"Por que você está fazendo isso, Quinn? Eu não entendo."

A voz de Finn estava chorosa e incessante e Quinn estava preocupada em ser forçada a bater nele se ele continuasse com essa linha de interrogatório repetitiva por mais tempo.

"Eu disse a você várias vezes, Finn. Acabamos. É isso. Eu não sinto o desejo de estar com você mais." Ela suspirou pesadamente, percebendo que talvez ela tenha dito de forma um pouco dura. Mas, ele está pedindo, ela pensou. Ela virou diretamente pra ele e o encarou direto nos olhos e disse, "Não finja que você não esteja esperando isso há algum tempo, Finn. Nós só não funcionamos mais."

Ela virou pra sair quando Finn disse, "Isso é por causa de Rachel?" Quinn imediatamente parou. "É porque eu a beijei? Porque ela deu em cima de mim, sabe. Eu não fui o único culpado. Ela praticamente se jogou em mim."

Quinn se virou de volta pra Finn. Foi por causa de Rachel? "Não, Finn, não foi por causa de Rachel." Mentirosa. Mentirosa, mentirosa, mentirosa, ela repetiu na cabeça. "É porque algumas vezes, pessoas mudam – pessoas crescem pra direções diferentes. Algumas pessoas não são destinadas a durar. Parta pra outra, Finn."

Enquanto ela ia embora, ela ouviu Finn socar o armário dele com raiva e soltar algum tipo de grito gutural. Ela se encolheu, mas continuou andando. Esse garoto sempre teve problemas em conter a raiva, ela pensou nervosamente, aumentando o passo enquanto ela empurrava as portas pra sair do prédio.


Quinn não se distanciou muito – de fato, as portas da escola tinham acabado de fechar atrás dela quando ela as ouviu sendo jogadas forçosamente para ser abertas novamente, batendo na parede de cada lado da entrada. Ela rapidamente se virou em cento e oitenta graus, só pra se achar olhando pra Finn que parecia como se vapor pudesse comicamente jorrar das orelhas dele.

E ainda sim, Quinn estava achando a situação inteiramente de forma que trouxesse de volta à realidade e sem nenhum traço de comicidade.

"Finn," ela começou. "O que você quer?" Ela tentou soar mais confiante do que estava se sentindo. Finn estava estranhamente mais alto e substancialmente mais largo do que Quinn. E ele estava legitimamente a assustando. Seus olhos voaram pras mãos dele – elas estavam firmemente em forma de punhos, suas juntas estavam brancas pela força que ele estava exercendo.

"Isso é inacreditável! Eu fui nada além de bom pra você, Quinn! Você não pode terminar comigo sem nenhuma razão!" Ele estava andando em direção a ela agora. Quinn se virou e começou a andar rapidamente pro carro dela. Ela pegou sua mochila do lado dela, procurando freneticamente pelas chaves – e tentando parecer como se ela não estivesse freneticamente procurando pelas chaves dela.

"Não dê as costas pra mim, Quinn!"

"Finn, você precisa se acalmar. E você precisa me deixar em paz. Apenas se dê conta que de fato é realmente tão simples quanto é – eu não quero mais estar com você! E, francamente, o jeito que você está agindo agora está me fazendo acreditar que eu tomei a decisão certa!"

Ela chegou ao carro dela e colocou a mão para destrancar a porta do lado do motorista. Finn, entretanto, tinha outros planos.

Ele agarrou o pulso dela com força – forte o suficiente para que ela deixasse sair um arfar chocado – e as chaves delas caíram pesadamente no chão. Ele a virou pra onde as costas dele estavam no carro. Ele tinha soltado o aperto no pulso dela só pra agarrar ambos os braços dela – com força. Ela deixou sair um assobio com a dor que ele estava infligindo nela.

"Você não pode fazer isso comigo, Quinn. Você tem alguma ideia do que isso irá fazer com a minha reputação? Primeiro de tudo, eu me juntei ao clube do coral o que é ruim o suficiente – você tem alguma ideia do tipo de merda que eu recebo dos caras no vestiário? E então eu tenho que lidar com o fato de que você é presidente do clube do celibato... O clube do celibato, Quinn! Você sabe o quão imbecil isso me faz parecer?" Ele a sacudiu. Ele literalmente a sacudiu, e a cabeça dela quicou – como uma boneca de pano.

Ela sabia que ele era forte. Mas ela não tinha percebido o quão ele realmente era. E agora, ele estava abastecido pela raiva e o prospecto de potencial humilhação.

Quinn tentou manter o rosto impassível – ela não queria que Finn visse o tanto que ela estava assustada nesse momento.

"Olhe, Finn, eu sinto muito que você tem que lidar com tudo isso. Mas eu nunca disse à você pra se juntar ao clube do coral. E eu nunca disse a você pra convidar pra sair a presidente do clube do celibato! Você fez isso tudo sozinho."

"É! E você disse sim! Por que você diria 'sim' se você só estava planejando terminar comigo? Você estava planejando me fazer parecer estúpido esse tempo todo?"

"Finn!" ela exclamou, seriamente frustrada nesse momento. "Por que você está dizendo essas coisas? Claro que nunca foi meu objetivo! Você devia me conhecer melhor do que isso –"

"Oh, eu conheço você, Quinn Fabray. Eu sei que você é a Rainha Vadia dessa escola. Eu sei como você trata as pessoas. Até mesmo pessoas que você supostamente considera como amigas! Você acha que eu nunca notei como você trata Rachel horrivelmente? E ela supostamente é pra ser uma colega de time."

Quinn achou força dentro de si para empurrar Finn pra trás – o que resultou nele perder o aperto nos braços dela, mas ele veio com ainda mais intimidação do que antes.

"Não finja que você sabe qualquer coisa sobre mim e Rachel. Nós somos amigas agora, Finn."

"É, e você está terminando comigo! Uau, as coisas mudam super rápido, não é?"

Ele estava avançando nela novamente e Quinn estava certa de que ele iria bater nela. No rosto, provavelmente. Ela fechou os olhos e até mesmo foi tão longe quanto levantar a mão para proteger o rosto dela.

De repente, alguém gritou de alguns carros à distância, "HUDSON!"

Quinn ousou abrir um dos olhos. Ela viu Finn – com as mãos ainda fechadas em punhos, meio levantadas na frente dele – e ela viu ninguém menos que suas melhores amigas, Santana e Brittany. Elas tinham começado a correr nesse ponto. Santana chegou no carro de Quinn primeiro, e ela imediatamente se colocou – mãos plantadas firmemente nos quadris – entre Quinn e Finn.

"O que temos aqui, Hudson? De repente decidiu que é legal bater em garotas?" Santana disse.

"Saia daqui, Lopez, isso não é da sua conta," Finn grunhiu de volta – a raiva ainda não tinha saído de seus olhos.

Brittany tinha puxado Quinn pra ela – ela estava segurando-a, protegendo tanto do corpo dela quanto podia de Finn. Ela tinha envolvido os braços ao redor de Quinn e esta tinha encolhido notavelmente quando a mão de Brittany entrou em contato com os hematomas já se formando que Finn tinha deixado pra trás. Eles eram monstruosos – assim como as patas dele do tamanho de frigideiras.

Santana notou a interação entre Brittany e Quinn e ela mesmo começou a se enraivecer.

"Adivinha, Franketeen? Quando você machuca fisicamente minha melhor amiga, isso torna-se meu problema." Ela começou a andar em direção a Finn, fazendo com que ele se afastasse enquanto ela avançava. "Primeiro de tudo, eu acho que Figgins ficará interessado em saber que Brittany e eu pegamos você batendo em uma estudante no terreno da escola." Finn bufou. "Depois, eu sei que a Treinadora Sylvester ficará positivamente animada que você não só machucou a Capitã Cheerio dela – mas a melhor maldita líder de torcida do esquadrão inteiro." Finn visivelmente engoliu com dificuldade. "E nós terminaremos isso com uma rápida mensagem para Puck – que irá informar todos no time de futebol – que o bom e velho Finn Hudson gosta de bater em garotas. Estou certa de que eles terão muito que dizer sobre isso, não é mesmo, Hudson?" Finn tremeu – nenhum dos caras do time estava bem com isso. Claro, se Finn tivesse conseguido engravidar Quinn ou algo do tipo, ele provavelmente receberia cumprimentos de todos. Mas bater nela? Ele seria um pária.

"Ok, eu entendi..."

"Não, eu não estou certa de que você tenha entendido," Santana respondeu. "Você errou e errou muito. Você vai pedir desculpas à Quinn, você vai agir civilizadamente e não como o estranhamente alto Neandertal que você tem sido hoje, e você vai manter suas chorumelas pra si mesmo. Ou então eu direi à Figgins. E Sue. E Puck. Eu não tenho que pôr um dedo em você pra destruí-lo. Mas se você pôr outro dedo nela, eu farei tudo que for pra fazer sua existência um completo pesadelo. Estamos entendidos?"

Um impulso de raiva final pareceu fluir por Finn – Santana podia ver isso nos olhos dele e ela se preparou pra fazer o que fosse preciso pra mantê-lo longe de Brittany e Quinn. Mas a riva pareceu deixá-lo tão rápido quanto tinha vindo.

Ele deixou cair a cabeça derrotado e envergonhado. "Eu entendi," ele murmurou baixo.

"Me desculpe, o que? Eu não ouvi bem você. Havia uma desculpa aí em algum lugar?" Ela encarou com dureza, sua voz praticamente pingando de atitude.

"Eu disse que entendi. Não acontecerá de novo. Quinn," ele se moveu para dar um passo adiante, em direção onde Quinn estava parada, protegida atrás de Brittany.

Santana, entretanto, não deixou. Ela colocou uma mão firme no peito de Finn, ficando entre ele e as garotas novamente. "Naninanão, Frankenteen. Diga o que você tem a dizer. Daqui."

Finn cerrou os dentes antes de se dirigir à Quinn novamente. "Quinn, eu realmente sinto muito. Eu não devia ter reagido desse jeito. Mas," ele continuou desesperadamente. "Você não pode entender o motivo pelo qual estou tão aborrecido com isso? Os caras no time –"

"OK!" Santana interrompeu. "Claramente você nunca dominou a Arte da Desculpa. Saia daqui, Finn, antes que eu faça você sair."

Ele mandou uma última encarada na direção de Santana antes de se virar abruptamente e sair batendo o pé em direção ao próprio carro.

Santana secretamente esperou que ele tropeçasse no próprio pezão dele. Ele não o fez. Ela deu de ombros.

Ela se virou de volta pras melhores amigas dela. Os olhos de Quinn estavam fechados e ela tinha os braços envolvidos na cintura de Brittany com a cabeça descansando no ombro da loira mais alta. Santana andou até elas, colocando a mão esquerda sobre a de Brittany - que estava situada no lado de Quinn.

"Quinn?" Brittany perguntou suavemente. Quinn não emitiu nenhuma reposta ou deu nenhuma indicação de que iria se mover em breve.

Uma única lágrima conseguiu achar seu caminho atrás da pálpebra direita dela. Santana se esticou e acariciou a bochecha de Quinn gentilmente, enxugando a lágrima ofensiva no processo.

"Me desculpe por não ter chegado aqui rápido o suficiente, Q," Santana disse suavemente, sua mão ainda firmemente colocada na bochecha de Quinn. Enquanto Santana dizia isso, os olhos de Quinn lentamente se abriram e ela olhou para Santana com uma expressão triste no rosto. "Eu disse a você que eu nunca deixaria nada como isso acontecer a você. Não de novo, não depois dele." Ela deixou a mão cair do rosto de Quinn e levemente – até mesmo gentilmente – correu os dedos pelos hematomas no bíceps de Quinn. "Me desculpe, me desculpe, eu não ter chegado aqui a tempo..."

Tudo que Santana pôde pensar foi sobre a última vez que ela estava atrasada demais – a última vez que ela tinha falhado em manter sua melhor amiga em segurança.


Foi na noite anterior do começo do oitavo ano das garotas. Santana e Brittany estavam dormindo na casa de Quinn – era uma tradição que elas tinham compartilhado desde que elas todas tinham se tornado amigas na primeira série. A noite anterior do primeiro dia do ano escolar, elas todas ficavam na casa de uma das outras garotas. Esse ano, foi a casa de Quinn.

As garotas estavam assistindo televisão na sala e os pais de Quinn estavam no escritório do pai dela. Russell Fabray tinha consumido um pouco de uísque demais. E por 'um pouco demais,' era suficiente dizer que ele estava praticamente incoerente. Judy Fabray teria ajudado a levá-lo até o quarto deles e para longe dos olhos e ouvidos das jovens garotas na sala do lado – mas ela também tinha consumido uma quantidade impressionante da bebida cara e finamente envelhecida.

Na sala, Brittany acidentalmente tinha derrubado o copo de ponche de frutas. Quinn se encolheu. Brittany começou a se desculpar abundantemente, mas Quinn disse pra ela parar. "Não é problema, B. Eu só vou pegar alguns papéis toalha."

"É, B," Santana reiterou. "Nós deixaremos o carpete como novo novamente." As garotas todas sorriram umas pras outras e Quinn e Santana marcharam pra cozinha pra pegar alguns equipamentos de limpeza para enxugar e, esperançosamente, remover a mancha do carpete branco e impecável.

No caminho de volta pra sala, elas passaram pelo escritório de Russell. Ele viu o que eles estavam carregando e gritou pra Quinn, "Quinn! Pra que tudo isso? Você está fazendo uma bagunça aí?"

Quinn imediatamente disse pra Santana ir pra sala para tentar começar a enxugar o ponche. Ela virou pro pai. "N-nada, Papai. Nós só estamos vendo TV."

Russell bufou e se levantou da cadeira de couro bem gasta dele antes de avançar em Quinn. Ele agarrou o pulso dela e começou a cambalear até a sala com sua pequena figura trilhando sem jeito atrás dele.

Quando ele viu Santana de quatro, pressionando vigorosamente na mancha vermelha florescendo – ele pirou, virando pra Quinn.

"Você fez isso? Você fez isso pro meu carpete? Depois de tudo que sua mãe e eu fazemos por você, é assim que você nos paga – sua pirralha ingrata!" Ele levantou a mão antes de permitir que esta balançasse pra frente e pegasse Quinn na mandíbula.

Antes mesmo dela perceber o que ela estava fazendo, Santana estava de pé e estava empurrando – com toda a força que seu corpinho de doze anos podia reunir – Russell Fabray pra longe da filha dele. Brittany também correu – mas ela correu pra Quinn, cuidadosamente pegando as mãos de Quinn nas suas e levando-a pra longe da cena e pra cozinha à procura de algum gelo.

Santana ficou em pé encarando Russell, silenciosamente o provocando a se mover atrás das loiras. Ele não o fez. Ao invés disso, ele só engoliu o resto do uísque dele – que tinha mantido firme em sua mão esquerda durante todo o acontecido, impressivamente – ele não tinha derrubado uma gota.

Santana viu ele cambalear de volta pro escritório e deslizar a porta pra fechar atrás dele. Ela entrou na cozinha e levemente passou os dedos na mandíbula de Quinn – ela tinha enxugado as lágrimas das bochechas da sua melhor amiga e tinha envolvido ambas as garotas em um abraço apertado. Naquela noite, todas elas se abraçaram em uma massa de corpos no meio da cama de Quinn. Em algum ponto durante a noite, todas choraram – Santana e Brittany, por Quinn; e Quinn, pelo pai dela.

Na manhã seguinte, Judy Fabray deu à sua filha caçula a primeira lição real de aplicação de maquiagem. Ela tinha, afinal de contas, muita prática.


Santana relembrava o olhar de choque e descrédito que tinha permeado as feições de Quinn naquele momento antes da mão de Russell Fabray entrar em contato com o rosto dela. Ela tinha jurado que nunca deixaria isso acontecer à Quinn novamente – ou à Brittany, pra falar a verdade (apesar dos pais dela serem bem mais legais do que os de Quinn). Só de ver os machucados nos braços de Quinn, era o suficiente para infundir um sentimento de fracasso dentro de Santana.

Quinn conhecia aquele olhar bem demais. Ela soltou um dos braços da cintura de Brittany e segurou estendido pra Santana, puxando a garota pra um abraço de três. "Não é culpa sua, San. Eu sei que você se sente assim, mas eu prometo que não é. Não foi naquela época e não é agora." Quinn colocou a bochecha no topo da cabeça de Santana. "Vocês são as melhores amigas que eu poderia esperar."

Com isso, Brittany sorriu – ela se inclinou e beijou Quinn e Santana na bochecha.


Rachel deixou o auditório mais ou menos uma hora depois da escola acabar. Brad tinha sido gentil o suficiente para ficar pra trás e trabalhar em 'Maybe This Time' com ela; a música já estava em seu repertório, mas depois de fazer o vídeo pra seu último adicional no MySpace, ela tinha percebido que havia alguns aspectos dela no qual ela tinha que melhorar.

Ela parou no armário dela, pegando os livros pro final de semana. Ela tinha teste de cálculo na segunda que ela não estava ansiando estudar – ela era seriamente ruim em cálculo.

Ela saiu da escola e apertou mais o cachecol no pescoço dela. O vento estava assoprando bem forte e parecia achar todos os espaços no casaco dela – efetivamente a congelando até os ossos.

Enquanto ela se aproximava do carro dela e jogava a mochila no banco traseiro, ela notou as três Cheerios do outro lado do estacionamento. Ela entrou no carro e ligou antes de dirigir e parar atrás do que ela reconheceu como o carro de Quinn.

"Oi garotas," ela hesitantemente disse enquanto saía do carro.

"Oh, oi Rachel!" Brittany exclamou contente, um sorriso iluminando o rosto dela. Ela se soltou de Santana e Quinn e pulou pra Rachel enquanto esta se juntava a elas. Ela abraçou Rachel com força e colocou a mão na barriguinha de Rachel. As sobrancelhas de Rachel levantaram com o gesto. Brittany perguntou, "Já está chutando?"

Rachel riu. "Não, Brittany. O bebê não é grande o suficiente para isso ainda. Também, você deve saber isso já que você está me ajudando a compilar uma lista de possíveis nomes de bebê – o bebê é uma garota!"

Com essa notícia, Brittany ficou boquiaberta e deu em Rachel outro abraço enorme. "Isso é incrível, Rach!" Brittany então pulou sobre Santana e Quinn. "Rachel vai ter uma menina!"

Rachel olhou Quinn no olho. A outra garota estava sorrindo pra Rachel, mas Rachel podia dizer que havia algo mais por trás do sorriso – os olhos dela estavam incrivelmente tristes e isso fez o coração de Rachel doer.

Santana acenou pra Rachel, um pequeno sorriso também agraciando suas feições. "Parabéns, Berry."

"Obrigada, Santana."

Brittany continuou a pular contente. A mente de Rachel entrou em ação. Ela tomou uma decisão, a qual ela racionalizou pelo fato de que, primeiro – ela precisava descobrir o que estava errado com Quinn – segundo – ela desesperadamente precisava de qualquer ajuda extra que ela podia conseguir em cálculo – e, terceiro – ela realmente achava que seria divertido tentar escolher nomes de bebês.

"Eu estava pensando," ela começou. As três Cheerios imediatamente focaram nela; Brittany parou de pular. "Vocês estariam interessadas em passar a noite na minha casa? Eu realmente amaria conversar sobre nomes de bebês... Mas eu também seriamente preciso de alguma ajuda em cálculo, se, talvez, Santana e Quinn pudessem ser tão gentis em me ajudar nessa área?"

Brittany instantaneamente virou os olhos de cachorrinho pidão pra Santana – a garota estava perdida.

"Claro, Berry. Britanny e eu iremos. Q?"

Rachel viu Santana colocar gentilmente a mão dela no topo da de Quinn, questionando a garota silenciosamente. Quinn rapidamente trocou olhares com Santana antes de se virar pra Rachel.

"Claro, Rachel. Eu amaria ir."

Rachel sorriu pras garotas na frente dela. "Ótimo! Está certo, então." Rachel rapidamente mandou mensagem pra Santana e Quinn com seu endereço para que elas pudessem achar a casa dela e então ela saiu para se aprontar pra festa do pijama.

A primeira festa do pijama que Rachel Berry já havia sido anfitriã.

Santana e Brittany deram, cada uma, um abraço final em Quinn antes de ir pro carro de Santana, então pras suas respectivas casas pra pegar o necessário pra ir pra de Rachel.

Quinn entrou no carro dela e suspirou. Rachel não tinha visto os machucados dela por causa do jeito que ela ficara parada com Santana na frente da maior parte do corpo dela. Ela não queria que a garota visse seus machucados na festa do pijama, também. Bem, ela decidiu, eu usarei mangas longas hoje à noite. Sem problema.

Apesar do seu confronto emocional da tarde com Finn, Quinn estava se permitindo sentir felicidade incomparável ao fato de que ela iria passar a noite na casa de Rachel Berry. As coisas estavam definitivamente melhorando.