-Karura, eu vou com você até a casa do vovô. Chihiro, você pode assumir meu time mais uma vez?
A garota concorda, era importante que o irmão falasse com o avô deles. Eles tinham saído do escritório onde fizeram a reunião e descido para almoçar com Akihiko que os aguardava na sala. Minato tinha ido embora logo após terminar de conversar com os Sabakus. O rapaz se sentia mais aliviado agora que sabia que teria apoio dos amigos. Podia voltar á fazer planos e então decide procurar por Kiba para lhe pedir um favor.
Eles terminam a refeição e saem. Akihiko acompanha os dois irmãos até a casa de Yamanaka Inoichi e depois se dirige á academia, para acompanhar os outros. Voltaria mais tarde para pegar Karura e Inoichi.
Karura e Inoichi entram e encontram o avô á espera na sala. O ancião olha sério para o neto, sabia por que o garoto estava ali.
-Sentem-se, meus netos. – Ele pede e senta em frente aos dois. Karura está preocupada, seu irmão podia ser muito indelicado quando queria e por mais que ela achasse que o avô estava errado, adorava o idoso e não permitiria que ninguém o destratasse.
-Vovô, acho que já sabe o que vim fazer aqui. – Inoichi fala com calma e o avô concorda e depois se vira para Karura. –Imagino que foi você quem ouviu minha conversa com Kenko hoje pela manhã, estou certo?
-Sim, vovô. Me desculpe, mas não pude deixar de ouvir e quando percebi que falavam sobre Inoichi, papai e Minato fiquei muito preocupada.
-E foi falar comigo. – Inoichi acrescenta. – O que vocês estão planejando é muita loucura. Seria o fim da aliança entre Suna e Konoha.
-Eu sei, Inoichi, mas é necessário. Não podemos deixar que os Uchihas assumam o controle sobre a Kyuubi, seria o fim deste mundo. E eu quero evitar que eles façam algum mal aquele cabeça dura do Naruto. Minato só quer proteger o pai e eu o ajudarei.
-No momento precisamos nos concentrar em encontrar os pergaminhos e Shikamaru irá nos ajudar nisso.
-Ele irá nos levar até os pergaminhos e os Uchihas. Mas ainda assim não será fácil derrotar os dois. Eles são poderosos e devem odiar Konoha, querem vingança, assim como Sasuke.
-E provavelmente têm o apoio do novo Tsuchikage.
- O que ele ganhará com isso? Os Uchihas querem destruir todo mundo ninja, não apenas Konoha. –Karura exclama incrédula.
- Samal Han é arrogante, ele deve estar achando que conseguirá manter os Uchihas sob seu controle. Que destruirá Konoha e Suna e então Iwagakure se tornará a vila mais forte do mundo ninja. –Yamanaka Inoichi explica.
-Como ele pode ser tão idiota? Se Suna e Konoha caírem, não haverá ninguém que poderá deter os Uchihas. –Seu neto fala zangado. – Sem meu pai e tio Naruto, os Uchihas tomarão conta de tudo e jogarão nosso mundo no caos.
Inoichi concorda com o neto. – Por enquanto vamos nos preocupar em tirar Shikamaru da prisão sem levantar suspeitas. O plano é simples, ele vai simular uma fuga e a ANBU irá persegui-lo. Minato se juntará á ele na busca pelos pergaminhos e nós iremos atrás dos Uchihas.
-Iremos com você e Minato, vovô. Podemos ajudar. –Inoichi fala convicto.
O ancião fica em pé e olha severamente para o garoto.
-Negativo, vocês não sairão de Konoha. Seu pai os deixou aos meus cuidados, sob minha responsabilidade. Você é um dos alvos desse grupo e eu não vou deixá-lo entrar na toca do inimigo. É um absurdo que você pense que eu permitira isso.
-Não pode me impedir, vovô. -O rapaz fala ficando em pé também. Karura olhava para os dois, preocupada.
-Aí é que você se engana, não só posso como vou. Todos os membros do clã Yamanaka estão envolvidos na sua proteção. Eles impedirão qualquer tentativa sua de se afastar da Vila da Folha. - Inoichi se vira para a neta. -Isso inclui todos vocês. Recebi ordens do Kazekage para mantê-los em segurança e longe de encrencas.
Sabaku no Inoichi passa as mãos nos cabelos, em gesto característico seu e de pai e suspira, exasperado. -Espera que eu fique de braços cruzados diante de uma situação como essa?
-Exatamente. Não tente se envolver mais ainda nessa história, se for preciso colocarei os cinco na prisão para mantê-los em segurança. Não duvidem disso nem por um segundo.
O rapaz volta á se sentar, sabia que o avô falava sério e não adiantaria tentar argumentar com ele. Esperaria pelo apoio de Minato, seu cunhado tinha demonstrado que a ajuda dos Sabakus era bem vinda, com certeza o Uzumaki daria um jeito de levá-los junto quando saísse em busca dos pergaminhos e dos Uchihas.
-Isso é um absurdo, vovô. Mas infelizmente não tenho como contrariar sua vontade, não quero parar na prisão e duvido muito que minhas irmãs e primos desejem isso também. Ficaremos em Konoha, mas ajudaremos no que for possível, sem sair da vila. Concorda com isso?
-Concordo desde que falem comigo antes de fazer qualquer coisa. - O ancião responde, desconfiado. Estava achando muito estranho o rapaz ter cedido tão rápido. Manteria os netos sob forte vigilância.
Karura respira aliviada e se vira para o avô. -Vovô, você não sabia que Shikamaru é o pai de Saphire? – Karura pergunta e Inoichi nega com a cabeça. –Comecei a desconfiar quando você me contou sobre a ida dela ao bosque dos Naras. Somente os membros daquele clã podem entrar lá, os animais atacam qualquer outra pessoa que tentar se aproximar deles.
-Ele lhe contou por que não quer que a filha saiba sobre ele?
-Sim, contou e ele não deixa de ter razão. A menina já sofre muita discriminação, se souberem quem é o pai dela, muitos usariam isso como desculpa para agredi-la ainda mais.
-Isso é um grande absurdo. Essas agressões têm que parar. Imagino que Shikamaru deva viver preocupado e triste por não poder ajudar a filha. – Karura fala zangada e o avô concorda. -Ele está muito agradecido pelo que vocês têm feito pela filha dele. –Yamanaka Inoichi fala com uma ponta de orgulho na voz, estava feliz em ver como os netos eram generosos e gentis.
-Me sinto mal com isso. Nós sabemos quem é o pai de Saphire, mas ela nem imagina quem seja. Não é justo.
-Foi uma exigência de Shikamaru, temos que acatar. E vovô tem razão, ela sofreria muito mais se soubessem quem é seu pai. – Inoichi responde para a irmã, no fundo concordava com Karura, Saphire tinha direito de saber quem era seu pai, mas tinham que fazer a vontade de Shikamaru.
-Nós também corremos muito perigo por sermos filhos do Kazekage. –Karura fala encarando o irmão. –Mas vocês têm muitas pessoas que possam protegê-los. –O idoso fala para os netos. – Acho que é melhor acatarmos as exigências do Nara. Estamos nas mãos dele. Somente ele sabe onde os pergaminhos estão.
–Vamos fazer como Shikamaru quer, depois que tudo estiver resolvido, eu falo com ele e tento convencê-lo a contar a Saphire que é seu pai. –Karura concorda com o irmão á contragosto. -Vovô, Saphire tem algum outro parente vivo, além de Aysha?
-Aysha odeia á irmã, Saphire ficaria melhor morando sozinha. – Karura fala com pena da garota. Tinha se afeiçoado a menina e queria poder fazer algo para ajudá-la.
-Não há mais ninguém, apenas a irmã e o pai. Mas eu vou cuidar do futuro dela. – Os netos olham para ele curiosos e Inoichi conta o que havia prometido á Shikamaru. Karura sorri feliz. – Que bom, vovô. Será perfeito.
-Saphire tem direito á herança deixada pelo avô dela, só farei o que é certo. –O ancião acrescenta.
XXX
Já era bem tarde e todos tinham ido dormir. Karura esperava por Minato, não tinha visto mais o rapaz naquele dia e sentia falta dele. Ela sorri ao pensar em quantas vezes ficara feliz por não ver o loiro o dia todo e agora lá estava ela esperando que ele estivesse bem e que chegasse logo.
Ele estava com o pai ajudando nos preparativos para a reunião. O tempo era curto e havia muito á ser feito, com certeza Minato chegaria tarde, mas ela esperaria por ele acordada. Ela deita na cama, pensando nos pais, sentia saudade de Suna e dos seus familiares, em breve seus irmãos e seus primos voltariam para casa e ela ficaria um longo tempo sem vê-los.
Abraça a rata que Minato havia lhe dado e olha para fora pela janela aberta. A lua estava linda e o céu limpo, não nevava há alguns dias. Logo seria primavera e ela sorri ao pensar nas flores. Konoha ficava linda na primavera. Naruto tinha plantando muitas cerejeiras pelas ruas, em homenagem á esposa (o nome da flor de cerejeira é Sakura) e a vila ficava todo florida e perfumada.
Um movimento na janela chama a atenção dela e Karura vê o namorado entrando. –Nós temos porta nesta casa, sabia? – Ela brinca com um sorriso e o rapaz lhe sorri também. – Por aqui é mais rápido. Por que está acordada ainda? Já é tarde.
-Estava esperando você. Senti saudades, quase não nos vimos hoje. – Ela responde se erguendo da cama para abraçá-lo.
-Também senti sua falta, deixe-me tomar um banho antes de cumprimentá-la decentemente. - Ele responde e se dirige ao banheiro. Depois de vinte minutos ele volta ao quarto e encontra um lanche á sua espera.
-Não precisava se preocupar, meu amor.
-Precisava sim, duvido que você tenha encontrado tempo para comer. – Ele senta e Karura se posiciona á suas costas, fazendo uma massagem em seus ombros. Tinha visto a mãe fazendo isso várias vezes com o pai. Gaara sempre dizia que a única coisa que o fazia relaxar era a presença da família e o carinho da esposa. Os filhos adoravam ver o casal junto. Havia tanto amor entre eles que era impossível imaginá-los separados.
- Isso é maravilhoso, Karura. – Ela sorri ao ouvir o namorado e se abaixa para abraçá-lo pelo pescoço e beijá-lo. –Eu te amo muito, Minato.
Ele se vira e fica em pé, abraçando-a. O corpo de Karura era pequeno e macio. Minato sente o perfume que tanto gostava na pele dela e o desejo toma conta dele, pegando-a no colo, ele a leva para a cama, deitando-a no colchão.
-Eu também te amo, Karura. E quero muito fazer amor com você. – Ela sorri e o puxa para deitar-se ao lado dela. Logo eles se livram das roupas e se amam. Karura sentia seu corpo ser acariciado por ele. Minato sabia como e onde tocá-la, os dois já se conheciam bem, sabiam os pontos sensíveis um do outro.
O rapaz sobe suas mãos acariciando as curvas da namorada, sentindo o calor da pele dela. Ele a toca com carinho e devoção. Karura acariciava as costas dele, até as nádegas, tocando-o com intimidade. Ela sente os lábios de Minato percorrendo seu corpo, deixando um rastro de fogo, acendendo o desejo na garota.
Minato ergue a cabeça para olhá-la. – Tão linda, tão minha. – Ele sussurra em seu ouvido, beijando seu pescoço em seguida. – Nunca a deixarei, preciso de você para continuar vivendo.
- Sempre serei sua, Minato e sempre estarei ao seu lado. – Ela fala com a voz rouca. Ele sorri de encontro a pele dela e desce os lábios pelos seios da namorada, sugando e mordendo, arrancando gemidos e suspiros dela. Karura parecia se derreter nos braços dele.
- Sinta o meu desejo por você. – Ele pede, levando á mão dela ao seu membro enrijecido. Karura acaricia aquela parte do corpo do rapaz e Minato aperta o maxilar, respirando fundo. Ele toca com a mão a intimidade já completamente molhada dela e introduz um dedo em seu interior, fazendo-a gemer.
-Me faça sua, Minato. – Ela pede em um gemido, de olhos fechados. Ele a olha longamente, amava a garota que tinha conhecido por toda a sua vida. Irritara-se muitas vezes com as discussões entre eles. Karura o atormentara com seu temperamento difícil, sua língua afiada e seu jeito mimado.
Agora sabia que não poderia viver sem ela, Karura era parte dele, era sua amiga, sua amante e sua amada. Precisava vê-la todos os dias e amá-la todas as noites. Tinha tomado uma decisão em relação ao futuro deles e esperava que ela concordasse. Seria perfeito.
Ele a penetra e ambos se movem juntos, dando e recebendo carinho e prazer. Ele se sentia completo ao lado dela. Os movimentos se tornam mais urgentes, mais ritmados, queria gozar com ela ao mesmo tempo em que queria eternizar aquele momento, se fosse para morrer então queria estar nos braços dela em seu último suspiro.
Minato sente o corpo da garota estremecer em um longo orgasmo, adorava dar prazer á sua namorada. Karura se agarra á ele, gemendo e sussurrando seu nome e Minato respira fundo, feliz. Ele a aperta em seus braços e afunda seu rosto no pescoço dela, movendo mais intensamente e então goza, derramando-se no corpo dela.
Eles se abraçam, a respiração acelerada, os corpos suados e um sorriso no rosto indicavam o quanto eram felizes apenas por estarem juntos. Minato a puxa de encontro ao seu corpo e a beija. – Eu te amo, amo tudo em você. Seus cabelos de fogo, seus olhos tão claros que às vezes duvido que você realmente enxergue algo. –Ela sorri ao ouvir isso e ele acaricia as costas dela. –Sua pela alva e macia, cheirando á chocolate e flores, seu corpo pequeno que se encaixa perfeitamente em meus braços. Seu nariz sempre empinado como se fosse a dona da razão. Seu temperamento esquentado e seu coração de ouro. Te amo inteira, Karura, cada pedacinho, cada centímetro, cada fio de cabelo.
Ela o ouvia emocionada, Minato era muito carinhoso, sempre. Ele a fazia se sentir uma verdadeira rainha. Não tinha contado á ele sobre a conversa com o avô, deixaria isso para seu irmão. Eles se acomodam melhor na cama e ele puxa a coberta sobre ambos, trazendo Karura para perto de si e então dormem abraçados. Tinham vivido mais uma noite de paixão e amor.
XXX
Aimi acorda se sentindo triste. Amava Konoha, mas estava com saudades de casa e dos pais. Queria voltar para Suna e ficar longe do primo, tinha se cansado de ser tratada como criança por ele. Iria arrancar aquele amor do seu peito, havia muitos rapazes em Suna que a achavam bonita e interessante. Era o momento de esquecer Keiichi e encontrar um grande amor, como suas primas.
Sentia inveja de Karura e Chihiro, as duas estavam felizes, namorando rapazes que elas amavam e viveriam ao lado deles para sempre. Minato e Ayko tratavam as namoradas com carinho, respeito e atenção e Aimi queria um amor assim para ela. Alguém que a visse como a mulher que ela já era e não como a amiguinha de infância.
Ela sai da cama e entra no banheiro, era melhor se preparar para mais um dia na academia. Seu time era ótimo e já estavam entrosados, trabalhavam bem em equipe, não havia mais necessidade de continuar á treiná-los. Iria passar seu relatório á Kakashi naquele dia e ver se havia mais alguma coisa para fazer.
Quando sai do banheiro encontra Chihiro já em pé. –Bom dia, Aimi. Levantou cedo hoje, está tudo bem?
-Bom dia. Está tudo bem sim. – Ela responde forçando um sorriso e Chihiro a olha curiosa. – O que houve? Você parece triste, aconteceu alguma coisa?
-Além do fato de Keiichi pensar que ainda sou uma menininha? – Aimi rebate e se veste. – Não fique chateada, ele é muito protetor, sabe disso.
-Estou cansada disso, Chihiro. Queria voltar para Suna, estou com saudades dos meus pais e da minha casa. – A garota responde e senta na cama. Chihiro senta ao lado dela. –Sei como se sente, também estou com saudades.
-Duvido. – Chihiro a olha surpresa e confusa e Aimi continua. –Você está com Ayko, há anos que gosta dele e agora estão namorando. Mas eu estou sozinha aqui.
Chihiro se sente culpada, de fato estava negligenciando a prima desde que chegara. Passava todo o tempo livre ao lado de Ayko e Aimi deveria estar se sentindo excluída. – Aimi, me desculpe, não tenho sido uma boa amiga. O que acha de sairmos juntas hoje? Ainda não comprei o presente da Karura, poderíamos ir ao centro comercial depois da academia, o que acha?
Aimi se levanta zangada. –Por favor, não me trate como criança também. Não preciso que fique com pena de mim e faça o sacrifício de sair comigo, eu estou muito bem. – Responde com raiva e sai do quarto, deixando a outra chateada.
Ela desce as escadas e sai pela porta da frente sem falar com ninguém. Akihiko a segue e segura em seu braço. – Ei, calma aí. Aonde vai? Sabe que não deve andar sozinha. – A garota olha para ele e o rapaz vê que ela chorava. –Aimi, o que houve?
Ela solta um soluço e abraça o amigo. – Eu quero voltar para casa. Será que é tão difícil querer ficar perto de alguém que goste de mim? – Akihiko afaga os cabelos dela. – Por que está dizendo isso? Todos aqui gostam muito de você. Não chore mais, sei que deve estar com saudades e querendo ver seus pais, mas você está entre pessoas que lhe querem muito bem.
Aimi olha para o rapaz. Akihiko era muito bonito. Os olhos perolados dele eram lindos, ele era alto e seus cabelos eram escuros e longos. Ele lhe faz um carinho no rosto e a beija na bochecha. Aimi o abraça com força e sorri, sem saber que Keiichi os observava pela janela da sala, á caminho da cozinha.
-Vamos voltar para dentro e tomar café com seus primos. -Ela concorda e então eles voltam para casa. Akihiko estava certo ela não podia sair sozinha. Eles entram e se dirigem á cozinha onde os outros já tomavam café, ninguém pergunta o que havia acontecido e Keiichi parece nem ter percebido a falta da prima, o que deixa Aimi ainda mais deprimida.
De longe um rapaz loiro observava a casa do Kazekage e tinha visto a garota e o rapaz se abraçando e entrando. Mas não estava interessado neles, seu alvo era o garoto loiro. Sabaku no Inoichi. Tinha descoberto um jeito de atraí-lo, agora era esperar o momento certo.
Kenay volta para o portão principal, precisava descarregar o caminhão e ver Aysha. A garota o agradava e ele já tinha permissão para levá-la com ele. Ela seria perfeita, sua ajuda seria de grande importância para os planos de seus mestres.
Após o café Akihiko acompanha os garotos até a academia. Karura já havia saído com Minato. Depois ele segue até o gabinete do Hokage, tinha um relatório á entregar.
XXX
Na sala dos ANBUs Minato conversava com os dois grupos de agentes especiais que iriam acompanhar seu pai á reunião de Kages quando batidas na porta interrompem a reunião. Rapidamente os ninjas colocam suas máscaras, apenas o Uzumaki continua com o rosto descoberto. A porta se abre dando passagem á Hyuga Neji.
O rapaz faz um sinal com mão direita e os outros ANBUS desaparecem, deixando os dois á sós. -Bom dia, tio Neji. Está tudo bem?
-Bom dia, Minato. Preciso falar com você sobre algo que vem me incomodando nos últimos dias. É á respeito de um rapaz que tem vindo fazer entregas de frangos e ovos em nossa vila todos os dias e fez amizade com Yamanaka Aysha. Soube que ele passou a noite na casa dela.
-É um rapaz alto e loiro? - Neji confirma e entrega um papel para Minato. -Aqui tem as informações que possuo dele.
Minato pega o papel e lê. O nome do rapaz era Onori Kenay e morava em uma vila civil chamada Kogane que ficava á duas horas de Konoha. Era proprietário de uma grande granja que fornecia produtos á Vila da Folha á mais ou menos seis meses, porém o rapaz só estava fazendo as entregas á poucos dias.
O rapaz fica pensativo, aquele nome não era estranho. Ele pega alguns papéis em sua gaveta e folheia até encontrar o que procura. -Aqui está, recebi este relatório de Suna, veja.
Ele entrega a folha de papel ao Uchiha e espera que o outro termine a leitura. -Acha que são parentes?
-É possível, vamos mandar uma foto do rapaz junto com as outras informações para Suna e eu colocarei um ANBU para investigar se essas informações são verdadeiras. Se nossas suspeitas estiverem corretas, Kenay é do País da Terra e está muito longe de sua casa. Vou manter um agente na cola da Aysha também, ela odeia os Sabakus e infelizmente pode estar se associando ao inimigo.
-Ela já está sendo vigiada, também estou preocupado com a raiva que ela demonstra ter dos garotos e não quero que nada ruim aconteça a minha nora e aos outros. Aysha é muito habilidosa, forte e perigosa. Nunca se encaixou em nenhum time sem problemas. E o que ela fez á irmã é vergonhoso.
Minato olha para o outro, sentia vontade de contar ao Uchiha que Saphire era filha de Nara Shikamaru, mas se contêm. - Como estão as coisas com Saphire? Ela já está melhor?
O home sorri. -Hinata está feliz em ter companhia e trata Saphire como uma filha. A menina já está bem e elas ficam juntas o tempo todo. Hoje mesmo elas sairão para comprar os presentes de aniversário para Karura.
-Saphire não tem ninguém mais além da meia-irmã. Acho que a primeira vez que ela recebe atenção desde que a mãe faleceu. -Minato comenta e Neji concorda. -Sim, Hinata pensa o mesmo, é uma pena que Harumi não tenha contado á ninguém quem era o pai da garota.
Minato apenas concorda com a cabeça e Neji se despede saindo em seguida. O rapaz chama um ANBU e lhe passa as informações sobre Kenay e também a informação que havia vindo de Suna. Se ele estivesse certo, o inimigo estava mais perto do que se imaginava.
XXX
Uma jovem loira caminhava devagar, estava voltando do almoço para o seu posto junto ao portão principal. Ela passava pelo centro comercial de Konoha no momento e vê algo que a enfurece. De dentro de uma loja de roupas perto dali saem Hyuuga Hinata e Saphire.
Ambas riam felizes e Aysha repara que Saphire estava muito bonita, vestia um casaco rosa, com capuz forrado de peles e uma calça de veludo preta. As duas seguravam sacolas em suas mãos.
A loira as vê se dirigindo para a confeitaria. A garotinha parecia muito feliz e isso irrita Aysha profundamente. Odiava a menina que lhe tinha roubado o afeto da mãe.
Sabia que a mãe havia amado o pai de Saphire, mais do que amara o marido e tratava a filha bastarda com muito amor. Isso sempre causara raiva em Aysha que sentia muito ciúmes da meia-irmã desde que a pequena nascera.
Quando sua mãe tinha morrido e Aysha se vira forçada a cuidar de uma criança de cinco anos, tinha ficado possessa e começara a agredir a irmã menor por qualquer motivo e até sem motivo.
Espalhara pela vila que a garotinha era louca e fazia trabalhos para os demônios, matava animais domésticos em rituais satânicos e bebia seu sangue. Isso fez com que as pessoas passassem a temer e odiar a menina e ela passara a ser agredida por outros moradores da Vila.
Aysha tinha dito á menina que se ela denunciasse alguém seria expulsa de casa, assim a pequena ficava em silêncio. A loira ficava muito feliz cada vez que a garotinha chegava machucada em casa.
Em breve ela iria embora de Konoha com Kenay. Não voltaria mais á Vila da Folha e tinha decidido vender a casa onde morava, Saphire não teria onde morar. Queria ver o que a bastarda faria quando se visse sem um lar.
Nara Shimao tinha lhe contado que Saphire estava sob proteção dos Sabakus e quem ferisse a menina teria que prestar contas ao Kazekage Gaara. Era só o que faltava, a bastarda sendo protegida pelo monstro de Suna. Deixaria para que os ninjas da Areia providenciassem um teto para a garota, queria ver se a generosidade deles ia tão longe.
Ela se apressa em direção ao portão e passa em frente á confeitaria, parando no mesmo lugar onde Gaara a flagrara falando mal de sua família e de sua vila. Ela vê a Hyuuga e a menina sentadas tomando chocolate quente e comendo bolo. Sente o ódio dominá-la, iria embora em breve, mas antes daria uma lição na maldita meia-irmã. Saphire não perdia por esperar. Se afasta dali rapidamente, antes que a vissem.
XXX
Karura treinava com sue avô, tinha evoluído muito e já conseguia executar alguns jutsus do clã com facilidade, deixando o avô muito feliz. Naquela tarde Karura tentava mais uma vez tomar o controle do corpo do ancião.
-Muito bem, meu anjo. Vamos tentar mais uma vez, sinto que você está quase conseguindo. – Karura concorda com o avô e se concentra. Inoichi observava a neta, sabia que ela conseguiria desta vez, nunca vira nenhum outro membro do clã aprender com tanta facilidade quanto ela.
Com satisfação Inochi sente que a garota assumi o comando sobre o corpo dele. Karura sorri, feliz. Ela faz o avô se levantar e andar pela casa, tocando e pegando vários objetos. Durante alguns minutos ela mantém o controle sobre ele e depois cancela o jutsu e fica em pé abraçando o idoso.
-Eu consegui, eu consegui. Vovô eu consegui. – Ela exclama, sem parar. –Pensei que não nunca conseguiria, mas consegui. Mamãe vai ficar surpresa.
-Seus pais ficarão muito orgulhosos, meu anjo. Assim como eu. Tinha certeza de que você conseguiria desta vez. – Karura tinha uma expressão feliz em seu rosto, estava orgulhosa de si mesma. – Amanhã é seu aniversário então está liberada do trabalho e do treinamento.
-Jura?
-Sim, tire o dia de folga. Depois de amanhã começaremos a treinar o Shintenshin no Jutsu.
Karura respira fundo, tinha sido com aquele jutsu que sua mãe transferira a mente para a Ichibi e quase morrera. Sabia que Ino executava aquele jutsu com perfeição.
Minato chega para pegar a namorada e Inoichi de despede do casal. Eles chegam á rua, já estava escuro, a primavera estava chegando, mas ainda fazia frio e escurecia cedo.
-Vou levá-la á um lugar especial. – Ela o olha curiosa. –Aonde vamos?
- É uma surpresa, confie em mim. –Karura imagina que ele a levaria á Gruta da Luz, mas qual foi sua surpresa ao vê-lo pegar a rua do lado contrário. Ela o olha confusa e ele apenas sorri sem dizer nada. Continua andando mais dois quarteirões e depois para em frente á uma casa antiga e aparentemente vazia.
-Que lugar é este, Minato? –Ela pergunta curiosa.
-Espere e verá. – Ele coloca a mão do bolso e tira um chaveiro, depois abre o portão alto e lhe dá passagem. Karura fica cada vez mais curiosa e o segue, parando diante de uma porta de madeira entalhada. Ela olha em volta, casa parecia ser grande e com alguns cuidados, seria um lugar lindo. Ele abre a porta e eles entram em uma sala espaçosa com uma grande lareira onde o fogo crepitava.
Havia velas perfumadas espalhadas por todo o aposento, iluminando o local. Um saco de dormir se encontrava estendido, coberto por uma manta de cor clara ao lado de uma toalha estendida no chão com um bolo e uma garrafa de champanhe. Balões prateados e dourados flutuavam pelo lugar. Ela olha tudo a sua volta e depois se vira para o namorado com um sorriso, feliz. –Que lugar é este?
-Gostou?
-É lindo. Mora alguém aqui? – Ele nega com a cabeça.
- Venha conhecer o resto da casa. –Ele a leva para ver os outros cômodos, a casa tinha apenas um andar. Karura observa tudo com atenção. O lugar era espaçoso, havia três quartos no fundo, com as janelas voltadas para o quintal. Um banheiro social, uma cozinha grande, copa e a sala da frente. Era bem antiga e necessitava de limpeza, alguns reparos, pintura e duas janelas estavam quebradas e precisavam ser trocadas, mas dava para visualizar a beleza da residência com seu teto alto de madeira inclinada, paredes grossas, batentes largos e janelas grandes.
-É linda, Minato. – Ele sorri feliz e pega em sua mão, levando-a de volta para a sala e a abraça apertando-a junto ao seu corpo. – Queria passar esta noite á sós com você. Pensei que você gostaria de dormir fora hoje.
-Ótima idéia. – Ela fala e eles se beijam apaixonadamente. Tinha percebido que ele queria deixá-la curiosa á respeito daquela casa e decide não fazer mais perguntas. Ele a convida á sentar ao lado dele no saco de dormir e lhe entrega uma espátula. Karura corta o bolo de chocolate e morango, seu preferido e serve uma fatia para o namorado, pegando outra para si em seguida. Ela prova e sorri em seguida. – Está maravilhoso.
Ele abre o champanhe e serve duas taças, entregando uma para Karura. –Á mulher da minha vida, que possamos passar vários aniversários juntos. Jamais deixarei de amar você, Karura. – Ele pega um pequeno pacote embrulhado para presente em baixo da toalha e a entrega á garota. Karura abre o pacote e encontra uma pequena caixa.
Dentro havia uma pulseira de ouro com um pequeno pingente redondo onde havia uma imagem dos dois juntos gravada em baixo relevo. Ambos sorriam na imagem e ela se lembra que aquela foto fora tirada no Ano Novo, ela tinha uma cópia em um porta-retratos sobre a mesinha de cabeceira.
-É linda, Minato. Adorei, obrigada. – Ele coloca a pulseira no pulso dela e beija sua mão em seguida. – Feliz Aniversário, meu Amor.
Ela o beija e Minato a empurra de encontro á manta e deita ao lado dela, puxando-a para junto dele. Ela se aconchega nos braços do namorado. –O que achou desta casa?
-Bonita, a construção parece ser forte e antiga, com alguns cuidados ficaria linda e perfeita para uma família. – Ela responde e o olha. – De quem é e por que estamos aqui?
-Ela está á venda e eu queria sua opinião á respeito. O proprietário deixou as chaves comigo para que eu te trouxesse aqui para conhecer.
-Está pensando em comprá-la? – Ele confirma. – Pretende morar aqui?
-Sim e gostaria que você morasse comigo. – Ela para de sorrir e fica perplexa com a proposta. Olha em volta. Depois de arrumada e mobiliada a casa ficaria maravilhosa e aconchegante. Ela podia se imaginar morando naquele lugar com ele. Karura senta e ele espera pela resposta dela, um pouco tenso.
-Isso é sério? Está me convidando para morar aqui com você? –Ele concorda. –Sim, estou. Quero ficar com você todo o tempo possível. E então, o que me diz? Quer um tempo para pensar? Ainda temos que arrumar este lugar e comprar os móveis, você não precisa se decidir agora. – Ele fala um pouco decepcionado, esperava que ela aceitasse o convite de imediato.
-Não seja tolo, é claro que aceito. –Ela responde feliz e ele solta um suspiro aliviado e a puxa para perto. – Será maravilhoso, Karura. Podemos começar a reforma na próxima semana. O proprietário é amigo de Kiba-sama e disse que posso ficar com as chaves desde já se me decidir á comprar.
-Eu tenho algumas economias e quero ajudar você á pagar pela casa e a reforma. Será o nosso lar. –Ela o beija com carinho. -E um dia será o lar dos nossos filhos. - Acrescenta deixando o rapaz feliz. –Por mim está ótimo. – Eles voltam a se beijar e Minato abre a blusa dela, aspirando o perfume de sua pele nua, beijando seus seios em seguida. – Seremos felizes aqui. –Ela concorda e corre suas mãos pelas costas dele, por baixo do moletom que ele usava, Minato tinha uma pele quente, convidativa ao toque e Karura adorava cada pedacinho do corpo dele. Rapidamente ambos se despem e voltam a se abraçar. O lugar estava aquecido pelas chamas da lareira.
Ele a olha demoradamente, o brilho das chamas dançava nos cabelos vermelhos dela que pareciam criar vida, espalhados pelo saco de dormir, fazendo contraste com o tecido de cor clara. Ela era linda e seria sua mulher. Estava receoso quanto à reação do sogro quando soubesse que eles iriam morar juntos, mas deixaria para se preocupar com Gaara outra hora, agora queria fazer amor com ela.
XXX
Chihiro, Inoichi e Akihiko se encaminham para a casa do rapaz moreno. Iriam jantar com Hinata naquela noite. Chihiro tinha chamado Inoichi para ir junto, na verdade ela praticamente arrastara o irmão com ela, sabia que Karura e Minato também sairiam e então a casa ficaria apenas para Aimi e Keiichi. Esperava que dando oportunidade ao casal de ficar á sós os dois viessem á se acertar. Aimi estava muito deprimida e Chihiro queria ajudar a prima.
A porta se abre assim que eles tocam a campainha e Hinata aparece sorrindo. -Boa noite, sejam bem-vindos. –Ela fala abraçando os três– Chihiro, Ayko está no banho, ele acabou de chegar do hospital.
-Ele deve estar exausto. – A garota comenta e Hinata concorda. – Sim, está. Mas também está ansioso para vê-la. Por que você não sobe e espera por ele no quarto? -A menina sorri feliz e faz o que a outra havia sugerido, deixando a sala em seguida.
- Eu vou até a cozinha, fique á vontade. – Inoichi concorda e senta.
-Inoichi, eu vou subir até meu quarto pegar algumas peças de roupas. – Akihiko fala e sai deixando o jovem Sabaku sozinho á espera dos demais.
Chihiro entra no quarto do namorado e sorri ao ver que tudo estava bem arrumado, Ayko era organizado e mantinha tudo em ordem. Ela bate na porta do banheiro de leve.
-Ayko, você vai demorar? – Pergunta carinhosa e o barulho da água cessa. –Chihiro! Que bom que chegou, eu já vou sair.
Ela senta na cama e espera. Quinze minutos depois Ayko sai do banheiro. Ele já estava vestido. Os longos cabelos dele estavam soltos e úmidos e Chihiro sorri, adorava os cabelos do namorado. Ela se levanta e o abraça, feliz. –Estava com saudades.
-Eu também, que bom que você está aqui. Veio sozinha?
-Meu irmão e Akihiko vieram comigo. – Ayko beija a garota longamente, apertando-a de encontro ao corpo. Ele era alto como seu pai e ela tinha que levantar a cabeça para olhar dentro dos olhos perolados dele.
Eles se separam e Ayko sorri ao ver os rosto afogueado dela e os lábios cheios e convidativos. Ele e pega um pente e Chihiro o toma das mãos dele. –Deixe que eu penteie e prenda seus cabelos. – Ele concorda e senta na cama. Não era a primeira vez que ela lhe arrumava os cabelos, fazia isso desde que eram pequenos.
Ela se ajeita na cama sentada sobre os calcanhares atrás dele e passa o pente com cuidado entre os fios escuros, desembaraçando-os. Depois ela os prende em um rabo de cavalo baixo, como ele costumava usar quando estava fora do hospital.
Chihiro o abraça e beija o pescoço dele, Ayko sente um arrepio e se vira, ficando de frente á ela. A garota era linda, cabelos vermelhos, os olhos azuis claros e pele alva. O corpo bem feito e a elegância natural dela a tornavam a garota mais linda que ele já havia conhecido, nunca tivera outra namorada além dela. Ele a amava desde sempre.
Ela o fita séria e ele a abraça, empurrando-a de encontro o colchão, beijando-a em seguida, enquanto acariciava o corpo dela, tocando-a com desejo. Chihiro emite um murmúrio e enterra as mãos nos cabelos castanhos dele, soltando os fios do elástico que os prendia.
Ele abandona os lábios dela e beija seu rosto e seu pescoço, ao mesmo tempo em que abre a blusa dela. Chihiro estava surpresa com a intensidade das sensações que ele lhe despertava naquele momento. Ela e Ayko estavam juntos desde o Ano Novo, mas nunca tinham passado de alguns beijos e de abraços mais apertados, era a primeira vez que dividiam um momento mais intimo e a garota estava adorando cada toque, cada beijo e cada caricia do namorado.
Ayko afasta o tecido do sutiã que ela usava e passa a língua pelo mamilo, antes de tomar o seio dela em sua boca, sugando-o e arrancando um gemido de surpresa e prazer da garota. – Ayko. –Ela sussurra rouca e ele volta á beijar seus lábios. –Eu te amo, Chihiro, sempre amei.
- Eu também amo você. – Ela responde arfando e ele volta a beijá-la, enquanto acariciava o seio dela. Chihiro desce e o toca com intimidade, um pouco insegura e ele sorri, apertando a mão dela de encontro ao membro dele. –Me toque também.
Ela concorda e explora aquela parte do corpo dele, sentindo a respiração de Ayko se acelerar. Ele volta á passar a língua nos seios dela. – Quero muito fazer amor com você. – Ele fala, com os lábios de encontro á pele dela.
Eles voltam a se beijar e depois Ayko se afasta, retomando o controle. Ele olha para a namorada com um sorriso. – Você é a garota mais linda que eu já vi e neste momento está maravilhosa.
Ela arruma a roupa e senta na cama. – Você também é lindo, Ayko. Sempre tive medo de que alguma garota aqui de Konoha o fisgasse e você me esquecesse.
-Nunca. Isso seria impossível. Eu sentia o mesmo em relação á você lá em Suna. Ficava imaginando algum shinobi da Areia abraçando e beijando você e isso me deixava louco.
Ela ri. –Até parece. Os ninjas da Areia morrem de medo do meu pai e dos meus tios. Karura, Aimi e eu somos consideradas seres intocáveis. – Ela responde de bom humor e eles riem. Ayko a beija de leve. – Que bom, ainda bem que você é filha do Kazekage.
-Pensei que tinha medo do meu pai. – Ela fala provocando o namorado e ele a olha sério. – Não tenho medo. Eu respeito seu pai, mas sei que ele quer o melhor para vocês e que posso contar com o apoio do seu irmão.
- Me esqueci do meu irmão. Inoichi ficou lá embaixo, deve estar se perguntando o que aconteceu para que eu me demore tanto aqui.
Ele se levanta, prende os cabelos novamente e estende a mão para ela. –Venha, vamos descer antes que seu irmão decida vir pessoalmente descobrir o que está havendo. – Ela concorda e eles saem do quarto descendo juntos abraçados. Chihiro sorria feliz. Sabia que passaria o resto da vida ao lado do rapaz moreno.
XXX
-Será que minha irmã e o seu irmão se esqueceram da gente? –Inoichi pergunta sorrindo á Akihiko e o outro ri. –Ayko está tão feliz em namorar Chihiro que está até se esquecendo do hospital. Ele a ama muito. E eu fico muito feliz em vê-los juntos.
-Eu também. Espero que tia Hinata e tio Neji não fiquem muito tristes quando Ayko for para Suna.
-Eles sempre souberam que isso aconteceria um dia. Já esperavam que Ayko tomasse essa decisão. –Akihiko responde. – E estão muito felizes em ver os dois juntos, espero que Gaara também aprove.
-Ele vai aprovar. Meu pai só quer a nossa felicidade. –Akihiko concorda com a cabeça e Inoichi o olha atentamente. – Você desistiu da minha irmã?
-Não. Jamais desistirei dela, eu amo Karura e vou lutar por ela. –O outro afirma sério.
-Ela ama Minato, Akihiko. Não tente nada ou vai acabar se machucando.
-Não tenho medo de Minato, sei que ele é muito forte, mas eu sou um Hyuuga, não se esqueça disso. – Inoichi o olha sem dizer nada e Akihiko encosta-se ao sofá e o olha. – E você? Já encontrou alguém?
Inoichi ri divertido. –Com onze anos? Acho que minha mãe não ficaria muito satisfeita com isso.
-Tio Naruto se apaixonou pela tia Sakura quando ainda era criança e ambos estavam na academia e veja como eles são felizes. E você sempre me deu a impressão de ser mais velho.
-Isso não importa agora. Sou novo demais e quero aproveitar a vida antes de me amarrar á alguém para sempre.
Akihiko o olha surpreso, ia perguntar o que o garoto queria dizer com aquilo, mas a chegada de seu irmão com a namorada o faz mudar de idéia. O casal se acomoda no sofá ao lado de Inoichi e os quatro ficam um tempo conversando, até Hinata aparecer para chamá-los.
-Tia Hinata, Saphire não vai jantar conosco? –Chihiro pergunta olhando discretamente para o irmão. – Saphire jantou mais cedo, Chihiro. Nós passamos á tarde fazendo compras e ela estava cansada. Disse á ela para deitar mais cedo e descansar. Depois do jantar vocês podem subir para vê-la. Tenho certeza de que ela ficará bem feliz com as visitas. – Hinata fala olhando para Inoichi com um sorriso meigo e o rapaz sorri de volta.
Eles se dirigem á sala de jantar e se acomodam em volta da grande mesa. –Papai e vovô não vêem?
-Eles estão com Naruto ajudando nos preparativos para a reunião dos Kages. – Ela responde com o olhar triste, sentia falta do marido. Neji era um homem exemplar e lhe dera muito apoio quando Naruto e Sakura começaram a namorar. Ele ficara ao lado de Hinata e fora assim que ela se apaixonara por ele e percebera que o que sentira por Naruto era apenas admiração e amizade.
Eles fazem a refeição em meio á um bate papo alegre, falando apenas de coisas amenas, sem tocar no assunto da reunião. Não queriam pensar que em breve os pais de todos estariam correndo um grande perigo.
-Comi demais. – Chihiro fala com um sorriso. – Esse pudim está maravilhoso, tia Hinata.
Hinata sorri agradecida e eles se levantam. – Imagino que queiram ver Saphire. Podem subir, ela deve estar acordada ainda. – Os garotos sobem rapidamente. Ayko bate á porta da garota e eles entram.
Saphire estava deitada embaixo das cobertas. Seu rosto estava levemente corado e ela parecia estar muito feliz.
-Olá, Saphire. Pelo jeito saiu do repouso e se divertiu com minha mãe. – Ayko comenta sorrindo.
-Sim, ela me disse para me deitar mais cedo e descansar. Estou dando muito trabalho.
-Pois saiba que minha mãe está adorando ter alguém para lhe fazer companhia. Tenha certeza de que ela não a deixará sair desta casa tão cedo. –Ayko fala e a garota sorri. – Você está se recuperando bem. Apenas não se esforce muito, não carregue peso e se alimente á intervalos regulares. Amanhã você pode sair novamente se quiser.
-Que bom, assim poderá ir ao aniversário de minha irmã. – Inoichi fala sorrindo e senta ao lado de Saphire. Ela fica corada novamente e sorri. –Sua irmã fará dezoito anos? – Inoichi confirma. –Então ela será apresentada aos anciões.
-Karura está apavorada com essa idéia. –Chihiro fala com um sorriso.
- Ela preparou o kimono para a apresentação?
-Que kimono? Karura não nos disse nada á respeito. – Chihiro fala preocupada e Saphire fica espantada. – O kimono que ela usará na ocasião, é um momento muito esperado pelos jovens e suas famílias e todos usam trajes bonitos e luxuosos preparados especialmente para o evento. – Saphire responde e Chihiro faz uma cara de desgosto. – Meu avô não disse nada á ela. Agora sim é que Karura vai enlouquecer. É capaz de desistir da apresentação.
-Você conhece alguém que possa ajudar minha irmã? – Inoichi pergunta e a garota concorda. – Eu conheço uma costureira que faz kimonos lindos, tenho certeza de que ela ficará feliz em preparar um para sua irmã. Posso levá-los lá amanhã.
Inoichi sorri para a menina. – Então eu venho pegá-la para irmos até essa costureira. Vamos fazer uma surpresa para Karura. Acha que a mulher consegue preparar o traje em um dia?
Saphire ri, divertida. –Para a filha do Kazekage Gaara ela fará em uma hora. – Os outros riem também. –Certo, então estamos combinados eu venho amanhã ás oito para irmos até lá. Chihiro você pode assumir meu time pela manhã?
-Mais um dia cuidando de Shimao e Tori. Eles não ficarão felizes com isso. Sentem falta de serem atirados no chão por você. – Eles riem e Inoichi dá um beijo no rosto da menina deitada e fica em pé. –Nós já vamos, você tem que descansar. Até amanhã.
Saphire solta a mão do garoto. – Até amanhã, Sensei. – Eles saem e deixam a garota sozinha. Saphire solta um suspiro e olha á sua volta, ela era tratada com carinho e atenção ali. Em breve teria que voltar para sua casa e a idéia a deixa triste. Sabia que Aysha estaria com mais raiva ainda, mesmo não podendo bater nela novamente sua irmã daria um jeito de se vingar e Saphire estava com muito medo do que a outra iria fazer.
Ela se acomoda na cama e fecha os olhos, dormindo em seguida, sem imaginar que seu sono era vigiado de perto por uma figura feminina e perigosa.
XXX
-Karura não vai jantar conosco? – Keiichi pergunta á Aimi, sentada do outro lado da mesa, apenas os dois estavam jantando. Chihiro e Inoichi tinham ido á casa de Hinata. –Ela saiu com Minato e só volta amanhã.
-Imagino o que diria tio Gaara se soubesse disso. - Aimi o olha, irritada. – Não sei por que tio Gaara diria algo, ele sabe que os dois são namorados e que fazem sexo. Parece que você está mais preocupado do que ele.
-Do que está falando?
-De Karura, no fundo você está com ciúmes. Sempre arrastou a asa para ela. –Aimi estava de péssimo humor naquela noite.
- Acho que você deve ter bebido saquê escondido.
-Não preciso beber escondido, não sou criança. –Aimi fala irritada, movendo a cabeça com raiva e seus cabelos se soltam e lhe caem sobre os ombros. - E eu não bebi, estou dizendo que você gosta da Karura, sempre gostou.
-Claro que gosto, ela é minha prima, crescemos juntos, por que não iria gostar dela? Karura é uma garota inteligente e simpática, não é uma maluca estressada como você. Acho que é você que está com ciúmes do Minato. Como você disse? Ah, sim. "Arrastar a asa", você arrastava a asa por ele.
-Não fale bobagens, Minato é meu amigo.
-E Karura é minha amiga, além de minha prima. Ela e Chihiro são como irmãs para mim. Sempre vou gostar das duas, protegê-las e desejar que elas sejam felizes.
-E eu? Também sou como uma irmã para você? – Aimi pergunta com os olhos úmidos, estava cansada de gostar de alguém que não gostava dela. Keiichi nunca demonstrara nenhum sentimento por ela, além de um amor fraternal e a garota sofria com isso. – Você também não quer me proteger? Não deseja que eu seja feliz? – Ela abaixa a cabeça triste. -Você não gosta de mim.
-Aimi, o que está acontecendo? É claro que gosto de você e quero vê-la feliz. Mas eu não a vejo como uma irmã, você é diferente. – Ele fala baixo, mas a garota ouve e se aproxima dele, parando ao seu lado encarando os olhos verdes escuros do rapaz. – Por que eu sou diferente?
-Nada, esqueça, você não entenderia, é criança demais.
-Que droga, Keiichi, eu não sou mais criança. – Ela fala batendo o pé. –Já sou uma mulher, muitos rapazes lá em Suna me desejam e eu poderia ficar com qualquer um deles.
-Assim como Akihiko? – Ele pergunta e ela o olha sem entender. – Do que está falando?
-Eu os vi hoje. Vocês dois deviam tomar mais cuidado. Você ainda é muito criança para ficar se agarrando na calçada.
-Nos agarrando na calçada? Akihiko é meu amigo e gosta de mim, quer me ver feliz, ao contrário de você que parece me odiar.
-Que droga. O que deu em você hoje? Parece que está louca.
-Louca?! – Ela fala com raiva, Keiichi a estava deixando furiosa, nem sabia por que estavam discutindo. – Primeiro você me chama de criança, depois de maluca estressada e agora de louca. Quer saber? Me esquece, faz de contra que eu não existo.
Keiichi também fica em pé e segura a garota pelos ombros. –Eu adoraria esquecer que você existe, mas é impossível. – Ele á solta e se afasta dando as costas á menina. Aimi o perturbava demais. -Por que é impossível? – Ela pergunta abalada e aguarda.
-Porque você vive me perseguindo, parece estar em todo o lugar que vou, como se estivesse me vigiando. Não agüento mais ouvir sua voz irritante. – Ele responde de forma grosseira. – Não dá para esquecer alguém que age como se fosse a minha sombra. – A resposta rude magoa a garota. Ela solta um pequeno soluço e se encaminha para a porta.
-Idiota. Você é um grande idiota, Keiichi. Vá para o inferno. -Ela fala gritando e sai correndo da sala, em direção ao quarto. Entra rapidamente e bate a porta com raiva, se jogando na cama depois. Estava cansada de esperar que Keiichi percebesse que ela tinha crescido. Que era uma mulher e não uma criança.
Ela chora abraçada ao travesseiro. Queria ir embora, voltar para sua casa e ficar longe de Keiichi, sentia saudade dos pais. Eles eram seus melhores amigos e ela sempre podia contar tudo á eles. Sentia uma falta imensa do pai. Kankuro era compreensível e carinhoso, a tratava com muito amor, nunca tinham discutido. Ela continua chorando. Iria pedir aos pais que a deixassem voltar para Suna, preferia enfrentar os inimigos a continuar sob o mesmo teto do primo.
Keiichi fica parado no mesmo lugar. Queria ir atrás da prima e pedir que ela o desculpasse, mas temia não conseguir resistir à tentação por mais tempo. Ele desejava a prima e se sentia mal por isso. Ele ficava tentando se convencer de que ela ainda era uma criança, mas parecia que seu corpo não queria aceitar esse fato, sonhava com ela todas as noites, desejava experimentar o sabor dos lábios dela.
Aimi era linda, a garota mais linda que ele conhecia. Keiichi tinha tido muitas namoradas em Suna, as pessoas diziam que ele tinha saído ao seu tio. Mas Gaara tinha se apaixonado uma única vez, ele sempre dizia que nenhuma outra mulher o atraíra tanto quanto a esposa e nunca sentira por ninguém o que sentia por ela.
Keiichi solta um suspiro e deita no sofá, cobrindo o rosto com o braço, estava sendo péssimo ficar sob o mesmo teto que a prima. Voltaria á Suna após a reunião dos Kages, não agüentava mais ficar ali tão perto da tentação que era a garota morena.
XXX
O jovem Sabaku entra em sua casa, tinha voltado mais cedo. Akihiko o acompanhara até a porta e depois voltara para casa da mãe para aproveitar um pouco mais da companhia dela. Ele viria mais tarde com Chihiro. O garoto loiro encontra o primo deitado no sofá, parecia dormir, mas Inoichi sabia que Keiichi estava acordado. Senta ao lado do rapaz e o chama, esperando que ele abra os olhos.
-Inoichi, me deixe em paz. – Keiichi fala irritado, sem se importar em ser grosseiro com o primo. Queria ficar sozinho.
- O que aconteceu? – Inoichi pergunta, surpreso pela grosseria do outro. Keiichi abre os olhos e senta, olhando para frente. -Não consigo entender nossa prima, ela ainda é uma criança. – Inoichi sorri ao ouvi-lo, ninguém poderia dizer isso de Aimi. Ela era audaciosa demais para ser confundida com uma criança. – Duvido que ela goste de ouvir isso.
-Não importa se ela gosta ou não, é a verdade. Ela ainda é uma criança e eu tenho que protegê-la. Não posso continuar pensando em certas coisas.
-Que coisas? –Inoichi pergunta com calma. Chihiro lhe dissera que Aimi estava apaixonada por Keiichi e que eles precisavam ficar um pouco á sós. Keiichi se levanta e anda pela sala, agitando as mãos. – Coisas que eu não devia sentir e nem pensar. Céus, eu nunca deveria ter vindo para Konoha com ela. Isso só podia acabar mal.
-Keiichi, você não está sendo coerente. Do que está falando? Por que não deveria ter vindo para Konoha com Aimi? Sempre viemos juntos para cá, não é a primeira vez e nem será a última.
-Vou voltar para Suna. – Keiichi fala como se não tivesse ouvido o primo. – Logo após a reunião dos Kages. As coisas estão ficando complicadas demais aqui.
Inoichi apenas observa Keiichi. O rapaz continuava andando pela sala, agitado e dizendo coisas sem sentido. Ele dá de ombros e fica em pé. –Então quer dizer que a idéia da Chihiro não deu certo? Isso é raro de acontecer, minha irmã herdou o talento da tia Temari para criar estratégias.
-Do que você está falando? –O outro rapaz para de andar e olha para Inoichi, furioso. O que Chihiro tinha á ver com aquela história?
-Chihiro praticamente me arrastou com ela para a casa de tia Hinata, para que você e Aimi ficassem sozinhos. Ela achava que vocês precisavam de um momento á sós, para conversarem sem serem interrompidos.
Keiichi olha para o outro, irritado. –Pois diga á sua irmã para guardar as idéias para ela mesma e não se meter na minha vida de novo para o próprio bem dela.
Inoichi fica espantado, Keiichi era um rapaz calmo, tranquilo e nunca se exaltava, mas naquele momento parecia prestes á pular em sua garganta. Era melhor manter Chihiro longe dele para a segurança dela.
-Eu digo, mas concordo com ela, acho que Chihiro estava certa. E não ameace minha irmã novamente, sabe o quanto isso pode ser perigoso. – Inoichi fala em tom baixo e firme.
-Mantenha sua irmã longe de mim, ela já fez demais para um dia. – Keiichi declara e sai da sala com raiva, dirigindo-se para o seu quarto, mas para em frente á porta do quarto que Aimi dividia com Chihiro, de onde estava podia ouvir os soluços da garota. Ele bate á porta e espera. Os soluços param, mas a garota não responde e ele bate novamente.
-Quem é? – Aimi pergunta com voz de choro e ele respira fundo, antes de responder. –Aimi, sou eu, abra, por favor, preciso falar com você.
-Vá embora e me deixe em paz. Vou pedir aos meus pais que me deixem voltar á Suna, não quero mais ficar perto de você. Não precisa se preocupar, não irei mais me comportar como uma sombra. Você nunca mais vai me ver por perto.
A resposta dita de forma tão triste, abala o rapaz. Aimi era a última pessoa no mundo que ele gostaria de magoar, ela era especial e ele gostava muito dela, mais do que seria aconselhável.
-Não faça isso, eu voltarei para Suna após a reunião dos Kages. – Ele responde com a voz firme. Depois de alguns segundos a porta se abre e a prima aparece. O rosto de Aimi estava pálido e marcado pelas lágrimas e seus olhos estavam vermelhos. Ele fica arrependido do que dissera. –Me desculpe, Aimi. Não queria deixá-la triste, por favor, não se afaste, eu gosto de te ver perto de mim. Sempre fomos amigos, não gostaria que ficasse com raiva de mim.
-Não precisa mentir, sei que você me odeia. Fique tranquilo que você nunca mais irá me ver ou ouvir minha voz irritante quando estivermos em Suna. Vou pedir ao tio Gaara que me coloque em outro time. –Ela termina de falar e volta á fechar a porta, deixando Keiichi plantado no corredor. Com passos lentos ele se dirige para o próprio quarto, se sentindo miserável. Tinha magoado a garota e perdera uma amiga. Por pura estupidez. E medo, uma vozinha interior fala em seu ouvido. Ele tinha medo de não conseguir mais resistir á prima.
XXX
A ruiva abre os olhos e se espreguiça, sentando no saco de dormir em seguida. Ela sorri ao se lembrar que era seu aniversário. Estava completando dezoito anos. Olha em volta á procura do namorado e o encontro próximo á lareira.
-Bom dia. – Minato se vira ao ouvir a voz da namorada e sorri, se aproximando. Ele a abraça e beija. – Bom dia, Ratinha. Feliz aniversário. Eu ia preparar o café da manhã e trazer para você. Pretendia acordá-la com muitos beijos.
Ela volta a deitar e o puxa de encontro ao seu corpo. –Pode me dar os beijos agora. – Ele sorri e passa a distribuir beijos por todo o seu rosto, fazendo a garota rir, feliz. Depois ele toma os lábios dela em um beijo longo e apaixonado. Eles se separaram e Minato acaricia o rosto da namorada. – Eu te amo, minha princesa.
-Eu também amo você. – Ela responde e o beija novamente. – Espero que você tenha feito um café caprichado, pois estou morrendo de fome.
-Sai um café da manhã no capricho, para a mulher da minha vida. –Ele pega uma cesta ao lado da lareira e coloca sobre a toalha estendida. De dentro ele tira uma garrafa térmica com chocolate quente, biscoitos, pães e doces e os arruma sobre a toalha, estendendo a mão para Karura em seguida. – Pronto, venha se alimentar. Não quero ser acusado de matar a filha do Kazekage de fome.
O sorriso some do rosto de Karura ao ouvir Minato falando do seu pai. Gaara costumava acordar os filhos no dia do aniversário deles levando o café da manhã na cama e então fazia a refeição junto com o aniversariante. Karura sempre esperava pelo momento, ansiosa. Adorava o pai e ficava muito feliz em ser paparicada por ele.
Minato percebe a tristeza no rosto da amada e a abraça. –Tenho certeza de que ele está pensando em você neste exato momento. E deve estar se perguntando se alguém se lembrou de levar café na cama para a garotinha dele.
-Sim, ele deve estar sentindo muito a nossa falta. Assim que tudo isso acabar e os Uchihas forem eliminados, nós podemos ir á Suna passar uns dias com meus pais? – Ele concorda, já havia pensado nisso. Ele sorri ao pensar na surpresa que preparara para Karura.
-Nós iremos visitar seus pais várias vezes, prometo. Gaara terá muitas oportunidades para mimar você, como costuma fazer. Depois eu é que irei agüentar as suas manhas. – Ela ri e o beija. Sempre sentiria falta dos pais, mas ficaria em Konoha junto com Minato.
Ela se acomoda ao lado da toalha e ambos se servem. Ainda era cedo, mas Minato precisava trabalhar e então eles se apressam.
XXX
Chihiro acorda cedo e olha para a prima que parecia dormir ainda. Ela a chama e Aimi não responde. – Aimi, já está na hora, você não vai levantar?
-Não irei para a academia hoje, não me sinto bem. Ficarei em casa. – A outra responde cobrindo a cabeça e Chihiro se preocupa. Não tinha conversado com Aimi na noite anterior. Havia chegado tarde e a morena já estava dormindo. Não sabia se seu plano havia dado certo.
Ela senta na cama da prima e puxa a coberta, deixando o rosto de Aimi á mostra e se assusta ao ver que a garota estava com os olhos inchados e olheiras enormes.
-Me conte o que houve. Por que está assim?
-Não houve nada, apenas não me sinto bem, acho que apanhei um resfriado. – Ela responde cobrindo o rosto novamente. –Diga á Inoichi que estou doente.
-Certo. Até mais tarde. – Chihiro sai do quarto, preocupada com a prima. Ela chega á cozinha e encontra Inoichi, Akihiko e Keiichi sentados, tomando café. – Bom dia. Inoichi, Aimi não está bem, parece estar resfriada.
Inoichi olha para Keiichi, sabia que a prima não estava doente, mas muito triste. – Então ela não irá á academia hoje, espero que esteja melhor para ir á festa da Karura.
Keiichi continuava calado, não havia dito nenhuma palavra sobre o estado da prima. Sabia que Aimi estava deprimida por causa da discussão na noite anterior e por estar com saudades da família e de casa. Precisava acertar as coisas com a garota.
-Eu vou preparar uma bandeja com o café para ela e levarei para o quarto. Aimi se sentirá melhor depois que comer algo. – Karyme acaba de falar e começa a arrumar o café para levar para Aimi.
-Obrigado, Karyme. É muita gentileza sua. – Chihiro fala com um sorriso .
-Espero que Aimi se recupere logo. -Akihiko fala, se levantando. – Acho que vou falar com ela antes de acompanhá-los.
-Negativo, eu vou falar com minha prima. –Keiichi fala ficando em pé também. Não tinha gostado da idéia do outro entrando no quarto de Aimi. Ele pega a badeja que já estava pronta.
-Deixe, eu levo a bandeja, quero falar com Aimi antes de sair. Sei por que ela está assim e não tem nada á ver com resfriados ou qualquer outra doença. A culpa é minha e eu irei pedir desculpas á ela.
-O que aconteceu? – Chihiro pergunta olhando para o primo. Keiichi a olha zangado. – Sua estúpida idéia de ontem á noite resultou apenas em confusão, da próxima vez cuide de sua vida Chihiro.
-Ei, calma lá. Minha irmã só queria ajudar, ela não é culpada pela discussão entre você e Aimi.
Keiichi pega a bandeja que já estava pronta e sai da cozinha sem dizer mais nada. Chihiro olha para Inoichi surpresa e o rapaz sorri. –Não fique chateada com ele. Parece que sua idéia deu certo, afinal. Eles se acertarão á menos que se matem antes.
Chihiro ri das palavras do irmão. Karura e Minato chegam nesse instante na cozinha. –Bom dia á todos.
-Feliz aniversário, Karura. – Chihiro, Inoichi e Akihiko falam juntos. Os irmãos abraçam Karura, mas Akihiko fica apenas olhando de longe, sem se aproximar. -Obrigada, onde estão Keiichi e Aimi?
-Fazendo as pazes ou se matando. – Chihiro responde surpreendendo Karura.
Os outros riem e Inoichi chama a atenção do casal. –Minato, como Karura não vai trabalhar hoje, você poderia acompanhar Chihiro até á academia, enquanto Akihiko vai comigo pegar Saphire? Nós temos um compromisso hoje pela manhã.
Minato concorda com o cunhado e Inoichi e Akihiko saem em direção á casa do rapaz moreno pegar Saphire para irem à costureira. Não entendia por que não deixara Chihiro cuidar disso. Seria o mais indicado, porém queria ver a garota novamente. Gostava de ficar perto de Saphire, ela era tranqüila e lhe transmitia calma.
XXX
Keiichi abre a porta do quarto e entra, sem bater. Ele vê que Aimi ainda estava deitada com a cabeça coberta. – Chihiro, já disse que não me sinto bem, quero ficar sozinha.
-Pois eu não vou sair daqui até que você aceite meu pedido de desculpas e me perdoe. – Aimi fica surpresa ao ouvir a voz do primo e descobre a cabeça, sentando na cama em seguida. Keiichi se aproxima e coloca a bandeja sobre a mesinha de cabeceira, acendendo a luz do abajur.
- Vá embora, não quero falar com você. E pode levar a bandeja. Não quero nada que venha de você.
-Deixe de se comportar como criança. –Ele fala exasperado e ela o encara zangada. – Ontem você me disse que eu sou uma criança, então é como devo me comportar, como criança.
Keiichi senta na borda da cama e pega as mãos da garota. Depois olha firme dentro dos olhos castanhos dela. – Ontem eu disse muitas bobagens das quais me arrependo. Por favor, Aimi me perdoe.
-Já falei para você sair daqui. –Ela fala puxando as mãos. – Não se preocupe, não vou mais segui-lo como uma sombra. Fique tranquilo, você vai conseguir se livrar de mim. Hoje mesmo vou enviar uma mensagem para meu pai pedindo permissão para voltar para casa.
-Será que você não pode esquecer o que houve ontem? Eu estava muito zangado. –Ele pede nervoso. Queria que a prima sorrisse para ele, sentia falta do sorriso iluminado dela.
Aimi abaixa a cabeça. –Você deixou claro que me odeia. Não há como esquecer isso. Por favor, Keiichi saia daqui, me deixe em paz. –Ela fala com a voz soluçante e uma lágrima desliza pelo rosto dela. Keiichi enxuga a lágrima e toca os lábios da menina com a ponta dos dedos. –Eu não odeio você, jamais odiaria, mesmo que tentasse.
Aimi solta um soluço, seguido de outros e Keiichi a abraça. –Por favor, Aimi, não chore, não suporto vê-la chorar. Você é muito importante para mim.
- Por que está dizendo isso? Ontem você me ofendeu, disse que o sigo por toda a parte como uma sombra. Me chamou de criança, maluca, estressada e louca. Agora diz que sou importante para você. Não consigo entendê-lo, Keiichi. – Ela fala, ainda abraçada á ele.
-Eu também não consigo entender o que se passa comigo. Só sei que não quero que você se afaste de mim, preciso de você ao meu lado. –Keiichi alisava os cabelos da garota. –Preciso de você.
- Por quê? Para me ofender, me humilhar, me fazer me sentir um verme porque você sempre me verá como uma pessoa inconveniente e irritante? Não agüento mais ficar perto de você e ser vista apenas como a priminha que você trata como criança, eu quero mais Keiichi.
Ele a olha sério e acaricia o rosto dela. – O que você quer de mim, Aimi? – Ele pergunta rouco e a garota passa os braços pelo pescoço dele, puxando-o para perto. – Eu quero um beijo, Keiichi. Me beije e veja que eu não sou mais uma criança.
Keiichi fecha os olhos e a puxa para perto, não conseguia mais resistir á garota. Ele a beija, sentindo sua maciez e o seu sabor. Á medida que ela entreabria os lábios, ele aprofundava o beijo, sua língua invadindo a boca dela, forçando-a á lhe dar passagem. Aimi acaricia as costas dele e o rapaz a empurra de encontro ao colchão.
Eles se beijam por um longo tempo, Keiichi abandona a boca dela e desliza os lábios pelo pescoço feminino. –Você me deixa completamente louco Aimi, vive me provocando, não consigo deixar de pensar em você.
-Keiichi. – Ela sussurra o nome dele e o rapaz volta á beijar seus lábios. Depois ele se afasta e a olha. – Eu não devia ter feito isso.
-Me beijar? – Ela pergunta desapontada e ele nega. – Não, Aimi. Eu não deveria ter me apaixonado por você. Eu tentei lutar contra esse sentimento, me envolvi com várias garotas tentando esquecê-la, mas não tive sucesso. Você não sai dos meus pensamentos. Eu amo você.
Aimi o olha sem acreditar e depois fecha os olhos. –Eu devo estar sonhando, vou abrir os olhos e você terá sumido. – Ele sorri e a beija novamente. – Pode abrir os olhos e verá que ainda estou aqui, esperando que você me perdoe por ontem.
Ela reabre os olhos e vê o rosto dele tão próximo ao dela. – Eu te amo, Keiichi. – Ela fala séria e ele para de sorrir. – Aimi, por favor não diga isso se não for verdade. Não quero me iludir.
-Você é um grande idiota. Eu disse que amo você, seu bobo. Há muito tempo que amo você, mas você me via apenas como uma criança e eu queria que você me visse como uma mulher.
-Diga de novo que me ama. – Ele pede e ela sorri. –Eu te amo.
- Acho que quem está sonhando sou eu. Tem certeza de que me ama? Não quero morrer á toa.
-Morrer? – Ela pergunta e ele sorri. –Sim, morrer. Ou você acha que tio Kankuro vai me deixar vivo depois que eu pedir permissão para namorar você?
- Você quer me namorar?
-Se isso é um pedido eu aceito. – Ele fala e ela ri e o beija. – Keiichi, isso é mesmo verdade? Você não está dizendo essas coisas por que está com pena de mim?
-Quem é a idiota agora? Eu te amo e já que parece que sou correspondido, então é melhor assumir um compromisso sério, antes que Akihiko tente me passar à perna. Você acredita que ele queria subir para te ver? Aqui, no seu quarto? – Keiichi fala, irritado e ela sorri, feliz. Parecia estar vivendo um sonho. –Ele não tem a menor chance comigo, meu coração já tem dono.
-Ótimo, então diga que me perdoou, tome seu café e se vista para irmos á academia. Apenas Chihiro foi trabalhar hoje.
-Eu te perdôo, agora me deixe tomar um banho. Depois do café iremos juntos para a academia. –Ele concorda e ela levanta rapidamente e se dirige ao banheiro. Keiichi fica olhando para a porta fechada sem acreditar no que estava acontecendo. Aimi era sua namorada. Ela o amava também. Esperava que seu tio não desse um escândalo muito grande quando soubesse.
XXX
A porta da casa dos Hiuugas se abre e Saphire aparece sorrindo. Ela usava o mesmo casaco rosa do dia anterior e estava muito bonita. Do lado de fora ela encontra Inoichi e Akihiko á sua espera. –Bom dia, Sensei. Bom dia Akihiko.
-Bom dia Saphire. Você está bem? –Inoichi pergunta beijando seu rosto e a garota confirma. –Sim, obrigada. Podemos ir? – Ela pergunta e eles se põem á caminho. – É longe?
-Não. É aqui perto. Chegaremos logo. –Eles andam por aproximadamente dez minutos em direção ao portão principal e param diante de uma casa grande.
-Chegamos, o nome dela é Hanary. – Inoichi aguarda que a menina abra o portão, mas Saphire fica parada no lugar. – Vamos entrar, Saphire.
-Eu espero aqui, Sensei. – Ela responde sem sorrir e Inoichi pega na mão da menina. –Venha conosco, ninguém lhe fará mal, não deixarei.
A menina olha para os dois rapazes e nega com a cabeça. – Ela não vai querer me ver, Sensei. É melhor eu ficar aqui.
-Isso é ridículo, vamos entrar. Eu e Akihiko não entendemos nada sobre kimonos femininos, precisamos de sua ajuda. – Saphire solta um suspiro baixo e concorda, seguindo Inoichi. Eles param diante da porta e batem, aguardando. Alguns segundos depois uma senhora idosa aparece.
-Olá, bom dia. – Ela reconhece os dois rapazes e sorri, mas seu sorriso some ao ver a menina. Saphire percebe a insatisfação da mulher em vê-la ali e se esconde atrás de Inoichi. – Em que posso ajudá-los?
-Bom dia, eu sou Sabaku no Inoichi e gostaria de encomendar um kimono para minha irmã mais velha, ela será apresentada aos anciões do clã Yamanaka e precisa de um traje adequado.
A mulher sorri com os olhos brilhando. Fazer o kimono para a filha do Kazekage seria uma ótima referência futura. –Entrem, eu vou lhes mostrar os modelos semi-acabados que tenho no momento.
-Certo. Saphire venha, vou precisar de seus conselhos. –Inoichi a chama e a menina se aproxima de cabeça baixa. A mulher dá passagem aos três e eles entram na casa.
O lugar era bonito, havia vários cabides com peças prontas e semi-acabadas. A costureira pega algumas peças e mostra para os garotos. –Veja este, é de seda, o tecido é todo trabalhado. E este é de algodão acetinado.
Ela ia mostrando vários kimonos descrevendo o tecido com que foram feitos. Inoichi se sentia perdido no meio de tantas roupas e decide esperar Saphire terminar de examinar as peças com cuidado. Ela pega um kimono semi-acabado verde-claro de pique formando o desenho de uma colméia, acabamento em branco nas mangas e na barra. Uma faixa larga branca ajustava a peça abaixo dos seios. A roupa era linda e muito feminina.
-Veja este, combina com os olhos de Karura. – A menina fala e a Inoichi pega a peça. O kimono era lindo e ele aprova a escolha. -Quanto tempo leva para terminá-la? –Hanary pensa durante alguns segundos, estava cheia de encomendas e não teria tempo para mais nada pelos próximos dias, porém o kimono era para a filha do Kazekage seria muito bom para os negócios. – Posso entregá-lo até a hora do almoço.
-Daria para bordar o símbolo do clã Yamanaka nele? – Inoichi pergunta e a mulher nega. –Sinto muito, mas a bordadeira que trabalha comigo está viajando.
-Sensei, eu posso bordar o símbolo do clã. – Saphire fala um pouco envergonhada e o rapaz sorri. –Você faria isso? – Ela confirma e Inoichi se vira para a costureira. –Certo, mande entregar na casa do Conselheiro Hyuuga aos cuidados de Yamanaka Saphire.
A mulher sorri feliz e o rapaz paga pelo kimono. Eles saem em seguida. – Vamos levar Saphire de volta para casa. Depois iremos para a academia. -Akihiko concorda e eles se encaminham para a casa do Hyuuga.
Eles param na entrada e Inoichi dá um leve beijo no rosto da garota. –Obrigado pela ajuda. Tenho certeza de que Karura ficará feliz com a escolha.
-Foi um prazer, Sensei. Fico feliz em ter ajudado. – Ela responde com o rosto corado.
- Você irá á festa da minha irmã, certo?
-Eu não sei se devo, Sensei. Não quero ser inconveniente. A festa é para parente e amigos.
-Você é nossa amiga. – Ele fala olhando dentro dos olhos azuis profundos da menina. – Tem certeza de que não vou atrapalhar?
-Certeza absoluta. Karura ficará muito feliz em vê-la. –A menina concorda e Inoichi sorri. –Certo, virei pegá-la ás sete. Minato preparou uma grande surpresa para minha irmã e temos que estar cedo no local.
-Esta bem. Até mais tarde, então. Assim que a costureira me entregar o kimono eu farei o bordado. - Inoichi concorda com a cabeça e ele e Akihiko se afastam em direção á academia.
XXX
Em Suna o Kazekage e os outros almoçavam na casa de Temari quando um genin da Areia entra trazendo uma mensagem. O ruivo estava muito quieto, era aniversário de sua filha mais velha e ele não estava ao lado dela, era a primeira que um dos seus filhos passava o aniversário longe dele. Ele observa o genin sem sorrir e o rapaz lhe estende o papel.
-Mensagem urgente de Konoha, Gaara-sama. – Todos se assustam pensando em seus filhos, algo havia acontecido. Ele pega o papel e lê rapidamente, sorrindo em seguida.
-Fiquem tranqüilos, é de Minato, referente á uma surpresa de aniversário que fará para Karura hoje á noite. –Ele passa a mensagem para a esposa ao seu lado que lê e a entrega para Temari.
-Que idéia maravilhosa, será perfeito, ela vai adorar. – Temari exclama após ler e passa o papel adiante.
-Eu também vou adorar. – Gaara fala com os olhos brilhando e Ino o abraça, feliz. Sabia que Gaara estava descontente por não estar com a filha naquele dia.
O humor de todos melhora ao ler a mensagem. Sentiam falta dos filhos e a idéia de Minato tinha agradado á todos.
XXX
Sozinha em casa Karura aproveita a folga para treinar no dojo. Já se sentia bem mais forte e rápida, ela golpeava o boneco de treino que Inoichi tinha instalado. Sabia que já estava muito melhor do que era, pretendia desafiar o pai quando se encontrasse com ele.
Gaara nunca lutara de verdade contra ela, sempre tomara muito cuidado para não feri-la, ele sabia que ela não era tão forte e rápida quanto os irmãos, mas agora ela lhe faria uma surpresa, sabia que ele ficaria feliz em ver como sua garotinha tinha se tornado uma ótima kunoichi.
-Você está melhorando muito. – Ela se assusta ao ouvir a voz de Akihiko, não tinha percebido a presença do outro. Ele sorria e tinha uma caixa embrulhada para presente nas mãos. –Parabéns. – Ele fala lhe entregando o pacote.
-Obrigada, não precisava se incomodar.
-Por que não? Eu sempre lhe presenteei no seu aniversário.
-Agora é diferente. –Ela responde ainda segurando a caixa sem abrir.
-Por quê? Por que você está namorando Minato? –Ele cruza os braços esperando uma resposta e ela concorda com a cabeça. –Exatamente. Sei que você e ele discutiram por minha causa e não quero que ele se zangue.
-Não me importo se o Uzumaki vai ou não ficar zangado. Ainda somos amigos, não somos? – Ele pergunta se aproximando mais dela. Karura o olha sem sorrir. – Não sei se ainda somos amigos, Akihiko. Você provocou Minato e mentiu á ele dizendo que nós éramos namorados. Isso não é coisa de amigo.
-Tem razão, não é mesmo, mas eu quero ser mais que seu amigo, Karura. Você sabe que eu te amo. – Ele se aproxima mais e ela tenta recuar, mas Akihiko a segura pelos braços, puxando-a para perto dele. –Me solta. – Ela fala irritada e ele nega. – Não sem antes lhe dar um beijo de aniversário.
Ela se espanta, mas antes que possa reagir, Akihiko a beija. Karura tenta evitar o contato, mas ele segura seu rosto. Sua língua exigia passagem e então invade sua boca. O beijo que á princípio era forçado, se torna mais suave, mas não menos exigente. Ele não a segurava mais com força e Karura podia se afastar se quisesse, mas não sabia por que continuava lá, retribuindo o beijo.
Akihiko percebe que a garota não lutava mais para se soltar e a beija com intensidade. Aos poucos Karura retoma o controle da situação e empurra o rapaz, soltando-se e olhando-o irritada. – Como ousa? Por que fez isso?
-Você deveria se perguntar por que retribuiu. Não minta, Karura. Você gostou do beijo.
-Não gostei não. Você me beijou á força.
-É isso que vai dizer ao seu namorado? Que eu a forcei? Acha que está sendo justa? Sabe muito bem que você retribuiu o beijo. Se quiser mentir para ele, que seja, mas não minta para si mesma. Eu lhe disse que iria lutar por você.
-Eu e Minato iremos morar juntos, Akihiko. Passaremos a viver juntos para o resto da vida. Eu o amo e ele me ama também. – Ela fala zangada. –Não contarei á Minato o que aconteceu porque não quero que vocês briguem, mas que seja a última vez. Se tentar me beijar de novo, eu contarei á ele e ao meu pai.
Para sua surpresa ele apenas ri. – Francamente, Karura. Você não tem mais idade para correr para o colo do papai. Você não está zangada porque eu te beijei, mas porque gostou. – Ele se aproxima novamente e pega em eu queixo, obrigando-a a olhar para ele. – Eu sei que você gostou e se fosse honesta consigo mesmo assumiria isso. Mas vou fingir que acredito que você está com raiva.
-Pare com isso, Akihiko. Me deixe em paz, eu amo Minato, nós vamos morar juntos e depois nos casaremos.
-Lutarei por você até que estejam casados. Não desistirei. Você pode pensar que o ama, mas se isso fosse verdade, não me beijaria, estou certo? – Ele termina de falar e se encaminha para a porta, parando de costas para ela. –Espero que goste do presente. Gostaria de vê-la usando-o. – Ele sai em seguida e Karura fica parada, olhando para o pacote em suas mãos. Sentia raiva, não dele, mas de si própria. Como pudera corresponder ao beijo? Se Minato soubesse disso, ficaria possesso e tiraria satisfações de Akihiko. Ela não queria que os dois brigassem.
Com um suspiro ela senta no chão do dojo e abre o presente. Na caixa ela encontra um par de brincos de ouro branco com pedras de água-marinha. Eram lindos e delicados e aquela pedra combinava com seus olhos. Ela recoloca os brincos na caixa, iria devolver na primeira oportunidade. Se levanta e volta a treinar, precisava se acalmar, o encontro com Akihiko a tinha deixado abalada.
XXX
Eram quase sete horas da noite e Minato entrava na casa da namorada para buscá-la. Iriam comemorar o aniversário dela, sabia que a garota ficaria muito feliz com a surpresa que tinha preparado.
Karura estava sozinha na casa, os outros esperavam por eles no local de encontro. Ela se olha no espelho sem sorrir. Era seu aniversário, deveria estar feliz e animada, mas sentia saudade dos pais. Queria vê-los, falar com eles, contar sobre seu treinamento com o avô e sobre a decisão de morar com Minato. Queria a aprovação dos pais.
Desde a visita de Akihiko naquela tarde, se sentia inquieta, não entendia porque correspondera ao beijo, ela amava Minato, queria passar o resto da vida ao lado do loiro. Então porque se sentia abalada? Devia estar com raiva de Akihiko, mas não estava.
Ela ouve o namorado chamá-la e desce para encontrá-lo, forçando um sorriso. Minato tinha preparado uma surpresa para ela e Karura não queria deixá-lo chateado com sua falta de entusiasmo.
Ele a esperava sentando no sofá e se levanta assim que a vê. Ela estava linda. Usava um casaco xadrez preto e branco, justo na cintura e transpassado na frente, fechado com quatro botões grandes. Uma calça de veludo preta justa e botas de cano alto completavam a elegância da jovem. (1)
-Você está linda, deslumbrante. –Ela dá uma volta e depois o abraça. - Podemos ir?
-Sim, vamos. Estou ansiosa para ver o que você aprontou. – Minato á beija e eles saem. Ele percebe que a alegria dela era forçada, ela sentia muito a falta dos pais naquele dia.
-Vamos meu amor. Estão á sua espera e eu ainda tenho que pegar um documento para o meu pai. – Ela concorda e eles saem. Vão caminhando em direção ao Prédio do Hokage, iam devagar e com cuidado, pois a neve estava começando a derreter e as calçadas estavam escorregadias.
Eles chegam ao prédio e sobem até o andar onde ela trabalhava, parando em frente á porta de sua sala e Karura o olha interrogativamente. –O que viemos fazer aqui?
-O documento está na sala do Kenko.
-Você não pode entra lá. – Ela fala surpresa e ele sorri. –Tenho autorização do Hokage. Daqui a pouco um genin virá pegar o documento comigo e levá-lo á minha casa.
Ele abre a porta e eles entram na sala escura. Karura percebe alguém se movendo na escuridão e fica alerta. -Tem alguém aqui. –Ela sussurra e ele a empurra de leve. –Ande Karura, estão á sua espera.
-Pare com isso, Minato. Quem está a minha espera? – Ela pergunta irritada.
-Nós, Karura. – Ela ouve a voz grave e profunda do pai e então as luzes da sala se acendem. Estavam na sala de vídeo conferência e no monitor aparecia a imagem de seus pais e tios, que estavam em Suna.
-Mãe! Pai! - Ela grita feliz e se aproxima do monitor.
-Feliz aniversário, meu amor. –Ino fala com lágrimas nos olhos e Gaara a puxa de encontro ao corpo, virando-se para a filha em seguida. –Parabéns, filha.
-Mas, como? –Ela olha para o namorado e Minato se aproxima. -O Daymio devia alguns favores ao meu pai e então deu autorização para que usássemos a comunicação por vídeo conferência. Temos uma hora de conexão, então aproveite para ser mimada por seus pais e tios.
Ela olha em volta, Chihiro, Ayko, Aimi e Keiichi estavam lá. Só faltava seu irmão. –Onde está Inoichi? Ele não vem?
-Ele e Akihiko foram buscar Saphire. Logo estarão aqui. Ele não perderia isso por nada.
Karura volta á olhar para seus pais e então o som da conversa toma conta do ambiente. Eles falavam todos ao mesmo tempo e riam. Karura conta aos pais sobre o treinamento. Agora se sentia feliz de verdade.
-Que bom filha, eu sabia que você se sairia bem. Seu avô deve estar muito orgulhoso.
-Ele disse que sabia que eu seria muito habilidosa desde antes de eu nascer e que está muito feliz por eu tê-lo escolhido como meu mestre. Já aprendi muitas coisas, já posso tomar o controle sobre outra pessoa e me comunicar telepaticamente. A partir de amanhã ele vai me ensinar a transferir a mente para outro corpo. Tem sido incrível.
Ino ouvia a filha feliz. Nunca tinha visto Karura falando de treinos com tanto entusiasmo. Sentiria muito a falta de sua filha, mas sabia que ela estava mais feliz em Konoha. A porta se abre dando passagem a Inoichi, Saphire e Akihiko. Karura fica tensa ao ver o rapaz e isso não passa despercebido para Minato que a olha curioso, mas deixa para perguntar depois.
-Boa noite. O que eu perdi? – Inoichi pergunta e abraça a irmã, beijando-a em seguida. –Feliz aniversário ruiva.
-Por que demorou? – Ela pergunta, evitando olhar para Akihiko, e Saphire se adianta. – A culpa foi minha. Ainda não estava pronta quando o Sensei chegou. - A menina carregava uma caixa grande.
Ino e Gaara olhavam curiosos para a pequena e delicada menina. Saphire estava muito bonita. Usava um casaco branco que ia até os joelhos fechado por seis botões, justo até a cintura depois se abria em uma saia com um babado de tule preto e botas de cano alto. Seus longos cabelos estavam soltos e ela usava uma boina preta enfeitada com flores. (2)
-Ela se atrasou por que estava fazendo algo para mim. Saphire, entregue para ela, por favor. –Saphire sorri e entrega a caixa á Karura. –Feliz aniversário, Karura.
Karura olha curiosa para a caixa e Saphire a incentiva. –Vamos, abra. É algo para você usar no dia da apresentação.
-Foi Saphire quem escolheu, Karura. – Inoichi fala, passando o braço por cima dos ombros da menina morena e puxando-a para perto de si, ato que não passou despercebido para os pais que estavam curiosos para saber quem era a garota.
-Filhos, não vão apresentar a amiga de vocês? – Ino pede, sem se conter e ouve Gaara rindo discretamente. Saphire fica sem graça e baixa o olhar. Eles ainda não tinham visto o rosto da garota claramente.
-Mãe, Pai, esta é Yamanaka Saphire. Saphire, estes são meus pais, Ino e Gaara, e meus tios, Kankuro, Tenten, Sai e Temari. – A menina ergue o olhar e Ino se espanta ao ver a cor dos olhos da menina.
-Boa noite, Saphire. É sempre um prazer conhecer alguém do clã Yamanaka. Você é linda e tem olhos maravilhosos. Combinam perfeitamente com seu nome. – A garota fica corada o que a deixa ainda mais bonita.
-Minha esposa está certa, é um grande prazer conhecê-la, Saphire.
-Obrigada Gaara-sama, Ino-hime. É uma honra conhecê-los. Inoichi-sensei fala muito de vocês. – Ela responde com um sorriso tímido.
-Então você é aluna do meu filho? Espero que ele não esteja sendo muito cruel e exigente. – Ino queria mais informações sobre a menina, saber que ela era aluna de Inoichi a tinha deixado mais curiosa ainda. O garoto era exigente com os alunos e nunca fazia amizade com os mesmos.
-Ele tem sido muito bom para mim, Ino-hime. –A garota responde séria e Inoichi lhe acaricia os cabelos. Ino fica espantada e ouve as cunhadas rindo discretamente atrás dela.
- Fico feliz em ouvir isso, Saphire. Espero poder conhecê-la pessoalmente quando for a Konoha. –Temari começa a rir sem disfarçar e Ino lhe dá um discreto chute no tornozelo. Estava adorando ver o filho ao lado de uma garota tão linda e doce quanto à menina morena.
-Será uma grande honra, Ino-hime. – A menina responde sorrindo novamente e Ino repara em seu sorriso. Algo lhe chama a atenção, uma lembrança do passado. Saphire lhe lembrava alguém, mas Ino não conseguia descobrir quem. O sorriso da garota lhe era familiar.
-E então, o que eu perdi? – Inoichi repete a pergunta desviando a atenção da mãe.
-Karura estava descrevendo o treinamento com o vovô, em todos os detalhes. Desde que começou com a meditação e a concentração, as várias quedas das árvores, como conseguiu controlar o próprio chákra e o como assumiu o controle sobre o corpo do vovô. Contou também que tem treinado com Minato, que ele lhe ensinou á lutar e como ela destruiu o boneco de treino com apenas um soco. – Chihiro responde fingindo concentração e depois olha séria para a irmã. –Esqueci algo?
-Você é uma ruiva muito irritante, sabia? -Karura pergunta fingindo estar zangada e a irmã ri, divertida. – Acho que é de família. – Ela responde sorrindo para o namorado, que acaricia os cabelos vermelhos da garota.
Gaara observa a filha do meio. Chihiro parecia estar muito feliz ao lado do namorado. Ele sorri ao se lembrar da primeira vez que a vira logo após o parto. Quando Karura completara um ano, ele e Ino decidiram que era hora de encomendarem um irmãozinho ou irmãzinha e então viera Chihiro. Tinha sido o avô que sugerira o nome e eles tinham adorado a sugestão. Chihiro sempre fora mais calma e tranqüila que os irmãos. Quando eles souberam que era mais uma menina, Ino perguntara se ele não estava desapontado por não ser um menino.
Ele tinha ficado surpreso com a pergunta. Estava tão feliz em ser pai novamente que nem lhe passara pela cabeça ter alguma preferência. Tinha acompanhado a segunda gravidez com o mesmo cuidado da primeira, porém sem a tensão e o medo. Dessa vez ele tinha ficado ao lado da esposa durante o início e vira como Ino tinha passado mal. Ela enjoara durante semanas seguidas e ele tinha dado apoio e carinho, ajudando a cuidar de Karura que ainda era muito pequena.
Estivera junto da esposa durante o parto e se encantara ao ver que a segunda filha era tão parecida com a mãe. Ela nascera um pouco maior que a irmã. Gaara tinha chorado ao vê-la. Apesar de já ter passado por aquela experiência, a emoção fora muito forte. Ele tinha segurado a garotinha com todo carinho e cuidado pensando como pudera ter concebido algo tão perfeito e maravilhoso quanto suas filhas.
Nas primeiras semanas Karura se mostrara ciumenta e possessiva em relação ao pai. Quando via Gaara carregando o bebê, chorava e fazia birras. Gaara então a colocava no colo, ao lado de Chihiro. Ino ficava emocionada ao ver a paciência do marido. Ele não tinha preferências, era visível o quanto amava a segunda filha.
Quando ela estava com dois anos, Gaara percebeu que a areia seguia a pequena e obedecia a seus comandos. A garotinha se divertia com aquilo e o pai passara momentos especiais treinando-a. Para que Karura não se sentisse excluída, ela ficava junto com os dois e brincava com a areia junto à irmã menor. Tinham sido ocasiões especiais e inesquecíveis em que ele se divertira muito com as filhas.
-Agora abra o presente, estou curiosa. –Karura faz o que a irmã tinha pedido e de dentro da caixa ela tira o kimono. – Que lindo, Inoichi. Que idéia maravilhosa. – Ela coloca a peça em frente ao corpo. –Veja, mamãe, é lindo.
-É para você usar na apresentação, Karura. – Saphire explica e Karura a olha sem entender. – Na apresentação?
-É comum os jovens usarem trajes especiais para serem apresentados aos anciões, é uma tradição do clã Yamanaka. Os kimonos têm o símbolo do clã bordado na frente e eu bordei o seu. –Karura olha para a peça e vê o símbolo dos Yamanakas do lado esquerdo.
-É lindo, minha filha. Seu avô não lhe disse sobre a roupa que deveria usar? –Karura nega com a cabeça e Chihiro ri, divertida. –Duvido que vovô tenha se lembrado disso. Ele deve estar tão feliz em apresentar a neta aos anciões, que deve ter se esquecido desse detalhe, ainda bem que Saphire nos avisou á tempo. – A garota fala acariciando os cabelos da garota morena.
-Fico feliz em ter ajudado. - A menina responde séria, sentia um calafrio na espinha que a estava deixando nervosa, sabia o que aquilo significava. Chihiro percebe o desconforto da menina e toca seu rosto. –Está tudo bem, Saphire? – A menina concorda, mas no fundo sentia medo.
Karura guarda o kimono de volta na caixa e olha para os pais, tinha adorado a surpresa que o namorado preparara. Gaara estava feliz em ver filhos, sentia uma imensa falta deles.
-Tudo bem, papai? –Karura pergunta com um sorriso e Gaara confirma. –Está tudo ótimo, filha, estou muito feliz em ver vocês.
-Eu também, pai. – Ela responde e abraça o namorado. –Adorei a surpresa, você é incrível.
-Antigamente, era você que era "incrível". –Kankuro fala baixo no ouvido de Gaara. O ruivo o olha levemente irritado.
-Mãe, como está a reconstrução da nossa casa? –Chihiro pergunta séria e Ino sorri para ela. –Está bem adiantada meu amor. Acho que em três meses estará tudo pronto.
-Três meses? – Ela pergunta chateada e Gaara chama a filha. –Meu amor, a nossa casa ficará exatamente como antes. E faremos um canil um pouco maior desta vez.
-Kiba-sama ficará feliz ao saber disso. Ele disse que quer dar vários cachorros para Chihiro, Karura e Inoichi. –Ayko fala com um sorriso.
Saphire sente uma pontada na cabeça e fecha os olhos por alguns segundos. Não queria perder as comemorações do aniversário da amiga. Ela se sente tonta e sem perceber se apóia em Inoichi que a aperta seu corpo de leve. Tinha percebido que a amiga não estava passando bem. Ele troca um olhar com Chihiro, algo estava errado com a garota.
Chihiro aproxima os lábios do ouvido do namorado. – Saphire não está bem. – Ayko olha a menina e vê que ela estava pálida e ofegante e concorda.
-Espero que eles sejam menores que Akarui. –Karura fala, olhando para Saphire, preocupada, a garota parecia estar com dor.
-Filha, Akarui está ficando com o mesmo tamanho que Akamaru? –Ino pergunta surpresa e Karura confirma. –Ele está imenso, mãe. Não cabe mais na nossa lavanderia e está dormindo na sala.
-E todo dia acorda em meu quarto. –Inoichi fala, amparando Saphire, a menina parecia estar com dor. –Á propósito estou dormindo na suíte de vocês e Akarui está adorando o tapete branco.
-Espero que esteja brincando, filho. – Ino fala com um sorriso.
-Eu vou construir um canil bem grande para ele, tia Ino. Assim que o inverno acabar. –Minato avisa e Ino o olha concordando. Karura olha para o namorado e ele acena levemente com a cabeça, ela então se volta para os pais. –Pai, mãe, eu vou me mudar.
-Como assim, se mudar? Se mudar para onde, Karura? – Gaara pergunta sério e a garota respira fundo, estava preocupada com a reação do pai. Akihiko fica atento. –Eu e Minato iremos morar juntos, papai.
Gaara olha para os dois e depois para a esposa. Ino coloca a mão em seu braço e um silêncio incômodo se instala.
-O garoto acaba de assinar a própria sentença de morte. – Sai cochicha para Kankuro que apenas ri discretamente. – Nem o fato de ser filho de Naruto irá salvar a pele dele. – Kankuro responde no mesmo tom de voz.
Gaara solta o ar lentamente, olhando para Minato. O rapaz era filho de seu melhor amigo e ele o conhecia desde que nascera. Ele e Karura pareciam estar confiantes na decisão que tomaram.
-Vocês têm certeza do que querem? – Ele pergunta sério e os dois jovens concordam. –Então não há nada que eu possa dizer ou fazer além de desejar que sejam felizes. E responsáveis. Ambos são jovens demais para assumirem a responsabilidade de cuidar de um filho.
-Não se preocupe com isso Gaara. Eu e Karura estamos tomando cuidando e nos prevenindo. Também acho que somos jovens demais. – Minato responde com seriedade e Gaara concorda com a cabeça. -Espero que fiquem morando perto de nossa casa em Konoha.
Karura e Minato sorriem aliviados. –Eu e Minato estamos comprando uma casa duas ruas abaixo de nossa casa. Ficarei perto quando vocês estiverem aqui.
-Ótimo, se precisarem de algo, digam. Eu e seu pai fazemos questão de ajudá-los, sabem que podem contar conosco. – Ino fala com um sorriso, estava feliz em ver que o marido não colocaria empecilhos.
-Parece que erramos desta vez, Kankuro. Minato vai sobreviver.
-Acho que meu irmão está ficando velho. –Kankuro responde, fazendo todos rirem.
Akihiko fica possesso, mas disfarça, não tinha acreditado em Karura quando ela lhe dissera que iria morar com Minato, mas agora via que era verdade, o casal iria morar junto e tinham a aprovação dos pais dela. Ele tinha que fazer algo logo e pensa em Aysha, a garota tinha dito que o ajudaria. Talvez fosse o momento de fazer uma aliança com a loira.
Saphire sentia muita dor e emite um gemido, atraindo a atenção. Ela se sentia tonta e se apóia em Inoichi, ofegante. Karura pega uma cadeira e o irmão ajuda a menina a se sentar. Ayko se aproxima para examiná-la.
-Você não deveria ter saído do repouso. Inoichi vai me matar se algo te acontecer. E tenho certeza de que terá a ajuda da minha mãe. – A tentativa de fazer Saphire sorrir foi inútil. Ela parecia estar com dor. Inoichi se agacha á sua frente, pegando sua mão com carinho. –Quer ir para casa?
Ela nega com a cabeça, e geme de dor novamente. Inoichi olha para Ayko. – O que acha?
-O que está havendo com Saphire? –Ino pergunta preocupada.
-Ela sofreu um acidente há alguns dias e ainda está se recuperando. –Karura responde. Ela estava ao lado de Saphire e lhe acariciava os cabelos, preocupada.
-A culpa é minha, não devia ter insistido para que ela viesse. –Inoichi fala ainda segurando a mão da garota. – Vou levá-la para a casa de tia Hinata.
-Não precisa, Sensei. Estou bem. – Ela responde constrangida.
Ayko a olha com um leve sorriso. –Pode acreditar em mim, você não está bem, sua pulsação está acelerada e eu sei que está com dor de cabeça. É melhor fazermos o que o Sexto Kazekage quer.
Saphire sorri de leve, mas de repente fica extremamente pálida, olhando fixamente á sua frente. Ela vê um espírito de mulher se aproximar, o espectro parecia zangado e Saphire o reconhece imediatamente. – Não faça isso, por favor.
-Não fiz nada, Saphire. – Ayko fala, surpreso e Karura pega no braço do cunhado, puxando-o. –Ela não está falando com você.
Karura segue o olhar da menina e sente um frio na espinha, como se alguém estivesse olhando-a. Saphire fica em pé. –Fique longe deles, não lhes faça mal.
-O que está acontecendo? – Gaara pergunta. O espírito da mulher para próximo ao monitor e olha diretamente para o Kazekage. Saphire se aproxima, chamando-a. - Você quer falar com seu filho?
O espectro desvia o olhar para a garota e confirma. Ninguém além de Saphire via aquela figura. –O que quer falar para ele? – Gaara e os outros adultos observavam a menina sem entender. -O que está havendo? Com quem ela está falando?
-Com sua mãe, Gaara-sama. – Saphire responde e Gaara se espanta. – Como assim, com minha mãe? Que piada é essa?
-Não é piada, papai. Saphire pode falar com os mortos. – Chihiro fala olhando séria para o pai. Gaara respira fundo. Aquilo era impossível. Ele olha para a esposa e Ino acaricia seu rosto, sabia que Chihiro jamais brincaria com algo tão sério, aquilo só podia ser verdade. Yamanaka Saphire era uma médium e naquele momento falava com a mãe de Gaara. Podia imaginar o que aquilo significaria para o marido. Sentia a tensão tomando conta do corpo do ruivo.
O espectro se aproxima do monitor e tenta tocar o filho, sem sucesso e então, zangada, começa a jogar tudo o que estava por perto no chão assustando todos. Furiosa ela atirava longe todos os objetos alguns na direção dos garotos que tinham que se esquivar para não serem atingidos.
-Pare com isso, você vai machucá-los. Eles não têm culpa. São seus netos, não lhes faça mal. – Saphire pede agoniada, o espírito estava furioso por estar tão perto do filho e ao mesmo tempo tão longe. – Diga-me o que você quer dizer ao seu filho, eu direi por você, mas, por favor, se acalme. Não machuque ninguém.
O espírito da mulher para olhando Saphire e a menina se assusta. Ela dá um passo para trás e sente a mão de Inoichi em suas costas.
-Não tenha medo, cuidaremos de você. –Antes que ela possa responder o espírito de Karura começa a mover as mãos e uma grande porção de areia invade a sala e gira em torno de Saphire que grita assustada. A areia empurra Inoichi para longe, assustando Ino e Gaara.
-Chihiro, afaste a areia. – O pai ordena nervoso, Chihiro tenta manipular a areia, sem sucesso. Inoichi se levanta e tentar ajudar a irmã, mas a areia não obedece nenhum dos dois. Karura estica a mão para Saphire, tentando tirá-la dali e a areia a atinge, empurrando-a também e Minato a segura antes que ela caia.
- Ajudem a amiga de vocês, tirem Saphire de lá. –Ino fala nervosa, Saphire estava apavorada, ela cai no chão encolhida, cobrindo o rosto com os braços para se proteger. Mais uma vez os jovens tentam tirá-la de lá, mas é inútil. A areia não permitia que ninguém chegasse perto da menina.
Akihiko se joga de encontro á areia, precisava tirar a menina dali, mas é afastado com força como já havia acontecido aos outros antes.
-Por favor, pare. Não faça isso, é perigoso demais. Seu filho está em Suna, mas pode ouvi-la, me diga o que quer dizer á ele e eu direi. Não machuque ninguém. Eles não têm culpa. Por favor, Karura-sama, se acalme. – Saphire fala com voz chorosa e a areia gira ainda mais rápida, emitindo um som parecido com um rugido. Ela ia chegando cada vez mais perto da menina, que estava apavorada. Gaara observava tudo sem acreditar, parecia que estava vendo um pesadelo. A frágil garota seria esmagada pela areia se algo não fosse feito. Ele sente que Saphire dizia a verdade, o espírito de sua mãe estava ali.
-Mãe, pare com isso. – Ele pede sério e o espírito o olha. A areia para de girar, caindo imóvel no chão. Os jovens olham para Gaara que estava extremamente sério. Ino se aproxima dele. – Não machuque Saphire. Sei que está zangada comigo por ter tirado sua vida. Eu sinto muito por isso, sinto mesmo. Se houvesse um jeito de mudar os fatos eu o faria, mas não podemos mudar o passado. Sei que me odeia, mas eu nunca quis o seu mal.
Ino fica triste ao ouvir as palavras do marido, tinha certeza de que a mãe dele jamais o odiara, mas nunca conseguira convencer Gaara disso. Ele evitava o assunto e nunca falava da mãe, mesmo quando sonhava com ela.
A areia permanece imóvel. Inoichi se aproxima e se abaixa, ajudando Saphire a ficar em pé. Ela olha para o monitor e depois olha á sua volta. Seu rosto e seu olhar estavam diferentes, havia força e determinação na expressão antes tímida da garota. Ela se aproxima do monitor e olha fixamente para o ruivo. (deste trecho em diante as falas de Saphire são as falas da mãe de Gaara) –Eu nunca te odiei meu filho. Eu sempre amei você, muito. – Sua voz também estava diferente, mais firme
Todos olham espantados para a garota e levam alguns minutos para entender o que estava se passando. O primeiro a se recuperar e compreender o que estava acontecendo é Inoichi. Ele se aproxima da menina e toca seus cabelos com carinho, atraindo seu olhar.
Ela se vira sorrindo e abraça o garoto loiro, afagando seu rosto em seguida. –Você é muito lindo, tão lindo quanto seu pai.
-Minha irmã se parece mais com ele do que eu, vovó. –Inoichi responde causando um grande choque em todos. Ele se vira para o pai. –Acho que sua mãe quer muito falar com você, papai.
Saphire respira fundo e se vira para Gaara. –Vim falar com você, meu filho. Vim pedir que você pare de se culpar. Há muitos anos que eu queria lhe dizer que a culpa nunca foi sua. Salvar sua vida foi uma decisão minha e eu daria minha vida pela sua mil vezes se fosse necessário, eu já o amava meu filho, muito antes de você nascer. Eu sabia que você estava sofrendo por causa da Ichibi, não pude fazer nada para protegê-lo, me perdoe.
- Você morreu por minha culpa. – Gaara fala triste e Saphire nega com a cabeça. – A culpa nunca foi sua. Você era valioso demais para mim e eu não me arrependo do que fiz. Sinto orgulho de ver o homem que você se tornou. Eu te amo meu filho, com toda a força do meu coração. Sempre amarei você.
-Você nasceu prematuro, era muito pequeno e Chyio-sama disse que não sobreviveria. Eu disse á ela que salvasse sua vida. Seu pai queria que eu fosse salva, mas deixei claro que se eles o deixassem morrer, eu me mataria. Eu transferi parte do meu chakrá para você e o restante para a cabaça para que a areia o protegesse. – Saphire explica olhando para Gaara com carinho. –Não queria que ninguém o ferisse, a areia iria impedir que qualquer pessoa pudesse fazer-lhe algum mal.
Gaara continha a emoção, enquanto os demais olhavam para Saphire emocionados. Ela olha para o filho. –Há tantas coisas que eu gostaria de lhe dizer e ouvir de você. Tenho acompanhado toda a sua vida, sei de todo o seu sofrimento. Fico feliz em ver que encontrou uma companheira maravilhosa que lhe deu três lindos filhos. -Gaara apenas concorda com a cabeça e Saphire continua.
-Meu tempo é curto, então tenho que lhe dizer tudo logo. Vocês devem confiar em Nara Shikamaru. Ele está dizendo a verdade, poderá ajudá-los.
Gaara, Sai e Kankuro ficam tensos. Suas esposas não sabiam de nada sobre os planos deles e aquela revelação iria trazer problemas.
-Não adianta tentarem manter Inoichi em segurança. O perigo está cada vez mais perto e ele terá que se juntar á vocês para combatê-lo. Inoichi terá que ser forte e contar com o auxilio de todos os amigos, ele será forçado á combater o inimigo. Sei que você é muito forte, confio em você, meu neto. –Ela sorri para Inoichi. - Você disse á médium que eu deveria falar com seu pai e então aqui estou.
-Obrigado, vovó. – Ele responde e ela volta á olhar para Gaara. –O inimigo é poderoso e usará todas as armas que puder para atingir seus objetivos, fiquem atentos e tomem muito cuidado.
-Karura-sama, você nos falou que Shikamaru pode nos ajudar. Ele está preso por traição, não poderia nos auxiliar. –Ino fala e Gaara a observa, sabia que a esposa não deixaria passar aquela informação.
- Vocês podem confiar em Shikamaru. Ele tem motivos para querer ajudar. Haku lhe incumbiu de uma missão e ele a cumprirá sem desapontar ninguém. O Nara é forte, poderoso, habilidoso e inteligente. Vocês precisarão dele.
-Haku? Você disse que Haku confiou uma missão á Shikamaru? – Ino pergunta e Saphire confirma. – Sim, Ino. Seu ex-noivo também quer ajudar.
-Isso tudo é tão estranho, irreal. Shikamaru é o responsável pela morte de Haku. Então como Haku iria pedir algo justamente para ele?
-Shikamaru já se arrependeu de tudo o que fez e Haku sabe disso. Haku sabe que Shikamaru será de grande ajuda. – Saphire responde com paciência. –Ino, as pessoas que amamos e que nos amaram nunca nos deixa realmente. Eu morri há mais de quarenta anos, mas tenho acompanhado a vida de meu filho. Haku, Itachi, Minato, Kushina e outros também estão por perto, acompanhando as pessoas que amávamos. Nem sempre podemos ajudar como queríamos, mas neste momento nosso auxilio será necessário, assim como o do Nara. Confiem nele sem medo.
Saphire se abaixa de joelhos no chão e fica um longo tempo em silêncio, enquanto os outros aguardavam. Ela ergue a cabeça e olha para o filho, parece tomar uma decisão. –Gaara, quero lhe pedir um favor. – Ele concorda com a cabeça. –Peça o que quiser, mãe.
-Me prometa que irá proteger a médium. Ela é muito importante para os espíritos e tem uma missão extremamente necessária á cumprir. A paz no mundo ninja depende do sucesso de seu trabalho, porém o que ela fará causará dor, raiva e colocará a vida da menina em grave perigo.
-Eu protegerei Saphire, mãe. Fique tranqüila. –Gaara fala com a voz grave e a garota o olha séria. –Me dá sua palavra que não deixará ninguém fazer mal á ela, independente do que pense sobre o que ocorrer?
-Tem minha palavra.
-Vovó, nós já assumimos a segurança de Saphire. Aqui em Konoha todos sabem que ela está sob proteção do clã Sabaku de Suna. – Inoichi fala e a menina sorri. –Isso é ótimo, meu neto. Sei que seu pai cumprirá a palavra e a menina será bem protegida.
Ela volta a olhar para o filho, precisava partir e uma lágrima corre por sua face. - Seja feliz, Gaara. Eu nunca, jamais odiei você. Seu pai fez uma atrocidade, sacrificando o próprio filho, mas ele já se arrependeu. Você é um excelente marido, um pai maravilhoso e um líder forte e corajoso. Me orgulho muito de ver o homem em que você se tornou. Precisamos de você para salvar este mundo. Sua responsabilidade é grande, mas eu confio em sua força.
- Este mundo precisa de paz, mãe. Farei o que puder para conquistá-la e mantê-la.
Saphire fica em silêncio, com os olhos fechados. Ainda precisava passar uma última mensagem. Ela reabre os olhos e olha para Minato, que permanecia em silêncio, depois ela volta o olhar para o filho. –Sei disso meu filho, mas para alcançarmos a paz muita dor será causada. Voltaremos á nos ver e então poderei abraçar você. Eu te amo, meu filho. –Ela termina de falar e cai no chão, inconsciente.
Inoichi se adianta e pega Saphire no colo, colocando-a na cadeira. A garota abre os olhos e olha á sua volta, confusa. Ayko se abaixa ao lado da menina e começa a examiná-la, ela parecia bem agora, mas muito cansada. (daqui em diante as falas são da própria Saphire)
-O que aconteceu? – Ela pergunta confusa.
-Você desmaiou, disse que ainda não estava bem. – O médico responde e a garota olha á sua volta e vê a bagunça no local, ficando assustada. –Estão todos bem? Alguém se feriu? – Ayko nega. –Fique tranqüila ninguém se feriu.
-Como se sente? – Gaara pergunta á menina, preocupado. Saphire abaixa a cabeça, constrangida. Com certeza ele pensava que ela era louca e tinha fingido falar com o espírito de sua mãe. Ele diria aos filhos para ficarem longe dela. – Estou bem. –Ela responde com a voz baixa.
-Você deve descansar e se recuperar. Ayko cuidará de você.
-Eu a levarei para casa. – Akihiko fala. Gostava da garotinha, ela era gentil e alegre e sua mãe estava feliz pela presença dela.
- Saphire. –Gaara a chama e ela o olha constrangida. Tinha medo de que o Kazekage a proibisse de se aproximar dos filhos. O ruivo percebe e sorri para a menina. Tinha uma imensa dívida com a garotinha morena e havia feito uma promessa á sua mãe. - Se precisar de algo, fale com meus filhos. Não se preocupe mais, está sob nossa proteção.
A menina fica surpresa. Karura abraça a garota com carinho. –Fique tranqüila, você está segura. Cuidaremos de você.
-Obrigada. – Saphire responde e Akihiko a pega no colo. –Eu vou levá-la, você parece estar muito cansada. –Ela encosta a cabeça no peito do rapaz e fecha os olhos, sentia-se exausta demais até para falar. Não tinha idéia do que havia ocorrido. Não era a primeira vez que isso acontecia, ela perdia os sentidos e depois não se lembrava de nada.
-Vou com vocês, quero examinar Saphire e lhe aplicar um analgésico. Nos encontramos depois. – Ayko fala e se despede da namorada com um beijo no rosto.
Eles saem levando Saphire e Karura olha em volta. O lugar estava uma imensa bagunça, ela percebe o quanto o pai estava emocionado. Chihiro e Inoichi removem a areia do aposento enquanto os outros colocavam tudo no lugar. – Você sabe como dar uma festa, Minato. –A morena comenta brincando e os outros riem, aliviando um pouco o semblante de todos.
-Bem, eu não me lembro de ter convidado a avó de vocês. Não esperava pela presença dela. – As duas irmãs riem e ele se vira para Gaara. –Se sua mãe diz a verdade, temos que mudar nossos planos.
-De que planos vocês estão falando? –Temari pergunta olhando séria para o marido. –Depois iremos lhes contar, agora não adianta mais manter segredo.
Temari concorda e Gaara chama os filhos. Tinha uma missão para eles.
-Filhos, quero que cuidem bem da menina. São responsáveis pela segurança e bem-estar dela á partir de hoje. Assim que for possível irei á Konoha e cuidarei do futuro dela.
Os garotos concordam, não podiam contar aos pais que o avô deles já estava tomando providencias á respeito, ou teriam que revelar quem era o pai de Saphire. Por hora, era melhor que mais ninguém soubesse da verdade.
-Bem, o que faremos agora? Já sabem que os planos anteriores não servem mais, segundo minha avó, não adianta tentar me manter em segurança. Ela já havia me mandado uma mensagem por Saphire. Disse que eu serei obrigado á entrar no conflito.
-Esqueça. Você está em Konoha para ficar seguro, longe dessa luta. Nenhum de vocês deve se envolver nesse conflito,estão proibidos. –Gaara fala com firmeza. – Nós cuidaremos disso.
Inoichi olha para Minato. Sabia que o cunhado queria sua ajuda. Ele fica pensando no que a avó dissera, que ele seria obrigado á lutar contra os inimigos. O que será que ela quisera dizer com aquilo? Como ele seria forçado?
- Gaara está certo, nenhum de vocês devem se envolver nisso. – Minato fala surpreendendo os outros.
Karura solta um suspiro irritada. – Está bem, ficaremos aqui sem fazer nada enquanto o inimigo se organiza e tenta matar Inoichi, papai e tio Naruto.
-Karura, nossos inimigos são perigosos e poderosos. Eles têm habilidades que vocês nunca enfrentaram antes, fiquem fora disso.
-Papai está certo, Karura. Já temos nossas ordens. –Ela olha para o irmão. Sabia que ele queria ajudar, com certeza Inoichi estava tramando algo e então concorda. –Está bem, não faremos nada, ficaremos de braços cruzados apreciando a paisagem nevada de Konoha.
Gaara também está desconfiado do filho, mas confiava no avô dos meninos, sabia que seu sogro os manteria sob forte vigilância.
Temari observa o filho, Keiichi parecia estar muito feliz, ele e Aimi estavam colocando os objetos que haviam sido jogados no chão nas prateleiras e sorriam um para o outro. Ela olha para Tenten e vê que a cunhada também tinha percebido a felicidade do casal.
-Keiichi, Aimi, têm algo para nos contar? – Tenten pergunta e os dois se entreolham assustados.
-Bem, na verdade tia Tenten tem algo que eu gostaria de pedir ao tio Kankuro, preferia fazer isso pessoalmente, porém vou aproveitar a oportunidade agora.
-Fale rápido a conexão já vai cair. –Minato fala segurando a risada. Karura abraça o namorado e fica olhando para o outro casal. Aimi estava vermelha e Keiichi parecia bem atrapalhado.
-Pode pedir o que quiser, Keiichi. Sabe que pode contar comigo, sempre. –Kankuro responde com um sorriso, ainda sem entender o que estava acontecendo. O garoto olha para a namorada e respira fundo. –Bem, eu, quer dizer nós, quer dizer eu, bem eu queria, quer dizer quero, na verdade eu gostaria muito...
-Francamente, garoto, é tão difícil assim pedir permissão para namorar minha filha? –Tenten pergunta rindo. Kankuro olha da esposa para o sobrinho.
-Ficou louca, Tenten? Eles são primos. De onde você tirou essa idéia? É claro que ele não quer namorar nossa filha.
-Você tem nossa permissão, Keiichi. Estamos felizes em ver vocês dois juntos, finalmente. Tenho certeza de que seus pais também estão felizes. – Tenten fala, ignorando o marido.
-Com certeza. Eu e Sai também estamos muito felizes. E é claro que aprovamos esse namoro. –Temari fala enquanto Sai olhava para Kankuro com vontade de rir. Sabia que o cunhado estava perplexo com aquilo.
-Podem parar, Aimi ainda é uma criança e... – Antes que Kankuro terminasse a frase a conexão é cortada. Karura, Chihiro, Minato e Inoichi riam de Keiichi que parecia estar perdido. –Céus, acho que seu pai está furioso comigo. Ele virá aqui só para me matar.
-Ele vai se acostumar com a idéia. Fique tranquilo, duvido que ele venha até que para te matar. – Aimi fala abraçando o namorado. Keiichi olha para o monitor desligado e depois se vira para a namorada. –Tem razão. Ele vai esperar eu voltar para Suna e só então vai me matar. Mas vai valer á pena, se eu puder passar algum tempo ao seu lado. – Aimi ri e o beija. – Sim, vai valer á pena. Não se preocupe com meu pai, minha mãe vai convencê-lo á aceitar.
-Gostou da surpresa, meu amor? As coisas não ocorreram como eu pensava, mas espero que você tenha ficado feliz. –Minato fala para a namorada e Karura sorri, beijando-o. –Foi maravilhoso ver meus pais e tios. E fiquei emocionada em ver minha avó falando com meu pai. Foi incrível. Jamais esquecerei esse momento. Obrigada meu amor.
Minato abraça e beija Karura. A surpresa tinha sido muito maior do que ele havia planejado. Tinham muitas coisas para conversar sobre os Uchihas, mas deixaria para o dia seguinte, aquela noite eles iriam comemorar o aniversário da ruiva.
-Então, vamos sair daqui, ainda temos mais comemorações pela frente. –Todos concordam e eles saem, apagando as luzes e fechando a porta. O local já estava arrumado e ninguém diria que um espírito quase havia derrubado aquela sala.
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Casaco Saphire: .
