Capítulo X – Hogwarts e a Toca

Em Hogwarts:

- Al! Al, volta aqui, cara! – Scorpio Malfoy gritava a plenos pulmões na beira do Lago, mas Alvo não parou. Correu até as portas de entrada do Castelo e lá sumiu. Rose ainda continuava parada ao seu lado com a boca ligeiramente aberta. Nenhum dos dois esperava essa reação da parte de Alvo. Já fazia uma semana que tinha saído a matéria sobre a mãe de Alvo e seu pai e apenas hoje tinha conseguido encurralar Al (com a ajuda de Rose) para tentar falar com ele. Durante uma semana inteirinha seu melhor amigo o tinha evitado de todas as maneiras possíveis. Até pelo correio coruja. Como se ele fosse o culpado por ambos sofrerem com as chacotas de todos os colegas de Hogwarts... Não só eles sofriam, mas Lilly e Tiago, irmãos de Alvo e Hugo e Rose, seus primos, também. Os Weasleys, Potters e Malfoy deveriam se juntar agora, não fugir uns dos outros. Deveriam proteger-se.

Todos se davam muito bem, o que era notável, sendo ele um Malfoy. Claro que houve um facilitador para a amizade: Alvo tinha sido selecionado para a Sonserina (segundo ele, por escolha própria, para mostrar-se tão corajoso quanto o diretor que lhe dava seu segundo nome*). Mas, antes mesmo da Seleção, tinham se tornado amigos. No Expresso, dividiram uma cabine e Scorpio tinha puxado assunto com ele e com Rose, curioso, por ser quem eram. Ambos foram relutantes no início, mas, ao chegar em Hogwarts, passaram a andar juntos e agora não se largavam mais, mesmo que Rose fosse da Grifinória. A animosidade entre as duas casas ainda era grande, mas agora já não tinha aquele apelo violento de antes (baseando-se no que tinha ouvido de seu pai). Então a amizade dos três era sólida e fácil. Pelo menos até uma semana atrás.

- Ei, Scorpio, tenta entender... – Rose agora tinha se recomposto do choque, mas seus olhos brilhavam mais que o normal. – Ele está fervendo de ódio. Mas não de você. Pelo que me disseram, é da tia Gina. O problema é a vergonha, acho. – Ela balançou a cabeça e enxugou os olhos discretamente, enquanto limpava a neve de um tronco retorcido para sentar-se. – Eu disse pra ele esperar o feriado de Natal, que provavelmente vão explicar o que aconteceu. Mas ele não me ouve. Não ouve e não fala com ninguém, na verdade. O Tiago já tentou de tudo.

- Isso é que eu não entendo. Achei que pelo menos conosco ele falaria. – Scorpio sentou pesadamente ao lado dela, sem preocupar-se em limpar a neve. – Nem com você, Rose? Nunca achei que ele pudesse virar as costas para você.

- Mas imagina como ele está se sentindo... Essa bomba cai e ninguém explica nada. De populares, passamos a alvo de brincadeiras cada vez mais maldosas. A coisa está ficando cada vez mais séria.

- Acho que você está esquecendo que era o meu pai naquela foto também. E que sou importunado da mesma forma, além de saber tanto ou menos que vocês sobre o que aconteceu. Sei muito bem como ele está se sentindo, não preciso imaginar. - Scorpio deu um soco na palma de sua mão direita, sobressaltando Rose. – Ele é meu amigo, Rose, estou preocupado com ele... Sinto falta dele.

- Oh, claro, deve ser chato para você ficar andando apenas comigo. Uma garota chata que não gosta de Quadribol. – Ela revirou os olhos e bufou, mas logo depois sorriu, ao ver que Scorpio arregalou os olhos, acreditando que ela tinha se ofendido realmente. – Ei, as coisas vão melhorar, você vai ver. – Deu palmadinhas carinhosas no braço dele e levantou-se. – Vamos na bi...

- Biblioteca. – Ele disse, antecipando a fala da amiga. - Vamos sim, aqui está um frio danado. – E inesperadamente começou a rir.

- Que foi?

- E pensar que guardamos segredo de nossos pais sobre nossa amizade por medo de tomar esporro. – Então Scorpio gargalhou. – Acho que agora seria um bom momento para contar.

Rose riu junto com vontade, fazia tempo que não riam juntos. Mas parou de sorrir ao lembrar que Al não estava ali com eles.

- Scorpio, você tem noção de que talvez nunca aceitem que somos amigos? Demorou séculos para o Tiago aceitar. Imagina nossos pais? Imagina agora?

O garoto ficou sério e balançou a cabeça com raiva.

- Meu pai não tem moral para me negar nada nesse sentido. Como ele vai poder falar alguma coisa sobre Weasleys ou Potters?

- Você sabe o que meu pai me disse há dois, quase três, anos atrás, enquanto eu esperava o Expresso pela primeira vez?

- O quê?

- Que eu deveria te ultrapassar em todos os testes. – Rose sorriu fracamente.

- E você obedeceu... – Disse sorrindo para ela de volta. - O meu disse coisas bem piores, pode ter certeza. Ele é educado com seus pais e os de Alvo apenas para manter as aparências. Bem, talvez com a mãe de Alvo não fosse só por isso... - Scorpio ainda estava sentado, mas mesmo assim Rose pôde ver em seus olhos que estava distante, pensativo. Então, como se tomasse uma decisão repentina, levantou. Segurou o rosto da amiga com as duas mãos, ficando muito próximo dela. Rose estremeceu com o toque das mãos dele que, sem luvas, estavam frias e com a intensidade de seu olhar. Então ele falou:

- Rose, você e o Alvo são meus melhores amigos. Sempre serão, não importa o que aconteça. – E a abraçou muito forte. O que para Rose foi ótimo, pois se não o fizesse, ele veria o vermelhão de suas bochechas e a tremedeira de suas mãos.

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Uma maldita semana e os berradores continuavam a chegar. Felizmente podia ficar na Toca, assim era mais difícil de ser achada e não precisava sair de casa para nada. Agradecia seu pai sempre que possível, por ele estar interceptando as cartas. Mesmo assim sabia que, mesmo que estivessem diminuindo ligeiramente, o número de missivas ainda era enorme. Imaginou se Malfoy estaria passando pelo mesmo problema. Talvez ele colocasse elfos domésticos para abri-las. Bufou e olhou novamente para o pergaminho que tinha em frente. Mais uma carta de Alvo (seus filhos eram os únicos remetentes permitidos). Ele estava furioso e, de acordo com o Tiago, não falava com mais ninguém. Seus filhos estavam sofrendo e Alvo parecia ser o mais atingido. Ela já havia repetido várias vezes, por carta, que tudo seria esclarecido no Natal, que esse era um assunto delicado demais e deveria ser esclarecido pessoalmente, na presença de todos. Mas ele não entendia...

Gina então ouviu uma batida insistente na janela de seu quarto e ao olhar naquela direção, avistou Malfoy parado ali fora na escuridão, em cima de uma vassoura. Tomou um susto enorme e, como na vez que ele apareceu na sua casa, achou que estava alucinando.

- Vai ficar aí de boca aberta ou vai me deixar entrar? – Ele apenas formou as palavras, sem emitir nenhum som, mas ela o entendeu perfeitamente. E, como se tivesse tomado um choque elétrico, levantou-se e abriu o vidro.

- O que você está fazendo aqui, na Toca? – Dando espaço para ele entrar, pegou sua varinha de cima da mesinha de cabeceira. – Colloportus! – A porta do quarto fechou e trancou. – Abaffiato!

Malfoy, como se estivesse em casa, passou graciosamente pela janela a fechando logo em seguida, encostou a vassoura na parede e pendurou o casaco na cadeira que estava embaixo da escrivaninha, onde se sentou confortavelmente. Somente depois de tudo isso, dignou-se a responder:

- Não trabalha mais, não aparece na sua casa, não recebe ou não responde corujas... De que outra forma eu poderia falar com você? – Aparentando uma calma gigantesca, simplesmente a olhou, como se essa fosse uma situação corriqueira. Gina, exasperada, assumiu uma postura ofensiva.

- Chegou a passar pela sua cabeça que talvez eu não quisesse falar com você?

- Não.

- Humpf! – Ela odiava essa confiança exagerada! – Você tem um ego enorme.

- Não é só isso que eu tenho enorme, como você bem sabe. – Ele tinha um sorriso cafajeste e a postura relaxada.

- Ai, Merlin! Podemos ir direto ao assunto, por favor? – Malfoy estava parecendo um adolescente falando essas coisas e ela já estava vermelha dos pés à cabeça. Isso seria a forma de ele demonstrar bom humor? Não... Duvidava que ele tivesse algum motivo para estar de bom humor nesses dias.

- Claro. – E fez menção de levantar. Gina, assustada, arregalou os olhos e afastou-se. Ele apenas se ajeitou na cadeira, deixando ela mais vermelha ainda, mas, dessa vez, de raiva. – Nervosinha, ruiva?

- Malfoy, desembucha logo o que você quer ou eu te lanço uma maldição. – Vendo que ele continuava com a expressão serena e o sorriso estranho, gritou. – É sério.

Malfoy estava se divertindo muito, adorava deixar a Weasley braba/nervosa/envergonhada. Ela estava muito bonita essa noite, vestia uma calça azul escura larga, mas muito baixa na cintura. Usava um suéter de um azul bem claro e estava de meias. Mesmo ele tendo noção da idade dela, ela pareceu muito mais nova aos seus olhos, com cabelo preso em um rabo de cavalo, deixando apenas uns fios soltos na frente. Notou que a olhava da cabeça aos pés de um modo meio faminto, ao mesmo tempo sentiu algo avolumar-se de modo bem visível e doloroso. A Weasley, vendo a "euforia" dele, ficou mais vermelha ainda, como se isso fosse possível. Então, lutando para controlar-se, ele endireitou-se para esconder o volume de suas calças e fechou a expressão. Tinha um assunto sério a tratar com ela. Primeiro negócios, depois a diversão.

- Weasley, preciso conversar a sério com você. Muita coisa aconteceu durante a semana que passou e quero inteirá-la de alguns fatos.

Notando a atitude mais adulta da parte de Malfoy, Gina sentiu-se estranhamente mais segura. Tinha um pouco de receio daquela com cara de lobo faminto de segundos atrás. Resolvendo relaxar, sentou em sua cama.

- Você não tem medo de aparecer aqui na Toca? Meus irmãos poderiam matá-lo, sabia? Até a minha mãe seria capaz de te matar se te visse por aqui.

Ele apenas fez um gesto de desprezo. – Eu sou cuidadoso, Ruiva. Não é a toa que vim de vassoura, dessa forma eu poderia verificar quem estava rondando antes de dar as caras. Todos estão dormindo agora, não é? – E com apenas um lampejo do sorriso faminto anterior. – Mas obrigada por preocupar-se. – Voltou à postura de "negócios". – Bem, quero te contar o que aconteceu com o Cohen.

- Cohen? Você falou com ele. - Agora Gina tirou qualquer outro pensamento de sua mente. Sentou-se na pontinha da cama quando um calafrio de antecipação percorreu sua espinha.

- Oh, sim. E, mais do que isso, vi sua morte.

- O Cohen morreu? – Isso foi o que ela falou, mas em sua cabeça a frase que surgiu foi "Você matou o Cohen?". Olhou para cima, pedindo a todos os deuses que estivesse errada.

- Não... Ele não morreu, eu vi a futura morte dele na minha bola de cristal! – Malfoy rolou os olhos, impaciente. – Claro que ele morreu! Não foi o que eu disse?

- Como aconteceu?

- Se você parar com as perguntas idiotas, talvez eu consiga contar.

- Ok, ok. Conta logo! – Estava tão nervosa que roia as unhas, coisa que não fazia há décadas.

- Certo. No mesmo dia que saiu a maldita matéria naquela revistinha inútil, saí à caça do Cohen. Entrei em contato com vários detetives e homens de confiança para isso. Assim, à meia noite eu já o tinha recolhido.

- Recolhido onde? - Malfoy viu os olhos arregalados da ruiva à sua frente e deu uma risadinha... Imaginou como ela ficaria quando contasse a melhor parte.

- Em um local seguro. Bem, quando cheguei lá, logo fui direto ao assunto. Mas o imbecil só ria e não me respondia nada, não importando as ameaças que eu fizesse. Isso até eu perguntar se ele tinha um parceiro.

- Para tudo, Malfoy! Cohen tinha um parceiro?

- Estou chegando lá, Weasley. – E voltou ao relato. – Então, acontece que ele pareceu ter uma reação amedrontada. Meio que se encolheu quando eu falei a palavra "parceiro". Aproveitei a brecha imediatamente e disse a ele que buscaria veritasserum para saber quem era seu colega.

- Você ia usar veritasserum nele? Isso pode gerar um processo! – Gina estava metade encantada, metade apavorada com o relato do Malfoy. Parecia coisa saída de séries policiais...

Ele a ignorou completamente.

- Eu dei às costas a ele por apenas dois segundos e, quando o encarei novamente, escorria baba por seu queixo e ele tremia violentamente... – Os olhos de Malfoy perderam o foco por alguns segundos. Ele parecia ainda estar com raiva por Cohen ter morrido na parte importante do interrogatório. – No início achei que ele estava apenas com medo do que poderia revelar, mas logo vi que ele estava morrendo e não pude fazer nada para pará-lo.

- Mas como alguém começa a babar de repente e morre?

- Com uma cápsula de veneno embaixo da língua. Imagino que ele a tenha colocado lá no momento que meus homens o capturaram... Deveria já estar antevendo uma situação assim, sabendo quem eu era e a minha fama. Ou ele ou seu parceiro. – Ele pareceu ficar com raiva do falecido novamente, pois sibilou. – E o pior é que ele era um ótimo oclumente, sua cabeça era um muro intransponível para mim. E se manteve assim até a última respiração.

- Nem idéia de quem era o tal parceiro então? – Gina não podia acreditar que isso estava acontecendo. Mais gente envolvida nisso? E que interesse alguém poderia ter nessa história depois de tudo? As fotos já tinham sido publicadas, não eram mais valiosas. O que mais poderiam querer?

- Ainda não, fiz algumas pesquisas sobre a vida do Cohen e não achei nada relevante por enquanto... – Malfoy parecia genuinamente preocupado. – Eu não consigo imaginar o porquê disso tudo. Ele não teve medo de morrer nem de nenhuma outra represália, tendo em vista que publicou as fotos. E isso me faz pensar que talvez houvesse outros motivos além de dinheiro. Me faz pensar também que nós estávamos sendo observados antes, que o flagra do Cohen não foi aleatório.

Gina começou a achar Malfoy estranhamente falante. Não lembrava de conversar com ele durante tanto tempo de forma civilizada (ou seja, sem brigas ou amassos). E mais estranho ainda é ele estar abrindo o jogo com ela, cuspindo informações (pelo menos não parecia estar escondendo nada). Ela então culpou o estresse das últimas semanas e a intimidade que ganharam depois de tudo que aconteceu. Resolvida uma parte do que a estava incomodando, passou a pensar sobre eles sendo observados. Não pareceu possível ou mesmo imaginável. Então, balançou a cabeça em sinal de negação para Malfoy.

- Porque você pensa que não?

- Por quê alguém faria isso? Não há motivos para as pessoas nos observarem. Logo a nós dois?

- Eu não penso que era só a nós dois a princípio, poderia ser a um grupo. Ou o alvo poderia ser outro... O Potter, por exemplo. – A ruga de preocupação deixou o semblante dele por um momento. – E se eu notei que você flertava comigo frequentemente, outros poderiam fazer o mesmo.

- Eu não flertava com você!!!

- Ora, qual é o sentido em negar agora?

- Mas eu não flertava mesmo, só tinha curiosidade! – E essa frase despertou a lembrança da conversa que tivera com seu pai há uma semana atrás. Sua língua coçou para perguntar à Malfoy se ele lembrava do incidente de infância, mas achou que não era o momento.

- Ok. Vou deixar essa passar por ora. – Ele levantou as mãos para o alto, num gesto de rendição. E voltou ao assunto anterior. – Foi pensando em tudo isso que resolvi vir falar com você. Preciso que puxe pela memória qualquer coisa que possa ajudar a chegarmos num nome. Qualquer um, por mais ridículo que seja.

- Não entendo o objetivo disso. Não podem fazer mais nada contra nós, então porque se preocupar?

- Weasley, pensa só por um minuto que você chega à resposta sozinha.

Gina achou que estava sendo chamada de burra, o que não era nada comum para ela. Mas, antes de sentir-se ofendida, ela entendeu que ele quis dizer. Se Cohen havia se matado, provavelmente seu "parceiro" era o "cabeça" da coisa. Ninguém se mata para proteger um mero parceiro de negócios... Tal atitude soa mais como fanatismo. Pensando assim, a pessoa mais perigosa estava viva, incógnita e era muito persuasiva, para ter esse grau de controle sobre outra.

Se ela aceitasse a teoria de Malfoy que já estavam sendo observados há mais tempo, também teria que aceitar que havia um outro objetivo por trás dessa história. Ninguém os observaria prevendo que um adultério poderia ocorrer. E qual seria esse outro objetivo?

- Procurar pontos fracos para destruir o alvo ou, pelo menos, desestruturá-lo? – Ela pensou em voz alta.

- Boa, Weasley. Eu disse que você chegaria à resposta.

Gina não prestou atenção em Malfoy. Prendeu a respiração e sentiu seu peito contrair ao lembrar que Harry estava fora do país, sozinho e abalado. Ele nunca seria uma presa fácil, não importando seu estado físico ou mental, ainda mais agora que tinha treinamento de auror. Mas sim, ele estaria, no mínimo, mais distraído. E sozinho. Seria ele o observado? Teria ela sido um mero instrumento para desestrutuá-lo?

- Weasley! – Malfoy estalou os dedos. – Volta! – Ela piscou e olhou para ele com preocupação.

- Nossos filhos podem estar correndo perigo?

Malfoy viu que ela estava levemente ofegante e tinha a mão em punho contra o peito. Ouch, pensamentos impuros povoaram sua mente ao ver seus lábios vermelhos levemente separados. Mas não queria fazer nada nesse lugar. Ele ainda não tinha enlouquecido tanto a ponto de tentar alguma coisa com ela na "Toca". "Eca", ele pensou, "Não mesmo". Balançando a cabeça discretamente, focou sua mente na pergunta dela.

- Não acredito que estejam. Hogwarts é um local seguro. – Imagens da Grande Batalha vieram à sua mente, mas as afastou rapidamente. Não poderia acontecer nada como aquilo de novo. Já tinha conversado com Scorpio e ele havia dito que as coisas estavam difíceis por lá, mas só na base de xingamentos. Assim que o visse, falaria com ele mais profundamente e o manteria atento. Fora que ainda teria que explicar a ele toda essa confusão...

- Tenho que ir, Weasley. – Gina olhou para o relógio e espantou-se ao ver que já eram quase duas da manhã. – Não esqueça de tentar descobrir algo e... – Malfoy meio que engasgou nessa parte e pareceu relutante em continuar. – Alerte quem tiver que alertar. – Claramente se referindo ao Harry.

Gina ficou meio boquiaberta com isso, mas rapidamente lembrou que Harry tinha salvado a vida de Malfoy, então ele só estava retornando o favor. Mesmo assim era estranho vê-lo lembrar de avisar Harry.

Mal sabia ele que Harry estava incomunicável para ela....

- Certo, Malfoy.

Então ele apenas balançou a cabeça e se foi. Mais uma vez surpreendendo Gina. Era impressão ou ela tinha ficado desapontada por ele não ter tentado nada?

*N/A 1: Para quem não lembra, o filho do meio de Harry recebeu o nome de Alvo Severo, pobre coitado...

N/A 2: A parte em que o Malfoy aparece na janela do quarto de Gina foi levemente inspirada na fic "Quase sem querer", da May Malfoy. É uma das minhas fics favoritas em todo o mundo. Cute até os ossos. Recomendo fortemente para quem ainda não leu!

N/A 3: Gostaria de agradecer à Mari Pompadour pelos comentários e pela indicação de fórum. Muito legal e muito organizado eles, hein? Mas eu não sei escrever sobre pressão...hehe.. E nesse capítulo tu pode ver os "filhinhos" deles, adorei escrever sobre eles...

Também agradecer à Gabi. Valeu, Gabi! Eu adoro o Malfoy preocupado também... Bem, eu adoro ele de qualquer jeito...;)

Agradeço à Márcia B.S., que é uma fofa e escreve também!! Assim q eu der vou ler tuas fics! Parecem ótimas...

Fiquei muito aliviada em saber que tu estava gostando, obrigada mesmo!

E à Dani, obrigada por ler e comentar! Mas, me diz, Dani, quando ele não é HOT? hehe