a família do namorado. Eu disse "namorado"? Não, do... Amigo com benefício eu quis dizer. Edward se aproximou por trás de mim enquanto eu colocava os talheres na mesa e sussurrou no meu ouvido:
- Eles gostam de você.
- Até Rosaile? – eu perguntei com um sorriso nos lábios.
- Você é a primeira garota que ela dirige a palavra. – ele respondeu.
- Então eu não sou a primeira que eles conhecem. – eu pensei alto demais e ele riu.
- Que não é somente minha amiga, você é a primeira.
Fitei seu rosto com um meio sorriso no lábio. Pelo o que eu entendi eu era a primeira garota que ele tinha algo mais que seus irmãos conheciam e aquilo me deixou feliz. Dava a sensação de que eu era especial, único em sua vida ao ponto dele querer que sua família me conhecesse. Aquela noite não era exatamente uma noite para apresentações somente, eu já havia descoberto suas verdadeiras intenções há algumas horas atrás, mas mesmo assim foi diferente. Ele sabia que seus irmãos apareceriam em algum momento e me veria então eu concluir que no fundo Edward queria que todos soubessem quem eu era.
Eu abri minha boca para lhe dizer algo, mas fui interrompida pela chega de Alice e Emmett na cozinha com a comida. Virei-me tão rápido para vê-los que acabei esbarrando com Jasper atrás de mim, o fazendo derrubar um prato no chão.
- Meu Deus, desculpa! – eu disse me abaixando para catar os pedaços de vidro.
- Não tem problema, Bella. – ele disse sorrindo para me acalmar.
- Eu sou tão desligada...
- Relaxe, eles vão se acostumar com seu jeito estabanado. – Edward disse rindo.
Eu senti mais vergonha ainda por estar sendo um desastre ambulante outra vez com ele, ainda mais na frente de seus irmãos. Emmett foi o que mais achou engraçado esse meu jeito desequilibrado, rindo a noite toda comigo e esperando que eu cometesse outro ato desastrado a qualquer momento, mas eu passei a controlar mais ainda meus movimentos para me poupar de micos maiores.
Depois do jantar, Edward e eu nos arrastamos literalmente de volta para o seu quarto, pesado depois de tanto comer. Aquela família sabia como comer porcaria em grande quantidade, com exceção de Rosaile que comeu salada e apenas um pedaço de pizza no jantar, e eu fiquei feliz por não ter que ser outra pessoa com eles. Eu pude ser a Bella que se enche de junk-food como sempre tive orgulho de ser. Edward nunca mais poderia falar mal do meu jeito de comer depois daquele jantar.
- Eu sinto que vou explodir. – eu falei deitando em sua cama bagunçada.
Ele deitou-se ao me lado na cama e nós dois ficamos em silêncio por um bom tempo tentando recuperar nossa força depois de tanta comida ingerida. Edward colocou o braço ao redor do meu corpo, nos aproximando mais, e eu encostei minha cabeça em seu peito. Eu queria ficar eternamente naquela posição, encolhida entre seus braços e sentindo seu perfume forte, esquecendo que existia um mundo lá fora que eu fazia parte e ele também. E se nós dois morássemos de vez no seu quarto aconchegante demais? Eu não me importaria de largar toda a vida que eu levava para começar uma nova com ele entre quatro paredes.
Apoiei meu queixo em seu peito e encarei seus olhos verdes e seu sorriso perfeito. Edward alisou meu cabelo um pouco bagunçado, descendo sua mão por pelo meu pescoço. Eu o beijei delicadamente, mas de maneira ligeira nosso beijo tomou proporções mais devassas e rapidamente eu estava montada em seu quadril, arrancando minha blusa.
- Pensei que você estivesse quase explodindo. – ele comentou enquanto eu desabotoava sua camisa.
- Continuo, mas por outro motivo. – eu respondi o beijando e mordendo seu lábio inferior.
Nós dois sentíamos essa necessidade mútua de sorver da pele do outro o mais rápido possível, nos livrando de todas as peças de roupa em segundos. Sexo ainda era um pouco doloroso para mim, mas o prazer que sua mão agarrando meu cabelo pela nuca fazendo meu corpo arquear era recompensador, eu não conseguia mais pensar em nada. Minha mente estava anulada, meu corpo era uma marionete que respondia ao toque da mão de Edward em minha pele e aos seus beijos dilaceradores em minha boca desesperada. Me quadril se movimentava simultaneamente com o dele e em uma sintonia ridícula meu prazer chegou junto com o dele, não conseguindo mais controlar os gemidos audíveis para os demais naquela casa. Eu não tinha mais vergonha, ele havia roubado isso de mim no momento que me possuiu mais uma vez em seu quarto.
Eu não queria saber que horas era, que dia era aquela, muito menos que eu tinha uma casa. Permiti-me moldar meu corpo ao contorno do corpo de Edward enquanto sua mão acariciava meu cabelo espalhado pelo seu peito e nossas respirações quebravam o silêncio do quarto. Já devia ser mais de dez horas na noite naquele momento e minha vontade era mínima de levantar daquela cama, vestir minhas roupas e ir embora. Ele também não parecia querer fazer o mesmo e quase automaticamente eu adormeci abraçada a ele. Nunca dormir tão mal como naquela noite.
Acordei com os raios de sol entrando pelas grandes janelas que rodeavam seu quarto e batendo exatamente no meu rosto. Ao abrir os olhos eu percebi que o braço de Edward estava jogado sobe o meu corpo e sua respiração estava próxima da minha orelha, me virei curiosa para saber como ele era dormindo. Lindo, como o esperado. Sua barba estava levemente crescida, seus cabelos mais bagunçados do que eu poderia ser possível e ele roncava baixo, seu peito subindo e descendo com sua respiração. Um sorriso bobo se formou em meus lábios e eu não conseguia tirar meus olhos dele.
- Você está me observando dormir? – ele perguntou com uma voz rouca, sem abrir os olhos.
- Não. – eu respondi rapidamente morrendo de vergonha. – Acabei de acorda também...
- Relaxe, Bella. Eu não me importo com isso. – ele disse finalmente abrindo os olhos.
Aquele par de olhos verdes me encarou por um tempo e Edward sorriu para mim, me beijando na ponta do nariz. Ele se aproximou de meus lábios para beijá-los, mas eu o impedi colocando minha mão em sua boca e afastando nossos rostos.
- Eu preciso... Escovar os dentes, sabe? – falei sem-graça.
Edward respirou fundo sorrindo e deitou novamente na cama, revelando sua barriga perfeito debaixo do lençol branco. Eu me levante discretamente da cama e peguei as primeiras peças de roupa do chão; minha calcinha e sua camisa amassada de botões.
- Tem uma escova de dente reserva na primeira gaveta. – ele me informou quando entrei no banheiro.
Enquanto eu escovava meus dentes ele apareceu no banheiro vestido sua cueca box preta e meus olhos não conseguiam desviar de seu corpo esquio e atraente demais para minha fraqueza sexual. Ele aproveitou minha nuca exposta por causa do cabelo mal preso no alto da cabeça para beijá-la, meu corpo se arrepiando completamente com aquele ato, e deslizou sua mão por minhas costas. Eu não conseguiria resistir muito tempo ao seu toque, já sabia daquilo.
- Estou tentando escovar os dentes. – eu disse cuspindo a pasta de dente na pia.
- Ok, me perdoe por atrapalhar sua higiene bucal. – ele falou levantando as duas mãos.
Edward pegou sua escova e começou a escovar seus dentes, me observando fazer o mesmo. Aquilo era algo tão... Casal. Coisas que namorados faziam; escovar os dentes juntos, vestir a roupa do outro, dormir na mesma cama, mas nós não éramos um casal propriamente dito, eu nem sabia definir o que nós tínhamos. O pensamento da definição de relacionamento me consumiu novamente e eu o afastei rapidamente para não sofrer por antecipação.
- Pronto, dentes limpos e escovados. – ele disse me segurando pela cintura. – Posso te dar bom-dia agora?
- Bom-dia. – eu disse envolvendo seu pescoço com meus braços.
Com gosto de menta no hálito, nos beijamos dentro de seu banheiro branco e bagunçado. Rapidamente, ele desceu os beijos pelo meu pescoço, mordendo minha pele, e começou a abrir os botões de sua camisa que eu usava. Aquele homem era movido a sexo, só podia ser isso.
- Um pouco de controle seria bom, sabia? – eu comentei rindo. – Não que eu não esteja gostando, mas eu preciso ir para casa.
- Por quê? – ele perguntou acariciando minhas coxas.
- Porque eu preciso, é sério.
Ele não me levou a sério e me sentou na pia do banheiro, terminando de abrir a camisa. Eu não era uma garota pesada, tinha 50kgs distribuídos na minha estatura pequena, mas mesmo assim eu fiquei tensa e com medo de cair, quebrar a pia ou algo parecido. Conhecia-me o suficiente para esperar que aquilo acontecesse.
- Edward, por favor. – eu pedi sentindo sua mão subir pelo meu seio esquerdo.
- Bella, não banque a durona agora. – ele disse me beijando.
Mais uma vez eu não consegui me controlar com seus toques e transei com ele em cima da pia, explodindo de prazer antes das oito horas da manhã. Nunca acordar foi tão gostoso.
Entrei em meu apartamento no máximo de silêncio que eu consegui fazer, fechando a porta devagar para que Katy não aparecesse na sala e fizesse um interrogatório de uma hora sobre a noite passada. Pousei minhas chaves delicadamente na mesa da sala quando uma figura alta surgiu em minha frente com os braços cruzados e um sorriso nos lábios. Respirei fundo me preparando.
- Bom-dia, Bella. – Katy disse.
- Bom-dia, Katy. – eu respondi tirando meu casaco.
- Você não sabe o que aconteceu comigo essa manhã. Eu cheguei em casa por volta das nove horas e entrei no seu quarto para te acordar, mas tomei um susto. A cama estava vazia, arrumada e a chave de Purple Rain estava na mesa da cozinha.
- Eu sei... – falei baixinho.
- Então, não vai me contar nada não? – ela perguntou animada. – Quero saber todos os detalhes.
- Eu fui jantar na casa de Edward ontem e a gente acabou... Transando, sabe? – respondi timidamente. Eu não era uma pessoa boa em detalhes.
- Vagabunda. Conte mais, B. Foi bom?
- Foi... Quer dizer, doeu porque eu estava um pouco tensa, mas na terceira vez eu já não sentia dor nenhuma. Foi bem legal.
- Terceira? – Katy perguntou com o queixo caído. – Você está se saindo uma bela ninfomaníaca. E aí, é grande?
- Katy, pelo amor de Deus. – falei morrendo de vergonha. – Eu não vou falar do... Do negócio dele dessa forma.
- Idiota. Eu sempre te contei todos os detalhes das minhas transas.
- Infelizmente... Eu preciso tomar um banho e comer alguma coisa.
- Hum, sei... – ela falou me irritando. – Deve está cansada, né?
- Katy, me esqueceu um pouco. – eu pedi entrando no meu banheiro.
Quando eu tirei minha roupa eu pude perceber que existiam algumas marcas roxas pelo meu corpo, especialmente no pescoço, e eu respirei fundo sabendo o que era aquilo. Eu tinha uma pele sensível demais que ficava marcada com qualquer pressão a mais nela e certamente Edward me pressionou muito nas últimas doze horas. Agora eu parecia uma mulher que apanhava do marido, marcada pelos dentes dele em minha pele, mas não me importei nem um pouco. Pela primeira vez na minha vida eu não estava tensa em relação ao sexo, havia aprendido a relaxar com ele.
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