Quando o Amor Espera
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Universo: U.A.
Autora: Johanna Lindsey
Adapitação: Tiva07
Gênero: Romance/Angst/Histórico
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Sinopse
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Konoha era uma velha fortaleza, que não fora projetada nem para ser confortável nem para receber hóspedes. No entanto, passou a ser o lar da delicada e bela Lady Sakura desde que ela fora separada do pai por intrigas da madrasta. Embora rústica, há seis anos Sakura não saía dali nem para visitar Haruno, sua cidade natal. Tampouco para ver o pai, que morava no castelo de Haruno com a nova esposa, Lady Kaory.
Estamos em 1776, na Inglaterra dos senhores feudais. Sakura, isolada do mundo, resolve acabar com sua solidão: aventura-se, sozinha, até Oto para assistir à justa. E o destino a faz conhecer o homem que irá modificar radicalmente sua vida: Sasuke Uchiha, o Lobo Negro.
Confiante nas boas relações com o rei, Sasuke Uchiha, mercenário de Sua Majestade, dirige-se a Haruno para pedir que ele interceda a seu favor: quer a mão de Sakura e as terras vizinhas à fortaleza de Konoha. As terras são confiscadas do jovem Sai Montigny e de seu pai, e Sakura é forçada a se casar.
CAPÍTULO 10
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EM MEIO à névoa espessa que envolvia a mente de Sasuke, ele sentiu um corpo suave apertado contra seu peito e coxas. Karin não era do tipo de se aninhar com ele na cama, nem mesmo para se esquentar, estando com ela há bastante tempo para ter essa percepção entranhada na sua mente.
No entanto, havia um corpo macio aquecendo-o durante o sono, e Sasuke o abraçou, pondo a mão entre os seios. Ela choramingou, em protesto, e Sasuke escutou o som. Com um suspiro, retirou o braço e começou a se virar, mas o corpo quente se aninhou ainda mais. Fugazmente ele se perguntou o que teria provocado tal mudança, e voltou a abraçá-lo. Como não houve protesto, começou a acariciá-lo, meigamente para não despertá-la. Não tinha pressa e estava semi-adormecido.
A sua mão estava descobrindo coisas que o confundiam. A pele de Karin parecia mais macia, como um cetim fino, e não encontrou saliências ossudas. As curvas eram firmes, mas cheias de carne, os seios mais fartos, também, mais pesados. Não se lembrava de ter notado essas mudanças.
Sasuke despertou instantaneamente. Era a esposa que estava acariciando, a esposa que o deixara excitado. Imaginara que fosse uma criança, mas essas curvas não eram de uma criança.
A moça se mexeu, esfregando as costas provocantemente contra ele, quase como se buscasse... buscaria? Estaria ainda adormecida, ou acordara e, agora, dizia-lhe que prosseguisse? Ficou chocado que uma virgem fosse tão atirada, porém seu corpo estava reagindo muito positivamente, o sangue correndo para a sua virilidade, fazendo-o desejar alívio a despeito da sua confusão e hesitação.
Ela conseguira. Fizera com que ele a desejasse, embora não soubesse qual a sua aparência, e desconfiasse do pior. Era a oportunidade pela qual rezara. Contanto que estivesse escuro, e não tivesse que olhá-la, poderia cumprir o seu dever.
Ao seu lado, Sakura estava tendo um sonho erótico extraordinário. Não sabia que tais sensações eram possíveis. Agarrou-se ao sonho, desejando que nunca terminasse, mas despertava pouco e pouco. Sabia, vagamente, que estava encostada a um homem e que a sua mão a afagava como ninguém o fizera antes. Não podia ligar o homem que era seu marido ao homem que estava ao seu lado, por causa do prazer que este lhe proporcionava. Do marido, preparara-se para a dor, não essas doces sensações.
Quando o seu rosto começou a incomodar e a dor se manifestou, despertou instantaneamente. Amedrontada, buscou a faca sob o travesseiro.
Sasuke não sabia que machucara a esposa, quando os nós dos dedos roçaram a sua face pisada. Pretendia, apenas, retirar a farta cabeleira que lhe encobria o rosto, antes de deitá-la de costas, pois estava pronto para ela e sabia, pelos sons que emitia, que ela também estava pronta. Uma dor irritante atingiu-lhe o flanco, desequilibrando-o. Foi só dali a momentos que reagiu à dor, tocando o flanco, e seus dedos ficaram molhados e pegajosos. Soltou um grito de raiva.
Sakura, a princípio paralisada de medo com o que havia feito, saiu correndo da cama quando ele gritou.
Sasuke não sabia que ela saíra da cama, pois fizera o mesmo, pelo outro lado, dirigindo-se para a porta da antecâmara onde dormia o seu jovem escudeiro. Escancarou a porta, gritando:
- Traga uma luz para cá, Komoy! Depois acorde uma criada. Quero uma muda de roupa de cama, e é preciso avivar o fogo.
Sakura correu para onde estavam as suas arcas. Uma busca apressada fez surgir o seu roupão. Quando surgiu uma luz do lado de fora da porta, ela se virou rapidamente e terminou de amarrá-lo.
Foi isto o que Sasuke viu, quando Komoy entrou no quarto com um castiçal. Prendeu a respiração, pois era a primeira olhada íntima que dava na esposa. Ela não media mais do que 1,55m mas, em sua pouca altura, tinha um corpo perfeito. As curvas eram lindas, as costas esbeltas estreitando-se até uma cinturinha fina, depois arredondando-se para formar quadris suavemente fartos. Ela ergueu os cabelos de sob o roupão e jogou-os para trás como uma nuvem rosada. Santo Deus, era primorosa vista deste ângulo.
Ela se dirigiu à cama e se inclinou para pegar a faca que deixara cair, mas ele se aproximou, viu o que fazia e gritou:
- Não a toque, madame!
Sakura recuou, assustada, e quase voou para o canto do aposento que estava às escuras. Fora uma burrice muito grande tê-lo ferido, pois agora o seu sofrimento seria dobrado. Apenas tornara as coisas piores para si mesma.
Sasuke fitou furioso a figura encolhida, perguntando-se o que ela imaginara poder fazer com aquela pequena faca. A lâmina não era grande o bastante para lhe causar dano de verdade. O corte em seu flanco não passava de uma alfinetada comparado aos ferimentos que sofrera em todos os seus combates. Talvez a intenção da moça não fosse a de feri-lo. Talvez o tivesse apunhalado acidentalmente. No entanto, levara a faca para a cama. Por quê?
Sasuke se enrijeceu ante um novo pensamento. Será que pretendera ferir-se com a faca e manchar de sangue os lençóis, pois não tinha outro sangue para fazê-lo? Que tolice tentar aquele velho truque. Não se importava que viesse para ele sem ser virgem, mas não gostava nem um pouco que tivesse tentado enganá-lo.
Gostou ainda menos quando as duas criadas, que entraram para trocar a roupa de cama, olharam primeiro para ele e depois para a sua esposa, surpresas. Podia ver, pelas suas fisionomias, que tinham chegado à mesma conclusão que ele. A história sem dúvida se espalharia e seria motivo de risos dentro de um dia.
- Komoy - disse Sasuke enquanto as criadas iam avivar o fogo - me arranje a atadura mais grossa que puder e amarre este corte. Não quero outro sangue nos lençóis que não o da minha esposa.
Ele ouviu a exclamação abafada que veio das sombras, porém não olhou para a moça. Ela que começasse a sentir a vergonha que merecia sentir. Se, pela manhã, não houvesse sangue nos lençóis para atestar a sua pureza, teria que viver com a sua vergonha.
Sakura gelou ao ouvi-lo falar, e ficou pensando no que o homem pretendia fazer com ela. Espantava-a vê-lo admitir, diante de outras pessoas, que pretendia machucá-la. De repente, teve vontade de dar uma boa olhada nesse homem tão inteiramente desprezível. Ergueu a cabeça, o suficiente para o seu olho em bom estado focalizá-lo. Ele não a estava olhando, porém era iluminado pela luz do fogo, o que lhe permitiu uma avaliação atrevida, a primeira que fazia.
Ele se sentara num banquinho ao pé do fogo, com um lençol, cobrindo os quadris. As chamas fortes lançavam luz suficiente para que ela o visse claramente. Seu marido? Por favor, não. Seria cruel demais estar casada com tão belo rapaz, sabendo que ele apenas lhe inspirava ódio.
Sabia por que era chamado de Lobo Negro, quando o seu estandarte era, na verdade, um lobo prateado sobre um campo negro. O nome devia-se ao cabelo e olhos negros e a pele outrora pálida tingia-se morena por conta da exposição ao sol. O pêlo que cobria o resto do seu corpo era igualmente negro, especialmente os pêlos do peito.
Ela não achou a sua cor morena desagradável. Longe disso... longe demais, na verdade. Que Deus se apiedasse dela, só de vê-lo perdera o fôlego. O seu corpo era violentamente masculino, duro feito pedra e musculoso, grande, assustador. Mas era o rosto másculo que a cativava, emoldurado pelo corte irregular dos cabelos negros, cabelos que se emaranhavam no pescoço, nas têmporas, na testa. Neste momento, tinha os lábios comprimidos, mas ela podia ver que eram cheios e sensuais. Tinha a testa larga, o nariz reto e atrevido, o queixo quadrado liso e bem definido, agressivo.
Era um rosto masculamente belo. Pena que o homem que o possuía fosse um monstro, frio, insensível, vingativo. Dava-lhe vontade de chorar, ao ver um homem que tinha rosto de anjo e coração de demônio.
Enquanto Komoy cuidava da sua ferida, Sasuke sentia os olhos da moça. Quando a olhou, só o que pôde ver foi uma figurinha encolhida, envolta num manto de cabelos cor de rosa. Lembrou-se de como reagira na cama, lembrou-se dos doces ruídos de prazer que emitira. Ela o desejara e saber disso o excitara. Saber que o observava agora produziu o mesmo efeito. O seu desejo de possuí-la estava ficando doloroso.
Sasuke mandou Komoy se apressar e ir embora, e o tremor de Sakura aumentou quando a porta se fechou, deixando-os novamente a sós.
- Volte para a cama, Lady Sakura.
Foi o silêncio absoluto do quarto que fez parecer que ele tivesse gritado com ela. Na verdade, a voz era baixa e rouca.
Sasuke abriu um sorriso quando ela se dirigiu rapidamente para a cama, de costas para ele.
- Tire o roupão, minha senhora.
Sakura se imobilizou, o corpo rígido de humilhação.
- Meu senhor, eu...
- Atrás do cortinado, se quiser - disse ele, com impaciência. - Não quis dizer que pretendia inspecioná-la.
Sakura subiu ao leito, fechando com firmeza as cortinas. Dentro em pouco, Sasuke voltou a sorrir quando o roupão caiu ao chão. Não perdeu tempo em apagar as velas e dali a momentos estava com ela na cama.
Teve que estender a mão para tocá-la, pois estava deitada na outra ponta, de costas para ele, puxando-a para o meio da cama. Sentiu-a tremer.
- Está com frio?
Ela preferia morrer a admitir o seu medo.
- Estou, meu senhor.
Os dedos correram de leve sobre os seios dela, sobre a barriga, depois se enfiaram entre as pernas.
- Não vai sentir frio por muito tempo - sussurrou ele.
Sakura não conseguia parar de tremer. Não compreendia por que estava sendo tão gentil com ela. Quando começaria o castigo? Ele continuou brincando com ela, provocando-a, mas nas emoções da moça só havia lugar para o medo. Tinha certeza de que haveria uma punição terrível por tê-lo apunhalado, mas o que exatamente ele pretendia fazer?
Portanto, foi uma surpresa completa quando Sakura se viu montada e penetrada antes de se dar conta do que estava acontecendo. Gritou quando ele a penetrou, mas a dor foi curta e logo virou apenas um latejar. Ficou deitada ali, aturdida, espantada por estar sendo possuída, em vez de espancada.
Sasuke também estava espantado. Ela era virgem, afinal de contas. O que significava que as suas conclusões eram inteiramente inverídicas. Ela o apunhalara de propósito, tivera mesmo a intenção de apunhalá-lo. Essa certeza fê-lo terminar rapidamente. Tendo terminado, pegou prontamente no sono.
Desta feita não roncou, mas Sakura sabia que o marido estava dormindo. Bem, não era mais donzela. Como não sentia desejo por ele, o ato da posse fora doloroso. Mas era uma dor que podia suportar, se fosse preciso... porém não teria que suportá-la, se ele a mandasse embora. Apegando-se a esta esperança, torcendo para que fosse realidade, ela adormeceu.
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N/T:
Então, esse capítulo foi meio tenso e a partir daqui o negócio esquenta û_û
