Eu nunca fui beijada
Capítulo 10 - Teia de Sentimentos
Na manhã de sexta fui a última a acordar no meu dormitório. Logo que abri os olhos vi que Cameron e Shely já não estavam mais ali. Me virei na cama e constatei que estava toda dolorida, conseqüência da detenção na biblioteca, mas o que mais me preocupava era o fora que tinha dado no Bob. Senti mal por ter feito o que fiz, e o pior, passei por cima dos sentimentos dele, agindo com indiferença, mesmo que eu me importasse. Fiz isso pela timidez, não tinha e nunca tive muito jeito com os meninos, mesmo tendo convivido com cinco irmãos.
Por mais que não quisesse, me levantei, troquei e desci as escadas em direção ao Salão Comunal, restavam apenas três alunos lá, provavelmente os outros tomavam seu café da manhã no Salão Principal, mas eu não tinha a mínima fome. Fui até o Salão Principal, não para comer, e sim para encontrar minhas duas amigas, que certamente estavam lá.
-Bom dia, Claire! - Cameron acenou mais à frente na mesa da Grifinória, para que eu as encontrasse.
Caminhei até elas e sentei-me ao lado de Shely, em frente à Cameron.
-Bom dia. - respondi um tanto desanimada.
-Nós não te acordamos por que você parecia tão cansada, eu ainda te chacoalhei um pouco, mas você não acordou. - Shely disse enquanto passava geléia em uma torrada.
-Como foi a detenção com a detestável? - dessa vez Cameron perguntou fazendo uma careta ao mencionar Magie.
-O pior não foi ela, e sim catalogar uma estante enorme de livros, depois de um dia cansativo.
Shely ofereceu a torrada dela para mim e eu não aceitei, definitivamente não comeria essa manhã. Olhei para os lados, procurava Bob na mesa, mas ele não estava lá. Provavelmente ele me evitava...
-Vocês viram o Bob?
-Não. Achei estranho porque ele sempre é o primeiro a vir tomar o café, depois de treinar no campo de quadribol. - Cameron disse e ficou vermelha, minha amiga loura tinha falado demais.
-Ah. - mudei de assunto rapidamente. -As aulas são de quê hoje?
-Primeiro Aritmancia. - Shely respondeu e pareceu se lembrar de algo. -Você faz Aritmancia, Claire? Porque se não, eu não sei...
-Não. Deixa eu ver. - respondi pegando o horário na minha bolsa. -Faço Estudo dos Trouxas. - disse me lembrando que tinha escolhido essa matéria já que convivia de certa maneira com meus vizinhos trouxas em Londres e queria compreendê-los melhor, e também porque não tinha cursado essa matéria na minha época de aluna anteriormente.
-Eu também! - Cameron exclamou. -Sabe, sendo filha de trouxas é interessante ver como os bruxos os vêem. - ela levantou colocou a mochila sobre o ombro direito e me disse. -Vamos! Estamos atrasadas. Até mais, Shely. Boa aula.
-Estou indo. - disse ao vê-la já perto da porta de saída do salão. -O que deu nela?
-Sei lá! - Shely respondeu com uma cara estranha e acenando um tchau para mim.
Corri para alcançar Cameron no corredor e esbarrei com uma pessoa, fazendo com que ele derrubasse sua mochila.
-Desculpe. - disse quase automaticamente, mas ao ver quem era fechei a cara e continuei: -Se soubesse que era você não pediria desculpas.
-E eu não as aceito de qualquer maneira. - Macnair respondeu pegando sua mochila do chão e me lançando um olhar de desprezo, que revidei na mesma intensidade.
Virei-me e fui em frente, encontrando Cameron.
-O que deu em você? Sair correndo desse jeito! - perguntei.
-Nada. Só estamos atrasadas! - ela respondeu sorrindo para mim.
-Você está estranha, o que foi?
-Ai, Claire! Já disse que não foi nada!
Chegamos na sala de Estudo dos Trouxas e entramos, sentamos em uma das mesas ao fundo. Quebrei o silêncio dizendo:
-Olha Cameron, se não quer dizer não diz, mas algo me diz que isso tudo tem a ver com o Bob. Você gosta dele? - ela me lançou um olhar triste, que certamente confirmou minha suspeita. -Eu tenho namorado, esqueceu? Não quero nada com ele.
-Mas ele quer com você. Acha que não notei como ele ficou doido para te salvar ontem? E como ele te carregou cuidadoso até a enfermaria? No colo! E que ele bateu no Macnair só por sua causa! Ele fez com você tudo que eu sonho desde o primeiro ano que ele fizesse comigo. - ela desabafava e logo soube como ela se sentia, igual a mim, esperando que Harry fizesse coisas para mim, coisas que ele jamais fez.
-Não, ele não gosta de mim. - respondi rápido, querendo afirmar tanto para ela quanto para mim.
-O Bob nunca agiu assim com ninguém antes. Pode acreditar! Eu acompanhei de perto cada namoro dele, e cada menina com quem ele ficou, mas ele nunca olhou para nenhuma delas como olha para você, Claire.
Eu não sabia o que dizer ou fazer nessa hora, acabei por contá-la sobre tudo o que tinha acontecido na noite anterior, inclusive como eu tinha dito ao Bob que eu tinha namorado. Quando contei, ela pareceu ficar mais triste e depois de uns minutos de silêncio disse:
-Eu falei que ele gostava de você.
-Mas você pode consolá-lo, sei lá... Você já fez ele te ver, te enxergar, antes? Ou só ficou olhando de longe?
-Ele nunca falou comigo. A não ser uma vez, no ano passado, depois que eu o parabenizei por um jogo que eles ganharam... ele respondeu: 'Obrigado, não ganhei sozinho.', e isso foi o ápice da nossa relação.
-Vou resolver isso! Aguarde, daqui a algum tempo Bob vai estar caidinho por você, amiga!
Cameron fez menção de responder, parecia irritada, mas o professor entrou na sala, levando a atenção dela, minha e de todos os alunos para ele.
-Desculpem o atraso, queridos. - o professor disse com uma voz afetada e excessivamente alegre. -Como vocês já sabem, me chamo Nicholas McFadden. Lecionei para a maioria de vocês no ano passado, e agora no sétimo ano vamos saber mais sobre esse outro mundo, que é ao mesmo tempo próximo e distante de nós.
McFadden trajava umas roupas numa combinação inusitada de púrpura e verde-musgo brilhante. Os cabelos eram preto-azulados, curtos, penteados de lado, um tanto estranho, pois um chumaço na parte de trás ficava erguido e parecia que nada o abaixaria. Ele sorria e fazia gestos exagerados enquanto falava.
-Quem é novo, nessa classe, ou nessa escola, - ele disse olhando em minha direção. -Sejam bem vindos! Pretendo que vocês compreendam, e se divirtam com o maior conhecimento dos trouxas.
-Ele é sempre assim? - sussurrei para Cameron.
-Quase sempre, às vezes é pior... Mas McFadden é divertido! - ela respondeu sorrindo. Parecia estar com o humor melhor.
A aula foi interessante, apesar de a primeira meia hora o professor ter gastado falando de si, de seus gostos e experiências com trouxas. Como era aula dupla, restou tempo para entrar no primeiro assunto abordado no dia de hoje, aprendemos o porquê dos trouxas precisarem tanto de, o que ele chamou de eletricidade, que eu já conhecia, afinal no meu apartamento tinha luz. McFadden também explicou como as tomadas funcionavam, achei útil, já que a única coisa que compreendia a respeito delas é que serviam para ligar a televisão que estava no meu apartamento.
No final da aula o professor nos disse todo o conteúdo que aprenderíamos naquele ano letivo e os modos de avaliação dele, que eram exóticos, já que ao contrário de todos os outros professores, McFadden não dava dever de casa ou provas... ele avaliava apenas o interesse dos alunos em sala de aula, por esse motivo entendi porque tantos alunos cursavam Estudo dos Trouxas agora. Também nos comunicou que gostava de literatura trouxa e indicaria a leitura de vários livros, que não eram obrigatórios e nem precisávamos fazer resenhas. Talvez faríamos uma peça de teatro para encenar antes do Natal, mas afirmou não ter certeza.
Saí da aula acompanhada de Cameron, direto para o Salão Principal para almoçarmos. Esse novo sistema de aulas, com aulas sempre duplas, duas por dia, liberava mais tempo os alunos, apesar de ser um tanto desgastante ter aula de uma única matéria a manhã, ou a tarde inteira.
No caminho até o Salão Principal, Cameron ficou em silêncio, talvez estivesse envergonhada por eu, agora, saber de tudo sobre a paixão dela pelo Bob. Shely parecia estar no mesmo lugar que a deixamos, nem parecia que ela tinha ido para uma aula e voltado.
-Como foi a aula, Shely?
-Foi ótima. Que houve Cameron? Está com uma cara... - ela respondeu.
-Pensando, Shely. Pensando... - Cameron respondeu se sentado e servido o almoço para si.
Percebi que Shely ainda não sabia dos sentimentos de Cameron por Bob, durante todos esses anos ela parecia não ter contado a ninguém, só a mim. Comemos em um ambiente estranho, ninguém falou nada. Assim como nenhuma outra pessoa veio nos importunar, ou cumprimentar. Bob não estava no salão enquanto comíamos.
-Vocês têm aula agora? - perguntei com a voz um tanto embargada pela falta de uso.
-Eu tenho, Feitiços. - Shely afirmou, o nosso desanimo tinha passado para ela.
-Eu também... - Cameron sussurrou.
-Eu não. - "Que conversa interessante..." - pensei ironicamente. -Vou dar uma volta, tá? Nos vemos depois.
-Como você não tem? - Shely perguntou antes que eu levantasse da mesa.
-Não quero assistir aula...
-Você não pode matar aula. - ela continuou, falando de uma maneira que me recordou Hermione.
-Essa escola não tem liberdade! Em Kurshken não era assim! - respondi lembrando da minha mentira -Não quero, e não vou assistir aula, sei que não prestarei a mínima atenção por estar triste...
Levantei-me e fui ao Salão Comunal, queria ver Fluf, ontem não tinha o encontrado, fiquei preocupada com meu gatinho. Mas, assim que entrei no salão ele veio em minha direção, miava como que se queixando de algo, provavelmente da minha ausência, pensei mais um pouco, talvez fosse fome mesmo.
O peguei no colo e subi as escadas até o dormitório, joguei minha mochila na cama.
-Você está com fome, fofinho? Vou te dar comida.
Peguei o potinho dele, que eu insistia que ficasse no quarto e enchi de comida de gato. Fluf comeu e voltou ao meu lado.
-Que tédio! Vamos dar uma volta?
O peguei no colo novamente e desci as escadas, alguns alunos estavam no salão agora, diferentemente da hora na qual eu tinha chegado, entre eles estava Bob, que me lançou um olhar triste e me deu as costas. Aquilo doeu no meu coração, não queria magoá-lo. Me aproximei, precisava falar com ele.
-Bob? Posso falar com você um minutinho? - disse baixo ao lado dele, que estava sozinho.
-Fala. - ele respondeu secamente, evitando me encarar nos olhos.
-Queria me desculpar por ontem... Devia ter sido mais delicada com você. Não devia ter dito aquilo da maneira que disse.
-Foi melhor você me contar logo no começo, Claire. - Bob respondeu, saindo de perto e subindo a escada para o dormitório dos meninos.
Fiquei parada olhando enquanto ele saía de perto de mim. Como eu faria o Bob gostar da Cameron se ele nem sequer falava mais comigo? Seria difícil.
Saí do salão e fui para os jardins da escola. Precisava de ar. Precisava ficar sozinha, raciocinar comigo mesma. A única companhia que admitia era Fluf, que não falava nem importunava. Caminhei até o lago, e fiquei sentada em frente à margem. Por que as coisas não eram mais fáceis? Por que as pessoas tinham que ser tão complicadas? E esse raciocínio se aplicava a mim também. Nem eu mesma me entendia... às vezes me sentia um peixe fora d'água em qualquer lugar que estivesse, aqui, em casa, no meu trabalho. Parecia que eu não pertencia a esse mundo. As pessoas sofriam, mas depois tocavam suas vidas e se divertiam, eu não, sofri, sofria e continuaria sofrendo. O pior é que não tinha ninguém para contar todos os problemas que me afligiam, ninguém para me consolar. Era duro ser sozinha. Eu não queria alguém da família para me consolar, eu queria um namorado, como todas as garotas tinham... Será que eu teria que esperar por essa pessoa para sempre? Será que vinte anos não era o suficiente?
Fui tirada de meus pensamentos por uma coruja preta, graciosa que pousou e soltou sobre mim um pergaminho e foi embora. Peguei o papel achando que era uma carta de Roman, falando sobre minha reportagem, mas assim que abri vi que não era:
"Claire Corr,
Por que não compareceu na sua detenção na noite de ontem? Se acha que pode fugir dessa maneira, está enganada. Não é alegando que não voltaria que conseguirá o que quer. Exijo que compareça hoje, após as aulas, na minha sala para continuar sua obrigação.
A senhorita infringiu regras da escola, como andar à noite pelos corredores e desrespeitar um professor. Isso não pode ser ignorado, terá que cumprir sua detenção.
Draco Malfoy, professor de Poções."
Fiquei revoltada com o bilhete, eu iria para a detenção mais tarde, apesar de ter dito a Malfoy que não voltaria mais, só não tinha ido na noite anterior por conta da detenção com Magie. No entanto, quando recebi o bilhete me cobrando não gostei nem um pouco, agora não iria! E pronto! Ele ficaria me esperando depois da aula e eu não iria para a detenção, definitivamente! "Quem ele pensa que é para querer exigir algo de mim, dessa maneira? Agora vai ficar me esperando, não cumprirei detenção coisa nenhuma!"
Levantei-me irritada, amassei o bilhete e o joguei longe. Fui em direção às portas do castelo, mas voltei porque tinha esquecido Fluf no calor da ira.
-Desculpa, gatinho! Esqueci de você, tudo por culpa daquele... daquele... irritante! - disse pegando Fluf no colo, e agora sim, entrando no castelo.
Vi que os alunos circulavam em direção ao Salão Principal, já tinham terminado as aulas, e eu fiquei tanto tempo lá fora que nem senti. Deveria ir para a detenção agora, mas acabei subindo e pegando minhas coisas no dormitório, resolvi escrever. Sempre que estava nervosa, ou eu lia, ou escrevia, nesse momento achei melhor escrever. Fui para a biblioteca e me ajeitei em uma mesa num canto isolado. Faria os deveres que os professores tinham passado durante a semana, Malfoy não me encontraria na biblioteca.
Fiz todos, produzia mesmo quando ficava assim, irritada. Fiquei mais calma depois que tinha acabado. Mexia na minha mochila e encontrei os rascunhos do romance que estava escrevendo, passei os olhos no último capítulo pronto. "Nossa, como essa personagem está sofrendo... Vou dar um pouco de felicidade a ela." - pensei já pegando a pena e começando o capítulo seguinte.
Escrevia concentrada, já tinha escrito três capítulos grandes, todos felizes, afinal a história já estava no fim, e também porque quando eu estava triste tinha tendência a fazer o oposto com os personagens. Tinha parado para pensar em como descreveria uma cena na qual a personagem principal dava a luz a um nenê, eu nunca tinha visto um parto e tinha dúvidas de como escrever... Foi quando alguém parou ao meu lado. Era Shely.
-Te procurei em todo lugar! Estava aqui o tempo todo? - ela perguntou com um ar divertido, sussurrando porque estávamos na biblioteca e qualquer barulho seria motivo para Madame Fon nos expulsar.
-Estava... - respondi meio sem atenção.
-Você não tinha a detenção com o Malfoy? - ela perguntou parecendo se lembrar disso depois.
-Tinha, mas não fui.
-Você está batendo bem? Como não foi na detenção? Com o Malfoy? Ele vai acabar te matando.
-Não tenho medo dele. - respondi e me surpreendi ao perceber que era verdade.
-Se você está dizendo... Deve ser verdade. Mas você deveria ter medo dele.
-Por quê? Não vejo nada anormal nele, é só um homem amargurado.
-Ele é louco, Claire. Imagina como você ficaria se toda sua família morresse por causa de uma guerra com motivos estúpidos.
-Toda guerra é causada por motivos estúpidos. E eu não o acho louco.
-Não vou discutir isso com você! Está defendendo o Malfoy!
-Claro que não, Shely!
-Está sim! - recebendo um olhar furioso de mim acabou por mudar de assunto. -O que você está fazendo? Dever?
-Não, já fiz o dever. Estou escrevendo.
-Já! Eu ainda nem comecei, como sempre vou deixar para amanhã... Escrevendo? Isso eu notei, não é? O quê você está escrevendo?
-Um livro... Romance, sabe? - respondi encabulada, ninguém sabia que eu escrevia.
-Romance? Não gosto muito, mas a Cameron ama, deixe-a saber disso, ela vai colar em você para ler!
-Vocês se conhecem bem mesmo, não é? - essa era a deixa para conversa com Shely sobre Cameron.
-Sim, somos amigas desde o primeiro ano. Ficamos sempre juntas, até nas férias. Nossos pais são amigos.
-Você sabe que ela gosta do Bob? - fui direta.
-Ela nunca me contou, a Cameron às vezes é muito fechada. Mas eu notei faz muito tempo... por causa de umas atitudes estranhas dela. Queria tanto que ele ficasse com ela.
-É o meu plano! Você me ajuda?
-Pode contar comigo! Mas ele não está a fim de você?
-Está, mas eu o dispensei, tenho namorado, Shely. E mesmo que não tivesse, não ficaria com ele sabendo que minha amiga gosta dele.
-Que bom, ela ficaria chateada. Você nunca me contou a história do seu namorado, como é o nome dele mesmo? Ian?
-É Ian Dalsemer. Não podemos ficar juntos. Nossos pais são inimigos...
Contei para ela uma invenção completa, a história era parecia com a do meu livro, um romance entre pessoas de famílias inimigas. Shely engoliu tudo facinho, ficou, por incrível que pareça, até comovida, acabamos a conversa com ela dizendo que me ajudaria a ficar com ele...
Mais tarde, enquanto tentava dormir na minha cama, pensava que os sentimentos das pessoas eram interligados, como uma teia. A Cameron gostava do Bob, o Bob, parecia gostar de mim, eu gostava do Harry, e o Harry a essa altura já devia estar gostando de alguém... tudo interligado, até se quebrar por um casal que se gostasse mutuamente... um casal que se amasse reciprocamente era capaz de quebrar essa teia. No entanto, eu, não tinha encontrado, até agora, ninguém capaz de me tirar da teia de sentimentos.
Continua...
P.S.: O Professor McFadden pareceu familiar a alguém? Pois é, eu plagiei a mim mesma e roubei esse personagem de outra fic minha, da song 'Beautiful Stranger', se você não o reconheceu é porque ainda não leu minha song, então aqui fica a dica!
N.A.: Esse cap saiu um pouquinho antes, né?! Eu sei que o Draco não apareceu, e no próx também não vai aparecer (ai... não me xingem...) mas do 12 em diante teremos muito de Draco Malfoy! Valeu pelos reviews gente! E também pelos e-mails! Agradeço ao povo que me mandou reviews do cap 9 (vamos a listinha!) : Carol, Vinny Malfoy, Diana Prallon (quero mais caps!), Jean Romani (Papéis Trocados tá muito legal!), Laine, Victória, Green, Ly Malfoy, Bella Malfoy, Bru Malfoy, Soi, Angel DeLynx e Yellowred (você sabe que não perco um cap d'A Beleza dos Imperfeitos, né?!). Bijinhos para todos vocês :)
REVIEWS JÁ!!!!!
