p style="margin: 20px 0px; font-family: Arial, Helvetica, Trebuchet, sans-serif; line-height: 18px; text-align: justify;"Whale se assustou ao ver surgir à Rainha Má dos contos de fadas no quarto. Estava com o obituário em mãos. Hook não demorou a aparecer, emudecido apenas seguiu até sua "linda". Observadora a mulher arrancou de suas mãos o papel que Whale havia assinado, seus olhos descrentes percorreram aquela folha e logo estudaram o corpo imóvel de Emma que jazia na cama de hospital./p
p style="margin: 20px 0px; font-family: Arial, Helvetica, Trebuchet, sans-serif; line-height: 18px; text-align: justify;"A morena de estatura baixa e que costumava usar saltos de 15 cm para impor superioridade nos demais, agora se via tão pequena quanto uma formiga. Sentia-se esmagada e então se aproximou daquela mulher que considerou um dia como sua "inimiga", mas que admirava pela garra, determinação e ousadia. A Rainha Má se desfez em um silêncio profundo, em uma carícia que inevitavelmente tocou o rosto da loura. Profundamente tocada pelo martírio de um duelo entre seu lado bom e o seu lado escuro, a mulher num instinto maternal beijou a figura feminina na testa e uma lágrima intrometida resvalou caindo na bochecha da filha de Regina. Whale assistia tudo atento. David e August chegaram sorrateiros no quarto./p
p style="margin: 20px 0px; font-family: Arial, Helvetica, Trebuchet, sans-serif; line-height: 18px; text-align: justify;"—Minha filha. –Fala uma Regina sensibilizada surpreendendo alguns ouvidos. Sua fragilidade era notável assim como aquele amor que nascia entre mãe e filha. O Pirata parecia estar sofrendo de algum tipo de fobia, pálido havia se recolhido na cabeça da cama, parecia uma estátua humana, perdeu de vista seu caminho e seu sonho de um destino com aquela loira atrevida desvaneceu. Sentia mais uma vez a visita da morte, aquela maldita coisa que levava àqueles a quem se apegava, sentia-se amaldiçoado. Desesperado o pirata saiu porta a fora, sem rumo, nunca havia sentido tanta dor antes e queria que os deuses sentissem sua fúria, queria uma razão para continuar vivo. Com os nervos à flor da pele ninguém fez questão que ele ficasse, na verdade ele parecia mais um ser invisível./p
p style="margin: 20px 0px; font-family: Arial, Helvetica, Trebuchet, sans-serif; line-height: 18px; text-align: justify;"—Eu sinto muito, Regina. –Declara Whale que sai cabisbaixo da habitação./p
p style="margin: 20px 0px; font-family: Arial, Helvetica, Trebuchet, sans-serif; line-height: 18px; text-align: justify;"—O pai... Quem é? Quem é o pai da Emma, Regina? –Pergunta o príncipe tomado por um sentimento de culpa e de curiosidade. Pelas suas contas aquela jovem era sua filha, era fruto do seu relacionamento com a filha de Cora./p
p style="margin: 20px 0px; font-family: Arial, Helvetica, Trebuchet, sans-serif; line-height: 18px; text-align: justify;"—Já não importa! –Contesta seca, enxugando aquela lágrima atrevida que manchara seu rosto e denunciara sua fraqueza. O amor a deixara em pedaços e ela se lançou ao vazio ao vê-la partir, ao dar-se conta de que nem sua sombra voltará a abrigar sua alma em pedaços./p
p style="margin: 20px 0px; font-family: Arial, Helvetica, Trebuchet, sans-serif; line-height: 18px; text-align: justify;"—Sei que magoei você e que a trai, mas, por favor, não me esconda a verdade?! –Disse virando-a para que pudesse encará-lo. Tudo havia mudado desde que a vira desnudar sua alma diante de todos. E algo que não imaginava aconteceu, ele se perdeu novamente naquele sentimento que despertou: o amor. E não havia como explicar, ele apenas sentia que devia estar ao lado dela. Desejava com toda sua força que aquela fosse a filha deles, embora fosse doloroso./p
p style="margin: 20px 0px; font-family: Arial, Helvetica, Trebuchet, sans-serif; line-height: 18px; text-align: justify;"—Sim. –Confirmou a suspeita do homem e se desvencilhou do olhar dele. A sua paciência havia morrido, por mais que quisesse não conseguia lembrar o que havia visto naquele homem, queria estar longe dele, não podia voltar a acreditar naquele que a esqueceu. Não podia ser idiota outra vez. Sem querer David a fez mais forte, ela já não alimentava ilusões e havia começado uma nova vida depois da maldição. Já não acordava encharcada de lágrimas a cada manhã, se sentia forte para desenhar um novo amanhecer desde que Henry chegara à sua vida, já não era a tonta que Cora manipulava. Não podia acreditar nele. Tornando a ver Swan na cama, alisou o cabelo da loura e outra lágrima desaforada resvalou. A rainha estava quebrantada assim como David que se esmurrou a parede do quarto e deixou-se cair no chão apoiando seu corpo na parede, estava inconsolável. August abalado assistia a cena, instantaneamente se aproximou da prefeita e a abraçou, e ao contrário do que ele imaginava, ela aceitou o apoio e afago./p
p style="margin: 20px 0px; font-family: Arial, Helvetica, Trebuchet, sans-serif; line-height: 18px; text-align: justify;"—Vou cuidar dos... Dos... Preparativos para o... funeral. –Avisou David que ia sair quando se deparou com o médico diante dele no corredor./p
p style="margin: 20px 0px; font-family: Arial, Helvetica, Trebuchet, sans-serif; line-height: 18px; text-align: justify;"—Não p-ode sair. –Irrompeu o silêncio gaguejante. O céu de Storybrooke estava acinzentado, o frio se despojava de maneira abrupta e intimidava os habitantes da cidade. Para Regina, David e Hook o céu ou o clima pouco importava, na verdade ele havia caído encima deles. Regina imaginava como daria a notícia a Henry, dentro dela era puro inverno assim como naquela maldita cidade que agora parecia estar deserta. O hospital estava um completo silêncio./p
p style="margin: 20px 0px; font-family: Arial, Helvetica, Trebuchet, sans-serif; line-height: 18px; text-align: justify;"—E por que diabos eu ficaria aqui? Ao menos temos de dar um enterro digno a nossa filha. –Protestou descontrolado, com a respiração agitada. Seu comportamento chamou a atenção de August e Regina que o olharam embaraçados. Quando a mulher com a feição séria, porém sensata pensava em dizer algo.../p
p style="margin: 20px 0px; font-family: Arial, Helvetica, Trebuchet, sans-serif; line-height: 18px; text-align: justify;"—Ki...llian? –Disse uma voz feminina. Regina se desprendeu dos braços de August e se apegou ao ferro da cama de hospital. Seus olhos não podiam acreditar no que estava vendo e naquele momento eles brilharam, sim, tornaram a ter a cor do mel. E naquele momento a razão e a ciência não faziam sentido algum. Os três homens se olharam impressionados. A morena sorriu.../p
p style="margin: 20px 0px; font-family: Arial, Helvetica, Trebuchet, sans-serif; line-height: 18px; text-align: justify;" /p
p style="margin: 20px 0px; font-family: Arial, Helvetica, Trebuchet, sans-serif; line-height: 18px; text-align: justify;"—Bem vinda de volta, Srtª Swan. –Falou doce e com ar maternal. Cerca de 20 minutos atrás lamentava havê-la perdido e agora estava ali, aquilo era uma prova de que o amor podia tudo. O amor pode quebrar dogmas, derrubar muros, transformando-os em pontes e pode operar milagres. Todos exceto Emma Swan haviam presenciado um milagre do amor. Foi àquela dolorosa e sutil lágrima de amor verdadeiro de Regina que a trouxeram de volta não restavam dúvidas. Mas nada é perfeito ou é?/p
p style="margin: 20px 0px; font-family: Arial, Helvetica, Trebuchet, sans-serif; line-height: 18px; text-align: justify;"A morena de estatura baixa e que costumava usar saltos de 15 cm para impor superioridade nos demais, agora se via tão pequena quanto uma formiga. Sentia-se esmagada e então se aproximou daquela mulher que considerou um dia como sua "inimiga", mas que admirava pela garra, determinação e ousadia. A Rainha Má se desfez em um silêncio profundo, em uma carícia que inevitavelmente tocou o rosto da loura. Profundamente tocada pelo martírio de um duelo entre seu lado bom e o seu lado escuro, a mulher num instinto maternal beijou a figura feminina na testa e uma lágrima intrometida resvalou caindo na bochecha da filha de Regina. Whale assistia tudo atento. David e August chegaram sorrateiros no quarto./p
p style="margin: 20px 0px; font-family: Arial, Helvetica, Trebuchet, sans-serif; line-height: 18px; text-align: justify;"—Minha filha. –Fala uma Regina sensibilizada surpreendendo alguns ouvidos. Sua fragilidade era notável assim como aquele amor que nascia entre mãe e filha. O Pirata parecia estar sofrendo de algum tipo de fobia, pálido havia se recolhido na cabeça da cama, parecia uma estátua humana, perdeu de vista seu caminho e seu sonho de um destino com aquela loira atrevida desvaneceu. Sentia mais uma vez a visita da morte, aquela maldita coisa que levava àqueles a quem se apegava, sentia-se amaldiçoado. Desesperado o pirata saiu porta a fora, sem rumo, nunca havia sentido tanta dor antes e queria que os deuses sentissem sua fúria, queria uma razão para continuar vivo. Com os nervos à flor da pele ninguém fez questão que ele ficasse, na verdade ele parecia mais um ser invisível./p
p style="margin: 20px 0px; font-family: Arial, Helvetica, Trebuchet, sans-serif; line-height: 18px; text-align: justify;"—Eu sinto muito, Regina. –Declara Whale que sai cabisbaixo da habitação./p
p style="margin: 20px 0px; font-family: Arial, Helvetica, Trebuchet, sans-serif; line-height: 18px; text-align: justify;"—O pai... Quem é? Quem é o pai da Emma, Regina? –Pergunta o príncipe tomado por um sentimento de culpa e de curiosidade. Pelas suas contas aquela jovem era sua filha, era fruto do seu relacionamento com a filha de Cora./p
p style="margin: 20px 0px; font-family: Arial, Helvetica, Trebuchet, sans-serif; line-height: 18px; text-align: justify;"—Já não importa! –Contesta seca, enxugando aquela lágrima atrevida que manchara seu rosto e denunciara sua fraqueza. O amor a deixara em pedaços e ela se lançou ao vazio ao vê-la partir, ao dar-se conta de que nem sua sombra voltará a abrigar sua alma em pedaços./p
p style="margin: 20px 0px; font-family: Arial, Helvetica, Trebuchet, sans-serif; line-height: 18px; text-align: justify;"—Sei que magoei você e que a trai, mas, por favor, não me esconda a verdade?! –Disse virando-a para que pudesse encará-lo. Tudo havia mudado desde que a vira desnudar sua alma diante de todos. E algo que não imaginava aconteceu, ele se perdeu novamente naquele sentimento que despertou: o amor. E não havia como explicar, ele apenas sentia que devia estar ao lado dela. Desejava com toda sua força que aquela fosse a filha deles, embora fosse doloroso./p
p style="margin: 20px 0px; font-family: Arial, Helvetica, Trebuchet, sans-serif; line-height: 18px; text-align: justify;"—Sim. –Confirmou a suspeita do homem e se desvencilhou do olhar dele. A sua paciência havia morrido, por mais que quisesse não conseguia lembrar o que havia visto naquele homem, queria estar longe dele, não podia voltar a acreditar naquele que a esqueceu. Não podia ser idiota outra vez. Sem querer David a fez mais forte, ela já não alimentava ilusões e havia começado uma nova vida depois da maldição. Já não acordava encharcada de lágrimas a cada manhã, se sentia forte para desenhar um novo amanhecer desde que Henry chegara à sua vida, já não era a tonta que Cora manipulava. Não podia acreditar nele. Tornando a ver Swan na cama, alisou o cabelo da loura e outra lágrima desaforada resvalou. A rainha estava quebrantada assim como David que se esmurrou a parede do quarto e deixou-se cair no chão apoiando seu corpo na parede, estava inconsolável. August abalado assistia a cena, instantaneamente se aproximou da prefeita e a abraçou, e ao contrário do que ele imaginava, ela aceitou o apoio e afago./p
p style="margin: 20px 0px; font-family: Arial, Helvetica, Trebuchet, sans-serif; line-height: 18px; text-align: justify;"—Vou cuidar dos... Dos... Preparativos para o... funeral. –Avisou David que ia sair quando se deparou com o médico diante dele no corredor./p
p style="margin: 20px 0px; font-family: Arial, Helvetica, Trebuchet, sans-serif; line-height: 18px; text-align: justify;"—Não p-ode sair. –Irrompeu o silêncio gaguejante. O céu de Storybrooke estava acinzentado, o frio se despojava de maneira abrupta e intimidava os habitantes da cidade. Para Regina, David e Hook o céu ou o clima pouco importava, na verdade ele havia caído encima deles. Regina imaginava como daria a notícia a Henry, dentro dela era puro inverno assim como naquela maldita cidade que agora parecia estar deserta. O hospital estava um completo silêncio./p
p style="margin: 20px 0px; font-family: Arial, Helvetica, Trebuchet, sans-serif; line-height: 18px; text-align: justify;"—E por que diabos eu ficaria aqui? Ao menos temos de dar um enterro digno a nossa filha. –Protestou descontrolado, com a respiração agitada. Seu comportamento chamou a atenção de August e Regina que o olharam embaraçados. Quando a mulher com a feição séria, porém sensata pensava em dizer algo.../p
p style="margin: 20px 0px; font-family: Arial, Helvetica, Trebuchet, sans-serif; line-height: 18px; text-align: justify;"—Ki...llian? –Disse uma voz feminina. Regina se desprendeu dos braços de August e se apegou ao ferro da cama de hospital. Seus olhos não podiam acreditar no que estava vendo e naquele momento eles brilharam, sim, tornaram a ter a cor do mel. E naquele momento a razão e a ciência não faziam sentido algum. Os três homens se olharam impressionados. A morena sorriu.../p
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p style="margin: 20px 0px; font-family: Arial, Helvetica, Trebuchet, sans-serif; line-height: 18px; text-align: justify;"—Bem vinda de volta, Srtª Swan. –Falou doce e com ar maternal. Cerca de 20 minutos atrás lamentava havê-la perdido e agora estava ali, aquilo era uma prova de que o amor podia tudo. O amor pode quebrar dogmas, derrubar muros, transformando-os em pontes e pode operar milagres. Todos exceto Emma Swan haviam presenciado um milagre do amor. Foi àquela dolorosa e sutil lágrima de amor verdadeiro de Regina que a trouxeram de volta não restavam dúvidas. Mas nada é perfeito ou é?/p
