E agora vem mais um capítulo, e vocês vão pensar. 'Oh que fixe ela fez mais uma cadeira.' Pois mas não é essa a razão, não fiz mais uma cadeira, não tenho mais cadeiras por fazer, SOU LICENCIADA xD. Yep, terminei a minha licenciatura, agora é candidatar-me a mestrado. Estou tão contente que ando a encher isto de smiley faces. Beijos.


Os três feiticeiros tinham aterrado num monte de relva verde, estava escuro mas conseguiam ouvir a praia ao longe, o calor era imenso, completamente diferente ao verão Londrino, Draco estava contente por ter vestido a roupa muggle que Harry lhe tinha dado, umas calças khaki com um pólo verde e ténis, se tivesse vestido as suas roupas de feiticeiros estaria a morrer de calor neste momento.

Havia uma estrada de terra que os levava até a praia, e da praia poderiam seguir para o centro da cidade.

- E onde estamos? – Draco perguntou quando se encontravam dentro de um engenho que Harry disse chamar-se carro.

O condutor olhou para eles como se o loiro como se ele fosse o maior idiota deste universo, Draco estava pronto a amaldiçoar o muggle por estar a olhar para ele daquela forma, quando Harry começou a rir a gargalhada, seguido do Ron, Draco notou que ambos estavam a forçar o riso, mas não comentou, quando a expressão do condutor deixou de ser tão fria, Harry disse em voz alta:

- Meu amigo, o álcool nunca te faz bem.

Draco serrou os punhos para não espancar o Harry Potter por estar a insinuar que ele estava bêbado e por estar a deixar mal o nome dos Malfoy, para não levantar suspeitas, Draco limitou-se a espancar Harry mentalmente, e soube tão bem como se fosse a serio.

- Pode deixar-nos aqui fazemos o resto a pé. – Ron sugeriu.

Harry aproveitou esse momento de clareza do melhor amigo para concordar, e assim enquanto caminhavam explicaria o que estava a acontecer.

Assim que saíram do táxi, Ron começou a andar em direcção a um bairro cheio de casas, o que Draco estranhou é parecer que este sabia perfeitamente onde se estava a dirigir.

- Nós viemos trazer a Hermione – explicou com um sorriso vendo a cara atónita do Draco.

- Na noite em que Theo Nott matou Dumbledore, este confiou-me uma missão destruir os Horcruxes que Voldemort tinha criado. Com a morte de Dumbledore, o mundo magico já não era seguro para mim, e especialmente para os meus amigos, por isso decidi que não voltaria para Hogwarts para completar o meu sétimo ano, e como sabes Ron e Hermione vieram comigo.

Draco já sabia disso, todo o mundo mágico sabia disso.

- Hermione queria proteger os pais, e para evitar o envolvimento do ministério que estava corrupto, ela praticou encantamentos de memória nos pais, retirou-lhes qualquer memória que tivessem acerca da filha, assim como lhes pôs na cabeça a ideia de se mudarem para Havai, mais precisamente Honolulu.

- Mas é proibido efectuar encantamentos de memória em muggles sem permissão. – Comentou o Draco. – Se alguém é apanhado são três anos em Azkhaban.

Harry olhou para Draco como o condutor do táxi tinha feito momentos antes, como se ele fosse o maior idiota. Mas Draco não era um idiota, e rapidamente percebeu, Hermione só tinha confiado nos dois melhores amigos, e que estes tinham mantido segredo do que a Hermione tinha feito para não lhe arranjar sarilhos.

- Não vou contar nada. – Disse Draco seriamente, ele percebia a importância deste segredo lhe ser revelado, e queria merecer essa importância.

- Ainda bem, senão era um Juramento inquebrável. – Comentou uma voz feminina atrás deles. – Falharam a minha casa, era aquela com os portões dourados com leões.

- Hermione – gritaram os dois rapazes, que se lançaram nos braços da amiga, felizes por a ver.

Draco deixou-os enquanto contemplava as casas que o rodeavam. Mas para o seu espanto, ele não conseguia ver quase casa nenhuma, apenas os telhados para algumas ou uma janela, mas as casas encontravam-se essencialmente tapadas por portões enormes ou sebes ainda maiores.

A casa de portões dourados, tinha efectivamente dois leões de face como se tivessem a guardar a entrada. Havia um jardim enorme com palmeiras e roseiras uma mistura conveniente, mostrando o lado havaiano assim como o lado inglês dos donos. E a casa não era o que ele estava a espera, ele nem sabia o que esperar de encontrar, mas descobrir que os pais da Hermione tinham posses era inesperado. A casa era enorme, branca de dois andares e com vista para o mar. Depois de ver esta casa, Draco só queria poder ver a casa onde a famosa Hermione Granger tinha crescido.

- Olá Malfoy. – Cumprimentou Hermione com um sorriso. – Podes entrar.

- eu sabia que te irias lembrar que os vampiros precisam de um convite. – Comentou o Harry com um sorriso.

Ignorando as piadas do Harry, Draco aproximou-se de Hermione e depois de a cumprimentar com um beijo na mão.

- Olá Granger.

Estar tão próxima dela levava-o naturalmente a relembrar-se daqueles beijos trocados, se os lábios dela teriam o mesmo sabor, se o toque da pele dela seria igual, suave, doce e viciante.

Mas a maneira brusca com que ela tirou a sua mão da dele, mostrou-lhe que o sentimento não era recíproco.

- Como estão? A viagem foi dura, devíamos entrar. – Hermione nem os deixou responder levando os seus dois amigos e o Slytherin para dentro de casa, até a sala de estar.

A sala de estar tinha uns sofás confortáveis, que tanto Harry como Ron apoderaram-se de imediato.

- Desculpem, mas os meus pais já estão a dormir. Então o que vos traz aqui?

Como Harry e Ron estavam entretidos com um quadrado que dava imagem, que a Hermione dizia ser uma televisão, Draco acho melhor ser ele a explicar a situação. Afinal Harry tinha sido arrastado, mas não tinha muito interesse em receber essa herança, e Draco nem queria saber do que Snape lhe tinha deixado, ele só queria encontrar a Eillen.

Apesar de já passar da meia-noite em Honolulu, Hermione ficou animada com o que Draco lhe estava a contar, e estava ainda mais entusiasmada por ter sido escolhida para ajudar a encontrar a mulher do Snape.

- Adoro intrigas. – Comentou a jovem depois de ouvir o relato do loiro.

Draco não conseguia deixar de sorrir, só a Granger para adorar trabalho.

- Vou mostrar-vos os vossos quartos, fica ao lado do meu. – Disse a Hermione. – Para ficarem perto do meu, o Ron e o Harry vão ter de partilhar o quarto, acho que seria mais justo do que por o Malfoy a partilhar um quarto com um de vocês, afinal já estão habituados ao ressonar um do outro.

Abriu a porta de um quarto enorme com duas camas, duas secretárias, dois armários, e uma outra porta, que segundo a Hermione dava para a casa de banho contigua ao outro quarto onde Draco iria ficar, este tinha a mesma mobília que o quarto duplo mas em tons de azuis em vez de roxo.

Hermione mostrou-lhes o quarto que lhe era destinado, este era enorme, a cama dava para os quatro sem problemas, havia almofadas por toda a parte, havia uma biblioteca enorme que ocupava uma parede e na outra tinha sido pintado uma réplica de Diagon-al quando se entra pelo Caldeirão Escoante nos anos antes da segunda guerra. Também se podia ver Londres dos Muggles que estava separada da rua dos feiticeiros por uma linha de prédios.

- Os meus pais sentiam que tinham uma conexão qualquer com Londres e imaginavam sempre essa rua. Segundo eles, durante o ano em que não tinham qualquer memória de mim, eles imaginavam que tinham uma rapariga que pertencia a dois mundos, juntamente com uns artistas da ilha, criar este mural neste quarto que eles tinham reservado para uma filha.

Draco sabia que deveria sentir-se como um intruso, que a rapariga estava apenas a explicar isso aos dois outros rapazes. Mas Draco sabia que ela estava a partilhar isso com ele também, ela estava a fazer o mesmo que o Harry e o Ron tinham feito depois da guerra, perdoar e incluir no grupo deles.

- Estou exausta. Falamos melhor amanhã. – Disse a Hermione depois de uns momentos a contemplar o mural. – Deviam tomar estas poções, vai ajudar em relação ao jet-lag.

Entregou a cada um deles um frasco com um conteúdo branco, a maneira como este se remexia no interior do frasco parecia ser feito a partir de nuvens.

Draco entrou no quarto que Hermione lhe tinha dado, encontrou os dois outros rapazes na casa de banho que partilhavam, onde beberam o que esta lhes tinha dado. O efeito foi quase imediato, tiveram apenas tempo de caíram na cama, para um sono profundo se apoderar dos três.


Notas: Honolulu têm onze horas a menos do que nós, logo como eles foram embora as dez da manhã chegaram a Honolulu as onze da noite.

Escolhi Havai porque prefiro a Austrália, no Havai vendem Portuguese Donuts (bolas de berlim) xD

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