- Capítulo Nove
O sol nasce mais uma vez mandando a escuridão embora, trazendo luz e calor, o céu antes negro passa a ser azul coberto por algumas nuvens que eram levadas embora pouco a pouco pelo vento.
Os raios de sol atravessaram uma pequena brecha na cortina do quarto, e se estenderam até a cama onde Sesshoumaru dormia tranquilamente, pousando sob seu rosto adormecido, a claridade o acordou o fazendo abrir os olhos, memórias da noite passada retornaram a sua mente como um flash, mas as afastou de imediato, então se levantou e foi para o banheiro, um banho serviria de ajuda.
Depois que tomou banho e se vestiu saiu do quarto, não sentiu a presença de Kagome em nenhum cômodo, não se surpreendeu com isso depois do que aconteceu na noite passada entre eles, mas por outro lado ficou preocupado com o que ela estaria fazendo. Se lembrou que não escutou ela acordar e muito menos sair da suíte, também não escutava nada pelo comunicador, provavelmente o desligou.
Pegou o celular e ligou pra ela, sendo informado que o telefone estava desligado ou fora da área de cobertura.
Kagome, não faça nenhuma besteira.
Pouco tempo depois de o sol nascer Kagome acordou e ficou olhando pra o teto pensando em varias coisas. O que aconteceu na noite passada, Inuyasha e a missão, não podia se preocupar com as duas primeiras coisas, sua prioridade era a missão, e agora tinha mais um motivo para terminá-la o quanto antes.
Não queria ficar mais nenhum minuto ao lado de Sesshoumaru Takahashi, nem que tivesse que se colocar como isca para descobrir quem dos dois casais eram culpados. Mas para fazer qualquer coisa que fosse, teria que se livrar de Sesshoumaru, assim ela envolveu o quarto com uma barreira para que ele não a escutasse, tomou banho e se vestiu, saiu do quarto com uma barreira ao redor de si, colocou o comunicador desligado na bolsa junto com algumas outras coisas. Deixou a suíte ocultando sua presença e seu cheiro, Sesshoumaru se quer notou que ela tinha acordado.
Desceu para tomar café da manhã no restaurante, estava olhando o cardápio quando uma voz lhe tira a atenção dele.
- O que uma mulher tão bonita faz aqui sozinha? – perguntou um homem de longos cabelos negros e olhos castanhos, Kagome se surpreendeu ao ver quem era não tinha planejado se aproximar dele.
- Só porque não estou acompanhada, não significa que estou sozinha. – disse Kagome sorrindo, ele notou a aliança no dedo dela.
- Que desperdício – disse ele desapontado. – ele tem que valer muito a pena. – ela riu.
- Desculpe, mas não costumo falar da minha vida com estranhos.
- Então deixe me apresentar, sou Bankotsu, muito prazer em conhecê-la. – disse sorrindo.
- Bem Bankotsu, saber seu nome não me faz mudar de ideia quanto você ser um estranho pra mim, mas em todo caso sou Ayumi Taisho.
- O que posso fazer pra deixar de ser um estranho Ayumi? – perguntou.
- Bem, teríamos que conversar, saber quanto cada um tem na conta bancaria – ele riu. – e se eu não achar você muito chato podemos nos tornar conhecidos. – disse ela rindo.
- Bom dia, Ayumi! – falou Naraku parando do lado da mesa.
- Bom dia, Naraku! – disse Kagome sorrindo pra ele.
- Já que agora tem companhia vou deixá-la – disse Bankotsu olhando rapidamente pra Naraku. – foi um prazer conhecê-la Ayumi, espero poder falar com você novamente.
- Claro que sim Bankotsu. – disse Kagome sorrindo.
- Com suas licenças – disse ele, Kagome e Naraku acenaram um sim com a cabeça e ele saiu.
- Sente-se Naraku – pediu Kagome, ele o fez.
- Ele estava te incomodando? – pergunta.
- Não de forma alguma, ele foi muito gentil comigo. – respondeu. – você o conhece?
- Não diria que o conheço, apenas sei quem ele é. – respondeu ele sério. – onde esta o Ren?
- No quarto, ele dormia tão tranquilamente que fui incapaz de acordá-lo, e a Kagura ainda esta dormindo?
- Saiu, disse que tinha varias coisas para fazer. – respondeu girando os olhos. – provavelmente foi fazer mais compras. – Kagome riu.
- Não culpe as mulheres por serem compradoras compulsivas.
- O que pensa em fazer essa manhã? – perguntou ele mudando de assunto.
- Na verdade não tenho nada planejado, por quê? – perguntou curiosa.
- O que acha de me acompanhar até uma das minhas filiais?
- Bem se sua visita lá não for muito demorada, acho que posso acompanhá-lo.
- Não será – garantiu. – Vamos, podemos tomar café da manhã depois que sairmos de lá.
- Esta bem – concordou Kagome pegando a bolsa, os dois se levantaram e deixaram o hotel num Audi branco. Fizeram quase todo o trajeto em silencio, chegaram ao enorme edifício que ficava no centro da cidade, sendo bem recebidos pelos funcionários.
- Ayumi, você pode ficar nessa sala enquanto resolvo algumas coisas. – disse Naraku lhe mostrando um escritório bastante grande e elegante.
- Claro, pode ir. – disse revirando a bolsa a procura do celular, até que o encontrou. – Que droga esta descarregado, posso usar seu telefone? – pediu.
- Sinta-se a vontade pra usar o do escritório. – disse Naraku.
- Obrigado! – agradeceu sorrindo, ele saiu do escritório fechando a porta, Kagome caminhou ate a mesa e sentou na cadeira, checou a presença de alguém por perto e constatou que não havia ninguém.
Abriu a bolsa pegando um par de luvas e as colocou, digitou um numero no telefone e o segurou com o ombro, começou a vasculhar o computador que havia ali.
Sesshoumaru desceu e foi ao restaurante a procura de Kagome, ao chegar lá não a encontrou, sentou-se numa das mesas e um garçom veio atendê-lo.
- O que o senhor vai querer? – perguntou ele educadamente.
- Desculpe, mas você viu se minha esposa veio aqui? – pergunta Sesshoumaru.
- Sim senhor ela veio, mas saiu sem pedir nada acompanhada do senhor Naraku. – respondeu o garçom.
- Obrigado, pode me trazer só um café por enquanto. – disse ele e o garçom se retirou.
Pra onde aquela imbecil foi com Naraku?
Depois de tomar café da manhã Sesshoumaru voltou à suíte, tinha que informar a Inutaisho e a Aki que não sabia do paradeiro de Kagome, quando ia fazer isso o celular dele tocou.
- Alô? – disse ele atendendo a chamada.
- Oi meu amor, sei que está bravo porque o deixei sozinho e saí sem falar com você, mas em algumas horas estarei aí. – disse Kagome do outro lado da linha, pela maneira que ela estava falando Sesshoumaru percebeu que tinha que falar com ela como Ren.
- Estava preocupado Ayumi, onde esta? – perguntou Sesshoumaru.
- Vim acompanhar Naraku até a filial dele aqui em Tóquio. – respondeu. – Ren poderia verificar se chegou alguma coisa da minha empresária no meu computador. – pediu ela.
- Vou olhar – disse ele indo até a sala e o encontrando em cima do sofá, abriu ele e viu que o computador estava recebendo uma série de dados.
- Você só precisa inserir a senha – disse ela. Kagome não conseguia acessar alguns arquivos, precisava da ajuda de Sesshoumaru e ele entendeu perfeitamente isso.
- Espere um pouco, vou entrar. – disse ele, colocou o celular no alto-falante, inseriu alguns comandos no computador conseguindo passar por toda segurança que protegia os dados de serem transferidos, então os copiou totalmente.
- Abriu? – perguntou Kagome depois de alguns minutos.
- Sim, chegou uma mensagem dela aqui. – respondeu.
- Quando eu voltar leio, tchau meu amor. – disse ela desligando o telefone. Ela deixou tudo como estava antes e guardou as luvas na bolsa, assim que a fechou Naraku surgiu no escritório.
- Vamos? – perguntou ele sorrindo.
- Sim! – se levantou e caminhou até ele. Os dois saíram do prédio, Naraku a levou a um lugar muito reservado e calmo, fizeram o pedido e começaram a conversar.
- Então, conseguiu terminar o que tinha que fazer? – perguntou Kagome curiosa.
- Sim terminei, e você falou com o Ren?
- Falei, disse a ele que voltaria logo – sorriu. – ficou preocupado com minha ausência.
- Seria estranho senão ficasse, sabe Ayumi eu gosto de mulheres como você. – disse a observando.
- Como eu? – perguntou confusa. – como assim?
- Você é alguém especial.
- Especial? – riu. – o que há de especial em mim Naraku?
- Existe algo de especial em você, só que você não consegue perceber. – respondeu ele enigmático.
- Se você diz – disse Kagome como se não acreditasse nas palavras deles, queria encerrar essa historia, pois não estava gostando do rumo que ela estava tomando. – mas chega de falar de mim, fale de você, o que há de bom em Naraku Hayashi e em sua vida. – questionou ela curiosa.
- Em mim e na minha vida não há absolutamente nada de bom. – disse ele.
- Ah! Por favor, diga algo sobre você e alimente minha curiosidade. – pediu sorrindo.
- Bem, tenho um ponto de vista diferente das demais pessoas, não estou satisfeito com a realidade que vivemos e não gosto dela, se eu pudesse fazer alguma coisa para mudá-la, eu faria. – disse ele calmamente.
- Quando fala em realidade a que se refere?
- Em tudo, há muitas coisas que não deveriam ser como são, e gostaria de poder mudá-las. – respondeu.
- Nossa é algo incrível de se pensar, também concordo que há muita coisa errada no mundo, mas não me acho capaz de fazer alguma coisa a respeito delas.
- Acredite você pode consegui fazer muita coisa se tentar. – disse a encarando.
- Vou me lembrar disso. – sorriu.
Aquela conversa se deu por encerrada, os dois apenas trocavam poucas palavras enquanto comiam depois que terminaram saíram direto pra o hotel.
- Obrigado por ter me acompanhado Ayumi. – agradeceu Naraku estendendo a mão para ajudá-la a sair do carro.
- Foi um prazer – disse sorrindo, os dois entram no hotel. – Tchau Naraku. – despediu-se dele saindo do elevador.
- Tchau, espero que nos vejamos a noite.
- Depende do humor do meu esposo. – disse rindo e saiu do elevador.
Kagome parou de frente a porta da suíte e soltou um longo e pesado suspiro, precisava se preparar mentalmente pra encarar Sesshoumaru, por causa do que fez e principalmente pelo que aconteceu entre eles. Ela sentia a presença dele na sala e ele também sentia a dela atrás da porta, cada um dos dois aguardando o próximo passo do outro. Kagome finalmente tomou coragem e abriu a porta passando por ela e depois a fechando, Sesshoumaru estava sentado no sofá com as mãos cruzadas e um olhar impassível, o olhou e começou a caminhar em direção ao quarto.
- Não acha que temos que conversar? – questionou ele a fazendo parar, olhou novamente pra ele.
- Já volto pra fazermos isso. – entrou no quarto e foi tomar um banho rápido, vestiu um vestido simples de cor rosa, saiu em direção à sala e se sentou no sofá a frente de Sesshoumaru, os dois se encararam, ele parecia extremamente furioso.
- Porque não esta falando nada? – questionou frio.
- Aconteceu muita coisa, ainda estou tentando assimilar tudo. – disse Kagome soltando um suspiro. – não sei muito bem por onde começar.
- Que tal começar pela parte que você saiu escondida de mim. – sugeriu impaciente.
- Certo! Quando acorde tinha algo em mente, queria descobrir definitivamente quem eram os culpados, então criei uma barreira ao meu redor para que não notasse que saí. – explicou, ele apenas a encarava seriamente.
- E porque isso?
- Porque você me impediria. – disse franca.
- Ainda bem que sabia disso.
- Mas deixando isso pra lá, que não é algo de importante. – disse ela tentando evitar uma discussão com ele. – depois de sair daqui desci para o restaurante, estava esperando encontrar Naraku ou então Kagura lá, mas não encontrei nenhum dos dois de imediato. – explicou calmamente. Sesshoumaru escutava tudo atentamente.
- Mas pra minha surpresa outro alguém se aproximou de mim.
- E quem foi?
- Bankotsu! – ele estreitou os olhos. – Juro que não fiz nada, foi ele que apareceu do nada e começou a falar comigo. – disse ela ao ver a expressão dele.
- Falaram sobre o que?
- Não foi nada importante – disse girando os olhos, mas notou pelo olhar de Sesshoumaru que isso não bastava. – Não vou repetir as palavras dele. – disse aborrecida, ele ergueu uma sobrancelha fazendo a suspirar frustrada. Então contou como foi a conversa a ele palavra por palavra.
- E foi aí que Naraku apareceu. – disse ela depois de narrar toda a conversa a Sesshoumaru. – Então, Bankotsu disse que já que eu tinha companhia ia me deixar, dizendo que queria voltar a falar comigo. – franziu o cenho. – perguntei a Naraku se o conhecia e ele respondeu que apenas sabia quem ele era.
- E o que você achou sobre isso? – perguntou ele estranhando a expressão dela.
- Achei tudo muito suspeito, Bankotsu se aproximar de mim assim do nada, e a forma como eles se trataram também pareceu estranha. – respondeu pensativa.
- Estranha como?
- Eles são duas pessoas importantes, então deviam ter se cumprimentado de forma correta, e ainda mais se segundo Naraku, ele sabia quem Bankotsu era.
- Esta supondo que os dois se conhecem e fingem o contrario?
- Sim e se isso for verdade, o que não tenho duvidas, os dois são responsáveis pelos assassinatos, escute isso. – mandou entregando o celular a ele.
Sesshoumaru pegou o aparelho e se concentrou em ouvir o que estava gravado nele, era a conversa de Kagome e Naraku. Depois que ele terminou de ouvir colocou o celular em cima da mesinha e encarou Kagome.
- Ele sabe que você é uma miko. – disse Sesshoumaru sério.
- Foi o que eu pensei também, mas ele não sabe quem eu sou de verdade, não sabe o que estou fazendo aqui.
- Pode ser que sim, mas não demorara para ele descobrir.
- Então esta na hora de agirmos. – disse Kagome séria. – Você enviou os dados que roubei para a central? – pergunta.
- Enviei, estou aguardando a chegada das informações que pedi ao Chichi-ue sobre garotas mikos, mandei que ele reduzisse a procura apenas para Tóquio. – disse enquanto abria o notebook.
- Você acredita que podem fazer outra vitima aqui em Tóquio?
- Sim, e torça pra que tenha mais alguém além de você e Kikyou que seja uma miko. – Kagome se levanta do sofá e dá alguns passos.
- Sesshoumaru, será que eles sabem que Kikyou é uma miko? – perguntou temerosa.
- Considerando que Naraku descobriu de alguma forma que você é uma, talvez saibam. – respondeu. Kagome passou a mão nos cabelos mostrando preocupação.
- Vou tirar Kikyou e Inuyasha da missão. – disse ela decidida, Sesshoumaru a olhou mais friamente.
- Quer fazer isso porque esta preocupada com sua irmã ou porque não quer ter que vê-los juntos? – questionou ele se levantando do sofá, ela o olhou de forma indignada.
- Qual é o seu problema Sesshoumaru? – perguntou irritada.
- Porque eu teria um problema. – questionou ele.
- Você com certeza têm – disse estreitando os olhos. – me diga a quem você odeia tanto eu ou Inuyasha. – perguntou ela seriamente.
- Odeio os dois. – ela permaneceu o encarando.
- Você me odeia apenas por eu ser uma miko, ou tem mais algum motivo pra me odiar?
- Preciso de outro motivo além desse?!
- Talvez, eu pelo menos tenho vários motivos pra te odiar. – um estranho silêncio caiu sobre eles, sendo quebrado por um alerta de mensagem. Sesshoumaru se senta e abri a informação, Kagome se aproxima dele.
- Parece que temos que sair. – disse ele vendo o perfil de uma garota.
- Avise aos nossos pais e também sobre tirar Inuyasha e Kikyou, não a quero aqui. – disse ela.
- Pra isso acontecer eu terei que concordar também.
- Sesshoumaru, por favor... – suspirou frustrada. – não tem nada haver com Inuyasha, só quero os dois longe dessa missão, seguros.
- Sabe que não me importo. – disse frio, Kagome estava furiosa a ponto de explodir.
- Então apenas faça isso pelo bem da missão.
- Acredito que os dois aqui serão de ajuda.
- Eu te odeio tanto. – disse Kagome o encarando com ódio, ele sorriu com desdém, então ela saiu em direção ao quarto batendo a porta fortemente, Sesshoumaru voltou à atenção ao notebook ignorando o que ela disse.
Kagome se jogou na cama e fitou o teto.
Quando foi que começamos a nos odiar tanto?
Quando Sesshoumaru não gostava de alguém, ele apenas ignorava a existência dela, fazia isso com quase todo mundo, mas teve alguém que não conseguiu ignorar.
Kagmarcia
Autora:
Vou dá um adiantamento sobre o próximo capítulo, ele contara como Kagome e Sesshoumaru se conheceram. Não posso dizer nada a respeito porque ainda to escrevendo ele.
O romance deles gira em torno dessa missão e tem toda uma história por trás dela, todas as coisas sem sentido que escrevo uma hora vai se encaixar perfeitamente.
Por favor, reviews!
Respostas aos reviews
Neherenia: Ficou?! Tentei fazer a cena ficar bem linda, queria mostrar os sentimentos que nem eles sabem que existem.
Acredite me esforço pra que vocês leitoras gostem, apesar de às vezes pensar que to escrevendo besteira demais.
Ficou muito engraçado eles fazendo isso.
Então... Se o Sesshoumaru ama a Kagome ou não ele não percebeu isso.
Ka-Angel-s: Seja bem vinda!
Que bom que gostou, espero que continue acompanhar.
Joh chan: Pois é dessa vez não foi atuação nenhuma.
Sim o envenenamento foi pela garra do youkai.
Kkk, sim o Sesshy tinha aparecer para salvar o dia.
Não posso responder isso, faz parte do mistério.
Vamos ver.
Carrie: Bem vinda!
Creio que ainda vai demorar um pouco pra isso acontecer, kkkk.
Obrigado, espero que goste da continuação.
Obrigado pelos reviews!
