Notas da Autora

O pai de Kakarotto vai visitar seu filho e falar do pedido do Rei Vegeta . . . nisto, Suno e Chichi conhecem Bardock.

Chichi e os demais descobrem qual seria o verdadeiro destino do planeta senão fosse por Bardock e seu filho . . .

Capítulo 10 - Pedido do Rei Vegeta - Capítulo revisado

Na mansão de Kakarotto a campainha ecoa pelo ambiente.

Então, antes de abrir a porta, Yamcha reconhece pelo Ki quem era e cumprimenta com um sorriso:

- Bom dia, Bardock.

- Ah! Jovem Yamcha, bom dia também.

- Por favor, entre.

- Obrigado.

O saiyajin de cabelos que desafiavam a gravidade, com uma cicatriz na face e laço vermelho na testa entra e se dirige ao chikyuu-jin:

- Yamcha, e meu filho?

- Está dormindo - tratava-o informalmente à pedido deste.

Era difícil acreditar que um dia ele fora um saiyajin orgulhoso que considerava os escravos como seres inferiores e indignos de atenção.

O Bardock do passado e do presente encontravam-se separados por um profundo abismo e tudo graças a Liluni e a filha meia saiyajin dele com ela.

- Dormindo?- arqueia a sobrancelha achando estranho pelo horário seu filho ainda estar na cama.

Nisto, Kurilin entra na sala e cumprimenta Bardock.

- Mas . . . Como ele pode estar dormindo?

- É . . . Que . . . Digamos . . . Ele está sendo confortado por Chichi, pois ficou triste ao se lembrar do passado olhando as fotos - fala tentando abordar o assunto o mais discretamente e levemente possível, pois o pai de seu amigo ficava triste ao se lembrar de sua amada, Liluni.

- Havia me dito que não possuía ressentimentos para comigo - fala olhando para o alto das escadas.

- Não do senhor, dele mesmo - Yamcha fala e suspira tristemente- acabou adormecendo com a cabeça no colo de Chichi após desabafar com a mesma.

Apesar de tudo, ele sorri discretamente, pois havia contado à Kakarotto as suas visões sobre o rei Vegeta, mas não as dele, pois não queria influenciar no destino, só avisando se algum deles corresse risco de vida ou fosse algo importante.

Aquela era a chikyuu-jin que roubaria o coração de seu filho e estava contente, não vendo nada de mal nele se unir com uma terráquea, pois seria feliz, novamente e com quem amava, assim como seria curado o coração dele da perda da filha de Kakarotto e de Nyei, além de que não sofreria o que ele sofreu, e isso o deixava aliviado.

Porém, Vegeta, corria o risco de cometer erros que podiam chegar a atormenta-lo pelo resto da vida, assim como fora para Bardock, frente a memória de Liluni e tudo o que ele fez e não fez com ela.

- Acho que vou me sentar.

Nisso se dirige até o sofá espaçoso no centro da sala, sendo que no corredor, Suno vinha com as mãos ocupadas com roupas e não vê o saiyajin, acabando por ambos se chocarem um contra o outro, quer dizer, somente Suno, pois o saiya-jin nada sentira.

Mas antes que caísse, um braço forte a segura e ao mesmo tempo a cesta de roupa.

- Suno, você está bem?- Pual chega logo atrás - Ah! Bom dia Bardock..

- Está bem jovem?- pergunta preocupado, enquanto que olhava para a terráquea, sentindo, por mais estranho que fosse, que se conheciam de algum lugar, assim como surgira uma imensa felicidade em seu coração, não compreendendo de onde ela surgira.

- Ai , ai . . . É muito duro, parece uma rocha.

- É por causa dos meus músculos. . . Desculpe, não te vi, devia ter percebido seu ki, mas estava entretido com meus pensamentos e me distraí.

- Imagina . . . Eu . . . - ela se refaz da confusão e percebe não reconhecer aquele tom de voz, enquanto pensava que conversava com Kakarotto.

Olha para quem a segurava e era um saiya-jin que nunca vira, com uma bandana vermelha na cabeça e cicatriz no rosto, e que estava na forma super saiya-jin 4, tal como Kakarotto, sendo que a cauda deste encontrava-se enrolado na cintura conforme o esperado, ficando levemente rubra por estar nos braços de um homem.

Percebendo o desconforto da jovem a solta, tomando cuidado para ver se ela está bem.

- Consegue ficar de pé?

- Sim senhor - fala com o olhar baixo, temendo ser repreendida.

Ele olha e suspirando e fala:

- Me chame de Bardock e aja normalmente como agiria com o meu filho aqui.

"Filho?", ela arregala os olhos, percebendo se tratar do genitor de seu mestre, embora parecesse muito jovem para ser pai.

- Pai? Mas é tão jovem.- ela olha para ele, curiosa.

- Imagino que para vocês terráqueos é esquisito, mas como somos uma raça guerreira, demoramos para envelhecer, enquanto permanecemos mais tempo jovens para podermos lutar por mais tempo, sendo que a nossa infância é muito longa - fala sorrindo bondosamente para acalmar a jovem.

Ela abre e fecha a boca, surpresa com essa revelação e fala depois emburrada:

- Sortudos, quem dera que fôssemos assim . . . - põe as mãos cruzadas sobre o peito.

- Há há há há, isso é verdade, o destino é injusto.- fala e pensa o quanto ela era bonita.

- Mas que é invejável, é - Yamcha fala, surgindo do corredor.

Nisso o saiya-jin se senta no sofá.

- Vou esperar meu filho acordar, pois tenho um recado do rei.

- Daquele lá?- Kurilin fala com desdém.

Bardock apenas sorri, sabendo que entre eles, Vegeta não era bem vindo, se bem que com razão, por causa de seus comentários emitidos sobre escravos da última vez que viera.

- É que o Rei tem que ir em uma viagem diplomática. Claro, que ele odiou isso. . . - falou cruzando as mãos sobre os joelhos, curvado e vendo, sorrindo, tanto quanto vendo Kurilin e Yamcha sorrirem triunfantemente em seus rostos.

- Quem diria, vai fazer algo que odeia. . . - Kurilin fala feliz.

- Coitado. . . - Bardock comenta em tom brincalhão.

- Coitado, aonde?- Yamcha pergunta.

Nisso todos riem e ele fala, após cessar a risada:

- Provavelmente, Kakarotto terá que ficar no palácio por uma semana e o conheço, pois sei que detesta ficar no palácio, fugindo que é uma "maravilha" – fala em um tom brincalhão seguido de um leve riso, acompanhado de todos.

- Eu sei, mas são ordens expressas e terá que também ficar de olho em uma escrava dele. - fala pesaroso.

- Que escrava?

- Uma chikyuu-jin. Creio que o nome seja Bulma.

- Bulma? Bulma Briefs? Da Corporação Cápsula?- Pual fala atônito, seguido do espanto de todos.

- Sim, na invasão há anos atrás, foram capturados vários cientistas de seu planeta, inclusive os pais dessa Bulma e a própria, que atualmente trabalham no laboratório anexo ao palácio.

Todos se entreolham, espantados.

- Tanto, que agora exportamos as cápsulas a Terra e há outros planetas. - fala virando uma xícara de chá, uma vez que fora a Terra á turismo e acabara provando dessa bebida, acabando por "viciar".

Kurlin senta no sofá e fala:

- Não sabia disso. . .

- Bem, acho que ela gostaria de ter companhia, sendo que vocês podem ir com ele ao palácio. Acredito que ele não se importaria e inclusive ficaria até feliz em ter os seus amigos lá.

- Por acaso . . . Ele. . . - Marina fala assustada pois conhecia a fama do rei, sendo que ouvira alguém contar que ele era um monstro na cama assim como o pai.

Barodck olha a jovem e depois olha para a frente em um ponto qualquer, confirmando com a cabeça, pesarosamente.

- Coitada - Suno fala com a mão na boca.

- Desgraçado . . . - Kurilin cerra os punhos.

- Bem, em todo o caso, ela se tornou a preferida dele, tanto, que ele nem se interessa pelas escravas do harém segundo os boatos que correm pelo castelo. Por isso, ele queria que alguém mais a vigiasse, sendo que ultimamente, parecia estar consideravelmente "possesivo" com ela, mais do que o normal. - e sorri tristemente- mas nem por isso, ela deixa de trabalhar no laboratório, se bem que a jovem, pelo visto, ama mexer com tecnologia e não se importa em ficar lá.

OooOooOooOooOooOooOooOooOooOooOooOooOooOooOooOooO

No quarto, Kakarotto desperta e ao abrir os olhos vê Chichi sorrindo para ele, sentindo-se bem pelas caricias recebidas por ela, agradecendo-a com seu costumeiro sorriso:

- Muito obrigado, Chichi.

Ela vê um dos maravilhosos sorrisos dele que a deixavam encantada:

- Queria retribuir o que fez - a jovem fala.

Ele se levanta e se espreguiça e em seguida, Chichi também, para depois abraçar a jovem chikyuu-jin sussurrando, puxando-a para mais perto de seu tórax desnudo e musculoso:

- Queria agradece-la melhor . . . - mas é surpreendido ao vê-la tomar a iniciativa e beija-lo.

Após se refazer da surpresa, sorrindo, aprofunda o beijo sentindo esta corresponder e derreter-se em seus braços musculosos, que exploravam as costas dela em movimentos sensuais, disparando correntes elétricas no corpo da jovem, sendo que se separavam apenas para tomar fôlego, despertando sensações nunca antes sentidas pela terráquea.

Um leve gemido escapa dos lábios, mas, o suficiente para chama-lo à razão, sabendo que se continuassem, iriam muito mais longe e não queria assusta-la, além de perder a confiança dela que a muito custo conseguira, não podendo dar-se a este luxo.

Interrompe o beijo, acariciando o rosto de Chichi com o dorso de sua mão, enquanto que a mesma pergunta, tentando não parecer desanimada, enquanto sua face estava carmesim:
- Por que parou?

- Achei melhor. . . Se continuássemos, iríamos mais longe. . . Prometi que não faria nada sem que estivesse preparada e também desejasse. . . Além de que ainda não é. . .

Ia falar companheira, mas consegue suprimir.

Afinal, não desejava revelar naquele instante a intensidade de seus sentimentos, embora não compreendesse por que não contava, além de que, não queria que a chamassem de amante ou concubina, inclusive escrava sexual se deitando com ele sem ser sua companheira oficialmente e pelos costumes saiya-jins.

Chichi sente-se aquecida pelo respeito deste e preocupação.

Afinal, se fosse outro, teria se aproveitado, mas ele não.

Era gentil, honesto, bondoso e nunca se aproveitaria de uma situação destas, fazendo a chikyuu-jin confiar nele plenamente.

- Meu pai está aqui? - ele arqueia a sobrancelha sentindo o ki.

- Então é do seu pai esse ki. . . Como não senti agressividade considerei que não tinha perigo. . . Além de que estava dormindo tão lindamente que não quis acorda-lo - sorri.

- Vamos?

- Hai.

Nisso ele se dirige para porta enquanto é observado pela jovem.

"Será que ele me ama?", queria acreditar nisso, mas era uma chikyuu-jin, além de ser uma escrava e ele seu mestre, um saiya-jin e embora o chamasse pelo nome longe dos olhos e orelhas do público, ela não deixava de ser para os saiyajins uma escrava, além de que havia diferença entre eles, eram de raças diferentes.

Mesmo que ele já tenha se envolvido com uma alienígena e consequentemente, tendo uma filha com a mesma.

Era esperado que como era um saiya-jin, se unisse com uma de sua espécie para gerar uma cria pura, além de que, uma união com uma chikyuu-jin, se ele a amasse, caso ocorresse, falando hipoteticamente, não seria bem visto e até poderia ser repudiado pelos demais saiyajins e o filho deles sofreria preconceito ou maus tratos nas mãos dos outros da raça do seu pai.

Seu coração doía ao imagina-lo nos braços de uma de sua própria raça, não sabendo o que faria se isso acontecesse, " como poderia continuar na mansão tendo que servir uma saiy-ajin que se apoderou daquele que amava?", por mais que pensasse, não conseguia obter resposta, a não ser vendida á outro mestre.

Com certeza, Kakarotto era exceção e não acharia outro como ele, provavelmente, acabaria voltando a sua antiga vida de escrava de mestres cruéis e aquilo, para ela que se afastara dessa vida, era inconcebível, com certeza, se suicidaria na primeira oportunidade.

Não que Kakarotto fosse vende-la, mas a companheira dele sim, quando este não estivesse na mansão se soubesse que essa nutria quaisquer sentimentos para com seu marido. Em contrapartida, Chichi nunca seria a concubina dele ou amante, pois tinha seu orgulho e que não era por ser escrava que cederia ao corpo dele e aceitaria se deitar com ele.

Seria forte e resistiria ao corpo perfeito deste.

- Chichi? - a voz preocupada daquele que amava retira-a de seus pensamentos.

- Hã? – ela desperta e percebe em como a sua mente teceu hipóteses, se surpreendo com o rumo que tomaram, fazendo-a arquear o cenho, pois muito do que pensou, até certo ponto, era ridículo.

- Está tudo bem?- vê a face de preocupação para com ela.

- Sim, só estava distraída. . .

Ao vê o olhar inquisidor, ela pensa algo rápido e fala, o mais naturalmente possível, mascarando sobre o que realmente pensava naquele instante

- Imaginava como seria seu pai . . . Nunca cheguei a conhece-lo.

- Você vai gostar dele - e sorrindo, a pega pela mão e saem do quarto.

Aproveitaria para apresenta-la à ele, pois, em breve, a faria sua companheira oficial, embora desconfiasse que seu pai já soubesse disso em decorrência de seu poder.

Além disso, percebia que ela não falara a verdade, mas, mais tarde iria perguntar novamente, só que desejando a verdade dessa vez.

Descendo as escadas, vê o seu pai sentado no sofá, conversando com todos, animadamente e nota feliz que Suno parecia maravilhada, embora duvidasse que a mesma percebesse.

Kakarotto havia percebido, pois não era idiota, pelo menos nesse aspecto, que ela sentia algo por ele mais do que admiração e notava os olhares fulminantes lançados á sua futura companheira quando se aproximava desta, percebendo então que aquela jovem o amava.

Porém, seu coração pertencia a Chichi e até agora conseguiu "escapar" de ter que conversar com Suno, pois com certeza, ela iria confessar o que sentia por ele e não queria magoa-la, pois o amor não seria correspondido.

Por isso, ao vê-la bastante entretida com seu genitor ficara feliz, sendo que talvez com isso, ela pudesse parar de sentir amor por ele e talvez redirecionasse para o seu pai e se por acaso ela vier a confessar á ele seus sentimentos, ficará aliviado que provavelmente, alguém a confortará e que este será Bardock, pois percebeu os olhares fugazes dele para com Suno.
Para o seu pai seria bom, pois estava muito solitário e ele, agora, era outra pessoa.

A perda de Liluni o ferira demais e talvez, se Suno o amasse e fosse correspondida por este, poderia até mesmo curar as profundas feridas de seu coração, sendo que graças a mãe e posteriormente, à filha deste com ela, conseguira se libertar das "correntes" do orgulho saiyajin, que transformava todos de sua raça em escravos, condenando muitas vezes estes a infelicidade ou a uma falsa e ilusória felicidade.

Seu pai se libertara, mas pagara um alto preço e fora aquela que amava, não havendo mais volta para ele.

Mas, infelizmente, quantos não permaneciam escravos? Seu amigo Vegeta era um dos que se mantinham acorrentados, mas, com influência de seus sentimentos, que não queria reconhecer serem por Bulma e que começara em seu íntimo, mesmo senão reconhecesse, a questionar, em parte, essas "algemas", só esperando que se libertasse a tempo e não como fora com seu pai, que só depois das perda, reconhecera o que sentia e conquistara sua liberdade.

Mas o caso de Vegeta era diferente de seu pai.

Por ser considerado desde bebê o mais poderoso saiya-jin do planeta, tendo muitos de sua raça depositado nele a fé de que ele era o supersaiya- jin da lenda, ecoada ao longo dos séculos, somando ao ser o próximo na linha de sucessão do trono, havia acabado por receber uma "doutrinação" mais excessiva da cultura saiyajin do que qualquer outro a qual era praticada diariamente e a todo o instante e frente a essa série de fatores, esses ensinamentos enraizaram-se e inflaram seu orgulho saiya-jin acima de quaisquer outros sentimentos.

Kakarotto reconhecia que o rei era o mais orgulhoso do planeta Bejiita.

Embora ele fosse o mais poderoso do planeta e talvez, do universo, Vegeta era com certeza o mais orgulhoso de todos, senão, do universo, o que desconfiava em seu intimo, tudo por ter que conviver com os costumes culturais diariamente e a "praticar" a todo o instante.

Em decorrência dessa série de fatores, teria grande dificuldade em "abrir" seus olhos para seus sentimentos, havendo grandes chances dele não perceber à tempo e com isso, o orgulho, um mestre cruel e sádico, o condenará ao sofrimento, assim como fez com seu pai por meses a fio.

Este mesmo "dono" dele o levava a se isolar de todos, tendo como agravante o cargo que ocupava como soberano de Bejiita.

Bardock e seu filho sabiam, além de Tarble, seu otouto, que eram os únicos amigos que ele possuía em toda a Bejiita e com certeza, do universo, principalmente Kakarotto por terem quase que a mesma idade, considerando-o como melhor amigo e por que não, como um irmão, de fato? Embora, claro, que o rei nunca assumiria e isto não era nenhuma novidade.

O fato, era de que Vegeta confiava cegamente em Kakarotto, algo que nenhum outro saiya-jin teria e este recompensava com lealdade ao planeta Bejiita e à família real.

O caso de Kakaroto era muito diferente de seu pai e do Rei Vegeta, sendo que havia escapado de ser escravizado pelo orgulho, pois crescera afastado dos "costumes saiya- jins e seu orgulho", por ser fraco demais.

Ao lembrar-se disso ri interiormente, enquanto recordara-se era fraco até a juventude e agora, era um super saya-jin 4 , o mais poderoso de sua raça, pois, em matéria de poder era superior à Vegeta, mesmo ele estando também como super saiya-jin 4 , porém, procurava não demonstrar em público, além de que, ultrapassara um pouco esse nível, acreditando que estava próximo do nível super saiya-jin 5. Mas, não era certeza, ainda.

Sendo que mantinha em segredo de todos, menos do seu pai, pois o rei devia ser tido como o mais poderoso, e por isso, Kakarotto protegia seu amigo, fingindo que ele era um pouco mais fraco do que ele.

O irmão mais novo de Vegeta ,Tarble, passara por uma situação semelhante ao de Kakarotto.

Por ter nascido fraco, quase foi assassinado por seus pais se Vegeta não o protegesse com seu poder.

Porém, seu otouto ( irmão mais novo) cresceu cercado de preconceito e com isto, sendo "isolado" dos costumes e cultura saiya-jin, embora tivesse recebido um ínfimo de influência em decorrência de seu aniue, Vegeta, mas fora tão ínfimo, que o grilhões que o prendiam eram frágeis e se quebraram com incrível facilidade, se libertando e mesmo antes de ser quebrado, permitiam que ele não se subjugasse ao dono que imperava e mandava em todos os saiya-jins , inclusive em seu irmão. Ou seja, o orgulho.

Consequentemente havia sentido empatia por Kakarotto e este por ele, suas histórias sendo semelhantes e com isto, ele se tornara, junto deste, uma das exceções dentre os saiya-jins, pois ambos não sofreram lavagem cerebral, diferentemente como foi com Bardock e Vegeta, sendo que este último, com o adventos dos anos e companhia constante com ele, Kakarotto, obtivera melhorias significativas em caráter e até conseguia raramente subjugar, mesmo que fosse só momentaneamente, seu orgulho em algumas situações.

Enquanto isso torcia para que seu melhor amigo se libertasse dessas algemas, pois só assim seria feliz e pleno.

Ele sai de seus pensamentos, se aproximando do sofá e cumprimentando o seu genitor:

- Yo!

- Ah! Filho, como você vai?

- Bem e o senhor?

- Ótimo. . . - nisso nota Chichi, reconhecendo-a pelas suas visões e sendo aquela que era dona do coração de seu filho.

- É Chichi-san, né?- pega a mão dela delicadamente e se curva levemente, beijando o dorso e depois sorrindo, deixando esta atônita com o gesto.

Estava estática com o gesto imprevisível dele, pois era também um saiya-jin, percebendo então que também era diferente da raça que desprezava.

Claro que esperava que sendo pai de Kakarotto, fosse um pouco diferente dos outros saiyajins, mas não imaginava tanto, ainda mais tendo escutado sobre o orgulho dele e agora, percebendo que havia mudado para melhor, sendo confirmado frente ao simples gesto deste, que o Bardock atual e aquele que escutara, pertenciam á dimensões diferentes.

Kakarotto percebe que ela olhava para o seu pai por um tempo considerável, acabando por fazê-lo sentir ciúmes, tornando-se possesivo e rosnando não audivelmente, pois se conteve ao máximo, mas, mesmo assim, não passara despercebido a Chichi que estava ao seu lado, surpresa frente ao rosnado e a Bardock, graças a sua audição, com este sorrindo e falando, visando acalmar o filho:

- Não tenho quaisquer interesses. . . - deixa subentendido, sabendo que o filho não queria que ela soubesse de seus sentimentos, ainda.

Ela passa a olhar assustada para seu mestre, que ao perceber isso, pede desculpas á ela:
- Gomennasai ( desculpe), Chichi.

Ela o fitava agora curiosa, pois não era todo dia que ouvia um homem rosnar, se bem, que neste caso era um saiya-jin. Mesmo assim, nunca vira isso em seus quatro anos no planeta, não compreendendo o porque daquilo.

Bardock sorria vendo a face da jovem em confusão, sendo que via em suas visões, os dois felizes e com filhos, assim como sabia o quanto seu filho a amava, sendo que era com toda a força de seu coração e desejava que se unissem logo, confessando que queria ser avô novamente, o quanto antes, pois só vira os netos em suas visões e queria vê-los pessoalmente, além de não ter podido experimentar plenamente com Minako.

- Pai, o que o leva a vim aqui? Aconteceu alguma coisa? Se fosse só visitar, com certeza avisaria - pergunta em um tom preocupado.

Gostava de receber visitas de seu pai, mas, raramente este chegava de "supetão" e quando ia assim, sem avisar, era alguma coisa séria e que precisava dele, além de ser de última hora.

- Seu irmão, o rei Vegeta tem que partir por uma semana em uma viagem diplomática, nada mais do que uma reunião com os reis de alguns planetas, na reunião anual interplanetária e bem, com a ausência dele, você terá que governar em sua ausência, já que é príncipe. . . - e completa rapidamente ao ver a face deprimida de sua cria - apenas temporariamente. . .

Então, este ergue a cabeça e fica desesperado, ao se recobrar da notícia, pois odiava viver no castelo, tanto pelas recordações daquele lugar, quanto pelo ambiente, opressor:
- Isso não quer dizer ficar no palácio, né? - perguntava exasperado, enquanto admirava-se o fato de que vegeta suportava ficar lá, não sabendo como.

- Sei que você não gosta, mas é temporário, sendo apenas uma semana. . . Se desejar, seus amigos e Chichi podem ficar lá, sem trabalharem e vou estar lá também, auxiliando-o.

Os amigos dele não podiam deixar de conter um sorriso de felicidade ao pensarem em serem servidos, imaginavam os quartos luxuosos e camas macias, não que Kakarotto não fornecesse isso, sendo que ficavam nos quartos de hóspedes que possuíam camas macias e luxuosas.

Porém, sabiam que não podiam comparar uma mansão a um palácio, pois eram coisas completamente distintas.

Nunca nenhum deles entrara em um palácio ou sonhava que fariam isso algum dia, possuindo apenas algumas ideias de como era, mas, Chichi, que já fora uma princesa, sabendo melhor do que ninguém o que era um palácio e o tipo de ambiente, embora, suponha, pela cara de velório de Kakaratto, que devia ser muito pior do que ela mesma já que vivera em um.

- Ebâ! Um castelo!- Pual fala entusiasmado, dando pinotes do ar de felicidade.

- É apenas um castelo e acreditem, não é como passavam em filmes na Terra. - Chichi fala dobrando os braços sobre o peito, fitando-os com a face tipicamente séria.

- Como você sabe?- Kurilin pergunta arqueando uma sobrancelha.

- Simples, no nosso planeta natal, eu era uma princesa, filha do rei Gyumao, das terras da montanha Flypan . . . Fui uma princesa - guerreira - acrescenta, para se distanciar do outro tipo de princesa, aquelas que eram fracas e dependiam dos príncipes irem salva-las, enquanto viravaa face para o lado, pois tais recordações a entristeciam.

Kakarotto e Bardock ficam surpresos e os demais estáticos.

- Fala do Rei Gyumao, famoso por matar aqueles que tentavam roubar os seus tesouros? O temível rei Gyumao? O demônio imperador?! - Yamcha fica exasperado.

- Imaginava que conheciam a lenda. . . É o mesmo, mas não importa mais, apenas que vocês floreiam muito sobre o que é um palácio. . . Saibam, que o ambiente costuma ser "meio pesado", pelo que me lembro - fala pensativa e nisto a imagem de seu pai morto lhe vêm a mente, sendo que sacode a cabeça para dispersar as lembranças dolorosas, conseguindo, parcamente.
Pai e filho se entreolham, provavelmente, percebendo que ela lembrara de seu pai assassinado.

- Não nos julgue, Chichi - Kurilin fala - você já viveu em um, nós não, nem chegamos perto de um desses e é uma oportunidade de ouro.

Ela abana a cabeça para os lados, decidindo que não adiantava mais tentar chama-los para a verdade.

Assim como ela, Kakarotto percebeu que não adiantava falar com eles, pois encontravam-se empolgados demais com a ideia de irem para um palácio, mesmo por uma semana.

O ar lá era opressivo e deprimente e de fato, sempre se questionava como Vegeta suportava viver lá e a única resposta que encontrara é de que como ele nascera e crescera naquele lugar, o ar opressor e corredores frios eram seus "companheiros" de longa data e com isto havia se habituado.

Não adiantava argumentar, infelizmente, eles teriam que sentir por si só, na pele, como era o ambiente e ele não estava feliz em saber disso.

Suspirando, resignado, fala:

- Que seja - e nota aborrecido, o imenso sorriso dos seus amigos, menos Chichi, que imaginava como era um palácio Saiyajin.

- Outra coisa, o rei Vegeta solicitou que ficasse atento à Bulma - não tinha coragem de falar que ele a chamara de animal de estimação, ainda mais com os outros lá .

"Chamou-a de animal de estimação, né? Duvido que tenha falado o nome dela ao senhor e em público"

Começam a conversar mentalmente, pai e filho, uma técnica aprendida por Kakarotto, graças a Eichiteki e ensinada ao pai dele, pelo sensei dele e com isso, permitia ter conversas reservadas mesmo em público.

" Sim " fala amargurado

"Quando ele deixará de ser tão orgulhoso? Quando irá se libertar da escravidão do orgulho?"

"Não sei, mas espero que não seja tarde demais . . . pois poderá não haver volta"

"Tenho esperanças que ele não passará pelo que o senhor passou, pelo menos dizem que a esperança é a última que morre, né?"

"Verdade , mas como já estive escravizado pelo orgulho, sei melhor do que ninguém o quanto é difícil se libertar, ou no mínimo, recobrar parcialmente a liberdade . . . Não desejo que ninguém passe pelo sofrimento que passei por ter deixado aquela que amava ser morta daquele jeito"

- Tudo bem? - Yamcha pergunta vendo a face triste de Bardock.

Nisto, ambos saem da conversa mental.

- Estávamos conversando mentalmente - Kakarotto fala simplesmente.

Os demais compreendem, pois já conheciam a conversa mental e treinavam, menos Suno e Chichi, pois Kakarotto iria ensina-las ainda, então, Bardock explica:

- Minha cria aprendeu com seu mestre, Eichiteki que lhe ensinou artes marciais e depois, este aceitou me ensinar, não só conversa mental, como artes marciais e inclusive a sentir o Ki, manipula-lo e utiliza-lo em sua totalidade, unindo a mente, corpo e espírito . . . Nos conversamos mentalmente quando queremos manter nossas conversas pessoais sendo que precisei treinar e muito para conseguir isso, embora meu filho possa comunicar-se mentalmente não importando a distância, enquanto que eu estou aprimorando, ainda.

-Incrível - Chichi fala maravilhada.

- Seria bom se pudessem fazer amizade com Bulma . . .

- O senhor fala de Bulma, seria Bulma Briefs? Da Corporação cápsula?- Chichi pergunta.

- Isso mesmo, os pais dela e ela são escravos-cientistas e trabalham nos laboratórios anexos ao palácio, atualmente, ela está desenvolvendo uma câmara de gravidade que pode aumentar muitas vezes a gravidade em um ambiente, podendo ter a comodidade de ser transportado em cápsulas.

- Escravos-cientistas?- Pual pergunta.

- Como bem sabe, nós, saiya-jins somos guerreiros natos, conseguindo aprender técnicas poderosas e quando voltamos de quase morrer, ficamos mais fortes, mas, somos defasados em tecnologia, tanto, que quando nossa raça invade um planeta e o conquista, comumente fazemos escravos e se nesse planeta tiver cientistas, os fazemos escravos-cientistas . . . ás vezes, raramente, matamos todos os indivíduos para vender o planeta . . .

Para momentaneamente e toma fôlego, sendo que aquele assunto era um tanto indigesto ao próprio Bardock. Já, Kakarotto, estava aborrecido, exibindo uma carranca em seu rosto.
- Também, não somos comerciantes, somos guerreiros e dificilmente vendemos escravos para fora, costumando estes serem usados internamente em Bejiita . . . Há casos esporádicos que mantemos planetas como colônias, durante a invasão, sendo que os saiyajins fazem escravos na invasão, mas, após ser declarado planeta colônia, não se pode mais fazer escravos . . . Nesse caso, essa família, os Briefs, eram excelentes cientistas e foram pegos como escravos -cientistas antes da Terra ser declarada planeta colônia pelo Rei Vegeta.

- Não é algo que meu pai e eu nos orgulhamos, sendo que sempre fui contra invadir planetas e nas reuniões tento evitar a todo o custo, assim como foi com a Terra . . .

Kakarotto falava em um tom aborrecido e igualmente triste, evitando falar que fora ele que liderou a invasão, mas, que só aceitara para tentar salvar o máximo possível de terráqueos da escravidão e separação de famílias, enquanto foram feitos escravos um número considerável, embora fosse bem menos que a média, não representando mais do que 20%, mas, os amigos e principalmente Chichi, podiam não olhar por este âmbito e não desejava perder a amizade deles nem em entrar em atrito com aquela que amava, enquanto rezava para que eles nunca descobrissem isso.

Inspirando profundamente, fala abatido:

- Mas, infelizmente ela foi invadida, mas meu pai e eu conseguimos convencer o Rei Vegeta, recém-assumido ao trono, a transformar a Terra em colônia e do tipo celeiro, afinal comemos demais e a Terra é um planeta excelente para cultivo de alimentos, além de que graças a tecnologia dos Briefs, nossas naves melhoraram em velocidade e resistência, além de armas melhores, podendo ir de Bejiita á Terra em menos de uma semana antes, era mais . . . Frente a esses argumentos, o convencemos que era mais rentável manter a Terra como celeiro do que exterminar os terráqueos e vender a uma nação . . . O que era para ser feito inicialmente. Além disso, Vegeta aceitou o pedido meu e de meu pai, em ordenar que as crianças, fêmeas gestantes e mães com crianças, fossem poupadas da captura, sendo que não podiam ser feridas e que somente, machos e fêmeas, a partir de dezoito anos seriam capturados.

- Então foram vocês que evitaram da nossa raça ser exterminada e o planeta vendido?- Suno pergunta surpresa. - Assim como protegeram da escravidão as gestantes e crianças pequenas, somente capturando maiores de dezoito anos?

Kakaroto e o pai confirmam com a cabeça.

Um silêncio incômodo impera no ambiente e os terráqueos se entreolham.

Senão fosse pelos dois batalharem para convencer o Rei Vegeta, sua raça teria o destino de muitas outras, exterminada e o planeta vendido a alguma nação com alto poder aquisitivo.

Bem, quanto a parte do que os saiyajins podiam fazer aos planetas que invadiam e conquistavam, estes já sabiam, mas alguns deles, inclusive Chichi não sabiam que a Terra teria outro destino senão fossem os dois.

Porém, mesmo assim, frente a tal informação, não conseguia definir que sentimentos ter em relação a esse assunto, mas, dentre a raça ser exterminada e o planeta vendido ou a situação atual, colônia-celeiro, era melhor a segunda e de fato, seu planeta natal tivera muita sorte na escolha de seu destino após ser conquistado, mas, um planeta escravo não soava bem.

Pai e filho percebiam os olhares aborrecidos e tristes, odiavam isso, tanto que nunca se referiam a "nós saiyajins" mas, como se falassem de outros saiyajins, como se quisessem mostrar a diferença e deixar claro, mesmo subentendido, de que não compartilhavam do comportamento da mesma.

- Bem , já vou indo - o saiya-jin mais velho, fala levantando-se e preparando-se para sair.

- Fique para o almoço, tou-san . . . Almoce conosco - depois Kakarotto olha para seus amigos - Tudo bem?

- Claro, agora somos em cinco, amigo. Portanto, conseguimos cozinhar para dois saiya-jins sem nenhum problema, sendo que antigamente, só um de nós seria difícil, mas não impossível, antes, era complicado . . .

- Me lembro de tê-los ajudado - Bardock fala pensativo.

- E sua ajuda foi providencial, aquelas cozinheiras cozinhavam muito bem.

- Também, como conselheiro, recebo muitas visitas, então acabaram se acostumando.

- Domo arigatou ( muito obrigado - maneira informal)

- Doitashimashite ( de nada ) , obrigado, vou ficar então.

- Ótimo!

Kakarotto exclama feliz e nisto, todos se sentam e conversam animadamente, pois ainda faltava um pouco para o almoço e tinham tempo para conversarem mais um pouco.

OooOooOooOooOooOooOooOooOooOooOooOooOooOooOooOooO