Disclaimer: Saint Seya e seus personagens relacionados pertencem ao mestre Masami Kurumada e às editoras licenciadas.
Sim, povo, eu matei o Alde, mesmo ele sendo muito, mas muito gente boa... Foi com dor no coração, mas fiz! E quanto à Dandara, não se preocupem... Por mais fofolético que fosse o amor dos dois, não pretendo deixar nossa amiga vampira sozinha até o fim da fic...
E vamos ao capítulo, que é isso que todos estão esperando!
Ah, obrigada a todos pelos reviews, eu li tudo! Mas responder... O capítulo, mais o desafio hallowen e a fic de special guesta me consumiram tanto que acabei não respondendo um a um aqui no capítulo, mas prometo mandar replays para todos, ok?
-x-x-x-x-x-
Capítulo IX – Memories
Este capítulo tb foi escrito ao som de Heroes, do David Bowie
-x-x-x-x-x-
A Dra. Watson estava estarrecida, para se dizer o mínimo. Nunca, em toda sua carreira, tinha visto algo tão terrível e cruel. Podia ter toda frieza do mundo como médica, mas, naquele momento, lutava para que seus olhos não marejassem tanto. A autópsia de Aldebaran tinha sido a mais difícil que já realizara.
-Eva? Você está bem? – perguntou Christila, entrando pela sala da legista.
-Estou, Christila, eu só... Meu Deus, eu nunca vi tanta crueldade com um homem!
-O que aconteceu?
-Não há uma única costela inteira, até o coração dele foi perfurado pelos ossos do tórax. O baço e o pâncreas foram rompidos, assim como os pulmões. As articulações estão todas rompidas ou quebradas, os ossos da face afundados. O pior é que a maior parte das lesões foram antes da morte. Ele apanhou muito antes de morrer, asfixiado pelo próprio sangue... No mínimo uns cinco homens foram responsáveis por isso.
-Meu Deus... Mas o que este homem pode ter feito para ter tido uma morte tão cruel?
-Não faço ideia. Espero que a mulher para quem o Aiacos telefonou possa esclarecer alguma coisa.
-Por isso eu vim até aqui ver o corpo e conversar com você, sou eu quem vai acompanhar o detetive na primeira conversa. Só não faço ideia de como dar a essa jovem uma notícia como essa...
-Boa sorte, Christila.
Pouco depois, Dandara chegava o departamento de polícia, junto de Faith. Nervosa, ela foi direto para a recepção pedir informações quando viu Aiacos vir em sua direção, pelo corredor.
-Aiacos, o que aconteceu? Está tudo bem com o Alde?
-Melhor vir comigo, aqui não é o melhor lugar para conversarmos.
-A Faith pode vir conosco? – ela perguntou, apertando a mão da amiga, algo lhe dizia que não seria bom ficar sozinha.
Aiacos assentiu e levou as duas amigas para uma sala reservada, onde costumavam realizar interrogatórios e onde a Dra. Christila já os aguardava. Dandara se sentou de frente para ela, já ficando nervosa.
-O que aconteceu com o Alde? Essa demora toda não está me cheirando bem.
-Senhorita Dandara, o senhor Aldebaran era seu marido?
-Namorado. Mas por que a pergunta?
-Uma rotina, apenas isso... Dandara, eu... Eu sinto muito... – disse Aiacos, baixando a cabeça, tantas vezes já havia dito aquelas palavras antes, mas nunca antes em uma situação que envolvia amigos.
Ao ouvir as palavras de Aiacos, Dandara logo entendeu tudo. Apertou com mais força a mão de Faith, que estava chocada. Olhou para Christila, como se perguntasse se acontecera o que realmente estava pensando.
-Alde... Ele está... Morto?
A doutora confirmou com um aceno, Aiacos olhou para a parede, era doloroso demais encarar Dandara. A vampira, muda, com o olhar que ficara vazio de repente, baixou a cabeça, Faith quis abraçá-la. Foram longos segundos até que ela reagisse.
-É... Mentira! – Dandara gritou, dando um pulo, a cadeira onde estava sentada voou longe com o impulso que ela dera – Mentira! O Alde não... Não pode ter morrido!
A raiva e a dor que sentiam eram tamanhas que Dandara socou a mesa metálica, afundando seu tampo, assustando Christila. De onde aquela jovem havia tirado tanta força?
-Srta. Dandara, se acalme, por favor...
-Cale a boca! Isso não pode ser verdade...
-Por que eu mentiria para você? – Aiacos falou, também se levantando – Alde era meu amigo, Dandara!
A voz dele soara tão firme que a vampira não tinha mais como duvidar. Chorando, sem se importar se as lágrimas eram vermelhas e assustariam Christila, ela se voltou para o vidro espelhado da sala de interrogatórios e socou o vidro, quebrando-o em milhares de pequenos pedaços. E estava pronta a socar a parede quando Faith segurou seu braço no ar, os olhos estavam vermelhos pelo choro, mas a sua voz soava decidida.
-Já chega, Dandara! – ela puxou a amiga para um abraço e então lhe falou ao ouvido – Pelo amor de Deus, se acalme... Quer que todos descubram quem é de verdade?
-Faith, eu... O que eu vou fazer... Sem ele?
-Eu não sei... Mas eu estou aqui, ok? Eu estou aqui...
Aos poucos, Dandara foi escorregando para o chão, abraçada à amiga. Com a respiração suspensa, Christila tentava entender o que havia acontecido ali, outros policiais estavam parados no corredor observando O estrago causado pela jovem.
-Vocês, voltem ao trabalho! Christila, nós vamos para outra sala, ok? E por favor, providencie um copo de água com açúcar para a Dandara.
Assentindo, a psicóloga saiu da sala. Ajudado por Faith, Aiacos levou Dandara até uma outra sala, quase a carregando no colo. Sentou-a em uma cadeira e se ajoelhou à sua frente, tentando ver seus olhos. Ela o encarou, perdida.
-Como... Como ele morreu?
-Dandara, não é uma boa hora para essa pergunta.
-Eu preciso saber... Por favor.
-Foi uma luta terrível, Dandara... – Aiacos disse, suspirando – Ele apanhou muito, antes de ser jogado do alto do Rockfeller Center. Encontramos seu corpo na calçada.
-Meu Deus... – exclamou Faith, horrorizada.
Dandara engoliu uma lágrima e então levantou os olhos. Sua expressão mudara da dor para o ódio em um simples instante.
-Se foi assim... Eu sei quem é o culpado. E eu juro que vou acabar com a vida dele!
-x-x-x-x-x-
A pedido de Dandara, Aiacos havia telefonado para a Fundação Graad para falar com Shion e lhe dar a notícia da morte de Aldebaran, que caíra como uma bomba sobre todos. Ciente de que Dandara não poderia cuidar da liberação do corpo e de todos os trâmites para o enterro, Shion ordenara que Mu fosse ao distrito policial e cuidasse de tudo. Quando chegou por lá, a vampira já não estava mais lá.
-Eu a liberei, uma amiga a levou para casa. – Aiacos informou, enquanto se dirigia com Mu ao necrotério.
Ao chegar ao local, o detetive o deixou sozinho. Mu, então, aproximou-se do corpo e descobriu o rosto do amigo. Apesar da violência contra ele e sua morte terrível, Aldebaran parecia sereno.
-A vida não é mesmo justa, meu amigo... – ele disse, de maneira um tanto amarga – Tantos que poderiam ir que não fariam falta! Mas eu vou descobrir que vampiro fez isso e vou matá-lo... Eu prometo...
-Com licença?
Um se voltou para a porta, de onde ouvira a voz feminina.
-Pois não?
-Sou a Dra. Eva Watson, a legista que cuidou da autópsia do Sr. Aldebaran Reis. Eu poderia lhe fazer uma pergunta, senhor?
-Mu.
-Ah, sim, Mu... O seu amigo tinha algum inimigo ou desafeto?
-Por que a pergunta?
-Bem, é que... A morte dele foi realmente atípica. Eu diria que se trata de um crime movido por um ódio muito grande e de alguém com a natureza violenta.
-Talvez. Bom, eu preciso ir, tenho alguns papéis referentes à liberação do corpo para cuidar.
Mu saiu, deixando a Dra. Eva sozinha com seus pensamentos.
-x-x-x-x-x-
A notícia da morte do caçador Aldebaran correra muito rápido por toda cidade, logo haviam vampiros comemorando, outros caçadores revoltados e uma excitação crescente em ambos os lados. Afinal, Aldebaran era uma dos mais experientes caçadores da Fundação, se morrera da maneira como havia sido dito, então... Só podia ter sido o trabalho de um dos lordes.
Movido pelo fato de que erra preciso se certificar de que ninguém, nem mesmo a polícia desconfiaria de quem poderia ter sido responsável pela morte do caçador, Radamanthys foi enviado por Dohko ao distrito policial para obter informações preliminares sobre a investigação. Dizendo que estava ali para registrar uma queixa de roubo de veículo, ele aguardava um policial atendê-lo, de ouvidos e olhos atentos a tudo e todos. E foi assim que captou uma conversa no final do corredor onde estava sentado.
-Detetive Aiacos?
-Pois não, doutora.
-Aqui está o relatório da autópsia do Sr. Aldebaran Reis. A causa oficial foi hemorragia interna, causada pelo rompimento de órgãos internos.
-Certo, vou anexá-lo ao relatório da investigação. Mais alguma coisa?
-Não, detetive. Eu apenas ainda estou tentando entender quem poderia ter cometido um assassinato tão cruel.
-Sinceramente, doutora, é melhor ir se acostumando. Acredite em mim, verá coisas até bem piores do que isso.
Aiacos saiu, indo para sua sala, deixando a doutora parada no corredor. E a atenção de Radamanthys sobre ela, totalmente imerso em seus pensamentos. Seria possível que fosse... Será?
- x – Flashback – x –
O galpão parecia abandonado, mas seus sentidos extremamente aguçados lhe dizia que aquilo era somente uma fachada. Prova maior era o corredor que encontrara escondido atrás de um falso quarto de bagunças. Seguindo por ele, acabou por chegar a te um cômodo que parecia ser uma sala, trancado por uma pesada porta de ferro, que possuía uma janela de comunicação. Ele a abriu com cautela, o que poderia ter ali dentro?
E o que viu o deixou estarrecido. Havia uma mulher lá dentro, amarrada à uma cadeira, a cabeça estava tombada para trás, havia dezenas de cortes e hematomas por seus braços e rosto, e ela sangrava. Talvez já estivesse morta.
Com um chute, a porta voou para dentro da sala, o barulho fez com que a jovem mulher se assustasse, mas estava tão fraca que sequer abriu os olhos. O rapaz então foi até ela, desamarrando-a e a pegou no colo, ela ainda respirava, mesmo que fracamente.
Rápido, Radamanthys saiu daquela sala, precisava chegar logo à vila mais próxima, ou aquela jovem morreria.
- x – Fim do flashback – x –
-Senhor? Podemos registrar sua ocorrência?
A voz do policial trouxera Radamanthys de volta à realidade, ele balançou a cabeça por alguns instantes e então acompanhou o oficial até uma mesa. Mas a imagem da legista não lhe saía da mente...
-x-x-x-x-x-
Faith acompanhara Dandara até seu apartamento e por lá havia ficado, não queria deixar a amiga sozinha. Dera a ela um calmante, mesmo sem saber se aquilo faria efeito em uma vampira, mas mesmo assim tentara. E agora a amiga dormia feito uma criança, mas com o corpo todo dolorido pela dor e raiva que sentia.
No sofá da sala, a jovem tentava entender o que havia acontecido. Para ela estava muito claro que a morte de Alde fora causada por um vampiro, mas qual seria tão poderoso a ponto de conseguir quebrar e esfacelar todos os ossos do corpanzil do amigo? Sentiu medo, eles poderiam mesmo ser tão cruéis com humanos?
Na Fundação, Saga estava pensativo, as mesmas questões que rondavam a cabeça de Faith estavam na sua mente. Mas, ao contrário da jovem humana, ele tinha a resposta.
-Falei com o Shion, o enterro será pela manhã, sem velório ou qualquer demora. – disse Aiolos, entrando pelo quarto do amigo, encontrando-o sentado sobre a cama, encostado junto aos travesseiros.
-O que acha que houve?
-Meu palpite? Tenho certeza de que foi um dos lordes, Aiolos.
-Como pode saber?
-Pela violência empregada e também por causa da Dandara. Ela era "propriedade" de um deles, que jamais iria deixar uma traição impune. Ele só estava esperando o momento certo para atacar.
-De quem estamos falando?
-Máscara da Morte... – Saga respondeu, e Aiolos arregalou os olhos por um instante, conhecia a fama sanguinária do lorde – Mas, sinceramente, não acho que foi apenas isso que o motivou a matar o Alde.
-Acha que existe algo a mais por trás do ataque?
-Sim. Não se esqueça de que os lordes estão todos reunidos aqui em New York, eles sabem que tudo que precisam para realizar o ritual está na cidade. Talvez Máscara da Morte tenha ido atrás do Alde para obter as informações que possuímos.
-Então, ele poderia saber sobre a amiga da Dandara, a tal de Faith?
-Possivelmente.
Um longo suspiro escapou dos lábios de Aiolos, a gora mais do que nuca era imperativa sua missão. Teria que proteger a tal jornalista de nome Faith de todo jeito. Quem sabe até com sua própria vida.
-x-x-x-x-x-
Posso ser sincera? Odeio capítulos de transição, eles demoram para sair da cabeça e enrolam tanto para a ação... Mas sem eles, a fic não anda!
