Juvia não podia acreditar que tinha mesmo ligado para o seu tão querido Gray-Sama! Aquele homem era um sonho e ela nunca, mas nunca mesmo teria imaginado que a voz dele era tão perfeita. Surpreendeu-se com o atrevimento que demonstrou no diálogo, que ficava repetindo e repetindo em sua mente, e claro, mas claro que ela gravou no celular, não?
"Alô?"
"O-oi, é o Gray-sa-sama? Quer dizer, Gray Fullbuster, mostrando que o gelado pode ser quente?"
"Sim, é ele."
"Juvia queria contratá-lo para uma dança particular.!
"Quem é Juvia?"
"Eu sou Juvia"
"Então por que está falando como se fosse outra pessoa?"
"Porque não é normal e Juvia não gosta de ser normal."
Gray ficou imediatamente atraído por aquela voz e por aquelas palavras e perguntou quando.
"Qual é a sua disponibilidade? Você atende a domicílio?"
"Sim, sim. Mas só depois de comprovar a procedência do cliente, não atendo homens, no máximo casais e eu não toco nas clientes e nem elas me tocam. Tudo bem pra você?"
"Nem se você quiser tocar nelas?"
"Nem se eu quiser, só que se eu um dia querer, ela vai ficar sabendo."
"Qual é o preço?"
"Negociamos quando eu ver quem é você, pode ser?"
"Por mim está ótimo. Eu estou indo para a piscina de Magnólia, tenho cabelos azuis. Se quiser passar por lá pra comprovar que eu existo, tudo bem. Você trabalha com pacotes ou algo assim?"
"Você gosta do Sidney Magal?"
"Gosto, mas prefiro o Wando."
"Ook. Tchau..Juvia."
"Tchau Gray-sama"
Ai, ela ficou voando e voando, quando entrou em uma loja de eletrônicos e percebeu uma comoção. Havia um loiro, enorme, brigando com um outro cara por ter desrespeitado a atendente, pelo menos era isso que ouviu da boca miúda. O grandão estava chacoalhando um de quase mesma estatura que estava meio bêbado e deu em cima da moça, bem na hora em que Laxus Dreyar estava tentando comprar um celular.
Juvia ficou curiosa, porque não é todo dia que um homem daquele aparece por aquelas bandas, mesmo elas morando muito bem. A parte urbanizada de Magnólia é onde elas moram. Ficou pra observar.
"Oe, oe,onii-san, para de me chacoalhar assim, vou vomitar velho!"
"Mas quem é o escroto que se embriaga nessa hora da manhã?"
"Eu tomo o caralho que eu quiser, na hora em que eu quiser! Ninguém tem nada a ver com essa porra, mas presta atenção, você tá atrapalhando eu dar uma cantada nessa gracinha aqui"
"A gracinha aqui tá me vendendo um celular, que por sinal estou precisando! Tem como você dar em cima dela depois? Tem?"
"Falando em celular...merda, é a Alberona!"
Juvia começou a prestar mais atenção e se aproximou da dupla, sem que eles percebessem, porque a reação do loiro foi assustadora. Ele soltou o outro e ficou estático, como se tivesse levado um choque de mil watts. E como a perseguidora curiosa que era, queria saber o porquê!
"Neee-chan, como você tá?" Bacchus, bêbado como um gato no cio, apertou direto no viva-voz!"
"Bacchus, tá certo que eu bebo bastante, mas você é caso de internação! Eu toh aqui no bar pra buscar as coisas da Kinana e fico sabendo que você passou a noite na zona! Sem falar que você MOOOOOORA NA ZONA! Puta que pariu! Fala onde tá a porra da chave que eu tenho que pegar as coisas da Kinana! AGORA|!
"Yare, yare. Cana, se você não fosse a mulher mais linda, maravilhosa e inteligente que eu conheço, sem falar que é a minha prima-irmã mais querida, eu mandava você ir pro inferno de patinete, mas como você é essa deusa etílica...vou dizer pra você procurar! Já que parece mais sóbria do que eu, benzinho."
"VÁ PRA P***QUE TE P**** E FALA ONDE TÁ A PORRA DESSA CHAVE! SE VOCÊ NÃO QUISER QUE EU COLOQUE FOGO NESSA BOSTA!"
"Caninha, meu amor, toda essa papagaiada está me deixando sóbrio o suficiente pra que até eu saiba que se você colocar fogo no meu barzinho lindo, as coisas da Kinana estarão perdidas do mesmo jeito, sem falar naquele CD do Led que eu surrupiei da sua casa!"
"VOCÊ FEZ O QUE? AQUELE FOI O CD QUE O LAXUS ME DEU, FOI O ÚNICO PRESENTE QUE ELE ME DEU E VOCÊ SABE O QUANTO É IMPORTANTE PRA MIM. NEM AS MENINAS RELAM NELE. E VOCÊ, SEU VERME DESPREZÍVEL MISERÁVEL PEGOU O MEU CD? MAS EU VOU QUEBRAR A PORRA DESSA CASA AGORA!"
Juvia percebeu que o loiro mudava as expressões na medida em que a conversa progredia. Na hora em que ouviu o sobrenome de Cana ficou estático, depois na hora em que Bacchus a estava elogiando, ele ficou possesso e na hora em que ouviu ela xingando parecia feliz. E na hora em que ela falou do precioso Cd, ele parecia que tinha acabado de ter o melhor sexo da vida dele. Sem falar que na hora em que ouviu o nome, ele se alarmou, praticamente denunciando sua identidade. Aquele era Laxus Dreyar.
Juvia foi em direção a Bacchus e pegou o celular: "Cana-san! Aqui é a Juvia! Fique calma por favor! Onde você está?"
"JUVIA? ONDE VOCÊ ESTÁ? O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO COM ESSA MULA DO BACCHUS?"
"Cana-san, fale mais baixo por favor, você está no viva-voz."
"E que merda está fazendo que não desligou isso ainda? E por que você tá me chamando de Cana-san? Eu moro com você faz tempo o suficiente! Juvia, o que está acontecendo?" Cana estava desesperada.
Juvia também, pois tinha conhecimento de quem era aquele loiro, sem falar que ele parecia furioso o suficiente pra matar Bacchus-san e como aquele homem era a fonte de bebidas da casa, não pensou duas vezes, pegou a mão dele e saíram correndo.
Laxus ainda estava entorpecido quando notou que a dupla a sua frente não estava mais por ali. O cara começou a gritar tanto que chamaram a polícia, só que pra sua sorte, a recepcionista o defendeu. Quando ele conseguiu se livrar da confusão, a dupla já tinha sumido!
"Mas que merda é essa?" O loiro pensava, "Bom, aquele cara e aquela mulher do cabelo azul conhecem Cana e ela ainda tem o meu cd. Ganhei o dia. Deixa eu ir, acho que tá faltando bebida lá em casa"
Enquanto isso, Juvia e Bacchus tentavam correr, ela sabia quem era o loiro, descobriu e acabou chegando no bar onde Cana estava a ponto de arrombar a porta.
"Cana, solta isso agora!" Bacchus se lançou em direção a ela, que desviou com um passo para o lado.
"ABRE ESSA PORRA DESSA PORTA, SE VOCÊ NÃO QUER QUE EU TE ARREBENTE!"
"Cana, fica calma por favor, eu tenho uma coisa pra te contar, bem séria." Juvia falou.
"Opa, você se tratou na primeira pessoa! Puta merda, o que houve?"
"Laxus Dreyar!"
A morena ficou sem cor, ela caiu sentada no chão, meio sem fôlego, se achou uma estúpida pela reação, mas era inevitável. Já que tinha até ligado pra ele e mandado aquela mensagem ridícula, saber um pouco mais não seria assim tão mal. E já que estava assumindo isso, que venha a rebordosa.
"O..o que tem ele?"
"Ele sabe do CD! Na hora em que você estava gritando no telefone, ele estava lá! Ouvindo tudo. Ele não sabia que você era prima dessa coisa medonha aqui. Juvia ficou preocupadíssima e achou que esses dois loucos poderiam se matar. Bacchus-san estava dando em cima da moça descaradamente e..."
"Laxus ficou com ciúme? Aquele desgraçado, cretino, maldito? Ciumes de uma vendedora de celular?" Cana ficava puxando os longos cabelos, como se estivesse surtada.
Juvia, não aguentando mais, deu dois tapas pra acordá-la e pediu pra que ficasse quieta.
"Escuta a Juvia, Cana. Ele queria comprar um celular. E essa anta do Bacchus-san estava atrapalhando. Ele em momento algum ficou afim da moça, muito pelo contrário. Ele que parecia o próprio monstro do ciúme quando ouviu ele falar seu sobrenome. E quando essa coisa ficou te elogiando, ele ficou a ponto de explodir, mas aliviou e muito quando ele soube do CD!" Juvia completou
"POR QUE DIABOS VOCÊ ATENDE O CELULAR NO VIVA VOZ? NÃO ERA PRA ELE SABER DISSO! ISSO ERA O MEU SEGREDO, MEU MIMO, MEU AMOR POR ELE, MAS QUE DROGA! Opa...espera...se ele foi comprar um celular, significa que ele não tem mais um, né? Então será que ele não me odeia? O celular tava quebrado e por isso que ele não atendeu? Ai meu Deus, então..ele não viu a mensagem...e se o celular tá quebrado, ele deve ter mudado de chip. Merda, agora estou sem o número dele. "Cana resignou-se.
"Abre essa porta, que eu quero pegar as coisas da Kinana hoje ainda! E deu um chute na bunda de Bacchus, que grunhindo, abriu a porta.
Enquanto isso em uma loja de roupas...
"Ai, faz tanto tempo que eu não compro roupas, tanto tempo que eu não saio. Aff, que roupa eu compro? Sem falar que tem que comprar o sapato e a bolsa? Ai, lá se vai o meu salário! Bendito encontro. Ok, vamos lá." Lisanna tentou parecer conformada.
A história é simples, Lisanna é uma mulher feminina, mas ela não gosta de comprar roupas. Geralmente, ela usa as que Cana compra e não usa mais, e a tal camiseta. Tem uma roupa ali e outra acolá, mas não é lá muito antenada.
Só que no momento em que ela está olhando as roupas na loja, aparece uma dupla de amigos, que mais parecem estranhos.
"Cala essa boca Fullbosta. Você nem foi na piscina ver a sua 'cliente' e também..."Natsu parou.
"O que foi Foguinho, continua falando seu idiota. Cansou? Morreu? Hey Natsu? Acorda velho!"
Gray deu um soco em Natsu que não se mexeu. Ele estava absorto em seus pensamentos e indo em direção àquela loja, que era predominantemente feminina. Sem falar que a camisa de Gray já tinha sumido. Os seguranças já começavam a rodear a dupla, mas quando viram que Natsu parou em frente à vitrine como cães na frente do frango assado, deram um sorriso torto e pensaram mesmo que ele era viado, já que andava com um desamisado e ficou babando na vitrine de uma loja feminina.
Natsu, que ia a frente, parou ante o vidro. O amigo não entendeu, mas sabia que as pessoas lá de dentro não viam que estava lá fora.
A moça não sabia que era observada, então provava as roupas e saía para ver no espelho maior, que na verdade era um vidro espelhado. Vestiu um vestido azul, não muito curto, de alças. Foi lá fazer caretas para o espelho, mal sabendo quem estava do outro lado. A pessoa que a observava, faltava beijar o vidro, preocupando muito seu amigo, colega, sabe-se Deus o vínculo que eles tinham. Ela foi, uma, duas, três vezes e cada vez que aparecia, o homem vibrava, ele sorria, mas, ao mesmo tempo, parecia triste. Algumas vezes foi visto passando a mão no vidro, como se assim pudesse acariciar a moça.
O observador estava sendo observado por alguém que tinha um interesse em Lisanna, mas não era nela, propriamente dito. Erick, ou melhor, Cobra, tinha finalmente tomado coragem e chamado Kinana pra sair, e como a moça deu a entender que era muito cedo para que eles saíssem sozinhos, pediu para que fosse um encontro duplo. Uma das melhores amigas de Kinana era Lisanna e a única que aceitara, já que as outras estão em um relacionamento imaginário com outras pessoas.
Erick tinha um único amigo, com quem se importava, MidNight, que tinha uma obsessão por garotas de cabelo platinado. A coisa estava conspirando em favor de Erick. Lisanna era assim. Só que agora ela estava sendo paquerada despudoradamente por um ruivinho que parecia conhecê-la. Aquele olhar não era de tesão à primeira vista.
Isso deixou Erick preocupadíssimo, já que Lisanna era parte fundamental no encontro dele e da Kinana. Então, sem pestanejar, foi em direção à loja e em direção à moça, dando-lhe um abraço efusivo!
"Hey Cobra, como você tá? Ansioso?" Lisanna perguntou.
"Ah, mais ou menos, mentira, estou mesmo muito ansioso. Eu gosto da Kinana desde sempre e só agora fui falar com ela, graças àquele idiota do Hibiki que tentou dar uma de bonzão pra cima dela. Mas e você Lis, amando? Por que você aceitou ir? Você não gosta do seu ex ainda?"
"Olha Cobra, gostar eu gosto, mas eu me conformei que pelo menos eu vou me lembrar dele pra sempre, só que o cara tá com outra, né? Bem mais linda do que eu e tudo o mais. Só que eu também quero aproveitar a vida. Eu acho que tenho direito, né?"
Cobra a abraçou e colou os lábios no seu ouvido. "Merece isso e muito mais Lis-chan! Você merece isso e muito mais."
A garota ficou rubra, mas não se abateu. Abriu um sorriso e disse:
" O que você acha dese vestido? Pra amanhã?"
"Ficou lindo, mas você não acha que de preto ficaria melhor? Por que você não experimenta aquele ali?" Cobra sugeriu.
Cobra sabia que Lis era observada e o cara estava embasbacado, ele até contaria, se ele não quisesse que ela realmente se entendesse com seu amigo MidNight! Não, ele não era apaixonado por Lis, só que ela parecia demais a Angel, uma ex dele, e como ele pediu, e sem falar que assim achou uma oportunidade pra ficar com a Kinana. Só que não pareceu muito certo isso, quando a abraçou anteriormente, o cara podia ter se ofendido e a coisa poderia sair muito pior do que ele imaginou. Decidiu se explicar com o ruivo, mas não diria nada pra Lisanna.
Foi lá fora para levar um soco de direita bem no olho esquerdo. " NUNCA MAIS ENCOSTE NELA"! Ouviu o cara gritando, só que Cobra, que não era idiota, fez com que a briga rumasse lá pra fora, sem falar do medo de que Lisanna visse.
Quando a bela Strauss retornou, seu amigo tinha sumido e seu observador, que calhava de ser o ex-namorado que ela ainda amava, perdeu uma das mais belas visões que poderia ter. Mesmo sem maquiagem e afins, a garota estava mesmo muito elegante com o vestido. Ele era justo, até abrir em uma saia rodada, acinturado, tomara que cai. Chegava ao meio das coxas e era confortável. Lisanna se sentia um máximo e decidiu que iria com esse ao encontro, mandou uma mensagem no celular de Cobra agradecendo pela sugestão e foi rumo à loja de maquiagem.
