Capitulo 10

— Quer mais café? — Edward perguntou a Bella enquanto enchia sua xícara mais uma vez.

Estavam sentados na varanda iluminada pelo sol, vestindo apenas os roupões. Haviam acabado de to mar o substancial café da manhã que Edward pedi ra na noite anterior e que foi entregue na suíte pela manhã em uma bandeja lindamente ornamentada.

— Quero, por favor — Bella respondeu, pensan do consigo mesma que Edward ainda estava fazen do de tudo para impressioná-la. Nunca havia visto ele oferecer café para Victoria.

Mas pensando bem, ele nunca quis se casar com Victoria.

Será que ele ainda quer se casar comigo? Ela pen sou logo em seguida.

Edward não tinha tocado no assunto essa manhã. E ele teria comentado, se quisesse, mesmo ela pedin do que ele deixasse essa discussão para quando fos sem embora. Talvez, depois do desempenho da noite anterior, ele achasse que não precisaria pedi-la em casamento para impedi-la de ir embora. Talvez ele acreditasse que ela se contentaria com o posto de amante.

Se ele pedisse, ela aceitaria, Bella admitiu com tristeza.

— Chega! Obrigada — ela agradeceu. Que ironia!

Gostaria de ter proferido essas mesmas palavras mais enfaticamente na noite anterior.

Bella sabia que era arriscado passar a noite com o homem que amava. Não percebera, no entanto, o ta manho do risco. Quando acordou de manhã, todos os planos de fuga haviam desaparecido por completo, substituídos pela plena vontade de estar com ele, aci ma de qualquer coisa.

Bella sentiu o corpo estremecer ao relembrar tudo o que passou nos braços dele. Achava que Jacob era um bom amante. Comparado a Edward, Jacob não passava de um garotinho, com imaginação e energia limitadas. Edward mostrou que uma noite com ele ia além da fantasia romântica que imaginara.

Bella nunca conhecera um amante tão dominador e exigente. Ele não apenas fez amor com ela várias vezes e de várias maneiras. Ele seduziu sua mente e seu corpo de modo a desejá-lo ardentemente, incapaz de dizer não para qualquer coisa que ele sugerisse.

Até mesmo agora, sentada ali, tomando café, ela o desejava. E, no entanto, há meia hora estavam fazen do amor na pia do banheiro, seu corpo ainda molhado pelo banho altamente erótico que haviam comparti lhado antes.

Ela deveria estar satisfeita. Porém, queria mais.

Edward despertara uma sensualidade poderosa que ela nunca soube que possuía. E agora... agora ela estava totalmente aos seus pés.

Sua única defesa era fingir. Ela estava interpretan do seu papel da melhor forma possível, a fim de se mostrar uma mulher sofisticada e vivida que já expe rimentara situações como aquela.

Quem sabe? Talvez ela ainda tivesse coragem para fugir.

Mas ela mesma não apostava nisso.

O toque repentino do telefone surpreendeu Edward. Ele colocou a xícara na mesa e levantou-se, para atender o telefone.

— Espero que não seja a recepção avisando sobre o horário de saída — ele comentou ao entrar.

Bella também se levantou, mas não entrou no quarto. Ela caminhou pela varanda, sorvendo seu café lentamente, enquanto tentava ocupar a mente com a vista do quarto e deixar as preocupações de lado.

A vista era espetacular! O oceano sob a luz cinti lante da manhã. Da altura em que estava, ela conse guia ver acima dos topos dos pinheiros que delinea vam a praia, até a linha do horizonte.

No entanto, era inevitável que seu olhar fosse atraído para o caminho que trilharam ontem, uma ala meda cercada de pinheiros. Eles haviam acabado de se deliciar com uma ótima refeição — trazida pelo serviço de quarto, claro — quando Edward suge riu uma caminhada pela praia. Ela aceitou na hora porque, naquele momento, já estava se sentindo consumida pela necessidade preocupante de fazer amor com ele o tempo todo. Ela imaginou que ficar um tempo fora da suíte iria quebrar aquele ciclo de desejo.

Que pensamento inocente...

Bella olhou a alameda, imaginando em qual pi nheiro eles tinham se perdido entre beijos e carícias. Eles devem ter parecido dois adolescentes, ou um ca sal em lua-de-mel, incapazes de manterem suas mãos quietas. A sombra das árvores forneceu proteção contra os passantes. Mas, mesmo assim, alguém po dia tê-los visto.

Bella não se importou. Ela estremecia a cada to que de Edward. E ele só a levou de volta para o quarto quando ela implorou por mais intimidade.

— Mas que droga! — Edward exclamou ao vol tar para a varanda, irritado e nervoso.

— O que aconteceu?

— Não era a recepção. Era o Emmet.

— Emmet? Ah, Emmet o seu assessor? .

— Eu avisei para onde eu iria caso não voltasse. Eu sempre aviso alguém onde estarei quando saio da cidade. Geralmente aviso a você, mas você estava co migo. Não que eu tenha contado isso para ele.

Bella não entendeu o porquê, se ele realmente queria se casar com ela.

— Ele não conseguiu ligar para o celular, que eu desliguei, então teve de ligar para cá.

— E uma emergência de trabalho, estou certa? — ela indagou.

Edward era um dono de empresa muito respon sável que não conseguia delegar funções muito bem. Estava sempre recebendo ligações de vários executi vos em casa, todos pareciam trabalhar sete dias na se mana.

— Estamos com um problema em um condomínio para aposentados que estou construindo em Queensland — ele explicou, a frustração estampada nos olhos e na voz.

— Que tipo de problema?

— O quê? Ah, não preocupe sua linda cabecinha com isso. — Sua expressão ficou mais serena, os lá bios entreabriram-se em um sorriso sensual enquanto aproximava-se dela. — Isabella... Você está realmente deliciosa nesse roupão — ele sussurrou, abraçando-a por trás, pela cintura. — Mas você fica melhor sem ele.

Bella não acreditou quando ele começou a desa marrar o roupão.

— Edward! Pare com isso! — ela protestou em pânico devido à forma como seu coração começou a acelerar. — Olha só o que aconteceu. Você me fez derramar café.

— Beba logo, então.

— Como eu posso beber café com você tirando a minha roupa? Edward! Alguém pode ver!

— Você ia gostar disso? — ele ronronou no ouvi do dela enquanto abria mais ainda o roupão e com primia seus seios. — Isso excita você, Bella? A idéia de ter alguém me vendo fazer amor com você? Você ficou bem animadinha ontem no meio daquelas árvores.

— Você não vale nada — ela declarou, segurando a xícara com mais força.

— Nem você. Você e esse seu corpo provocante que me tira do sério. Você me tira do sério. Eu sempre quero mais.

— Você não deveria falar essas coisas.

Ou fazer essas coisas, pensou, já sem fôlego. Ele fechou o roupão de novo, mas levantou a parte de trás até a altura da cintura dela.

— Por que não? — ele indagou, acariciando-a. — É tudo verdade.

Bella sentiu os músculos enrijecerem quando as mãos dele deslizaram pelas suas coxas descendo cada vez mais... Edward, não... — ela pediu, mesmo que seu corpo todo tremesse. — Por favor, pare.

O tom angustiado da voz dela finalmente imobilizou Edward. O que não era uma coisa fácil de fazer na quele momento. Ele falou a verdade quando disse que sempre queria mais.

Queria mesmo.

O sucesso da noite anterior realmente o deixara inspirado. Até mesmo pela manhã, ele sentira a urgência de tê-la em seus braços mais uma vez. E ago ra, ali estava, querendo de novo, apesar de já ter mos trado sua capacidade sexual.

Se ele ignorasse o pedido dela e a seduzisse mais uma vez contra sua vontade, poderia criar um proble ma. Mesmo louco por Bella — com uma paixão viciante que superava tudo o que havia sentido por Victoria — ele a queria como esposa mais do que nunca.

— Tudo bem — resmungou, e abaixou o roupão. — Eu nunca faria nada contra sua vontade, Bella. Mas talvez fosse mais prudente se nos vestíssemos e saíssemos logo daqui, para acabar de vez com essa tentação.

Ele não teve a intenção de ser grosseiro, mas, que droga, em nenhum outro momento da vida sentiu-se tão frustrado.

Ela se virou, o rosto enrubescido, os grandes olhos azuis dilatados de desejo.

— Não é que eu não queira fazer amor com você. Eu quero, — ela confessou, trêmula. — Mas... mas não aqui fora. E não assim.

Aaah. Então ela queria romance agora. Edward pegou a xícara de café das mãos dela e a pousou no parapeito. Ele podia ser romântico. Quando tinha de ser.

Mas antes...

Os olhos dela se arregalaram quando ele abriu o roupão de novo e a deixou nua. Edward deslizou o olhar pelas curvas voluptuosas de seu corpo antes de carregá-la nos braços e levá-la para dentro.

Uma hora depois, Bella estava sentada em silêncio ao lado de Edward em seu carro, pronta para sair do hotel e certa de que qualquer proposta de casamento não estava nos planos dele agora. Ele teve todas as chances de tocar no assunto, mas permaneceu calado após a última vez que fizeram amor, um episódio ridiculamente romântico que quase a fez chorar. Mil vezes ser possuída sem delicadezas do que fazer amor de uma forma tão meiga, seus olhos fixos nos dela o tempo inteiro.

O que ele estava tentando enxergar?

Mas ela negou-lhe a satisfação de vê-la capitular em seus braços mais uma vez, experimentando em si lêncio aquele último prazer que Edward lhe proporcionava. Ainda em silêncio, vestiu-se e o acompa nhou na mais absoluta resignação.

Apaixonar-se por Jacob partiu seu coração. Amar o seu pai só lhe trouxe decepção. Amar Edward a faria sentir um desespero que ela nem conseguia ima ginar.

Porque ele nunca a amaria tanto quanto ela.

— Vamos voltar pela praia — Edward explicou quando seguiu por um caminho diferente do que usa ram na ida. — Quero lhe mostrar a nova ponte Sea Cliff. É muito bonita — ele acrescentou com um sor riso, o primeiro em horas. — Você já a conhece?

— Só da televisão — Bella respondeu, sentindo-se imediatamente mais animada.

Até na televisão a ponte parecia ser realmente bo nita, uma construção gigantesca que serpenteava em volta dos penhascos, mas longe dos pontos perigosos nos quais sempre aconteciam deslizamentos de pe dras. Em uma parte ela até se desdobrava sobre o mar.

— Vamos parar e caminhar por ela — Edward prosseguiu. — Tem um caminho de pedestres para se apreciar a vista.

— Seria ótimo — Bella respondeu com sincerida de, surpresa mas feliz com a sugestão. — Ainda bem que vim de calça jeans e tênis.

Logo chegaram à ponte, e ela era realmente linda. No entanto, passaram por ela muito rápido, e Bella sabia que Edward não tinha apreciado a vista, pois estava concentrado na direção.

Na parte norte da ponte havia um estacionamento para as pessoas que quisessem parar e caminhar. Edward estacionou ao lado de um ônibus repleto de turistas japoneses.

— Que pena que não temos uma câmera — Bella lamentou-se, olhando os turistas japoneses tirando fotos de tudo.

— Espere aqui — Edward pediu, caminhando em direção a um japonês que tinha três câmeras penduradas no pescoço. Depois de uma breve conversa e uma troca de dinheiro, ele voltou com a câmera.

— Prontinho — ele disse, entregando-lhe a máquina. — É digital e simples. Você olha por aqui e se gostar da foto, aperta esse botão.

— Você fala japonês? — ela perguntou, surpresa.

— Eu tive de ir a Tóquio a trabalho há uns dois anos e achei melhor aprender. É uma língua difícil de falar.

Mas ele deve ter aprendido muito bem, Bella pensou, assim como aprendia a lidar com tudo o que queria. Afinal, aprendera a lidar com ela na noite anterior.

— Vamos — ele chamou assim que ela tirou algumas fotos. — Pendure a máquina no pescoço e vamos caminhar.

Eles atravessaram a ponte em aproximadamente quinze minutos, mesmo caminhando devagar. Na volta, Edward parou em um trecho de onde se podia ver o mar batendo nas pedras lá embaixo. Bella tirou algumas fotos dos respingos da água na base de concreto do píer e dos barcos no horizonte. Havia muitos barcos, traineiras enormes e navios de carga. As maiores cidades da costa eram portos de onde partiam navios que exportavam carvão e alumínio.

— Terminou? — Edward perguntou quando ela finalmente tirou a câmera dos olhos.

— Terminei. Vou colocar as fotos no meu computador hoje e... nossa! — exclamou.

Bem ali, apoiada no parapeito em frente a Edward, estava uma caixinha aberta contendo um anel com um diamante incrustado. O maior diamante que já vira.


E então? Gostaram? Geeeente será qe, ela vai aceitar? oo' se ela não aceita eu ACEITO, e tpo assim qal deve se o mistério em volta do pai da Bella eem? aaiaai

aa eu confesso qe, fiqei decepcionada por ter tido poucas reviews no cap anterior, por isso demorei um pouqinho pra postar. Leitoras fantasmas, PLEASE neh, não dói deixar reviews e me faz tão Feliz,

Dianna, Fran, Bruna e Ellen, nem preciso dizer neh, obrigada por não me abandonarem e me fazerem feliz ate pq foram as únicas qe. Me deixam recadinhos ;)

O 11° cap já esta pronto, esta saindo do forno qentinho, mais claaaaaaaaaro vai depende de vses, siim isso foi uma chantagem õ/ então acelerem e postem reviews caso contrario postarei somente semana qe. Vem HOHO.

Amo tdas vses pessussitas /ateasfantasmas