Tcharaaammm! Nono capítulo pra vocês, bem simplificado, sem muitos rodeios eu espero. Estamos beeeem perto agora do momento mais super mega blaster forever by yourself esperado da fanfic hauhauhauhau Espero que vocês gostem e continuem acompanhando! :3
Capítulo IX
De volta à sala, apenas um terço dos livros estava arrumado numa ordem interessante. Ou pelo menos Draco achava que fosse um terço. Decidiu colocar os livros que leu sobre a marca negra na última prateleira da estante, bem longe dele. Nas mais baixas, organizou mentalmente alguns poucos livros: famílias antigas, ofidioglossia/oclumência/legilimência (ou feitiços famosos na casa), assuntos relacionados ao fundador Salazar Slytherin e muitos outros que não havia decorado, mas que logo se aprofundaria.
O garoto suspirou, cansado. Era mais fácil trabalhar de barriga cheia, mas isso tinha sido há muito tempo atrás, e já sentia seu estomago roncar. Largou-se na poltrona, mas logo se endireitou. Tinha que pegar os livros separados e leva-los consigo. Quis levar apenas três. Ele adorava ler sobre tudo aquilo, mas era cansativo e estava deixando-o bem doidinho.
"Mas também... Faz tempos que não tenho uma refeição decente, uma noite bem dormida... Por que esse vício nessa sala, nesses livros...", ele pensou, segurando a cabeça com as mãos, enquanto inclinava-se para apoiar os cotovelos nos joelhos. Ficou balançando assim por pouco tempo, logo ele se levantou, pegou os livros e saiu silenciosamente da sala.
Harry ficou boquiaberto. "Outra sala precisa... Que filho da puta! Mudanças uma ova, é só um plano... Mas a mando de quem? Voldemort está morto, mas alguns comensais podem estar livres por aí, planejando vingança pelo seu senhor... Preciso descobrir mais! Ah, Draco, por que isso de novo? Por quê?", o garoto transitou de raiva para uma tristeza imensa rapidamente. Tudo o que vinha passando nos últimos dias fazia um pouco de sentido, mas era decepcionante. Será que era isso que a previsão da professora queria dizer? "Sentimentos fortes...", ele pensava e tentou mergulhar dentro de si para entender o que era o tal sentimento. Talvez estivesse desenvolvendo um profundo apreço pelo rapaz loiro. Rapaz... Já não eram mais garotos... Eram praticamente homens feitos. Já que era um homem, Harry tinha que encarar os fatos como um. Chega de ações impremeditadas... Ele planejaria algo agora, por mais tolo que fosse.
Mudando o percurso, foi até o Salão Principal para jantar. Sentou-se ao lado de Hermione e escutou o relato da garota sobre o que Malfoy havia feito na hora do almoço, enquanto comia avidamente. Ele ficou boquiaberto – mas não enquanto ainda comia. "Talvez eu esteja enganado... Talvez ele só... Espero estar errado."
- Harry...
- Sim?
- Eu preciso conversar uma coisa com você.
Ele franziu o cenho, mas assentiu. Eles foram para os jardins de Hogwarts e passearam um pouco antes da moça começar a falar.
- No nosso primeiro dia de aula eu vi uma menina... Senti algo estranho vindo dela, mas um estranho bom... Ela é da nossa casa. O que é mais estranho, Harry, é que ela era antes uma menina assustada, tímida e tinha cabelos castanhos, quase da cor do meu... Agora ela se mostra corajosa, imponente e seu cabelo escureceu tanto que parece preto...
Ela lançou um olhar a Harry. Ele não conseguiu interpretar de imediato, e ficou pensando no que ela disse, esperando uma continuação.
- Você conversou com a professora Babbling, Harry? – ela jogou as palavras, rápida e simplesmente.
- Conversei com ela sim, Mione.
- Sobre o que vocês falaram?
- Eu... Eu prometi que não contaria a ninguém.
- Bom, mas eu não sou ninguém. Sou Hermione, sua amiga.
Ele subitamente se tocou que aquilo era uma espécie de chave que a professora lhe dera para saber quem era a única pessoa que deveria conversar sobre Avalon, e conseguiu perceber aquilo apenas pelo olhar que a amiga lhe dera. Os estudos pareciam estar produzindo algum tipo de efeito no seu raciocínio. O rapaz se sentiu um idiota por nunca ter pensado na amiga.
- Nunca imaginei que seria você, Mione... Ainda não consigo pensar direito nas coisas, pelo amor... – ele riu sinceramente. Ela sorriu e continuou:
- Ela estava planejando contar a mais alguém, para obter mais ajuda. Você foi a melhor escolha pra ela, sabe-se lá por que.
- Ajuda?
- Sim, Harry, agora preste atenção. Ela me incumbiu à tarefa de procurar uma garota específica. E eu acho que encontrei, mas não tenho certeza.
- É sobre essa garota que você acabou de me contar, não é? Acho que sei do que você está falando...
"Morgana", ambos disseram juntos.
- Mas será, Mione?
- Venha, eu vou mostra-la a você. Estou pensando em alguma forma de me aproximar dela...
Quando a viu, ele subitamente se lembrou da visão da penseira. Era ela, tinha que ser. As feições, o cabelo, a forma com a qual ela andava, sua aura... Tudo combinava perfeitamente, mesmo que ainda fosse uma menininha.
- Temos que contar a Babbi imediatamente, Mione! Venha...
- Não, Harry! Precisamos ter certeza. Se estivermos enganados, o sofrimento dela vai ser enorme. Primeiro vamos confirmar. A professora me deu algumas instruções – o amigo ouvia atentamente -, mas sem muita certeza. Primeiro: ela passará por mudanças físicas e emocionais assim que tiver contato com a magia. Eu já provei isso. Segundo: ela vai começar a sentir a magia de uma forma diferente. Talvez seja até possível controla-la sem a varinha. E por terceiro: ela não conseguirá permanecer entre as paredes do castelo. Ela vai tentar sair para a natureza o quanto ela conseguir, e um ciclo começará. Mas eu desconfio que isso demore muito tempo... Não estaremos mais aqui para acompanhar isso...
- Por isso que temos que contar logo pra ela o que você descobriu! Ela pode manter os olhos abertos sobre ela, não simplesmente deduzir que é a Morgana...
- Você tem razão... Vamos procura-la. E Harry... Eu sei...
"Sabe o que?!", ele perguntou duma forma meio estranha. Nem sabia que ele mesmo estava escondendo algo, como poderia a amiga saber de alguma coisa?
"Sobre Malfoy. Não se preocupe, tudo vai se acertar... Eu juro", ela sorriu. Suas palavras foram muito reconfortantes, um tanto diferentes das de Babbi quando leu as runas. Era tudo um quebra-cabeça prestes a se acertar. Só tinha uma peça a encaixar, a que ele considerava a mais importante.
Hermione já havia comentado com Ron sobre o que ela pensava sobre Harry e Malfoy. Só então o garoto ruivo entendeu o porquê ele deveria tentar aceitar o sonserino. Para todos que não Harry, era maravilhoso ver que o garoto-que-sobreviveu estava daquele jeito. Nem ele percebia que aquela procura louca por Malfoy, seus comentários fora de hora, sua desconfiança atirada para todos os lados em relação ao rapaz louro só fazia reforçar a ideia de uma paixão mal formada, uma obsessão boba. Depois de tudo que aconteceu no passado, Hermione achou que era justo Harry encontrar o amor novamente, mesmo que fosse um antigo inimigo, e não deixaria nada estragar aquele momento para os dois.
