Notas da Autora

Bardock estava irado com o saiya-jin que chegara e só não brigara com ele, pois tinha receio que Gine presenciasse tal cena novamente.

Nisso, a jovem saiya-jin descobre que...

Enquanto isso, uma certa situação, deixa Gine irritada...

Yo!

Uma breve explicação ^ ^

Primeiro, a idade da Gine e do Bardock.

Gine = 18 anos

Bardock = 20 anos

Com 21 anos, o saiya-jin deixa de ter um corpo de criança e adquire um corpo adulto, no ápice de seus poderes.

Para os saiya-jins, a contagem de tempo é diferente e eles consideram o tipo de corpo. Só há dois tipos de corpos. De criança/jovem e de adulto

Até os 20 anos, eles consideram o saiya-jin um mero filhote, frente a cultura deles. Assim como as fêmeas só ficam férteis a partir dos 21 anos.

Lembrando que no anime/mangá, segundo Dragon ball Minus, Kakarotto tinha 3 anos quado foi enviado a Terra, mas, quando conheceu Bulma, tinha um corpo de 11 anos. Se somar com 3 anos da cápsula de crescimento, dará 14 anos, com um corpo de criança. E Jacob mesmo diz que os saiya-jins demoram para envelhecer.

Além disso, como ele poderia saber exatamente quantos anos tinha, senão havia calendário e vivia isolado de todos e inclusive, de qualquer forma de contagem de tempo? Existem métodos de contar o tempo, mas, convenhamos até o treinamento do Mestre Kame, ele se atrapalhava com os números, logo...

Além disso, talvez Gohan tinha receio de Goku informar a idade, pois percebeu que ele crescia lentamente e com certeza, perante a armadura e a cauda, identificou ser um alienígena, se pesquisassem ele, poderiam identifica-lo como um e ele queria protegê-lo. Logo, procurou mantê-lo com uma idade compatível para o corpo na visão dos terráqueos e pode ter morrido pisoteado um ano antes de Goku conhecer Bulma, por exemplo.

Claro, são apenas hipóteses.

Ele pode muito bem ter matado seu avô na forma Oozaru um ano ou dois antes de conhecer Bulma. Logo, quando todos pensavam que Goku tinha 15 anos, no segundo Tenkaichi Budokai, ele já tinha 18 anos, mas, seu corpo era de um jovem de 14 anos. Por isso, que quando o encontram com 18 anos, para Bulma e os demais, no Tenkaichi Budokai, em que aparece Piccolo, não o reconhecem de imediato.

Afinal, em 3 anos, ele cresceu muito. Mas, na verdade, ele tinha 21 anos e não 18 anos, sempre considerando os 3 anos adicionais da Capsula de Crescimento.

Estou me baseando nisso, no quesito idade e aparência dos saiya-jins. Além disso, são saiya-jins e não terráqueos. Por isso, só são adultos aos 21 anos de idade, momento que o corpo cresce, atingindo o ápice de seus poderes, segundo Jacob - O Patrulheiro das galáxias.

0 - 3 anos - Crescem em Capsulas de Crescimento, permitindo assim que mesmo as mães possam lutar e se dedicar a uma vida de luta, sendo obrigatório o uso da cápsula, mesmo que a mãe não participe de missões e se dedique a funções no planeta, tal como na Central de carne e outros.

4 - 21 - Ficam em Centros de Formação, porém, não obrigatoriamente ficam com essa idade ali. Podem ficar apenas até os 8 anos ou até menos, caso sejam escalados para alguma profissão ou grupo de ataque, por exemplo, ou até para ser soldado no exercito. Os treinadores, testam e avaliam os saiya-jins, que ficam cadastrados em um banco de dados, para acesso rápido, caso sejam necessários para algum trabalho. Caso cheguem aos 21 anos, são enviados para trabalharem em Bejiita, embora, provavelmente, sejam subempregos ou então, profissões consideradas vexatórias para um saiya-jin, pois indica o quanto são fracos.

Com a idade de 15 anos, eles possuem corpos equivalentes a uma criança de 10 anos.

Quando completam 18 anos, ganham um corpo equivalente a um jovem de 15 anos.

Quando chegam aos 21 anos, ganham um corpo de adulto, equivalente a um corpo de 18 anos.

A partir daí, envelhecem rapidamente e podem viver muito mais que um humano, porém, como são guerreiros, acabam morrendo jovens e por isso, não conseguem saber qual o máximo de tempo de vida de sua raça, além de não se importarem com isso.

Eles envelhecem lentamente e prorrogam ao máximo um corpo jovem, para poderem lutar ao máximo.

Todos os saiya-jins são músculos, afinal, é a genética deles, moldada para as batalhas, sendo todos guerreiros natos e amantes de batalha. Claro que há exceções, como Gine e Tarble.

Portanto, as mulheres não tem um corpo delicado, é musculoso, mas, nada anormal. Seria o equivalente ao corpo de uma mulher halterofilista.

Gine tem um corpo delicado, quase não sendo músculos, lembrando que Tarble também não tem um corpo musculoso, mesmo sendo macho.

É um corpo musculoso para os padrões de uma terráquea sem prepara físico, mas, delicado demais, para o padrão de fêmea saiya-jin.

Lembrando que Gine é muito forte comparado com uma terráquea e pode derrotar um lutador de artes marciais se quiser. Mas, ela não gosta de lutar. Tal como Tarble, que pode derrotar um lutador de artes marciais se assim desejar.

Desde que não seja um Tenshinhan da vida, no caso, depois da saga de Buu, claro ahuahauahauahauhaua

Sem mais delongas, boa leitura

O da imagem abaixo é o saiya-jin que matou Poki.

Capítulo 10 - A decisão de Gine

- Por que está olhando assim, garoto? - o mais velho pergunta arqueando o cenho - Você o deixou entre a vida e a morte. Apenas terminei o seu trabalho. Ou você queria termina-lo?

Bardock apenas rosna para o saiya-jin adulto que ri do gesto do jovem e fala:

- Ele era o meu irmão mais novo... Mas, perdeu a batalha para você, além disso, perdeu vergonhosamente. Não gostaria de um fraco desses como parente. O eliminei para limpar a minha honra. Simples assim. Nossos pais estão por aí, logo, não sentiram falta de um filho que nunca conheceram... Não concorda, garotinho? - pergunta bagunçando os cabelos dele, de uma forma estranhamente carinhosa - Já ter um irmão como você, me encheria de orgulho, pois é um autêntico e orgulhoso saiya-jin.

Mas, antes que o adulto reagisse, Bardock vira o corpo, obstruindo a visão de Gine com uma mão atrás da nunca dela e com a outra, atira uma esfera de energia poderosa, surpreendo o mais velho que voa para o alto, surpreso e igualmente admirado, enquanto que Bardock voa dali com Gine nos braços, protegida e amparada, antes que resolvesse lutar contra ele, correndo o risco de expor a jovem saiya-jin em seus braços a mais uma cena extremamente brutal para a mesma

Gine percebeu que ele voava e o abraçou mais fortemente, assim como acabou enroscando sua cauda na cintura dele, surpreendendo-o, pois a dele permanecia na cintura dela, enquanto esta o abraçava.

A jovem confiava nele. Agora, confiava e plenamente, pois vira que ele era de certa forma ímpar e consideravelmente diferente dos outros, tal como ela, fazendo as bochechas dela ficarem vermelhas.

Nisso, sente que pousaram em algum lugar, com Bardock tomando cuidado com Gine que ao sentir os pés no chão, enquanto ele afrouxava os braços, tal como a cauda, se separa momentaneamente deste com as face enrubescida, sentindo que seus batimentos cardíacos estavam acelerados, tal como uma sensação diferente que surgia em seu ventre e que se espalhava para o seu corpo, estranhando as sensações que somente tinha perante Bardock, que adorou vê-la ruborizada, sendo que o agradava e muito tal visão, dela envergonhada, sendo que ao perceber que perdera o calor da mesma e sua cauda não estava mais envolta da cintura dela, ficara aborrecido, sem saber que tal sentimento era recíproco.

Eles ficam em um silêncio mútuo por um tempo, lidando com os sentimentos estranhos a ambos, com a jovem notando que estavam em uma das saídas do Centro de Formação, para depois ela erguer os olhos grandes e brilhantes, exibindo ainda as suas bochechas um pouco avermelhadas, vendo que Bardock a olhava de um modo estranho, que ela não entendia, sendo que não sentia medo, enquanto que o mesmo enfim fala, quebrando o silêncio que imperou dentre eles:

- Você foi escalada para uma unidade de ataque e planejamento. E como desejo me tornar líder de unidade de ataque e planejamento, preciso começar com o treinamento de um saiya-jin e a escolhi. Irei treina-la e ficarei de olho em você para protegê-la, enquanto que receberei orientação do líder da nossa unidade, Kabagge. - ele achava estranho chamar o líder de pai, sendo que nunca o chamara assim em anos.

- Uma unidade? - Gine fica boquiaberta, enquanto arqueava o cenho e falava - Mas, meu nível ainda não está no mínimo para ser aceito nesse tipo de unidade.

- Venha que vou lhe mostrar algo.

Ela o segue, pois, confiava nele, embora tivesse ficado preocupada com a palavra treino, pois o treino que tivera naquele campo fora brutal, fazendo-a ficar, naturalmente, um pouco receosa, não conseguindo se livrar desse sentimento, sendo que Bardock percebera o desconforto dela com algo, graças ao olhar analítico que possuía algo raro para um saiya-jin, sendo que Gine também adquiriu tal capacidade de observação, mas voltado para a análise de poder e força dos outros, devido às sessões de tortura e espancamento que teve por todos esses anos.

- O que houve Gine? - arqueia o cenho, vendo-a olhar para o lado e depois, engolindo em seco ao erguer o rosto, com ele podendo ver a preocupação nos orbes desta.

- Irá me treinar?

- Sim. Por quê? – arqueia o cenho, preocupado, pois sabia o quanto ela foi brutalizada e maltratada por anos a fio, fazendo-a perder a confiança natural dos saiya-jins, tornando-a acovardada.

- É que treinar... Eu... Eu... Eu...

Então, este compreende o receio dela e exibe uma carranca em seu rosto, desejando poder trazer Poki e os demais de volta, apenas para tortura-los lentamente, para depois, coçar a nuca e falar, controlando seu aborrecimento, vendo que ela estava cabisbaixa.

Então, ergue delicadamente o queixo dela com o seu dedo, prendendo o olhar dela no dele, que se sente hipnotizada pelos orbes ônix deste:

- O que faziam com você era tortura e perversidade. Não treino. Posso ser exigente, mas, quero treina-la para poder aguentar uma batalha até que possa chegar para te ajudar. Não irei machuca-la como eles a fizeram. Claro, em alguns golpes, poderá ficar com alguns hematomas, mas, seria do treinamento, sendo que serei "suave" o máximo possível com você, controlando minha força ao máximo. Juro, que nunca a machucarei e vê-la sofrer, me fere mais do que qualquer outra coisa.

Ele falava com um olhar firme, convicto e um brilho nos olhos que ela desconhecia, mas, que a fazia se sentir bem, além de sentir um certo tremor prazeroso que se espalhava pela sua coluna, propagando-se para o seu corpo, enquanto testemunhava a sinceridade e confiança nos orbes dele, percebendo que não era como os outros, fazendo-a confiar nas palavras dele, que a treinaria como deveria ser um treino, com ela sabendo que era impossível não feri-la, mas, que ele procuraria ser o mais "suave" possível, fazendo o coração dela se aquecer com a demonstração de preocupação e carinho dele, enquanto ainda não compreendia o motivo do saiya-jin a sua frente querer protegê-la e cuidar dela, sentindo-se imensamente feliz por alguém se preocupar com ela, controlando-se para não chorar de emoção.

Leva as suas mãos delicadas para o rosto dele, acarinhando a face deste que sente o toque dela como se fosse de pura seda, fazendo-o sentir-se hipnotizado pela mesma, tal como uma sensação estranha que desejava toma-lo frente a tal toque delicado e meigo, tal como a dona, que sorria lindamente com os orbes brilhantes, falando:

- Eu confio em você, apesar de nos conhecermos a pouco tempo. Muito obrigada por cuidar de mim e me proteger... Nunca ninguém se preocupou comigo.

O jovem sente toda a maciez e suavidade do toque dela, algo novo e desconcertante, enquanto sentia seu corpo ficar estranhando, sendo tomado por um sentimento forte, tal como seu coração que batia acelerado, enquanto que o coração da mesma queria sair da boca e seus pensamentos se nublavam, perdida nos orbes ônix, com ambos envolvendo a cauda um no outro e seus rostos se aproximando, lentamente, no doce transe que se encontravam, quando um pigarreio desperta ambos que se separam, confusos e desnorteados.

Duas saiya-jins adultas olhavam para o casal, enquanto riam com escárnio, sendo que uma delas se pronuncia:

- São jovens demais para se acasalarem... Não precisam se preocupar, ainda, com a continuação da linhagem de ambos...

A outra fala, se aproximando, intimidando de certa forma Gine, que para piorar, não conseguia lidar com essa situação, pois não costumava ficar rodeada de saiya-jins adultos, enquanto que elas a intimidavam de propósito, com a jovem notando que ambas olhavam com certo apreço para Bardock, que cerrara o cenho, fazendo-as sorrirem ainda mais, principalmente a que se aproximara, falando com um sorriso sensual:

- Prevejo que você será um saiya-jin muito másculo e incrivelmente desejoso... - nisso passa os lábios, o imaginado adulto - E esse seu olhar de mau, fica tão sexy, sabia?

Nisso, rosnando, ao perceber o estado de Gine a sua frente, pega a mão dela, a arrastando dali, com esta o acompanhando, enquanto ambas riam, sendo que Bardock só não batera nelas, pois gostara, em parte, dos elogios, apesar de tudo, somente se sentindo irritado com o fato delas intimidarem Gine, indiretamente, algo que o enervou, ao vê-la se encolhendo em seus braços.

Frente a tudo isso, ficara dividido entre bater ou não, mas, elas eram fêmeas também e ele raramente batia em uma, a menos que fosse em uma batalha, aí era diferente, sendo que a regra era que não podiam socar muito no abdômen delas e todos seguiam essa regra, tanto machos quanto fêmeas, em relação a uma batalha entre ambas.

Afinal, os saiya-jins tinham uma alta taxa de mortalidade por serem guerreiros e por isso, precisam preservar a fertilidade das fêmeas. Por isso, a proibição de bater no abdômen delas.

Já, Gine, ficara feliz ao ouvir o rosnado dele, enquanto que ficava com raiva, por mais estranho que fosse, ao vê-las se aproximando de Bardock e falando com ele, não compreendendo o porquê de surgir nela um forte sentimento de possessividade, ao reconhecer tal sentimento.

Então, percebe que andavam e pergunta curiosa:

- Bardock, aonde vamos?

- Já estamos chegando.

Ele responde enigmaticamente, mas, ela confiava plenamente nele e aproveita para se aconchegar no tórax dele com as bochechas avermelhadas, tal como ele, só que de desconforto, por mais que estivesse adorando o calor do corpo dela contra o dele e o cheiro simplesmente maravilhoso que exalava da mesma, viciando-o.

Nisso, ambos param em uma sala onde havia pequenos computadores e ele pega a mão dela, puxando-a, caminhando para um deles, sendo que Bardock estende a outra mão e encosta na tela do monitor, após apertar alguns botões que pipocaram na tela.

- Os dados sobre você foram alterados... Para a sua sorte, nenhum grupo veio reivindica-la para alguma unidade. Afinal, somente da segunda classe para cima podiam escolher as profissões, a não serem os líderes de unidades de ataque e planejamento, promovendo algum integrante ou o deslocando para alguma outra profissão, sendo que pode rebaixa-lo se desejar.

Ela fica estarrecida ao confirmar os dados que pipocaram no monitor, acreditando inicialmente que era algum erro, até perceber que não era. Alguém havia adulterado os seus dados, com esta ficando em choque, enquanto que Bardock falava, apoiando uma mão no ombro dela, procurando conforta-la:

- Acredito que alguém tentava te eliminar, ou no Centro de formação ou em alguma unidade, já que há muitas que invadem planetas...

Ela pensa e senta na cadeira ali no lado, ficando cabisbaixa, enquanto apoiava os cotovelos nas pernas, pensando que somente havia uma pessoa que poderia alterar tais dados e que não escondia o fato de despreza-la e odiá-la, desde que viu seu poder e habilidades após sair da Capsula de crescimento, sendo que compreende o motivo de odiá-la, sendo inclusive lógico, considerando quem era e seu ranking.

- Gostaria de saber quem foi que fez isso. - Bardock comenta, irritado. - Não é qualquer um que pode alterar desse jeito os dados.

- Provavelmente, meu tio, Kettuke (lettuce - alface), irmão de meu falecido pai e um saiya-jin de primeira classe. Ele com certeza conseguiria. Afinal, me odiou e desprezou, desde que viu meu poder quando saí da Cápsula de crescimento.

- Kettuke? Comandante Kettuke?

Bardock fica abismado, sendo que o conhecia, pois, eram poucos os saiya-jins de segunda classe, não contabilizando mais do que quinze e os de primeira classe, não passavam de dez, sendo que os de Elite somente compreendiam os membros da família real e um ou outro, saiya-jin, tal como um jovem chamado Nappa, que não era da família real, pelo que soube.

Logo, os saiya-jins de ranking mais elevado, eram conhecidos, ao menos pelo nome e não imaginava que Gine tivesse um tio que era primeira classe, embora começasse a odiá-lo pelo que fez a sobrinha.

- E seus pais?

- Nunca os conheci... Assim, vi fotos na projeção mental das Cápsulas de crescimento e só. Foi Kettuke-san que me levou ao Centro de formação saiya-jin. Os meus genitores faleceram enquanto invadiam um planeta - apesar de ser seu tio, não conseguia vê-lo assim. - e você?

Ela ergue os olhos umedecidos, fazendo Bardck olha-la atentamente, antes de falar, evitando que seu olhar se prendesse ao dela, enquanto olhava para o lado e acariciava o pescoço, pois não gostava de comentar sobre sua família, também, sentindo que não tinha uma, tal como Gine.

Afinal, os saiya-jins não eram de se prender ao conceito de família.

- Bem, não conheço os outros membros da minha família, a não ser meu pai, Kabagge. Minha mãe faleceu quando eu estava na Capsula de crescimento, em uma invasão, do grupo que faziam parte. Somente ele sobreviveu na ofensiva, com diversas cicatrizes, sendo resgatado a beira da morte no campo de batalha.

- Eu sinto muito... - ele olha surpreso para ela ao ver a sinceridade nos olhos dela e as palavras pesarosas, o surpreendendo, pois não esperava ouvir isso de um de sua raça - Pelo menos, você tem o seu pai. Apesar de tudo, teria gostado de ver os meus pais pessoalmente e ouvir a sua voz, tal como saber o cheiro deles.

Após se refazer da agradável surpresa, Bardock sacode os ombros e fala, virando o rosto para o lado:

- Bem, nunca a vi na vida, logo, não tenho qualquer sentimento... Inclusive, nem tenho pelo meu genitor. Sou praticamente um órfão, tal como você.

Mas, Gine percebera no olhar dele que não era totalmente verdade, apesar dele desejava agir como um autêntico saiya-jin, que não se importava com sentimentalismo.

Porém, por mais que negasse, no fundo de seu coração, sentia algo pelos pais, nada profundo como as outras raças, mas, era algo, mesmo pequeno, mas, que estava ali, ínfimo, assim como havia uma pequena fração de sua tristeza por não conhecer sua genitora, fazendo-a sorrir, percebendo que ele era orgulhoso demais para confessar algo assim, sendo que cada vez mais adorava ficar com ele, como se o conhecesse há anos, por mais estranho que isso soasse.

Mas, preferia guardar para si mesmo tal informação, pois ele era de fato um saiya-jin orgulhoso e sabia que alguém como ele, nunca confessaria o que sentia, de fato, sobre isso.

- Meus pêsames pelos seus pais - ele fala após pigarrear, embora estivesse virado de lado, um tanto constrangido por ter demonstrado algum sentimento.

- Obrigada! - ela fica emocionada, pois nunca ninguém lhe dirigiu tais palavras e então o abraça, o surpreendo, sendo que demora algum tempo para retribuir, sendo que o faz, vendo-a feliz e sorrindo também, adorando o sorriso dela - Obrigada também lá atrás por me proteger.

- Não podia deixar você testemunhar algo assim novamente. - ele fala, sentindo que sua mente começara a nublar, ao aspirar o doce cheiro dela.

Esta ergue o rosto e os olhares de ambos se encontram, com ela abraçando sua nuca, enquanto ele segurava seu rosto de forma carinhosa, moldando seus dedos másculos no rosto pequeno e delicado, até que o scouter do mesmo faz um som, despertando-os do transe, sendo que ela se separa um tanto envergonhada, enquanto ele tenta lidar com a raiva de perder o calor prazeroso do corpo de Gine contra o dele, decidindo atender o chamado, controlando a sua raiva ao máximo, ainda mais ao identificar que era o seu pai, enquanto gemia ao se lembrar de que prometera leva-la cedo para apresenta-la a todos.

- Seu moleque desgraçado! Traga a sua bunda, bastardo, para cá junto com a saiya-jin que escolheu para treinar! - a voz irada revibrava pelo local, fazendo-o afastar o scouter do ouvido, enquanto o massageava.

- Sim, Kabbage-sama. Perdoe-me. Vou leva-la agora mesmo.

- Ótimo... Em breve, partiremos, já que tenho aqui a autorização para ela partir conosco.

Bardock e Gine se entreolhavam e o jovem pergunta, curioso, sem se intimidar com o tom de seu genitor, pois já estava acostumado as explosões dele, enquanto controlava a sua raiva pois já imaginava quem havia entregue a autorização:

- Quem assinou Kabagge-san? Estou curioso.

- Deixa eu ver... - nisso, após algum silêncio o genitor dele se pronuncia – Um saiya-jin de primeira classe, Kettuke-sama. Comandante dos Grupos de ataque e planejamento.

- Obrigado. Estou indo agora mesmo.

- É bom mesmo... - fala enquanto bufava, desconectando a ligação.

- Sabia... De fato, ele quer te ver morta! Desgraçado! - exclama irado enquanto posiciona o scouter novamente no rosto.

- Ele e todo planeta Bejiita... Mas, estou acostumada. - Gine fala derrotada, embora se sentisse triste pelas atitudes do único familiar que lhe restou, quer dizer, que conhecia, podendo ter muitos outros por aí, espalhados.

Afinal, os saiya-jins não se prendiam ao conceito de família, sendo difícil até haver algum relacionado entre as crias e os pais destes. Pior ainda era no quesito tios e afins, primos, nem mesmo sabia quem eram, sendo que acreditava que existissem em algum lugar, enquanto desejava um dia ter uma família e deixa-la unida.

Afinal, não desejava ter uma família tradicional saiya-jin, que seus membros pouco se importavam uns com os outros, por mais que isso soasse como ridicularmente emocional e patético para a sua raça, fazendo-a guardar para si mesmo tal desejo ardente, sendo que inclusive imaginara dando carinho e amor para os seus filhos, mesmo que fosse obrigatório a Capsula de Crescimento, algo que não a agradava, pois queria abraçar o filho e não ter que esperar anos por tal oportunidade.

- Não fique assim Gine... Eu estou aqui. Este Bardock não permitirá que esses desgraçados a matem! Irei protegê-la, custe o que custar! Entendeu?

Ele agarra nos ombros dela, sorrindo, ao ver a mesma dar o seu doce sorriso típico, pelo visto, ainda mais ao ver o quanto as palavras do saiya-jin a sua frente eram sinceras, fazendo-a chorar de emoção:

- Muito obrigada...

Então, encosta a sua testa na dela, enquanto sorri, falando:

- Eu estou aqui Gine. E sempre estarei.

Falava como se estivesse inebriado e sem qualquer controle de seus lábios, vendo-a sorrir e desejando ver sempre tal sorriso na face dela. Um sorriso que aquecia imensamente o seu coração.

Então, antes que os olhares de ambos se encontrassem, ele se separa e fala:

- Em vista disso, Gine... Se ficar aqui, morrerá. Quer vir comigo? Será perigoso, mas, ficarei ao seu lado.

Ela leva uma de suas mãos no rosto dele, acariciando a face e sorrindo, enquanto falava:

- Irei com você... Disse que confio em você e sempre confiarei.

- Então, vamos...

Ele a puxa pela mão, desviando do olhar dela, pois sempre que os cruzavam, descobriu que ficavam "hipnotizados", ao ponto de perderem a noção do que acontecia a sua volta, por assim dizer, por mais estranho que parecesse.

Afinal, precisava chegar a tempo, pois o seu pai já estava extremamente irritado com a demora dele e a visão do mesmo, podia ser um tanto intimidante para Gine, acreditando que com o tempo, ela lidaria melhor com isso, tal como todos lidavam, que consistia em não darem a mínima para as explosões deste, que podiam ser hilárias dependendo do momento e local.

Claro, que não era de bom tom e consideravelmente sensato, permitir que o riso escapasse dos lábios, ou demonstrasse divertimento nesses momentos, a menos que quisesse ganhar uma "viagem grátis" de no mínimo três semanas para a Medical Machine mais próxima.