10º Capítulo: Robin resolve o caso

-Não sei! Creio que nenhum! - Respondeu Robin, se esquecendo, que sua equipe era da primeira série.
De certa forma, Theo sentiu-se ofendido. Achou Sara e ficou rodeando-a, soltando longos e pesarosos suspiros. Sara sentiu-se incomodada e resolveu saber o motivo daquele festival de suspiros.
- O que foi Theo?
O menino só estava esperando essa deixa, para desabafar suas mágoas com a "falsa" tia!
- Não sei não, tia. Acho que a Robin só tolera gente, porque somos da equipe dela...
- Que bobagem Theo, ela gosta muito do irmão e você... Bem, você é um grande amigo!
- Verdade? Ela falou isto?
- Bem... Insinuou...
O rostinho do menino voltou a sorrir e ele voltou a ficar satisfeito. "Ah, as crises dos seis anos... Rápidas e tão fáceis de lidar. Como papéis da ventania... Se tudo na vida fosse assim fácil..." Saiu de seu devaneio e foi ter com Robin.
Encontrou a filha olhando as digitais encontradas nas bonecas. Sentou-se perto dela, chamou sua atenção, dizendo ter uma coisa a falar com ela:
- Estou perto de resolver o caso das Barbies! - Estava feliz com isso! – Na segunda verifico, no banco de dados da escola, as digitais de minha suspeita.. Aliás, mamãe será que você poderia ver o DNA de um band-aid?
- Poderia... Mas como é um exame muito caro, porque você não experimenta observar os suspeitos primeiro. Depois se precisar, eu faço.
- Mamãe, e o que é "observar os suspeitos"?
- É simples, Robin! É só ver se algum de seus suspeitos apresenta algum machucado!
- Claro! Que estupidez a minha! – Falou Robin, dando um tapa na testa.
Sara pegou as duas mãozinhas da filha, e falou que ela não era estúpida; que ninguém nascia sabendo e que os pais estavam lá para isso mesmo. Amenina perguntou o que a mãe queria dela.
- Preciso conversar com você...
- Sobre o quê?
- Bem, filha como você sabe, seu pai foi nosso supervisor antes da tia Cath...
.- Sim, e...
-... e ele era duro, de poucas palavras, exigindo muito de nós. Mas era sempre muito gentil e sempre nos apoiava e nos ensinava. Nos fazia crescer e sermos melhores e mais confiantes a cada passo.
- Onde você está querendo chegar, mamãe?
- Ryan e Theo são sua equipe; teoricamente, seus subordinados. Eles adoram você, ouvem o que você fala, aprendem a falar com você, imitam suas maneiras e seguem você, por toda a parte.
A menina ouvia a mãe com atenção, mas sem mover nenhum músculo. Sara pensou, que a filha era um ser despido de vaidades. Isso era bom e mau: exigiria um acompanhamento constante dela.
- Você passa sobre eles, como se eles fossem invisíveis. Sei que eles são pequenos e às vezes são chatos; mas são nossa responsabilidade, filha! Ninguém vive sozinho; precisamos uns dos outros...
- Mas mamãe eu não sei ser melosa. – E Robin fez uma cara de enjoada, que levou Sara sorrir.
Ela encostou a filha em seu peito e disse amorosamente:
- Ninguém está pedindo isso, meu anjo! Só que seja mais branda quando estiverem "trabalhando" juntos. E incentive-os, encoraje-os, verá que eles crescerão e que tudo será bem melhor!
-Está bem, mamãe! – A pequena, depositou um beijo no rosto da mãe e saiu para brincar.
Naquela noite, no jantar, Robin falou muito do seu caso, e conversou com o pai, sobre "detalhes técnicos". Mais tarde, no laboratório, Sara conversou sobre como iam as coisas com Catherine.
A loira afirmou, que Theo andava excitadíssimo, e só se falava no caso das Barbies, em sua casa.
- Também, pudera... É o primeiro caso grande deles!
- E Robin solucionou o caso?
-Ela diz que sim! Disse que nesse fim de semana, lançará uma isca para obter uma confissão.
- Eta, menina esperta, essa minha afilhada. É como o pai: tem "faro" para o assunto!Quer dizer, você também tem... É muito inteligente... - atrapalhava-se toda, tentando consertar, o que dissera sem pensar.
Sara sorriu da "saia justa" em que a amiga se enfiou. Catherine era uma boa pessoa, mas dizia o que lhe vinha à cabeça, metendo-se em trapalhadas desnecessárias.
- Falando em Robin, me lembrei dela no jantar...
-Por quê?
- Senti a incômoda sensação de estar sendo vigiada... Lembrei da nossa conversa e espremi o Theo.
- E? – Quis saber Sara curiosa.
- O danadinho confessou que estava me policiando, com medo que eu e o Howard, nos divorciássemos... O que se passa na cabeça dessas crianças, afinal? – E Catherine arregalou ou olhos.
Na tarde seguinte, Robin entrou afogueada em casa.
- O que foi?
- Depois de um verdadeiro drama, consegui que ela viesse aqui – revelou Robin, meio ofegante.
- Ela quem, criatura? – Gritou Sara, já perdendo a paciência com tanto enigma.
- Mary Lou Bennet.
- Mas ela não é sua..
-É, mamãe! Eu tenho uma Barbie, também! Vou usá-la como isca...
- Tem certeza?É muito arriscado, filha: você pode perder sua boneca... –Perguntou Sara pesarosa.
- São ossos do ofício... – suspirou a pequena detetive.