No final eu falo da minha demora, porque agora eu tenho que surtar: MONCHELE É REAL A MUUUUUUITO TEMPO E TODAS SABEMOS, MAS AGORA É MONCHELE SE MOSTRANDO EM TODOS OS CANTOS, SE ABRAÇANDO, BEIJANDO, RINDO E TUDO MAIS... TÔ SURTANDO AQUI! *_*
Capítulo 10
- "Então, patinhos ou ursinhos?" – perguntou Kurt, mostrando os desenhos que havia feito em seu computador.
- "Definitivamente patinhos. Não posso tirar da mente esse vídeo dos ursos canadenses que vimos outra noite." – respondeu Rachel, abrindo uma lata de tinta cuidadosamente e virando o conteúdo em outro recipiente menor.
- "Ok. Você pinta essas três paredes de amarelo e eu farei o mural sobre essa outra." – ordenou ele, arregaçando a manga da vela camisa dos Jets que vestia aquela tarde.
Rachel sorriu: era incrivelmente estranho ver Kurt em um look casual (ou quase desleixado nesse caso). Porém, todos esses meses trabalhando juntos na produção de Funny Girl haviam ensinado a ela que existia um Kurt diferente, que o Kurt designer era muito mais... relaxado e solto que o Kurt cunhado, o Kurt tio, o Kurt irmão e o Kurt marido.
Assim trabalham: ela o acompanha nas pequenas feiras de antiguidades e os brechós, nos quais as vezes se perdiam toda uma manhã comprando detalhes e acessórios para o set e ele a acompanhava em cada leitura, ensaio prévio, aula de ballet.
Finn e Blaine chamavam eles de 'o matrimônio' e francamente algumas vezes eram. Era um matrimônio... artístico, do mesmo modo que Blaine e Finn eram em seu próprio trabalho.
- "Pode acreditar? Há não muito tempo estávamos... redecorando essa casa para que Finn e eu pudéssemos vir morar aqui e organizando nosso casamento e nos acostumando com nossa vida em família e agora... estamos esperando bebês." – disse Rachel, emocionada, enquanto pitava distraidamente o mesmo lugar da parede em tom de amarelo neutro que ela e Finn haviam escolhido.
- "Está brincando? Eu não posso acreditar o quão rápido o tempo passou! Me parece que foi ontem essa primeira tarde em que saiu furiosa do primeiro ensaio do Glee Club." – respondeu Kurt, marcando com traços precisos o desenho na parede oposta.
- "Você teve bastante paciência comigo." – murmurou ela, com um sorriso, olhando para ele por um segundo.
Kurt lhe devolveu o sorriso.
- "Eu gosto de pensar que foi algo mútuo. Que continua sendo, na realidade." – explicou ele.
Rachel entendeu perfeitamente a que se referia. Sentiu vontade de abraça-lo, mas o som do celular de Kurt interrompeu o momento.
- "Sim? Sim, sou eu. Oh sim, Margatet, claro! Sim, estávamos esperando sua ligação com ansiedade. Amanhã? Sim, posso falar com meu marido para marcar um encontro. Perfeito. Nos vemos amanhã. Obrigado!" – disse, fechando o telefone e se sentando na pequena escada que havia usado.
- "Quem era?" – questionou Rachel, preocupada pela palidez do rosto de Kurt.
- "A... a encarregada do serviço de adoção. Parece que tem uma chance de que nos deem... de que nos deem um menino." – lhe explicou, com a voz trêmula.
- "Isso é incrível Kurt! Vão ter um filho! Devemos preparar o jantar, acho que tenho ingrediente para fazer carne assada que o Blaine tanto gosta. Oh, vai ficar tão emocionado! E podemos... se sente bem? Está pálido." – perguntou ela, transtornada.
Se aproximou dele, tentando acariciar o braço dele. Kurt olhou para ela.
- "Estou... estou aterrorizado." – lhe disse, ainda em voz baixa, enquanto duas lágrimas corriam pelo rosto.
Rachel o abraçou, apertando tão forte como seu ventre de grávida permitia.
- "Eu sei. E é normal. Eu perco a conduta duas vezes por dia. E sabe o que é o único que consegue me acalmar?" – questionou. Kurt negou com a cabeça. "Finn. Amy. Você. Não estamos sozinhos, Kurt. Se dá conta disso? Se dá conta do quão longe estamos de... da menina malcriada e o garoto com má atitude que não tinha ninguém além de seus pais? Agora... você tem Blaine e tem a nós. Tudo sairá bem." – o tranquilizou, tal como uma mãe tranquiliza um filho em uma noite de tormenta.
Sentiu como Kurt se relaxava um pouco entre seus braços.
- "Sim... sim, tudo sairá bem. Não tem do que se preocupar." – disse, mais para se mesmo do que para Rachel, enquanto deixava que pouco a pouco a emoção fosse se acalmando.
-oo-
- "Pode deixar de arrumar a gravata? Está me deixando nervosa." – se queixou Rachel, esticando para arrumar pela centésima vez naquela tarde o nó da gravata de seu marido.
- "Sinto muito, acho que é... que estou nervoso. Estou seguro de que vou arruinar isso." – confessou ele.
Rachel o olhou por um segundo, segurando uma de suas gigantes mãos entre as suas.
- "Eu sei, eu também estou nervosa. Mas devemos fazer isso bem e o nervosismo não é bom companheiro, então tratemos de... de deixar em segundo plano. Por Blaine e Kurt, ok?" – murmurou para ele, tentando acalmá-lo.
- "Por Blaine e Kurt." – repetiu ele, acariciando o ventre dela, distraidamente.
Rachel sorriu: esse simples contato, o das mãos do seu esposo em sua barriga, conseguia acalmá-la sempre. Não estava sozinha e nunca estaria.
- "Senhor e senhora Hudson, não?" – perguntou uma mulher no final do corredor. Ambos assentiram, se levantando ao mesmo tempo. "Margaret está esperando no escritório." – disse, apontando para a gastada porta.
Rachel segurou outra vez a mão de Finn e ambos entraram no pequeno e sujo ambiente.
- "Bom dia, perdoem a demora, mas foi uma manhã complicada." – se desculpou a mulher, se aproximando deles e estendendo uma mão. Finn recordou vagamente a senhorita Holiday e de repente se sentiu um pouco menos nervoso. "Então... Rachel e Finn, não?" – perguntou, dando uma olhada nas planilhas e apontando para as cadeiras vazias na frente da mesa.
- "Sim." – respondeu Rachel (Finn sentia como se alguém tivesse lhe arrancado a língua).
- "Você é o irmão do Kurt?" – lhe perguntou Margaret, olhando para ele através de seu enorme óculos.
- "Sim somos... irmãos de consideração. Minha mãe se casou com o pai dele há quase... quinze anos. Mas, na realidade, eu sinto ele como se fosse meu irmão por inteiro." – disse Finn, com a voz um pouco cansada pelo nervosismo.
Rachel sorriu: só Finn usaria uma expressão como 'irmão por inteiro' em uma entrevista desse tipo.
- "Sim, devem ser muito unidos se colocaram vocês como a primeira opção na lista de referências. O que tem o Blaine?"
- "Eu o conheci quando ele e Kurt começaram a sair no colégio. Fomos juntos para a universidade e trabalhamos juntos desde então." – explicou ele, pegando um pouco mais de confiança com cada palavra que dizia.
- "Como definiriam a dinâmica familiar de ambos? Como é a vida cotidiana?" – perguntou a mulher, anotando freneticamente todos os detalhes em seu computador.
- "Bom, são muito... equilibrados. Estão juntos durante muitos anos e realmente se conhecem e se amam muito. Kurt é... é a alma da casa. É a alma de qualquer lugar em que está, posso dizer. Nós trabalhamos juntos e o conheço desde o segundo grau e posso te dizer que é o melhor amigo que alguém pode ter. Blaine decai um pouco mais para a razão. Ele é mais centrado e é uma das pessoas mais leais que conheci em minha vida. Tem seus... momentos, como todo casal, mas no final do dia tudo se reduz a essa fórmula mágica que tem mantido eles juntos durante tanto tempo." – disse Rachel, com um sorriso.
Finn sentiu por um momento que devia aplaudi-la, pelo menos. Sua esposa, claramente, havia pensado isso com determinação e estava seguro de que provavelmente havia discursado durante os últimos dois dias.
- "Como descreveriam o desempenho dos Anderson com as crianças?" – questionou Margaret, no mesmo tom monótono que vinha mantendo.
- "Bom, temos uma filha de seis anos, Amy, que ama eles. Seu tio Kurt e seu tio Blaine são suas pessoas favoritas no mundo, sem exagerar."
- "Você é a pessoa favorita dela em todo o mundo." – murmurou Finn, baixinho e Rachel lançou um olhar glacial: definitivamente, esse não havia sido um comentário certeiro.
- "Kurt é muito dedicado e carinhoso com ela e Blaine tem essa forma de lhe ensinar coisas o tempo todo. Acho que aprende mais com ele do que aprende na escola." – continuou Rachel, como se nada tivesse acontecido e Finn riu com o comentário de sua esposa (bom, está bem, não havia sido totalmente divertido, mas tinha que emendar o erro anterior, ok?).
- "Por que acham que deveríamos ter os Anderson em consideração para esse menino?" – voltou a perguntar.
- "Ambos sabem o difícil que é não ter aceitação, perder uma família. Sobretudo Kurt. E sabemos com total segurança de que vão ama-lo incondicionalmente, como amam uma ao outro. Não tem melhor lugar para colocar um menino (e sobretudo um que teve que enfrentar a adversidade) como esse lugar. Vão cuidar dele, vão educa-lo e vão amá-lo como merece e mais ainda." – disse ela, tomando as rédeas do assunto mais uma vez.
- "Tenho entendido que você tem experiência no assunto, não senhora Hudson?" – questionou, agora sim tirando o olhar do computador e tirando também o óculos. Rachel assentiu com a cabeça. "Entenderá então porque é tão... complicado as vezes, entregar um menino a um casal de homossexuais, ainda quando parecem a melhor opção."
- "Não há famílias perfeitas." – soltou Finn, surpreendendo a si mesmo por ter dito isso em voz alta. Margaret o olhou de forma inquisitória e ele pensou que deveria se explicar. "A mãe biológica da minha filha morreu durante o parto. Tinha vinte e três anos quando isso aconteceu e de repente me deparei com que deveria enfrentar sozinho uma tarefa para a qual não estava preparado. Se não fosse por minha família (em especial por Kurt e Blaine) não poderia fazer. Eles foram meu maior suporte durante muitos anos e tenho a segurança de que serão dois pais exemplares porque... porque me ajudaram a me converter em um. Não exemplar, claro, mas... bom, eu tento pelo menos. O ponto é que eles desejam, merecem e serão incríveis nisso porque já são. São excelentes tios e companheiros e... irmãos." – finalizou ele, agora surpreendido de que tivesse sido capaz de formular tudo isso.
Por um segundo, por um milionésimo de segundo na realidade, lhe pareceu ver que Margaret sorria.
- "Obrigada pelo tempo de vocês." – disse para eles, voltando a estender a mão e abrindo a porta do escritório.
- "Como fomos?" – perguntou ele, nervoso, quando ambos voltavam para o carro.
- "Eu acho que estivemos fantásticos." – murmurou Rachel, com voz carregada de emoção, enquanto esticava sua mão para acariciar a nuca dele.
Finn soltou um suspiro de alívio.
- "E me diga, quanto tempo ensaiou seu discurso?"
- "Carinho, nunca zoe sua esposa grávida." – lhe disse, com um sorriso, enquanto ambos sentiam como a tensão desaparecia aos poucos.
-oo-
- "Trate de não jogar tantos brinquedos no chão, Amy. Já quase não posso ver eles com essa barriga de grávida. Estou indo, pare de bater!" – gritou Rachel, desesperada, enquanto Kurt continuava batendo na porta de entrada como se quisesse derruba-la.
- "Boa tarde, meu nome é Kurt, esse é meu esposo Blaine e esse... é seu sobrinho." – lhe disse, enquanto Rachel abriu a porta, lhe mostrando o pequeno menino que olhava com o rosto cheio de assombro desde a profundeza de seu carrinho.
Rachel olhou primeiro para Kurt, depois para Blaine e de novo para o menino, com a boca aberta de assombro.
- "Como... quando... o que?"
- "Se nos deixar entrar pode ser que te contemos." – disse Blaine, com o maior sorriso do mundo.
Rachel abriu passagem, para que eles entrassem.
- "Amy! Finn!" – gritou Kurt, enquanto o resto se sentava na sala da casa dos Hudson.
- "Por que tanto alvoroço?" – questionou Finn, descendo a escada com Amy trepada em suas costas.
Ambos soltaram um gritinho de assombro quando viram o menino.
- "Lhes apresento a Harry Anderson-Hummel." – disse Blaine, com ar solene, enquanto apontava o pequeno que repousava em seu carrinho.
- "Tem sete meses e está desejando ter uma prima maior, com toda sua alma." – Kurt disse para Amy.
A menina se aproximou do carrinho lentamente.
- "Oi Harry, sou Amy e sou sua prima. Me alegro muito que está aqui, porque já estava cansando de ser a única menina." – lhe disse, segurando uma das pequenas mãozinhas.
Harry soltou uma gargalhada, esticando para tocar a roupa de penas que Amy vestia nesse dia (ela e Rachel estavam brincando de se disfarçar. Ela mais que nada).
- "É lindo, meninos. Felicidades!" – disse Rachel, com a voz carregada de emoção, enquanto acariciava a suave cabeleira preta do menino.
Era realmente lindo: tinha uns olhos marrons enormes, parecidos com os de Blaine e o pequeno nariz em forma de botão. Vestia uma pequena camisa e um casaco e Rachel soube no mesmo instante que Kurt já havia colocado mãos no assunto.
- "Um novo jogador de Futebol Americano!" – brincou Finn, batendo nas costas de Blaine e ganhando um olhar ameaçador de seu irmão. Se aproximou de Kurt, o abraçando fortemente. "Te felicito. Você merece mais do que ninguém." – murmurou para ele.
- "Aparentemente... foi seu discurso que conseguiu conquistar a Assistente Social. Então... obrigado!" – disse Kurt, com a voz carregada de emoção.
- "Leve como um reembolso por todos esses anos em que Amy e eu fomos uma dor de cabeça." – brincou Finn, batendo nas costas dele.
Rachel rompeu em choro, se sentando no sofá dramaticamente.
- "O que foi, carinho?"
- "Eu só... estou tão feliz! Vejam, olhem bem até aonde nós chegamos!" – disse, colapsando nos braços de seu marido.
- "Posso carregá-lo?" – pediu Amy.
- "Te direi para ir buscar seus brinquedos preferidos e trazer, o que acha? E uma manta também." – lhe disse Blaine, tirando Harry do carrinho e dando para Finn, que o sentou em uma de suas longas pernas e começou a balança-lo.
Amy saiu correndo até seu quarto, para voltar com os braços cheios de brinquedos. Blaine esticou a manta no tapete e espalhou os brinquedos, pegou Harry nos braços novamente e se sentou no chão, seguido por Amy.
Ficaram ali toda a tarde, brincando, rindo e escutando Rachel e Kurt entoar algumas músicas, dando a Harry as boas vindas a família, como só eles podiam fazer.
OBS. 1: História original escrita por Hestiaa na fanfic FUNNY GIRL ( s/6874005/1/Funny_Girl )
OBS. 2: Bom gente, primeiramente queria me desculpar pela demora em atualizar aqui e em segundo dizer que farei o máximo para atualizar todos os dias essa fic, mesmo porque os capítulos dela não são muito grandes, mas que está mais difícil para mim, já que estou cada vez pegando mais plantão e as provas na facul estão chegando. Espero que entendam! bjs
