Capítulo 9: Pinturas, banhos e certezas

N/A: Oiii gente bonita vim atualizar esse cap agora porque estou sem pc e esse é o único cap novo que tinha o pen drive. Então, como meu gato derrubou meu not e eu não sei quando vou pegar a lindeza na manutenção (fez um estrago feio) estou deixando esse post pra ninguém pensar que eu abandonei. Hehehe. Provavelmente o próximo cap demora de sair, mas vai que a manutenção seja simples...Vai saber!

Eu adoro esse cap. Tipo, Muitoooo. É um dos meus preferidos =D. Espero que gostem! Sem betagem, mas relido, desculpem algum erro, bjus e aproveitemmmm! (estilo Gothel agora no final kkk)

Pode ser que eu nem conheça o amor. Minha alma desperta sonhos de mais. Meu desejo é sempre assim. Dentro de mim o amor sabe me encontrar. Meu coração sempre sabe onde me guardar- Fábio Nesteres- Encontro

Rapunzel não conseguiu formar uma opinião quando Eugene disse que estava procurando seus pais. Ela queria ficar ofendida por ele duvidar de sua mãe e do parentesco das duas, mas mais uma vez ela não podia. Não conseguia ficar brava porque a mãe já tinha mentido muito e até o momento Eugene não tinha lhe feito nada além de ser sincero e verdadeiro, em tudo. Porém entrar de cabeça nas suspeitas dele lhe dava uma tristeza infinita. Se sua mãe não fosse quem dizia ser ela tinha passado 18 anos da vida com uma pessoa capaz de roubar um bebê da família, de fazer um pai e uma mãe sofrerem, por 18 anos. Ela sabia que talvez ele estivesse certo, mas sua cabeça ainda teimava em achar toda a teoria absurda demais. Principalmente sobre o relacionamento da mãe com um homem. Rapunzel queria se convencer de que Eugene tinha entendido errado. De que na verdade o homem disse um nome parecido com o de sua mãe e ele pensou que fosse a mesma pessoa. Afinal, a amante desse homem não tinha filha e mais, tinha uma mãe doente.

Durante a semana que se seguiu ela se ocupou em passar os dias de sol na beira do riacho, escalando árvores e colhendo flores e frutas silvestres. Nesse período ela e Eugene conversaram mais sobre suas vidas e ele lhe falou mais um pouco sobre o tempo no navio. O moreno ficava desconfortável ao falar do orfanato e Rapunzel não queria forçá-lo. Durante o resto do tempo a loira se dedicava a ensiná-lo o que ela tinha aprendido. Ele ficou com os dedos doloridos por picar a agulha de costura o tempo todo quando a garota tentou lhe ensinar a fazer uma mochila. Por fim ela finalizou o trabalho fazendo uma útil e grande bolsa de usar nas costas.

Quando completou o décimo dia da ausência de Gothel Rapunzel tentava ensinar Eugene a pintar e aquilo estava um tanto quando divertido. A jovem usava um vestido lilás com mangas simples feitas de pano sem tinta. As mangas caiam a todo instante pelo ombro fazendo o modelo, que não era tão provocante, se tornar uma peça sensual. A luz da tarde inundava toda a torre com tons alaranjados. Para completar o cenário Rapunzel enfiou dois pinceis em meio aos cabelos conseguindo prendê-los para trás, embora alguns fios caíssem de maneira sensual por seu rosto conforme ela se concentrava. Ela tinha afastado o armário verde e feliz viu que ali ainda não tinha sido pintado. Começou com lições básicas e Eugene ficou extremamente frustrado com sua falta de jeito nas linhas e traços. Conforme ele tentava desenhar tomava cuidado para não pisar no resto do cabelo que não pode ser preso e projetou-se para trás:

-ARHG!- Ele resmungou e jogou o pincel no chão irritado. Rapunzel riu e cruzou os braços enquanto apreciava a visão dele sem o colete e com boa parte da camisa branca aberta:

-Se você não tentar nunca vai conseguir.

-Eu sou do tipo que prefere olhar você. Principalmente com esse vestido sensual.- Ela corou. O relacionamento físico deles estava evoluindo uma vez que tinham muito tempo sozinhos. A jovem ficava extremamente satisfeita quando o tocava e era tocada de volta ao mesmo tempo. Mas ela ainda sentia-se envergonhada quando ele era tão franco em relação aos seus encantos. Principalmente porque não era acostumada com aquilo:

-Você é um nervosinho.- Debochou e riu ao ver os pés descalços dele mexendo desconfortavelmente- Só ter paciência. Pascal faz isso bem melhor do que você.- Eugene abriu a boca ofendido- E se continuar de boca aberta comerá moscas igual ele.- O moreno fez um bico e cerrou os olhos para ela. Rapunzel riu e voltou à atenção para a parede. Estava pintando Eugene em seu colete verde dançando com ela no dia do festival. Ele ficou feliz de ver que alguém finalmente tinha acertado seu nariz. Pegou o pincel que usava para fazer as flores que ela lhe ensinou e mergulhou na tinta azul. Ela o olhou de canto satisfeita que o tinha feito voltar ao trabalho, mas arregalou os olhos ao sentir algo gelado na bochecha. – O que você...?- Passou o dedo pelo rosto e os viu azuis- Você me pintou!

-Você é bem melhor que a parede.- Ele balançou as sobrancelhas e sorriu inclinando o queixo na direção dela. Rapunzel sorriu vingativa e lambuzou o nariz dele de tinta verde- Meu nariz!- Ele usou um tom ofendido e a loira bateu as mãos fingindo limpá-las:

-Está melhor agora acredite.- Projetou o queixo para cima olhando-o com superioridade e diversão. Eugene esticou a mão fazendo um caminho longo com o pincel do queixo até o colo dela. Rapunzel tentou revidar e ele se esquivou. Ela correu atrás dele e o homem riu se esquivando de maneira ágil. A garota usou o resto do cabelo que estava solto e o fez tropeçar. Ele quase caiu e ela o alcançou sujando-o por todo o rosto com tinta verde. Correu quando ele tentou revidar, mas o ágil ladrão a tomou para si antes que pudesse ganhar distancia e começou a pintar seu rosto:

-Olha que obra de arte no rosto dessa tela bonita! Uma flor!- Debochou fazendo-a gargalhar. Ela passou o pincel pelo pescoço dele e depois pelo peito, ao menos a parte exposta. Em seguida a loira jogou o pincel no chão e usou os dedos para fazer contornos no peito dele. Eugene segurou um gemido:

-Blondie.- Murmurou enquanto o peito subia e descia rapidamente:

-Sua textura é boa.- Ela murmurou e olhou-o. O rosto dela estava metade azul. Ela começou a rir- Você está hilário com o nariz todo verde.- Eugene inclinou e esfregou o nariz contra o lado limpo do rosto dela. Sem resistir tomou os lábios macios num beijo carinhoso e profundo. Rapunzel passou os braços pelo pescoço dele e não se importou de colar o corpo contra o peito todo sujo de tinta. O beijo a deixou quente e cheia de ideias. Queria tocá-lo daquele jeito de novo. Queria fazer mais que aquilo, queria saber se o livro que leu era verdade. Queria que ele a tomasse por inteiro:

-Hey.- Ele se afastou e riu- Melhor tomar um banho, eu limpo essa bagunça.- Ela negou com a cabeça e disse de um jeito tímido:

-Melhor nós dois tomarmos um banho. – Eugene sorriu:

-Você tem ótimas ideias Goldie.- Sussurrou e beijou-a ternamente. Rapunzel foi esquentar a água no fogão e Eugene e Pascal juntaram as tintas dentro da caixinha espelhada. O desenho dos dois dançando ainda estava pela metade e a flor mal feita dele no canto de toda a arte. Fez uma careta ao ver o quanto era ruim. Deixou a caixinha em cima da mesinha que ficava no canto e olhou em volta, mais uma vez admirado com o trabalho bem feito da garota- Que talento.- Comentou impressionado e Pascal soltou um chiadinho em concordância. Ele estava começando a entender a linguagem do bichinho. Ajudou Rapunzel a levar a água para o banheiro e despejou-a na banheira que mais parecia uma enorme tina de madeira da idade média. Ela encostou no aparato de lavar o rosto e o encarou. Eugene sorriu discretamente e pegou uma toalha molhando-a na água quente. Andou até a jovem e limpou-a com a ponta do pano úmido. Ao terminar de limpá-la abriu o resto da camisa e jogou-a no chão. A garota passeou os grandes olhos por todo seu corpo, ao menos as partes expostas. Ele sorriu orgulhoso. Sabia que era bonito e ver a loira olhando-o daquela maneira lhe deixava arrepiado. Molhou mais a toalha e limpou o próprio rosto:

-Deixa que eu faço isso.- Ela murmurou com a voz levemente trêmula. O moreno assentiu e fechou os olhos quando a toalha morna tocou seu torso nu. Suspirou e abriu as pálpebras mediocremente. Pode ver a concentração de Rapunzel em tirar a tinta de sua pele- Fizemos uma bagunça em?

-Foi divertido, não?- Ela assentiu e sorriu- Você quer que eu saia para tomar seu banho?- Os olhos verdes o tragaram e o moreno engoliu em seco:

-Não.- E para provar seu ponto as mãos tremulas foram parar no cós de sua calça. Os dedos se meteram entre o tecido e a pele e ela abaixou tua roupa nervosamente. Embora ela houvesse o tocado e tenha se deixado tocar, eles nunca tinham realmente se visto. Sempre entre camadas de roupas, lençóis e cercados pela penumbra. Eugene suspirou diante a possibilidade e engoliu em seco livrando-se da calça. Ela o olhou com desejo nítido nos olhos. Ele ficou tenso e encarou aquele mar de verde com seriedade.

Rapunzel viu os olhos dele cravarem nos seus e mordeu o lábio inferior em ansiedade quando ele baixou a roupa íntima. Seu coração estava acelerado, um calor envergonhado e gostoso tomou conta de seus poros. Sentiu as bochechas arderem e o olhou atentamente. Ele estava evidentemente com desejo. Voltou seu olhar para o rosto dele. Não tinha notado que o peito dele subia e descia rapidamente, igual ao dela:

-Não vai para a banheira?- Ela perguntou tentando manter a voz firme e falhando miseravelmente. Ele assentiu e entrou na água. A loira sentia uma mistura de coisas, a ansiedade e empolgação eram os predominantes. Agora ela sabia que quase todas as partes dele foram beijadas pelo sol. Quase todas. Ficou lisonjeada por ele deixá-la participar de uma situação tão intima como aquela e ao mesmo tempo seu coração encheu-se de carinho e devoção. Ocorreu-lhe que, da mesma forma que ele se despiu seria a vez dela. Suspirou nervosa diante o olhar quente que o homem lhe lançava e passou a mão pelos cabelos prendendo o máximo que podia. Um coque frouxo e cheio de fios soltos foi o máximo que conseguiu com as mãos tremulas como estavam. Ela sentia como se o coração pudesse sair a qualquer momento pela boca tamanho nervosismo e ansiedade. Rapunzel podia comparar aquela sensação a mesma que a dominou quando estava prestes a sair da torre pela primeira vez. Ela sabia que uma vez saindo seu mundo nunca mais seria o mesmo e ali estava novamente, prestes a mudar que seu cabelo fosse mais curto para não ficar arrastando no chão mesmo após o coque improvisado. Queria sentir-se bonita:

-Rapunzel?- Ele a olhou com preocupação e ela sorriu de maneira sincera. Eugene sorriu de volta, mostrando toda sua ansiedade. Ele estava obviamente tão nervoso quanto ela.- Está tudo bem?- A loira assentiu e levou a mão as costas enfiando os dedos por entre o cordão do vestido. Engoliu em seco ao senti-lo afrouxar e olhando-o nos olhos puxou as mangas de tecido sem cor que insistiram em cair durante todo o dia. A peça desceu de seu corpo facilmente. Puxou as alças delicadas do macacão fino de algodão cru que consistia em sua combinação e ele caiu amontoando-se em seus pés com o vestido. Suspirou, o rosto pegando fogo, enquanto os olhos apaixonados do moreno percorriam seu corpo nu de maneira embasbacada.

Eugene abriu a boca diante a frescura e delicadeza da pele rosada. Ela era feito uma pintura enviada dos céus, parada na frente dele. Um anjo deixando-se levar pela rudeza de um ladrão. Ele não conseguia parar de olhá-la. Todos os detalhes de seu corpo magro e delicado incendiando cada pequeno ponto de sua alma:

-Você é...-Engoliu em seco e esticou a mão. Ela diminuiu a curta distancia e aceitou a mão dele com nervosismo- Você é a representação do incrível.- Sentiu-se torpe ao dizer aquilo, mas nem as mais belas palavras poderiam traduzir tudo que ia ao coração do homem. O momento era puro de mais para encaixar-se em meras frases. Ajudou-a a entrar na banheira. A loira jogou a parte do cabelo que não conseguiu prender para fora de modo que não lhe incomodasse. Eugene esticou a mão tocando a tez delicada e ela fechou os olhos, sorrindo levemente. O moreno inclinou o rosto na direção dela e iniciou um beijo carinhoso e lento. Uma sedução envolvente para deixá-la inebriada.

Rapunzel sentiu o beijo dele com mais sensibilidade e não resistiu em enterrar a mão no cabelo dele. Sentiu satisfação ao ouvi-lo gemer dentro de sua boca e todo o seu corpo ficou em evidente estado de ansiedade e alegria. Ela nunca imaginou, nem em seus sonhos mais delirantes, que um dia fosse estar tão próxima a alguém fisicamente como estava dele. Aquilo era tão emocionante que os olhos dela marejaram. Ele se afastou dela e a olhou nos olhos, limpando seu rosto carinhosamente:

-Tudo bem?- Ela assentiu e tomou os lábios dele num beijo. A língua exigente e carinhosa a faziam ter arrepios por todo o corpo. Em dado momento as mãos grandes empurraram suas costas e ela sentiu os seios contra a pele firme. Descolou a boca da dele e arfou surpresa com o prazer obtido num gesto simples- Goldie?- Ele sussurrou em sua orelha:

-Eu poderia morrer assim.- Ela sussurrou deixando-o tranquilo. Eugene deslizou a boca pela orelha dela, dando beijos molhados e vendo o braço arrepiar. Desceu a boca lentamente para o pescoço e alternou mordidas leves e brincadeiras com a língua. Suas mãos deslizaram até os quadris dela e a puxou para cima de si. Rapunzel arfou e ele fechou os olhos de maneira forte ao sentir o peso dela em cima de partes bem sensíveis. Estavam abraçados de maneira protetora e completamente inebriados de paixão:

-Você é tão linda.- Ele sussurrou contra a orelha dela e sentiu-a suspirar. Tudo dela sempre seria intenso de mais e Eugene adorava ver as reações incríveis que seus toques lhe causavam- Eu te amo.- Sussurrou e ela sorriu de olhos fechados enquanto ele lhe beijava o pescoço bem abaixo do queixo. Desceu a boca lentamente e finalmente beijou-lhe os seios com devoção e carinho. Ele mais que a venerava enquanto a beijava daquela forma, ele verdadeiramente a amava, transformando aquilo que sentia em gestos. Rapunzel soltou um gemido alto, quase gritando quando os lábios ternos e dedicados dele lhe beijaram os seios. Podia sentir a textura firme e quente dele abaixo de si e o queria além daquilo:

-Eugene.- Sussurrou o nome dele de um jeito sôfrego e carinhoso. O moreno levantou a cabeça e a encarou com os olhos cerrados. A visão dos lábios inchados dele bem como todo o desalinho do cabelo e aparência confusa a fizeram suspirar de prazer:

-Sim Goldie?- Sussurrou preocupado com ela:

-Quero fazer amor com você.- Usou as palavras que aprendeu ao ler o livro de romance. Ele piscou quase chocado:

-Aqui não é lugar para sua primeira vez Goldie.- Murmurou com preocupação:

-Eu não quero levantar daqui e quero fazer isso agora.- Sussurrou:

-Mas nós precisamos ou será ruim e doloroso.- Sussurrou e ela lentamente, o corpo molhado dela mexendo com os sentidos do moreno de maneira quase incontrolável. Enrolou a toalha neles com carinho. No processo de secá-la beijou-a profundamente. Segurou a mão na dela e saiu do banheiro. Rapunzel segurou a toalha contra si e conforme andavam em direção as escadas ela apreciou a visão do traseiro firme dele. Sorriu, sentindo-se feliz por dividir algo tão intimo com alguém. Ele a guiou escada acima e a fez deitar na cama. Colocou-se por cima dela e a olhou com amor- Rapunzel. Eu não quero te machucar, mas...Prometo que as próximas vezes serão melhores. Isso pode doer.- Foi sincero e a jovem corou:

-Só um pouco, pelo o que entendi será inevitável. Eu confio em você. - Ele sorriu preocupado e beijou-a. Dedicou algum tempo em beijá-la por todo o corpo. Aproveitou o quanto ela se deixava entregar mais e mais e inebriou-a de sensações. Quanto mais a beijava e a deixava pronta para ele, mais ela tinha certeza do quanto seus mundos estavam entrelaçados de maneira maravilhosa e incrível. Eugene praticamente pintava seu corpo com os lábios, tamanha dedicação que tinha a ela e Rapunzel apreciava cada mínima sensação que os movimentos dele lhe causavam. Por fim ele deitou por cima dela e afastou-lhe os cabelos do rosto carinhosamente. Rapunzel sorriu apaixonada- Posso?- Ela assentiu e ele a beijou de maneira profunda e sedutora. O cuidado que ele teve ao fazer aquele movimento lhe custou um esforço muito grande. Ele estava tremulo e ansioso, como se fosse sua primeira vez. Rapunzel arfou de dor e agarrou-o com força escondendo o rosto no pescoço dele- Hey, calma. Eu posso parar se você quiser.

-Eu não quero.- Ela sussurrou com a voz falha e ele terminou de se forçar contra ela. A sensação de finalmente estar dentro dela foi arrebatadora. Apoiou os braços no colchão, um de cada lado dela. A loira abriu os olhos e algumas lágrimas caíram. Ele as limpou com tanto carinho que ela ficou emocionada e deixou mais lágrimas escaparem:

-Hey.- Ele sussurrou- Como estamos?

-Felizes.- A jovem respondeu emocionada e ele assentiu. Olharam-se intensamente, ele sentia que estava mergulhado dentro da alma dela. Não queria perder um lance de suas expressões, queria tudo dela para si, mas precisou fechar os olhos quando ela o puxou para si beijando-o. De maneira lenta e receosa ele conduziu aquele momento, fazendo-a sentir menos dor e algo mais perto do prazer. Beijou-a por todo o rosto e de maneira carinhosa e cuidadosa deu a ela novas sensações. Queria que ela se sentisse a pessoa mais importante do mundo e conseguiu. Mais tarde ela se aconchegou ao peito dele e Eugene a observou dormir. Seu coração repleto de amor e felicidade ao ver o jeito calmo e feliz que ela descansava. Acabou pegando no sono pesadamente. Nunca tinha tido um sono tão tranquilo. Quando acordaram a noite já ia alta. Ele a levou até o banheiro e esquentou água para que apreciassem um banho aconchegante. Durante o banho ele passou o sabonete com cheiro de flores pelo corpo dela e realizando o que ela queria mais cedo a tomou dentro da banheira arrancando de sua garota os mais deliciosos e excitantes sons. Ele ficou contente de poder dar a ela mais prazer do que na primeira vez. Depois de limpos enrolaram-se num lençol e rumaram até a janela. Fitaram as estrelas de maneira sonhadora:

-Eugene?

-Sim Goldie?- Sussurrou enquanto raspava o queixo de leve contra o pescoço dela:

-As estrelas vistas do mar são mais bonitas?

-Certamente mais impressionantes.- Ele murmurou e deslizou a mão pelo braço dela, fazendo-a esticar para cima, como se tentasse pegar algo no céu- Quando estava no navio eu sentia como se precisasse apenas esticar a mão para tocá-las.- Ela suspirou e mexeu os dedos na direção dos pontos brancos no céu:

-Gosto de pensar que essas estrelas cuidam das pessoas, guiando-as com sabedoria. Imagino que...-Suspirou- Elas fizeram uma reunião lá no céu e decidiram que deveriam formar as constelações para ajudar as pessoas perdidas a se orientarem.- Eugene sorriu e beijou-lhe a pele exposta. Ela aconchegou mais as costas contra o peito dele:

- Tenho certeza de que todo andarilho sem rumo pode encontrar um lugar ao qual pertence se entender o que as estrelas tem a dizer.- Rapunzel gostou das palavras que ouviu e ficou em silêncio apreciando a vista- Escolha.

-O que?

-Escolha. Uma estrela! Vou roubá-la para você.

-E eu não duvido da sua capacidade. – Ele riu- Ok. Qualquer uma do céu?

-Sim.- Ele incentivou:

-E vamos saber qual é e como localizá-la?

-Bem. Você é a tal dos mapas estrelares. – A loira sorriu e olhou atentamente para o céu. Conseguiu vislumbrar Orion e Scorpius frente a frente, como guerreiros prontos para o embate. Foi sua vez de segurar a mão de Eugene e fazê-lo apontar para o céu- Aquela é a constelação do guerreiro Orion. Os livros dizem que ele tinha um cão guia, que o ajudava a encontrar seu caminho sempre. Consegue ver uma estrela ali logo à frente?

-Aquela destacada dos pontinhos em ordem?- Rapunzel assentiu- Sim. Ela é fácil de se reconhecer.

-Eu quero aquela.

-A estrela do guerreiro? Meio perigoso Goldie.- Sussurrou contra a orelha dela e sentiu satisfação ao ver o braço dela arrepiar:

-Ela é conhecida como a estrela cão, mas seu nome é Sirius. Eu a quero porque...-Sorriu ternamente- Se eu me perder sempre poderei achar um caminho até você.- Eugene a virou carinhosamente e olharam-se nos olhos, o lençol que cobria-lhe o corpo desceu pelos ombros. Ele afastou o cabelo dela para trás e beijou-a. Rapunzel correspondeu com paixão. Fez amor com ela no sofá, de maneira lenta, intensa e apaixonada. Não conseguia manter as mãos longe e ao que parecia ela também não.

_Tangled_

Eleonor olhou para o céu estrelado e suspirou:

-Querida.- O rei chamou com preocupação- O que há?

-Mais um ano se foi.- Murmurou sentindo o coração apertar em angustia- E nossa menininha está por aí. E se ela já se casou? Foram-se 18 anos, talvez ela esteja casada e morando no velho mundo. Não deve fazer ideia de que a perdemos. – Frederic levantou e andou até a varanda do enorme quarto. Abraçou sua esposa e ela suspirou cansada:

-Eu sinto muito por não termos mais filhos. Se pudéssemos...

-Isso não apagaria a dor que sinto por nossa filha.

-Mas seria um espaço preenchido. – Ele murmurou puxando-a protetoramente:

-Eu gosto de imaginar que apesar de estar longe de nós ela esteja levando uma vida normal e feliz. Não quero pensar no que aquela mulher horrível pode ter feito a ela.

-Nossa filha voltará para nós Eleonor. Às vezes a vida dá voltas e se encarrega de certas coisas de uma maneira estranha, mas... Não podemos perder a esperança. – Ela suspirou chorosa e assentiu. Ficaram olhando para as estrelas se perguntando onde a filha estaria. Os olhos de Eleonor grudaram na estrela guia de Orion, a estrela cão. Seu coração apertou e ela lutou com a sensação de que a angustia chegaria ao fim. Já tinha tido aquele sentimento outras vezes e não queria se iludir. Sua filha provavelmente nunca voltaria para casa.

_Tangled_

Rapunzel estava quente, sentia o calor percorrer todo corpo e lançar pequenos arrepios frios nos braços e no couro cabeludo. Gemeu com a sensação contrastante de calor e frio. Sentiu algo quente e úmido deslizando por seu ventre e finalmente acordou. Eugene estava lhe dispensando beijos molhados perto do umbigo. Ele lhe lançou um olhar travesso e continuou explorando a pele nua com os lábios. Sentiu os dentes dele rasparem em seu baixo ventre e então a língua finalmente fez sua mágica. A mão dela foi parar no cabelo dele automaticamente. Olhou-o por entre os cílios e pode ver um sorriso malicioso nos lábios dele. Ele a beijou e mordiscou com volúpia e embora já tivesse feito aquilo outras vezes com ela, aquela era a primeira vez que tudo era tão às claras, tão visual e intimo. Ele continuou provocando-a com a língua, movimentos circulares e molhados que estavam deixando-a zonza. Uma pressão se fez e ela queria mais e mais:

-Rapunzel!- A menina arregalou os olhos e o empurrou- Rapunzel! Jogue seus cabelos!- A voz de Gothel cantarolou do lado de fora. Eugene sentou abruptamente e se olharam com pânico. Ela levantou e o moreno agradeceu por ter recolhido suas coisas no dia anterior e levado para o quarto da loira, caso contrário seus pertences estariam espalhados pela sala- Não ficarei mais jovem aqui embaixo!- A mãe cantarolou:

-Já vou.- Ela gritou e deu um pulo da cama metendo-se numa combinação fina- Ela veio mais cedo.- Esganiçou a fala- Veio quase cinco dias mais cedo!

-Se acalme. Vai ficar tudo bem!- Murmurou beijando-a rapidamente- Melhor ir logo antes que ela desconfie de algo.

-Rapunzel! O que está acontecendo aí?

-Já vou mãe!- Gritou. Olhou para Eugene com preocupação- Fique bem aqui. Depois pensamos em algo!- Ele piscou o olho direito para ela e nem mesmo aquele gesto a fez sentir outra coisa além de ansiedade e medo. Enquanto puxava a mãe para cima ela ficou se perguntando se era muito tarde e por que da mãe ter voltado quatro dias antes do previsto:

-Hora Rapunzel, que diabos ainda faz sem roupas? Já são nove da manhã!- Acusou olhando-a de maneira reprovadora. Rapunzel cruzou os braços contra si, torcendo para que a mãe não notasse nada diferente. Embora se sentisse bem diferente após entregar-se a Eugene de corpo e alma torcia para que a mudança não fosse externa ou tudo viria por água abaixo- Por que está tão calada?

-Eu não a esperava tão cedo mãe. – Murmurou sem jeito. Gothel se aproximou dela e lhe tocou os cabelos checando-os:

-Está tudo bem minha flor?

-Sim mãe.

-Querida, não quero que se assuste, mas...- Encarou-a seriamente enquanto deslizava a mão sem parar pelo cabelo loiro- Viu algo de diferente por aqui ultimamente?

-Diferente?- Olhou-a em pânico. Ela devia ter notado algo:

-Não quero te alarmar, mas nenhuma oura pessoa além de mim apareceu por aqui, certo?

-Do que está falando mãe?- Questionou deixando o medo invadir sua voz- N-não es-ta-tamos seguras?

-Viu alguém Rapunzel?

-Fomos só eu e Pascal durante 11 dias!- Respondeu deixando a tensão dominá-la:

-Não querida, não precisa sentir medo!- Abraçou-a, mas as mãos continuaram nos cabelos- Sua mãe só teve um pressentimento ruim.

-Mãe!- Ela a olhou atentamente- Está escondendo algo de mim?- Gothel ponderou por longos minutos:

-Claro que não Rapunzel. Eu só... Vi muitos cartazes sobre um bandido perigoso e ele está sumido. Ninguém consegue prendê-lo. Fiquei com muito medo de que ele estivesse andando por esses lados:

-Bandido perigoso?- Rapunzel sentiu a garganta fechar em medo:

-Sim. Ele se chama Flynn Ride mais horrível e grotesco dos homens. Ele tem uma aparência monstruosa e certamente te lançaria um feitiço horroroso ´para te rasgar por dentro como eu lhe expliquei.- Rapunzel não podia acreditar que o nome de Flynn estivesse deslizando da boca de sua mãe daquele jeito. Em pânico, com medo de ser descoberta, não falou nada apenas arregalou os olhos- Minha flor, não fique tão nervosa! Nada vai nos encontrar aqui. Estamos seguras e aquele homem horrível deve estar muito longe em algum outro país! Foi besteira minha vir correndo assim. Eu sinto muito por te preocupar.- E beijou-lhe o topo da cabeça sentindo o cheiro de flores do cabelo mágico:

-Eu sinto muito por dormir até tão tarde.- Murmurou- Fiquei até de madrugada relendo os livros sobre astronomia. Se tiver algum novo pode me trazer da próxima vez que sair?

-Não pretendo sair tão cedo com um bandido perigoso solto por aí! Mas posso procurar algo novo sobre as estrelas para você.- Rapunzel assentiu- Agora vá se vestir e depois fazer suas tarefas. Está atrasada mocinha!

-Sim mãe.- Subiu correndo e abriu as cortinas ao mínimo para entrar. Eugene estava vestido e a olhou com preocupação:

-Ela sabe sobre você... Sobre Flynn.- Sussurrou assustada- Ela...

-Claro que ela sabe sobre mim. Ted deve ter falado que andei perguntando dela. Mais perigoso. Ele deve ter dito que eu perguntei se ela tinha filhos!- Rapunzel o encarou chocada. A expressão de quem descobre uma evidente e desagradável verdade estava estampada no rosto delicado- Hey.- Ele sussurrou e puxou-a para si- Calma. Você precisa disfarçar ou ela vai perceber.

-Como eu pude ser tão cega?- Bufou e pegou um vestido lilás muito parecido com o que usava quando se conheceram. Colocou-o e Eugene ajudou-a a amarrar o espartilho- Como sou idiota. Nisso ela tinha razão. Sou crédula de mais!

-Hey!- Ele a beijou brevemente- Fique calma. Ela é sua mãe, se pressupõe que podemos confiar em nossas mães. Você não foi boba por isso. Será agora se deixar que ela perceba algo errado.- Ela assentiu:

-Você tem razão. – Sussurrou e se afastou dele- Vou descer. Quando ela for tomar banho ou dormir você pode sair.- Ele assentiu e beijou-a mais uma vez. Quando ela saiu ele sentou na cama e preocupou-se. Gothel era muito esperta, ele precisaria ser mais e estar sempre um passo ou dois na frente para que ela não os pegasse. O nojo que sentia pela mulher aumentava a cada dia.

_Tangled_

-Não vá longe.- Rapunzel murmurou com a boca colada na de Eugene. Gothel estava tomando banho. Ele a abraçou por um minuto inteiro e beijou-a brevemente:

-Estarei aqui. Qualquer problema grite. Mande Pascal, faça qualquer coisa.

-O tempo está esfriando, não o quero muitas noites do lado de fora.

-Então fuja comigo!- Ele pediu e ela riu:

-Precisamos organizar melhor essa viagem. - Ela murmurou com um nó quente no estomago ao pensar naquilo. Eugene a abraçou de novo:

-Estarei próximo. Se ficar em apuros me chame.

-Ela é só uma mãe mentirosa. Não uma vilã.- Suas palavra saíram com tanta dúvida que ele a olhou preocupado- Eu acho.- Beijou-o de novo e empurrou-o. Rapunzel sentou no sofá e abraçou as próprias pernas. Sua mãe demorou no banheiro. Pascal a olhou querendo dizer algo, mas ela não entendeu:

-O que foi?- O camaleão soltou um chiado frustrado e apontou para a janela- Devo mesmo ir?- A expressão cética dele a fez lembrar Eugene. Ela não podia mais com aquilo. Ele estava do lado de fora, aguentando o vento frio do final do outono, para ficar por perto, mesmo que ele quisesse passar a noite em outro lugar não poderia por causa dos guardas, teria que ir para muito longe a ponto de não conseguir voltar tão cedo. Engoliu em seco e fechou os olhos. Ela estava expondo uma pessoa que amava e confiava em favor de outra que não confiava mais. Seu coração gritou "Vá embora, livre-se dessa culpa" e pela primeira vez ela estava disposta a considerar. Uma vez feito isso ela nunca mais voltaria à mesma vida com a mãe. Mas ela sabia, do mesmo jeito que Eugene também sabia, sua mãe nunca os aceitaria juntos e poderia denunciar o moreno aos guardas. Ela poderia levá-lo a morte. O jeito que falou dele, sobre ser um ladrão grotesco e perigoso. Rapunzel não podia ficar ali, seu coração gritava para sair:

-Flor?- Abriu os olhos e viu Gothel olhando-a com desconfiança- O que está fazendo dormindo no sofá assim tão cedo?

-Só estava pensando. Não dormindo.- Devolveu num tom indiferente:

-E seria?

-Mãe... Você não se sente solitária?- Gothel sentiu o coração pesar em medo. As coisas estavam ficando complicadas de manter com a jovem adulta. A mulher se aproximou e sentou ao lado dela:

-Hora Rapunzel. Tenho você. E você tem a mim. Não pode ser solitário apenas conosco. É seguro e essencialmente amoroso.- Para provar seu ponto a abraçou. A jovem demorou a retornar o gesto, mas assim o fez- Rapunzel. - Cheirou o cabelo e depois o ombro - Que cheiro é esse?- A loira se afastou e a olhou confusa - Esse cheiro. - Se aproximou - Diferente.

-Acho que está passando tempo demais lá fora e não reconhece mais os aromas familiares. - Brincou e Gothel a olhou atentamente - Mãe, eu estou assustada com seu comportamento. Você viu alguma pessoa bárbara por perto?

-Não minha flor! Claro que não! Já disse estamos seguras! Acho que tem razão. O cheiro daquelas pessoas horríveis confundiu meus sentidos. - A mulher abraçou-a, ou melhor, os cabelos. Se continuasse paranoica como estava Rapunzel iria desconfiar e faria perguntas que ela não poderia responder. Ela tinha se precipitado voltando daquele jeito. Ted estava certo, Rider estava bêbado de mais e provavelmente fazendo perguntas idiotas que todos fazem ao puxar assunto com o cara do balcão. Foi apenas uma coincidência. Mesmo se convencendo disso, algo muito mínimo em seu intimo lhe dizia que perdia algum detalhe, uma mudança sutil que não podia perceber conscientemente e que lhe deixava com o pé atrás. Esse sentimento mínimo não lhe impediu de deixar Rapunzel sozinha cerca de dois dias depois. A menina cantarolava e fazia todas as rotinas de maneira normal e ficar trancada na torre com uma sempre animada jovem lhe deixava louca. Precisava ir para o Snuggly Duckllyng tomar uma cerveja e quem sabe conseguir um companheiro naquela tarde. Às vezes ela olhava para Rapunzel e sentia ganas de estrangulá-la. Olhar a jovem lhe lembrava da rainha e do quanto sua vida mudou porque a vadia real tinha ficado grávida. Perdeu sua liberdade e a tensão de ser descoberta era o pior de tudo. Como odiava ter ficado presa ao fardo daquela princesa idiota. Sem aguentar os sorrisos amorosos decidiu sair. Rapunzel era feito um cachorrinho obediente e se um dia começasse a latir só precisaria prendê-la. Despediu-se da garota e como fazia quando ainda era uma flor, deixou-a para voltar quando precisasse. Dava-se esse direito depois de tanto tempo presa naquele lugar:

-Volto em três dias minha flor.- Murmurou quando descia pelos cabelos:

-Estarei aqui.- E perdida em pensamentos Gothel não notou a voz tremida da jovem.

N/A: E aí gente? Que acharam? Eu não sabia se deixava a NC do primeiro jeito que escrevi (mais descritivo) ou se enchia de metáforas. Como foi a primeira vez deles e por se tratar da Rapunzel decidi por deixar a segunda opção. Não sei se as próximas que tiverem faço algo mais descritivo. Que acham? Huahuahuahua. Espero que tenham gostado, torçam para que meu PC volte logo e comentemmmm! Bjus e até a próxima atualização!