Nota: Os personagens de Naruto pertencem a Kishimoto Masashi e empresas licenciadas. Fic sem fins lucrativos a não ser diversão. Feito de fã para fã.


Sumário: Eu também te amo... Aquela era a frase pela qual mais ansiara em toda a sua vida, poder de fato compreender um sentimento literalmente tatuado em sua pele, algo que jamais pudera experimentar. Mas seria ele capaz de realmente compreender esse sentimento?


Como o de praxe, antes de dar inicio a esse capítulo eu agradeço as linduxas que comentaram o capítulo passado: Danizinha, Hokage Rubiikia Omurashi, Analu-san e Insana.

Fãs do casal Shika e Temari... hoje tem momento Full Love!

Espero que curtam!

Ah e prestem atenção no "P.s" no fim do cap, talvez possa lhes interessar... rsrs

Uma boa leitura a todos!


Aishiterumo

Capítulo X: Na chuva e na Areia

O vento zunia de encontro à pequena carruagem fazendo as extremidades de madeira ranger como se fossem se partir. As janelas com as cortinas carmim cerradas, impediam-nos de ver o que acontecia em seu exterior, mas o sacolejar constante do carro dava-lhes uma clara idéia do que se passava: uma tempestade estava por vir...

-Kazekage-sama; Matsuri começou hesitante. Dessa vez não era a presença do rapaz que a incomodava e sim em que estado estavam viajando, sob a ameaça de uma tormenta em meio ao deserto. –Não seria melhor pararmos para nos abrigar? Se essa tempestade nos pegar no meio do deserto seremos sugados, não haverá como nos protegermos dela; completou a konoichi.

Gaara se voltou para a jovem a sua frente. Já fazia algumas horas desde que partiram e haviam alcançado apenas o inicio do enorme deserto que separava Suna de Konoha, graças a um "atalho" sugerido pelo cocheiro. Se refizessem o mesmo caminho de vinda, talvez só alcançassem o deserto no dia seguinte. O auxilio do cocheiro, porem, havia acabado por se tornar uma infeliz escolha. Estavam longe demais de Suna que ficava a milhas dali e tão pouco, perto o suficiente para voltarem a Konoha. Era algo inviável pensar nessas duas hipóteses.

-Tem razão, mas não temos escolha a não ser seguir viagem; Gaara finalmente lhe respondeu e viu a konoichi abrir a boca para argumentar, mas logo depois retroceder. –Não teremos tempo para voltar a Konoha, e não há como chegarmos a Suna antes da tempestade. Tudo o que podemos fazer é exigir o máximo dos cavalos para que alcancemos um abrigo no deserto. Não há como retroceder.

Matsuri suspirou. Ele tinha razão, fora exatamente isso que o cocheiro havia lhes dito assim que percebeu a premissa da tempestade. Segundo ele, não muito longe dali havia uma espécie de gruta, ou então poderiam se abrigar sob as deformações rochosas de alguma montanha arenosa. Não estavam em pleno deserto ainda e formações do tipo eram comuns, pior seria se estivessem no meio daquele mar de areia sem um único abrigo a vista. Lá, tudo seria mais difícil.

Naquele instante os olhos de Matsuri buscaram por algo quase esquecido, a cabaça de areia que seu antigo sensei sempre trazia nas costas. Desde que a Akatsuki havia retirado o Shukaku de dentro do Kazekage, ele jamais voltara a usar aquela cabaça. Alguns diziam que o monstro que um dia havia sido Sabaku no Gaara havia morrido naquele dia. Outros que ele ainda podia controlar a areia, talvez com menos intensidade, mas ainda sim...

-Eu não posso...

-Como disse? –Matsuri indagou confusa quando a voz calma do Kazekage a trouxe de volta a si.

-Não posso mais controlar a areia, não a esse nível; completou Gaara se referindo a tempestade que estava por vir.

-Gomen; a ninja se desculpou e passou a fitar as próprias mãos. Ele havia percebido seus divagares?

Era evidente que ele havia percebido e talvez se constrangido também. Em outros tempos aquilo não seria nada comparado ao poder do bijuu. O que seria uma tempestade de areia perto do poder demoníaco do Shukaku? Agora porem Gaara era um homem como qualquer outro. Havia tido um treinamento de ninja como a si, e ainda que tivesse parte do controle daquele imenso poder de controle de areia, estava tão exposto quanto a si diante da ação da natureza. Aquele que nunca sangrava ou se feria, agora "frágil" como qualquer pessoa.

Mais uma vez os divagares de Matsuri foram interrompidos, mas dessa vez por algo completamente diferente. Os cavalos relincharam e o grito do cocheiro chegou-lhes aos ouvidos num urro ensurdecedor. A carruagem sacolejou violentamente e suas paredes tremeluziram como se fossem feitas de papel.

Seus olhos imediatamente buscaram as íris verde pálidas.

Ranhuras apareceram para todos os lados... O teto se foi e o vento entrou...

-SUNA NO MUYA!

Ooo –O– ooO

Temari olhou uma última vez para a enorme cama de casal onde o filho dormia. Fora difícil fazer o pequeno dormir depois que aquela tempestade caiu sobre Konoha. Mais difícil que aquilo só mesmo convencer aqueles velhos bêbados que em Suna se intitulavam os "honráveis conselheiros do Kazekage" a não seguirem o irmão. Mais cedo pouco depois da partida de Naruto e Hinata, um dos guardas viera lhe avisar que Gaara havia partido, levando apenas Matsuri e o cocheiro. No mesmo instante, coisas e coisas lhe vieram em mente...

Aqueles velhos só iriam... Atrapalhar...

Talvez estivesse errada, mas ainda sim achava que o irmão tinha outros motivos a exceção de não gostar da companhia enfadonha dos conselheiros para ter partido daquela forma. Talvez Gaara precisasse daquilo, de sentir-se ao menos uma vez livre sem que ninguém o estivesse observando, fossem os conselheiros, fosse a si e até mesmo Hajime. Ser o Kazekage, entre outras coisas, era ter a sua vida observada de perto, expor-se para toda a sociedade e ter seus atos julgados como corretos ou não o tempo todo.

Como ser você mesmo, agir sem medir seus atos, quando se está sendo observado e julgado em tempo integral? Dia e noite?

Só agora percebia que não havia sido uma boa escolha Gaara se tornar o Kazekage, não por Suna, e sim por si mesmo. Aquilo contribuíra ainda mais para a solidão e distanciamento do irmão mais novo. Gaara era uma figura solitária e triste em meio a um mar de pessoas felizes graças a sua intervenção... Isso não era justo! Por que somente ele também não tinha esse direito?

Entretanto, diante daqueles clarões e da chuva pesada que lavava toda Konoha Temari se perguntava se aquela havia sido a atitude certa: Jogar aqueles velhos bêbados num quarto e jogar a chave fora...

Talvez tivesse sido melhor que eles tivessem ido atrás do irmão, os guardas... E se eles pegassem essa mesma tempestade? E se já estivessem perto do deserto? Estava deveras preocupada, por isso mesmo estava decidida a mandar os guardas atrás do irmão assim que aquela chuva passasse. O tempo era algo imprevisível, poderia até ser que só estivesse chovendo ali, mas ainda sim só a certeza de que o irmão estava bem a deixaria dormir em paz.

Com passos leves, temendo acordar o pequeno, Temari deixou o quarto de hóspedes em que estava e passou a percorrer o longo corredor da residência do Hokage, hoje vazia. Caminhou até chegar ao terraço, dali podia ver a chuva a alagar o pátio no andar de baixo. Fazia frio e imediatamente seus braços se envolveram protetoramente puxando o hobby fino que usava. Quase nunca conseguia dormir em noites de chuva, mas diferente de Hajime não era por temer os raios e trovões e sim as muitas recordações que lhe vinham em mente.

Chuva lhe lembrava Konoha – em Suna quase nunca chovia. Konoha lhe lembrava Shikamaru...

-Com problemas pra dormir?

-Hai; Temari respondeu sem se voltar para trás, sabia quem era o dono da voz.

-Não sabia que tinha medo de chuva...

Dessa vez a voz soara mais perto, Shikamaru estava atrás de si. Sentia o cheiro dele, o calor dele, tudo o que desejava daquela noite escura e chuvosa. Temari se voltou para trás à tempo de ver o sorriso divertido nos lábios do rapaz que vestia o uniforme ninja e tinha o rosto e ombros parcialmente respingados pela chuva. Ele havia lhe dito mais cedo que ficaria de patrulha essa noite.

-E não tenho, chuvas me lembram você; ela respondeu fitando-o nos olhos.

-Você... Se lembra? –indagou Shikamaru após uma breve pausa apenas admirando os olhos azuis da ninja. –A primeira vez que nós...

-Estava chovendo; Temari completou-o. –Jamais me esqueceria disso. Sempre que chove, me lembro daquele dia; ela completou.

Shikamaru sorriu. A primeira vez que a havia tido nos braços... Era bom saber que não era somente a si que se recordava daquilo como se fosse ontem e não há tanto tempo.

-Sinto falta de você, mesmo sendo a mulher mais problemática que conheci em toda minha vida...

-Também sinto falta de você; Temari suspirou e então desviou o olhar. Se continuasse a olhar pra ele acabaria rompendo a promessa que fizera há tanto tempo. Entretanto, talvez, já a tivesse quebrado antes mesmo de tê-la feito.

-E eu... Eu não entendo porque nós não; começou Shikamaru, mas foi calado pela konoichi que se aproximou e tocou-lhe os lábios com a ponta dos dedos.

O que sentia por aquele homem era mais forte que qualquer coisa. Queria esquecer o dever... Queria ser egoísta ao menos uma vez, ao menos dessa vez.

-Me beija...

Shikamaru fitou-a por longos instantes, sentindo os dedos finos da konoichi lhe acariciarem o rosto e o pescoço. O toque dela ainda era o mesmo, o cheiro dela ainda era o mesmo e o beijo dela também deveria ser o mesmo. Fazia tanto tempo que desejava aquilo que agora lhe parecia ser um sonho, daqueles que tinha quando em dias de folga ainda se deitava perto daquela caixa d'água e fitava as nuvens. Só que dessa vez era real, percebeu isso quando sentiu os lábios macios dela sobre os seus, doces e cálidos, exatamente como da última vez que os sentira.

Seus braços a envolveram pela cintura e tão logo percebeu que aquele era como o primeiro beijo que haviam trocado. Havia urgência, pressa, mas também um universo novo de sensações que era re-descoberto a cada toque e suspiro que ecoava de suas gargantas.

Ooo –O– ooO

Escuro... Tudo estava parcialmente escuro e silencioso. A ultima coisa que se recordava era do teto da carruagem indo pelos ares, do vento feito um demônio alado a lhe açoitar a pele e...

"... SUNA NO MUYA...".

Era o grito de evocação de umas das técnicas de seu antigo sensei, O Casulo de Areia. O grito viera do Kazekage depois de um movimento rápido de mãos para formar o jutsu, depois disso ele... Ele saltara em sua direção?

Foi só então que se deu conta de onde estava, dentro do casulo de areia do Kazekage... O som voltara a lhe ser perceptível... ouvia o barulho de centenas de grãos de areia a se desfazerem lentamente, moverem-se como se tivessem vida própria.

-Acho que... o pior já passou...

Só então Matsuri abriu os olhos deparando-se com a íris esmeraldina a milímetros de si. Sob suas cabeças a barreira de areia tornava-se fina como a casca de um ovo, cheia de ranhuras e estrias por onde a luz se infiltrava timidamente. No escuro do casulo, aqueles orbes esmeraldinos eram a sua única fonte de luz, a única confiável.

Havia uma sensação estranha dentro de si... Morte ou vida? Em que estado se encontravam? Aquele era um momento indecifrável até aquele momento. Só conseguia olhar nos olhos dele em busca de uma resposta.

-Kazekage-sama? –ela indagou insegura, mas no instante seguinte Gaara literalmente desabou sobre si.

O peso do corpo dele só foi sentido agora, enquanto o casulo se desfazia por completo feito açúcar no chá. Ele... Ele os salvara da tempestade usando o casulo de areia? Mas ele não havia lhe dito que...

Matsuri corou.

É ele a havia salvo e estava grata por isso, mas... Não havia como ignorar o corpo pesado daquele homem sobre o seu, seu hálito quente contra a curva de seu pescoço...

Talvez desejasse enfrentar outra tempestade de areia só para poder senti-lo tão perto mais uma vez...

Droga! O que raios estava pensando? Ele se arriscara para lhe salvar e agora jazia desmaiado, talvez ferido e ela... Ela pensando aquele monte de besteiras?

-Kazekage-sama? –ela voltou a indagar, mas não houve resposta. –Você está bem Kazekage-sama?

O casulo se desfez por completo e o vento açoitou-lhe o rosto levando a areia da barreira consigo. A tempestade ainda não havia se ido, e sim dado uma trégua. Com dificuldade Matsuri empurrou o corpo do Kazekage para o lado e se esgueirou para sair debaixo dele. Sentou-se vislumbrando com dificuldade a paisagem a sua volta, os olhos semi-cerrados devido ao forte sopro do vento. Quando percebeu o que realmente havia acontecido a sua volta a konoichi foi tomada por uma onda de horror.

A carruagem havia sido destruída por completo, os cavalos mortos e enterrados sob a areia, somente parte de suas cabeças jaziam pra fora. O cocheiro? Esse havia tido o mesmo destino que os cavalos e pior, tinha uma grande lasca de madeira varada de um lado ao outro em seu tronco, a única coisa que ficara para fora da areia.

Matsuri conteve o pavor que lhe subiu pela garganta ao ver a enorme poça de sangue no chão tingindo a areia de carmim. Seu peito ficou apertado. Havia se acostumado a ver sangue, mas sem saber por que o pavor que sentira ao ver os pais serem mortos lhe veio em mente. Foi então que algo gritou dentro dela. Será que ele também? Não, não pode ser...

-Kazekage-sama? –a konoichi se voltou desesperada para o homem desmaiado ao seu lado. –Kazekage-sama? –ela o tocou gentilmente no rosto. –Onegai, Kazekage-sama; seu tom agora era desesperado, havia um nó preso em sua garganta.

Os olhos de Gaara se mexeram sob as pálpebras fechadas e sua expressão era cansada quando proferiu uma única frase:

-Temos que sair daqui...

-Hai; Matsuri concordou, o nó em sua garganta se desfez e duas lágrimas de felicidade e alívio rolaram por sua face, mesmo o rapaz tendo voltado a desmaiar.

Estava feliz por ver que ele estava bem, mas agora tinha outro problema... Como fugir de uma nova tempestade a tempo carregando um homem desacordado consigo?

Por mais pesado que ele fosse, ela o conseguiria carregar, mas o problema era que não sabia como ele realmente estava fisicamente. O seu medo era machucá-lo ainda mais naquela manobra arriscada, entretanto, ou era isso ou era ter de enfrentarem outra tempestade. Dessa vez não teria a ajuda dele para se protegerem.

Matsuri se levantou e tão logo percebeu que havia machucado o tornozelo esquerdo, o que não era nada comparado ao que tinham passado, mas isso dificultaria um pouco as coisas. Sentiu-o latejar quando conseguiu pôr-se em pé, mais ainda quando o peso de Gaara foi atribuído ao seu. Sustentou-o envolvendo um de seus braços sobre os ombros e começou a arrastar-se sobre a areia. Aquilo era tudo o que podia fazer naquele estado, arrastar-se. Se ao menos não estivesse com o tornozelo machucado, as coisas seriam mais fáceis.

Gaara não estava bem, nada bem na verdade. Sua respiração jazia pesada como se lhe faltasse o ar nos pulmões ou lhe fosse realmente difícil simplesmente respirar. Ele havia se esforçado demais, sabia disso. Foi então que como a um oásis a salvação de ambos apareceu. Há alguns passos jazia o que parecia uma montanha arenosa. Uma cavidade escura e pequena semelhante a uma caverna era o que lhe chamava a atenção. Seus passos tornaram-se mais rápidos e a dor fora deixada de lado por enquanto. Outra tempestade logo viria, o vento soprava tão forte que sentia pequenos filetes serem marcados em sua face como a uma lamina afiada. O mesmo acontecia com suas vestes que a cada passo recebiam novos rasgos.

-Só mais um pouco, só mais um pouco Kazekage-sama...

Matsuri dizia sem parar até que a sua meta foi cumprida: conseguiu por fim adentrar a gruta...

Ooo –O– ooO

Residência do Kazekage/ Suna...

Era noite e Kankurou andava de um lado para o outro sem conseguir dormir. Aquela casa era tão vazia sem os irmãos ali, a verdade era que até das malandragens de Hajime sentia falta. Pelo menos com ele ali teria com quem gritar. Da janela de seu quarto via ao longe que o deserto parecia estar em fúria. Nuvens densas e altas de areia podiam ser vistas ao longe. Os habitantes de Suna já haviam recebido o recado: estado de alerta!

Se por acaso a tempestade de areia chegasse até ali teriam de se abrigar o mais rápido possível no quartel general subterrâneo criado há alguns anos. Sem o espírito do Shukaku sendo controlado pelo irmão, não havia como controlar a ação da natureza ali. Gaara podia controlar a areia em ocasiões como essas e evitar muitos desastres e mortes, mas isso fora antes, antes daquele maldito Deidara o levar até a Akatsuki e lhe retirarem o Shukaku.

Kankurou se recostou contra o batente da janela. Gaara... O que o irmão estaria fazendo agora? Provavelmente havia perdido uma bela de uma festa, com muito saquê e mulheres bonitas. Entretanto, Konoha tinha suas deidades, mas não como as de Suna. Adorava a pele morena das mulheres dos vilarejos, sua pele bronzeada e iluminada como sol...

Aquelas ditas como "princesas" filhas dos nobres das áreas mais abastadas de Suna, que prezavam sua aparência pálida e doentia por debaixo de sete véus, em nada lhe atraíam. Pareciam-lhe bonecas sem vida e na maioria das vezes sem conteúdo também.

Foi nesse instante de solidão e reflexão que Kankurou sentiu um par de braços delicados o abraçar pelas costas. A cabeça delicada da mulher repousou sobre suas costas e suas mãos subiram de encontro ao peito do rapaz. Kankurou voltou os olhos para baixo e viu as mãos morenas que o abraçavam. Envolveu-as entre as mãos e manteve aquele contato, sem saber ao certo com quem era. Só sabia que gostava.

As mãos pequenas da estranha, porem, logo escapuliram das suas. Elas tinham outro intuito e trajeto a seguir. Kankurou sentiu as mãos suaves da mulher adentrarem a malha de seu pijama e acariciarem seu abdômen de forma provocante, arranjando-o levemente. Gemeu ante aquela provocação. Os seios rijos a roçarem contra a suas costas lhe davam margem à imaginação. Instigavam. A mulher sorriu satisfeita ao ver que seu intuito estava se fazendo valer.

Já era hora de acabar ou então continuar com aquilo, ele concluiu se voltando para trás e finalmente descobrindo quem era a misteriosa mulher.

-Karin? –Kankurou logo reconheceu o rosto da jovem que trabalhava na cozinha.

Karin era linda... Lábios cheios e voluptuosos, grandes olhos castanhos e uma cascata de cabelos ondulados também castanhos. Aquele era pelo menos o tipo físico de mulher que lhe atraía. Ela parecia uma mulher de verdade, com suas curvas sinuosas por baixo de suas vestes simples. Não era o ouro ou a seda que fazia uma mulher bonita ou desejada.

Karin sabia disso, sabia que ele lhe desejava pela forma como lhe olhava. Ele queria despi-la com os olhos. A morena sorriu mostrando-lhe seus dentes perfeitos e se deliciou quando o sentiu apertá-la em seus braços e beijar-lhe com força. Envolveu-o pelo pescoço sentindo seu corpo perder o contato com o chão.

Suas mãos grandes a apertavam com tanta força que chegava a doer, mas ao mesmo tempo aquele contato a estava deixando doida de desejo. Ele sabia como agradar uma mulher, sua boca e língua não eram a de um homem inexperiente, tão pouco suas mãos. Suas mãos deslizaram de suas costas até seu quadril numa caricia propositalmente demorada. Gemeu quando sentiu a mão voltar até sua cintura e mais uma vez apertá-la de encontro ao seu corpo.

Era uma loucura o que estava fazendo, mas Kankurou só tinha um único desejo naquele momento: possuir aquela mulher naquela noite fria. Não queria ter de passar outra noite sozinho, precisava dela e ela também parecia precisar de si. Ela buscara por si não?

Levou-a até a cama e a comprimiu sob o seu peso, logo suas mãos adentravam sob as vestes da serva. Era a sua hora de provocar. Parte do vestido fora levado com sua mão. As pernas perfeitas da morena pareciam seda sob seus dedos e se entrelaçavam sem demora contra si, mais uma vez o provocando. Intensificou o beijo e sua mão espalmada e livre tocou o seio esquerdo da morena que arqueou em puro prazer, prazer esse entalado, preso em sua garganta. Precisava de ar, mas ele não abandonava sua boca por nada, parecia querer consumi-la por inteira até estar saciado e só então a libertar.

Kankurou por fim abandou os lábios aveludados de Karin e passou a explorar seu pescoço, sua tez macia, se deliciando com o seu perfume. A palavra loucura não lhe saia da cabeça, porem, logo a loucura teve fim, um fim que não era o que esperava.

-Gaara-sama...

Todo desejo e fogo que sentia naquele momento foram mortificados diante daquele sussurro. Kankurou imediatamente saltou para longe da morena que o fitou confusa, sem saber ao certo o que dizer. Ele havia ouvido, isso era claro, diante da expressão de puro ódio em suas íris.

-Kankurou-sama, eu...; Karin tentou se explicar em vão.

-SUMA JÁ DAQUI!

Kankurou exigiu apontando-lhe a porta e a morena correu o mais rápido possível dali. O grito de fúria do rapaz havia feito com que tremesse dos pés a cabeça. Jamais o havia visto daquele jeito.

-Droga! –Kankurou socou a parede assim que se aproximou mais uma vez da janela.

Aquela não havia sido a primeira e provavelmente nem mesmo a última vez que aquilo acontecia, não enquanto não aprendesse uma lição: Em Suna o fantasma do irmão sempre o perseguiria... Aproximar-se de si era o mesmo que aproximar-se de Gaara de certa forma, algo como um "prêmio de consolação". Aquelas que não podiam chegar até o Kazekage, iam até si. Passar uma noite consigo provavelmente lhes davam uma vaga idéia de como seria estar na cama do Kazekage.

Sempre seria uma sombra, e o pior é que não podia culpar o irmão por isso. O que não o impedia de sentir-se humilhado pelo irmão mais novo sem que ele ao menos soubesse disso. Aquilo doía e lhe fazia ter pensamentos que somente o faziam se sentir culpado depois. Raiva, decepção, mágoa. E por quê?

-Gaara... gomen...

Continua...


N/a: Sorry! Sinto pelas fãs do Kankurou, mas isso foi "preciso". Acho que já deu pra vocês terem uma idéia do que pretendo fazer com ele não? Eu e minha boca grande... Façam suas apostas, pois nada mais sairá de mim! XD

Outra coisa, um amigo me disse algo que até então eu num tinha percebido... Naruto só tem personagem pálido e sem cor! Credo até aprece eu... rsrs

Em Suna, em especial, acho que os personagens deviam ser o oposto, por isso resolvi descrever, pelo menos as preferidas do Kankurou, como realmente deveriam ser um povo que vive no deserto.

Bjus e tudo de bom!

Ja ne!


Agora, um apelo desesperado por reviews... O "P.s." citado no inicio desse cap...

P.s: Eu vi uma tática funcionar com uma autora maravilhosa – que recomendo a todos, leitura deliciosa em especial pras fãs do Sasuke. Leiam "Projeto Hyuuga", a melhor fic que li na vida! – chamada Tilim, será que dá certo comigo também?

Enfim, mas o caso é que... Que tal ganharem um presente? Isso mesmo PRESENTE! Um presente surpresa!

Bom, a minha proposta é: Dar um presente surpresa pra aquela (ou aquele, pq não? XD) que me deixar o review número 30. Aquela que me deixar o review número trinta terá direito a uma fic presente do universo Naruto com o personagem que escolher. Adoro desafios de "casais improváveis"! Ah, mas detalhe, só não me peçam yaoi. Nada contra quem curte, mas eu realmente não escrevo... rsrs

E aí gostaram da idéia? Mais apelativo e desesperado que isso impossível né? Pelo menos no meu caso, uma novata no universo de Naruto é... rsrs

Só se eu botar o Gaara fazendo strip até o final dessa fic... Ah posso jogar calda de chocolate nele tb, o que acham? XD

Bom, mas como essa segunda opção é quase que impossível – quase não é IMPOSSÍVEL! XD – eu espero de coração que se motivem com a primeira! Então, não deixem de comentar e torcer, se realmente desejarem o presente!

Tanks pela paciência!

Ja ne!