Dois meses depois.

A província de St. Michael era uma aprazível vila de pescadores. Situada na região de Corton a vila era uma jóia de rara beleza, presa no

início do Mar do Norte, no fim do Canal da Mancha. Caso alguém saísse em linha reta pelas águas, certamente chegaria no continente pela

capital holandesa, Amsterdã. Isso tudo fazia com que essa pequena comunidade de pescadores vivessem um ambiente paradisíaco, em

relação às cidades da região. Consta na história que, quando Hitler preparou sua invasão à Inglaterra, seus dedos passaram por St. Michael

e ele simplesmente disse: " esse lugar é absolutamente longe de tudo! Não conseguiríamos uma vitória aqui... porque nem haveria combate"

– quando inquirido por seus comandantes se isso não seria uma boa idéia, Adolf respondeu – "não se eles podem bombardear aquele local e

acabar com nossas tropas. Tecnicamente, a maioria dos ingleses jamais saberiam que aquele lugar pertence à eles. St. Michael não merece

nem um V2".

A economia da cidade girava em torno da pesca, contudo eram provindas de barcos de pequeno e médio porte, apenas para absorver a

quantidade necessária para suprir a região onde estavam situados. Por isso, a maior tragédia que aconteceria nessa vila era um naufrágio ou

uma tempestade oriunda do oceano. No local não havia hotel, apenas uma pensão e algumas pessoas que, com uma casa maior para se

viver, alugavam um quarto para pescadores em busca de empregos e os poucos turistas que apareciam esporadicamente. De fato, nesse

momento, só havia um deles. Dentro da comunidade residente na região, havia apenas um bruxo, mas este morava à 600 milhas do

povoado; por essa razão, a maioria das pessoas que moravam em St. Michael acreditaram que eram apenas fogos de artifício – de muito mal

gosto, diga-se de passagem – a cobra se enrolando na caveira. Para eles, a marca negra, dos comensais da morte, era apenas uma

brincadeira de mal gosto de alguém.

Seguindo a seqüência de eventos, um grupo de aproximadamente 30 homens e mulheres cobertos por máscaras e capuzes chegou do nada,

causando um alvoroço entre a população. Com armas nunca vistas pelos moradores locais, que mais pareciam varetas que saiam raios

vermelhos e verdes. Quem fosse atingido por um jato vermelho, caia gritando em agonia imediatamente; quem fosse atingido por um raio

verde, caia para não mais se levantar. Alguns homens tentavam dar combate e impedi-los do que quer que estivessem fazendo, contudo, não

conseguiam chegar perto deles. A polícia fora chamada e estava a caminho, mas ainda demorariam mais 10 minutos. Nesse cenário de caos

generalizado, o único turista da cidade pega seu telefone celular e liga para alguém.

- Sou eu, o Jordam. Eles estão em St. Michael, como esperado.

- Confirmado, Lino. O ponto de encontro está assegurado? – respondeu a voz de Fred Weasley.

- Confirmado, vazio e com um feitiço ilusionador. Estou à postos e aguardando reforço.

- Certo, velho amigo. Não entre em encrenca sem a gente. Desligando.

30 segundos mais tarde, um portal se abria na laje de uma casa que fora reformada para dar lugar à pensão. Dela saíram Remo Lupin,

Ninfadora Tonks, Fred Weasley e seu irmão gêmeo, Jorge. Fechando a seqüência de pessoas, Cho Chang e autor do portal, Ronald Weasley.

Ao chegarem, foram saudados por Lino Jordam, que os aguardava no local. Aproveitou para colocá-los a par da situação:

- Aproximadamente, 20 comensais. Eles estão vindo pela rua principal da vila. Poderemos cercá-los agindo por aqui, aqui e aqui – informa,

enquanto desenha com sua varinha no ar. Todos assentem; era um bom plano.

- Fred, você e Tonks os cercarão pelo flanco esquerdo, Cho e Lino pelo direito e Jorge e Remo ficarão na retaguarda. Lembrem-se: não se

arrisquem demais; voltaremos para casa inteiros e com o serviço feito!

- E você? Vai encarar sozinho? – perguntou preocupada, Cho.

- Sim e não. Pelos olhos de Ishtar, que a ilusão tenha início. – novamente, um homem era dividido em 8 partes – Agora cada portal levará vocês

para seu destino apropriado. Aguardem o sinal para começarmos o ataque.

As três copias escolhidas abriram um portal para onde quer que ele levasse, distribuindo-os pelo campo de batalha. Remo olhou para Fred

fixamente, após um abraço forte e um beijo intenso em sua esposa. Sem necessidade de palavras, o ruivo apenas consentiu com um meneio

de cabeça.

Quando todos desapareceram, as cópias voltaram-se para ele, como se esperassem a ordem e com um olhar, todas se concentraram em

posição de lótus e disseram: "Mergulho meus pés nos ventos do morro e com pernas velozes, sobre a terra eu corro!", acionando o feitiço

guepardus,

O guepardus era o primeiro feitiço criado por Ronald. Ele dava ao usuário, características proporcionais ao felino em questão. Suas pupilas se

dilatavam em 40%, ganhando assim, uma dimensão maior da distância percorrida. Suas pernas tornavam-se mais esguias, com os músculos

ressaltados. Sua caixa torácica ficava mais avantajada para operar com a velocidade necessária. Devido ao seu tamanho e peso, o ruivo

podia alcançar velocidades maiores que o animal envolvido; enquanto um guepardo conseguia atingir velocidades normais de 33 m/s*, o

jovem conseguia atingir 432 m/s, o que significa que ele estava no limite de quebrar a barreira do som. Contudo, não tudo eram flores com

esse feitiço; tal como o animal, após uma corrida curta, ele terminava esgotado, precisando de vários minutos para se recompor, ficando

extremamente vulnerável. Nessa hora só podia contar com os amigos para protegê-lo. Gina e Harry estavam de folga hoje, pois seus

plantões acabaram naquele dia, Hermione estava pesquisando em Hogwarts. Sua unidade estava pronta para ação e havia um segundo

grupo de aurores prontos para um segundo ataque. O outro problema que essa técnica tinha dizia a respeito das curvas. Enquanto o

guepardo utilizava a cauda para as curvas de alta velocidade, o jovem ainda não descobrira como resolver o problema, utilizando assim, a

técnica para corridas em linha reta. Por isso, precisava das outras cópias para obter a máxima performance no ataque.

Todas as oitos partes se posicionaram transversalmente, de modo que o ataque de um não fosse impedido pelo outro.

- Todos prontos? Pergunta Rony, - recebendo a anuência de seus companheiros de luta – comecemos.

- Estupefaça – firmou Tonks da ala direita, sendo coberto por Fred,

- Explosivous – Mandou Cho, criando uma forte explosão e uma nuvem de poeira.

- Petrificus Totalus – acenou Remo, para um grupo de comensais próximos.

- Tarantallegra – gritaram Fred, Jorge e Lino.

Nesse clima de confusão, um vulto em alta velocidade passou lateralmente acertando alguns comensais na nuca. Uma, duas vezes e logo em

seguida eles caiam inconscientes. Na direção seguinte, outro vulto fazia mais com outra fileira, e logo, mais outro e mais outro. No final, do

ataque apenas 4 comensais ficaram de pé para contar a história. Estes foram pegos por Tonks e Cho, antes que aparatassem. Lino e os

gêmeos faziam a varredura do perímetro, para ver se algum havia escapado, enquanto Remo servia de cobertura para o cansado Ronald

Weasley, que estava respirando pesadamente há quase 10 minutos.

Quando ele conseguiu se restabelecer, foi de encontro à seus amigos para juntar os comensais caídos. Nesse momento, alguns moradores

da vila tornaram a aparecer, junto com os policiais da região. Todos aqueles que tinham armas, dividiam-se em apontar para o grupo caído e

o grupo em pé.

- Quem são vocês? – perguntou uma voz.

- O quê querem? – perguntou outra voz.

- Larguem as armas e rendam-se! – apontou o policial Cleeland, delegado da região. Não sabia o quê acontecera, mas deveria se esforçar

para resolver o mistério. O grupo avançado da Ordem da Fênix estava inquieto. Não sabia o que deviam fazer para escapar dessa situação.

Fizeram como o líder do ataque, que colocou a varinha no chão e levantou os braços.

- Quem é o líder entre vocês? – perguntou aos policiais que os cercavam. Cleeland deu um meneio de cabeça – Estamos desarmados, e se

algum de vocês puder pegar o meu distintivo no bolso esquerdo, podemos começar a resolver o assunto.

- Não vou arriscar meus homens. Se estiver de acordo, vamos algemá-lo e assim que confirmarmos sua identidade, poderemos continuar.

- Sem problemas – disse o ruivo, colocando as mãos juntas para serem algemadas. Na seqüência, o delegado pegou sua carteira, onde um

distintivo se sobressaia.

Ronald Billius Weasley.

MI-5.**

Contraterrorismo / crimes cibernéticos.

Indo até o carro, o delegado chamou a telefonista. Central, puxe no banco de dados do MI-5, sobre um nome: Ronald Billius Weasley. Código

de identificação estrela, carro, Omega, pônei, chapéu. 1-8-4-5-2-0. Estarei com o rádio portátil.

- Entendido, delegado! – respondeu a operadora da central.

Cleeland seguiu para o local com os detidos, enquanto via de longe que as pessoas detidas estavam conversando amenamente com os

policiais.

- ... então, como foi que você fez isso? – perguntou um dos guardas?

- Como ele fez o quê? – perguntou perigosamente, o delegado.

- Senhor! Ele apenas tirou sua mão da algema, coçou as costas e voltou a colocá-la na algema. Nós perguntamos por que ele fez isso e ele

disse que tinha coceira e se pedisse para alguém coçar, seria constrangedor.

- Ioga. Faço ioga desde os 6 anos de idade – respondeu Rony, como se nada houvesse de mal no que fez. Nesse momento, um informe

chega pelo rádio.

- Delegado Cleeland, está na escuta?

- Positivo central, pode seguir, cambio!

- Identidade confirmada. MI-5 atesta a veracidade da informação. Status: alto, missão secreta. Possibilidade de não combatentes registrados atuando

em conjunto. Responde somente à alta cúpula do MI-5. copia a informação.

- Entendido central, informação copiada. Tenha uma boa noite. – com um olhar, o superior acena para que este retire as algemas do jovem –

Então senhor Weasley, pode me dizer como isso aconteceu e quem são essas pessoas?

- Eles são uma seita apocalíptica que se auto intitula os comensais da morte. Eles acreditam que devem abrir o caminho para a redenção

pessoal à base de mortes de outras pessoas. Estivemos investigando seus possíveis alvos, mas não conseguimos chegar á tempo de

impedi-los. A área de busca se estendia desta região até a fronteira da escócia – comenta com pesar.

- E quanto às armas deles? Nunca vi nada igual – comenta o policial.

- Isso – pegando uma varinha de um dos comensais – é uma forma evoluída de taser. Ela lança uma onda de energia capaz de criar uma

explosão de energia T dentro do indivíduo em questão. Eles roubaram o protótipo da corporação Rand, uma empresa americana. Essa arma é

vinculada ao usuário em nível genético, impedindo o acesso de pessoas para utilizar contra os usuários originais e, segundo as modificações

desses caras, só existem dois níveis de força. Tontear e matar. E acredite, quando ela está em tontear, você não apaga direto como nos

filmes. Ela emite um choque que te dá uma dor que faz o trabalho de parto parecer lição de casa do primário.

- Eles têm algo a ver com o IRA? Al Qaeda? ETA? – perguntou um dos policiais.

- Não, o que temos é um jogador novo e por isso ele é tão maluco. Não podemos nos dar à esse luxo. Para isso foi criada essa equipe. Nós

somos conhecidos como operação Cimitarra!

- Operação Cimitarra? – perguntaram todos.

- Os nomes melhores já foram utilizados – dá de ombros. Nesse momento, um dos pescadores se aproxima dos policiais com o filho morto nas

mãos.

- Ele... está morto! Meu Joshua. Ele nunca fez nada para ninguém... era uma alma pura. Eu quero vingança! Eu quero matá-los.

vociferou o homem, em lagrimas – A lei de Abraão me dá esse direito!

Todos olhavam com pesar para o corpo do jovem. Vários membros da comunidade concordavam e, por isso, brandiam suas armas para os

membros da operação Cimitarra. Tomando conta da situação, o líder disse:

- Senhor, acredite em mim... nada no mundo me deixaria mais satisfeito que entregá-los à vocês para que eles recebessem uma dose de seu

próprio remédio. Mas se você o fizer, todos os seus amigos, vizinhos e colegas de trabalho terá igualmente o mesmo direito e, sendo assim, o

quê os diferenciará desses monstros. Se o fizerem apodrecerão em uma desconfortável cela de prisão, visto que vocês tem entre suas

fileiras, alguns homens da policia e do serviço secreto da Rainha. Não poderemos virar as costas para isso, por mais que seja nossa vontade.

E, como o senhor está certo, a lei de Abraão lhe dá o direito do "olho por olho, dente por dente"... mas como você sabe, essas leis do velho

testamento foram abolidas na vinda de Jesus. Usá-las apenas para justificar sua sede de vingança, maculará sua alma à longo prazo.

O homem pega seu interlocutor pelo pescoço e o tira do chão. Embora suas estaturas respectivamente não fossem muito diferentes, o

pescador ganhava em força física. Enquanto Remo, Jorge, Cho e Cleeland apontam suas respectivas armas para ele, a mão do ruivo faz um

sinal para que se acalmem.

- Você está malditamente certo! – diz o homem – o quê fará com eles?

- Um deles, levaremos para nosso quartel general para interrogatório... Os outros, irão para uma prisão de segurança máxima, daquelas que

farão... Guantanamo, parecer uma brincadeira de criança... se não se importa... poderia me soltar... agora? – diz enquanto sua mente beira a

inconsciência. Isso surtiu o efeito desejado, fazendo com que o pescador solte o jovem que cai no chão, como um saco de roupa suja.

Enquanto alguns segundos se passam até que recobre a capacidade pulmonar, Remo começa a algemar os comensais, com a ajuda de Lino;

enquanto Fred, Jorge e Tonks, portando luvas cirúrgicas, coletam as varinhas como evidências.

- Sinto muito por isso. Nathan costuma ser um gigante gentil. É a primeira vez que vejo tão furioso. Malditos monstros. Existe algum motivo

para escolher St. Michael?

- Na verdade, eles preferem o litoral, mas atacam em cidades do interior e mesmo em Londres já houve tentativas de ataques.

- E como vocês chegaram até aqui: não vejo nenhum veículo especial.

- Estávamos na nossa central, onde possuímos um protótipo de sistema de deslocamento espacial, ou SDE, como o chamamos. Ele gasta

muita energia, por isso, estamos aqui enquanto recarrega. – disse Rony distraindo os policiais. Nesse meio tempo cabia à Fred, Jorge e Cho

distraírem a multidão, para que Lupin e Tonks preparassem um feitiço desilusionador. Ele seria acionado no exato momento, para dar à todos

a impressão de que eles foram teleportados por tecnologia. Lino Jordam fora em busca de seus pertences pessoais.

- Agente Weasley, posso citá-lo no meu relatório? – perguntou o delegado.

- Faça como achar melhor, delegado! Ou se preferir, cite apenas a operação.

- Não quer nenhum crédito pela vitória? – perguntou um dos policiais.

- Olhe para Nathan e para todos que perderam entes queridos por conta desses malditos e me diga se houve uma vitória.

- Não leve esse trabalho muito a sério, Weasley. Senão, ele te consome – diz Cleeland, estendendo a mão para o jovem.

- Tentarei me lembrar delegado. Juro que tentarei – disse enquanto Tonks acionava o feitiço. Isso fez com que as pessoas vissem uma cena

de teleporte parecida com alguns filmes de ficção científica. Enquanto isso, Lino, Fred e Jorge levitavam os comensais e Rony abria um portal

para a nova sede da Ordem.

Inicio do Flashback.

- E então? – perguntou Molly – Como foi o dia de vocês?!

- Maravilhoso, Querida. – respondeu Arthur.

- Papai fez um amigo novo – comenta o caçula.

- Hermione, o quê você me diz do comportamento desses dois? – diz a matriarca, olhando do filho para a jovem e vice-versa.

- Eles foram perfeitos cavalheiros – disse mirando o chão – não arrumaram confusão e torceram civilizadamente.

- E o quê mais você não está contando? – cerca a senhora, fazendo com que a castanha não tenha saída.

- Durante o jogo, vimos dementadores a caminho do estádio e Hermione e eu combatemos eles! – veio em socorro, Rony.

Um silêncio incômodo pairou na sala, enquanto cada uma das pessoas presentes, absorvia a informação. Harry e Gina, que entraram na sala

após a chegada dos outros ficaram estupefatos com a notícia. Harry, por imaginar a quantidade de mortes que iriam acontecer se as forças

das trevas começassem a atacar trouxas em grandes recintos. Gina, estava maravilhada em como seu irmão fora ao resgate de Hermione.

Para ela, incrivelmente, um jogo de futebol havia avançado sua relação mais do que alguns anos de Hogwarts. Arthur ainda estava digerindo

a idéia de que o jogo poderia ter acabado de outra forma com a presença de dementadores no Emirates. Ele sabia que era injusto pensar

nisso, nesse momento, mas será que o Adebayor teria marcado aquele gol com a aura de um dementador por perto?

Molly Weasley estava apenas olhando de uma pretensa nora aturdida à um filho insensato e perigosamente perto da morte. Morte essa, que

seria levada a cabo por sua própria progenitora.

- Vocês fizeram o quê? – gritou, causando uma avalanche de sensações nos outros habitantes da sala. Nenhuma delas foi agradável –

Ronald, Billius Weasley... eu quero acreditar que você não fez o quê eu acho que fez?

- Filho, vocês realmente enfrentaram dementadores? – perguntou o patriarca.

- A culpa é sua, Arthur! Seu filho, estava lutando pela vida, enquanto você estava bebendo cerveja trouxa amarga e falando estupidez

com algum bêbado fã desse esporte ridículo! Realmente, não dá para contar com você para ser uma figura paterna presente, sem que

você banque a criança da casa!

- Deixe papai fora disso, mamãe! – falou Rony com voz baixa, mas ainda assim firme – Ele não lutou conosco porque foi minha decisão. Eu

acreditava que daríamos conta deles e decidimos assim.

- E se vocês não dessem conta, Ronald?! O quê aconteceria com vocês? – apressou-se a responder com rudeza.

- E qual era a alternativa? Retirar papai e deixar outras 60.000 pessoas sofrerem as conseqüências? Não é algo que seu irmão Fabian faria!

Um tapa virou o rosto de Rony, causando com que todos olhassem com a respiração presa. A bochecha do jovem começou a ficar vermelha e

um filete de sangue escorria de seus lábios, partidos. Nada mais tinha que ser dito entre eles. Aquilo marcara suas diferenças de opinião. Não

era o caso de estar certo ou errado, mas como a carta que o jovem escrevera para ser lida na data de sua morte. Ele fazia o que fosse digno

e justo de ser um Weasley. Uma pequena parte dela sentia-se orgulhosa de suas decisões e de ter colocado-a no lugar, falando sobre seu

irmão, morto em uma emboscada de comensais na primeira guerra. Justamente se preocupava por seu caçula, afinal o sexto filho que deu à

Arthur Weasley era por demais parecido com seu irmão e temia destino semelhante.

- Quantos dementadores? – sussurrou Arthur, para a castanha.

- Aproximadamente 100... talvez mais.

- QUÊ? – gritou Gina, atraindo a atenção de todos – Vocês dois derrotaram sozinhos 100 dementadores? Como?

Harry olha para Rony cheio de orgulho, afinal. Foram apenas alguns meses desde sua chegada e ele já estreava em batalha após sua

apresentação oficial como Weasley enfrentando mais que a força de dementadores que patrulhava Hogwarts durante o terceiro ano.

- Estratégia, maninha. Uma boa estratégia e um truquezinho debaixo da manga. – diz o ruivo, enquanto massageia sua bochecha

avermelhada.

- Deixe-me adivinhar – rosnou Molly – um de seus impressionantes poderes desconhecidos que salvam o dia ?

- Não! – comprou o desafio – Herms e eu fizemos um patrono quimera. Apenas magia comum e corrente, ainda que de alto grau. Não

concorda, mamãe? – as ultimas palavras saíram com mais força do que ele gostaria.

- Você sabe fazer um Hibridus? – perguntou o pai – Desde quando?

- Alvo, me disse há alguns dias que meu patrono tinha as qualidades necessárias para fazer um quimera. Assim como o seu, Harry.

- Alvo? – perguntaram todos. Mas foi então o moreno que continuou:

- Desde quando você chama o professor Dumbledore de Alvo? E o quê ele falou sobre meu patrono?

- Desde que eu perguntei se ele não se importaria de ser chamado assim. E ele disse que, como o seu patrono possui uma qualidade

humana, que é uma das mais exacerbadas na sua personalidade, seu patrono pode evoluir para um patrono capaz de tornar-se híbrido.

Molly olhava para seu filho que evitava seu olhar. Foi quando ela disse: - Ronald, você têm em conta que quebrou sua promessa? A de não

lutar enquanto não vencesse seus irmãos 3 vezes?

- 60 mil pessoas em perigo e você vêm me jogar na cara que eu quebrei a promessa? Sim, quebrei-a! E o faria novamente, se salvasse pelo

menos uma daquelas 60.000 pessoas!

- Não enquanto morar aqui, mocinho!

- Isso pode ser facilmente arranjado!

- Ei vocês dois!! – gritou energicamente Arthur. Apenas para ser ignorado. Ronald estava se encaminhando para a porta, quando ouviu.

- Se sair por essa porta, Ronald... não precisa mais voltar. – disse Molly.

- Não faça ameaças vazias mamãe. Senão terá que cumpri-las – completou, Enquanto se afastava da porta, em direção à escola. Caminhando

por vários minutos através dos corredores que há dois meses atrás, não reconhecia, mas que, agora poderia andar por eles de olhos

fechados, como qualquer aluno de Hogwarts. Chegando até o gárgula, disse a senha: refluxo mágico. A estátua deu lugar à pequena escada

que o jovem subiu e tocou na porta.

- Senhor Weasley, não esperava vê-lo hoje. – disse a diretora surpreendida.

- Eu sim! – disse o retrato de Dumbledore – Olá Rony. Como foi o jogo?

- Olá Alvo. Professora McGonagall. Nada de anormal, um placar equilibrado de 2x1 e dementadores atacando o estádio.

- Como? – perguntou a diretora – Está me dizendo que dementadores foram atacar Londres em uma tarde de domingo, no mesmo local onde

estavam 40 mil pessoas?

- Na verdade, 60 e eu conseguimos afastá-los do local, com uma quimera. Devo agradecer-lhes por terem me ensinado isso.

- Sim, mas vejo que isso o colocou em uma situação difícil em casa – disse o quadro.

- Alvo, como você sabe disso? – perguntou McGonagall.

- Ah... nós diretores temos acordos com todos os quadros de Hogwarts. Podemos ir de um lado para o outro sem problemas. E como a Nova

Toca está nos terrenos da escola, o quadro que sua mãe tem na sala me avisou sobre o ocorrido.

- E qual a gravidade da situação, Ronald?

- Muito maior do que imaginávamos, professora. Se os dementadores já estão atuando livremente em um local trouxa em plena luz do dia,

isso significa que os comensais acreditam que a ordem da fênix está acuada ou com falta de membros. Isso deve ser remediado, pelo bem

dos trouxas. Será melhor que eles se concentrem em pessoas que podem se defender.

- Isso é atualmente impossível com a Ordem da Fênix guardando Hogwarts. – comentou, Dumbledore – mas você já deve ter uma solução

para isso, não é?

- Sim, Alvo. Sugiro fazer uma nova sede. Um posto avançado que leve-os para fora daqui. Aqui é uma escola e temos dezenas de não

combatentes expostos em caso de ataque. Precisamos levar a guerra até eles. Um pequeno grupo organizado pode fazê-lo.

- E você pretende liderá-los? – perguntou a diretora.

- É óbvio. A melhor coisa a se fazer. Além do mais, vejam o padrão de ataque nos últimos meses? Hogsmeade, Ottery St. Catchpole, largo

Grimmauld. Eles querem mandar um recado. Estão atrás de Weasleys. Então cabe à um Weasley ir atrás deles. É possível que eles tenham

acesso à profecia?

- Tudo é possível, Ronald, uma vez que a profetisa, a antiga professora de adivinhação está desaparecida. E por que você acha que estes

ataques têm algo a ver com a profecia?

- É fácil. Cada vez que eles atacam, mais me sinto conectado como motivação desses ataques.

- E como poderemos protegê-los? Vai lançar o feitiço do fidelius nessa nova sede?

- Não acho que funcionará. Veja o exemplo de Harry. será necessário algo mais forte que isso.

- Então o quê poderemos fazer?

- O Sanctum Santuarium. É uma magia mais forte, que Steve me ensinou. Disso depende minha vida. Eu serei o homem chave da magia. A

entrada será feita através de portais e, com feitiço anti-aparatação, mesmo comensais não poderão entrar no local.

- Pelo visto, você já pensou em tudo. Acha que está pronto para isso, Ronald? – perguntou a diretora.

- Não creio que estou pronto para isso, mas quero fazer isso.

- Concordo. Em que lugar você está pensando em montar este posto avançado?

- Já tenho uma idéia. – sorriu o ruivo – Mas no momento, será que vocês poderiam me emprestar um quarto por uma noite? Não estou muito

emocionado em voltar para casa hoje.

- Sim, é claro – concordou McGonagall.

- Um momento, Minerva. Eu creio que não devemos fazer isso. – respondeu o quadro.

- Alvo, você sabe muito bem como Molly se põe nervosa e o quanto custa para que ela se acalme.

- Contudo, acredito que o que o jovem Ronald disse faz todo o sentido. Hogwarts não deve ser a sede da Ordem, mas também não deve ser

um albergue para jovens que fugiram de casa.

- Ora vamos, Alvo – criticou o ruivo – você só está querendo bancar o superior.

- Na verdade, eu creio que tudo vai se encaixar em instantes – disse enigmático.

A conversa foi interrompida pelo aparecimento do Professor de Trato com as Criaturas Mágicas Rúbeo Hagrid. Este vinha claramente

recuperando-se do efeito de uma corrida até o local.

- Me perdoe a intromissão, Diretora. Professor Dumbledore... mas Arthur Weasley pediu-me para levar seu filho até a Toca imediatamente.

Estuporado se preciso.

Olhando para o quadro de Dumbledore, o ruivo esperou que o quadro não tivesse poderes de Legimens, ou poderia ver uma única frase em

sua mente: "maldito quadro metido a besta!"

Ao andarem pelo corredor, terminaram se encontrando com Lupin e Tonks que os acompanharam até a casa, onde todo o clã Weasley estava

praticamente reunido. Harry e Hermione estavam junto à Gina e Percy, no sofá, à direita. Sua mãe estava ao centro, assim como o patriarca

da família. À sua esquerda estavam os gêmeos, Bill e Fleur. Charlie se juntou à sua escolta na entrada da casa.

- Uau, sinto que estou sendo julgado – sussurrou para si, o jovem.

- Ronald, sua mãe falou o que acha de sua atitude. Desde muito cedo, sua mãe me disse que eu não era firme o suficiente para influenciar na

criação, por isso, ela resolveu tomar a frente, por assim dizer das punições, na maioria das vezes – começou Arthur, ceremoniosamente –

Contudo, eu deixo claro minha opinião em assuntos realmente importantes. Como o quê aconteceu aqui, hoje. Por isso, eu convoquei esse

conselho de família. E Hermione nos explicou o quê aconteceu, ou melhor pudemos ter acesso às suas memórias.

- Papai, isso é...

- Não me interrompa, Ronald. Decidimos por unanimidade que, a melhor maneira de julgar o ocorrido era vermos o que vocês enfrentaram. E,

como pai, é meu dever dizer que, sua mãe possui razão no que disse. Você se arriscou, arriscou a vida de Hermione achando que podiam com

uma força muito superior a vocês em números. Você foi temerário, imprudente e arrogante em agir sem apoio. Precisa ter consciência que seus atos, possuem ramificações ainda maiores que uma simples morte assim ou assado. Existe uma profecia que diz: "...dos inúmeros

irmãos de cabelos de fogo, um deles terá um dom especial. Caso esse dom seja despertado, protegerá os outros e salvará seus amigos do

mal". Dumbledore nos contou sobre isso, quando você perdeu a memória. Não estou lhe contando isso para que pense que você é invencível,

mas justamente pelo contrário. Não sabemos se você já cumpriu a missão da profecia ou não, mas deve aprender a agir coletivamente e

menos por um impulso do tipo " eu tenho uma magia desconhecida, por isso eu sou incrível".

Ronald Weasley aceitou a opinião de seu pai sem divergir. Sim, ele sabia que era imprudente, mas isso vinha da autoconfiança e não da

arrogância. Percebendo que estava em um monólogo interno, resolveu voltar a prestar atenção ao que Arthur dizia.

- ... contudo, devo acrescentar para finalizar que, apesar de tudo isso, você e Hermione foram fantásticos defendendo o estádio. E aquele

patrono quimera, aquilo é absolutamente... inexplicavelmente... mágico! Quando você soube que aquilo daria certo?

- O quê? – perguntou o ruivo. Pergunta que Molly Weasley também se fazia naquele momento.

- Ora, nem tudo foi uma burrada. Além do mais, duvido que eu faria muita diferença contra todos aqueles dementadores. Se tivéssemos que

lutar com eles, precisaríamos de mais gente e, no entanto, meu filho e uma amiga da família – disse Arthur, piscando para Hermione, fazendo

com que ela corasse – conseguiram sozinhos. Este é um feito e tanto e merece uma comemoração. E no que diz respeito à essa família, não

há mais nada a ser provado, Ronald. Você é livre para seguir seu caminho, se quiser. Desde que não o faça sozinho.

- Arthur! – chiou Molly.

- Não, Molly. Minha palavra já está dada. Ele enfrentou mais dementadores que qualquer pessoa, viva ou morta, que se tenha notícia. Ele

lutou envenenado pela picada de um escorpião e se saiu bem. ele derrotou 4 irmãos, mais um professor e dois alunos de alta classe em

duelos. Ele não precisa provar mais nada para ninguém.

Fim do flashback

Baixa Londres. Uma fábrica abandonada era o posto avançado da Ordem da Fênix, ou pelo menos do que eles atualmente chamavam de

operação Cimitarra; depois da briga com sua mãe, o ruivo foi até a cidade no dia seguinte e alugou esta fábrica por 1 ano e a transformou em

uma sede mais prática para os aurores e membros da ordem que quisessem ou precisassem de um lugar seguro. Com a vigilância dos

comensais e a tomada de Askaban não lhes permitia fazer prisioneiros, Ronald e Remo adaptaram uma parte da fábrica com um portal para

uma dimensão, cujo o tempo era desacelerado. Embora parecesse horrível, ainda era melhor que a prisão cercada por dementadores.

- Ronald, o que acha que vai acontecer quando o serviço secreto da Inglaterra trouxa começar a procurar pelo agente Ronald Weasley? –

perguntou Remo.

- Você acha que eu forjei estes documentos? Eles são tão verdadeiros quanto o amor de você e Tonks Pode não parecer, mas sou um agente

do M.I. – 5. Ronald Weasley ao seu dispor.

- Você é agente do M.I. -5? – perguntaram todos.

- Sou. Meu arquivo é blindado. Eles não podem acessar meus arquivos sem o nível de segurança de um diretor. E a atual diretora do serviço

secreto é minha conhecida. Assim achei que poderia cobrar um favor.

Início do Flashback

O clima de Nova York era tão abrasador que implorava para James uma boa cerveja. Excepcionalmente, apesar de não aparentar, o jovem

ruivo era maior de 18 anos e podia entrar calmamente no bar com ele.

- O quê vai ser baixinho? – disse o barman com cara de mal-amado.

- Se me chamar de baixinho de novo, vai acabar perdendo alguns dentes. Agora me mande duas cervas!

- Certo, baixinho! O garoto é maior? – perguntou o homem atrás do balcão, com sorna.

- Apesar de parecer uma criança grande, ele já tem 20 anos.

Pegando a cerveja no balcão, James vai para a mesa onde o ruivo já o esperava. Dando a bebida para o garoto, este tomou um gole antes

que seu mestre pudesse sentar.

- Deixe-me adivinhar, ele acha que sou menor de idade? – comentou, divertido.

- Você precisa deixar a barba ou um bigode insípido para aparentar um pouco mais a idade. Isso vai lhe ajudar à pegar as bebidas.

Antes que o jovem pudesse retrucar, uma jovem fortemente armada e sangrando profusamente foi arremessada pela janela, caindo há

alguns metros da mesa onde eles estavam. O jovem achou aquilo assustador por um momento, mas viu o olhar de seu professor, que

continuava calmamente, bebericando a garrafa long neck da bebida. Em seguida, outro homem entrou pela janela que ela havia quebrado. A

jovem pegou uma de suas armas, mas quando apontou para o homem, uma bala engasgou no cano de sua arma. Era o seu fim. A perda de

sangue fez com que ela terminasse por apagar.

- Isso é como entregamos o bilhete de demissão não Landau, Luckman e Lake – disse o homem, apontando para ela, para ser impedido pela

voadora originada de um ruivo que bebia no bar. O homem, voltou pela janela quebrada com a força do golpe. Enquanto o homem voltava a

aparecer no bar e apontava a arma para o ruivo, que checava os ferimentos da garota, se fez um alvo fácil para o mercenário. Este, contudo,

não chegou a engatilhar a arma, pois outras duas armas estavam pressionando seu crânio. James aproveitara a distração causada por

Ronald e com duas armas da garota, resolvera o impasse de maneira profissional.

- Diga aos seus superiores da L. L. L. que o plano de assistência aos funcionários decaiu muito desde o meu tempo. E diga à eles que Zoe

Culloden está fora de seus contratos a partir de agora. Ou prefere que eu mande a mensagem junto com seu corpo? – vendo o jovem

mercenário assentir, o homem aproveitou – e antes de sair, deixe o dinheiro da vidraça. Sabe como é difícil descolar um bom bar com cerveja?

Aproximadamente um minuto depois do homem ir embora, ele se volta contra seu aluno.

- Você é imprudente, indisciplinado, estúpido e coloca os outros em perigo por não pensar em como salvá-la. Isso sem contar que você teve

uma sorte absurdamente grande de eu estar aqui hoje, senão teria tomado pelo menos onze tiros daquele mercenário.

Quando a jovem voltou à consciência, viu a discussão entre aprendiz e mestre estava se acalorando. Quando ela olhou para a o rosto das

pessoas, ela reconheceu uma das pessoas.

- Você! – exclamou surpresa.

- Sempre que nos encontramos, você traz confusão consigo, Zoe. Decidiu sair da firma?

- Sim. Recebi uma proposta melhor do M. I. -5. Obrigado por me salvar.

- Não me agradeça, mas ao idiota do ruivo ao meu lado. Honestamente, eu iria gostar de ver se ele teria peito de confirmar o serviço.

- Não iria intervir? – espantou-se a garota.

- Você quase me acertou com o arquivo na primeira vez que nos vimos. Considere o pagamento por aquela vez. Agora vou pegar mais

cerveja. Nos acompanha, Culloden?

- Ei você, garoto. Como se chama? – perguntou, ignorando o homem mais velho que fora ao balcão pegar outra cerveja.

- Ronald Weasley, pelo menos foi isso que me disseram – tentou ser irônico o jovem, contudo, apenas ganhou um olhar aturdido por parte da

garota – não se preocupe, é uma piada interna.

- Devo minha vida à você, Ronald. E no meu ramo, costumamos levar esse tipo de coisa bem a serio. Aqui está meu telefone. Se precisar de

alguma coisa, pode me ligar à qualquer hora do dia ou da noite.

Quando ele chegou no local, James Howlett entregou a cada um sua respectiva cerveja e convidou: - Um brinde! A um ruivo estúpido e uma

nova agente do M. I. - 5. que sua vida seja cercada de chá com torradas e que você pare de tentar me acertar com arquivos de aço jogados

do quinto andar.

- Agente? – sorriu a garota, auto-suficiente – Eu serei diretora!

Fim do Flashback

Assim que chegaram até o local, o grupo levitou os comensais ainda desmaiados para a ala prisional. Quando saíram dali, Cho aproximou-se

do jovem ruivo, pulando em suas costas.

- Rony, precisa me ensinar aquilo! Atacar fisicamente e incapacitar os comensais sozinho e com as mãos nuas. Você foi... mágico!

- Engraçadinha... todos nós os somos. Foi um bom trabalho de equipe – sorriu, enquanto carregava-a – e você saberia o que fiz, se desse

ouvidos a sua herança chinesa, assim como à mágica.

- Blá, blá, blá... feng-shui, aura, chacra e fluxo de energia – balbuciou a jovem – como esperam que eu compreenda isso, quando tínhamos

vassouras que voavam?

Esperando até que a jovem descesse de suas costas, Rony a pegou pela mão e a girou em torno de seu eixo, aproveitando para tocar uma

das vértebras da jovem na ocasião. Feito isso, olhou com sorna.

- Agora tente fazer uma mágica simples... – sorriu ao vê-la tentar um Lummus – se tivesse prestado atenção às suas aulas, poderia muito

bem desfazer isso.

- Rony... desfaça isso! – olhou duro – , agora!

- Não se preocupe, o efeito passa em algumas horas, ou serão alguns dias? Minha memória não anda muito boa!

- Nesse caso, sofra a minha vingança!! – disse, pulando novamente nas costas do ruivo, atacando-o com cócegas. A coisa estava nesse

patamar quando Hermione aproximou-se, com cara de poucos amigos. Um sorriso maníaco começava a se formar em seu rosto, quando Tonks

a pegou pelo braço.

- Hermione, acalme-se. Eles estão brincando! – sussurrou a mais velha.

- Isso me parece outra coisa – espetou a morena.

- Na verdade, Cho está atacando-o porque Ron bloqueou seu chacra de acesso à magia – comentou, divertida.

- Olá, Mione. Como está seu dia? – disse o ruivo, por baixo da chinesa.

- Muito engraçado, Ronald. Você me deixa de "vigilância" aqui e vai lutar contra comensais pela terceira vez seguida! Qual é o seu problema?

- Herms, cada pessoa faz o seu melhor. E você é ótima com a informação. Além do mais, como meus irmãos me contaram você possui relações

diplomáticas com os búlgaros, por isso você é perfeita para conseguirmos aliados.

A garota olhou para Fred e Jorge, mas estes se fizeram de desentendidos. Em silencio, prometeu que ela se vingaria dos gêmeos por mais

essa. Sua convivência com Gina nos últimos meses tinha desenvolvido na garota um senso de humor deturpado, que ela escondia sob a capa

de garota tímida e estudiosa.

- Herms, como está o treinamento de Harry? – perguntou Lupin.

- Vocês não acham que estão pegando pesado com ele? – retrucou a jovem – eu acredito que ele irá querer matá-lo por isso.

- Sim, eu sei – respondeu Lupin – e sei que vocês acham que se viraram bem durante os meses que passaram sozinhos e não nego isso, mas

precisamos fortalecê-los em duelos, especialmente se quiserem fazer parte da equipe de campo.

- Mas Rony não fez nada disso

- Mas de quem é o plano? – perguntou divertido, o jovem.

- É seu, mas... – suspirou, derrotada – você não é melhor do que nós por isso, Ronald.

- Nem é a idéia. Mas, mudando de assunto, você não encontrou nada a respeito sobre a profecia?

- Não – disse a jovem, assumindo um tom profissional – você nunca nos disse porque você acha que existe uma segunda parte da sua

profecia.

- Pelo que vocês me contaram, a natureza de Dumbledore foi não revelar a real face da situação da Harry, até o sexto ano. Porque ele

revelaria a total natureza da minha realidade? Isso não faria sentido. Por isso, deve ter uma parte da profecia que eu ainda não saiba.

Espera-se que eu faça algo, mas como? Por isso que eu preciso de você pensando com tudo o quê esse seu cérebro curioso puder encontrar.

Hermione olha para ele e assente com a cabeça. Sabendo que qualquer vantagem obtida seria importante, ela pegou o ruivo pela mão e o

puxou de canto. Mesmo sob olhar divertido do resto de seus amigos, o rapaz deixou-se ser levado, enquanto dissimulava um rubor

momentâneo. Eram sentimentos cada vez mais comuns quando estava ao lado dela e ele ainda estava aprendendo a escondê-los dos

outros, embora Harry o estivesse arreliando por isso, em algumas ocasiões.

- Rony, você precisa fazer isso? – disse, quando estavam afastados dos outros – Você está agindo como Harry costumava agir e foi o seu... –

parou sem ter como continuar falando; por um momento ela não sabia como dizer aquilo à ele. Contudo, Rony resolveu a situação por ela.

- Acidente, você quer dizer? – sorriu compreensivo.

- ... acidente que o fez mudar de idéia e procurar ajuda. Não quero que o mesmo passe a você.

- Por isso espero que entenda porque estou exigindo demais de Harry nos duelos. Ele precisa aprender a agir simultaneamente, cobrindo

seus flancos. Eu percebi isso quando lutei com ele e os outros. Todos os treinamentos são feitos visando fortalecê-lo em seus pontos fracos.

- Mas enfrentar Gina não é sua melhor idéia.

- Eu discordo. Minha irmã é cheia de recursos e, pelas histórias que me contaram, ela pode ser tão letal quanto um comensal.

- Obrigado pelo elogio, maninho. – disse a ruiva, enquanto andava em direção deles, levando a tiracolo, um maltratado Harry James Potter.

- Dia ruim, Harry? – pergunta o amigo.

- Semana ruim, pelo visto. Você me paga por isso, Rony. Estou sentindo dores em lugares que nunca imaginei possível.

- Cortesia de sua namorada – sussurrou Gina – e você estava me dizendo que eu era tão perigosa e engenhosa quanto um comensal. Numa

dessas, eu acho que seria sua irmã preferida.

- Ah, e você é! É inclusive ninguém pode tirar sua posição de irmã preferida – sorriu o jovem – e quanto à você, Harry, enfrentar e vencer Gina

é necessário para que você aprenda como enfrentar desafios constantemente mutantes.

- E quando você vai enfrentar seus desafios constantemente mutantes? – espetou o moreno – Quando você vai enfrentar sua mãe?

- Isso é maldade! – espetou Hermione – você sabe que ele não está confortável com isso.

- Mas ele tem razão – concordou Gina – você precisa acertar as coisas com mamãe. Ela sente sua falta e papai está inquieto com a situação.

Estamos todos em suspenso com isso. é como se você estivesse em casa, mas não podemos vê-lo ou ouvi-lo.

- Tá, legal! Já entendi a questão. Vou lá amanhã.

Contudo, uma súbita aparição muda o ar descontraído da conversa. A leoa prateada, patrono da matriarca da família vem até eles

rapidamente.

- Ronald, você precisa voltar para casa imediatamente! – rugiu, mas algo em seu tom demonstrava um tipo de urgência no qual havia um

componente de dor e medo. Isso não passou desapercebido por todos.

- Estamos indo, mamãe! – apressou-se o ruivo – Pegaremos os gêmeos e iremos em alguns instantes. Gina, você e Harry...

- Não se preocupe, chamaremos eles! E avisaremos a Remo para ficar como comando de entrada e saída.

uma das idéias que o jovem teve quando montou a sede, fora de ensinar a magia de transito de portais para mais algumas pessoas. sua

escolha, terminou sendo apenas três membros: Hermione, Kingsley e Remo. A quarta pessoa seria Gina, mas ela declinou para forçar o

namorado em todo o seu potencial. As sessões de treinamento que a ruiva lhe impusera eram espartanas, mas recheadas de carinho e

mimos no final de cada dia.

Após alguns minutos tensos, Remo e Tonks apareceram, juntamente de Gina, Harry e os gêmeos.

- Alguma notícia?

- Não sabemos, mas avisaremos assim que soubermos o que aconteceu. Mamãe parece abalada. – disse, enquanto Hermione abria o portal,

ao qual Rony disse – Excelente habilidade, mas precisa de mais força de vontade. Assim que a crise acabar, vamos ter que praticar mais –

disse, bagunçando o cabelo dela, um pouco mais.

- Faça isso de novo e mato você! – sorriu, comprando a brincadeira.

- Ser condescendente com você?

- Bagunçar meu cabelo!

- Achei um ponto fraco?

- Você não saberia qual é meu ponto fraco, nem se eu o mostrasse para você

- Ei, vocês dois! Parem de ficarem de segredinhos e vamos!

- Certo. Manteremos contato. Voltaremos em algumas horas, no máximo – disse o ruivo, atravessando o portal e aparecendo em frente da

propriedade de seus pais, em Hogwarts. Antes que eles pudessem visualizar qualquer coisa diferente, uma mulher loira, meio Veêlã veio

correndo em direção aos recém-chegados.

- Ronald, est une tragédie! (Ronald, é uma tragédia!)

- Que s'est-il passé (O que aconteceu?)

- Ma soeur. Ils ont pris ma sœur (Minha irmã. Eles pegaram minha irmã);

- Qui a votre soeur? (Quem pegou sua irmã?)

- Les invités de la mort misérable. Ils ont envoyé une lettre demandant la rançon de la maison de mes parents (Os miseráveis comensais da

morte. Eles mandaram uma carta pedindo o resgate para a casa de meus pais).

- Et ce qu'ils veulent? (E o que eles querem?).

- Ils veulent que vous vous livrer (Você. Eles querem que você se entregue).

- O quê aconteceu? – perguntou ansiosa Hermione.

- Os comensais capturaram a irmã de Fleur. Eles querem trocá-las por outra pessoa.

- Ah... não me diga que... – perguntou Harry. apenas o assentimento de cabeça do seu melhor amigo foi o suficiente para aclarar a situação.

- Vamos entrar, você precisa descansar um pouco, Fleur vamos - levou Gina, enquanto os outros a acompanhavam. Ao entrarem na sala, Bill

levou sua esposa para o seu antigo quarto. Enquanto os dois pais vão abraçar seus filhos e os recém-chegados. Ronald e Molly Weasley se

olham pausadamente, até que ela o puxa até seus braços e sussurra.

- Me desculpe, filho... eu estava errada. Você fez bem em salvar aquelas pessoas.

- Tudo bem, mãe. Eu entendi o seu lado. não se preocupe.

- Mas você não precisava sair de casa e eu o forcei à isto...

- Mas você não esperava que eu morasse aqui para sempre – disse sorrindo – eu pretendo morar sozinho um dia.

o terno reencontro foi quebrado pela presença de Bill que havia posto sua esposa para dormir. Aquilo acabou com o clima ameno da reunião.

- Ronald, o que podemos fazer? – perguntou Bill.

- O quê você acha? Faremos a troca. Estamos falando de sua cunhada, Bill. Ela também faz parte da família. E nós salvamos os nossos.

- Mesmo às custas dos nossos? – ponderou o pai.

- Existe algo que não se encaixa na questão. Como eles descobriram sobre Gabrielle? – perguntou Gina.

- Provavelmente, descobriram sobre ela com algum novo comensal que esteve em Hogwarts durante o torneio tribruxo ou com algum filho de

comensal que esteve lá.

- Pai, não vou entra nessa sem um bom plano de resgate para mim. Mas a questão é que eu já desconfiava que em algum momento eu me

deixaria capturar por comensais. Eles me querem vivo, porque é algo que eles acham que eu sei ou deveria saber e eles querem que eu lhes

diga. Essa é a melhor chance que temos para descobrirmos o que é e como não os deixaremos levar isso.

- Você está se arriscando demais, filho – disse Molly.

- Isso é verdade, mãe. Contudo, vamos ter que descobrir como vencê-los. E a melhor coisa é descobrir de dentro. Por isso, vou poder colocar

uma escuta lá, no ministério da magia. De preferência, em um lugar próximo à cúpula. Ou mesmo na sala de Tom Riddle. Agora, só precisamos

de um lugar para fazer a troca e precisamos nos certificar que Gabrielle é ela mesma e não uma pessoa com a poção polissuco.

- Fleur pode fazer isso. Ela conhece a irmã como ninguém – comentou Bill.

- Bill, marque a troca para daqui à 4 dias. Hermione, precisarei que você esteja à postos para me resgatar dali.


m/s = metros por segundo. Medida de velocidade utilizada geralmente em Física. Para descobrir qual seria a velocidade em Km/h, multiplique os valores por 3,6.

** M.I.-5 = Serviço secreto inglês


Pois, é gente... eu não morri!

Tá legal, péssima piada. sei que disse aqui que não voltaria a atrasar a história, contudo, a vida é algo que normalmente acontece quando a gente faz

planos e me vi preso, à um regime espartano de trabalhos forçados em frente à um monitor e um teclado.

Aí vocês pensam: " Ahá!! Se estava trabalhando na frente do computador, poderia ter escrito isso mais cedo e soltado antes!"

- Sim - eu vos digo - eu poderia fazê-lo, mas isso iria contra tudo o que acredito, no que diz respeito ao amor pela história e pela liberdade criativa de

se escrever uma fic ( tradução, eu ganho por projeto feito e tempo dedicado às fics é tempo que eu deixo de pagar minhas contas e ganhar minha

cervejinha de fim de expediente).

A notícia boa é que minha vida está se estabilizando nos próximos dias (assim espero).

A má notícia é que por causa do meu regime de trabalho escravo, eu acredito que a melhor coisa é passar minhas fics para intervalos mensais. Não

é, de jeito algum, a solução que eu queria, mas é a que respeita mais vocês e a mim.

Por isso, peço desculpas à todos que passaram o mês de janeiro visitando em busca de novidades e nos vemos em Março!

Layla Black

Espero que você me perdoe pela sacada da Cho, mas se você esperar um pouco, verá que a cena tem um sentido. No proximo capítulo prometo uma

conversinha entre as duas mulheres. Além de que isso é divertido! Já vimos insinuações de pares com a Lavender, com a Luna, mas a Cho? Pior

opção é só a Pansy... hum... isso me dá idéias.... Mal, sapulha, mal!!! Nos vemos no mês que vem.

Ivania Dolores Cruz Bezerra

Uau! adorei o seu Nome!

Seja bem vinda a este antro de loucuras de uma mente completamente fora da realidade, em dias úteis, fins de semana e feriados. O lance da fusão

dos mundos é para dar a todos aqueles que não possuem poderes mágicos ou grande intimidade com o universo H.P. um ponto de referência, além

de tornar a história mais verossímil. Espero que você tenha gostado deste capítulo.

Espero que aprove o nosso capítulo e aguarde, emoções maiores vem por aí.

Cybelle Lupin

Noléstias à parte, eu admito que quando pensei no patrono quimera, eu me amei! Espero que suas férias tenham sido tão boas quanto a minha...

não, melhores, porque eu passei escravo das responsabilidades, mas tomei todas, o que é uma coisa boa, HURRAY!!

Quanto à este capítulo, pode parecer que as coisas estão sem eixo, mas é hora de colocar um pouco de ação. Espero que possa melhorar ainda mais

daqui pra frente. E você, qual a sua opinião?

Nos Lemos,

Fan-Surfer.