AMANHÃ
por Nina Neviani
beta-reader: Chiisana Hana
Epílogo
- Mamãe, você está linda!
Athina, que tinha entrado correndo no quarto, parou e olhou boquiaberta para aquela que já considerava sua mãe e que em breve se casaria com o seu pai.
Marin virou-se para olhar para a menina. Pouco mais de um mês atrás, Athina tinha começado a chamá-la de "mãe". A japonesa tinha sentido uma emoção única quando foi chamada de "mãe" pela primeira vez. Mesmo já tendo quase se acostumado em ser chamada de "mãe" por Athina, cada vez que escutava a menina chamá-la assim, se emocionava. Houvera uma época, na qual ela perdera as esperanças de ouvir uma criança chamá-la daquela forma.
- Você gostou, Athina?
- Sim! Você é a mulher mais linda da Grécia! Papai vai se encantar. E todo mundo que estiver na festa também!
- A Pequena está certa, Marin.
Touma, que tinha acabado de chegar, confirmou o que Athina tinha dito.
- Estou tão nervosa, Touma. - Marin confessou.
- Pequena, vá lá fora ver se está tudo bem. - Touma pediu para Athina.
- Por que você só me chama de "pequena"? Meu tio diz que eu serei uma das mulheres mais altas da Grécia. E eu não quero sair, eu quero ficar com a minha mãe.
- A sua mãe tem que terminar de se arrumar. Seu tio Aiolos mima você demais. E eu em breve serei seu tio, você tem que me obedecer.
Marin estava prestes a interferir quando, Athina propôs:
- Se eu sair, você pára de me chamar de Pequena?
- Paro, Pequena. Agora vá.
Athina saiu fazendo com que o seu vestido, muito parecido com o da sua "mãe", ondulasse.
- É Athina. Athina Priamos. - A menina foi resmungando até depois de já estar no corredor.
- Essa menina é geniosa. - Touma falou referindo-se a Athina.
- Ela é grega. Isso já explica muita coisa. Mas ela é incrível. E eu a amo como se fosse minha filha. Aliás, eu não entendo essa implicância de vocês dois.
- Não é nada demais. É divertido perturbá-la. Mas deixando a Pequena pra lá. Diga-me porque a minha irmãzinha está nervosa?
- Por que eu estou nervosa? Que tal por que eu vou me casar? Vou me casar com o homem que eu amo? Nós passamos por tanta coisa que eu acho que estou sonhando! Acho que tudo pode desaparecer a qualquer instante!
- Ei, calma. - Touma se aproximou e a abraçou - Tudo é real. Tudo vai dar certo. Você está linda. O Aiolia te ama, e eu sei que ele vai cuidar bem de você. Se não fosse, eu não o deixaria ficar com você.
- Touma, eu estou tão feliz por você estar aqui.
- Eu também. Agora vamos, a sua mãe já está esperando e se demorarmos mais um pouco é capaz de a Pequena voltar aqui.
- Sim, vamos.
----
- Homem, pare de andar pra lá e pra cá! Está me irritando.
- Cale a boca, Aiolos! É o meu casamento! Eu tenho todo o direito.
- Quem vê pensa que é a primeira vez que você se casa.
- É a primeira vez que eu me caso com a mulher que eu amo. Você faz idéia? Eu vou me casar com a Marin!!!
- Oh, sim. Você já disse. E, por favor, não precisa repetir o quanto a Marin é encantadora, inteligente, ótima com a Athina. Você já o fez há menos de cinco minutos.
Falando isso, o irmão mais velho olhou no relógio.
- Ei, já está na hora de irmos. Eu como padrinho do casamento, tenho a responsabilidade de fazer com que tudo saia perfeito. Inclusive, fazer com que o noivo chegue no horário certo. Vamos.
-----
Marin saiu e sentiu-se mais segura quando viu o lindo sol que brilhava naquele domingo de janeiro. Sua mãe sentou-se ao lado dela no carro, mas não por muito tempo, porque logo Athina entrou e ficou entre a "mãe" e a "Vovó". Touma sentou-se no banco do passageiro, e logo o motorista contratado para o casamento ligou o carro e seguiram para o local do casamento.
Marin sorriu de felicidade ao ver o seu irmão tão perto da sua mãe. Touma a tinha perdoado por não ter permitido que o pai dele o reconhecesse. Ela, por sua parte, fazia tudo o que estava ao seu alcance para agradar o rapaz.
-----
A cerimônia começou do lado de fora. A bênção foi repetida três vezes pelo sacerdote, e significava a tríade: Pai, Filho e Espírito Santo. Marin tinha se convertido à religião ortodoxa. Sua mãe continuava budista, mas respeitava tanto a opção da filha como a religião ortodoxa.
Na seqüência, Aiolia e Marin entraram na igreja e acenderam velas e as seguraram pelo resto da cerimônia. O sacerdote então coroou os noivos, simbolizando assim, o reconhecimento do papel dos noivos do no reino de Deus.
Ocorreram então as leituras e os noivos partilharam um copo de comunhão. Por fim, o sacerdote conduziu os noivos à volta da plataforma da igreja por três vezes. E então, Marin e Aiolia já eram maridos e mulher.
- Nós podemos ter perdido muitos "ontens", Marin. Mas os nossos "amanhãs" serão lindos.
- Sim, eu sei que serão.
Então escutaram Athina dizer:
- Vamos para a casa! Eu quero jogar os pratos!
- Sim, mas logo eles vão para a lua-de-mel. - Touma esclareceu.
Athina ficou confusa por um momento.
- Eu sabia que o bolo era de mel. O que é lua-de-mel?
A pergunta pegou Touma despreparado.
- Pergunte para a sua mãe, Pequena. É para isso que servem as mães.
- Mãeeeeeeeeeeeeeee!
Aiolia e Marin riram. E ele disse:
- Meu presente de casamento pra você.
- É o melhor presente que você poderia me dar.
Nesse momento, Athina chegou perto deles e subindo no colo do pai perguntou:
- Mãe, o que é lua-de-mel?
FIM
-----
Nota da autora: Finalmente o fim.
Espero que tenham gostado.
Todos os detalhes sobre as cerimônias gregas - desde o dia, mês, a cerimônia em si, até o bolo - foram escritos com bases em informações do site português: O nosso casamento. (www).(onossocasamento).(pt)/(artigos)/(casamento-grego)
Quem quiser conferir é só retirar os parênteses.
O meu sincero "muito obrigada" a todos os que comentaram, e a minha querida beta, Chiisana Hana.
Beijos!
Nina Neviani
