Oooooi. Estou aqui no último capítulo, fechando a parte 1 dessa fic. Espero que gostem, pois eu já aviso, os corações tem que estar preparados para a parte 2. Hehehe'. Peço desculpas por um mal entendido, mas peço que não deixem de ler a fic, pois eu dei todo meu coração a partir da parte 2. Esse cap. eu escrevi faz uns meses, em uma folha separada, e pq não encrementá-lo nessa história? Eu tento pegar várias histórias one-shots e as transformo nessa única. Espero que tenha reviews, eu preciso de reviews, e também gosto de reviews. =D Boa leitura! Esse cap é mais "família". Obs.: Edward e Carlisle vão narrar essas partezinhas finais.


Capítulo 10 – Sempre. - Parte Um.

Edward's POV.

Fiquei feliz quando Carlisle e Esme voltaram para casa, sabendo que eles podiam me considerar como o filho deles. Eu estava bem. Esme se contentava com os dias eram contados com as madrugadas perto de Carlisle e o resto do dia aprontando comigo. Eu me divertia com ela. Em um desses dias, no fim da tarde, ela me encontrou na cozinha com um pacote de sangue retirado da geladeira.

-Está com preguiça de ir caçar? – Ela se aproximou de mim, ao lado da pia. Eu estava com uma tigela, onde, em seguida despejava o sangue.

Isso é nojento. Ela pensou, tentando evitar falar, percebendo que eu fazia aquilo com cautela. Ela não queria falar, não querendo ser chata, queria somente que eu soubesse o que ela achava.

-Não é preguiça, eu gosto de experimentar sangue de várias maneiras, assim como os humanos experimentam comidas e os casais, - Eu suspirei e a encarei vitorioso – o sexo.

Ela revirou os olhos enquanto via meu sorriso vitorioso. Eu sabia os pontos fracos dela, aquilo era lógico, mas ela estava tentando aguentar.

Ok, eu aguento, é minha vida e é bom que eu tenha mente aberta perto de você. Ela me encarou e eu exibi um meio sorriso. Eu já sabia de muitas coisas, e sempre que pudesse, eu tiraria vantagem daquilo, ela tinha plena consciência disso.

-Fugimos do assunto. - Ela suspirou - O que exatamente você está aprontando? - Sem responder, meio constrangido, fui até a geladeira, peguei o pacote de leite e abri juntamente com o sangue - Não seja mal educado, responda a sua mãe. - Finalmente achei um ponto contra você. Eu sou sua mãe, e filhos obedecem as mães.

Dessa vez, eu que revirei os olhos.

-Eu estou experimentando. Depois de conviver com pensamentos relacionados... Aos meus pais, não há nada mais nojento que venha a ocorrer. Isso. - Eu ergui o pacote de leite - Não é mais nojento.

-Está me dizendo que você sempre quis experimentar leite com sangue? - Ela colocou a mão sobre o estômago, tentando não achar aquilo nojento. Ela imaginava que era mesma coisa que um humano experimentar gosma de sapo com café.

-Não é nojento. - Eu misturei o leite, com o sangue, formando uma consistência mais do que nojenta, com uma cor estranha. Eu aspirei o pote e a vi tampar a boca. Sim, é nojento. Eça pensou e eu comecei a rir - É uma das poucas lembraças que tenho de quando eu era humano. Minha mãe... Minha mãe sempre fez leite quente para mim quando eu era menor, portanto, acho que juntar as duas coisas mais gostosas do mundo em uma só, não será tão ruim. - Eu suspirei e tentei abafar o fato de que Esme não era minha mãe biológica. Em seus pensamentos, ela começava a se chatear, mas eu sorri, tentando demonstrar que aquilo não era tão importante. - Não importa... Tenho você agora, você pode não substituí-la, mas faz seu papel de mãe.

Eu sorri e ela aparentou estar mais contente. Ela era muito dócil e amorosa, o que mostrava o por quê de Carlisle ter se apaixonado, mas nossos amores eram diferentes.

-Obrigada, mas continua sendo nojento. Você está desperdiçando sangue e leite ao mesmo tempo.

-Não estou. Como eu disse, eu estou experimentando... - Eu peguei um copo no armário e despejei o líquido ali. Cheirei novamente o cheiro desnorteante, e levei o copo a boca. Fiquei sem expressão. Não parecia nem bom, nem ruim. - Bom. O leite tirou o gosto do sangue. Quer experimentar?

-Não, obrigada. - Ela sorriu, ainda achando aquilo nojento.

-Bom... Pode ser nojento, mas... - Eu coloquei o copo ao meu lado. - Eu não posso reclamar, nem brigar com você. Você é a figura materna que faltava para essa família. Eu sempre banco esse tipo durão, mas eu não posso negar que fico feliz em estar com vocês e saber que você pode amolecer meu coração.

Ela sorriu gentilmente e me abraçou. Eu consigo te deixar honesto. Ela pensou. Aprecio isso tanto em você quanto em Carlisle, são maneiras de ser social que Charles nunca mostrou em minha vida humana. Nunca estiveram presentes.

Ela mantinha a mente livre enquanto pensava que suas inseguranças e medos quase sumiram na nova forma de vida. Ela não queria culpar ninguém e se achava um monstro por estar feliz pela ida de seu filho, afinal, se ele não tivesse morrido, ela não teria conhecido meu pai. Ela não podia se culpar e se achar um monstro. Do meu jeito durão, eu já amolecia, mas eu ainda tinha a vontade de matar Charles, ela ainda tinha medo sabia que podia ser mais forte, mas ainda tinha medo daquele homem. Ela tentava estar completamente segura, mas não conseguia. Ela sofria pensando que Charles podia estar por perto. Ele podia querer inestigar minha morte e acabar a achando.

Mas eu estava prestes de não deixar ele ter mais um movimento em sua vida humana.

-Você não é um monstro. - Eu sussurrei, a abraçando.. - Não se culpe e nem se preocupe. Carlisle e eu, faremos o máximo para que você fique em paz.

No clima tenso, nos assustamos com a porta bater. Era Carlisle.

Mas a minha paz havia acabado. Ela correu o abraçar. A partir dali eu tentava não me concentrar nas mentes maliciosas. Eu o parei e os encarei enquanto meu pai tentava a empurrar para sofá.

-Oi para você também. - Esme sussurrou e começou a rir. Eu voltei a encarar os potes na minha frente, não queria presenciar aquilo.

-Parem com isso. - Eu disse emburrado.

-Desculpe-me. - Carlisle falou e os dois se largaram. Minha mente agradece, pensei comigo mesmo.

-Oi pai, é bom falar com você também. - Eu gritei dali mesmo e esperei ele chegar.

-Oi Edward, como você está? - Os dois chegaram e Carlisle me encarou. - O que você fez? - Carlisle franziu o cenho e encarou a bagunça em cima da pia.

-Responda a ele, Edward. - Esme me repreendeu, esperando que eu falasse. Explicado tudo, Carlisle não se manifestou, mas seus pensamentos eram tensos. Ele queria me dizer algo.

- Carlisle, eu preciso falar com você. - Eu falei, querendo me referir a uma conversa só de nós dois. Não seja grosso com ela. Dessa vez Carlisle tentou me repreender. Eu revirei meus olhos, rapidamente organizei minhas coisas e fui para a sala, em direção ao meu piano. Sentei no banco e esperei Carlisle aparecer.

O que foi, filho? Pensou ele se sentando no braço de um dos sofás, perto do piano.

-Charles Evenson. - Eu coloquei minhas mãos sobre as teclas, mas não o encarei e evitei tocar.

O que tem ele?

-Eu... Eu vou atrás dele. Eu vou matá-lo. - Eu sussurrei e finalmente tomei coragem para encará-lo. Sua mente ficou fazia. Aparentemente, ele estava surpreso com minha atitude repentina.

Não, você não vai. Você não é designado a tirar a vida de um humano.

-Ou o quê? - Eu lamentei e ele sentiu raiva e dor ao mesmo tempo, mas eu estava determinado a fazer aquilo. - Ela sente dor, quase todas as vezes que ela pensa em "família", ela se sente insegura, caso tenhamos que sair ela sentirá medo, mesmo estando perto de você.

Edward... Você não pode tirar uma vida humana... É errado, o designado é que ele morra como Deus quer matá-lo.

-Carlisle, não seja egoísta! Ela merece sair feliz, sem a preocupação do passado dela! - Eu gritei e levantei bruscamente. - E não tente me impedir!

Não dei ouvidos para qualquer argumento. Eu não queria argumentar. Eu queria fazer. Eu ia matá-lo, eu já havia perdido minha mãe biológica e não queria que minha mãe adotiva sofresse. Eu manteria a felicidade dela também. Senti os passos atrás de mim, sabia que era Carlisle, mas na corrida, eu tinha a vantagem no aspecto velocidade.

Não sabia exatamente onde encontrá-lo, mas decidi ir ao hospital onde Carlisle trabalhava. Ele tinha o fichário no necrotério. E assim fui. Chegando lá, olhei para Carlisle que pensava que estava aborrecido comigo, mas eu não liguei, tinha coisas mais importantes para fazer. Cheguei no balcão. A enfermeira empalideceu, mas não era hora para que aquilo acontecesse. Oh, my God! eu conheço esse rosto. Eu conheço. Dr. Cullen? Ela olhou para trás e eu também, Carlisle chegava a mim.

-Boa noite Dr. Cullen. - Disse a enfermeira e depois me olhou. - Boa noite Sr...

-Edward. Edward Cullen. - Eu disse firmemente enquanto encarava meu pai. Meu Deus! Estou no hospital com os Cullens. Espera... O que é aquilo...? Meu Deus, o Dr. Cullen se casou? Eu não acredito! Ele se casou! A mulher repetia para minha impaciência.

-Edward, não faça isso. - Carlisle suspirou, tentando me convencer. Não havia maneira alguma para que ele pudesse me convencer. Eu estava certo do que eu faria.

-Onde é seu escritório? Quero justiça para minha mãe. - Eu sussurrei entre dentes e segui Carlisle, que finalmente se convencia na minha ideia. Ia ser uma morte curta e feroz. Não me concentrei no que a enfermeira pensava e sim no que eu tinha que fazer. Chegamos ao escritório de meu pai.

Carlisle, rapidamente pegou o fichário em uma das gavetas, por Deus, ele realmente estava apaixonado, o fichário dela ele ainda mantinha por perto... Eu tomei da mão dele e não identifiquei o local. Carlisle já estava conciente em me ajudar. Eu já ia isso na mente dele.

Saímos (ou tentamos sair) discretamente, e, voltando a correr na velocidade "vampírica", chegamos a tal casa. Era uma casa mais antiga. Simples, de madeira. Eu senti e imaginei toda dor que minha mãe passou ali. Era uma casa no meio do nada. Como se fosse de uma propriedade, de um proprietário que não a cuidava. Não tinha quintal, nem nada em volta. Era só uma velha casa. Senti o cheiro de bebida e sangue dentro da casa. Carlisle me seguiu e nós vimos, do lado de dentro, o homem sentado em uma cadeira, no quarto principal. Ele estava totalmente bêbado. Em uma de suas mãos havia uma garrafa vazia, seu cabelo estava bagunçado e ele encarava o nada. Como se estivesse dormindo acordado.

Olhei para trás e as mãos de Carlisle cerraram. Seus dentes trincaram e ele não se mexia. Ele queria matá-lo, tanto quanto eu.

-Carlisle, Edward, o que estão fazendo aqui? - Olhamos para trás. Era Esme na porta. Estávamos tão focados em matar Charles que não percebemos, em momento algum, a presença de Esme. Ela queria soluçar, eu via na mente e nos olhos dela.

-Esme... Nós... - Carlisle tentou falar, mas naquele momento ela parecia estar com medo de nós também. Então, eu acreditei que ela não tinha ouvido toda nossa conversa, era demais para ela. Era ela tão respeitosa que não queria ouvir nossa conversa.

-Quem está aí? - Charles disse com sua voz asquerosa e nós voltamos para a casa. - Charles se levantou e veio até nós. - Quem... São vocês? - Ele se apoiou na porta e ainda cambaleando, ele olhou para Esme. Ela não se mexia. Ela e Carlisle estavam em estado de choque. - Esme! - Ele exclamou e foi indo na direção dela. - Sua vagabunda, por onde esteve durante esses meses? - Ele ergueu o braço como se fosse bater nela, com medo, nos pensamentos, ela recuou e cambaleou para trás e Carlisle correu até Esme que soluçava e tremia, como se fosse humana. Com raiva, avancei em Charles em um golpe só. Eu queria ter feito aquilo, com minhas próprias mãos. Os gritos de Charles eram atordoantes, mas naquele momento eu não era um cara do bem. Eu me sentia daquela maneira, mas eu não conseguia parar. Eu não podia parar. Senti o sangue drenar e tomar posse de mim. Os gritos não eram mais tão atordoantes. Até que se cessaram. Depois de Esme soluçar, durante um período, o choro também cessou. Olhei piedosamente para minha mãe que estava encolhida nos braços de meu pai.

Você vai limpar? Ele perguntou e eu assenti. Os dois se retiraram e eu tratei de limpar aquilo. Eu não havia bebido por que era sangue humano, mas por vingança. Homens que tiram as vidas de mulheres, não merecem viver. Eu não queria ser mal. Eu queria ajudar. E eu já via que o amor maternal de Esme, já modificava as coisas.


Carlisle's POV

Depois que vi a reação de Charles quando viu Esme, percebi, finalmente o motivo de Edward de querer matá-lo. Ele continuamente, via nos pensamentos de Esme o que acontecia. Mas eu a amava, estava dispisto a fazer qualquer coisa por ela. Quando ainda a carregava nos braços para casa, ela parou de tremer e me olhou.

-Porque vocês foram lá? - Ela me perguntou e eu disvirtuei do caminho, para olhar seu belo rosto.

-Edward... Queria agir como um bom filho. Viu o que passava na sua mente e decidiu dar um fim na vida de Charles. - Eu respondi, a olhando e esbocei um sorriso. Ela aconchegou a cabeça em meu pescoço e eu pensei em boas palavras para representar meu amor. - Hey, fizemos isso, pois te amamos, ok? Nunca pense nada ao contrário. Afinal, eu te amo. Muito.

Me cativei quando ela me olhou pensativa e em seguida, retribuiu com um lindo sorriso. Perdi a atenção do caminho que trilhava, diminui a velocidade que corria e toquei meus lábios no dela. Eram os lábios macios que eu já conhecia muito bem, mas ainda precisava explorá-lo. Abri minha boca, com a intuição de alcançar a língua dela. Com sorte. Ela abriu a boca e nossas línguas se chocaram. Eu continuei explorando a boca dela e, assim como ela não havia percebido da outra vez, eu tropecei no tronco de árvore. O mesmo que ela havia tropeçado quando Richard viera nos visitar. Ainda a segurei em meus braços, mas joguei meu corpo ao chão, assim ela caiu em cima de mim e nós dois dois começamos a rir.

-Ok. Não precisa me proteger tanto assim. - Ela disse ironicamente e eu a apertei contra meu corpo.

-Estou fazendo meu trabalho. - Eu coloquei uma mecha de seu cabelo atrás da orelha. - E eu não terminei meu trabalho. - Eu falei e voltei a beijá-la. Minha mão desceu pelo corpo dela, parando na cintura e ela pressionou as mãos fechadas em meu cabelo.

Fomos interrompidos quando Edward tossiu ali do lado. Ele foi muito rápido, ou nós que não percebemos o tempo passar?

-Vocês fazem isso depois e vocês não perceberam o tempo passar. - Ele evitou olhar para nossa cara e passou reto, na direção do caminho para casa. Eu apenas segurei a mão dela, ela parecia estar mais segura, e realmente, estava. Afinal, eu queria protegê-la. E faria o que fosse para que isso acontecesse. Afinal eu a amava. Para sempre.

Fim da parte um...


Ownt. Acabou a parte um da história. Que tocante. Bom, resumindo, rapidinho, eles estavam felizes e Edward decidiu tirar a vida de Charles. Ele o fez, mas surpreenderam com Esme. Carlisle, a levava para casa e os dois acabram esquecendo que estavam no meio da floresta e que Edward estava por perto. É... Pelo visto ninguém esquece do Richard... Que que será que ele vai aprontar? o.o. Talvez saibamos na parte dois ! Leiam e obrigado por qualquer review deixada!,Sinal que alguém lê.. hihi'. E siim, Miih Team Carlesme, eu sou a Viih que sempre comenta no Foforks. XD. aaah, fazer o que eu amo os dois! *-*. hahaha. E nãao, esse capítulo passou dos limites e ficou gigante, mas espero que gostem. Realmente, obrigada pelos reviews até agora. Beijos, Vitória.