Classificação etária: M

Universo: After War

Gênero: Romance/Drama/Outros

Disclamer: O Naruto pertence unicamente a Masashi Kishimoto.

Sinopse: Sakura agora é a médica chefe do hospital de Konoha e uma das Kunoichis mais respeitadas do país do fogo, mas ainda não conseguiu esquecer seu amor não correspondido por Sasuke, que após a Quarta Guerra Ninja, retornou a vila, e decidiu retomar sua antiga amizade com Sakura e Naruto. Sentindo uma atração inegável pela garota de cabelos róseos, Sasuke e ela mantém um relacionamento sem compromisso, o que deixa Sakura cada vez mais machucada e desiludida, mesmo que não demonstre. Mas em meio à dor de um passado sombrio, e noites ardentes, Sasuke se verá cada vez mais encantado por Sakura, ao mesmo tempo em que a garota resolve seguir em frente e encontrar um novo amor.

Autora: SamyUchiha

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– Sasuke, já se passaram três anos. Você já dormiu com praticamente metade das mulheres de Konoha. Eu não entendo como você ainda não encontrou uma mulher boa o bastante para ser sua esposa. – Falou enquanto olhava para o teto do quarto dela, com um sorriso no rosto.

Era verdade que, não queria estar sorrindo agora, porque falar com Sasuke sobre esse assunto era como cravar kunais dentro do seu coração, mas não queria que ele soubesse disso.

Não queria que soubesse que isso a machucava.

Porque por algum motivo, ele acreditava fielmente que já não o amava mais.

E decidiu deixar as coisas assim.

– Ainda não encontrei uma mulher digna de carregar o sobrenome Uchiha, isso é tudo. – Ele disse.

– E quais são os seus requisitos, Oh Grande Sasuke Uchiha? – Perguntou, debochada.

– Eu... Eu acho impossível – ele começou, hesitante – mas eu quero tentar amar alguém, algum dia. Quero saber qual a sensação. E até agora, nenhuma dessas mulheres despertou nada em mim.

Aquilo, certamente, quebrou totalmente o coração dela.

É egoísta ficar triste por imaginar você amando qualquer uma dessas outras garotas, Sasuke-kun?

– Você sabe. Eu quero o melhor pra você. Espero que você consiga tudo o que você quiser. – Disse, sincera.

Porque realmente queria que ele fosse feliz, mesmo que isso a fizesse infeliz.

– Eu sei. Obrigado. – Ele disse e sentiu seus olhos a fitando, mas não o olhou.

Não o olhou porque estava ocupada demais imaginando Sasuke casado com outra mulher e... amando-a.

Aquilo doía ainda mais.

– Mas, até lá. Eu sou todo seu. – Sasuke disse com um tom brincalhão que era realmente muito raro.

E decidiu esquecer sua dor e aproveitar o que estava vivendo no presente.

– E eu sou toda sua. – Disse enquanto olhava para ele, finalmente.

E não se incomodou em dizer que seria dele somente até que encontrasse outra pessoa, porque sabia que seria dele para sempre.

– Sim. Minha. – Ele disse com um tom possessivo, enquanto a puxava para cima dele, fazendo com que apoiasse as mãos no tórax dele e arrumasse o corpo, de forma que ficasse com uma perna de cada lado do corpo dele.

– Sua. – Repetiu antes que ele a puxasse para um beijo esfomeado, cheio de luxúria e possessividade.

Eternamente sua.

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Catching Feelings

Eu só estou tentando ver onde isso pode nos levar

Porque tudo sobre você garota, é tão contagioso

Eu acho que finalmente chegou

E tudo o que resta fazer agora, é chegar ao espelho

E dizer a ela

Poderia ser uma possibilidade

Eu estou tentando dizer "o que está acontecendo?"

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O que ela está fazendo aqui? – Ouviu uma voz feminina perguntar ao longe.

Eu a encontrei inconsciente em um campo de treinamento, eu não sabia onde era a casa dela. Eu não vi outra opção a não ser trazê-la para cá. – Disse uma voz fria e rouca e que por algum motivo enviou arrepios pela espinha dela.

Moveu a mão direita e isso fez com que sentisse dor, então parou o movimento.

Cuidadosamente abriu os olhos, mas os fechou rapidamente, porque a claridade presente no local estava irritando seus olhos.

Depois de um momento, testou abrir novamente seus olhos esmeralda, se sentindo satisfeita quando a claridade não voltou a incomodá-la.

Girou um pouco a cabeça - ficando feliz que esse movimento não a fazia sentir dor – e constatou estar deitada em uma cama de casal, com lençóis de seda vermelha – algo que certamente não tinha dinheiro para pagar.

Não conhecia nada do lugar e sua mente ainda estava grogue, por isso não conseguia se lembrar nada da noite anterior.

Como cheguei aqui?

Tudo bem, mas acho melhor você tomar cuidado. Seja lá o que aconteceu com essa garota, ela é pupila da Hokage. E se aquela mulher achar que foi você que machucou a rosada... – Comentou a voz feminina desconhecida, e tratou de tentar prestar atenção na conversa.

Eles estão falando de mim...

Eu sei. – Falou o homem. Curto e frio.

Estava confusa sobre tudo isso, mas seus sentidos ninja ainda estavam alertas.

E foi por isso que, quando ouviu passos vindos na direção do quarto onde estava, rapidamente obrigou seu corpo dolorido a se sentar na cama e sua mão automaticamente procurou a kunai que sempre deixava ao lado da cama.

Mas ela não estava lá.

E então se lembrou que não estava em seu quarto.

Mas decidiu por não se desesperar.

Não ficaria com medo do que estava por vir, porque era uma kunoichi forte... e estava grogue demais para raciocinar direito.

E foi por isso que, quando a porta finalmente se abriu, discretamente deixou o chakra dela fluir por todo o corpo – de uma forma que só ela conseguia por causa de seu excepcional controle de chakra – aliviando a dor, e então deu um pulo na direção de seu suposto inimigo, disposta a prendê-lo contra a parede e ameaçá-lo com seus punhos.

Só que não contou com a areia que iria circundar seu corpo, parando-a, ou os frios olhos verde-água que olhariam para si, seguidos de uma cabeleira ruiva.

– O que você está fazendo, Haruno? – Perguntou a mesma voz fria e rouca que havia ouvido falar a alguns instantes.

Merda.

Foi a única coisa que conseguiu pensar, antes de cair na inconsciência.

Se tivesse uma sobrancelha, tinha certeza que estaria levantada nesse exato momento, tamanha era a situação cômica em que se encontrava.

Quando havia chegado no quarto onde sua hóspede estava, a rosada havia pulado em cima dele – como se tivesse um instinto felino – com seus punhos brilhando com chakra e se não tivesse reflexos rápidos, tinha certeza de que estaria agora mesmo com alguns ossos quebrados.

Mas, o mais cômico de toda essa situação, fora a expressão que a rosada havia feito quando tinha percebido que estava prestes a agredir o Kazekage de Suna.

Um misto de confusão, choque e vergonha – principalmente vergonha, havia percebido, por causa de suas bochechas levemente avermelhadas. – havia feito com que o queixo dela caísse e seus olhos se arregalassem.

Sim, certamente uma situação cômica.

E tinha certeza de que se fosse qualquer outra pessoa, estaria rindo agora mesmo.

Mas ele não era.

E foi por isso que esqueceu a sensação divertida que havia o tomado e avançou alguns passos até a rosada – que estava desmaiada e firmemente presa por sua areia.

Pegou-a nos braços pela segunda vez em menos de 24 horas e sentiu uma sensação estranha de formigamento quando a pele quente dela entrava em contato com a fria dele.

Colocou-a delicadamente sobre a cama e não pode deixar de observá-la.

Passou seus olhos sobre ela, vendo as pequenas e delicadas mãos, que havia enfaixado durante a noite – porque estavam em um estado deplorável – suas pernas longas e atraentes – cheias de pequenos arranhões que havia tido o maior cuidado para limpar sem acordá-la – sua cintura fina, a marca arredondada que os fartos seios da kunoichi faziam sobre seu colete Jounnin, e por fim, seu belo rosto, envolto por suas madeixas rosadas.

Olhou cuidadosamente para seu rosto, vendo como seus longos e grossos cílios escondiam seus olhos esmeralda por baixo das pálpebras, seu pequeno e fino nariz, suas bochechas que só agora percebia estarem com rastros de lágrimas – por quê? Porque estava chorando? - e, por algum motivo irracional, se viu hipnotizado quando seus olhos focalizaram os lábios cheios e rosados dela.

Eles eram tão convidativos...

Mas rapidamente afastou esses pensamentos, se sentando em uma cadeira de frente para a cama – para esperar até que ela acordasse.

E quando finalmente o fez, não muito tempo depois, e abriu os olhos, corando um pouco quando seus olhos focalizaram a figura dele – provavelmente se lembrando que havia o atacado – sentiu novamente uma sensação estranha, algo que nunca havia sentido antes, e que fez com que desviasse os olhos dos dela e começasse a encarar algum ponto atrás da rosada.

– Eu... – Ela começou, gaguejando um pouco, e fazendo com que voltasse seus olhos para ela – Onde eu estou?

– No meu quarto. – Falou, frio e direto, como sempre era.

– Por quê? – Ela perguntou rapidamente, parecendo ficar ainda mais constrangida.

– Eu encontrei você inconsciente no campo de treinamento. E como eu não sabia onde você morava, eu trouxe você para cá. – Repetiu o que havia falado para Temari mais cedo.

– Ah, obrigada. E... ãh... Me desculpe por... antes. – Ela disse, muito constrangida agora. O vermelho em suas bochechas ficando mais intenso.

– Você foi atacada? – Perguntou, ignorando as desculpas dela.

Era uma ninja, a reação que teve a ele era normal.

Um pouco exagerada, mas... Normal.

– Não, eu estava treinando. – Disse enquanto olhava para longe dele.

– Você tem certeza? O seu chakra estava esgotado e você estava cheia de ferimentos pelo corpo. – Disse, e – novamente – achou que se tivesse uma sobrancelha, estaria levantada agora.

– Foi um treinamento intenso, só isso. Os ferimentos são normais em treinamentos. – E, de fato, eram.

– Você está com fome? – Perguntou a ela.

– Não. – Ela disse, mas sua barriga deu um rouco demasiado alto em seguida, a traindo e fazendo-a corar ainda mais.

– Venha. – Disse enquanto revirava os olhos e se levantava da cadeira.

Abriu a porta do quarto e esperou que ela saísse antes de fechá-la novamente.

Percebeu que, mesmo que ela estivesse constrangida, ainda mantinha uma pose altiva – com ombros alinhados e queixo erguido.

Ignorando o resto, indicou com a cabeça que ela seguisse em frente e, sem esperá-la, começou a caminhar pelo corredor.

– Como ela est... Ah, você está bem. – Ouviu Temari dizer enquanto olhava para Sakura.

– Ela está com fome. – Disse para sua irmã, enquanto se escorava casualmente na parede.

– Tudo bem, sente-se Sakura. Eu vou fazer algo pra você. – Disse Temari com o máximo de gentileza que sua voz forte e altiva permitia.

Sabia que, mesmo a irmã sendo uma mulher difícil, ainda assim tinha um coração mole, e estava preocupada com a rosada, principalmente por ter salvado a vida de Kankuro uma vez.

– Ah, não precisa Temari-san. Minha casa não é muito longe daqui. Eu não quero incomodar mais do que eu... – Ela começou, gesticulando com as mãos, certamente nervosa, mas a cortou.

– Coma. – Disse, autoritário.

Viu-a olhar rapidamente na direção dele, primeiramente chocada, mas, logo depois, parecendo um pouco ofendida, enquanto fechava aos mãos em punhos.

– Desculpe-me, Kazekage-Sama. Mas eu realmente prefiro ir para casa, mas agradeço tudo o que fizeram por mim. – Ela disse enquanto franzia o cenho e levantava o queixo.

E, depois de revirar os olhos mais uma vez – o que pareceu deixá-la ainda mais nervosa – se desencostou da parede e foi até ela.

– Eu acompanho você. – Disse, com uma voz ainda mais autoritária do que da outra vez.

– Não é necessário e... – Ela começou, mas a cortou... mais uma vez.

– Eu vou. – Disse com um tom que não deixava margens para dúvida.

– Tudo bem. – Ela disse a contragosto

Dirigiu-se para a porta, não esperando pela rosada, que havia ficado para trás para agradecer a Temari.

E, quando ela finalmente se juntou a ele, decidiu que prestaria muita atenção no caminho em que iriam percorrer.

Afinal, nunca se sabe quando encontraria garotas, ou melhor, mulheres – pensou que esse termo se encaixaria melhor, depois de olhar mais detalhadamente para o contorno do corpo dela – de cabelos róseos e com espíritos felinos, inconscientes em campos de treinamentos.

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Sim, eu sei que demorei horrores para atualizar e que, provavelmente, alguns já devem ter desistido da fanfic, mas peço que me perdoem por isso. Passei por alguns momentos confusos e difíceis na minha vida, e queria que me entendessem, se possível.

Espero que tenham gostado do capítulo, e do início da interação entre o Gaara e a Sakura!

Para aqueles que não desistiram de mim e da fanfic, muito obrigada.

Reviews são sempre muito bem-vindas.

Beijos :)