Oi! Primeiro de tudo mil desculpas pela demora! Eu fiquei viciada em 'How I Met Your Mother' quando entrei de férias e precisava me atualizar com urgência, então acho que vegetei por um tempo na frente do pc só vendo série, sorry por isso. Mas chega de falar sobre o que ninguém quer saber e vamos com a história!
Ah, thanks pelos comentários mais que divos * - * Sério, sempre fazendo o meu dia vocês :D E eu respondo lá embaixo, bjs...
E, por fim, Sweeney Todd não me pertence, então esqueçam que não vou vender o cabelo dele - nem nada mais - para ninguém pelo mercado negro. xP
.Capítulo 9 – A que custo se conquista a felicidade?
- Mrs. Lovett, a senhora pode me responder por que diabos eu estou passando fome? – Sweeney bradou irritado ao entrar na ainda fechada loja de tortas durante a manhã, encontrando um Eleanor estranhamente sorridente, parecendo até mesmo... Feliz? Era esse o sentimento que via no rosto dela?
Ouvir a voz do barbeiro era tudo o que a mulher menos desejava naquele momento. Era estranho pensar nisso, mas a ideia de ser ignorada por ele como de costume, soava bem mais convidadita do que receber o mínimo de atenção que ela sempre almejava.
- Talvez seja o universo te mostrando que está na hora de você se tornar independente e começar a buscar seu próprio alimento, love. – Ela respondeu em tom irônico, sem levantar os olhos do trabalho que realizava. Impressionada com o quão simples estava sendo ignorar o barbeiro enquanto seus pensamentos estavam perdidos em outro lugar. Sem nem ao menos se importar com o tipo de reação explosiva que ele poderia ter. Mesmo que isso envolvesse a chance de perder a vida.
Agindo sem pensar, apenas por puro instinto do momento, Sweeney aproximou-se sorrateiramente de Eleanor, a navalha já em sua mão direita e aberta, pronta para qualquer ameaça.
Ele sabia que não deveria se importar se ela estava feliz ou não, ou o porque da súbita mudança no humor da mulher, mas algo ali o incomodava e ele tinha certeza que era algo relacionado aquele bastardo que havia brotado do chão como se estivesse estado ao lado da padeira durante toda uma vida. E, sinceramente, não fazia a mínima diferença qual era a história dos dois, mesmo que o barbeiro tivesse uma pequena e suplicante parte curiosa em sua mente, nada o faria se deixar vencer tão cedo.
Ora, por favor, ele passou quinze anos sofrendo na Austrália. O que era ser ignorado pela Mrs. Lovett perto do sofrimento que passara? E acima de tudo, uma simples curiosidade não o faria mudar de atitude tão cedo. Ele era o maldito do barbeiro demoníaco da rua, não podia simplesmente aceita r qualquer mudança como se fosse o vento mudando de posição.
Sim, Sweeney Todd gostava de expor seu ponto de vista e deixá-lo de maneira bem clara quando queria. Bastava apenas ter uma de suas amigas para se fazer entender. Afinal, o que tem de mais certo nessa vida do que adquirir submissão através do temor dos outros e não do amor?
- Mrs. Lovett, tudo o que eu peço é que você tenha o bom senso de prover minhas três refeições do dia e mais nada. Então trate de levá-las como tem feito e me entregar na barbearia. Estamos entendidos, pet? – Ele falou em um tom baixo e monótono. A ameaça contida – apesar de exposta pela navalha afiada pressionada contra o pescoço da padeira – impedindo a mulher de cuspir em seu rosto ao ouvir as palavras dele.
Como assim apenas pede pela comida? E tudo o mais que ela fazia por ele? Caralho, ela desmembrava os malditos homens que ele matava e ainda cozinhava. Ora, por favor, será que ele tinha alguma noção de até que horas ela trabalhava acobertando seus crimes? E o fedor com o qual ela tinha que lidar...
Suprimindo um suspiro exasperado, Nellie balançou a cabeça em afirmativa para Sweeney, já que era o máximo que se dava o trabalho de fazer tendo algo cortante em sua garganta. Ela não pretendia morrer agora que estava começando a ter amor pela vida mais uma vez, mesmo que isso significasse engolir o orgulho vez ou outra. Algo lhe dizia que o sacrifício valeria a pena.
Dando-se por satisfeito, ele então a soltou, deixando que o corpo diminuto da padeira deslizasse pela parede em que estava recostado. As mãos dela tremendo violentamente. A expressão agora livre do brilho radiante de instantes antes. É claro que Sweeney nada viu dessa cena, já estando fora da loja e subindo as escadas enquanto uma abalada Eleanor tentava voltar à sua rotina como se nada tivesse acontecido.
- Por que você ainda não se acostumou com esse bastardo, Nellie? Me diga por que tanto medo ainda circula por ti? – Ela murmurou para si enquanto abraçava o próprio corpo. Um vento frio passando e causando-lhe arrepios como um agouro quanto ao que estaria por vir.
Será que ela não conseguiria ser feliz nunca?
...ºª°...ºª°...ºª°...
Ele não precisava de relógio para saber que já era mais do que tarde. E certamente já passara a muito tempo do horário correto para a padeira dormir. Não era sua intenção bancar a mãe intrometida, mas era apenas preocupação com o bem estar dela que lhe invadia a mente. Tudo o que queria era vê-la bem.
- Eleanor. Eleanor? – Andava pela casa chamando-a. Os passos rítmicos seguindo inconscientemente o mesmo compasso do som que vinha do andar de cima. Mimicando sem notar o andar do barbeiro que ele tanto desprezava.
Foi ao chegar ao fim da cozinha que ele avistou uma forma indistinta, porém conhecida, passando apressada em direção à pesada porta de ferro que levava até o subsolo onde ele sabia que somente a padeira ia.
Franziu o cenho perguntando-se se deveria avançar atrás dela e descumprir a tola ordem de não ir à fornalha, ou apenas ser um bom cavalheiro e esperá-la na sala, sentado no sofá e observando o fogo na lareira.
Ignorando as duas ideias, fez o que considerou o mais correto. Ou mais parecido com o seu jeito de ser. – Eleanor, você não acha melhor continuar esse trabalho todo pela manhã? Imagino que você esteja cansada e dolorida depois de todo o movimento do dia, querida. - Sugeriu com sua voz doce. Apertando suavemente o ombro da padeira ao alcançá-la, fazendo com que parasse no local em que estava, bem em frente à porta fechada. Notou que a mão que ela mantinha apoiada na maçaneta parecia tremer. Puxou o corpo diminuto para si, então, envolvendo-o em um abraço caloroso, imaginando que ela estivesse com frio. Não passou pela sua cabeça nenhum outro motivo para tal reação da parte dela. Muito menos que estivesse com medo. Medo de que, certo? Era óbvio que ele jamais a machucaria.
- Ahn, eu só tenho que preparar um pouco da carne para amanhã, Robert, e logo vou descansar. Prometo! E não se preocupe tanto. A minha rotina é sempre dessa forma, love. E, sinceramente, eu não a trocaria pela tormenta que foram os anos na miséria. - Ela disse lentamente. Um sorriso cansado em seu rosto. A voz um pouco tremula e comedida, como se escondesse algum incomodo por trás da fachada gentil.
Soltando o corpo de Mrs. Lovett, ele esticou uma de suas mãos de forma a poder acariciar o rosto que tanto admirava.
- Você é linda, Eleanor. Nunca deixe ninguém lhe dizer o contrário. - Falou como o tolo apaixonado que era. Os lábios tocando brevemente nos da padeira em um selo casto. Os olhos brilhando divertidos ao notar as bochechas ruborizadas da mulher. - E por favor não se mate de trabalhar. Se precisar de ajuda em qualquer coisa, lembre-se que estou aqui pronto para o que der e vier. Mesmo sem entender nada de cozinha.
Eleanor sorriu, deixando a breve timidez de lado. - Agradeço a oferta, querido, mas não estou pronta para ver minha casa pegando fogo. Então, por hora, saiba que estou mais que satisfeita com o seu auxilio servindo os clientes. De resto, pode deixar que eu cozinho. - Sem contar que você nunca me perdoaria caso descobrisse que tipo de recheio uso nas tortas. Ela pensou amargamente, sabendo que ninguém seria capaz de entender o negócio dela e de Sweeney. Mesmo se fosse alguém que a amasse.
- Se é assim, então com licença, querida, eu vou...
- Passar pano nas mesas, certo? È muito gentil da sua parte se oferecer. – Comentou sorrindo ao tacar um pano úmido na direção de Robert. O olhar brilhando divertido ao cortar a fala dele, que obviamente pretendia dormir. – Ora, você mesmo disse que queria fazer algo, então não me olhe assim. E depois, adiantando essa tarefa eu posso me dar o luxo de acordar mais tarde amanhã, o que significa mais descanso para você e Toby também. – Falou por cima do ombro enquanto abria a pesada porta, se segurando para não voltar atrás e mandar Robert dormir. Ela realmente precisava de um descanso e, bem, se tinha alguém disposto a ajudá-la, não tinha motivos para recusar.
Antes de descer ouviu ele suspirar e gritar para ela. – Eu ia falar dormir, mas posso sobreviver com essa tarefa. As coisas que eu faço por ti, Eleanor. Ainda bem que amanhã tenho direito a descansar mais. – Com isso ela abriu um sorriso bobo, que logo foi apagado ao dar os próximos passos em direção ao seu inferno pessoal.
Grunhiu assim que o cheiro podre invadiu suas narinas. O calor do forno já atingindo seu corpo.
Pela primeira vez desde que começara a fazer as malditas tortas Mrs. Lovett desejou nunca ter tido essa ideia que parecera tão maravilhosa no momento. Seria tão mais simples trabalhar se pudesse ter mais um par de mãos para lhe ajudar. E, bem, Sweeney Todd estava fora da lista de pessoas que a ajudariam, nem se a vida do mesmo dependesse desse ato.
Era horrível pensar assim, mas era pior ainda continuar a se enganar. Ela estava mais que cansada de saber que o barbeiro não tinha nenhum interesse em si além do auxílio para se livrar dos corpos de suas vítimas. Nem para alimentá-lo ela servia, já que ele nunca comia nada.
- Por que você ainda insiste nessa ideia repugnante, Nellie? – Se perguntou em voz alta assim que pegou o primeiro dos três cadáveres que teria de lidar. – I mean, with the price of meat, Wot it is – Cantarolou em seu costumeiro tom suave, o rosto contendo um sorriso mórbido enquanto o sangue negro escorria pela sua pele ao passo em que ela mutilava a carne de mais um desconhecido sem sorte. As unhas acumulando as provas de um crime que ela tanto temia ser descoberto. O suor escorrendo por seu rosto, passando por todo um longo caminho a favor da gravidade a fim de encontrar seu derradeiro ponto de descanso no solo.
O tempo, então, foi passando e a padeira se distraiu com sua tarefa macabra. A mente perdida em pensamentos, refletindo sobre os conceitos morais que ela não mais se permitia preocupar devido aos atos que praticava. Afinal, Eleanor nunca fora o tipo de moça puritana que se esconde nas casas de Londres com medo que pode encontrar nas ruas imundas.
A todo o momento ela podia ouvir os passos do barbeiro no andar de cima, indo para lá e para cá como sempre. O ritmo cadenciado parecendo quase o mesmo das batidas de seu coração ferido.
Foi depois de perder-se nos minutos que sua mente lhe gritou uma nova informação óbvia.
A carne estava cara naqueles dias? Claro! Mas, parando para pensar, ela agora tinha uma boa quantia de dinheiro devido ao sucesso da loja. Então isso significa que não era mais necessário usar gente como recheio. Ela podia comprar carne decente! E, acima de tudo, Eleanor não precisava mais das vítimas do barbeiro para manter seu negócio. Ela podia muito bem se virar sozinha como sempre fizera e ele que se livrasse dos corpos como bem entendesse.
De repente, a padeira percebeu que a necessidade de ter Sweeney Todd em sua vida já não era mais um tormento crescente e insaciável. Notou que finalmente não precisava dele porque havia encontrado uma outra obsessão para sua vida. Mas será que isso dará certo? Ela se perguntou.
Por que quanto tempo Robert ainda pretendia viver ali? Ela havia perdido a capacidade de confiar nele, mesmo sabendo que a decepção que tivera no passado tinha sido por culpa de seus próprios pais. Ela tinha medo ser deixada mais uma vez. De ficar sozinha de novo, perdendo o amor que tanto ansiava ter em sua vida.
Sem contar que... E quanto ao Mr. Todd? Algo a dizia que ele não ficaria nada feliz se ela chegasse e lhe dissesse que não pretendia levar o plano deles a frente. Pretendia desistir da própria ideia. E, possivelmente, ela acabaria no mesmo lugar onde estava naquele exato momento, contudo a única diferença seria a falta de vida em seus olhos e o sangue escorrendo pelo corte de lâmina em sua garganta.
Não. Ela não podia arriscar a estabilidade que tinha no momento. Mesmo com os sentimentos confusos e a mente clamando por uma mudança, temendo passar mais um segundo sequer na presença do demoníaco barbeiro, ela não tinha como mudar o que havia criado. Não existia uma forma de voltar atrás sem destruir a vida que mantinha no momento. E ela não desejava ferir mais ninguém além dos homens que todos os dias morriam. Ela não desejava que as pessoas que amava morressem, mesmo isso significando que ela teria que sofrer mais um pouco pelo caminho que vinha.
Eleanor Lovett sabia o que era dor. E ela se julgava forte o suficiente para lidar com esse mal, ainda mais quando infligido apenas em si. Claro, se pudesse escolher não sofreria, mas às vezes a linha entre o sofrimento e o amor é tão fina que nem se sente quando ela é transpassada.
Terminando o trabalho com os corpos, ela pôs-se a moer a carne e a esconder os ossos para depois se livrar deles. Os músculos cansados reclamando do esforço exagerado do dia. – Apenas mais um pouco. – Falou soltando o ar lentamente enquanto subia as escadas de volta ao térreo, os ouvidos atentos para qualquer barulho suspeito. Mais do que nunca ela deveria ser cuidadosa para que não encontrasse nenhum de seus visitantes durante a noite enquanto andava ensanguentada pela casa. Não era só com Toby que tinha que lidar agora.
Rumou para o banheiro. Uma vez lá despiu a roupa do corpo, entrando na banheira que agora continha água relativamente morna devido ao tempo que demorou a subir. Mas não importava para ela contanto que conseguisse se livrar da podridão que sentia agarrada a si. Esfregou a pele furiosamente, como se assim conseguisse limpar a consciência também. Tentando se livrar da ideia ridícula que era não mais cooperar com Todd.
Quem ela pretendia enganar? Todas as noites era a mesma rotina em sua mente. Ela sempre pensava em formas de dizer a ele que julgava já ser apropriado comprar carne normal, entretanto em todas as suposições o final era o mesmo. Ele perdia a cabeça e a atacava em mais um de seus rompantes de fúria. Sendo que daquela vez a ameaça em sua garganta não era mera encenação e ela tinha o fim que tanto temia. O sangue escorrendo por sua pele de porcelana. Terminando morta pelas mãos daquele que tanto amara.
Amara?
- Não se engane, Eleanor, está mais que claro que você ainda o ama. A única diferença entre o antes e o agora é que existe uma pequena chama de esperança em seu coração. Talvez você ainda tenha chance de amar e ser amada.
Mas somente talvez...
E esse talvez, que antes era tão improvável quanto um dia ensolarado em Londres ou ver um sorriso sincero no rosto de Sweeney Todd, estava começando a se mostrar mais palpável a cada dia que se passava. Era apenas uma questão de tempo.
Era apenas uma questão de saber esperar.
Yep, okay confesso que ficou faltando um pouco de gente e interação nesse capítulo, mas eu preferi focar mais nos sentimentos da Mrs. Lovett porque, sei lá, gosto de tentar ver o mundo pela ótica cinzenta e ao mesmo tempo otimista dela. Então, deu no que deu xP Mas falando sério, no próximo dou um jeito de todo mundo aparecer, ainda mais porque eu fico botando mais e mais personagem nessa fic e eles precisam ter o seu momento de brilhar também.
Reply para Mandy: Psst, óbvio que li seu comentário. Aliás, amei - like always - pq sou dessas que morre quando vê um mísero comentário, então um grande como o seu me faz vomitar arco iris, confesso :3 Cabelo, honrei o meu e descobri que era você mesmo sem o nome, dois beijos! haahahhaah Enfim, essa vida de bloqueio é uma bosta, isso sim. Tenho que me concentrar para escrever algo que leve a fic em frente pq ultimamente só venho mantendo na mesma linha e panz, mas tudo bem... Ain, Thanks pelos elogios e pelo amor também, que aceito de bom grado já que a carência ta batendo hoje - ainda mais pq é valentines day e eu to aqui sozinha no pc comendo um chiclete muito merda SOS - Oi? Viajei aqui, sorry! ^^' Ain, Colena é perfeição, mas eu ainda mantenho minhas forças em Tilena, confesso. E gente, acho que vc é a primeira pessoa que vejo que é pró Timdy *O* Nada contra, claro, mas eu já to tão acostumada de ver o Tim com a Helena que, sei lá, consigo sentir uma onda de amor só dos dois se encararem O_o Enfim, parar aqui antes que fique mto exagerado. Thanks pelo comentário e desculpa pela demora, de verdade :D
