Disclaimer: CCS não me pertence e não estão me pagando para escrever isso aqui! Original da CLAMP!
N/A: Voltei pessoas, demorei a escrever por que o word teve problemas e deletou o que já estava escrito. Buááá! Aqui está mais um pouco dessa fic com todo o meu carinho. Ando sensível, para quem quiser entender um pouco mais vou contar uma mini história no final. Ana, obrigada pela ajuda e orientação. Você não imagina como estava perturbada.
Capítulo Dedicado: A um amigo meu com o qual andamos meio abalados.
[Música recomendada: Hands on Approach – A Change
Bem Vindos Novos LEITORES!!! Espero que gostem desta fic! É um imenso prazer escrever cada pedacinho.
Pergunta que não quer calar (1): Beijou ou não beijou? (deixem suas opiniões)
Pergunta que não quer calar (2): Quem é o misterioso rapaz que surge neste capítulo? (essa é fácil)
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"Tudo" em uma semana (Parte – IV) – Correntinha de pano
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Capitulo anterior: Flores e Lencinhos
Internamente, Sakura implorava para que ele não continuasse com aquilo, será que conseguiria resistir.
Li apenas se aproximava, era algo instintivo, não mais pensado. Queria e isso bastava para influência-lo… realmente ele não deveria estar em seu estado normal.
Tão próximos… tão próximos…
Um sorriso estranho no rosto de Li. O que exatamente poderia significar?
…
Syaoran apressou os passos seguintes. Encostou sua boca na de Sakura, mas sem aprofundar, apenas deixou os lábios grudados por um longo tempo. Sentia-a tremer em seus braços e quando uma sensação e vontade de tornar aquilo um pouco mais intenso tomou-lhe conta, abriu um dos olhos para bisbilhotá-la.
Sakura parecia estar entregue ao momento e aquilo o fez se sentir um aproveitador, havia forçado a barra e ela foi ingênua o suficiente para ir até ali. As coisas não estavam saindo como ele planejara naquela noite ao pensar em como ajuda-la. Então, tinha de acabar com aquilo enquanto ainda conseguia ter razão acima de instintos.
-Sabe o que é mais engraçado? – falou ainda com os lábios grudados nos dela.
-Li?! – ela recobrava a noção da realidade.
-Eu? Não… você – ele afastou um pouco o rosto do dela, sem conseguir afasta-la muito - Essa sua cara de desentendida… você hein Sakurinha… uma tremenda de uma aproveitadora – antes que pudesse terminar a frase, recebeu um soco no estômago.
-Sabe de uma coisa, realmente a tal de sensibilidade, era um engano – ela passou a mãos pelos lábios – um engano letal!
Syaoran se recompôs, ia devolver com um comentário menos ofensivo, mas ao perceber que ela disfarçava um soluço e sua respiração ainda não havia voltado ao normal, resolveu que, já que a burrada estava feita, nada melhor que aproveitar um pouco mais.
-Não sabia que eu era assim, uma arma letal na sua vida – ela o olhou estranho – Sua falta de ar vem de doença ou fui eu? – piscou se aproximando dela – Sakurinha, vamos ser realistas… falei para tratar com maturidade e…
-Maturidade igual a sua? – ela se afastou dele – Vou te mostrar o que é essa maturidade, vou ligar para – soluçou alto – Meiling e ver o que ela acha desse seu momento – novos soluços de nervosismo, aquilo nunca havia acontecido com ela antes – de hora vaga – Sakura sorriu se sentindo muito esperta, Syaoran apenas a observava, coçou o rosto e depois soprou o ar de modo pesado.
-Tudo bem, até lhe dou meu celular se precisar fazer isso… - ele estendeu o aparelho – mas nunca vai ficar sabendo o que realmente quis dizer naquele bilhete – ele se afastou dela com passos lerdos, pretendia dar a impressão de quem se retirava para ela se sentir mais a vontade com o telefonema.
-Você já deixou bem claro quais eram suas intenções e se quer saber… a minha resposta é – Syaoran a olhou de modo indiferente e vazio fazendo-a calar na espera de algum comentário.
-Acha mesmo que eu seria tão devagar a este ponto? E fracamente… se chama aquilo lá de intenções ou se intitula aquilo de beijo, você está bem…
-Olha aqui Li Syaoran – ela apontou o indicador no rosto dele, nessa altura do campeonato, seu soluço já havia passado e sua respiração era de alguém muito irritada, bufando – Não vamos discutir mais isso e… - ele começou a rir, Sakura o encarou furiosa, mas depois de alguns segundos, acabou sendo contagiada pelo riso – Não tem graça – falou choramingando e tentando prender as risadas.
-Claro que tem… olha só você – ele se aproximou e tomou o celular das mãos dela por precaução – é por isso que a gente se dá tão bem Kinomoto Sakurinha – Syaoran a olhou com um aspecto ótimo – você me detesta gostando de mim de um modo bastante significativo e eu te aturo por isso… - ele apertou os ombros dela – foi ótimo – ele apertou os lábios dela com o polegar e o indicador – aproveitar um pouco dessa sua boquinha que só fala bobagem – ele piscou – agora vamos que temos o resto do dia lotado.
Sakura o encarou séria, ainda tentando se livrar daquela sensação terrível de quando ele enroscou os lábios nos seus e depois, quando ele apertou sua boca entre os dedos. Teve uma vontade e a fez cumprir-se, acertou-lhe um pedala na nuca e depois sorriu como uma criança que acaba de ganhar o melhor presente do mundo.
-Lotado? Pretende gastar mais de nossos tempos com isso que você chama de beijo?
-Não… - ele parou e olhou-a sério – você chama isso de beijo – voltou a caminhar.
-Eu não chamo isso de beijo… - Sakrua tentou acompanhar os passos de Syaoran.
-Então o que chama de beijo? Aquilo que você vê em filminhos pré-adolescentes e novelas cheias de embolações e coisas exageradas – ele riu de modo gozador olhando-a de rabo de olho e por cima.
-Não seja ridículo – ela corou leve ao ver que ele não desviava a atenção de si – Para onde está me levando?
-Para o futuro – ele segurou na mão dela e sorriu de modo convidativo – temos de nos apressar, caso contrário não vamos pegar a pessoa certa a tempo – começou a correr, trazendo consigo uma Sakura insegura e confusa.
-Não estou preparada para me casar… ainda mais com você! – soltou, dando língua para o rapaz que parecia apressado.
-Não precisa se preocupar, você ainda não entrou na minha lista das pretendentes – ele não a olhou – Mas se estiver se achando tão confiante, podemos tentar fechar um acordo, o que tem para me oferecer? – Syaoran deu uma rápida olhada para Sakura – Não me venha com o papo de uma grande personalidade, sabe muito bem que isso virou conversa para boi dormir e não trás comida pra casa… - ambos sorriram.
-Se eu sobreviver a isso, me lembre de nunca mais – ela gritava tentando tomar fôlego e não tropeçar – nunquinha… aceitar essas suas loucuras! – Syaoran a olhou de maneira significativa e sorriu.
Ela apenas se sentiu meio perdida, mas em seguida sorriu de volta. Querendo ou não, estava se divertindo e no fundo, até que aquela total perda de tempo com o encostar das bocas, havia lhe dado calafrios bastante satisfatórios. Aquilo não a preocupou, sentia-se bem e isso devia ser bom, mesmo sabendo dos riscos que corria.
Syaoran a guiava por entre ruas, pessoas, carros, cachorros, cadeiras, lixos e tudo mais que atravessava o caminho. Tinha a preocupação de sempre cair na risada quando ela acabava esbarrando, tropeçando ou deslizando em algo.
As flores da primavera começavam a tomar destaque e a paisagem branca dava lugar para um colorido energizante. As pessoas se despediam das blusas de frio grossas e os casaquinhos ocupavam o novo figurino das ruas. Certamente que ainda estava bastante frio, o inverno ainda se despedia de maneira lerda, mas era um frio um pouco mais confortável.
Finalmente chegaram ao local pretendido, Sakura chegara a esta conclusão pela diminuída que Syaoran dera após três quarteirões e uma porção de curvas em torno destes em passos velozes.
-Ótima forma Sakurinha – Syaoran falou se divertindo com o cansaço notável.
-Digo o mesmo Li – ela se esticou para trás forçando a coluna e depois sorriu – E então, para onde agora?
-Nós chegamos… - ele empurrou uma porta de vidro e antes que Sakrua lesse o nome do lugar tapou seus olhos de maneira desajeitada e a enfiou para dentro – Isso tem de ser surpresa, vamos ver se seu olfato é tão bom, quanto essa sua língua afiada – ele cumprimentou com um gesto rápido a pessoa atrás do balcão.
-Tem cheiro de cachorro molhado, ração e perfume barato – ela ia falando enquanto ele a colocava para dentro.
-Melhor você dosar as palavras – risadas foram ouvidas, Sakura arrancou as mãos do rapaz de seu rosto e depois de fazer cara de desentendida pareceu atônita.
-Syaoran, me desculpa – se aproximou dele e estendeu os braços para abraça-lo – Não sabia que víamos tratar de alguma doença sua – fez cara de quem carregava toda a culpa do mundo nos ombros.
-Hum – ele apertou a boca sentindo uma fisgada – essa foi profunda Sakurinha… - levou a mão ao peito – machucou – seu rosto se contorcia em uma risada contida.
-Tá, mas sem delongas… se não viemos por seus carrapatos, o que estamos fazendo aqui?
-Kinomoto Sakura? – um senhor cabeludo e com oclinhos se aproximou da dupla dinâmica.
-Sim senhor, a própria. Avisei que ela era meio geniosa – Syaoran estendeu a mão para ele e sorriu de maneira educada, colocava em prática toda a cordialidade do mundo.
-Que eu tenho com tudo isso? – Sakura se aproximou deles parecendo aflita por seus modos.
-Este jovem da família Li me procurou a fim de arranjar um estágio para a senhorita, fez ótimas recomendações a seu respeito e disse que era iniciante, certo?
-Ah! – Sakura parecia confusamente feliz – Li, você… então… suas intenções eram puras – ela deu um pulo na direção dele e o abraçou – Eu, sim, nossa… desculpa, mas – ela se movia de um lado para outro, observava tudo e se sentia muito feliz, não conseguia se expressar.
-Amanhã você poderá vir aqui para conversarmos melhor? – o senhor sorriu.
-Claro – Sakura o cumprimentou.
-Clow – ele esticou a mão de modo educado – Dr. Clow – Sakura apanhou a mão dele e sorriu dando um leve aperto.
-Dr. Clow, muitíssimo obrigada. – finalmente seus ânimos se acalmaram e ela assimilou as coisas.
Estava prestes a ser empregada e o maior responsável de tudo aquilo estava ao seu lado, sentia-se em débito com ele.
-Podemos fazer uma rápida entrevista agora, se puderem? – Dr. Clow apontou uma sala atrás de si – Amanhã só acertaremos os últimos ajustes, pode ser? – ele olhou o relógio – Ainda tenho um pouco mais de tempo.
-Sim – Sakura olhou Syaoran com os olhos expressando, de maneira intensa, todo seu contentamento – Não precisa esperar se estiver muito apressado Li – ela parecia um pouco preocupada com os horários do rapaz, Meiling falava, sempre que estava chateada com Syaoran, sobre o quanto ele se matava de trabalhar e em horários tão esquisitos.
-Não se preocupe comigo Sakurinha, vá lá dentro e convença-o a te contratar enquanto eu fico aqui dando umas folheadas nessas revistas e tomando um chá, comendo biscoitos – ele foi em direção as revistas – vou ficar te esperando, boa sorte – sentou-se e sinalizou para que ela andasse logo e parasse de enrolar.
-Obrigada – Sakura gesticulou falando silenciosa, em seguida sorriu.
Conseguiria aquele emprego, precisava conseguir.
Syaoran ficou cerca de quase uma hora plantado esperando a entrevista terminar, leu três revistas e tomou dois copinhos de chá, um de café, comeu cinco biscoitinhos e foi ao banheiro duas vezes.
Quando Sakura já estava prestes a sair, ouviu comentários vindo da sala de banho e tosa, algumas pessoas comentavam sobre a entrada de uma nova pessoa. Ficou imaginando como os boatos corriam rápidos e sentiu-se feliz pela garota ao vê-la sair quase dançando de dentro da sala. Como imaginava, ela havia conseguido o estagio.
-Então, nos vemos amanhã no final da tarde? – Dr. Clow acenou para a menina confirmando, recolhendo um guarda-chuva e um casaco.
-Amanhã – ele sorriu da mesma maneira acolhedora e se despediu deles.
Durante o percurso do senhor até a porta, os dois não trocaram uma só palavra, mas logo que ele cruzou a linha de saída, Sakura pulou novamente no pescoço de Syaoran e agradeceu pela milésima vez.
-Era o mínimo que eu podia fazer por você Sakurinha, após aceitar passar a semana comigo – parecia sincero.
-Depois dessa, até o resto da vida – ela brincou fitando-o de modo encantador.
-Mas, ainda não é tudo. Por hoje sim… mas amanhã, temos que organizar os horários – Sakura não entendeu o que ele quis dizer com aquilo, estava alegre demais para dar ouvidos para qualquer outra coisa, então apenas sorriu aceitando tudo.
Syaoran sinalizou a porta para que fossem embora, ela assentiu com a cabeça e começou a andar até o local indicado. Olhou para o rapaz que vinha trás de si e antes que pudesse abrir a porta, alguém o fez.
Um rapaz de cabelos escuros e aspecto alegre, óculos de grau e boa postura passou ao seu lado, um vento frio entrou e percorreu todos os três membros da sala de recepção da clínica veterinária.
-Boa noite! – o rapaz os cumprimentou.
-Boa noite! – falaram em coro, Sakura sorriu e Syaoran o encarou desconfiado com aquele ar que pairava em torno do rapaz.
-Temos de nos apressar – ele tocou o ombro de Sakura para que ela voltasse a andar e depois estendeu o braço com relógio para ela – daqui quinze minutos vai passar o nosso metrô.
-Ah... está bem – voltaram a se movimentar, Sakura olhou pela janela o rapaz de óculos, ele parecia bem a vontade – Você o conhece Li? - não olhou para Syaoran.
-Não, mas não gostei dele – tentou disfarçar a tensão em sua voz.
-Mas você nem o conhece – Sakura pareceu confusa – Ah! Li-kun – ela deu um empurrão no rapaz tentando-o fazer sorrir – Não precisa ficar com ciúmes, já falei que depois de hoje é para sempre – Sakura preferia Syaoran bancado o carrasco com ela, do que vê-lo com aquele aspecto distante e sombrio.
-Para sempre Sakurinha – ele a olhou voltando ao jeito normal – Então vamos ter de fazer um contrato, termo de compromisso de sua parte, será minha serviçal – finalmente sorriu.
-E quanto a você?
-Que tem? Você é quem se ofereceu, agora vai ter de agüentar, sabe que eu cobro, não é mesmo?.! – ela ia responder algo para insultá-lo, mas os olhos do rapaz não a observavam, logo que ela percebeu um sorriso maldoso se formando no rosto de Li Syaoran, se preocupou em procurar o que ele olhava.
A surpresa de Sakura foi gigantesca e sua perplexidade maior ainda ao ver que ele ia em direção aquilo que lhe roubara atenção.
Uma máquina de mini brinquedos. Ele colocou uma moeda e girou-a para em seguida escutar o barulho da cápsula que continha algum pequeno objetinho caindo.
-Li, já não está grandinho para este tipo de coisa – ele abriu a cápsula e depois olhou em volto, percebeu os fiapos soltos do cachecol de Sakura e o arrancou da garota para tentar pegar os fiapos.
-Apenas, espera um pouco, está bem? – ele sinalizou afastando-a para que não descobrisse sua armação.
-Para quem não queria se atrasar...
-Qualquer coisa eu pago um táxi e não precisa rachar, Takimo também queria, mas acabou sendo mais um golpe – ele queria apenas irritá-la com a comparação, sabia que aquilo causava algum tipo de efeito em Sakura, mas não estava olhando para ver se surtia reações.
-Ah… - ela sorriu e sentou-se no meio-fio observando a rua com pouco movimento – quando quiser ir – sorriu novamente, agora um pouco amarga.
Sakura mais uma vez sentiu-se indo à estaca zero com relação a Syaoran. Ele a deixava bem e feliz, ao mesmo tempo em que parecia não ser totalmente sincero e um completo desconhecido. Conseguia fazê-la esquecer um pouco de Yukito enquanto estavam juntos, mas a fazia lembrar que sempre haveria uma Takimo ou qualquer outra garota entre eles e…
Deu-se conta de que queria ser próxima dele.
Virou-se para trás, apenas para fitar as costas de um Syaoran aprontando mais uma das suas. Imaginou qual tipo de amor ele seria em sua vida, certamente não terra. Não ar. Não fogo e não água. Se não se encaixa em nenhum, talvez não seja amor. Mas Sakura temia colocar aquilo em plano amizade e isso a deixava ainda mais confusa.
Amigos costumam saber um pouco de tudo sobre o outro e não eram assim com eles.
Voltou sua atenção para a rua, deixou os ombros caírem e deitou o rosto nos joelhos enquanto os braços envolviam as pernas em um abraço solitário.
-Prontinho Sakurinha…
-Não se cansa desses diminutivos – ela não o olhou, nem se moveu, não queria que ele percebesse seu aborrecimento.
-Qual é o problema? – não o percebeu inclinando atrás de si.
-Não tem problema algum, só estou cansada.
-Tenho algo que vai te animar – ele jogou o cachecol em cima da cabeça dela tentando trazer-lhe a atenção.
-Espero que não sejam essas suas grosserias – resmungou, havia mordido a isca.
Sakura voltou-se furiosa para um Syaoran sorridente que estendia bem em cima de seu rosto uma espécie de correntinha com um penduricalho estranho.
Colocou as mãos em concha para receber a correntinha de tecido. Logo reconheceu os fiapos coloridos de seu cachecol e em seguida uma argola?!
-Syaoran, uma argola? Uma argola vai me animar? – ela parecia desentendida enquanto o olhava com o mesmo sorriso.
-Isso lembra um anel – ele piscou – Tudo bem que praticamente cabem uns três dedos seus ai dentro, mas era apenas uma maneira de fazer alusão, agora se você quiser mesmo, eu posso colocar o helicóptero que veio como brinde ai nessa correntinha de pano… - ele estendeu a outra mão mostrando o brinquedo de plástico em tons esverdeados – Sabe Sakurinha… não pensei que você ser tão grata assim – fez cara de magoado.
-Desculpa Li – ela se ergueu – Obrigada – tomou o helicóptero da mão dele e enficou no bolso – Mas sei que isso é apenas uma maneira de contrato para me lembrar de que um dia eu disse para sempre – deu um peteleco na testa do rapaz e ele devolveu.
-E voltamos para o Li – sussurrou em tom amargo sem que ela não pudesse ouvir – De qualquer maneira, você está bem esquisita – começou a andar na frente – ainda dá tempo de chegarmos ao metrô.
-Esquisita? – ela o acompanhou colocando o cordão no pescoço e puxando-o para ver.
-Ficou bom, por isso acho melhor você manter ele por dentro da roupa – falou debochado – Isso representa um ciclo contínuo… vamos nos apressar.
-Mas esquisita como? Publicidade e propaganda? Analisando bem você tem talento para coisas manuais… e essa frase – Sakura voltou a andar atrás de Syaoran – Não vai me responder? Então ta… não falaremos mais nada, se é assim que prefere… - cruzou os braços e o passou.
-Antes que você entre nessa de vez, amanhã vamos nos organizar no horário do almoço, o que significa que vamos almoçar juntos, então não suma de mim – ficou observando as costas dela – Não é publicidade e propaganda, apesar de já ter assistido algumas aulas desse curso.
A volta para casa foi silenciosa e eles não se olharam. Sakura parecia ocupada demais em ignorá-lo e Syaoran apenas fingia não perceber a cara emburrada da garota.
Ao entrarem na Universidade e caminharem juntos até o dormitório CLAMP se mantiveram calados, apenas disputando em passos rápidos quem chegava primeiro e quem conseguia ser o mais ignorante em silêncio.
Pararam em frente a porta, Syaoran ia seguir sem olhá-la, mas Sakura o puxou em sua direção.
-Obrigada por hoje Li – sorriu debochada.
-Hunf – ele fez cara de metido, empinou o nariz e ao ouvir uma voz semelhante com a de Meiling começou a correr – Até amanhã Sakurinha! – sinalizou um tchau distante.
-Até… - ela sussurrou começando a entrar no prédio.
………
Andava em passos lerdos, sabia que sofreria um interrogatório sobre sua demora em voltar para casa. Meiling era páreo duro, principalmente por que Sakura suspeitava dela e Touya terem feito um acordo que envolvia dinheiro, vigília e sabe-se lá mais o quê.
-Sakura? – a voz de Meiling ocupou todo o ambiente logo que a garota entrou em seu quarto.
-Sim Meiling – ela parou na porta sorrindo educada.
-Por que não atendeu o seu celular? Você e meu primo quando resolvem desaparecer são um espetáculo, até parecem esquecer que existem pessoas que se preocupam e – ela se aproximou – Você parece cansada e estranha…
-Até você? Não estou estranha – ela se afastou – Cansada certamente, confusa um pouco, contente sim, mas estranha… não.
-Quem mais disse que você estava estranha? – Meiling percebeu pelo olhar de Sakura que aquela havia sido uma pergunta estúpida – Então estava com Syaoran?
-Sim… ele me arranjou um estágio, vou trabalhar – Sakura tirou o cachecol e sentou-se na beirada do sofá.
-Isso é ótimo, mas, como ele estava? – Sakura se surpreendeu com a pergunta, Meiling havia desviado totalmente a conversa de um ponto para outro e pelo seu rosto, parecia realmente preocupada.
-Ele está como sempre, daquele jeito que você conhece. – aquilo ao invés de amenizar a expressão da menina a fez ficar mais receosa ainda.
-Isso não é nada bom – sentou-se ao lado de Sakura.
-O que há? – observou o rosto contorcido da jovem.
-Ele teve mais uma briguinha com a família e não parece estar muito bem. Mas, ele é forte e sempre arranja uma maneira de colocar as coisas de volta no eixo – ela sorriu com os olhos brilhando, mas logo ficou chorosa – Eu que sempre estrago as coisas e coloco pilha, pressiono mesmo, sabe? – Sakura assentiu – Mas na grande maioria das vezes estou errada.
-Eu não entendo muito bem sobre o que você está falando, mas… - Sakura abraçou Meiling – As coisas vão se acertar, como você mesma disse – olhou a amiga com um sorriso compadecido.
-Sim…
-Bom Tomoyo, eu tenho de… - Sakura parou de falar e olhou assustada para Meiling.
-Isso! Tomoyo… Daidouji Tomoyo. Ela canta aquela música que eu fiquei cantarolando. Nossa, de onde você a conhece? – Sakura engoliu em seco.
-Nós – levantou-se, não pretendia estender aquela conversa – fomos muito amigas tempos atrás, mas daí… não nos falamos mais. Olha só Meiling, estou exausta e tenho um longo dia amanhã, então já vou tomar um banho rápido e dormir. Boa noite – praticamente correu antes que Meiling falasse mais alguma coisa.
-Estranho… - a menina de longos cabelos negros encostou-se confusa no sofá e fechou o semblante, pensativa – Tudo isso é muito estranho. Mas que ela canta bem, canta – sorriu e se ergueu em um salto – Syaoran, temos de conversar. – começou a andar em passos largos até seu quarto.
……
Sakura sentou-se na beirada da cama, enrolada na toalha, segurou entre os dedos o cordão de pano e sorriu, depois pegou o helicóptero e o colocou sobre o criado-mudo enquanto punha o colar no pescoço novamente.
Deixou o brinquedo sobre o lenço que esqueceu de usar como plano de escapatória para as intenções de Syaoran. Outra hora entregaria. Com ele, sempre precisaria de um plano B.
Então seus pensamentos voltaram para a perda de tempo.
……
Syaoran também pensou sobre aquilo, mas pensou muito mais sobre os efeitos que aquilo havia lhe causado e o quanto mais poderia se aproximar dela sem correr maiores riscos.
A amizade entre eles havia sido fácil e o passo seguinte parecia estar também caminhando de modo acelerado. Como ele deveria se comportar? Ela acabava de sair de um momento ruim com alguém e estava frágil… ele tinha de ser amigo dela e não tentar outras coisas.
Mas por que tentaria outras coisas? De onde vinha aquele tipo de idéia maluca?
-Deve estar ficando gagá – sorriu de modo cético – Que tipo de coisa é essa que está acontecendo? – ele se olhou no espelho, lavou o rosto e de maneira decidida largou a gilete de lado, já estava tão desatento que se tentasse se barbear, acabaria com cortes por todo o rosto, assim como foi no dia em que se conheceram.
Lembrou do esbarrão que tiveram e que as roupas dela ainda estavam em seu quarto, assim como as dele ainda estavam com ela. Tinham de fazer a troca.
……
Naquele mesmo momento em que muitos se perdiam em pensamentos, alguém chegava à Universidade. Acompanhada de guarda-costas que ficaram para trás logo que ela cruzou o portão.
Assim como muitas mães fazem com suas filhas, Sonomi beijou Tomoyo e se despediu da menina desejando boa sorte com as aulas e que ela conseguisse se recuperar nas aulas que perdera.
-Alguma coisa está prestes a acontecer – Sonomi se despedia de longe, nunca havia sido ligada nessas sensações, mas estava com um pressentimento bom. – Vamos embora logo – falou para a guarda-costas ao seu lado.
……
Meiling já estava dormindo, era ótima para pegar no sono bem rápido.
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Obrigada por lerem.
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Reviews:
dessinha-almeidaAcredito que sim, o 9 foi um pouco menor que o 8 (não tenho certeza T.T). Desculpa a demora, mas já ta ai.
Vivx: Taram, e ai? Que achou? Beijou ou não beijou? Hasuhsa Fica bem você também.
Gabi: Má? Só um pouquinho. (risadas maléficas e Yue sai correndo de medo). Realmente muito saidinho mesmo, ai ai... meninos nessa fase são o terror. Hormônios… hormônios! Ele ia beijar neah? Eu parei… hasuhasusah
Huntress Angel : Joga a peteca de volta para Huntress Angel. Teve um pouco de Tomoyo, hein? Imagina, mania de chantagem?! Haushasuhas. Estamos de volta ao jogo do ano segunda fase.
Yume Tsukishiro Kinomoto: Já podemos começar. Vi que lançou o 4° cpto, vou dar uma lida. (vou pegar no seu pé hein? Já podemos começar a pensar em idéias para um próximo? Idéias por e-mail, ok?) Batidão do Syaoran foi ótimo, até agora to rindo disso, mó engraçado mesmo, próximo cpto vou colocar um especial com esse batidão hein? (nas reviews estão pedindo da reação da Sakura, tbm qro saber e o Yue está se acabando de rir aqui). Sakura vai sofrer só um pouqinho…
Mary-chan: Sobrinhaazinhaaa lindaaa! Muito tempo né? Que achou do que aconteceu depois daquele sorrisinho de final? Desculpe a demora, como vão os nervos? Que ótimo que você está escrevendo, quero ler sua fic, tenho certeza de que deve estar ficando maravilhosa e consultei a Sra Yelan, ela disse que tem um bom pressentimento sobre isso, basta explorar este seu talento que se tornará uma fabulosa escritora. Eu também estou tentando ficar boa.
Dany: Sim, eu realmente estava estressada, que bom que nem deu para aparecer meu estado de humor. 1 semana sem beber? Espero que tenha conseguido agüentar até hoje então, tirando o Ano Novo e Natal e também Carnaval, são datas onde é normal beber um pouqinho, pode crê que o Syaoran também aproveitou o recesso e tomou umas doses.E ai? Que achou do 'beijo'? hasuhas Aquele sorrisinho no final realmente era muito suspeito. Um pouco depois do dia 27, mas enfim, está aqui.
Verinha-sensei Eternos finais alternativos. Sensei, não digo nada, espero que você diga. Ainda bem que você não viu o caderno, fugi um pouco do script.
MeRRyaNNe:Obrigada! Obrigadíssima! Te chamei no msn e você veio me socorrer, obrigada um zilhão de vezes.
Hitsumei-chan Takimo surgiu do nada, ai ai, que complicado isso. (cantando junto, música viciante: Syaoran é taradinho… inho…inho) pergunta para a Yume-chan, vou ver se consigo trazer ela em uma entrevista especial sobre o batidão do Yue e Eriol.
Tomoyodadaidouji200,Lara, Sak:D, Sylvana Melo, Haruna, Kimi Tsukishiro, Anônima, Camil e, Neline-chanonde estão vocês? Voltem!
-----------------------------------Mini historinha da Maghottinha:
Era uma vez em um dia de janeiro desse ano, um Garoto e uma Garota. Eles eram amigos, mas ela descobriu algo a mais, então disse pro Garoto e ele não disse nada. Só tempo dirá o que ela precisa para esquecer e ele para se tornar passageiro, estação. A vida continua a correr, Garota ainda será amiga de Garoto quando as águas se acalmarem, mas por enquanto, Garota quer paz pro coração e tranqüilidade na alma para escutar sua razão.
Fim… (mas só por enquanto)! --------------------------------------------------------------------
Obrigada por lerem.
Aceito reviews, basta clicar no GO ai embaixo de lilás. (praticamente implorando
"Yue: Onde está sua dignidade?
Maghotta: Nas reviews que eu receber."
Ps.: Comentários sobre cenas, sugestões e etc serão muito bem vindas. Acompanhem as músicas, as letras muitas vezes têm a ver além da sonoridade que dá pra fic. Se alguém quiser sugerir algo, estou a disposição. Aceito feliz
